Folha de São Paulo
Acidente da TAM - Ministério Público entrará com recurso contra absolvições
G1
Corpo de piloto morto em acidente na Serra da Canastra é resgatado
Voos comerciais são adiados em Divinópolis e nova previsão é junho
Tribuna do Norte - RN
Argentinos querem 100% das ações
Diário de Pernambuco
Voo da TAP, que sai do Recife nesta terça, fará escala em Salvador
O Tempo - MG
Já começa movimento pelo retorno dos voos
Limitação dos aviões é polêmica
Estado de Minas
Transferência de voos para o terminal da Pampulha gera divergências
Jornal de Turismo
Avianca conclui maior encomenda da história da aviação da América Latina
Mercado&Eventos
Falha pode causar queda de energia e perda do controle do 787
Gol conquista liderança em pontualidade no mês de abril com 96,82%
Deutsche Welle - Brasil
Autoridades confirmam que copiloto ensaiou queda do voo 4U-9525
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Acidente da TAM - Ministério Público entrará com recurso contra absolvições
DE SÃO PAULO - O Ministério Público Federal vai recorrer da decisão que absolveu três acusados de responsabilidade sobre o acidente do avião da TAM no aeroporto de Congonhas em 2007, de acordo com a Agência Brasil.
A Justiça Federal absolveu a ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Denise Abreu, o então vice-presidente de operações da TAM, Alberto Farjeman, e o diretor de segurança de voo da empresa na época, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro.
Eles foram denunciados por "atentado contra a segurança de transporte aéreo" na modalidade culposa (sem intenção).
Na ocasião, 199 pessoas morreram depois de a aeronave não conseguir parar a tempo na pista, atravessar a avenida Washington Luís e bater contra um posto de combustível e em um prédio da própria TAM.
05/05/2015 19h46
Corpo de piloto morto em acidente na Serra da Canastra é resgatado
João Ferreira, 64, era piloto reformado da Força Aérea Brasileira (FAB).
Equipe da própria FAB removeu corpo após perícia da Polícia Civil.
Ricardo Welbert
Do G1 Centro-Oeste de Minas
Destroços do avião no local da queda na Serra da
Canastra (Foto: Amarildo Nikimba/Divulgação) |
Foi resgatado na tarde desta terça-feira (5) o corpo do piloto do avião que caiu sábado (2) na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais. João Ferreira tinha 64 anos, era piloto reformado da Força Aérea Brasileira (FAB) e único ocupante da aeronave. O acidente ocorreu em um local de mata fechada e acesso difícil.
A comerciante Idelsuita Silveira de Castro conhecia o piloto e lamentou a morte. "Ele era muito bom. Uma pessoa realizada na vida. Ele só falava coisas boas", disse.
"Estamos muito tristes com o que aconteceu. Ele frequentava muito a nossa pousada e gostávamos dele", comentou o também comerciante Wainne de Castro.
Um helicóptero da própria FAB foi usado para levar uma equipe de perícia da Polícia Civil até a área de mata fechada onde o acidente ocorreu. O acesso ao local por terra é difícil.
Os policiais civis analisaram a cena do acidente, anotaram e gravaram imagens dos destroços. Somente depois, a equipe da FAB pode remover o corpo do piloto, que foi transportado para o Institito Médico Legal (IML) de Passos, no Sul de Minas.
Destino
A aeronave experimental, de matrícula PU-BIK, decolou por volta das 7h de sábado de Pirassununga, no interior de São Paulo, com destino à Pousada da Limeira, em Vargem Bonita, na Serra da Canastra. De acordo com o plano de voo, a queda ocorreu 12 km antes de a aeronave chegar ao destino.
A comerciante Idelsuita, dona da pousada, disse que João Ferreira era um hóspede frequente.
A região da Serra da Canastra onde o avião caiu tem grandes formações montanhosas. Alguns paredões estão a 1.500 metros de altitude acima do nível do mar. O local é conhecido como Babilônia. Para ir até lá, é preciso veículo traçado e ajuda de moradores da região. A neblina costuma ser intensa na região durante a manhã.
Destroços
Os destroços do avião e o corpo do piloto foram encontrados pela equipe da FAB 48 horas após o acidente. Uma das asas do avião ficou pendurada numa encosta.
