AeroClipping, terça-feira, 02/06/15 - ano XIII - nº 99

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O Estado de S. Paulo

Malaysia Airlines está em 'falência técnica' e vai cortar 6 mil empregos

Mau tempo obriga avião movido a energia solar a pousar no Japão

Força de turbinas faz carro capotar perto de pista do Santos Dumont

G1

Buscas por helicóptero sumido no AM já somam mais de 30 horas, diz FAB

Piloto que teve avião abatido no Peru já sofreu acidente aéreo, diz Anac

Piloto morre após aviões de acrobacias colidirem no ar na Itália

Valor Econômico

Concessões de aeroportos vão facilitar entrada de vencedores de outros leilões

Gazeta do Povo - PR

Azul desiste de IPO pela terceira vez

Diário do Comércio - MG

Obras para acesso a aeroporto de Goianá estão paralisadas

Hoje em Dia - MG

Aeronáutica cobra R$ 2,5 milhões de construtora que suspende obras em Lagoa Santa

O Popular - GO

Queda de helicóptero: “Não se pode especular sobre o que aconteceu”

Jornal de Turismo

TAM vende passagens de destinos operados pela Passaredo

Mercado&Eventos

Passaredo terá voos diretos de BH para Porto Seguro

Gol lança voo entre Florianópolis e Brasília

Agentes de Campinas visitam novo Boeing 767-300 da AA

Panrotas

Aeroporto de Fortaleza também poderá ser privatizado

Aeroporto do RN comemora um ano com 2,6 milhões de pax

EXCLUSIVO: Aeromexico suspende voos no Galeão (RJ)

Sender visita seroportos que disputam hub no Nordeste

Portal UOL

Especial: saudade dos aviões da PANAIR


O Estado de S.Paulo

01 Junho 2015 | 13h 16

Malaysia Airlines está em 'falência técnica' e vai cortar 6 mil empregos

Empresa já sofria com má administração antes dos dois acidentes trágicos de 2014, que terminaram de colocar a empresa no vermelho

AFP

A Malaysia Airlines foi afetada por dois trágicos acidentes em 2014

A Malaysia Airlines está "tecnicamente em falência", disse nesta segunda-feira, 1, o presidente da companhia, o alemão Christoph Mueller. Ele também anunciou o corte de aproximadamente 6 mil vagas de emprego na empresa, abalada por dois acidentes trágicos no ano passado.

"Tecnicamente, estamos falidos, e a queda dos resultados começou muito antes dos acontecimentos trágicos de 2014", disse Mueller.

A Malaysia Airlines enviou nesta segunda-feira uma carta de demissão a seus 20 mil funcionários, mas ofereceu novos contratos para 14 mil, o que significa o fechamento de 6 mil vagas.

Mueller já havia utilizado o método extremo na irlandesa Aer Lingus e na belga Sabena, o que lhe rendeu o apelido de "The Terminator", uma referência ao filme Exterminador do Futuro por causa dos grandes cortes.

A empresa espera que Mueller, de 52 anos, a "reinvente" a partir de 1 de setembro com uma nova imagem de marca que lhe permita deixar para trás o estigma dos desastres que viveu em 2014.

Em março do ano passado, o voo MH370 desapareceu com 239 pessoas a bordo e não foi encontrado qualquer rastro de seu paradeiro. Quatro meses depois, o voo MH17 explodiu no ar, atingido por um míssel quando sobrevoava a Ucrânia. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

Essas duas tragédias foram o estopim para que a companhia, que segundo analistas foi mal gerida durante anos, entrasse no vermelho. Um fundo de investimento público a resgatou no ano passado, impondo novas regras de gestão.

Mueller assegurou que espera estancar "a sangria" em 2015 e estabilizar a empresa no próximo ano, antes de voltar a crescer novamente em 2017.

O presidente anunciou em um e-mail enviado aos funcionários nesta segunda-feira que é necessária uma grande mudança de rumo, porque a companhia não pode se permitir ter custos 20% superiores aos da concorrência. Além das demissões, Mueller deve suprimir rotas de longa distância pouco rentáveis, mas o executivo afirmou que os planos não serão divulgados agora para não dar pistas aos concorrentes.


O Estado de S.Paulo

01 Junho 2015 | 08h 39

Mau tempo obriga avião movido a energia solar a pousar no Japão

Solar Impulse iniciou travessia do Pacífico em direção ao Havaí mas teve de aterrissar em Nagoya por causa das condições climáticas

O ESTADO DE S. PAULO

O revolucionário avião Solar Impulse 2, que neste domingo, 31, começou sua viagem em direção ao Pacífico, terá que aterrissar en Nagoya, no Japão, por causa do mau tempo previsto em seu caminho para o Havaí.

"As condições meteorológicas pioraram. Decidimos fazer uma aterrissagem em Nagoya!", anunciaram no Twitter os organizadores da expedição.

O avião com painéis solares, pilotado pelo suíço André Borschberg, se viu obrigado nesta segunda a interromper sua viagem no Pacífico e teve que realizar um voo de espera pelo mar do Japão.

Costa do Japão é fotografada por piloto do Solar Impulse

A aterrissagem foi confirmada por Bertrand Piccard, o segundo piloto do avião que se alterna com Borschberg no comando da aeronave. "Vamos esperar uma melhora das condições para seguir viagem", declarou Piccard.

As más condições climáticas foram identificadas a milhares de quilômetros da posição atual do avião.

O Solar Impulse 2 decolou no domingo de Nanquim, no leste da China, para cumprir a etapa mais perigosa de sua volta ao mundo, na qual o suíço devia pilotar sozinho durante seis dias e seis noites.

O avião não sobrevoou até então um oceano nem permaneceu no ar por mais de 24 horas.

O Solar Impulse 2, que funciona exclusivamente com energia solar, é coberto de mais de 17 mil células que, por meio de baterias de lítio, fornecem energia a quatro motores elétricos da hélice.

AFP

 


O Estado de S.Paulo

01 Junho 2015 | 09h 15

Força de turbinas faz carro capotar perto de pista do Santos Dumont

Táxi invadiu região próxima à área de decolagens no aeroporto do centro do Rio; motorista não ficou ferido no acidente

CARINA BACELAR - O ESTADO DE S. PAULO

Aeroporto Santos Dumont, no Rio

RIO - Um táxi capotou ao invadir uma área perto da pista do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, na madrugada desta segunda-feira, 1º. Por causa da força das turbinas do avião que partia, o veículo foi jogado contra pedras próximas ao local. O motorista não ficou ferido no acidente.

