O Estado de S. Paulo
Ministério Público pede para arquivar investigação sobre aeroporto em terreno da família de Aécio
O Globo
Entrevista: Azul mira no BNDES para investir na portuguesa TAP
G1
Idoso morre em queda de ultraleve durante seu 1º voo sozinho, diz PM
Desenterram na Alemanha avião e piloto da Segunda Guerra Mundial
Jornal do Brasil
Avião faz pouso de emergência nos EUA após chuva de granizo
Parentes de vítimas de voo da Germanwings recorrem aos EUA
Valor Econômico
Embraer anuncia amanhã certificação do Legacy 450
No Galeão, dinâmica só melhora em abril de 2016
Carga responde por 70% das operações em Viracopos
Estados usam ICMS menor para atrair voos
Confins prepara-se para dobrar capacidade
Zero Hora
Terminal de cargas do aeroporto depende de liminar para receber medicamentos há quase 19 meses
Paraná-online
Avião que saía de Curitiba para Passo Fundo solta peças no ar
Gazeta do Povo - PR
A primeira classe abandona os voos para o Brasil
O Tempo - MG
Infraero articula com Estado ampliar voos na Pampulha
O Estado do Maranhão
Chegadas e partidas deixam o aeroporto agitado toda a noite
O Estado do Ceará
Cade aprova sem restrições compra da TAP por consórcio de Neeleman
Jornal de Turismo
Air Canada reporta resultado recorde no tráfego de julho
Mercado&Eventos
American Airlines lança a "cabine pet" para animais de estimação
Programa de aviação regional começa pela Amazônia Legal
Panrotas
Movimento do Aeroporto de Natal sobe 15% em julho
07 Agosto 2015 | 18h 45
Ministério Público pede para arquivar investigação sobre aeroporto em terreno da família de Aécio
É a segunda vez em menos de dois anos que os promotores pedem para o caso envolvendo familiares do presidente do PSDB ser arquivado
LEONARDO AUGUSTO, ESPECIAL PARA O ESTADO
O ESTADO DE S. PAULO
Belo Horizonte - O Ministério Público de Minas Gerais pediu pela segunda vez em menos de dois anos o arquivamento das investigações sobre o aeroporto construído pelo Estado em Cláudio, no centro-oeste mineiro, durante o governo de Aécio Neves (PSDB). O terreno utilizado na obra pertencia a um tio-avô do tucano, hoje senador. O projeto, orçado em R$ 13,9 milhões, foi concluído em 2010.
O pedido mais recente de arquivamento foi enviado ontem ao Conselho do Ministério Público pelos promotores Maria Elmira Evangelina do Amaral Dick, Fernanda Caram Monteiro, Tatiana Pereira e José Carlos Fernandes Junior, responsáveis pelas investigações. O conselho é formado pelo procurador-geral do Estado, o corregedor-geral e nove procuradores de justiça eleitos. Não há data para a decisão.
No início do ano passado, a promotora Maria Elmira já havia solicitado ao conselho o arquivamento das investigações, iniciadas em 23 de março de 2009 a partir de denúncia anônima.
Para justificar a solicitação, a promotora utilizou argumentação encaminhada pelo próprio Governo do Estado, que entre 2002 e 2014 foi comando pelo PSDB. Nos dados enviados ao Ministério Público, a Secretaria de Transportes e Obras Públicas afirma que o aeroporto foi construído dentro de programa do governo estadual para "adequação, ampliação, melhoria e revitalização da malha aeroportuária do Estado", conforme consta no pedido de arquivamento.
Cláudio fica a 55 quilômetros de Divinópolis, que possui aeroporto com capacidade para pouso de aviões de grande porte. Para efeito de comparação, o principal aeroporto de Minas Gerais, Confins, está a 42 quilômetros da capital.
Aeroporto de Cláudio, no interior de Minas Gerais |
Porém, em julho do ano passado, antes mesmo de o conselho analisar o pedido de arquivamento, os jornais publicaram reportagens sobre a obra de Aécio em Claudio. Na época, o senador era o candidato do PSDB á Presidência da República. Com base no material publicado pela imprensa, os deputados estaduais Rogério Correia (PT), Pompílio Canavez, e Sávio Souza Cruz (PMDB), hoje secretário de Meio Ambiente do governo mineiro, pediram abertura de investigação ao MP.
Com o novo pedido de averiguações, Maria Elmira Dick e os três promotores, que então passaram a ajudá-la nas apurações, solicitaram ao conselho que enviasse o inquérito de volta, para que outros procedimentos fossem adotados. No novo pedido de investigações foi acrescentado ainda solicitação de averiguações em relação à construção de um outro aeroporto, em Montezuma, na Região Norte de Minas, onde familiares de Aécio também mantém propriedade.
As investigações do MP então passaram a se concentrar no custo de ambas as obras. Foram pedidas à Secretaria de Transportes e Obras explicações pelo fato de o aeroporto de Cláudio ter ficado mais caro que o de Montezuma. Nas explicações, a secretaria informou que o projeto no Norte era apenas de recuperação de uma pista já existente. O Estado enviou ainda ao Ministério Público "planilha detalhada com todos os gastos referentes às duas obras". Com base nessas informações, os promotores produziram, então a solicitação final de arquivamento enviada ao Conselho.
Em nota, o deputado Rogério Correia afirmou ter tomado conhecimento da decisão dos promotores com "estranheza e perplexidade". Conforme o parlamentar, as obras em Cláudio e Montezuma "além de não se justificarem por demandas econômicas regionais, ainda trazem a condição de interesse familiar direto do governador (sic). Evidentemente que a deliberação pelo arquivamento de nossa petição sobre o caso não encerra a questão. A apuração do escândalo dos aeroportos de Cláudio e Montezuma prosseguirá", afirma o texto.
9 ago 2015
Aeroportos
Dos leitores
É inacreditável que em pleno século XXI as operações nos aeroportos das grandes cidades tenham o seu funcionamento paralisado em função de condições meteorológicas adversas. Há, atualmente, equipamentos que permitem o pleno funcionamento dos aeroportos. A Anac e o Ministério da Aeronáutica são os grandes culpados, pois nossos aeroportos continuam operando como se estivéssemos no século passado. Isso é uma vergonha.
LEONARDO JOSÉ AMERICANO RODRIGUES
RIO
09/08/2015 8:49
Entrevista: Azul mira no BNDES para investir na portuguesa TAP
Após comprar 61% da europeia, David Neeleman diz que tem planos para ampliar frotas e destinos
POR DANIELLE NOGUEIRA / ENVIADA ESPECIAL A SÃO PAULO
Neeleman na sede da Azul, em São Paulo:executivo estuda levar jatos da Embraer para o braço regional da TAP e promete novos destinos para o Brasil |
SÃO PAULO - Fundador da Azul, David Neeleman incluiu Portugal na sua rota de viagens desde junho, quando comprou 61% da TAP, ao lado do grupo português Barraqueiro. E pode buscar apoio do BNDES para chegar a 95% da empresa por meio da Azul. Os planos incluem ampliar frota e destinos. No Brasil, avalia que as passagens só voltarão a subir em 2017, lamenta a perda de confiança do investidor estrangeiro e prevê retração da economia de 2,5% este ano
Por que comprou a TAP?
Há muitas razões. Realmente acreditamos que a TAP tem potencial enorme. De 35% a 40% da receita da TAP vêm do Brasil. Ela tem 26% do market share dos voos entre Brasil e Europa, é líder nesse mercado. A TAP é grande porque tem voos diretos para 12 cidades do Brasil. O novo A321 LR (avião encomendado pelo consórcio Gateway, que comprou a TAP e é formado por Neeleman e pelo grupo português de transportes Barraqueiro) pode chegar a Manaus, Belém e São Luís, a partir de Lisboa, pois Lisboa é o ponto na Europa mais perto do Brasil. Outros hubs (centros de distribuição) na Europa não podem usar essa aeronave.
Por que não podem?