Aeronave que caiu na Serra da Canastra |
05/05/2015 14h04
Voos comerciais são adiados em Divinópolis e nova previsão é junho
Aeroporto passou por adequações e está apto a operar, diz Prefeitura.
Caminhão de combate a incêndio foi a última exigência a ser atendida.
Do G1 Centro-Oeste de Minas
Caminhão de combate a incêndio chega ao
aerorporto (Foto: Assessoria/Divulgação) |
Pela sexta vez os voos comerciais com previsão de início nesta segunda-feira (4) em Divinópolis, foram adiados.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Divinópolis, Paulo César, a nova previsão estipulada para começar a oferecer conexões com Campinas, em São Paulo, é junho. Contudo, o secretário afirma que o aeroporto está apto a operar.
Na última quinta-feira (30), um caminhão de combate a incêndio chegou ao aeroporto. O veículo foi uma últimas das exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A máquina de raio-x também já está no aeroporto.
Ainda segundo o secretário de Desenvolvimento, a liberação para o início das atividades depende da Anac. "O terminal já está pronto com as salas de embarque e desembarque. Uma empresa privada que presta serviço com bombeiros civis já foi contratada para atuar no aeroporto. Foram construídos banheiros, entre outras adequações. Está tudo pronto", destacou.
Uma aeronave com capacidade para 70 passageiros foi disponibilizada para a linha comercial. "A princípio, seriam voos diários. A aeronave sairá de Campinas, irá para Divinópolis, pegará os passageiros e voltará para Campinas, exceto às quintas-feiras e domingos", afirmou Paulo.
A empresa que venceu a licitação para gerenciar o aeroporto é de São Paulo e vai receber R$ 165 mil pela administração e operação do aeroporto de Divinópolis. Cerca de 40 novos empregos serão gerados com o início das atividades comerciais no município.
O G1 entrou em contato com a Anac para saber o que de fato falta para a liberação dos voos no município e aguarda retorno da agência.
Aeroporto Brigadeiro Cabral em Divinópolis |
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Argentinos querem 100% das ações
Fonte: Tribuna do Norte
A empresa argentina Corporación America, acionista da Concessionária Inframerica, confirmou que existem negociações avançadas para que compre 100% da participação societária da Engevix nos Aeroportos de Brasília e São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. A brasileira Engevix e a Corporacion America são detentoras, atualmente, de 50% das ações cada uma.
A Corporación America não detalhou os valores das propostas enviadas à sócia, tampouco o que irá mudar na gestão dos aeroportos caso a negociação seja efetuada. Ontem, o jornal argentino Clarín publicou que Corporación America quer comprar a Engevix não somente pelo momento oportuno financeiramente, mas para zelar a imagem da empresa argentina.Nenhum dos órgãos controladores das negociações comerciais e da operacionalização dos aeroportos brasileiros havia recebido, até o final da tarde de ontem, pedido para validação da negociação. A possibilidade de colocação à venda de parte dos ativos pertencentes à Engevix começou a ser noticiada pela imprensa nacional e estrangeira no final do ano passado, quando um dos diretores da empresa foi preso em decorrência da Operação Lava Jato e o mercado credor se fechou aos negócios da companhia. Hoje, as dívidas da Engevix superam R$ 1,5 bilhão. O jornal Estado de São Paulo publicou ontem que a venda das ações da Engevix à Corporación America deverão levantar aproximadamente R$ 400 milhões.
Em nota encaminhada à TRIBUNA DO NORTE, a diretora de Comunicação da Corporación America, Carolina Barros, argumentou que estava impossibilitada de ampliar o detalhamento das negociações por “causa das cláusulas confidenciais”. Ela reiterou, porém, o que havia dito aos jornais Clarín, da Argentina, e ao brasileiro Estado de São Paulo, que “aguarda a aprovação das agências estatais brasileiras, como Anac e Cade”, para a oficialização da compra.
Carolina Barros informou ainda que não seria possível comentar valores da operação em decorrência do contrato de confidencialidade assinado entre as empresas sócias. A assessoria de imprensa da Concessionária Inframerica disse, somente, “que existe um acordo de entendimento em andamento”, sem aprofundar qualquer outra informação sobre o assunto. A Inframerica opera, no Brasil, o segundo aeroporto mais movimentado do país, o de Brasília; e o primeiro integralmente construído e gerido pela iniciativa privada, o aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.