A passagem de carros pela Avenida Almirante Silvio Noronha, que fica atrás do aeroporto, é controlada por vigias e sinais, justamente para evitar o tráfego de veículos no momento da decolagem de aviões. O taxista alegou que se distraiu ao voltar da Escola Naval, onde havia deixado um passageiro. Um vigia afirmou que ele não respeitou a sinalização.

Um outro táxi capotou no mesmo local em 2002, também no momento em que um avião decolava. O motorista do veículo, Antônio de Almeida Macedo, acabou morrendo no acidente.


G1

01/06/2015 15h48

Buscas por helicóptero sumido no AM já somam mais de 30 horas, diz FAB

Cinco pessoas estavam a bordo, entre elas havia duas indígenas.

Exército, Defesa Civil e Bombeiros auxiliam operações, diz Força Aérea.

Eliena Monteiro

Do G1 AM

Modelo de helicóptero que desapareceu no Amazonas

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, nesta segunda-feira (1º), que as buscas pelo helicóptero desaparecido no Amazonas já duram mais de 30 horas de voo. As operações começaram na noite de sexta-feira (29), aproximadamente cinco horas após a aeronave sumir.

O Ministério da Saúde comunicou que o helicóptero tem entre os ocupantes indígenas de uma aldeia da cidade de Atalaia do Norte. Um piloto e quatro passageiros estavam na aeronave que presta serviços para a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e à Casa de Saúde Indígena (Casai).

A aeronave fazia o trajeto entre as cidades de Atalaia do Norte e Tabatinga, ambas situadas no Amazonas. De acordo com a FAB, o helicóptero, modelo AS-355N, desapareceu desde as 18h de sexta (20h, no horário de Brasília), a cerca de 50 km de Tabatinga (AM).

Segundo a Força Aérea, o Salvaero Amazônico, coordenador da missão de buscas, recebeu a informação do desaparecimento do helicóptero às 23h06 de sexta (1h06, em Brasília). A partir do horário, as buscas tiveram início.

Nesta segunda-feira, a FAB informou ao G1 que equipes do Exército, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros da região de Tabatinga auxiliam nas buscas, feitas em uma área coberta até o momento de 861 km².

"Um C-130 Hercules (1º/1º GT), do Rio de Janeiro (RJ), e um H-60 Black Hawk (7º/8º GAV), de Manaus (AM), sobrevoam a região, partindo de Tabatinga", informou a instituição, em nota.

Segundo a FAB, nesta manhã, as buscas completaram 30 horas de voo. "Ao todo, 18 tripulantes da FAB estão engajados nas buscas", diz trecho da nota enviada à redação.

Entenda o caso

O helicóptero desapareceu no interior do Amazonas durante voo entre os municípios de Atalaia do Norte e Tabatinga, respectivamente a 1.130 e 1.108 km de Manaus, na sexta-feira (29). De acordo com informações da Defesa Civil de Atalaia do Norte, a aeronave desapareceu do espaço aéreo por volta das 18h30 (22h30 em Brasília).

Na sexta, a namorada do piloto Alexandre Félix informou ao G1 que falou com ele, por telefone, e depois perdeu contato. "Ele me ligou e disse que pousaria em 10 minutos. A gente está na espera, continuamos sem notícias. Ele nunca havia se envolvido em algo assim", disse a namorada, sem se identificar.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáuticos (Seripa-7) disse ter recebido o comunicado sobre o desaparecimento às 20h30 (21h30 em Brasília).


G1

01/06/2015 13h05

Piloto que teve avião abatido no Peru já sofreu acidente aéreo, diz Anac

Piloto precisou fazer pouso de emergência em uma plantação, em 2014.

Depois disso, ele teve a habilitação suspensa para pilotar no Brasil.

Adriana Justi e Samuel Nunes

Do G1 PR

Avião pousou em meio a uma plantação de milho, em maio de 2014

O piloto paranaense que teve o avião derrubado durante um voo particular em Satipo, no Peru, Asteclínio da Silva Ramos Neto, já tinha sofrido um acidente envolvendo outra aeronave no Paraná. O acidente foi em Foz do Iguaçu, na região oeste, em maio de 2014, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Na ocasião, segundo a Anac, Asteclínio tinha saído de um aeroporto particular da cidade em um monomotor brasileiro de prefixo PT-SNI para transportar quatro paraquedistas que pretendiam fazer saltos na região. No retorno do voo, ele precisou fazer um pouso de emergência em uma plantação de milho após ter verificado falhas no motor. Ninguém ficou ferido.

Asteclínio é piloto de avião. Ele está ferido em uma cadeia no Peru.

Ainda de acordo com a Anac, desde a época desse acidente, Asteclínio teve a habilitação e o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) suspensos e não renovou. Sem a renovação, ele não poderia fazer voos em terrirórios brasileiros.

Para exercer a função no exterior, ele precisaria de outra autorização das autoridades do país a ser sobrevoado. O G1 não conseguiu confirmar se o piloto paranaense tinha ou não essa autorização para fazer o voo no Peru.

A importância da renovação do CMA, informa a Anac, é assegurar, via laudo médico, que após o incidente/acidente o piloto continua possuindo todas as capacidades físicas e mentais para prosseguir na operação de aeronaves, visando a segurança das operações.

O paranaense teve o avião derrubado pelo exército peruano por suspeita de tráfico de drogas, de acordo com o advogado Rodrigo Faucz, que foi contratado pela família para cuidar do caso. O incidente ocorreu no dia 15 de abril.

Mãe acredita em engano

"Eu acho que houve um grande engano. Meu filho é um piloto. Ele não fez nada de errado" afirmou Vera Lúcia de Moura, de 71 anos, antes de embarcar ao Peru no fim da manhã deste domingo (31). Vera é mãe de Asteclínio.

Vera estava bastante emocionada e chorou ao falar do filho, que ainda se recupera de um ferimento após ser atingido por um tiro. A bala está alojada no abdômen dele, segundo o advogado.

"Ele precisa de assistência médica. Ele precisa de assistência psicológica. Ele precisa retomar a vida dele. Lá não é o lugar dele", disse.

"Eu espero, se Deus quiser, que a gente resolva (...) Não tem prova contra ele. Meu filho é inocente. Não existe nada", afirmou Vera. "Que meu filho possa voltar com o nome limpo, honrado porque ele é um homem honrado, um homem digno. Ele é um homem de caráter, ele é uma pessoa idônea", defende.