As outras companhias usam wide bodies (aviões grandes, que fazem voos de longo curso), com custos maiores. No A330-900, por exemplo, preciso de 180 pessoas a bordo para chegar ao break-even (ponto de equilíbrio em que não se tem ganho nem perda). Nos A321, bastam 85. E os A321 têm alcance de sete a oito horas de voo. Os motores novos queimam 15% menos combustível (comparados com os modelos antigos). Então, os A321 têm alcance maior. Podem fazer viagens de Portugal para o Nordeste do Brasil ou para o Nordeste dos Estados Unidos a um custo 50% menor que o do A330.
Para quais novos destinos a TAP vai voar no Brasil?
São Luís, Teresina, João Pessoa. Podemos ir também para Cuiabá, onde a Azul é forte, e Campo Grande. Todas as capitais.
E nos Estados Unidos e na Europa?
Nos Estados Unidos, a TAP só voa para New Jersey e Miami. Achamos ser possível voar para seis a oito novos destinos. Há muitos portugueses em Boston e Washington. Na Europa, já há cerca de 50 destinos. Talvez tenhamos que ignorar alguns. Se a TAP voa para alguma cidade em que as pessoas não têm interesse em voar para Portugal, Brasil ou EUA, não queremos voar para lá (risos).
O consórcio Gateway entregou uma carta do BNDES ao governo de Portugal dizendo que o banco poderia apoiar a operação de compra da TAP. Mas o BNDES só financia empresas brasileiras, e o consórcio tem controle português. Como se dará um eventual apoio do BNDES à operação?
Seria por meio da Azul, mas não está decidido ainda. Temos 61% da TAP hoje e temos a opção de chegar a 95%. Se a gente quiser colocar mais capital, o BNDES poderia emprestar dinheiro para a Azul, e a Azul poderia entrar na TAP. Não precisamos disso agora, mas seria bom se a Azul tivesse essa opção, seria um investimento para a Azul.
No anúncio de compra da TAP, foi dito que seriam encomendados 53 novos aviões para a aérea. Pretende levar os aviões da Embraer para lá?
Os 53 aviões são da Airbus (A330-900 e as famílias A321 e A320), já foram encomendados e irão para a TAP, que tem 88 aeronaves. Parte dos aviões será usada para renovar a frota e parte será usada para ampliá-la. Além disso, dentro do grupo TAP tem a Portugália, que é regional. A frota dela precisa ser renovada. Uma das ações é colocar os jatos 190 e 195 (da Embraer) na Portugália. Estamos estudando isso. Outra opção é fazer uma fusão de Portugália com a TAP e ampliar ainda mais a frota da TAP. Nesse caso, a TAP faria os voos regionais e poderíamos comprar aviões menores da Airbus, como o A319.
O BNDES poderia entrar financiando aviões da Embraer?
Claro, é isso que o BNDES faz.
Quais as sinergias entre TAP e Azul?
A gente pode entregar muitos clientes para eles e eles podem entregar muitos clientes para nós. Podemos fazer o handling (pessoal que trabalha nos serviços em solo) da TAP e da Azul juntos. E fazer compras (de suprimentos) juntos. Somos duas vezes maiores agora. Temos poder de barganha maior. E a Azul é o maior cliente da TAP Manutenção (que fica no Brasil).
O investimento na TAP é de € 350 milhões. Os fundos que são acionistas da Azul participam?
Hum, hum. Tem alguns.
A TAP vai dar lucro?
Contratei uma consultoria para estudar a empresa profundamente. Paguei uns US$ 500 mil para eles. Eles disseram que a receita da TAP poderia ser € 200 milhões maior. Hoje, é de cerca de € 3 bilhões. Achamos que podemos elevar isso em 8%, fazendo conectividade, gerenciamento de tarifa, alimentando melhor o Brasil e ajustando a malha na Europa.
O senhor tem experiência em companhias com perfil muito diferente do da TAP. O que vai mudar?
Vai ter uma grande mudança de frota, de malha e de produto. Hoje, as aeronaves têm dez anos e (as poltronas) não deitam na executiva. Vamos mudar isso. Vai ter entretenimento, mais conforto a bordo. Vai ser um produto bem melhor.
Vai haver demissões?
A TAP é eficiente. Pode ser mais eficiente, mas não é demitindo que vamos ficar mais eficientes. Fizemos uma promessa que não faríamos demissão por três anos.
Como foram as conversas com o governo brasileiro?
Tivemos apoio. O governo brasileiro ligou para o governo português e falou: “Esses caras são sérios". A primeira vez que ouvi falar do interesse brasileiro na TAP foi há cinco anos, quando Gleisi Hoffmann (ex-ministra da Casa Civil) ligou para mim e perguntou: “Vocês podem comprar a TAP? É muito importante para o Brasil. Alguém tem que comprar”. E o Brasil tinha que ter interesse mesmo porque 50% das pessoas a bordo (da TAP) são europeias. Vêm aqui gastar dinheiro. Nos voos que vêm dos EUA, 95% são brasileiros. Não trazem dólar para cá, levam dólar para lá. Sem contar os dois mil empregos da TAP Manutenção e Engenharia no Brasil.
Por que não houve interesse antes?
Depois da fusão da Azul com a Trip (em 2012) foi que ficamos mais robustos. Aí fazia mais sentido.
A TAP tem acordo de compartilhamento de voos com a Gol. Isso vai acabar?
Se a Gol quiser dar receita para a TAP, com voos que a Azul não tem, nós podemos manter o acordo.
A Delta injetou mais capital na Gol este ano e a Azul vendeu 5% da empresa para a United Airlines. O capital estrangeiro é necessário para atravessar a crise atual?
É, de certa forma, uma maneira de abrir capital. A gente vendeu 5% da Azul por US$ 100 milhões, o que coloca a empresa com um valor de US $ 2 bilhões. Foi um bom preço. Claro que o capital é bem-vindo. Mas não foi por causa da crise.
As empresas têm feito promoções para manter os passageiros de lazer viajando, já que o corporativo sumiu dos aviões. Com tarifas tão baixas, o prejuízo será inevitável?
Tem que ter (preços baixos), porque tem que estimular o mercado. As empresas estão muito sofisticadas. Com 180 dias de antecedência, sabe-se qual taxa de ocupação o avião deve ter, qual a tarifa deve ser cobrada. O problema é a tarifa média este ano, que está menor do que a do ano passado. E os custos estão mais altos por causa do dólar.
A receita da Azul será menor?
Se a pergunta é se vamos ter lucro, a resposta é não (risos). A receita vai ser quase a mesma. Se não fosse pelo dólar, poderíamos ter lucro. A tarifa média está mais baixa, teríamos uma receita menor, mas poderíamos ter lucro. Com o dólar alto, é impossível.
Quando haverá recomposição de preços das passagens?
Este ano não. Talvez só em 2017. Mas temos bastante caixa para atravessar esses anos.
A Azul começou a operar no Brasil em dezembro de 2008. O que mudou de lá para cá? O país continua atraente para o investidor estrangeiro?
O câmbio foi de R$ 1,60 a R$ 3,50. As políticas aqui, as despesas do governo, a confiança... O problema agora é que muita gente que investia no Brasil tirou investimento porque perdeu a confiança no país. Imagina as pessoas que investiam na Petrobras... Tem dezenas de bilhões que as pessoas perderam. Antigamente os fundos falavam: “Puxa, que bacana... Você está no Brasil. O país está indo bem, Copa do Mundo, Olimpíadas, a classe média está crescendo”. Era tudo ótimo. Eu falava: não é tão bom assim. Hoje, eles falam: “Puxa, você está lá, nossa! Que merda”. E eu estou falando: não é tão ruim assim. A verdade está em algum lugar no meio. Então, o que precisamos é ter a confiança dos investidores estrangeiros de volta. Nosso país precisa de investimento de fora.
O que fez eles saírem? Alguma medida de política econômica?
Tudo. Se o Brasil perder o grau de investimento (selo de bom pagador), vai ser mais difícil ainda. Quando vim para cá nem tinha grau de investimento. E houve perda de confiança por causa da corrupção.