Autorizações
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ligados à Presidência da República, deverão acompanhar a negociação, que só será efetivada com suas respectivas aprovações. Desde 2006, a Engevix assinou contratos de financiamento de obras diversas com o BNDES da ordem de R$ 800 milhões.
Em nota, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica informou que “o ato que torna público que uma dada operação está no Cade para análise, é a publicação do edital referente ao ato de concentração no Diário Oficial da União” e que nenhuma publicação relativa ao processo em questão havia sido até então disponibilizada. “Uma vez que a operação seja notificada, as implicações e aspectos concorrenciais serão devidamente analisados pela autarquia”, informou a Assessoria de Comunicação do Cade.
No âmbito da Anac, quaisquer alterações no controle dos concessionários deve ser previamente comunicada e avaliada pelo órgão federal. “O trâmite envolve o recebimento da solicitação, a análise e a avaliação do pedido, em observância aos termos aplicáveis do contrato de concessão e seus anexos, bem como os termos do edital do leilão e seus anexos”, esclareceu a Anac. A Assessoria de Imprensa da Agência complementou que, “até o momento, não recebemos nenhuma comunicação sobre o assunto”.
Participação societária
Caso a negociação entre a Corporación America e a Engevix seja aprovada pelos órgãos de controle brasileiros, a Inframerica passará a gerir os aeroportos de Brasília e de São Gonçalo do Amarante com 100% das ações. A participação se divide da seguinte forma, atualmente:
Aeroporto de Brasília
51% - Concessionária Inframerica (Corporación America e Engevix)
49% - Infraero
Aeroporto de Natal
50% - Corporación America
50% - Engevix
Dívida
Desde que foi citada na Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção bilionário na Petrobras, as ações da Engevix despencaram e o mercado credor se fechou à empresa. O débito da construtora é bilionário atualmente.
R$ 1,5 bilhão é o valor estimado das dívidas da Engevix;
R$ 400 milhões deverão ser injetados nos cofres da empresa, caso vendida à Corporación America.
Postado por Junior Guilherme
05/05/2015 17:58
Voo da TAP, que sai do Recife nesta terça, fará escala em Salvador
Passageiros da TAP, com voo marcado para as 23h10 desta terça-feira (05), devem ficar atentos com as alterações da companhia aérea devido à greve dos pilotos. Segundo a empresa, ao invés de seguir direto para Lisboa, em Portugal, o avião que sai do Recife fará escala em Salvador. Nesse caso, o avião decola no horário previsto, 23h10, "chegará em Salvador às 0h25, sai de Salvador às 1h50 e chegará em Lisboa às 13h55", de acordo com nota da empresa.
"Não há cancelamento nem em Salvador nem em Pernambuco. O voo se tornou circular", informou a TAP através da assessoria. Ainda de acordo com a companhia, o passageiro que tiver conexão em Lisboa, e perder, será realocado no primeiro voo para o próximo destino após a chegada em Portugal.
"Caso todos os voos da TAP estejam lotado, a companhia o colocará em outra companhia aérea. Em último caso, suponha-se que não tenha nenhum voo, a TAP hospedará o passageiro em um hotel e no dia seguinte no primeiro voo possível o passageiro já embarca", informou a nota.
O gerente jurídico do Procon em Pernambuco, Roberto Campos, diz que o cliente não será prejudicado com a greve dos pilotos da TAP. "Se por ventura o cliente perder a conexão, esse prejuízo terá que ser ressarcido pela companhia. Caso a empresa não o realoque num outro voo, ele deve comprar o bilhete de seu destino e depois pelitear o reembolso junto à TAP. Se a companhia se negar, o cliente deve acionar os órgãos de defesa do consumidor", alerta Campos.
GREVE - A paralisação dos pilotos da TAP teve início na última sexta-feira (01) e seguirá até o próximo dia 10. Na quinta (30), a companhia chegou a informar que apenas os voos partindo de São Paulo e Rio de Janeiro estariam garantidos, mas até agora não houve cancelamento de voos com partida do Recife.
