AeroClipping, segunda-feira, 01/06/15 - ano XIII - nº 98

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O Estado de S. Paulo

Aéreas temem alta de custo trabalhista

União terá de indenizar família de vítima de acidente da Gol

Folha de São Paulo

Gol planeja ampliar malha aérea internacional

G1

Táxi invade pista perto do Santos Dumont, no Rio, e é jogado nas pedras

Avião movido a energia solar sobrevoa Mar do Japão

Aeroclube de Campinas comemora 76 anos com novos e antigos pilotos

Valor Econômico

Aéreas se esforçam para reter cliente que paga mais

Agora-Tô on-line

Terminal logístico: “Novas Fronteiras para o Tocantins - Desenvolvimento do Comércio Internacional”

Diário Catarinense

Aeroporto de Jaguaruna será vistoriado para poder operar por instrumentos

Edital de concessão do aeroporto Hercílio Luz deve ser lançado em junho

Folha de Boa Vista

Roraima é o 15º estado em número de acidentes aéreos

Zero Hora

Sucatas que voam

Tribuna do Norte - RN

Aeroporto terá primeiro voo para cargas

Jornal de Hoje - RN

Aeroporto de São Gonçalo registra desembarque de 2,6 milhões de pessoass e pouso de 22 mil aviões

Paraná-online

Piloto curitibano está preso no Peru há um mês e meio

Gazeta do Povo - PR

Projeto pode elevar preço dos voos no Brasil

O Povo - CE

Voos integrarão Jeri, Canoa, Iguatu e Fortaleza em 2016

A Crítica de Manaus

Buscas por passageiros de helicóptero desaparecido recomeçam nesta segunda-feira

Jornal de Turismo

Comissários são anfitriões do turismo brasileiro

Mercado&Eventos

Passageiro flagra reparo de aeronave da EasyJet feito com fita adesiva

Airbus trabalha em novo layout que pode aumentar capacidade do A380

Panrotas

Azul quer aumentar capacidade de voos para o Amazonas


O Estado de S.Paulo

31 Maio 2015 | 22h 00

Aéreas temem alta de custo trabalhista

Empresas e sindicato discutem projeto de lei que muda condições de trabalho dos pilotos e pode aumentar gastos em R$ 2,2 bilhões

MARINA GAZZONI - O ESTADO DE S. PAULO

Um projeto de lei que altera as condições de trabalho dos pilotos mobilizou as principais companhias aéreas brasileiras nas últimas semanas. As empresas alegam que a mudança pode gerar um novo choque de custo no setor e até inviabilizar algumas rotas novas e atuais. O maior impacto seria sentido pela TAM, que voa para mais destinos internacionais e compete com aéreas estrangeiras.

A proposta em análise na Comissão de Viação e Transporte da Câmara trata da criação de um sistema de gerenciamento de fadiga pelas empresas aéreas brasileiras, com foco em aumentar a segurança dos voos e melhorar a qualidade de vida dos tripulantes. O texto muda regras trabalhistas em vigor desde 1984, como folgas, jornada máxima diária ou mensal, pagamento de horas extras e disposições sobre voos na madrugada.

Cálculos preliminares da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) estimavam um impacto de R$ 2,23 bilhões ao ano no custo das quatro maiores empresas nacionais se o texto em tramitação na Câmara fosse adiante. “Não podemos aceitar uma lei que tira a competitividade das empresas brasileiras em relação às estrangeiras e que inviabiliza a oferta de passagens a preços comparáveis com o ônibus”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Sindicato quer ampliar de 8 para 12 dias o número de folgas mensais

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que representa pilotos e comissários, Adriano Castanho, diz que os trabalhadores estão dispostos a negociar para evitar o choque de custos e já aceitaram elevar a jornada de trabalho diária em uma hora. “A discussão é sobre segurança. Não queremos que ela tenha impacto econômico para empresas ou trabalhadores”, afirmou.

Depois de diversas reuniões nas últimas semanas, as empresas aéreas e o sindicato encaminharam, na semana passada, suas propostas à deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), relatora do projeto. Será dela a decisão sobre os pontos divergentes. Clarissa diz que encaminhará o projeto para votação nas próximas sessões da comissão. “As mudanças visam a melhorar a qualidade de vida dos tripulantes e a segurança dos voos. Não queremos inviabilizar a operação das empresas.”

Entre os pontos mais polêmicos estão o número de folgas - o sindicato pede ampliação de 8 dias mensais para 12 -, e as condições de descanso para pilotos nos voos longos. Algumas empresas defendem que a jornada de tripulantes seja definida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e não pela lei, como ocorre nos EUA. Hoje, a questão trabalhista não é competência da Anac.

Impacto. A TAM estima que teria um aumento de 20% a 35% na sua folha de pagamento. Além disso, a empresa diz que as novas regras inviabilizariam todos os seus voos para a Europa. Pelo tempo de voo, a empresa precisaria ter um equipamento chamado “sarcófago”, um espaço isolado com camas para pilotos.

“Nenhuma das nossas aeronaves tem esse espaço. Simplesmente não poderíamos voar mais para a Europa até a TAM comprar um avião maior. Mas a British Airways, que tem um voo de São Paulo para Londres no mesmo horário e com um avião igual, poderia”, diz a presidente da TAM, Claudia Sender.

Segundo ela, a TAM aguarda a definição trabalhista para decidir se segue com o projeto de criação de um centro de distribuição de voos (hub) no Nordeste para a Europa, um projeto com investimentos de cerca de US$ 1 bilhão. “O hub não sai se o projeto de lei for aprovado desta forma. Não é ameaça. É realidade. O hub só faz sentido se tivermos custos competitivos com empresas estrangeiras.”

Castanho, do SNA, diz que a proposta no Congresso é flexível e que a TAM poderá fazer o voo para Europa no seu avião desde que “apresente estudos que comprovem que não há risco para a segurança”.

Na Azul, as primeiras avaliações indicam que a empresa precisaria contratar mais pilotos, mas eles teriam redução de salário, pois voariam menos. “Para dar mais folgas sem reduzir salário, temos de ampliar a jornada”, explica o presidente da Azul, Antonoaldo Neves.

A Gol diz que aguarda uma decisão final para avaliar o impacto das regras na sua malha. “Obviamente, se houver uma alta de custo, alguns voos podem deixar de fazer sentido”, afirma Alberto Fajerman, diretor de relações institucionais da Gol.

Procurada, a Anac disse que acompanha a discussão, mas não quis comentar o tema.


O Estado de S.Paulo

30 Maio 2015 | 03h 00

União terá de indenizar família de vítima de acidente da Gol

Viúva e filha receberão R$ 28,8 mil; elas alegam que dinheiro e objetos levados por familiar não foram devolvidos

MÔNICA REOLOM - O ESTADO DE S. PAULO

SÃO PAULO - A União terá de pagar R$ 28,8 mil por danos morais e materiais à filha e à viúva de uma vítima do acidente do avião da Gol, que se chocou no ar com um jato Legacy, em setembro de 2006. A decisão, do ano passado, se tornou definitiva nesta quinta-feira, 28. A partir de agora, não cabe mais recurso.

Rosane, mulher da vítima, e Luiza Gutjahr, filha, ajuizaram ação na Justiça Federal de Curitiba, em 2009, sustentando que não receberam os objetos pessoais do familiar nem o valor de R$ 8.826 que ele carregava no voo. Segundo elas, a Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pelo resgate dos corpos, roubou objetos das vítimas. O acidente resultou na morte de 154 pessoas na Serra do Cachimbo, em Mato Grosso.

Destroços do Boeing 737-800 da Gol que colidiu no ar com um jato Legacy

“Essa decisão reconhece que os corpos foram pilhados. É mais uma constatação dos erros dessa tragédia. A gente encara esse reconhecimento como positivo porque estamos lutando há muito tempo”, disse Rosane, que também é diretora da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907.