Qual a variação do PIB com que estão trabalhando para este ano?
Retração de 2,5%.
09/08/2015 20h11
Idoso morre em queda de ultraleve durante seu 1º voo sozinho, diz PM
Testemunhas disseram que ventava muito no local no momento do acidente.
Aeronave caiu logo depois de decolar do aeroporto de Piracanjuba.
Vitor Santana
Do G1 GO
Idoso morre em queda de ultraleve durante 1º voo sozinho |
Um homem de 62 anos morreu neste domingo (9) na queda de um ultraleve em Piracanjuba, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Militar, testemunhas disseram que a vítima era engenheiro de produção de um laticínio e estava voando sozinho pela primeira vez.
Testemunhas que estavam no local disseram que o idoso morreu na hora. “A esposa dele estava lá e até pediu para ele tomar cuidado porque estava ventando muito. Ele decolou do aeroporto e nem chegou a subir muito e já caiu”, disse o motorista Samuel Gomes Rezende, que estava próximo ao local no momento da queda.
O ultraleve caiu a poucos metros da pista de pouso e decolagem. O Instituto Médico Legal de Morrinhos esteve no local e retirou o corpo. Já a aeronave foi levada para o aeroporto para ser periciada.
Até a publicação dessa reportagem o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não havia sido informado deste acidente.
Segundo testemunhas, estava ventando muito no local |
08/08/2015 14h02
Desenterram na Alemanha avião e piloto da Segunda Guerra Mundial
Avião de combate americano caiu com piloto francês em fevereiro de 1945.
Soldados depositaram bandeira francesa e coroa de flores no local.
Da AFP
A carcaça de um avião da Segunda Guerra Mundial e os restos do francês que o pilotava quando o aparelho se acidentou, em 1945, foram desenterrados neste sábado no sudoeste da Alemanha, informou a agência de notícias DPA.
O avião de combate americano, um Thunderbolt P47, caiu em 14 de fevereiro de 1945, em Ottersweier en Bade-Wurtemberg, fronteira com a França. O piloto, Antoine Allard, 25, procedia de Paris, segundo a DPA.
O "buscador de restos" Uwe Benkel localizou o aparelho quatro metros abaixo da terra. No local, havia um monumento comemorativo pelo qual Werner Doll, um vizinho de 77 anos, passava com frequência.
Testemunha, aos 7 anos, do acidente, causado pela colisão com outro avião, Doll "sempre dizia algo" ao piloto sepultado, contou à agência alemã.
Soldados alemães depositaram neste sábado uma bandeira francesa e uma coroa de flores no local da escavação, diante de dezenas de pessoas. Os restos do piloto serão levados para um cemitério.
09/08 às 18h18
Avião faz pouso de emergência nos EUA após chuva de granizo
Portal Terra
Pilotos de uma aeronave da Delta Airlines foram obrigados a realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, depois de sérias avarias no bico e nas janelas provocadas por uma tempestade de granizo, segundo a imprensa internacional.
O Airbus A320 voava de Boston para Salt Lake City quando teve sua janela frontal rompida e a proteção do nariz do avião arrancada. Apesar dos danos, os pilotos conseguiram pousar com segurança e foram aplaudidos pelo passageiros.
"Eu voo constantemente e estes foram os dez minutos mais assustadores da minha vida", disse Robin Jones, um dos passageiros, à Fox 13 após o pouso.
Depois do susto os passageiros seguiram para o seu destino em outra aeronave. Autoridades americanas disseram que irão investigar o incidente.
09/08 às 15h22
Parentes de vítimas de voo da Germanwings recorrem aos EUA
Portal Terra
Insatisfeitos com o valor de indenizações, familiares dos 150 passageiros mortos planejam mover ação na Justiça americana. Principal argumento é autorização de voo ao copiloto Andreas Lubitz, responsável pela tragédia.
O advogado que representa familiares de vítimas da queda do voo 4U-9525 da Germanwings confirmou neste domingo que os clientes planejam abrir um processo na Justiça americana. "Estamos nos preparando para uma queixa aos Estados Unidos e acreditamos que temos uma boa chance de sermos ouvidos por um tribunal", afirmou Elmar Giemulla em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.
Em julho, parentes dos 150 passageiros rejeitaram uma proposta de indenização apresentada pela Lufthansa, companhia aérea alemã da qual a Germanwings é subsidiária. Foi oferecida uma ajuda emergencial de 50 mil euros, além de 25 mil euros de indenização por cada vítima.
Segundo Giemulla, que representa parentes de 39 passageiros, o objetivo é aproveitar o sistema extrajudicial de provas dos EUA para questionar por que o copiloto Andreas Lubitz possuía permissão para voar, apesar de ter sido diagnosticado com problemas psicológicos. Uma decisão judicial favorável daria direito a indenizações dez vezes mais altas.
O voo 4U-9525, que viajava de Barcelona a Düsseldorf, caiu nos Alpes franceses em 24 de março de 2015. Todas as 150 pessoas a bordo morreram. Investigações confirmaram que Lubitz lançou o avião deliberadamente contra as montanhas.
10/08/2015 às 05h00
Embraer anuncia amanhã certificação do Legacy 450
Por Virgínia Silveira | De São Paulo
A Embraer deve anunciar a certificação do seu novo jato executivo Legacy 450 amanhã, segundo apurou o Valor com fontes da empresa. O certificado que autoriza a operação comercial do jato será entregue pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no primeiro dia da feira de aviação executiva Labace (Latin América Business Aviation Confereiice & Exhibition), que acontece entre amanhã e quinta-feira, no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista.
Em entrevista coletiva na sexta-feira, o presidente da Embraer Aviação Executiva, Marco Túlio Pellegrini, afirmou que a certificação da aeronave era “iminente”. A certificação do novo jato, segundo Pellegrini, foi concluída dentro do prazo previsto pela Embraer e representa um marco importante para impulsionar as vendas da aeronave no mercado internacional.
O novo Legacy 450, assim como o Legacy 500, será produzido em Melbourne, na Flórida (Estados Unidos). Em comunicado enviado na noite de sexta-feira, a Embraer informou que a ampliação da fábrica de Melbourne para abrigar a linha de montagem final dos Legacy 450 e 500 já havia sido anunciada pela empresa em outubro de 2013. A expansão, segundo a empresa, está prevista para ser concluída em meados de 2016, com a primeira entrega do Legacy 450 no fim do mesmo ano.
O executivo da Embraer explicou que a transferência das linhas de produção de jatos executivos para os Estados Unidos não foi motivada pela situação econômica do Brasil, mas sim pela decisão estratégica de estar mais próxima do principal mercado de vendas de jatos executivos do mundo. “Os principais fabricantes de jatos executivos também estão presentes lá. O mercado americano absorve de 400 a 500 aviões novos por ano, enquanto no Brasil o número de negócios não chega a 50”, ressaltou.
O certificado do Legacy 450 será emitido um ano após a entrega do mesmo documento para o Legacy 500, da categoria midsize, conforme a empresa havia anunciado. O Legacy 450 é um jato executivo da categoria mid-light, com capacidade para transportar quatro passageiros e alcance de 4630 quilômetros, mas seu interior pode ser configurado para levar até nove passageiros.
O modelo é o primeiro jato executivo da sua categoria equipado com sistema de comando de voo eletrônico “fly by wire” (tecnologia de controle de voo eletrônico utilizado até hoje em jatos de maior porte).
Dez anos depois de entrar no mercado de aviação executiva, a Embraer conseguiu se posicionar como um dos principais fabricantes do mercado, com 900 jatos executivos em operação em mais de 6o países. A empresa conta com uma rede global de 76 centros de suporte ao cliente.
O segmento de aviação executiva, segundo o vice-presidente de Marketing da Embraer Aviação Executiva, Luciano Froes, deve responder este ano por 30% da receita total da companhia, algo entre US$ 1,7 bilhão e US$ 1,85 bilhão. Os jatos executivos da família Phenom foram os mais entregues pela indústria de aviação nos anos de 2013 e 2014.
