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No início do mês de fevereiro, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), esteve em Buenos Aires, Argentina, como representante dos pilotos brasileiros, para formar a Federação Sindical de Pilotos da América Latina (FESPLA), criada para que os sindicatos dos países vizinhos e do Caribe caminhem juntos na defesa dos interesses dos pilotos junto às organizações internacionais e de seus próprios governos, e assim lhes garantir melhores condições de trabalho.
Na última quinta-feira, 20/2, na sede da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), no Rio de Janeiro, estiveram presentes representantes sindicais dos países sulamericanos – Brasil (SNA), Argentina, Colômbia, Peru e Uruguai – para formação de um Comitê Regional ITF de Pilotos de Aviação Civil. Foram eleitos o Comandante Pablo Biro (Argentina) como presidente, e os vice-presidentes Comandante Osvaldo Neto (Brasil), Comandante Mikro (Peru) e a Comandante Diana (Colômbia).
Este Comitê tem como grande preocupação o evidente processo de reordenação de negócios da indústria em nível regional, com criação de alianças e fusões das empresas aéreas, resultando em uma concentração da indústria em poucas empresas aéreas transnacionais, que, por sua vez, têm como finalidade o incremento de seus ganhos, reduzindo os custos laborais pela tentativa de eliminar ou minimizar benefícios sociais, e a implementação de ações antissindicais, aproveitando-se, principalmente, dos trabalhadores aéreos que não são sindicalizados ou onde exista uma debilidade sindical.
Por este entendimento, a FESPLA e o Comitê ITF foram formados, com o objetivo de enfrentar o embate destas empresas aéreas através da luta efetiva e coordenada em uma rede de organizações sindicais que, por meio da Federação e do Comitê ITF, enfrenta e assume posições conjuntas para conquistar melhores condições laborais, técnicas e de segurança.
O Comitê Regional ITF de Pilotos da Aviação Civil, onde o Brasil (SNA) exerce a cadeira de vice-presidente, tem o objetivo de desenvolver recomendações e normas operativas e de segurança para evitar que trabalhadores e passageiros corram qualquer tipo de risco, impactando de forma prioritária os pilotos que são obrigados a voar colocando em suas mãos o peso da responsabilidade da segurança de todas as pessoas a bordo.
Dessa forma o SNA entende que o Comitê ITF é de suma importância para debater melhores condições de trabalho para os Pilotos da Aviação Civil e mudanças na indústria da aviação, além de identificar problemas de segurança e saúde no trabalho. Do ponto de vista internacional, manterá um diálogo social para que cada país possa estar sempre atualizado com os problemas referentes à aviação civil em nosso continente, tão bem como estar atentos ao panorama e tendências da indústria mundial.
A Diretoria do Sindicato Nacional dos Aeronautas
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