Até o dia 10, contudo, a recomendação é de que o passageiro confirme o seu voo seis horas antes do horário previsto para a partida. Em nota, a TAP afirmou que, desde que tomou conhecimento do anúncio da greve, tem alertado os clientes para estas dificuldades “convidando-os a, se possível, alterar as suas viagens para outras datas, sem custos adicionais, ou a solicitarem a emissão de voucher do valor pago, utilizável no prazo de um ano em voos TAP”.
A companhia informou também que os passageiros ainda podem fazer os pedidos durante os próximos dias. Alertou ainda para as possíveis dificuldades de atendimento, tanto nos aeroportos quanto no contact center. “Mas o pessoal que estará de serviço fará o melhor que lhe for possível para resolver os problemas que sejam colocados.”
O Procon-PE reforçou que, nos casos de cancelamento de voo, o consumidor tem direito à declaração por escrito da empresa aérea. “Caso perca o pacote turístico, reserva, diária de hotel, ingresso de evento, etc, decorrente do atraso ou cancelamento do voo, a empresa aérea é responsável pela indenização dos danos morais ou materiais causados”, lembrou o órgão de defesa do consumidor, em nota. Ainda segundo o Procon-PE, nos casos de atraso superior a quatro horas ou cancelamento, a empresa aérea deverá oferecer opções de reacomodação em outro hotel/empresa aérea ou reembolso que devem ser previamente autorizados pelo consumidor.
05/05/15 - 22h10
Já começa movimento pelo retorno dos voos
Prefeitura e governo do Estado apoiam mais rotas nacionais no terminal
ANA PAULA PEDROSA
Bons tempos. Governo do Estado e prefeitura já apoiam retomada de voos nacionais da Pampulha |
Doze anos depois de todos os voos nacionais que chegam e saem de Belo Horizonte serem transferidos do aeroporto da Pampulha para o de Confins, a discussão do caminho de volta começa a ganhar força. Nesta semana, a Azul começou a voar do terminal da Pampulha para Brasília, Rio de Janeiro e Vitória, e o movimento de aumentar o movimento no terminal tem o apoio do governo do Estado e da prefeitura.
Nesta terça, em audiência pública na Assembleia Legislativa, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rosso, disse que a maior utilização da Pampulha é uma demanda dos empresários, que perdem muito tempo em deslocamento até Confins. “Os empresários falam da importância de operar com voos para grandes capitais a partir da Pampulha”, afirma.
Ele diz que a discussão tem que ser feita também com a sociedade e com moradores da região e chegou a propor limite de horário para os voos, até as 22h ou 23h, para reduzir os incômodos para a vizinhança. O secretário municipal de Desenvolvimento, Eduardo Bernis, disse que a prefeitura também é favorável à maior utilização da Pampulha para voos nacionais.
Já o representante da BH Airport, empresa que administra o aeroporto de Confins, Dany Oliveira, é contra o incremento de voos nacionais na Pampulha. Ele teme que a concorrência entre os dois aeroportos prejudique a atração de voos internacionais para Belo Horizonte. De acordo com ele, o uso de dois aeroportos em uma mesma região metropolitana só é recomendado quando o terminal maior opera com mais de 35 milhões de passageiros por ano. O movimento anual de Confins, atualmente, é de 12 milhões de pessoas.
A Associação de Moradores do São Luiz e São José, bairros da região da Pampulha ameaçou entrar na Justiça caso os voos nacionais retornem em grande quantidade ao aeroporto.
05/05/15 - 22h10
Limitação dos aviões é polêmica
Rosso disse que além de discutir a volta dos voos nacionais à Pampulha, é preciso repensar a aviação regional
ANA PAULA PEDROSA
Seja para voos regionais, seja para viagens nacionais, a limitação do tamanho das aeronaves que podem usar o aeroporto da Pampulha causa polêmica. A utilização do terminal é limitada a aviões com até 70 lugares, que só são operados pela Azul. “Não concordamos que haja limitação nem do tamanho de aeronaves, nem de destinos”, disse o diretor de relações institucionais da Gol, Alberto Farjeman. A empresa teve o pedido de 36 voos operando a partir da Pampulha negado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Farjeman lembrou que até 2003, quando concentrava quase todos os voos de Belo Horizonte, aviões de todos os portes operavam na Pampulha. Para o secretário de Estado do Desenvolvimento, Altamir Rosso, o terminal precisa de “adequações” para receber aviões maiores com conforto e segurança. Os prazos e investimentos necessários também não foram estimados.