Ela afirmou que a decisão é uma conquista para todas as famílias. “Por infelicidade, se isso (um acidente) voltar a acontecer, o Brasil já terá um precedente no qual as famílias estarão amparadas. Não posso dizer que estou feliz, mas é uma ação positiva.”

A viúva de Rolf Gutjahr vai destinar o valor da indenização a uma instituição de caridade que abriga crianças órfãs.

Histórico. Em 15 de junho de 2012, a Justiça Federal do Paraná julgou improcedente o pedido de indenização de Rosane e Luiza, por considerar que os documentos e testemunhos foram insuficientes para comprovar o sumiço dos bens.

A viúva e a filha entraram com recurso e, em abril de 2014, a Justiça do Rio Grande do Sul reverteu a decisão de primeira instância e determinou a condenação da União.

O voto definitivo foi dado pela desembargadora Marga Tessler, da 3.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Ela seguiu o voto do desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, que citou matéria do Estado sobre a pilhagem dos pertences. “A matéria jornalística é farta no sentido de que essa pilhagem ocorreu. Foi citado pelo advogado das autoras, inclusive, o uso do celular de uma das vítimas posteriormente ao acidente. Houve pilhagem.”

A União entrou com embargos infringentes, que cabem quando o acórdão não é unânime. Eles foram negados em abril deste ano, e a União decidiu não recorrer.


Folha de São Paulo

29/05/2015 23h37

Gol planeja ampliar malha aérea internacional

Maria Cristina Frias

A Gol planeja ampliar a sua presença em outros países e avalia a entrada em cinco novos destinos. Hoje, são 16 cidades atendidas no exterior.

"Avaliamos novas rotas nas Américas do Sul e Central, inclusive no Caribe", afirma o presidente, Paulo Sérgio Kakinoff.

Por regra, a empresa não pode divulgar as localidades antes da aprovação da Anac –a aprovação da agência do pedido de liberação de voos para Cuba é "iminente", segundo o executivo.

A companhia, porém, só deve começar a desembarcar na ilha a partir de setembro.

No ano passado, o avanço fora do Brasil fez com que as receitas internacionais aumentassem 46% em relação a 2013 –passaram de 9% para 12% do total do grupo.

A estratégia da aérea para ganhar corpo no mercado internacional ocorre em um ano difícil no cenário doméstico, sem que a companhia tenha se beneficiado da queda do preço do combustível, compensado pela alta dólar.

VOO CORPORATIVO

O quadro ruim é puxado sobretudo pela retração das viagens de negócios no país. Essa área representa para a Gol 55% da operação total.

"A demanda no segmento corporativo vem caindo desde o fim da Copa do Mundo, o que se acentuou entre fevereiro e abril deste ano", diz.

"Maio apresenta uma leve recuperação, mas ainda abaixo do que foi o mesmo mês do ano passado."

Apesar do quadro mais complicado, o executivo diz que a empresa deverá ganhar participação no mercado corporativo neste ano por causa de ações como a ampliação do espaço entre as poltronas.

"Das realizações recentes da companhia, 90% foram focadas para esse cliente."

De janeiro a abril, a empresa registrou um "market share" de 36,4% na operação doméstica. A TAM, 36,9%.

PREÇOS

Como reflexo da procura menor na área corporativa, cujas passagens são comercializadas mais perto da data do voo e, portanto, com tarifa mais elevada, houve uma pressão para queda de preços.

Os bilhetes estão sendo vendidos em valores de 20% a 30% inferiores aos que eram praticados antes.

REGIONAL

Sobre possíveis impactos dos cortes de gastos do governo no programa federal de aviação regional, o executivo diz acreditar que eles não serão "críticos" para o projeto.

A ideia original do governo era aportar R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos.

"Há pelo menos uma lista de 30 aeródromos que precisam de investimentos menores, como uma brigada de incêndio ou uma ampliação pequena no terminal", diz.

"Comparados ao total, esses aportes são pequenos, trazem impacto imediato e deverão ser preservados."

"A gente trabalha com vários cenários, entre eles o de que essa crise poderá durar um bom tempo, eu diria que este ano todo

Paulo Sérgio Kakinoff, presidente da Gol

Vai atrasar

Em fase de testes, um novo aplicativo da Gol monitora a localização do passageiro quatro horas antes do voo. Pelo celular, o sistema avisa se o cliente estará no aeroporto a tempo de embarcar.

"Se não vai chegar, o passageiro recebe automaticamente opções para mudar ou cancelar o voo", diz o presidente, Paulo Sérgio Kakinoff.

Caso chegue mais cedo, pode antecipar o voo. "Além da conveniência, a grande vantagem para a companhia é liberar assentos."


G1

01/06/2015 06h31

Táxi invade pista perto do Santos Dumont, no Rio, e é jogado nas pedras

Deslocamento de ar provocado pelas turbinas do avião fez carro capotar.

Taxista teria desrespeitado a sinalização; motorista não se feriu.

Do G1 Rio

Um táxi invadiu uma área perto da pista do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, na noite desta segunda-feira (1º). Com a força das turbinas de um avião, o táxi foi jogado nas pedras. Como mostrou o Bom Dia Rio, o motorista não se feriu.

A Avenida Almirante Silvio Noronha fica atrás do Aeroporto Santos Dumont, a poucos metros da cabeceira da pista. A passagem de carros é controlada por duas guaritas com vigias, cancelas e sinais luminosos e sonoros. Apesar de toda segurança, um táxi passou no momento em que um avião decolava.

O taxista contou que tinha deixado um passageiro na Escola Naval e na volta foi surpreendido por um avião decolando. Com o impacto do deslocamento do ar provocado pelas turbinas, o carro capotou várias vezes.

Ronaldo Costa Teixeira, que dirigia o táxi, não ficou ferido. Ele contou que passou por um grande susto. O para-brisa do carro foi destruido; pedaços do vidro ficaram no asfalto. O vigia da cabine perto da entrada da Escola Naval disse que socorreu o taxista e afirmou que ele não respeitou o sinal vermelho. Pelo menos sete voos sofreram atrasos e oito foram cancelados.

Em janeiro de 2002, outro táxi capotou no mesmo local quando um avião decolava. O motorista, Antônio de Almeida Macedo, morreu em consequência dos ferimentos.


G1

31/05/2015 17h55

Avião movido a energia solar sobrevoa Mar do Japão

Sequência da viagem foi dada após decolagem na China.

Trecho de 6 dias do Solar Impulse 2 tem como destino o Havaí.

Do G1, em São Paulo

Solar Impulse 2 decolando de Nanjing, na China

O avião revolucionário Solar Impulse 2 sobrevoava o Mar do Japão na madrugada desta segunda-feira (horário local), pouco mais de 24 horas após decolar de Nankin, China, na etapa mais ambiciosa de sua volta ao mundo.

O piloto suíço André Borschberg, 62, encontrava-se às 16h GMT deste domingo entre o leste da Coreia e o oeste do Japão, segundo sua equipe em terra, no primeiro dos seis dias dias de voo que deve completar cruzando o Pacífico até o Havaí.

Seu conterrâneo, Bertrand Piccard, piloto do Solar Impulse 2 em outras etapas da missão, publicou no Twitter que se tratava do primeiro voo noturno completo, durante o qual o aparelho conta exclusivamente com as baterias, recarregadas durante o dia pelo sol.

O voo de 8.500km de Nankin ao Havaí poderá estabelecer um recorde de duração para um piloto sozinho a bordo, segundo os organizadores. Trata-se da sétima e mais longa das 12 etapas previstas da volta ao mundo empreendida pelo avião solar gigante.

Nesta etapa, Borschberg voará diariamente a 28 mil pés de altitude, com temperaturas que irão variar em torno de 55 graus na cabine do avião solar, despressurizada e sem calefação.