10/08/2015 às 05h00
No Galeão, dinâmica só melhora em abril de 2016
Por Carmen Nery | Para o Valor, do Rio
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Somente em abril de 2016, os usuários do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, poderão experimentar de forma mais ampla as melhorias prometidas após o processo de concessão da operação do aeroporto ao Consócio RlOgaleão, formado pela Odebrecht TransPort, Changi Airports International e Infraero. A concessionária assumiu a administração e a operação do aeroporto em agosto de 2014, com contrato de concessão de 25 anos. Até o fim desse período, o RlOgaleão vai investir R$ 5 bilhões no aeroporto. Mas, desse total, apenas R$ 2 bilhões serão investidos até 2016.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as obrigações contratuais preveem, na primeira fase do contrato até 30 de abril de 2016, a construção de novas instalações de embarque e desembarque de passageiros, com pelo menos 26 pontes de embarque adicionais, um novo pátio de aeronaves para atender ao menos 73 aeronaves. Também estão previstas a construção de estacionamento de veículos com capacidade mínima para 1.850 vagas, até 31 de dezembro de 2015, e a adequação das instalações para armazenamento de carga em atendimento aos compromissos assumidos pelo Brasil junto ao Comitê Olímpico Internacional para os Jogos Olímpicos de 2016, além de outras obrigações até 31 de dezembro de 2016.
Luiz Rocha, presidente do Consórcio RlOgaleão, informa que a empresa já realizou algumas melhorias como substituição de 36 pontes de embarque, de escadas rolantes, de esteiras rolantes de passageiros e de bagagens, além da instalação de novos elevadores e de 33 novas posições de check-in no setor A do terminal 1. Serão 26 posições para a Gol. As outras sete posições estão disponíveis para negociações com as companhias que demonstrarem interesse. Com investimento de R$ 12 milhões, o sistema de ar-condicionado está sendo modernizado e estará em pleno funcionamento para o próximo verão.
“São melhorias no que já existia no aeroporto. Na essência, houve um aumento nas posições de embarque e melhoria nos terminais. A empresa colocou em pleno funcionamento os terminais 1 e 2 que operavam pela metade. Não houve mudanças significativas ainda”, diz Ronaldo Jenkins, diretor de segurança e operações de voo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Para ele, o grande salto ocorrerá quando for liberado o terceiro terminal, o Píer Sul, previsto para abril de 2016 e que vai dar uma dinâmica maior ao aeroporto, permitindo que as companhias aéreas prestem um melhor atendimento. E, no futuro, outro salto será quando for construída a terceira pista de pouso e decolagem, ainda sem data definida. “Ela é necessária tendo em vista que as duas existentes não podem ser usadas ao mesmo tempo porque não são paralelas, e sim convergentes. Uma terceira pista aumentaria a capacidade de atendimento do tráfego aéreo”, diz Jenkins.
Rocha, do Consórcio RlOgaleão, diz que o compromisso contratual prevê novo pátio de aeronaves de 260 mil m2, permitindo a implantação do novo pier de cerca de 100 mil m2 de área com 26 novas pontes de embarque, espaço comercial com 11 novas lojas. O consórcio está construindo um edificio-garagem no estacionamento do terminal 2, com quatro novos andares, oferta de mais 2.700 vagas e oito novos elevadores, cumprindo com folga o compromisso contratual.
“Temos 4 mil trabalhadores nas obras. Quando elas forem entregues em abril de 2016, a capacidade anual passará dos atuais i8 milhões de passageiros para 35 milhões. Nos terminais existentes, fizemos uma reconfiguração e criamos 14 novas posições de embarque”, diz Rocha. Ele conta que as obras avançaram 40%. No caso do novo Píer Sul - que só não é um novo terminal porque não tem área de check-in -, a fundação já foi toda feita e a colocação dos pilares e pavimentos está sendo finalizada. No edificio-garagem as rampas de acesso e a infraestrutura do edifício estão em andamento.
No terminal 2, há a obra para conexão ao Píer Sul e para abertura de espaço do terminal nunca usado antes, a instalação de sete novos elevadores e aumento da área dedicada ao check-in, atualmente em fase de acabamento. As 33 novas pontes de embarque de passageiros, para substituição de todas as existentes começam a ser instaladas no terminal 1, em outubro deste ano, e no terminal 2 em dezembro. Também foram introduzidas melhorias operacionais, que são discutidas com a Changi Airports International.
“Desde que assumimos, criamos eficiência operacional com regras de alocação de aeronaves para reduzir o embarque no pátio, destinando as pontes de embarque prioritariamente para os voos internacionais e, nos voos domésticos, para as aeronaves mais cheias. Criamos um grupo de 700 pessoas na RlOgaleão e trouxemos a experiência da Changi, com técnicos ‘fuli time’ no Brasil para transferência de conhecimento na operação portuária. Todas as novas instalações vão trazer melhorias”, diz Rocha.
10/08/2015 às 05h00
Carga responde por 70% das operações em Viracopos
Por Marcus Lopes | Para o Valor, de São Paulo
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Principal porta de entrada do país para ca1’ga importadas via aérea, o Aeroporto Internacional de Viracopos passa por grandes transformações desde que foi entregue para ser administrado pela iniciativa privada, em 2012. Dos R$ 9,5 bilhões previstos para serem investidos ao longo de 30 anos, praticamente um terço - R$ 3 bilhões - já foram gastos pela concessionária para melhorar a infraestrutura de todo o complexo aeroportuário em Campinas (SP).
“Quando criamos condições para o desenvolvimento do aeroporto, o negócio cresce. Isso justifica a nossa pressa em investir”, afirma o diretor de operações de Viracopos, Marcelo Mota. Ele cita como exemplo as câmaras refrigeradas para o armazenamento de cargas frias. Há três anos, elas tinham oito mil metros cúbicos de capacidade. Após um processo de ampliação, o espaço foi aumentado para 21 mil metros cúbicos. “Um mês após a inauguração das novas instalações elas estavam todas lotadas”, diz Mota, referindo-se à demanda reprimida por parte das empresas que utilizam o terminal.
Inaugurado em 1960, Viracopos foi incluído na primeira leva de concessões de aeroportos para serem administrados pela iniciativa privada, O contrato de concessão é de 30 anos e foi arrematado pela Aeroportos Brasil Viracopos, consórcio liderado pela UTC e Triunfo.
Desde então, uma série de obras aumentou a competitividade do local, tanto em transporte de cargas quanto de passageiros. Apenas no primeiro semestre de 2015 foram transportados 5,1 milhões de passageiros - 8,73% a mais do que no mesmo período do ano passado. A meta é atingir mais de 10 milhões de pessoas embarcadas até o final do ano, superando os 9,8 milhões transportados em 2014.
Pesquisa divulgada pelo Serviço de Aviação Civil (SAC) em abril deste ano apontou Viracopos como o aeroporto mais bem avaliado do país pelos passageiros. O resultado é reflexo direto da construção do novo terminal de passageiros, inaugurado em dezembro de 2014 e com capacidade para receber até 25 milhões de passageiros/ano. Com o novo terminal, o número de voos internacionais subiu de três para 40 por semana.
O setor de cargas ainda responde por 70% das operações de Viracopos, onde são movimentadas cerca de 450 mil toneladas de mercadorias por ano. Do total, 95% são produtos importados em um leque que abrange de remédios a equipamentos eletrônicos. “Nossa localização é estratégica em termos de logística, o que confirma nossa vocação para cargas”, diz Mota, citando os polos industriais e de serviços das regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo. Segundo ele, o volume de cargas que passam pelo terminal deve triplicar até 2042.
Isso não significa, porém, que o setor de cargas terá um peso maior do que o de passageiros, como ocorre hoje. A proposta, segundo a concessionária, é que todos os setores ligados ao complexo aeroportuário - cargas, passageiros e varejo (lojas, hotéis, escritórios etc) - tenham o mesmo tamanho no negócio (33% cada um). Com isso, a meta em alguns anos é tornar-se o maior aeroporto da América Latina.