Rosso disse que além de discutir a volta dos voos nacionais à Pampulha, é preciso repensar a aviação regional. Ele criticou a Azul por cancelar voos para o interior e não avisar nem mesmo ao governo do Estado. “Ficamos sabendo na hora de comprar passagens”, disse ele.
06/05/2015 07:38
Transferência de voos para o terminal da Pampulha gera divergências
Passageiros, moradores, companhias e operadores aeroportuários criam polêmica. Ação na Justiça tenta barrar volta
Pedro Rocha Franco
Aeronave no aeroporto Carlos Drummond de Andrade, em Belo Horizonte. Mudança de empresas aéreas pode multiplicar aviões na pista |
Quase uma década depois da transferência de voos para Confins, a possível reativação de um segundo aeroporto na Grande BH cria uma enorme polêmica de interesses econômicos e sociais. Num primeiro ato, a Azul transferiu os voos regionais do aeroporto da Pampulha para Confins. A medida impacta na rotina dos passageiros do interior do estado. Com isso, deputados chiam em defesa dos colégios eleitorais. Por outro lado, no lugar dos regionais, a companhia aérea trouxe para o terminal da capital mineira voos diretos para outras capitais. A troca, defendida pelo governo estadual, atende ao pleito de empresários que buscam maior agilidade nas viagens de negócio – e da Infraero, que também a defende por ser uma maneira de aumentar a rentabilidade do aeroporto e encher os cofres da estatal, que perdeu bastante receita com as concessões aeroportuárias.
Com a Azul operando voos para outras capitais, a Gol não vê por que não serem aprovados voos com aviões de grande porte, uma vez que não há restrição operacional. Mas, em compensação, tudo isso afeta consideravelmente a rotina de moradores de bairros localizados nas proximidades do aeroporto devido ao aumento de ruído e dos problemas de trânsito. Outro ator que critica o aumento do número de voos na Pampulha é a BH Airport, concessionária do aeroporto internacional, que vê a medida como corte de receita. E ameaça até mesmo cortar investimentos.
O diretor de Meio Ambiente da Associação dos Moradores do Bairros São Luiz e São José (Pró-Civitas), Fábio Souza Melo, já protocolou duas queixas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contra a transferência de voos para a Pampulha e os testes de motores feitos pela companhia. Ele vislumbra na entrada de voos para o aeroporto o aumento no número de passageiros circulando pela região, o que causaria impacto no trânsito e na segurança. E ameaça: “Se a tendência se confirmar, teremos que tomar medidas judiciais”, afirmou em audiência pública ontem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Vantagens Apesar das críticas, os entes interessados na transferência de voos para a Pampulha argumentam que as aeronaves usadas atualmente têm nível de ruído menor. Na lista de pontos positivos citada, está a maior facilidade nas viagens de empresários, o que pode facilitar nos negócios feitos com outros estados. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôsso, há grande dificuldade dos executivos mineiros de viajar para outros estados e o contrário. “Tem dia que se gasta uma hora e meia ou mais para chegar em Confins”, diz ele. E acrescenta: “Entendemos que adotada uma política para o aeroporto internacional se consolidar. Isso aconteceu. Mas o aeroporto da Pampulha é da maior importância”.
Com a transferência de voos para Rio de Janeiro, Campinas, Vitória, Brasília e Florianópolis de Confins para a Pampulha por parte da Azul, a Gol enxerga também a possibilidade de operar no aeroporto de Belo Horizonte. Tanto é que fez pedido para 36 voos na semana passada. Apesar de não haver qualquer tipo de restrição para operação, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) negou os pedidos. No site da agência reguladora, a informação é que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão ligado à Aeronáutica, vetou, mas o órgão diz que nem mesmo recebeu o pedido. Segundo o órgão, não há qualquer restrição e, se a companhia apresentar condições técnicas para voar, pode ser aprovada. A única análise é quanto aos impactos na malha aérea. A Gol afirma ser possível a operação, mesmo com Boeing 737-800. O Estado de Minas não conseguiu contato com a agência reguladora para identificar quem então de fato vetou os voos.