Em caso de problema técnico grave, o suíço deverá escapar de paraquedas, descendo em pleno oceano, a centenas de quilômetros de qualquer equipe de salvamento, uma vez que nenhuma embarcação pode acompanhar o avião no mesmo ritmo, mesmo a velocidade máxima do Solar Impulse (140km/h) sendo muito menor do que a de um aparelho convencional.

A missão, que, a princípio, foi ironizada pela indústria aeronáutica, é acompanhada atualmente com entusiasmo em todo o mundo.


G1

30/05/2015 21h00

Aeroclube de Campinas comemora 76 anos com novos e antigos pilotos

Neste sábado (30), evento comemorou a data e reuniu profissionais.

Aeroclube já formou cerca de 1,5 mil pilotos ao longo de sete décadas.

Do G1 Campinas e Região

Veja vídeo no site do G1

O Aeroclube de Campinas (SP) comemora 76 anos completados esta semana. Pilotos e ex-pilotos que se formaram na instituição se reuniram neste sábado (30) para celebrar a data. O evento foi marcado por apresentações e exibições de aviões novos e antigos. Cerca de 1,5 mil profissionais da aviação já passaram pela escola.

O angar original existe até hoje e sua estrutura de madeira veio da Alemanha. O material foi trazido para uma feira industrial na cidade e acabou sendo doado para a construção do aeroclube. O mesmo aconteceu com o terreno, cedido pelo Instituto Brasileiro do Café ao governo do estado de São Paulo.

Piloto antigo do Aeroclube de Campinas reencontra avião

Reencontro

Alcindo de Oliveira, soldador e piloto aposentado e sócio mais antigo do clube, começou a visitar o local quatro anos após sua fundação. “É uma história comprida, porque eu tinha 13 anos e eu já vinha com meu irmão mais velho consertar aviões que quebravam. Era muito comum quebrar perna de trem de pouso e como meu irmão era soldador, eu vinha com ele para consertar", conta.

O ex-piloto também construiu o seu próprio avião, vendido seis anos atrás quando parou de pilotar. O aniversário do aeroclube foi a chance de reencontrar o "filho" voador.

"É o meu filhote, eu até já dei um abraço nele. Ele foi meu grande companheiro, eu voei muito com ele, só eu e ele. A maior parte do meu tempo de voo, eu voava sozinho, subia dois mil metros conversando com as nuvens", lembra. Veja mais entrevistas no vídeo acima.


Valor Econômico

01/06/2015 às 05h00

Aéreas se esforçam para reter cliente que paga mais

Por João José Oliveira | De São Paulo

Annete Taeuber, da Lufthansa, que aposta em avião mais moderno: país é um dos primeiros a receber o Boeing 747-8

Companhia aéreas que fazem rotas internacionais a partir de aeroportos brasileiros reforçaram neste semestre ações para manter fiéis os passageiros “premium” - aqueles que voam na classe executiva e na primeira classe - numa conjuntura adversa de fraca demanda corporativa e volatilidade cambial.

Em 2014, cerca de 10% dos 9 milhões de brasileiros que voaram ao exterior compraram classe executiva ou primeira classe. Para este ano, projeções mais otimistas do setor apontam um crescimento inferior a % se surtirem efeito as ações das companhias. “A volatilidade do câmbio continuará pressionando os preços”, diz a diretora da Lufthansa, Annete Taeuber.

Mesmo assim, a empresa alemã escolheu o Brasil - destino de mais de 20 voos semanais do grupo - como um dos primeiros países a receber o novo Boeing 747-8, mais moderno avião da fabricante americana. “Adaptamos a malha, com voos noturnos em ambas direções. Isto significa um grande investimento, já que três aviões ficam estacionados durante todo dia nos aeroportos brasileiros”, disse Taeuber.

O público que paga mais caro justifica esse tipo de ajuste em frota e malha porque é o cliente que garante maiores margens no setor. Segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (lata), os bilhetes vendidos para classe executiva e primeira classe no mundo representam 6,2% dos assentos, mas colaboram com 27,2% das receitas.

O diretor para o Brasil da Arnerican Airlines, Dílson Verçosa, diz que o momento atual é de promoções para atrair demanda para classe executiva, mas não para a primeira classe. “Não dá para fazer promoção porque é público específico para isso”, diz o executivo da companhia que faz mais de 120 voos semanais para o Brasil. Já a classe executiva comporta promoções mais agressivas, aponta ele. “O contexto da promoção é o de não perder clientes”, diz. “Quando o dólar cai, as pessoas compram mais passagens nas promoções”.

Segundo a lata, enquanto os bilhetes vendidos para classe executiva e primeira classe no mundo cresceram 4,4% em média em abril, ante igual mês de 2014, nas rotas para a América do Sul originadas nos Estados Unidos, por exemplo, houve retração de 11,1%.

É que no Hemisfério Norte os indicadores de confiança do empresariado estão em alta. Já na América do Sul, suas duas maiores economias atravessam estagnação. Por isso, a demanda europeia de passageiros ‘premium’ cresceu 7,8% em abril, enquanto no continente sul americano, o avanço foi de 1,8%.

Segundo executivos do setor, para evitar queda da demanda, as companhias aéreas estão dando descontos para bilhetes de classe executiva. Assim, a diferença de preço - que normalmente chega a 100% para bilhetes da classe executiva em relação à econômica - caiu para faixas entre 20% a 30%.

“Esse momento [de promoções para atrair demanda] é muito bom para os clientes experimentarem as classes ‘premium’, para as aéreas darem aos consumidores o gosto de uma classe executiva”, diz o vice-presidente de vendas e marketing da Gol, Eduardo Bernardes.

A configuração dos Boeing 737-8 00 da Gol que voam aos Estados Unidos e capitais sul-americanas não oferece classe executiva - a aérea vende a classe Confort, com poltronas mais espaçosas e o assento do meio bloqueado. “E a Gol está usando a política tarifária para fazer o cliente experimentar esse produto”, diz.

O vice presidente da Gol admite que a demanda por serviços do segmento ‘premium’ vai além do fator preço. “Para o executivo que vai trabalhar no dia seguinte ao voo, o conforto é fundamental”, diz Bernardes. Para esse público, a Gol disputa mercado graças às parcerias com a americana Delta Air Lines e com a europeia Air France-KLM.

A aérea francesa, que faz quase 30 voos semanais do Brasil, incluiu o país entre os destinos no mundo em que oferece a classe La Première, a partir de novembro, nos voos do Boeing 777-300. Trata-se de uma área segregada, com 3 metros quadrados, onde passageiros são servidos em louças do designer francês Jean-Marie Massaud. “O Brasil é um dos mercados mais importantes para a La Première”, diz o diretor da Air France-KLM no Brasil e Cone Sul, Hugues Heddebault.

A Delta, por sua vez, usa a aliança com a Gol para elevar o alcance da empresa no território brasileiro. A companhia divulga em junho uma série de anúncios no Brasil para ressaltar essa conectividade com os Estados Unidos. “Estamos certos que a campanha publicitária vai incentivar os clientes brasileiros a voarem com a Deita para destinos por todo os Estados Unidos”, diz o diretor da Delta para o Brasil, Luciano Macagno.

A presença de gigantes europeias e americanas na disputa pelo ‘premium’ brasileiro foi uma das justificativas que levaram a maior aérea latino americana, a Latam - dona da TAM e da chilena LAN - a investir mais de R$ 25 milhões em duas salas VIP, nos aeroportos de Guarulhos (SP), com 1,8 mil metros quadrados e capacidade para 450 pessoas, e de Santiago, no Chile, ainda maior.

A Latam quer elevar a receita em voos internacionais, que hoje representam i% da demanda da companhia. Por isso, vai aumentar a oferta nessas rotas em até 6% este ano, enquanto no Brasil, a capacidade ficará estável.

