Em resposta ao SNA a questionamentos feitos pelo SNA com base em denúncias de tripulantes, a Líder Táxi Aéreo negou a suposta exigência de pagamento de simulador quando nos casos em que o aeronauta pede dispensa da companhia.

Em ofício, a empresa diz cumprir “todas as disposições da Lei 13.475/2017, bem como dos termos do instrumento coletivo em vigor relativamente a seus empregados aeronautas”.

De acordo com as denúncias, a empresa estaria solicitando a assinatura de um termo, antes dos treinamentos de simulador inicial e periódico, com a previsão de desconto do valor do simulador na hipótese de pedido de dispensa pelo tripulante antes da finalização do curso.

Diante da resposta da companhia, o SNA pede aos tripulantes o envio de documentos que possam comprovar as supostas irregularidades para que possamos tomar as medidas cabíveis.

Os aeronautas podem entrar em contato pelo Whatsapp: 11 95375-0095 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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Após pedido de esclarecimentos feito pelo SNA, a Anac afirmou em ofício que, a respeito de afastamento de pilotos após a vacinação para covid-19, cabe aos serviços médicos dos operadores aéreos “decidir sobre a adoção da recomendação em cada caso concreto”.

A Anac reafirmou que orienta os serviços médicos dos operadores aéreos e os examinadores médicos credenciados para que recomendem o afastamento por 48 horas de pilotos após a vacinação contra a covid-19 (ou 72 horas no caso de operações com um só piloto).

Porém a agência ressalta que “o afastamento pode ser flexibilizado a critério médico, não sendo uma determinação”. Ou seja, na prática a decisão sobre afastamento ou não e sobre o tempo de eventual afastamento cabe aos serviços médicos das empresas.

A agência destaca ainda que a orientação é semelhante à adotada pelas autoridades de aviação civil americana, europeia, canadense e australiana.

Por fim, a Anac afirma que a recomendação vale para todas as categorias de pilotos. “Assim, não se estende aos demais profissionais, sem prejuízo da responsabilidade rotineira dos serviços médicos dos operadores”, diz o ofício.

A equipe do projeto Fadigômetro disponibilizou em versão preliminar um novo artigo científico sobre os efeitos adversos das operações aéreas na madrugada.

Para ler o texto, acesse: https://arxiv.org/abs/2201.05438.

Focado na identificação das causas raízes da fadiga através de modelo biomatemático, o estudo utilizou uma amostra de 8476 escalas de voo em um período pré-covid-19, a partir das quais os pesquisadores demonstraram e quantificaram os efeitos adversos das madrugadas e das operações de pousos e decolagens entre 2 e 6 da manhã. 

Os principais indicadores de fadiga oriundos do modelo SAFTE-FAST apresentaram degradação significativa para aquelas escalas com quantidades elevadas de madrugadas em períodos de 30 dias consecutivos.

Verificou-se que aeronautas com escalas com mais de 10 madrugadas em 30 dias possuem ao menos uma operação de pouso e/ou decolagem associada a um período equivalente de vigília de mais de 24 horas, o que corresponde a um déficit de sono de mais de 8 horas.

Também foi observado um incremento de 23,3% no risco relativo da fadiga comparando-se escalas com uma (1) e treze (13) madrugadas num período de 30 dias.

Recomendações

A análise dos dados obtidos pelo Fadigômetro aponta para a necessidade de que tanto a quantidade de madrugadas quanto o número de operações de pousos e decolagens entre 2 e 6 da manhã, em um período consecutivo de 30 dias, sejam considerados indicadores chave de performance.

A recomendação dos pesquisadores é para que a quantidade dessas operações seja mantida tão baixa quanto possível nos processos de confecção e otimização das escalas dos aeronautas, não excedendo:

• Um máximo de 10, a cada 30 dias, para as madrugadas.

• Um máximo de 15, a cada 30 dias, para as operações entre 2 e 6 da manhã.Em um momento de retomada dos voos e da produtividade, quando ainda são sentidos os impactos da pandemia e de fatores como o atual surto de gripe no Brasil, esses dois indicadores se apresentam como recursos importantes para a elaboração das escalas de voo sob o amparo da segurança.

Agradecimentos

A equipe de pesquisadores agradece o apoio da Comissão Nacional de Fadiga Humana (CNFH) e da Azul Linhas Aéreas, e também agradece aos aeronautas que aderiram ao estudo.

O apoio das entidades e a adesão de cada aeronauta à pesquisa têm sido fundamentais para a robustez dos dados apresentados, permitindo ao Fadigômetro alcançar o seu principal propósito: contribuir com a segurança de voo na aviação regular brasileira.

Sobre o Fadigômetro

Projeto de pesquisa pioneiro no mundo, o Fadigômetro tem como objetivo a criação de um banco de dados sobre o estado de alerta das tripulações da aviação regular brasileira durante suas jornadas de trabalho, permitindo a propositura de métodos para a análise do risco da fadiga e estratégias para sua mitigação.