Os novos voos impactam consideravelmente o fluxo de Confins. Na avaliação da Azul, a transferência favorece os mineiros, uma vez que, com os voos regionais operando no aeroporto internacional, haverá maior número de conexões possíveis. Inclusive, a empresa deverá criar em novembro o primeiro voo internacional da empresa saindo de Minas Gerais. Segundo o assessor da presidência da Azul, Ronaldo Veras, foram feitos estudos de viabilidade econômica para basear as mudanças na malha da empresa. “As alterações visam melhorar o atendimento ao passageiro. Em um voo de Governador Valadares para Belo Horizonte, apenas cinco dos 64 passageiros vinham para a cidade”, diz ele para mostrar que a intenção de boa parte dos passageiros é aproveitar as conexões para outros destinos.
Entenda o caso
13 de março de 2005 – Em reunião entre Infraero, Departamento de Aviação Civil (atual Anac), companhias aéreas e o então governador de Minas Gerais Aécio Neves e o à época prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel é acertada a transferência dos voos da Pampulha para Confins
17 de setembro de 2007 – A Anac publica a portaria 993 que limita a operação de aeronaves de grande porte na Pampulha. As companhias aéreas domésticas só poderiam operar com aeronaves de até 50 passageiros. Como forma de incentivar a aviação regional, as empresas só poderiam voar para o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade vindo de outras capitais ou estados não-limítrofes caso fizessem escala em cidades do interior de Minas Gerais
14 de julho de 2009 – A Infraero assina Termo de Ajustamento de Conduta elaborado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. O TAC, estabelecido em razão de o aeroporto não ter o licenciamento ambiental para operação, reforça a definição da agência reguladora, limitando a 50 passageiros a capacidade das aeronaves em operação na Pampulha
17 de outubro de 2010 – Nova decisão da Anac libera pousos e decolagens de aeronaves de qualquer porte para a Pampulha
23 de outubro de 2010 – O governador Aécio Neves acrescenta aditivo ao TAC, permitindo pouso e decolagem de aviões com até 75 passageiros. A medida libera a operação de turboélices
27 de fevereiro de 2012 – A Secretaria Estadual de Meio Ambiente emite a licença de operação do aeroporto da Pampulha. Não há mais qualquer tipo de restrição operacional
Flexibilidade para terminal regional
São Paulo – Depois de mudar regras do licenciamento ambiental para agilizar obras de rodovias, ferrovias, portos e empreendimentos do setor elétrico, o governo prepara uma nova resolução com o propósito de dar início ao prometido programa de aviação regional. A minuta de uma resolução que simplifica o licenciamento para reforma e construção de novos aeroportos no país. O texto, costurado entre a Secretária de Aviação Civil (SAC) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), deve ser submetido nos próximos dias ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), para publicação oficial posterior.
A proposta, que estabelece um conjunto de regras para que cada estado do país faça o licenciamento dos aeroportos, define que o empreendedor não precisará contratar estudos ambientais mais complexos para pedir autorização para seu projeto. No lugar do chamado Estudo de Impacto Ambiental (EIA), passa a valer o Relatório Ambiental Simplificado (RAS).
Outra mudança importante mexe com o ritual do licenciamento, aglutinando etapas. Tradicionalmente, qualquer empreendimento precisa obter primeiro uma licença prévia, documento que atesta sua viabilidade ambiental. Só depois disso pode ser solicitada a licença de instalação, o que libera o início efetivo da obra. Concluída a construção, finalmente é pedida a licença de operação do projeto.
No caso dos aeroportos regionais, ficou decidido que o empreendedor poderá pedir, de uma só tacada, a licença de viabilidade ambiental e a autorização para começar as obras. O prazo de análise das licenças também ficou enxuto. As secretarias de meio ambiente de cada Estado terão limite máximo de 90 dias para se manifestarem sobre a viabilidade e liberação das obras. Uma vez que o aeroporto estiver pronto, a licença de operação também terá que ser analisada em até três meses.
Com as mudanças no licenciamento, o governo tenta tirar do papel a promessa feita pela presidente Dilma Rousseff. Em dezembro de 2012, Dilma lançou o programa para construção e reforma de 270 aeroportos regionais país afora, iniciativa que prevê investimentos superiores a R$ 7,3 bilhões. Até hoje, nada ocorreu. No início deste ano, A SAC anunciou que, a partir de julho, os primeiros editais do programa serão publicados.