Vera e o advogado devem voltar à capital paranaense na quinta-feira (4). Ela mora nos Estados Unidos, mas veio ao Brasil por causa da situação envolvendo o filho.

Entenda o caso

Com os disparos, o avião caiu em uma área de mata e, em seguida, foi revistado pelos atiradores. Ainda de acordo com o advogado, as equipes não constataram nenhum resquício de drogas e, em seguida, prenderam o piloto.

Um colombiano, que não teve o nome divulgado, era passageiro da aeronave e também ficou ferido e foi preso. O paranaense não conhecia o colombiano, segundo Faucz. O caso está sendo investigado pelas Forças Armadas do Peru.

"Nós não entendemos ainda o porquê de terem aberto fogo contra essa aeronave e de terem efetuado a prisão. Meu cliente nunca se envolveu com qualquer situação ilícita", relatou o advogado, que declarou ainda que Asteclínio concluiu o curso de piloto civil em 2013.

Asteclínio tinha ido até a Bolívia para verificar a possibilidade de cursar medicina. O homem que o contratou fez o pagamento adiantado do serviço, explica Faucz.

Aeronave foi abatida durante o voo no espaço aéreo peruano

Rodrigo Faucz disse ainda que o piloto decolou com o colombiano de Santa Rosa, na Bolívia, em direção ao Peru. "O avião pousou em Satipo para pegar um terceiro passageiro, mas ele não estava no local. Foi então que os atiradores derrubaram a aeronave. Isso não deu nem dois minutos depois da decolagem", acrescenta Faucz.

O caso aconteceu no dia 15 de abril. O paranaense teve ferimentos no braço e no abdômen e ficou hospitalizado sob custódia da polícia peruana por três semanas. Ele recebeu alta no dia 14 de maio e foi transferido para um presídio de Satipo.

O governo peruano foi procurado para comentar a situação, mas as autoridades locais informaram apenas que estão tratando o caso diretamente com o Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores informou ao G1, em nota, que a Embaixada do Brasil, em Lima, foi informada pelas autoridades peruanas no dia 17 de abril sobre a prisão de Asteclínio por “estar pilotando aeronave que seria utilizada para transporte de quantidades consideráveis de drogas, destinadas ao mercado internacional”.

Asteclínio tem 28 anos e mora em Curitiba

"No Peru, o nacional conta com defensor público designado para acompanhar o processo. O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Divisão de Assistência Consular e da Embaixada em Lima, segue prestando ao Sr. Asteclínio da Silva Ramos Neto toda a assistência cabível. No próximo dia 31, o advogado contratado pela família do senhor Asteclínio no Brasil deverá chegar a Lima com familiar do brasileiro, e receberão assistência do Consulado brasileiro durante a estada no Peru", diz outro trecho da nota.

Nesta segunda, está prevista uma reunião na Embaixada com o advogado da família.

Leia a íntegra da nota do Itamaraty

Informamos que em, no dia 17 de abril, a Embaixada do Brasil em Lima foi informada pelas autoridades peruanas sobre a prisão do nacional brasileiro Asteclínio da Silva Ramos Neto, por “estar pilotando aeronave que seria utilizada para transporte de quantidades consideráveis de drogas, destinadas ao mercado internacional”. A aeronave foi abatida pelas forças policiais peruanas naquele país. Na ocasião também foi detido nacional colombiano.

Na tarde deste mesmo dia, o mencionado brasileiro foi transferido para Lima, e internado no hospital público Hipólito Unanue, em razão de dois disparos recebidos no braço e no abdômen.

Em 20 de abril último, foi realizada visita ao nacional por funcionários dom Consulado do Brasil em Lima, verificando-se ser estável seu estado de saúde. Apresentava ferimentos provocados pelos tiros e estava recebendo alimentação por via intravenosa.

Em 21 de maio, o Sr. Asteclínio da Silva Ramos Neto recebeu alta hospitalar e foi transferido para presídio em Satipo, no Departamento de Junin.

No Peru, o nacional conta com defensor público designado para acompanhar o processo.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Divisão de Assistência Consular e da Embaixada em Lima, segue prestando ao Sr. Asteclínio da Silva Ramos Neto toda a assistência cabível.


G1

01/06/2015 09h42

Piloto morre após aviões de acrobacias colidirem no ar na Itália

As duas aeronaves caíram no mar; um dos pilotos sobreviveu.

As causas do acidente são investigadas.

Da AP

Veja vídeo no site do G1

Dois aviões acrobáticos colidiram no ar e caíram no Mar Adriático perto da costa italiana neste domingo (31). Um dos pilotos morreu e o outro ficou ferido, segundo as autoridades locais.

Um vídeo divulgado pela agência italiana Ansa mostra um dos aviões fazendo uma curva em direção ao outro, até que os dois caem no mar.

Os bombeiros de Teramo disseram que um dos aviões caiu perto de Tortoreto, uma cidade no centro da Itália, e que o piloto foi socorrido rapidamente e levado para um hospital, onde foi avaliado. Sua condição de saúde não foi divulgada.

Autoridades disseram que o outro piloto foi encontrado morto dentro da fuselagem da segunda aeronave, a cerca de 2 km da costa.

As causas do acidente são investigadas.


Valor Econômico

02/06/2015 às 05h00

Concessões de aeroportos vão facilitar entrada de vencedores de outros leilões

Por Daniel Rittner | De Brasília

O governo pretende reduzir as barreiras concorrenciais nos editais das próximas concessões de aeroportos, que deve ser anunciada no dia 9, como parte do pacote de infraestrutura da presidente Duma Rousseff. Nos primeiros leilões, quem ganhava um dos três terminais ofertados - Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) - tinha suas outras propostas automaticamente desconsideradas. O objetivo era ter, em prol da competição, pelo menos três operadores privados diferentes ao final do processo.

Na segunda rodada, quando foram licitados o Galeão (RJ) e Confins (MG), quem já havia ganhado um dos aeroportos não pôde encabeçar nenhum consórcio - só podia entrar com até 15% de participação nos demais grupos. A restrição foi criticada pela primeira leva de concessionárias privadas, que fez intenso lobby na Casa Civil e no Tribunal de Contas da União (TCU) para derrubar essa barreira, sem sucesso.