O apetite das aéreas pelas rotas entre Brasil, Estados Unidos e Europa se justifica porque são voos mais longos, operações em que o preço do bilhete na classe executiva e primeira classe embute maior valor agregado - quanto mais quilômetros voados, maior a rentabilidade por passageiro.

Isso explica porque nos voos internacionais sobre o Atlântico Norte, por exemplo, os passageiros ‘premium’, que são 17,2% dos assentos, garantem 55,9% das receitas das empresas aéreas. Uma relação bem mais favorável que nas rotas dentro da América do Sul, mais curtas, onde esse segmento representa 4,2% dos bilhetes, mas 8,3% do faturamento.


Agora-Tô on-line

Sábado , 30 de Maio de 2015 - 14hs34

Terminal logístico: “Novas Fronteiras para o Tocantins - Desenvolvimento do Comércio Internacional”

Fonte: Da Redação

Representantes da Infraero, do governo do Tocantins e da federação das indústrias do estado se reúnem no próximo dia 9 de junho, em Palmas, para discutir estratégias que impulsionem a utilização do terminal de cargas do Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, administrado pela estatal.

O seminário “Novas Fronteiras para o Tocantins - Desenvolvimento do Comércio Internacional” vai reunir ainda representantes da Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Associação Brasileira de Logística (Abralog) no Palácio Araguaia. Durante o evento, os participantes vão falar sobre as oportunidades para fomentar a economia estadual por meio da movimentação do terminal de logística de cargas da Infraero. Foram investidos R$ 3,84 milhões na construção dessa estrutura.


Diário Catarinense

31/05/2015 | 19h44

Aeroporto de Jaguaruna será vistoriado para poder operar por instrumentos

Inspeção da Anac foi confirmada para o dia 8 de junho

 

Voo inagural do aeroporto foi realizado no dia 27 de abril

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Aeroporto de Jaguaruna será inspecionado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na próxima segunda-feira, dia 8 de junho. A agência irá vistoriar o sistema de operação por instrumentos IFR (Instrument Flight Rules), que orienta o piloto em pousos e decolagens quando há problemas de visibilidade. Eles também auxiliam na segurança de voos noturnos.

Desde a inauguração, no mês passado, 4 mil pessoas já passaram pelo Aeroporto Regional Humberto Guizzo Bortoluzzi. Mas neste pequeno período, o terminal foi fechado duas vezes para pousos e decolagens por pouca visibilidade.

O anúncio sobre a inspeção foi feito após uma reunião entre os secretários de Estado do Desenvolvimento Regional de Criciúma e de Tubarão, João Fabris e Caio Torarski, o secretário de Estado da Articulação Nacional, Acélio Casagrande, e a administração do aeroporto na sexta-feira.

No encontro também foi discutida a ampliação dos terminais de embarque e de cargas e da pista para dar mais vazão à produção industrial do Sul do Estado.

— Os projetos já estão prontos e serão trabalhados junto à Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República para captação de recursos — apontou Casagrande.

DIÁRIO CATARINENSE

 


Diário Catarinense

31/05/2015 | 21h22

Edital de concessão do aeroporto Hercílio Luz deve ser lançado em junho

Concorrência pública será em 2016. Autoridades acreditam que manobra facilitaria reformas

Gabriel Rosa

[email protected]

Expansão do terminal e defasagem nos voos internacionais são itens da agenda de quem vencer leilão

Foto: Emerson Souza / Agencia RBS

O esgotamento da capacidade do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de Florianópolis, é um dos entraves para o desenvolvimento catarinense. Com a falta de recursos públicos, a concessão se desenha como uma alternativa para o problema. Embora a decisão seja do Planalto, o aval adiantado do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em visita ao Estado neste mês, evidencia a intenção do governo federal de repassar o terminal à iniciativa privada o quanto antes.

Em março, a presidente Dilma Rousseff confirmou que a estrutura catarinense estava nos planos da União para concessão em 2016.

Concluir a expansão do terminal de passageiros, reduzir a defasagem do município em relação aos voos internacionais e aumentar a oferta de conexões da Ilha de SC com outros destinos do país são itens que precisam estar na agenda de quem vencer o leilão, de acordo com autoridades e representantes de entidades locais.

Ao contrário da privatização, a concessão prevê que a estrutura volte ao governo federal após determinado tempo. Os seis aeroportos que foram concedidos até agora no país serão devolvidos em 20 a 30 anos, caso não haja renovação.

Antes de fechar o contrato, diversas contrapartidas são definidas pela Secretaria de Aviação Civil (SAC). O consórcio que assumiu o Galeão (RJ), por exemplo, precisa aumentar a capacidade do terminal de 17 milhões de pessoas por ano para 60 milhões até 2038, quando termina o contrato, além de construir 26 pontes de embarque até maio do ano que vem e se preparar estruturalmente para as Olimpíada de 2016.

Manobra semelhante poderá ser feita no Hercílio Luz. Algumas das principais demandas do principal aeroporto do Estado poderiam ser agilizadas, afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Sanderlúcio Fabiano de Mira.

– O gargalo na infraestrutura é um dos maiores entraves para a região. O poder público tem dificuldades para promover esta área e precisa deixar a iniciativa privada explorar uma atividade econômica e comercial como os aeroportos. O passageiro deve ser tratado como cliente, e não como um usuário.

Debate se intensificou em março deste ano

A discussão sobre a concessão começou a circular sem muito destaque após uma visita a Brasília do prefeito Cesar Souza Jr. e do governador Raimundo Colombo, em janeiro, mas rapidamente se transformou em posição oficial do governo federal.

Pouco tempo depois, a presidente Dilma Rousseff confirmou que o Hercílio Luz e mais dois aeroportos – o de Salvador (BA) e o de Porto Alegre (RS) – estavam no topo da lista para concessões, conforme recomendou à Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Agora, aguarda-se o lançamento do pacote de concessões, que deve sair em junho e inclui rodovias, portos e ferrovias. A presidente também avalia incluir um quarto aeroporto nas concessões – o de Recife (PE) ou o de Fortaleza (CE).

Obras seriam tocadas por concessionárias

Caso a concessão saia do papel, as expansões do terminal de passageiros e da pista de rolamento no Hercílio Luz devem sair das mãos da Infraero. Ao contrário do que aconteceu na primeira e segunda rodadas de concessões, a Secretaria de Aviação Civil recomendou à presidência que as entidades que assumirem aeroportos também passem a gerir todas as obras não concluídas, arcando inclusive com os custos.

A intenção é impedir que as novas concessões repitam os problemas identificados em outros locais, como no Galeão (RJ) e em Confins (MG). Reformas prometidas para antes da Copa do Mundo seguem em marcha lenta ou até mesmo paradas. Segundo a SAC, a recomendação já foi repassada ao Planalto e deve ser acatada.

A outorga passaria antes por uma análise financeira e provavelmente seriam oferecidos benefícios às concessionárias, já que em algumas das obras há necessidade de investimentos milionários.

Custo da ampliação também é alterado

Já as ampliações no Hercílio Luz, assinadas entre a Infraero e o consórcio Espaço Aberto-Viseu em 2012, continuam aguardando novidades. Até o fim do ano passado, apenas 7,4% haviam sido concluídos, levando a estatal a romper o acordo e repassar a obra ao segundo colocado na licitação – o consórcio formado pelas empresas S.A. Paulista, Isolux Projetos e Corsán-Corviam.

Ao Diário Catarinense, a Infraero afirmou que aguarda a alocação de recursos para definir se retoma as obras.

O custo também foi alterado. A Espaço Aberto-Viseu foi contratada por R$ 181 milhões, enquanto o segundo colocado pediu R$ 188 milhões. Como parte da obra já foi realizada, o novo consórcio deve receber um total de R$ 184 milhões, caso permaneça no negócio.