A meta inicial é investir R$ 2 bilhões na construção ou reforma de 80 aeroportos de oito estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Dos 80 aeroportos previstos, nove serão construídos do zero. Os primeiros municípios escolhidos são Codajás (AM), Jutaí (AM), Maraã (AM), Uarini (AM), Cametá (PA), Ilha de Marajó (PA), Bonfim (RR), Rorainópolis (RR) e Mateiros (TO). A principal ambição do plano é ampliar o acesso da população ao transporte aéreo, fazendo com que 96% da população esteja a menos de 100 km de um terminal.
Terça, 05 Maio 2015 14:44
Avianca conclui maior encomenda da história da aviação da América Latina
Família A320 é a linha de produtos de corredor único que mais vende no mundo, com mais de 11.500 pedidos |
Após o anúncio de um Memorando de Entendimento (MoU) em fevereiro, a Avianca assinou um acordo de compra de 100 aeronaves da Família A320neo, o maior pedido já feito por uma única companhia aérea na história da aviação da América Latina. O contrato, que inclui aeronaves A319neo, A320neo e A321neo, fará com que a Avianca mantenha uma das frotas mais novas da região, já que a companhia pretende substituir os aviões que operam atualmente a partir de seus hubs em Bogotá, Lima e São Salvador.
“Este pedido histórico permite-nos solidificar a nossa estratégia de proporcionar a máxima satisfação aos nossos passageiros nos mercados locais de forma mais ampla”, afirma Fabio Villegas Ramirez, CEO da Avianca. “Graças à economia de combustível, à confiabilidade técnica e ao conforto incomparável proporcionado aos passageiros das aeronaves da Família A320neo, podemos facilitar o processo de modernização da frota da Avianca ao mesmo tempo em que criamos uma maior conexão desta região com as demais localidades do mundo e apoiamos o seu desenvolvimento.”
“Por mais de 15 anos, a Avianca foi beneficiada pela eficiência no controle de custos operacionais e pela confiabilidade premiada da Família A320”, disse John Leahy, Airbus Chief Operator Officer, Customers. “A aeronave A320neo proporciona à Avianca maior eficiência pelo menor custo, tornando-a perfeitamente adequada para operar em sua rede e, principalmente, nos desafiadores aeroportos da região.”
Fundada na Colômbia em 1919, a Avianca foi a primeira companhia aérea das Américas, e é a segunda companhia aérea mais antiga do mundo. A parceria Airbus-Avianca mudou de patamar em 1998, quando a TACA (hoje incorporada à Avianca), a LAN e a TAM fizeram um pedido conjunto de 90 aeronaves de corredor único. Foi o maior contrato conjunto já assinado na história da aviação comercial da América Latina. Até o momento, o grupo de companhias aéreas da Avianca já encomendou aproximadamente 300 aeronaves, incluindo 276 da Família A320 (entre elas, 133 da Família A320neo) e 15 da Família A330.
A Família A320 é a linha de produtos de corredor único que mais vende no mundo, com mais de 11.500 pedidos até o momento e mais de 6.400 aeronaves entregues a 400 clientes e operadoras em todo o mundo. O mais novo membro da Família A320, o A320neo, incorpora muitas inovações, incluindo motores de última geração e Sharklets, (dispositivos aerodinâmicos de ponta de asa), que, juntos, proporcionam mais de 15 por cento de economia de combustível desde o primeiro dia de operação, atingindo 20por cento até 2020. Com mais de 3.600 encomendas recebidas de 70 clientes desde o seu lançamento em 2010, a Família A320neo conquistou uma participação sólida de 60 por cento do mercado.
Até o momento, o programa A320neo conta com 345 pedidos de empresas de seis clientes na América Latina -- Avianca, Azul, Interjet, LATAM Airlines Group, VivaAerobus e Volaris. Com mais de 950 aeronaves vendidas e uma carteira de pedidos de aproximadamente 500, existem mais de 550 aeronaves Airbus em operação em toda a América Latina e na região do Caribe. Nos últimos 10 anos, a Airbus triplicou sua frota em funcionamento, entregando mais de 60por cento de todas as aeronaves em operação na região.