Agora, ao leiloar um terceiro bloco de aeroportos, o governo avalia impor menos obstáculos à apresentação de ofertas pelos cinco grupos que já administram os aeroportos privados. Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Salvador (BA) são presenças garantidas. Dilma também quer incluir Fortaleza (CE) no próximo leilão e comunicou sua intenção à presidente da TAM, Claudia Sender, em reunião há duas semanas, no Palácio do Planalto. A companhia aérea está em pleno processo de escolha de um novo “hub” (centro de distribuição de voos) no Nordeste.

Na avaliação oficial, não há mais necessidade de restringir a participação de operadores privados porque mu ambiente de concorrência no segmento aeroportuário já foi consolidado, O que havia motivado a existência das barreiras, segundo fontes do governo, foi evitar que dois aeroportos na mesma região ou próximos geograficamente entre si tivessem o mesmo controlador.

Disposto a manter esse conceito, o governo pretende impedir apenas que o mesmo consórcio arremate dois terminais em uma única região. Por isso, os aeroportos de Porto Alegre e Florianópolis deverão ter vencedores diferentes. A tendência é que a regra valha também para Salvador e Fortaleza, mas esse caso deve ser avaliado separadamente, pois esses aeroportos estão a 1,2 mil quilômetros de distância entre si - superior a qualquer par de aeroportos leiloados anteriormente.

Não haveria problema, porém, se o mesmo consórcio arrematasse as concessões de Salvador e Porto Alegre, por exemplo.

Uma coisa é praticamente certa: a Inframérica, operadora dos aeroportos de Brasília e de São Gonçalo do Amarante (RN), não poderá entrar na disputa de Salvador ou de Fortaleza. Para o governo, os voos do Nordeste ficariam muito concentrados nas mãos do grupo, caso ele tivesse o controle de dois terminais na região. Construído do zero, São Gonçalo do Amarante foi o primeiro aeroporto privatizado no país, em 2011. A argentina Corporación América anunciou, no mês passado, a compra da fatia da brasileira Engevix na Inframérica. Cada uma tinha 50% de participação.

Embora as restrições já tenham sido discutidas na área técnica, não se trata ainda de uma decisão final, pois Dilma ainda não apreciou o assunto. Formalmente, as cláusulas só precisam sair no lançamento das minutas dos editais.


Gazeta do Povo - PR

01/06/2015 16h37

Azul desiste de IPO pela terceira vez

A desistência acontece no momento em que o dono da Azul, o empresário David Neeleman, disputa a compra da estatal aérea portuguesa TAP

REUTERS

Antonio More

Em agosto de 2013, a companhia havia cancelado pela primeira vez o objetivo de listar-se na bolsa de valores

A Azul, terceira maior empresa do setor aéreo no Brasil, desistiu mais uma vez de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo informações publicadas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (1).

Em agosto de 2013, a companhia havia cancelado pela primeira vez o objetivo de listar-se na bolsa de valores, dois meses após ter submetido a operação à análise da CVM, citado condições macroeconômicas desfavoráveis.

No começo do ano passado, retomou o projeto de tornar-se uma empresa aberta, mas logo o cancelou. Em dezembro, a Azul voltou a recorrer à CVM parar tentar de novo o IPO, que consistia de oferta primária (ações novas) e secundária de papéis preferenciais (detidos por sócios). Mas o plano foi suspenso logo no mês seguinte, diante do cenário adverso do mercado de capitais.

A desistência acontece no momento em que o dono da Azul, o empresário David Neeleman, disputa a compra da estatal aérea portuguesa TAP.


Diário do Comércio - MG

02/06/2015

Obras para acesso a aeroporto de Goianá estão paralisadas

Tatiana Lagôa

A conclusão das obras de pavimentação da estrada que liga a MG-353 à BR-040, facilitando o acesso ao Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco, em Goianá Zona da Mata, voltou à pauta de reivindicações dos empresários da região. A obra está parada desde novembro por falta de recursos, sendo necessários mais R$ 22,5 milhões para seu término.

A assinatura da ordem de serviço para a pavimentação da rodovia foi dada em março de 2013 pelo governo do Estado. A previsão era de que o traçado de 14 quilômetros ficasse pronto em um ano e meio. Mas realizada mesmo apenas a terraplenagem, acompanhada de implantação do paralelepípedo de acostamento. A via, orçada em R$ 45,5 milhões, não foi pavimentada. Até o momento, foram gastos R$ 23 milhões nas intervenções.

"Nos estudos que fizemos, mostrando obras necessárias para alavancar o desenvolvimento da região, nem incluímos o valor que falta dessa via porque ela não é um projeto mais. Mas estamos cobrando do governo do Estado a conclusão dessa obra, que será de grande importância para o desenvolvimento da região", diz o presidente da Regional da Zona da Mata da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Francisco Campolina.

O industrial explica que a estrada reduziria o tempo gasto entre a BR-040 e o aeroporto regional. Isso porque todo o fluxo passa pelo centro de Juiz de Fora e se gasta algo em torno de uma hora para fazer o percurso. A expectativa é que, com a nova estrada, o tempo caia para 20 minutos.

A medida significaria ganhos enormes em logística para os empresários da região. Além disso, um número considerável de pessoas que utilizam o aeroporto diariamente também vai ser beneficiado. No primeiro trimestre, cerca de 33 mil passageiros passaram pelo terminal.

Anel - Além desse acesso, os industriais estão pleiteando a construção de um minianel viário sul em Juiz de Fora, ligando a BR-040 à BR-267. Segundo Campolina, a Fiemg já tem pronto o estudo necessário. Agora é preciso que o governo do Estado faça o projeto e o execute.

A extensão prevista seria de 11 quilômetros e tem como objetivo o planejamento do fluxo de carretas no perímetro urbano de Juiz de Fora. O esperado é remanejar 15 mil veículos que hoje usam a cidade como passagem, gerando ganhos de produtividade. O investimento previsto nas obras é de R$ 47,3 milhões.

"Eu sei que o Estado alega que está quebrado e está com a obra parada da outra rodovia. Mas estamos fazendo um planejamento e queremos muito olhar para a frente. Minha função é buscar o desenvolvimento da região porque o governo tem mantido os investimentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Queremos que o mesmo ocorra na Zona da Mata", ressalta.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) não se pronunciou sobre o atraso das obras.