As empresas que utilizam o terminal estão otimistas com as perspectivas. “Viracopos ainda nos permite ampliar nossas operações, tanto doméstica quanto internacional. Congonhas e Guarulhos, por exemplo, não permitem”, diz Gianfranco Beting, diretor de comunicação da Azul Linhas Aéreas.
A empresa foi a primeira a apostar no potencial do aeroporto, que hoje responde por 20% das 850 decolagens diárias da empresa. “Quando a companhia foi fundada, em 2008, era o aeroporto com maior capacidade para a Azul crescer. Além disso, seu potencial era enorme, pois está localizado em uma região com forte atividade econômica, além da proximidade com São Paulo. A região de Campinas, por exemplo, tem um PIB comparado ao do Chile”, completa Beting.
Além da localização estratégica e dos investimentos realizados, Viracopos possui vantagens em relação ao clima. “Enquanto os aeroportos de São Paulo fecham muito por causa do nevoeiro, as condições meteorológicas de Viracopos são excepcionais”, diz o diretor de segurança e operação de voos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas Abear), Ronaldo Jenkins. Segundo ele, porém, há problemas que ainda devem ser superados, como o fato de haver apenas uma pista para pousos e de colagens.
“Se acontece alguma coisa com uma aeronave, todas as outras operações são comprometidas”, afirma Jenkins. A segunda pista está prevista para ser construída apenas a partir de 2019. Para evitar interdição por problemas técnicos, o setor de operações dispõe de equipamentos para a retirada imediata da aeronave da pista.
Outro desafio são os gargalos de mobilidade. Apesar da boa ligação com a capital paulista através das Rodovias Bandeirantes e Anhanguera, o aumento da demanda preocupa as autoridades aeroportuárias. “Temos as melhores rodovias do Brasil, mas elas não são suficientes. Por isso trabalhamos junto com o governo do Estado de São Paulo e federal para a construção de uma ligação ferroviária com a capital”, diz Mota.
10/08/2015 às 05h00
Estados usam ICMS menor para atrair voos
Por Salete Silva | De São Paulo
Cada vez mais Estados aderem à redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o querosene de aviação (QAV). Esse movimento se intensificou a partir de 2013 quando o governo do Distrito Federal reduziu a carga tributária de 25% para 12%. Nos últimos dois anos, mais onze Estados anunciaram regimes especiais de ICMS sobre o (QAV), segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Os governos do Rio de Janeiro, com alíquota de 12%, e o de Minas Gerais, com tarifa de ii%, foram os primeiros a reduzir a carga tributária em 2013, antes mesmo do DF. Mas foram os efeitos da tarifa menor no movimento do Aeroporto Internacional de Brasília, considerado um dos maiores hubs domésticos do país com a concentração de 45% dos passageiros em conexão, e na arrecadação de ICMS no Estado que desencadearam o movimento de redução da tarifa nos demais Estados brasileiros, diz Eduardo Sauovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
A expectativa, afirma Sanovicz, era que o aumento das vendas de passagens aéreas no Aeroporto Internacional de Brasília compensaria a queda na arrecadação em um ano, o que se deu em apenas oito meses. Em um ano, segundo ele, o aeroporto já contava com 209 novos voos. Abrir mão de parte da receita com ICMS para atrair mais voos passou a ser uma estratégia dos Estados para vencer a maior competitividade do mercado.
A redução da carga tributária, em boa parte dos casos, é oferecida mediante o preenchimento de condições como criação de ligações internacionais diretas, operação em determinado número de municípios no Estado, em aeroportos pré-determinados ou realização de voos regionais com aeronaves de pequeno e médio porte.
No Nordeste, pelo menos quatro Estados oferecem condições especiais. No Ceará, a tarifa de ICMS para o querosene de aviação cai de 25% para 12% em rotas para o exterior e para aeronaves de 80 assentos de companhias que tenham linhas regulares nas regiões Norte e Nordeste.
Em Pernambuco, a tarifa de 25% cai para 12% nas rotas semanais diretas para o exterior ou no caso de criação de mais três voos semanais no Estado. Além disso, para obter ICMS menor é preciso elevar em 15 o número de voos mensais com destino a Recife. Pernambuco também obriga aumento do consumo de QAV em até 40%.
O Piauí, que cobrava 25% de ICMS, criou três alíquotas diferentes: 8,33% para aeronaves de até 120 passageiros de empresas com serviço regular em no mínimo dois municípios; 6,25% para as que oferecem serviço em três cidades, e de 5% para as que chegam a quatro ou mais municípios.
Na Bahia, a taxa caiu de 17% para três alíquotas diferentes que podem ser de 14%, 12% ou io% conforme o total de voos oferecidos dentro do próprio Estado. Já no Rio Grande do Norte, além de reduzir a tarifa de 17% para 12%, as empresas que criarem novos voos internacionais, em acréscimo às operações domésticas já existentes, pagam 9% de ICMS.
As companhias que oferecem serviços nos aeroportos do Maranhão tiveram redução da alíquota de 25% para 17%. As que estão presentes em dois aeroportos pagam alíquota de 14% e as que estão em três ou mais aeroportos amazonenses ou que fazem promoção de voos internacionais a partir do Estado pagam 7%.
O abastecimento feito no município de Barreirinhas e Carolina, no Maranhão, também tem alíquotas de 7%, como incentivo ao turismo em São Luís, na Chapada das Mesas e no Parque Nacional dos Lençóis.
10/08/2015 às 05h00
Confins prepara-se para dobrar capacidade
Por Carlos Eduardo Cherem | Para o Valor, de São Paulo
Prestes a completar as adequações necessárias no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), na região metropolitana de Belo Horizonte, para ampliar as operações de voos internacionais, a BH Airport prepara-se para iniciar a construção de um terceiro terminal de passageiros, o terminal 2, que vai dobrar a capacidade de Confins, passando de 10 milhões para 22 milhões de passageiros por ano.
Nos seis primeiro meses de 2015, Confins teve um aumento na movimentação de passageiros de 5,46% em relação ao mesmo período de 2014. De acordo com a Secretaria da Aviação Civil, no total, a movimentação de embarques e desembarques no aeroporto, entre janeiro e junho deste ano, foi de 5,57 milhões de passageiros. No mesmo período de 2014, foram registrados 5,28 milhões.
Sociedade de propósito específico, com 51% da empresa nas mãos do Grupo CCR e da Zuricli Airport, e o restante pertencente à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a BH Airport assumiu a operação assistida do aeroporto em agosto de 2014. Em janeiro deste ano, a BH Airport assumiu a responsabilidade integral pela operação e gestão da infraestrutura de Confins.
“A BH Airport tem um ambicioso programa em desenvolvimento que prevê, até o próximo ano, investimentos da ordem de R$ 750 milhões para a implantação do novo terminal de passageiros, com capacidade para 22 milhões de passageiros por ano”, diz o diretor-presidente da BH Airport, Paulo Rangel. Segundo ele, estão previstas obras na ampliação do pátio de aeronaves de Confins em posições, além de adequação das pistas de rolamento e das vias de acesso ao aeroporto.
07/08/2015 - 20h57min
Terminal de cargas do aeroporto depende de liminar para receber medicamentos há quase 19 meses
Prédio foi interditado pela Anvisa no ano passado, devido à falta de PPCI, e, mais de um ano e meio depois, ainda não obteve alvará
Obras do novo terminal de cargas caíram no limbo em meio às discussões sobre privatização Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS |
Enquanto aguarda a definição do futuro do novo terminal de cargas — as discussões sobre a privatização deixaram no limbo as obras e outros investimentos previstos pela Infraero —, o Salgado Filho depende de liminar para não ter barrado o recebimento de produtos farmacêuticos. Há mais de um ano e meio.