A Infraero encara em 2015 uma situação bastante “delicada”, como afirmou o presidente Gustavo do Vale em janeiro, e está evitando gastar com reformas e ampliações nos aeroportos. A empresa começou o ano devendo R$ 150 milhões às empreiteiras que tocam as obras e, sem repasses confirmados pela União, pode amargar prejuízo de R$ 500 milhões até dezembro.

DIÁRIO CATARINENSE

 


Folha de Boa Vista

01/06/2015 06:54

Roraima é o 15º estado em número de acidentes aéreos

Entre 2005 e 2014, foram vinte ocorrências registradas; segundo o Cenipa, mais da metade dos inquéritos já foi concluído

MINERVALDO LOPES

Segundo o Cenipa, mais da metade dos inquéritos foram concluídos

Nos últimos anos, o número de acidentes graves envolvendo aeronaves tem preocupado autoridades aeronáuticas no País. Entretanto, um levantamento feito pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou uma redução no número de ocorrências aeronáuticas.

Em 2011, em todo o Brasil, o número de registros de incidentes graves, como são classificados os desastres aéreos com mortes, foi de 60 ocorrências, enquanto que os acidentes, que são os casos que resultam apenas em danos materiais, foram de 160. Esse número subiu no ano seguinte, com 76 notificações para incidentes e 181 acidentes. Já em 2013, houve queda nos números, ficando em 64 ocorrências de incidentes graves e 164 acidentes.

As aeronaves continuam sendo os tipos mais comuns envolvidas em acidentes. Conforme o órgão, de 2004 a 2013, o percentual de acidentes envolvendo esse tipo de meio de locomoção foi de 83,36%, enquanto que os helicópteros tiveram porcentagem de 16,64%. Já o número de incidentes graves envolvendo aviões registram assustadores 89,95%, seguidos dos helicópteros, com 9,82%, e as aeronaves tipo anfíbio (modelos feitos para andar na água), com 0,23%.

No ranking por estados, São Paulo é o estado com maior índice de acidentes e incidentes graves. Dos 1.154 acidentes aeronáuticos registrados pelo órgão, o estado aparece com 21,20%, seguido de Mato Grosso (10,07%), Rio Grande do Sul (8,04%), Pará (6,36%) e Minas Gerais (6,36%). Nessa lista, Roraima figura na décima quinta colocação, com 1,68%.

Já no número de incidências graves, São Paulo lidera com 17,62%, seguido do Rio Grande do Sul (10,07%), Minas Gerais (9,38%), Paraná (8,01%) e Pará (7,09%). Roraima aparece entre os estados com o menor percentual, com 0,46%, ficando na vigésima segunda colocação.

Do final de outubro de 2014 até abril desse ano, pelo menos três casos foram destaques nos noticiários locais, mas os números são ainda mais expressivos. De acordo com o Cenipa, entre 2005 e 2014, 20 acidentes foram registrados oficialmente no Estado. Destes, 12 já tiveram suas investigações concluídas.

“Pelo fato de haver investigações em aberto, não é possível informar os fatores contribuintes específicos dos acidentes que ocorreram em Roraima. No entanto, o Panorama Estatístico publicado no site do CENIPA, afirma que, no Brasil, os principais fatores contribuintes foram: julgamento de pilotagem, supervisão gerencial e planejamento”, informou em nota enviada à redação.

Ainda segundo a nota, dependendo da complexidade do acidente, não há prazo definido para a conclusão de qualquer investigação conduzida pelo órgão. “A necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes prováveis ou hipotéticos garante a liberdade de tempo para a investigação”, finalizou. (M.L)


Zero Hora

01 de junho de 2015

Sucatas que voam

MOISÉS MENDES

Fui passageiro de um dos últimos voos da Vasp antes da quebra total. Cheguei meio atrasado ao balcão de check-in e me colocaram numa fila de espera. Naquela época, há uns 10 anos, as empresas aéreas ainda eram chamadas solenemente de companhia, e uma passagem não garantia o embarque. Já estavam na fila outras cinco ou seis pessoas.

Mas, pouco antes da decolagem, uma moça mandou que eu embarcasse. Sentei na cadeira do meio da primeira fila da direita. Nunca tinha viajado ali. Minha visão era a parede de latão, a meio metro do nariz, que separava os passageiros da área dos comissários.

Um latão cinza, descascado, com manchas de ferrugem. As juntas das emendas pareciam soltas. Os bancos estavam surrados. Mas o que impressionava era a parede de lata amassada. Enquanto olhava a lata, percebi que havia sido o último a entrar. E os outros passageiros da fila de espera? Por que eu, se era o último? Por que me colocaram na primeira fileira diante daquela lata assustadora? E por que a bainha da calça de um comissário estava visivelmente puída?

A Vasp canibalizava os aviões. Tirava parafusos de um para fazer com que os outros voassem. Eu imaginava arames amarrando as turbinas. Quantos anos teria aquele Boeing? Uma mulher ao meu lado examinou a parede de lata e arregalou o olho: e isso voa?

Quase chamei um comissário. Queria perguntar: e os outros da fila? E o que dizem as estatísticas sobre as chances de se sobreviver quase no bico do avião?

O meu atraso era um sinal não percebido? Cheguei em cima da hora porque não deveria embarcar? Criei coragem e chamei então o comissário, pensei em dizer que iria descer. O rapaz se aproximou e eu desisti: pedi apenas um copo de água. Ele trouxe água e guardanapo.

O avião decolou e tive a impressão de que subia sem força, ofegante – mas o que sei eu de aviões? Tentava relaxar. Pensava no ridículo de morrer com um copo de água e um guardanapo, sem ao menos uma barrinha de cereal. Que viagem. Mas chegamos bem.

Conto essa história antiga porque o famoso sucatão de uma empresa americana, que voa de Curitiba para Miami com parada em Porto Alegre, não saiu do chão no sábado. A sucata é conhecida por ter problemas de arranque.

É nessas horas que não tem como não sentir saudade da Varig. Não nos tirem o direito de suspirar pela Varig.


Tribuna do Norte - RN

2015-05-30 00:00:00

Aeroporto terá primeiro voo para cargas

Nadjara Martins

Repórter

A partir de 7 de junho, o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, receberá voos cargueiros da Alemanha. Com frequência semanal, o voo será operado pela companhia aérea Lufthansa, uma das dez maiores do mundo. De acordo com a companhia, o cargueiro Lufthansa Cargo MD-11F tem capacidade para 93 toneladas e deverá transportar produtos perecíveis.

O voo - o primeiro voo exclusivamente de cargas a atender o RN - interligará os aeroportos de Viracopos, em São Paulo, Natal; Léopold Sédar Senghor, no Senegal e Frankfurt, na Alemanha. A primeira aeronave aterrissa em Natal no próximo domingo (7), às 13h50 (horário local), e parte rumo à África às 15h20. Segundo a assessoria de comunicação da Lufthansa, a expectativa é que os voos aconteçam sempre aos domingos, neste horário.

Adriano Abreu

Terminal de cargas do aeroporto do RN: Voo terá capacidade para 93 toneladas de produtos

A Receita Federal também confirmou o início das operações do novo voo. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou, em nota, ainda não ter recebido o pedido formal da companhia alemã.

Embora possua um terminal de cargas com o dobro da capacidade do antigo Augusto Severo, em Parnamirim, a movimentação de mercadorias no primeiro ano de funcionamento do aeroporto Aluízio Alves registrou um crescimento de apenas 8,7%. De acordo com levantamento feito pela TRIBUNA DO NORTE sobre dados da Infraero, o Augusto Severo movimentou 7,3 toneladas de carga entre junho de 2013 e abril de 2014. De junho de 2014 a abril de 2015, período em que o terminal de cargas do ASGA esteve em operações, a movimentação foi de 7,9 toneladas.