O estudo tem SNA, Abrapac, Asagol e ATL como entidades idealizadoras e financiadoras, e conta com a inestimável participação e suporte científico da Faculdade de Saúde Pública, do Instituto de Física e do Laboratório de Ciências da Cognição do Instituto de Biociências da USP.

Acesse www.fadigometro.com.br para saber mais e participar. 

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (17), em São Paulo, os associados do Sindicato Nacional dos Aeronautas aprovaram a instauração do processo eleitoral para renovação dos órgãos diretivos da instituição — o próximo mandato inicia-se em 1º junho de 2022 e tem duração de três anos.

Também foram deliberados nesta assembleia a definição do calendário, o período da votação e a eleição da comissão eleitoral, que coordenará o processo eleitoral juntamente com a diretoria da entidade.

Foram eleitos para a comissão os aeronautas Rafael Alle Lange, Douglas Luiz Mariano, Alexandre Ruschel e Fábio Ferla Spada.

Além disso, foram aprovadas: utilização da forma virtual para a realização das votações; participação do MPT (Ministério Público do Trabalho); meios de recebimento dos registros das chapas, entre outras deliberações.


Calendário eleitoral

2/2/2022 – Publicação do edital no DOU com informações de datas, horários da votação e prazos para registro das chapas e impugnação de candidaturas;

3/2/2022 até 23/2/2022 – Prazo para registro das chapas integradas para diretoria, e candidaturas individuais para conselho fiscal e representante sindical;

Prazo para publicação pela Comissão Eleitoral dos nomes que integram as chapas: oito dias após prazo de registro;

Prazo para impugnação de candidaturas: 3 dias após a publicação no DOU dos nomes que integram as chapas;

4/4/2022 até 11/4/2022 – Votação 1º escrutínio;

12/4/2022 – Assembleia Eleitoral Pública Permanente (apuração);

28/4/2022 - Recurso eleitoral do 1º escrutínio

19/4/2022 até 26/4/2022 – Votação 2º escrutínio, que ocorrerá somente se não houver quórum no 1º escrutínio;

27/4/2022 – Assembleia Eleitoral Pública Permanente (apuração do 2º escrutínio); e

12/5/2022 – Recurso eleitoral do 2º escrutínio.

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O SNA enviou um ofício nesta sexta-feira (14) à Azul Linhas Aéreas em que questiona a empresa a respeito de denúncias recebidas de tripulantes de antecipação de programações e mudanças de folgas.

De acordo com os relatos, a companhia não está respeitando o período de descanso dos tripulantes, em desconformidade com o previsto no art. 26 da Lei do Aeronauta, que dispõe que a prestação de serviço do tripulante será determinada por meio de escala “no mínimo mensal, divulgada com antecedência mínima de 5 (cinco) dias, determinando os horários de início e término de voos, serviços de reserva, sobreavisos e folgas, sendo vedada a consignação de situações de trabalho e horários não definidos”.

Também houve relatos de que a empresa vem antecipando o horário de folga, sendo mantido o dia atribuído, em desacordo com o que dispõe o artigo 53 da Lei do Aeronauta.

O SNA ressalta que toda e qualquer flexibilização só pode ser feita por meio de Acordo Coletivo de Trabalho firmado com o sindicato, após aprovação da categoria.

Desta forma, o SNA pede à Azul um posicionamento o mais breve possível, além da tomada de providências para as eventuais correções de quaisquer irregularidades.

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A Ifalpa (Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linha Aérea) publicou um documento no último dia 13 de janeiro, baseado em um alerta de segurança emitido pela Alpa (Airline Pilots Association), que atualiza recomendações para operações de aeronaves sob

potenciais efeitos adversos sobre os radioaltímetros devido à interferência de comunicações 5G.

O alerta da Alpa cita as diretrizes da FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos), que emitiu Notams (avisos para missões aéreas) para locais onde a presença de sinais sem fio 5G poderá interferir no radar da aeronave.

O documento afirma que é fundamental que os pilotos estejam cientes e cumpram todas as restrições impostas pela FAA e pelas companhias aéreas.

Os pilotos também devem garantir que o planejamento de voo e a preparação avançada considerem, especialmente, a possibilidade de necessidade de uso de aeroporto alternativo.

Além disso, os pilotos devem buscar ativamente informações em caso de dúvidas.

Veja a íntegra do documento: https://tinyurl.com/2p8kuvmv

A Infraero informou ao SNA, por meio de ofício, que a fase de testes com tripulantes para o programa Embarque + Seguro, do governo federal, nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, será concluída no próximo domingo (16). O sistema permite acesso às áreas restritas de segurança com uso de reconhecimento facial biométrico.

De acordo com o documento da Infraero, já estão sendo tomadas as providências administrativas para a implantação do sistema nos dois aeroportos —o edital de licitação para compra dos dispositivos biométricos deve ser publicado ainda em janeiro.

A Infraero agradeceu aos aeronautas pelo apoio na fase de testes e afirmou que “com o engajamento de todos, foi possível avaliar o sistema, corrigir falhas, realizar ajustes e gerar dados e informações que serão úteis na próxima fase do projeto”.

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