O SNA solicitou à 14ª Vara do Trabalho de São Paulo audiência para esclarecimentos sobre a decisão que determinou, na segunda-feira (11), o início dos pagamentos dos créditos trabalhistas devidos pela falida Vasp a seus ex-funcionários.
O sindicato questionará ao juízo sobre o critério adotado para a distribuição do valor disponível na ação civil pública.
O juiz determinou que os R$ 312 milhões arrecadados com a venda da Fazenda Piratininga, uma das propriedades que pertenciam ao ex-controlador da empresa, Wagner Canhedo, sejam rateados entre os credores.
Os trabalhadores tentam há dez anos receber parte dos salários e benefícios — o valor atualizado da dívida até dezembro de 2014 é de mais R$ 1,5 bilhão.
Desta forma, os valores levantados até o momento representam apenas parte da dívida existente. A expectativa, no entanto, é de que a venda de outras propriedades do Grupo Canhedo permita fazer novos rateios no futuro.
Os pagamentos serão feitos em lotes e nesta primeira fase estarão limitados a 150 salários mínimos por credor.