De acordo com o Consórcio Inframérica, acrescentando o mês de maio as exportações atingem quase 10 mil toneladas. A média de cargas movimentadas é de 600 toneladas/mês, segundo o Consórcio Inframérica, que administra o aeroporto. Entre as cargas exportadas, 60% são frutas frescas in natura (mamão, manga, abacaxi); 35% são peixes frescos (Atum e Meca) e outros 5% são diversos, como tecidos. Já as importações em sua maioria, são peças e máquinas para os parques eólicos, equipamentos para estudo nas universidades, peças e máquinas para o pólo industrial em Goiana, Pernambuco.

Para os exportadores, a chegada de um novo voo é bem recebida. “Não tem problema que os voos passem por São Paulo ou outras cidades. A nossa questão é que eles passem por Natal, porque aí não preciso mandar para Recife e Fortaleza para que ele chegue no destino final”, avalia o gerente geral da Caliman no Rio Grande do Norte, José Antônio Facini Júnior. A Caliman é a maior produtora exportadora de mamão papaya do país – com produção em Pureza, no interior do RN, encaminha frutas para Portugal e Espanha, com mercados ainda na Suíça e na Alemanha.

Aeroporto em números - Confira detalhes sobre fluxo e investimentos:

- Estrutura aeroportuária

Dados sobre movimentação apontam crescimento no transporte de cargas e passageiros

R$ 500 milhões foi o investimento do Consórcio Inframérica no aeroporto até agora

2,6 milhões foi a movimentação de passageiros no aeroporto de São Gonçalo do Amarante no último ano

24 mil voos recebidos

9% foi o crescimento do número de voos entre junho de 2014 e 29 de maio de 2015

- Cargas

10 mil toneladas transportadas até maio

600 toneladas transportadas/mês

60% são frutas

35% são peixes frescos

5% são diversos

500 cabeças de gado deverão ser transportadas via aérea ainda neste ano

Fonte: Inframérica

 


Jornal de Hoje - RN

31/05/2015 às 18h10

Aeroporto de São Gonçalo registra desembarque de 2,6 milhões de pessoass e pouso de 22 mil aviões

No dia 31 de maio de 2014, por volta de 9h40, acontecia o pouso do voo JJ3306 da TAM linhas áreas que marcou o início de uma nova fase

econômica

por: Portal JH

A manhã do domingo (31) foi de comemoração pelo primeiro ano de operações do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, localizado em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal. O consórcio Inframerica, que administra o Terminal Aeroportuário, organizou a partir das 10h30 da manhã uma cerimônia religiosa celebrada pelo padre Arno, pároco da Pastoral Rodoviária.

O superintendente da Inframerica no Rio Grande do Norte, Ibernon Martins, foi o anfitrião, representando o grupo e recepcionando os convidados, entre eles o prefeito municipal Jaime Calado e a deputada federal Zenaide Maia, além de vereadores, secretários municipais, o diretor do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens, general Jorge Fraxe e o diretor de extensão do Instituto Federal -Campus de São Gonçalo, Fernando Freire.

Em um ano de funcionamento o novo terminal aéreo do Estado já registrou o desembarque de mais de 2,6 milhões de passageiros e o pouso de 22 mil aeronaves. A movimentação foi 10% maior que a média dos últimos dois anos de operação do extinto Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim. A expectativa é que até dezembro de 2015 o movimento do Aluízio Alves atinja 3 milhões de pessoas.

“Esse aeroporto tornou-se um chamariz para a instalação de diversas empresas que já chegaram e estão chegando a nossa terra, e um ponto de muitas alegrias, principalmente pelos empregos gerados e o incremento na nossa economia. Aqui quero agradecer a todas as instituições que contribuíram e contribuem para fortalecer a concretização desse sonho como o Sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac) e IFRN, e a todas a classe política do Rio Grande do Norte que se uniu e resultou nesse milagre da união que foi o aeroporto. Estamos numa disputa para trazer o Hub do Nordeste da TAM para cá, e o espírito de união deve prevalecer mais uma vez”, enfatizou Jaime Calado.

A equipe de marketing da Inframerica, juntamente com o IFRN (Campus de São Gonçalo), e a Prefeitura Municipal, por meio da Fundação Cultural Dona Militana, montaram uma surpresa que ficou para a tarde. Os passageiros que aguardavam o embarque ou aqueles que desembarcaram por volta das 13h30 foram presenteados com uma apresentação especial e criativa com participação dos músicos da Banda Municipal de São Gonçalo e bailarinos da EDITAM vestidos com uniformes dos funcionários. Ao final, artistas e trabalhadores do aeroporto reuniram-se para a comemoração que teve direito a bolo com logomarca da Inframerica.

Memória – No dia 31 de maio de 2014, por volta de 9h40, acontecia o pouso do voo JJ3306 da TAM linhas áreas que marcou o início de uma nova fase econômica e um sonho aguardado há anos pela população de São Gonçalo do Amarante. O voo inaugural, ocorrido em um sábado, representou um dia histórico com o início das operações do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves. Na ocasião, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante realizou uma manhã solene começando com a benção do arcebispo metropolitano Dom Jaime Vieira Rocha. A chegada dos primeiros 256 passageiros a desembarcar contou com um receptivo especial. A Prefeitura de São Gonçalo e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ainda lançaram o carimbo comemorativo e o selo personalizado inaugural pelo início das atividades aeroportuárias no novo terminal de passageiros do Rio Grande do Norte. Foram confeccionados mais de 6 mil selos.


Paraná-online

01/06/2015 - 07h29

Piloto curitibano está preso no Peru há um mês e meio

Felippe Aníbal

O piloto curitibano Asteclínio da Silva Ramos Neto. 28 anos, está preso no Peru há um mês e meio. A aeronave que ele pilotava prefixo CP-2914 - foi abatida por um helicóptero da força aérea peruana. que suspeitava que o avião traficasse drogas. Segundo o advogado do piloto, a ação ocorreu fora de procedimentos internacionais e a prisão do curitibano é abusiva. Não foram encontrados entorpecentes no avião.

Ramos Neto visitava a Bolívia, onde pretendia cursar Medicina. No dia 15 de abril, foi contratado para transportar um passageiro ao Peru. Segundo o advogado Rodrigo Faucz, militares peruanos argumentam que a aeronave não estava transportando drogas, mas poderia estar transportando.


Gazeta do Povo - PR

01/06/2015 00h00

Projeto pode elevar preço dos voos no Brasil

SÃO PAULO (SP)

ESTADÃO CONTEÚDO

Kiko Sierich/Arquivo/Gazeta do Povo

Um projeto de lei que altera as condições de trabalho dos pilotos mobilizou as principais companhias aéreas brasileiras nas últimas semanas. As empresas alegam que a mudança pode gerar um novo choque de custo no setor e inviabilizar rotas.

A proposta em análise na Comissão de Viação e Transporte da Câmara trata da criação de um sistema de gerenciamento de fadiga pelas empresas aéreas brasileiras para aumentar a segurança dos voos. O texto muda regras trabalhistas em vigor desde 1984, como folgas, jornada máxima, pagamento de horas extras e voos na madrugada.

Cálculos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas estimam um impacto de R$ 2,23 bilhões por ano no custo das quatro maiores empresas nacionais se o texto for adiante. O projeto será encaminhado para votação nas próximas sessões da comissão.