05/05 - 16:07
Falha pode causar queda de energia e perda do controle do 787
Pedro Menezes
Sistemas do 787 devem ser desligados por completo a cada 248 dias de uso |
Nas atuais circustâncias as quais o mundo globalizado e conectado se encontra, sistemas de informação, servidores e sistemas de segurança não têm mais o direito de descansar. Em outras palavras, são tecnologias como esta que permanecem anos ou até mesmo décadas sem desligar ou até mesmo sem precisar reiniciar. No entanto, o moderno Boeing 787 Dreamliner não pode se gabar de ter essa mesma capacidade.
Isto porque, a Administração da Aviação Nacional dos Estados Unidos (FAA, em inglês) está ordenando o desligamento completo do sistema dos 787s pelo menos uma vez a cada 248 dias. O procedimento deve ser adotado pelas companhias aéreas como forma de previnir uma perda completa da energia e controle, que pode acontecer após a aeronave permanecer longos períodos de tempo ligada.
De fato, é surpreendente saber que um Dreamliner 787 possa apresentar problemas com o desligamento dos sistemas, e esta situação acaba demonstrando uma peculiaridade da linha mais recente da Boeing. A FAA disse que a própria Boeing já teria identificado o problema.
Neste caso a FAA afirma que caso os procedimentos não sejam adotados, "todas as quatro unidades de comando (CGU, em inglês) da aeronave poderão entrar no modo à prova de falhas técnicas, o que resultaria em uma perda de toda a energia elétrica independentemente da fase do voo. E a perda de energia pode resultar na perda do controle do avião", disse.
05/05 - 15:10
Gol conquista liderança em pontualidade no mês de abril com 96,82%
No mês passado, a Gol também esteve à frente em pontualidade, quando atingiu o patamar de 96,72% |
A Gol foi mais uma vez líder em pontualidade agora no mês de abril, com 96,82%, de acordo com dados da Infraero, referentes ao mercado doméstico, com mais de 22 mil voos nacionais no período. No mês passado, a Gol também esteve à frente em pontualidade, quando atingiu o patamar de 96,72%, conquista também obtida no primeiro trimestre do ano, com 94,13%.
Além disso, a companhia investe fortemente em diversas iniciativas que aumentam a satisfação e melhoram a experiência de viagem dos clientes, como recursos e ferramentas de atendimento para facilitar e garantir mais agilidade e comodidade aos clientes.
Pedro Menezes
06.05.2015
Autoridades confirmam que copiloto ensaiou queda do voo 4U-9525
MUNDO
Andreas Lubitz exercitou manobra de descida na viagem anterior ao desastre nos Alpes franceses. Investigadores afirmam que ações do copiloto indicam que ele tinha intenção de derrubar o avião.
O copiloto do voo 4U-9525 da Germanwings, que caiu em março nos Alpes franceses, exercitou uma rota de descida na viagem anterior, de ida para Barcelona, confirmou o Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) nesta quarta-feira (06/05). A informação já havia sido divulgada pelo tabloide alemão Bild.
"A partir disso, podemos concluir que todas as suas ações [do copiloto] tinham o mesmo objetivo: provocar a queda do avião", disse Rémy Jouty, diretor do BEA.
De acordo com um relatório parcial sobre o desastre divulgado pelas autoridades francesas, no voo anterior ao 4U-9525, o copiloto Andreas Lubitz, de 27 anos, colocou o avião mais de uma vez a uma altura de apenas 100 pés (30 metros).
Assim como no momento da tragédia, também durante essas manobras no voo de ida o piloto estava sozinho na cabine, afirmou o BEA com base na análise da caixa-preta do avião.
Promotores acreditam que Lubitz tenha trancado o piloto para fora da cabine no voo de Barcelona para Düsseldorf, no último dia 24 de março. Lubitz teria, então, colocado o avião com 150 pessoas a bordo em rota de descida.
De acordo com as investigações, o copiloto havia sofrido de grave depressão. Um computador encontrado em sua residência mostrou que ele pesquisou métodos de suicídio na internet dias antes da tragédia. Promotores também encontraram atestados médicos rasgados na casa de Lubitz, segundo os quais ele tinha uma dispensa médica para o dia da queda do avião.