Hoje em Dia - MG

02/06/2015 06:24

Aeronáutica cobra R$ 2,5 milhões de construtora que suspende obras em Lagoa Santa

Bruno Porto - Hoje em Dia

Samuel Costa/Hoje em Dia

Irregular – Portaria do novo Ciaar, em Lagoa Santa: suspeita de superfaturamento

Paralisada há pelo menos dois meses e caminhando para três anos de atrasos, a obra do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (Ciaar), em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), levou a Aeronáutica a cobrar da Schahin Engenharia multas que ultrapassam R$ 2,5 milhões. A Schahin Engenharia é citada na operação “Lava Jato” como uma das empreiteiras que pagavam propina ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O Comando da Aeronáutica encaminhou à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional o processo de cobrança com objetivo de inscrição de débito da Schahin Engenharia na Dívida Ativa da União. As multas foram aplicadas à construtora por atrasos na execução da obra. O prazo para quitar o débito venceu, conforme informou a assessoria de imprensa da Aeronáutica.

Não há prazo para retomada das obras do Ciaar, iniciadas em 2009, e que têm custo de R$ 237,6 milhões – R$ 21,2 milhões a mais que o previsto inicialmente. O investimento, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), possui fortes indícios de superfaturamento da ordem de R$ 17,1 milhões, com aquisição de materiais precificados em até 2.257% acima dos valores praticados pelo mercado.

Estimativa

“A previsão de retomada das obras depende do término do procedimento administrativo necessário para contratação do remanescente da obra, nos moldes da Lei 8.666/1993. O procedimento está em andamento”, informou, em nota, o Comando da Aeronáutica.

A Aeronáutica rescindiu de forma unilateral o contrato com a Schahin, iniciado em 2009, em 30 de março deste ano. Faltam executar 15% da obra.

A Aeronáutica também informou que acionou a seguradora do contrato com a Schahin sobre uma outra dívida, essa de R$ 14 milhões, referente à antecipação de pagamentos à construtora, que não executou os serviços já pagos. A antecipação de repasses por serviços ainda a serem prestados é uma das irregularidades apontadas no relatório do TCU, além do sobrepreço, o que configuraria crime de fraude à licitação conforme a Lei 8.666, chamada Lei de Licitações, com pena de 2 a 4 anos de detenção e multa.

Trabalhadores ficaram sem receber salários atrasados e verbas rescisórias

A Schahin Engenharia também vai enfrentar na Justiça a cobrança pelo não pagamento dos cerca de 200 operários contratados para a obra do Ciaar. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de BH e Região (Sticbh), estão atrasados o adiantamento e o saldo de salário do mês de março e o adiantamento do mês de abril.

Segundo ex-funcionários já informaram ao Hoje em Dia, a empresa não teria realizado a homologação das rescisões nem o acerto com qualquer trabalhador, contrariando o acordo que determinava a quitação para o dia 10 de abril.

Alojamentos terceirizados, localizados nas proximidades da obra, também teriam sido abandonados pela empresa, deixando vários trabalhadores vindos de outros Estados sem moradia e sem recursos para retornarem às cidades de origem. A reportagem tentou contato com o advogado que representa os trabalhadores, mas não teve sucesso.

O Ciaar promove a formação e a adaptação militar de profissionais como médicos, dentistas, enfermeiros, engenheiros, administradores, dentre outros, que ingressam na Força Aérea Brasileira (FAB) após aprovação em concursos públicos. A nova unidade ocupará uma área de aproximadamente 700 mil metros quadrados, que substituirá as instalações atuais, localizadas na Pampulha, em Belo Horizonte.

Relatório do TCU resultou em duas ações judiciais; uma delas pede ressarcimento

O relatório do TCU gerou também duas ações na Justiça. Em uma delas, por improbidade, e que tramita na Justiça Federal, o Ministério Público Federal (MPF) pede o ressarcimento de R$ 30 milhões.

A obra é de responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB). A investigação do MPF encontrou prejuízos derivados da modificação das normas de medição (R$ 27,8 milhões) e decorrentes do pagamento de etapas de obras ainda não executadas (3,8 milhões).

Na esfera criminal, após abertura de inquérito pela Polícia Federal, o MPF ofereceu denúncia à Justiça Federal, que declinou da competência alegando que a Justiça Militar é que deve tratar do caso. Na primeira instância da Justiça Militar a denúncia foi rejeitada por envolver um oficial-general, que tem foro privilegiado. Os autos foram remetidos à Procuradoria Geral do Ministério Público que agora decidirá se oferece a denúncia para o Superior Tribunal Militar.

São acusados: o ex-comandante do Ciaar, brigadeiro José Geraldo Ferreira Malta; o ex-presidente da Comissão de Implantação do Ciaar, coronel aviador Marcelo Marques de Azevedo; o funcionário da oscip CTCEA, coronel intendente da reserva Sílvio Antônio de Arruda; o engenheiro Antônio Luiz Carneiro; o coronel Pedro Alcântara de Resende Júnior e o engenheiro da Schahin Engenharia, Archimedes Reinck de Azevedo.

O Ciaar funciona em terreno anexo ao Aeroporto da Pampulha. A demora na transferência para Lagoa Santa pode atrasar planos de expansão do aeroporto

 


O Popular - GO

02/06/2015 05:00

Queda de helicóptero: “Não se pode especular sobre o que aconteceu”

 

Arquivo Pessoal

Helicóptero que desapareceu no interior de Amazonas

O empresário e piloto de táxi aéreo de Goiânia, Sebastião Abreu, dono do helicóptero que desapareceu na Floresta Amazônica no começo da noite de sexta-feira, disse que não é possível ainda saber o que aconteceu com o veículo. “Não se pode especular sobre o que aconteceu até encontrarmos a aeronave. Pode ser uma questão climática, um problema técnico”, disse o empresário. Segundo ele, a aeronave passava por manutenção técnica constantemente. Ele continua no Amazonas, onde acompanha as buscas desde sábado.

O helicóptero, que transportava duas índias, saiu de Atalaia do Norte em direção a Tabatinga. Ele estava à disposição da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde. A empresa de Sebastião presta serviço há dois anos para a secretaria.


