Evento do SNA aponta soluções na questão do RBAC-61

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O evento organizado pelo SNA na noite de segunda-feira para discutir o RBAC-61 (Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil), em São Paulo, contou com a participação de mais de 100 aeronautas e representantes de associações de pilotos, que tiveram a oportunidade de fazer questionamentos, reivindicações e esclarecer dúvidas diretamente com o Superintendente de Padrões Operacionais da ANAC, Wagner William de Souza Moraes.

O encontro, de extrema importância para a aviação civil nacional, serviu para esclarecer pontos polêmicos sobre emissões de licenças, habilitações e certificados. O grande avanço proporcionado pelo evento foi a abertura de diálogo com a ANAC e a perspectiva de possíveis adaptações e revisões nas novas normas, de forma a garantir tanto as necessidades da agência reguladora como as dos aeronautas.

“Estamos trabalhando para um mercado melhor, com regulamentação para agora e para o futuro. Pensamos que a ANAC deve regulamentar o básico e deixar que a sociedade e o segmento encontrem formas melhores de desenvolvimento. A porta da ANAC está aberta para as entidades e associações para fazer os avanços técnicos necessários na regulamentação”, disse Souza Moraes.

O presidente do SNA, comandante Adriano Castanho, também avaliou como positivo o encontro. “O Sindicato é uma ferramenta importante para todos, e queremos fazer nossa parte na aviação executiva. Vamos acolher a todos que querem contribuir e apontar soluções, e não só problemas. Há sinergia entre todos que estão no mercado, sejam trabalhadores, empresas ou organismos de regulamentação”, afirmou.

O site Para Ser Piloto, parceiro do SNA no evento, fez uma análise das questões abordadas e de suas implicações práticas. Clique aqui para conferir.

Confira alguns dos pontos/reivindicações discutidos:

- EMD005, que altera dois itens do RBAC-61, prorrogando a possibilidade de recheques de hab.TIPO por mais um ano.

- Possibilidade de que treinamentos em CTAC que sejam baseados em simuladores mais simples (FTDs), com complementação em aeronave, ou 100% baseado em aeronave – e não necessariamente em simuladores mais complexos (nível C + aeronave, ou nível D “puro”).

- Possibilidade de mudança na exigência de 200h em comando para INVA/H.

- Cursos teóricos obrigatórios para PPL, PP e PLA poderiam permanecer como estão hoje (opcionais).