Em janeiro de 2014, a Anvisa solicitou a interdição do prédio para esse tipo de produto, devido à falta do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) do local. Na ocasião, a Infraero, que administra o aeroporto gaúcho, obteve liminar da 1ª Vara Federal de Porto Alegre para poder despachar essas cargas até que providenciasse os ajustes necessários para conseguir o alvará dos bombeiros.
Ainda no ano passado, a medida judicial foi prorrogada, e, passados quase 19 meses, é ela que permite que o terminal funcione, sem interdição.
Após esbarrar nas mudanças de legislação referentes à Lei Kiss, em 2014, a Infraero protocolou apenas em 16 de abril deste ano o PPCI junto ao Comando Regional dos Bombeiros. Como a demanda para liberação de alvarás é enorme e ainda é necessário executar os ajustes previstos pelo plano — o tempo mínimo para conclusão de todo o processo é de 90 dias, segundo os bombeiros —, a dúvida é saber o que sai primeiro: a desinterdição do velho, ou a construção do novo.
09/08/2015 - 16h26
Avião que saía de Curitiba para Passo Fundo solta peças no ar
O piloto tentou continuar o voo com apenas um dos motores. Foto: Carolina Gabardo Belo. |
Passageiros de um avião da Azul que ia de Curitiba para Passa Fundo, no Rio Grande do Sul, tiveram um susto e tanto na tarde deste domingo (09). A aeronave decolou por volta das 13h37 do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.
Pouco depois da decolagem funcionários do aeroporto perceberam que peças do avião tinham ficado na pista e avisaram o piloto. Passageiros relataram que viram peças se soltando também quando já estavam no ar. Uma das hélices precisou ser desligada pois havia começado um princípio de incêndio.
O piloto tentou continuar o voo com apenas um dos motores, mas foi aconselhado a voltar ao aeroporto. Apesar do susto, ninguém se feriu.
Com informações da repórter Carolina Gabardo Belo.
08/08/2015 16h00
A primeira classe abandona os voos para o Brasil
Companhias aéreas enxugam a área dedicada para seus serviços de luxo, em um sinal de que a prioridade agora é conseguir rentabilidade
RIO DE JANEIRO
Agência O Globo AGÊNCIA O GLOBO
Texto publicado na edição impressa de 09 de agosto de 2015
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ca/su/carlo allegri
Para a American Airlines, fim da primeira classe é uma tendência mundial |
Pijamas da grife italiana Missoni, champanhes com aromas frutados e até suítes privativas. Quem está acostumado ao conforto e à privacidade da primeira classe dos aviões já notou: o espaço, famoso no imaginário dos passageiros pela extensa lista de mimos exclusivos, está cada vez mais raro nos voos entre o Brasil e as principais cidades do mundo. Na busca por maior rentabilidade, as companhias aéreas estão apostando fortemente na ampliação da classe executiva e reduzindo o espaço mais nobre das aeronaves. Especialistas dizem que o movimento tende a ganhar força, principalmente entre as empresas dos EUA, latino-americanas e europeias devido à crise financeira.
Na TAM, a primeira classe deixou de existir em novembro do ano passado. Nenhuma rota foi poupada do corte. A American Airlines vem reduzindo a oferta da primeira classe e seus famosos talheres especiais em alguns voos no Brasil. Até mesmo entre as asiáticas, que lideram o ranking global de satisfação do cliente, o Brasil já conta com versão menos turbinada em relação aos trechos em direção à Europa e aos Estados Unidos. Quem não se lembra da famosa cena do filme Sex and the city 2, quando as personagens decidem curtir um lounge em pleno voo inspirado no Airbus 380 da Emirates Airlines? Esse bar não está disponível nos voos do Brasil.
Apesar de os preços da primeira classe serem, em média, o dobro dos cobrados na executiva e de sete a 12 vezes os da econômica, a explicação é financeira. Para especialistas, não há demanda para sustentar a operação diária de primeira classe, em que uma passagem de ida e volta pode chegar a R$ 40 mil, como no voo Rio-Dubai. A primeira classe costuma ter de oito a 16 lugares, e as novas classes executivas já têm de 40 a 60 assentos.
“Hoje, 60% das viagens internacionais são de negócios. As passagens são pagas por empresas. Então, a redução da primeira classe é uma questão econômica. Por isso, muitas companhias estão investindo na ampliação da executiva, com um maior número de assentos como forma de ampliar a rentabilidade”, disse Rosana de Moraes, professora de Marketing para o mercado de luxo da ESPM Rio.
Adeus, pantufas
Na TAM, os voos entre São Paulo e Miami feitos com o Boeing 777-300, por exemplo, tinham apenas quatro assentos na primeira classe. Com o fim dessa categoria, a nova classe executiva foi ampliada para 56 poltronas, que inclinam 180 graus, ou seja, deitam completamente, como na antiga primeira. “A decisão de não oferecer serviços de primeira classe foi tomada para possibilitar o aprimoramento dos assentos e do serviço oferecido a bordo para os passageiros, levando em consideração a ocupação média da primeira classe”, disse a TAM, em nota. Com a mudança, porém, alguns mimos foram cortados. As pantufas com que os passageiros top desfilavam pelo avião, por exemplo, são coisa do passado.
Para a American Airlines, o fim da primeira classe é uma tendência mundial. A companhia cita seu avião mais moderno, o 787 Dreamliner, que tem apenas as classes executiva e econômica. A empresa lembra que os 777-200, que mantêm primeira classe, serão reconfigurados com duas classes também.
“O serviço de primeira classe tem se tornado cada vez mais uma opção de exclusividade para rotas de longa distância e com o perfil não tão corporativo, como Nova York e Pequim, e para empresas do Oriente Médio. A primeira classe diminuiu de tamanho e, em alguns voos, nem existe mais, porque não é possível encher uma operação diária”, afirmou Dilson Verçosa Junior, diretor regional de vendas do Brasil da American Airlines, destacando que só os voos de São Paulo para os Estados Unidos têm primeira classe.
Para os trechos do Rio, a empresa tem investido no aperfeiçoamento da classe executiva, com um bar e divisória entre os assentos. É uma estratégia semelhante à adotada pela americana Delta e pela portuguesa TAP, que não têm mais a categoria top nos seus voos. A alemã Lufthansa não chegou a abrir mão da primeira classe, mas decidiu ampliar a executiva – passou de 48 para 80 lugares nos voos que partem de São Paulo e do Rio. Também criou mais uma categoria: a econômica premium, versão melhorada da simples econômica. A diferença de preço entre a categoria mais top e a mais básica na aérea alemã chega a 12 vezes.
Asiáticas
Até mesmo entre as companhias aéreas asiáticas, o luxo – usado como ferramenta de marketing –não está totalmente disponível para os voos brasileiros. Na Emirates, com voos diários de Rio e São Paulo para Dubai, a primeira classe não conta com banheiros com chuveiro para as 14 “suítes privativas” nem com o xampu Bvlgari. O lounge com bar também ficou de fora. Ao menos o champanhe Dom Pérignon e o serviço de motorista são oferecidos. Na Qatar Airways, com voos diários de São Paulo para Doha e Buenos Aires, não há primeira classe. O serviço em outras rotas conta com bar, menu do chef Nobu Matsuhisa, ou os kits da grife Giorgio Armani. Quem viaja a partir do Brasil não ganha os pijamas da grife italiana Missoni nem desfruta dos assentos que podem se transformar numa mesa de jantar a dois.
Etihad
Na Etihad, com um voo diário de São Paulo para Abu Dhabi, o brasileiro não tem acesso aos first apartments – espécie de primeira classe mais espaçosa – ou aos residences, ambientes para dois passageiros. Mas quem parte de São Paulo pode desfrutar de mimos, como refeições servidas em louças da marca Nikko, com talheres da britânica Studio William e vinhos em copos de cristal da Lucaris.