Jornal de Turismo

Segunda, 01 Junho 2015 14:30

TAM vende passagens de destinos operados pela Passaredo

A TAM Linhas Aéreas e a Passaredo Linhas Aéreas acabam de dar início ao acordo de código compartilhado (codeshare) que haviam assinado em dezembro de 2014. A parceria representa uma evolução do antigo acordo de interline mantido pelas empresas e foi aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Agora, os clientes poderão adquirir nos canais de venda da TAM as passagens aéreas com origem ou destino em 10 localidades operadas pela Passaredo. Os novos destinos e origens da Passaredo que passam a ser oferecidos nos canais de venda da TAM são: Araguaína, Barreiras, Cascavel, Dourados, Pampulha, Rondonópolis, Sinop, Três Lagoas, Uberaba e Vitória da Conquista.

Em breve, também será possível realizar um só check-in para todo o itinerário, incluindo conexões e trechos exclusivos da Passaredo, permitindo ao passageiro despachar a sua bagagem uma única vez, diretamente para o seu destino final.

As passagens poderão ser adquiridas pelo site www.tam.com.br, pela Central de Vendas, Fidelidade e Serviços (4002-5700 para as capitais, ou 0300 570 5700 para o restante do Brasil), pelas lojas da TAM e por meio de agências de viagens.


Mercado&Eventos

02/06 - 09:16

Passaredo terá voos diretos de BH para Porto Seguro

O executivo de contas do Porto Seguro Praia Resort, Lúcio do Carmo, foi o representante da Costa do Descobrimento no evento realizado em Belo Horizonte, dia 26/05, para o lançamento dos voos e pacotes semanais que a operadora MMT Gap Net estará disponibilizando no mercado, em parceria com a Companhia Aérea Passaredo.

O acordo entre o Porto Seguro Praia Resort e a MMT foi fechado pelo gerente comercial do resort, Samuel Reis - representado pelo executivo Lúcio do Carmo - com o gerente nacional das filiais MMT Gapnet, Hugo Lagares. Agora os mineiros poderão dispor de mais essa facilidade para chegar a Porto Seguro através de voos diretos, saindo do Aeroporto da Pampulha aos domingos com retorno aos sábados. Inicialmente as operações da Passaredo serão realizadas de junho de 2015 a janeiro de 2016.

Thalita Cardoso

 


Mercado&Eventos

01/06 - 16:03

Gol lança voo entre Florianópolis e Brasília

 

Gol utilizará o Boeing 737-800 na rota

A Gol inicia nesta segunda-feira (01) as operações de voos diretos entre Florianópolis e Brasília. Serão seis frêquencias semanais, sem escalas, partindo do aeroporto internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, de domingo a sexta com destino a capital federal.

Os clientes que estão em Chapecó também poderão conectar-se ao novo voo. Já em Brasília, é possível encontrar 22 destinos para conexão, incluindo Estados Unidos e Paris, com voos de companhias aéreas parceiras, como Delta Air Lines e Air France. As viagens serão realizadas em aeronaves modelo Boeing 737-800.

Informações: www.voegol.com.br

Pedro Menezes

 


Mercado&Eventos

01/06 - 15:59

Agentes de Campinas visitam novo Boeing 767-300 da AA

 

Agentes de Campinas visitam novo Boeing 767-300 da AA

Um grupo composto pelos principais agentes de turismo de Campinas e região foi convidado pela American Airlines para uma visita técnica ao seu Boeing 767-300 Retrofit (reconfigurado) no Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas. O objetivo da visita foi apresentar aos profissionais de turismo os diferenciais da aeronave.

“O trabalho junto aos nossos parceiros da região tem contribuído muito para o sucesso dessa operação. Neste mês, organizaremos mais duas visitas com outras importantes agências e consolidadores”, comentou José Roberto Trinca, diretor de vendas da American Airlines para São Paulo e região Sul do Brasil.

Campinas foi a primeira cidade brasileira a receber voos regulares do modelo, que tem capacidade para transportar até 204 passageiros, em duas classes de serviço (27 assentos na Classe Executiva e 177 assentos na Classe Econômica).

Lisia Minelli

 


Panrotas

2/6/2015 08:50:00

Aeroporto de Fortaleza também poderá ser privatizado

Por: Antonio Roberto Rocha

No próximo dia 9, novas concessões público-privadas aeroportuárias serão anunciadas. No pacote estão Porto Alegre, Salvador e Florianópolis, mas há quem afirme que o aeroporto de Fortaleza, na última hora, conseguirá entrar no "bolo", o que facilitaria ou pavimentaria seu caminho rumo ao tão-sonhado e disputado hub do Grupo Latam no Nordeste.

Vale lembrar que o Ceará tem o movimentado porto de Pecém e vai ganhar uma siderúrgica. Pernambuco, que também disputa o hub, tem o megacomplexo portuário de Suape e uma refinaria. Já o Rio Grande do Norte tem como principal trunfo a produção própria de querosene da aviação, além de um item técnico importante: a única pista em comprimento e largura com capacidade para receber o Airbus 380, com capacidade para transportar 800 passageiros.

Mas há outras exigências na mesa, que aliás nenhuma das três cidades (Fortaleza, Recife e Natal/Sâo Gonçalo do Amarante) possui. São itens como obras de mobilidade e de infraestrutura no entorno do aeroporto, acessos bem sinalizados e pavimentados, hotelaria próxima ao terminal e até mesmo ligação ferroviária com o Centro.

Como se vê, a "briga" entre os três Estados pelo hub da Latam está apenas começando. E poderá ser benéfica até mesmo para os dois Estados perdedores.


Panrotas

1/6/2015 14:15:00

Aeroporto do RN comemora um ano com 2,6 milhões de pax

Por: Antonio Roberto Rocha

Ao invés de reclamações pela estradas esburacadas, inseguras e sem sinalização (nenhum dos dois acessos prometidos foram concluídos e um deles sequer teve as obras iniciadas), ou ainda pela falta de serviços básicos e mesmo de infraestrutura no amplo e bonito terminal do Aeroporto Aluísio Alves, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, o primeiro ano do equipamento teve direito a comemorações.

Uma missa ontem (31) no próprio aeroporto marcou os primeiros 12 meses do equipamento, que não foi bem aceito pela população natalense. A começar pelos custos. Uma corrida de táxi a partir dos principais bairros de Natal custa quase R$ 100. É a mais cara do Nordeste.

Segundo o Consórcio Inframérica, que administra o aeroporto e tem uma de suas empresas envolvida nos escândalos da Petrobras, o fluxo de passageiros teve crescimento de 9% nos últimos 12 meses, se comparado ao antigo aeroporto de Natal. A projeção de crescimento é de 10% ao ano. O fluxo, segundo a Inframérica, foi de 2,6 milhões de passageiros em um ano, porém a capacidade instalada é de até 6 milhões.