O Povo - CE

30/05/2015

Voos integrarão Jeri, Canoa, Iguatu e Fortaleza em 2016

O Secretário do Turismo, Arialdo Pinho, revelou ao O POVO os planos para fortalecer o turismo de lazer e de negócios no Ceará

Andreh Jonathas

[email protected]

FÁBIO LIMA

Canoa Quebrada, em Aracati, está entre os destinos que devem receber voos regionais interligando todo o Ceará

Até julho de 2016, o Aeroporto Internacional de Jericoacoara estará operando. Assim, poderá se concretizar os planos da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur-CE) de integrar Jeri, Canoa Quebrada, Iguatu, São Benedito e Fortaleza por meio de voos regionais. Foi o que revelou ao O POVO o secretário do Turismo Arialdo Pinho. Ele participou da a 24ª BNTM (Brazil National Tourism Mart), no Centro de Eventos do Ceará (CEC).

A pista do aeroporto de Jeri equipara-se á do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A de Aracati já está apta para voos regionais. “Desses destinos, podemo levar o turistas à destinos próximos para ampliar a experiência no Estado”, afirmou o secretário.

Outro plano de curto prazo da Setur é reforçar os atrativos das praias e reforçar o turismo na região do Cariri. “Há sete voos por dia partindo de lá. Estamos tentando colocar mais dois. Lá tem, por exemplo, o Geopark, o único da América Latina”, ressaltou.

Da BNTM, uma das decisões para integração entre os Estados e fortalecer o turismo no Nordeste será uma ação com as operadores de turismo de todo o Brasil. Liderado por Ceará, Bahia e Pernambuco, todos os estados vão fazer acordo com as empresas para venderem os destinos no Nordeste prioritariamente.

Haverá contrapartida às empresas, principalmente, em publicidade. Com isso, a movimentação turística, por exemplo no Ceará, deve ser 60% maior.

“Vamos combater o preço que as companhia norte-americanas estão vendendo para Miami. Nós, ao preço que eles vendem só a passagem, vamos colocar hospedagem, café da manhã e traslado para o Nordeste”, adiantou Arialdo.

Novos voos nacionais

O Ceará é um dos três estados que concorre a um hub da TAM Linhas Aéreas. Atualmente, há 56 voos nacionais diários da TAM no Pinto Martins. Com o hub, seriam incluidos mais 46 voos na malha área, além de novos 14 voos internacionais, todos para a Europa. Hoje, são apenas sete e não são diários. Para Arialdo, seria uma nova era do turismo no Ceará.

“Só o voo da TAP semanal, em 10 anos, trouxe para o Ceará 1.090 novas empresas.

Além do esperado

Estavam previstas a realização de 3.663 reuniões na BNTM. Ocorreram 3.916. Esses encontros com os compradores de trade turístico são um termômetro para indicar a movimentação de negócios no evento. Os dados serão divulgados segunda-feira, 1º/6.

O Hotel Vila Galé foi um dos hotéis que participaram da BNTM. Conforme a gerente de Vendas e Marketing Brasil do grupo, Adriana Borges, os resultados foram mais positivos do que o esperado. “Realizamos 52 reuniões de negócios. Todos contatos com interesse dos próprios buyers, a maioria internacionais”, afirmou ao O POVO.


A Crítica de Manaus

Atalaia do Norte (AM), 31 de Maio de 2015

Buscas por passageiros de helicóptero desaparecido recomeçam nesta segunda-feira

Três equipes por terra e duas aeronaves realizaram buscas desde ao amanhecer até o início da noite deste domingo sem encontrar vestígios da aeronave desaparecida. Familiares acreditam que desaparecidos possam estar vivos

EDUARDO GOMES - COLABORAÇÃO

Os familiares dos cinco desaparecidos acreditam que eles possam estar vivos

As buscas ao helicóptero modelo Esquilo da Moreto Táxi Aéreo com cinco pessoas a bordo prosseguiram durante todo este domingo no município de Atalaia do Norte a 1.138 km de Manaus em linha reta. Três equipes por terra e duas aeronaves realizaram buscas desde ao amanhecer até o início da noite sem encontrar vestígios da aeronave desaparecida que prestava serviço ao Distrito Sanitário Especial Indígena do Vale do Javari (Dsei/Javari).

Na tarde deste domingo as buscas ficaram concentradas na região conhecida como “Cachoeira do Itacoaí”. Neste domingo, uma das passageiras Marceleia Cruz dos Santos Marubo completa 23 anos de vida, que está grávida e estava sendo transportada para Tabatinga com hemorragia.

Com ela estão desaparecidos o piloto Alexandre Feliz Souza, a segunda indígena grávida Luciana Guedes do Carmo, a enfermeira Luzia Fernandes Pereira e a acompanhante Marcelânia Souza da Silva.

As buscas foram intensificadas na manhã de domingo por terra e por ar. Na terra equipes integradas por militares do Comando de Fronteira do Solimões/8º. Batalhão de Infantaria de Selva, Defesa Civil de Atalaia, Benjamin Constant e Tabatinga, servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena de Atalaia, Funai, Polícia Militar, Fundação de Vigilância e Saúde e Corpo de Bombeiros de Tabatinga se dividiram em diversas equipes para localizar a aeronave e os passageiros.

Na noite de sábado, chegou a circular a informação na qual a aeronave “teria” sido localizada, bem como possíveis passageiros, através de uma das aeronaves que faziam busca na região que interpretaram que seriam “sobreviventes”.

Na verdade os tais “sobreviventes” eram homens do Corpo de Bombeiros de Tabatinga que estavam empenhados na busca e que teriam inclusive acionado um sinalizador, levando a todos ao engano. O que ocorreu depois é que dois membros do Corpo de Bombeiros de Tabatinga foram resgatados pelos militares já que estavam em más condições físicas pela longa caminhada na selva, necessitando de cuidados médicos.

Um avião Hércules C-130 com equipamentos para detectar metais em solo e um helicóptero Black Hawk sobrevoaram pela manhã e à tarde a região onde estima-se que o helicóptero desapareceu.

Segundo o comandante do Comando de Fronteira do Solimões/8º. Batalhão de Infantaria de Selva, tenente coronel Marcos Santana, as buscas estão concentradas na região na provável rota do helicóptero e com base na informação que ele teria ligado para a namorada afirmando que estaria em cinco minutos em Tabatinga.

“Normalmente os pilotos que voam na região estabelecem o plano de voo baseados em pontos nítidos como rios, cidades e estradas”, afirmou o tenente coronel Marcos Santana.

Três equipes estão convergindo para a região denominada “Cachoeira do Itacoaí”, região de difícil acesso. Isto se deve ao fato de nesta região, margem direita do rio haver uma área alagadiça com uma largura de pouco mais de dez quilômetros de igapós, formados agora com a cheia dos rios na região.

Mapa utilizado pelas equipes para localiza região onde pode estar a aeronave com os desaparecidos. Helicóptero saiu de Petiaquinho com destino a Tabatinga e desaparecei nas proximidades da sede de Atalaia

À tarde, chegou em Atalaia do Norte uma equipe de soldados com pequenos botes capazes de penetrar nos igapós. As buscas oficialmente foram suspensas já ao anoitecer devendo recomeçar na manhã desta segunda-feira. No entanto equipes que estão vasculhando a região por terra continuam trabalhando na esperança de localizar a aeronave e seus passageiros.

Familiares acreditam que os desaparecidos ainda possam estar vivos

Familiares, e amigos dos ocupantes do helicóptero modelo Esquilo AS 350 B2 que está desaparecido desde sexta-feira em Atalaia do Norte, (a 1.325 quilômetros de Manaus) tem a esperança de que possam estar vivos na mata e que todos serão resgatados com vida. Familiares informaram que na noite de domingo foi realizada uma missa na capela da cidade onde todos rezaram pedindo proteção para eles e para que sejam logo encontrados.

O filho da enfermeira Luzia Fernandes Pereira, que não teve o nome revelado veio de Mato Grosso do Sul para acompanhar as buscas; o dono da aeronave, Sebastião Abreu também veio de Goiânia para ajudar nas buscas. De acordo com os colegas dos desaparecidos o clima na cidade é de muita tristeza, mas ainda há esperança.