10/08/15 - 03h00
Infraero articula com Estado ampliar voos na Pampulha
Estatal apresentará nesta terça parte dos estudos de viabilidade para receber aeronaves maiores
QUEILA ARIADNE
Subutilizado. Pampulha opera com metade da sua capacidade |
O aeroporto de Confins tem capacidade para receber 10 milhões de passageiros por ano, mas recebeu quase 11 milhões no ano passado. Já o aeroporto da Pampulha tem capacidade para 2,2 milhões, mas tem operado com 945 mil, ou seja, menos da metade. Nesta terça, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) se reúne com representantes do governo de Minas Gerais para apresentar estudos de viabilidade para ampliar o uso da Pampulha. “Já temos uma prévia desses estudos e vamos apresentar ao Estado uma proposta de mudança do perfil operacional do aeroportos”, afirma o diretor de aeroportos da Infraero, Marçal Rodrigues Goulart.
Pouco tempo depois que os voos foram transferidos para Confins, em 2007, o Departamento de Aviação Civil (DAC) definiu que só pousariam na Pampulha aeronaves com até 50 lugares. Porém, desde 2010 já não existe nenhuma restrição. “Não trabalhamos especificamente com número de assentos, o que buscamos é articular com o governo autorização para trabalharmos com aeronaves mais modernas, que trarão mais robustez ao aeroporto”, diz.
Atualmente, apenas a Azul e a Passaredo operam na Pampulha, com modelos que comportam entre 60 e 70 passageiros. Os estudos, que começarão a ser apresentados nesta terça, mostrarão aos órgãos ambientais que é possível usar aeronaves que possam transportar entre 120 e 180 passageiros. “Pampulha é extremamente atraente e está em uma área central, assim como Congonhas. Queremos trazer de lá informações técnicas para que possamos evoluir de maneira parecida”, explica Goulart.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais, Altamir Rôso, afirma que, considerando todas as licenças ambientais necessárias e as normas técnicas existentes, é possível aumentar o número de passageiros na Pampulha, que está subutilizado. “Pampulha induz o desenvolvimento na medida em que permite a empresários, investidores e trabalhadores de empresas mineiras viajarem para outras capitais, indo e voltando no mesmo dia. Esses voos são importantes, mas entendemos como mais relevante o retorno de linhas que ligam Belo Horizonte ao interior, que hoje são operadas em Confins”, destaca Rôso.
09/08/2015
Chegadas e partidas deixam o aeroporto agitado toda a noite
Quiosques e lojas funcionam 24 horas para poder atender quem embarca ou desembarca no Marechal Hugo da Cunha Machado, no Tirirical; apesar do cansaço, quem trabalha no local diz que consegue bons resultados
JOCK DEAN
Jackson Pereira trabalha como sushiman no aeroporto de São Luís |
Quando a noite cai, o ritmo acelerado do dia de trabalho, estudos e outros compromissos começa a diminuir, e a maioria das pessoas recolhe—se ao conforto de suas casas. Ë hora de descansar, para encarar mais uma vez a rotina no dia seguinte. Mas, à medida que a noite avança, enquanto a maioria dorme, surge outra São Luís. Outra cidade, que emerge das sombras e se mostra em cores vivas e olhos abertos nas luzes acesas nas janelas dos prédios, pulsando entre avenidas e esquinas, uma cidade que não dorme nunca. Conheça histórias de quem vive, trabalha, se diverte ou simplesmente observa a São Luís noturna na nova série especial de O Estado, “São Luís que não dorme”.
Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), normalmente, são realizadas 28 operações de pousos e decolagens de 18h a 6h, no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, mas é depois da meia-noite que o fluxo de passageiros no terminal aeroportuário da cidade cresce. Na madrugada de quinta-feira, dia 6, e mesmo agosto sendo um mês de baixa estação, O Estado encontrou uma movimentação intensa no local. Nos guichês das companhias aéreas, centenas de pessoas fazem check—in e despacham a bagagem para sua viagem de férias ou de trabalho. Com tanto movimento, as lojas e quiosques ficam de prontidão ao longo da madrugada para atender os passageiros.
São servidos cerca de 150 chopes por noite no terminal, e já houve caso de quem bebeu demais e não viajou |
E pode não parecer, mas mesmo em plena madrugada, quando a temperatura costuma ser menor que durante o dia, e com o ar—condicionado ligado, há quem não dispense um sorvete. Seja por causa do tédio que é esperar pelo embarque, seja por causa da fome de última hora. “Dependendo do dia, vendemos até 160 casquinhas aqui”, disse Dyones Gentil dos Santos, 22 anos, que há três anos trabalha em um quiosque de sorvetes, O ponto funciona diariamente até as 5h.
Movimentado — Assim como o quiosque de sorvete, livrarias, lojas de souvenirs, balcões de companhias aéreas, restaurantes e até pontos de vendas de óculos e relógios funcionam até o amanhecer. Para alguns passageiros, um sorvete nào é o suficiente para passar o tempo até a viagem, muitas vezes por causa da antecedência com que chegam ao terminal para não correr o risco de perder o voo. Para esses, Jackson Gomes Pereira está sempre a postos.
Ele é sushlman em um quiosque recém-inaugurado no aeroporto de São Luís e precisa ser ágil para atender todos os pedidos. “Os pratos que são totalmente crus ficam prontos em cinco minutos. Os que precisam ser fritos não podem levar mais do que sete minutos. E a noite toda é uma correria, porque sempre tem gente aqui”, comentou, enquanto preparava um temaki, o prato mais pedido no quiosque.
Nessa correria, ele vai até as 3h, sendo sua jornada iniciada às 19h. Jackson Gomes Pereira reveza uma semana trabalhando à noite e outra durante o dia. “Mas eu prefiro à noite, porque fico com o dia livre para ficar com minha família”, contou.
Durante a madrugada, quiosque vende até 160 casquinhas de sorvete |
Mas a distração de alguns passageiros acaba na impossibilidade do embarque. E o que revelou Katlen Lopes, 29 anos, que trabalha como garçonete de um quiosque de chope, das 2oh às 4h40. “Até a meia—noite é tranquilo, mas depois é muito lotado. Pessoas esperando o avião ou amigos e parentes, que acabam sentando para passar o tempo, enquanto tomam um chope”, disse. Só que nem todos sabem a hora de parar. “Já aconteceu de um passageiro ficar muito bêbado e não poder embarcar. Ele foi retirado do aeroporto pela polícia”, afirmou.
Durante as 8 horas de trabalho, Katlen Lopes chega a servir 150 chopes e garante que se diverte. “Claro que gente se cansa. Não tanto fisicamente, mas mentalmente mesmo, por passar a noite inteira acordada, mas eu até acho divertido ver as pessoas aqui bebendo, preocupadas para nào beber muito, saindo correndo para não perder o voo. Muita gente divertida acaba parando aqui. Além disso, a gente precisa trabalhar, não é mesmo?”, comentou.
NÚMEROS
4 companhias aéreas que operam no aeroporto de São Luís: IAM, Gol, Azul e Sete
779.436 embarques e desembarques foram registrados de janeiro a junho deste ano
28 operações de pousos e decolagens realizadas entre i8h e 6h
16 destinos são feitos por essas companhias: Belém, Teresina, Confins, Recife,
Campinas, Caraj ás, Fortaleza, Salvador, Brasília, Guarulhos, 1 mperatriz, Galeão, Santarém, Manaus, Natal e Congonhas
AEROPORTO DE SÃO LUÍS
A história do aeroporto de São Luís iniciou-se durante a 2a Guerra Mundial, precisamente no ano de 1942, quando o Exército Brasileiro decidiu instalar urna base aérea na capital. Um fator decisivo foi a localização geográfica estratégica da Ilha de São Luís, próxima à linha do Equador. Em 1943, após vários acordos entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil, instalou-se no aeródromo uma base aérea americana, para servir de apoio ao Exército e à Marinha daquele país. Em 1946, com o término da guerra, as instalações foram entregues ao Ministério da Aeronáutica. Em 1974, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) absorveu a jurisdição técnica, administrativa e operacional do aeroporto, que passou a ser denominado de Aeroporto do Tirirical, em referência ao bairro em que se encontrava. Em 1985, o aeroporto passou a se chamar Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, em homenagem a um ilustre militar maranhense.