O novo presidente do Consórcio Inframérica, José Luís Menghini, revelou que será concluído em breve o processo de venda de ativos da construtora Engevix. Desta forma, o aeroporto passará a ser integralmente comandado pelo grupo argentino Corporación América.


Panrotas

1/6/2015 12:12:00

EXCLUSIVO: Aeromexico suspende voos no Galeão (RJ)

Por: Danilo Teixeira Alves

A Aeromexico anunciará ainda hoje a suspensão dos voos que ligam o Rio de Janeiro à Cidade do México. O cancelamento acontece a partir de 22 de junho. Segundo comunicado oficial da empresa, essa decisão foi tomada, entre outros fatores, por processo de renovação de frota.

“Para o Grupo Aeroméxico, o Brasil é um país muito importante, e seguiremos trabalhando para continuar oferecendo um produto de qualidade nos sete voos semanais que operamos da Cidade do México à São Paulo há mais de 14 anos”, completa o comunicado.

Ainda segundo a Aeromexico, todos os passageiros com reserva posterior a 22 de junho, serão reacomodados em empresas parceiras. Para isso, a aérea colocou a disposição três telefones, são eles: 5133-4000 (para clientes da Cidade do México), 01800-021-4000 (para clientes do interior da República Mexicana) e 0800-891-7512 (para clientes do Brasil).


Panrotas

1/6/2015 11:57:00

Sender visita seroportos que disputam hub no Nordeste

Por: Antonio Roberto Rocha

A presidente da Tam, Cláudia Sender, visitou, na quinta-feira passada (28), de forma discreta e sem avisar à imprensa, os três aeroportos que concorrem ao hub do Grupo Latam no Nordeste: Fortaleza, Recife e São Gonçalo do Amarante (RN).

Acompanhada por diretores da Latam, ela chegou ao Rio Grande do Norte por volta das 11h30 e fez uma visita técnica e detalhada de quase duas horas, como revela o superintendente do Aeroporto Aluízio Alves, Ibernon Martins.

Segundo ele, a presidente da Tam perguntou imediatamente pelos acessos ao aeroporto. Teria sido enfática, inclusive.

"Eu falei que as obras foram retomadas pelo Governo do Estado, que a primeira viga do viaduto estava sendo colocada e a segunda viga seria colocada no dia seguinte”, garante Martins.


Portal UOL

JUNHO 2, 2015

Especial: saudade dos aviões da PANAIR

História da Panair do Brasil, a companhia aérea que foi desmantelada pelo governo militar em 1965

ANDERSON LAMARCA

O Douglas DC-7 foi o principal avião da Panair do Brasil em rotas internacional nos anos 1950 e 1960

O título desse artigo traz o nome de uma música de autoria de Milton Nascimento e Fernando Brant, e que foi lançada em 1974, na voz de Elis Regina.

Esta canção fora originalmente rebatizada de “Conversando no bar”, como reflexo do medo que se sentia numa época onde as pessoas eram proibidas de expressar seus sentimentos de saudades da Panair do Brasil, uma grande e mundialmente respeitada Companhia Aérea que, por ação dos militares, foi desmantelada, sem maiores explicações, nos primeiros meses após o Golpe de 1964.

A cassação da Panair do Brasil, de fato, foi recebida como um baque, não só pelo setor aeronáutico, mas pelo meio empresarial e toda a sociedade. Até então, aquela era a mais consolidada e tradicional empresa aérea do país, um império verde e amarelo celebrado em prosa e verso. E tudo aconteceu literalmente do dia para a noite. Em 10 de fevereiro de 1965, a companhia operava dentro de seus padrões técnicos internacionalmente reconhecidos, quando, por volta das 17h, um dos diretores – que era militar e havia sido colocado na gestão por influência da Aeronáutica – chegou ao diretor-presidente com um telegrama assinado pelo Presidente da República, Marechal Castelo Branco, e pelo Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Eduardo Gomes. No curto texto, as autoridades informavam que as concessões da Panair estavam sendo suspensas e imediatamente transferidas à Varig, cujo proprietário, Ruben Berta, era um conhecido aliado do governo militar.

À noite, tropas do Exército e Aeronáutica invadiram as oficinas e hangares da Panair. No Galeão, um DC-8 da companhia já se preparava para receber os passageiros que embarcariam para a Europa. O avião, entretanto, não decolou, mas os passageiros não enfrentaram problema algum, pois, de algum modo, a Varig já tinha um Boeing 707 no pátio, pronto para seguir viagem. Vale lembrar que, à época, a Varig só voava para os Estados Unidos e o Japão. A substituição imediata surpreendeu, mas ficava claro que o fechamento da Panair já havia sido planejado.

Consolidated Commodore sobrevoa o Rio de Janeiro em 1930. O Cristo Redentor ainda estava sendo construído

Cinco dias depois, a falência da companhia foi oficialmente decretada e o governo se apossou dos ativos da empresa. As rotas nacionais e os Caravelle foram repassados para a Cruzeiro e os DC-8 e as rotas internacionais foram transferidos para a Varig.

A Celma, a subsidiária da Panair que fazia a manutenção das turbinas aeronáuticas civis e militares no Brasil, foi estatizada, e anos mais tarde novamente privatizada, sendo comprada pelo grupo GE. O estratégico Departamento de Comunicações da Panair foi simplesmente renomeado TASA (Telecomunicações Aeronáuticas S.A.), e, desde 1996, funciona sob os cuidados da Infraero.

Padrão de cores do Constellation da Panair do Brasil

Surgimento da Panair do Brasil

Em 7 de Março de 1929 nascia a NYRBA (New York-Rio-Buenos Aires Line), uma companhia aérea que operou hidroaviões de Nova Iorque para o Rio de Janeiro e Buenos Aires, além de localidades intermediárias da América Central e do Sul.

A companhia foi fundada pelo Coronel americano Ralph A. O’Neill, que foi condecorado como piloto na Primeira Guerra Mundial, sendo também uma figura relevante para o estabelecimento da aviação civil e militar no México. Nomeado como representante exclusivo da Boeing e da Pratt & Whitney para toda a América Latina em 1927, idealizou a possibilidade de uma linha aérea que ligasse o continente durante suas viagens.