De acordo com informações, a aeronave foi fazer a remoção de emergência de uma grávida identificada como Marcelina Cruz dos Santos Morubo em uma comunidade no Alto Ituí.

No sábado, duas pessoas na mata sinalizaram para uma das aeronaves que participam das buscas e chegou a circular a informação que se tratava das vítimas, mas a informação foi desmentida pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Colaborou: Joana Queiroz

 


Jornal de Turismo

Segunda, 01 Junho 2015 08:00

Comissários são anfitriões do turismo brasileiro

A goiana Nilva de Oliveira Honorato, de 57 anos, nunca tinha entrado em um avião até fazer o primeiro voo durante o curso de formação para comissária de bordo, em 1978. A partir daí foram mais de 20 anos trabalhando em uma grande empresa do setor, fechada em 2001. Há cinco anos, porém, é comissária em uma das maiores companhias aéreas do Brasil. “Minha profissão é voar e será assim para o resto da vida”, disse.

Hoje, com mais de 25 anos de experiência, Nilva conhece todas as capitais brasileiras, muitas cidades do interior, além de já ter visitado Amsterdã, Londres, Portugal, Viena (Áustria), Miami, Orlando, Washington e Nova York, entre outras grandes cidades do mundo. Ao longo de anos de profissão foram muitas histórias especiais. A mais marcante foi o encontro com o ex-marido, também comissário, com quem teve as filhas Priscila e Ludmila.

A maior parte das viagens começa dentro de um avião, de acordo com o último boletim de intenção de viagem do Ministério do Turismo. O transporte aéreo se tornou o meio de transporte mais usado por turistas brasileiros. A maioria (64,4%) dos viajantes com intenção de viajar pelos próximos seis meses o fará de avião.

Ao contrário do que muitos pensam, a aeromoça garante que é possível conciliar maternidade e vida profissional. “Sempre fui uma profissional dedicada e uma mãe muito presente, nunca perdi uma festa ou reunião na escola. Não é fácil, mas é possível harmonizar a profissão com a vida pessoal sendo uma pessoa determinada, organizada e otimista”, disse.

Preparados para lidar com situações de emergência, os comissários resolvem conflitos, situações de emergência e até de sobrevivência. Nilva se lembra de quando prestou socorro socorro a três passageiros em um voo turbulento entre Miami a São Paulo.

A história de Nilva marca o Dia Internacional do Comissário de Voo, comemorado neste domingo (31), e revela a importância desse profissional responsável por zelar pela segurança e pelo conforto dos passageiros e sua importância para o turismo brasileiro.

A profissão surgiu em 1930 com a atuação da primeira aeromoça da história, uma enfermeira americana a bordo de um voo entre as cidades de São Francisco e Cheyenne, para atender passageiros com enjoo. Até pouco tempo, a profissão era exclusivamente feminina. Só depois, com a inclusão de homens, os profissionais passaram a ser chamados de comissário de bordo (ou voo).

Para obter a licença de comissário de voo é necessário fazer um curso preparatório em uma escola credenciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão do governo federal que normatiza, fiscaliza e controla a aviação civil no país.


Mercado&Eventos

29/05 - 18:33

Passageiro flagra reparo de aeronave da EasyJet feito com fita adesiva

Por: Pedro Menezes

Funcionário de solo faz reparo na fuselagem que envolve a turbina da aeronave

Um passageiro a bordo de um voo EasyJet ficou em choque, nesta sexta-feira (29/05), ao registrar um funcionário do aeroporto consertando uma possível falha na fuselagem que envolve a turbina da aeronave, com uma espécie de Silver Tape. A imagem acabou sendo compartilhada milhares de vezes na internet.

O homem, que faz o suposto reparo, veste um colete verde fluorescente e envolve uma parte da fuselagem da turbina com a fita adesiva. Mas, ao contrário do que todo mundo pensava, não se trata de uma fita adevisa comum, conhecida como Silver Tape. É possível que a fita seja do tipo "Speed Tape", altamente conhecida no mundo da aviação para realizar rápidos reparos e evitar possíveis atrasos.

Na ocasião, a fita Speed Tape é utilizada apenas como um paleativo até que um reparo definitivo seja feito, e é capaz de suportar grandes velocidades e baixas temperaturas, situação habitual enfretada por toda e qualquer aeronave em qualquer voo.

Ao ver a foto, um especialista de segurança da Autoridade de Aviação Civil afirmou que "esta fita é usada diariamente no mundo da aviação, sendo utilizada para pequenos reparos já há muitos anos". Não se sabe, porém, em qual aeroporto a manutenção foi feita e o flagrante, consequentemente, realizado.


Mercado&Eventos

29/05 - 17:04

Airbus trabalha em novo layout que pode aumentar capacidade do A380

 

Economy Premium pode ganhar até seis novos assentos a partir de 2017

A Airbus, fabricante francesa de aviões localizada em Tolouse, está desenvolvendo um novo layout para o modelo A380, no qual as áreas de descanso dos tripulantes seriam remodeladas e combinadas, o que forneceria espaço para a instalação de mais assentos.

O chefe do programa de Airframer (estrutura mecânica, incluindo fuselagem, asas e sistema de propulsão) da Airbus, Didier Evrad, detalhou os planos para adicionar mais assentos no A380. "A Airbus já testemunhou uma série de diferentes layouts na cabine do A380. Agora, podemos ver claramente uma tendência no sentido de criar uma cabine ainda mais eficiente", disse Evrad.

Ao juntar a área de descanso da tripulação de voo, localizada logo atrás do cockpit, com a cabine de descanso para os tripulantes, abaixo da principal, Didier Evrad acredita que exista a possibilidade de liberar espaço suficiente para instalar até seis assentos Premium Economy. O chefe de Airframer acredita que a nova formatação poderá já entrar em vigor a partir de 2017.

"Estamos focados em ter um A380 cada vez mais atrativo, mais eficiente, em termos econômicos, e com uma cabine totalmente otimizada. Essa é a nossa prioridade atualmente", disse o CEO da Airbus, Fabrice Bregier.

O executivo permanece otimista em relação as perspectivas de compra e operação do A380, apesar de reconhecer que o modelo não é tão popular já que o mercado é um pouco mais limitado do que ele esperava, sobretudo devido a algumas dificuldades acusadas por alguns clientes em relação a novas operações. Atualmente, a Emirates Airline é o principal cliente do A380.


Panrotas

29/5/2015 17:04:00

Azul quer aumentar capacidade de voos para o Amazonas

Por: Raphael Silva

Aérea pediu a troca da aeronave ATR-45, de 48 assentos, por um ATR-72 (foto), para 70 passageiros

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebeu uma solicitação da Azul Linhas Aéreas Brasileiras para que os voos operados para alguns destinos do Amazonas sejam realizados por aeronaves ATR-72. Os aeroportos de Coari, Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira, que atualmente recebem voos de aeronaves ATR-45, de 48 assentos, passariam a contar com trechos realizados por aviões com capacidade de até 70 passageiros.

Os três municípios estão entre os 270 que integram o programa de desenvolvimento da aviação regional da Secretaria de Aviação Civil, que promete reformar ou construir cerca de 25 aeroportos só no estado amazonense. Dos três, Coari é o que tem o processo mais avançado, enquanto Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira ainda passam por estudos preliminares.

MUDANÇA À VISTA

A troca de aeronaves para os voos rumo ao Amazonas se deve também à estratégia da Azul de deixar de operar o modelo ATR-45, utilizados pela aérea em 21 localidades no Brasil.

De acordo com a Anac, para a substituição dos modelos, a companhia deverá, junto ao operador portuário, cumprir com os requisitos de segurança das operações. Dentre as regulamentações estão o Plano de Emergência em Aeródromo, a apresentação do Programa de Segurança Aeroportuária e o Manual de Gerenciamento da Segurança Operacional.