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015
Cade aprova sem restrições compra da TAP por consórcio de Neeleman
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição pelo consórcio Atlantic Gateway de 61 por cento do capital da companhia aérea portuguesa TAP, de acordo com despacho publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.
O consórcio é formado pela DGN Corporation, empresa de David Neeleman, fundador da brasileira Azul, e pela HPGB, do empresário Humberto Pedrosa, e venceu o processo de privatização da TAP em junho.
"A presente operação, para a Atlantic Gateway, representa uma oportunidade de ampliação da oferta de voos entre Portugal e os Estados Unidos e Portugal e o Brasil, aumentando as opções para os clientes da TAP e da Azul", afirma documento do Cade.
O órgão de defesa da concorrência considerou que a operação não traz sobreposição horizontal apesar de tanto a Azul quanto a TAP atuarem no transporte de passageiros e cargas, considerando a diferença no local de origem dos voos das companhias.
O Cade também julgou que a operação não traz risco de fechamento do mercado de manutenção, reparo e revisão de aeronaves e componentes, já que as principais empresas aéreas do Brasil, TAM, Gol e Avianca Brasil, possuem seus próprios centros de manutenção.
O consórcio Atlantic Gateway disse que vai investir até 800 milhões de euros na TAP e expandir as rotas para os Estados Unidos e Brasil, com o objetivo de que a endividada companhia aérea comece a dar lucros já em 2016.
Em entrevista, Neeleman afirmou que pode buscar apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Brasil para ampliar sua fatia na TAP através da Azul dos atuais 61 por cento para até 95 por cento.
DA REDAÇÃO DO ESTADO ONLINE
Fonte: UOL
Segunda, 10 Agosto 2015 09:30
Air Canada reporta resultado recorde no tráfego de julho
Para o mês de julho, a Air Canada reportou um aumento de 9.7% no sistema global de capacidade, e um recorde de 87.3% no sistema de load factor, versus 86.7% de julho de 2014. Sobre esta capacidade adicional, o sistema global de tráfego para julho aumentou em 10.5%. A Air Canada reporta os resultados de tráfego sobre uma base do sistema global, incluindo as companhias aéreas regionais das quais compra a capacidade e a Air Canada rouge®.
“Estou muito satisfeito em reportar um recorde de load factor de 87.3% para o mês de julho, superando os recordes anteriores e por ter atendido a maior parte dos clientes da história da Air Canada,” disse Calin Rovinescu, presidente e CEO da empresa. “A Air Canada gerou um excelente tráfego em todos os mercados, resultando em um volume de passageiros sem precedentes. Durante o mês vimos um recorde consistente de números durante os períodos de pico, o que nos levou ao maior recorde de todos os tempos, com mais de 150.000 passageiros atendidos em um único dia, 31 de julho. No sistema global o tráfego cresceu 10.5%, liderado pelo significativo crescimento da fronteira com os EUA e por todos os mercados internacionais. Esses fortes resultados ressaltam a eficácia da nossa estratégia comercial, focando no crescimento internacional e na implantação estratégica da Air Canada rouge para competir de forma mais eficaz nos mercados de lazer. Gostaria de agradecer aos nossos funcionários por cuidar dos passageiros, levando-os em segurança para os seus destinos durante os períodos de picos de viagens do ano.”
07/08 - 17:33
American Airlines lança a "cabine pet" para animais de estimação
Por: Pedro Menezes
Serviço só está disponível para passageiros da First Class |
Muitas companhias aéreas ao redor do planeta já aceitam pequenos animais de estimação junto com seus respectivos donos na cabine. No caso de viagens dentro do Brasil, ca?es e gatos devem ser transportados com atestado de sau?de emitido por me?dico veterina?rio inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterina?ria. A Gol, em março, também anunciava um novo serviço de transporte de animais para seus clientes em voos domésticos.
- M&E lista tudo sobre o transporte de animais em aeronaves
Transportar os animais de estimação está cada dia menos complicado, embora para o "peludo" a promessa de total conforto ainda fique um pouco distante... Ficava! Isto porque a American Airlines decidiu criar a "cabine pet", local apropriado para seu animalzinho de estimação ficar durante o voo, ao invés de permanecer embaixo de um assento dentro de um kennel pra lá de claustrofóbico.
No entanto, o serviço só estará disponível para aqueles passageiros que voarem de primeira classe e em certas rotas operadas pela companhia norte-americana. Cada aeronave (que possuir este serviço) terá somente duas cabines para os passageiros de quatro patas, a começar por voos entre Nova York, Los Angeles e São Francisco.
Embora seu animal não receba petiscos e não assista filmes durante a viagem, ter uma cabine própria significa uma certa tranquilidade para o animal...E conforto também. Tanto é que a cabine é considerada um local bem espaçoso, com capacidade para receber um transportador de até 19x13 polegadas, e conta até com máscara de oxigênio própria para cães e gatos, para evitar qualquer complicação devido a uma possível despressurização.
07/08 - 10:14
Programa de aviação regional começa pela Amazônia Legal
Eliseu Padilha |
O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, anunciou nesta quinta-feira, dia 6, que o Programa de Aviação Regional começará pela Amazônia. A escolha pela Região Norte se deu porque as longas distâncias são percorridas, na maior parte das vezes, por barco e chegam a durar dias. “A região carece da aviação mais que qualquer outra do Brasil”, afirmou o ministro. As licitações acontecem até o final do ano.
“O plano piloto do programa será na Amazônia”, disse Padilha em coletiva realizada na manhã de hoje, após a apresentação dos resultados da Pesquisa Trimestral de Satisfação do Passageiro. Segundo ele, a decisão é da presidenta Dilma Rousseff.
O programa para a região prevê a reforma ou construção de 80 aeroportos, mas a área técnica da Secretaria vem se reunindo com os governos estaduais e municipais para escolher os terminais considerados prioritários. O ministro informou que o principal critério é o isolamento do município. O programa pretende deixar 96% da população a pelo menos 100 km de um terminal.
“Vamos definir os principais locais dentro da cota que teremos para este ano. O programa não tem restrições, está acontecendo”, garantiu ele.
Os 80 aeroportos na Amazônia estão espalhados por oito estados: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Mato Grosso e Tocantins. Do total, nove terminais serão construídos do zero: Codajás (AM), Jutaí (AM), Maraã (AM), Uarini (AM), Cametá (PA), Ilha de Marajó (PA), Bonfim (RR), Rorainópolis (RR) e Mateiros (TO).
Rafael Massadar
7/8/2015 14:46:00
Movimento do Aeroporto de Natal sobe 15% em julho
Por: Roberta Queiroz
O último levantamento semestral e mensal do Aeroporto de Natal registrou movimentação recorde. Em julho, o terminal potiguar fechou com 244 mil passageiros, número que ultrapassa em 15% o mesmo período de 2014. Já o primeiro semestre revelou crescimento de 8% em relação ao ano passado.
A movimentação ao longo do mês de férias de inverno atingiu aproximadamente dois mil movimentos aéreos, entre pousos e decolagens. De acordo com as análises, um dos motivos desse aumento foi a redução do ICMS do querosene pelo governo estatual. O tributo passou dos 17% para 12% em fevereiro deste ano, variação que gerou novas rotas e frequências. Foi nessa época que quatro novos voos entraram para a malha aérea da capital.
Para o presidente da Inframerica, dona da concessão do aeroporto, o engenheiro José Luis Menghini, a meta é continuar crescendo. "Já somos reconhecidos como um dos melhores aeroportos em serviço, atendimento ao cliente e infraestrutura de referência, o que nos coloca numa posição favorável para receber o Hub da Tam", afirmou.
O executivo ainda comenta que a concessionária está trabalhando para trazer para Natal novas oportunidades, destinos e rotas para os passageiros, principalmente na área internacional.
"Para 2016 teremos novidades no nosso sítio aeroportuário. Duas redes de hotel devem iniciar as obras em locais estratégicos próximo ao terminal."