Passageiros embarcam no PBY Catalina. O hidroavião foi muito utilizado nas rotas da Panair na Amazônia

O primeiro voo ocorreu em 11 de junho de 1929 com um hidroavião Sikorsky S-38. Em 15 de outubro, a NYRBA foi autorizada a voar para o Brasil e em 23 de dezembro foi inaugurada a rota Rio de Janeiro – Buenos Aires.

Em 24 de janeiro de 1930 foi criada a NYRBA do Brasil, pois a legislação brasileira só dava condições iguais de competição se a companhia tivesse uma subsidiária fundada localmente. Com a medida, no mesmo dia, a NYRBA realizou seu voo inaugural no Brasil, entre Rio de Janeiro e Fortaleza, com escalas em Campos, Vitória, Caravelas, Ilhéus, Salvador (pernoite), Aracaju, Maceió, Recife e Natal. No total, a viagem durava 34h50 em cada sentido da rota.

Voos regulares começam com os hidroaviões Consolidated Commodore em 19 de fevereiro, ligando em seis dias Buenos Aires a Miami. Nos EUA, no entanto, o governo não apoiava a NYRBA, que estava mergulhada em dívidas. Era um período muito difícil para economia americana, mas sua rival, a Pan Am, gozava de imbatível prestígio em Washington. Vencido pelas dívidas e pela pressão política de bastidores, O`Neill vende a NYRBA em agosto de 1930 para a Pan Am. No Brasil, a empresa mudaria de nome, refletindo a ligação com sua controladora. Nascia assim a Panair do Brasil.

A Panair recebeu 8 novas aeronaves, 4 Commodore e 4 Sikorsky S-38. Em 2 de março de 1931, decolaram os primeiros voos de passageiros, ligando Belém ao Rio de Janeiro (que levava cinco dias). As rotas ainda tinham conexão com as rotas da Pan Am.

A Panair do Brasil chegou a ter 20 Douglas DC-3, que depois seriam repassados à Varig

Somente em 1935, a companhia passou a ter o seu primeiro piloto brasileiro. Até então, a tripulação era somente norte-americana. Em 1936, começa a primeira modernização da frota, com a gradual substituição dos Commodore por Sikorsky S-43 Baby Clippers, de maior capacidade e mais velozes. A empresa também adquiriu dois Fairchild 91 e dois Lockheed 10E “Electra”, iniciando assim as operações em “terra”com destinos em Belo Horizonte e São Paulo.

Na Segunda Guerra Mundial, a Panair, autorizada pelo governo brasileiro, construiu, operou e manteve os aeroportos de São Luis, Fortaleza, Belém, Natal, Recife, Maceió e Salvador. Além disso, a companhia assumiu algumas rotas da Syndicato Condor (futuramente Cruzeiro do Sul), pois esta estava com dificuldades para receber peças para as suas aeronaves de origem alemã.

Em 1941, a Panair se tornou a primeira operadora internacional do famoso quadri-motor Lockheed Constellation. Com esse avião, em 27 de Abril de 1941, foram inaugurados os voos para Europa, na rota Rio de Janeiro – Recife – Dakar – Lisboa – Paris – Londres. As cidades de Roma, Cairo, Istambul, Hamburgo, Dusseldorf, Zurique e Frankfurttambém foram atendidas pela malha aérea da empresa. Em menos de três anos após a viagem inaugural, a Panair já havia realizado mil voos para a Europa, transportando mais de 60 mil passageiros.

E a Panair seguia crescendo, chegando em seu auge a operar com 23 Douglas DC-3, 12 Lockheed L-049/149 Constellation, e 8 PBY-5 Catalina nas rotas amazonenses.

Foto do aeroporto Santo Dummont, no Rio de Janeiro. Passageiros também embarcavam em porta-aviões

A Panair também foi uma das primeiras companhias aéreas do mundo a operar aviões jato. Seu presidente, Paulo Sampaio, foi à Inglaterra e anunciou a compra de 2 aeronaves De Havilland Comet 2, transação cancelada em razão dos problemas enfrentados pelo Comet 1. Em seu lugar, foram adquiridos seis Douglas DC-7 que, por sinal, inauguraram em conjunto com a empresa TAP de Portugal os “Voos da Amizade” ligando o Rio à Lisboa.

30 anos, 70 destinos

Em 1959, ao completar 30 anos, a Panair já havia realizado com êxito 5.827 travessias do Atlântico. Voava para mais de 70 cidades de Beirute à Santiago, numa malha que percorria 110.000 km. Era uma das maiores do mundo.

A companhia também foi responsável por levar e trazer de volta a seleção brasileira de futebol nas Copas de 1958, na Suécia, e em 1962, no Chile. As viagens foram feitas a bordo dos DC-7C.

A Varig foi pioneira no Brasil a operar aviões a jato, em 1959, e a Panair correu para adquirir os seus também, o que aconteceria somente em 20 de julho de 1962 com a chegada de 4 Sud Aviation Caravelle VI-R, com os quais a Panair foi pioneira na introdução de aeronaves a reação em linhas domésticas, encurtando consideravelmente o tempo das viagens.

O Lockheed Constellation voava para a Europa e Oriente Médio

Os belíssimos Caravelle operavam um misto de rede doméstica e internacional. Uma vantagem de ter comprado os modelos foi que a Panair ganhou o direito de ser uma das primeiras companhias a receber o supersônico Concorde, no entanto, a empresa foi fechada antes que isso pudesse se concretizar.

Intervenção militar

Em 1964, o governo militar assume o poder no Brasil e classificava a relação entre a Panair com a Pan Am como “ameaça a soberania nacional”. Para piorar a situação, os executivos da Panair tinham laços com os ex-presidentes Juscelino Kubitschek, João Goulart e Jânio Quadros, fazendo a empresa uma “inimiga” do governo militar.

Um antigo Constellation com as cores da Panair do Brasil está preservado no Museu da TAM

O desfecho veio em 10 de fevereiro de 1965, quando o presidente da Panair recebeu um telegrama do governo dizendo que o certificado de operação da empresa foi cassado. A mensagem era simples e dava conta que a cassação ocorrera em razão da condição financeira insustentável da empresa. A atitude do governo provocou o desemprego de cerca de 5 mil funcionários da empresa, além de ter isolado quarenta e três cidades da Amazônia, pois nenhuma outra cia aérea operava os hidroaviões Catalina, os únicos que alcançavam aquelas localidades.

Acabava assim, de forma súbita e sem explicações, uma das companhias mais românticas que já voou pelos céus do Brasil.