AeroClipping, segunda-feira, 04/05/15 - ano XIII - nº. 78

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Folha de São Paulo

Pá do helicóptero com Tomaz Alckmin pode ter quebrado

O Globo

TCU desaprova compra da Rio Linhas Aéreas pelos Correios

Recorde na Ponte Aérea

Santos Dumont, o 2º pior aeroporto

G1

TAP entra no terceiro dia de greve, com 30% de voos cancelados

Sem iniciar obras, Viracopos mantém entrega da segunda pista para 2017

Aeroporto de Passo Fundo deve ser o primeiro a passar por obras no RS

Obras da pista do terminal de Confins são paralisadas, diz BH Airport

Avião de escola de acrobacia cai em pastagem durante falha em manobra

Aeroporto de Divinópolis recebe novo caminhão de combate a incêndio

Greve de pilotos da TAP provoca cancelamento de voo em Belém

Gol anuncia início das vendas de voo direto entre Natal e Buenos Aires

Valor Econômico

Infraero tem legião de empregados sem função

Jornal do Comércio - RS

Airbus tomará medidas legais sobre suposta espionagem alemã

Diário de Pernambuco

Voo da TAP entre Lisboa e o Recife aterrissa na capital pernambucana, mesmo com greve dos pilotos

O Tempo - MG

Aéreas apelam para promoção

Hoje em Dia - MG

Infraero transfere obra de Confins para sócio privado

Folha do Estado - MT

Aeroporto Marechal Rondon volta a ser apontado como o pior do país

O Povo - CE

Greve da TAP ainda não afetou Fortaleza

Em Tempo - AM

Greve de pilotos da TAP prejudica passageiros dos voos entre Manaus e Lisboa

Panrotas

Lufthansa estreia hoje o B747-8 na rota Rio-Frankfurt


Folha de São Paulo

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pá do helicóptero com Tomaz Alckmin pode ter quebrado

DE SÃO PAULO - Ao menos uma das pás do helicóptero que caiu em Carapicuíba (Grande São Paulo) em abril deste ano com Thomaz Alckmin, filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB), pode ter quebrado durante o voo. A informação foi revelada pelo "Fantástico", da TV Globo, neste domingo (3).

O programa teve acesso a fotos da investigação que mostram a base do rotor (onde as pás ficam presas) com pedaços do objeto apertados por parafusos. Isso teria levado os especialistas a descartarem a possibilidade de uma das pás ter se soltado durante o voo por ter sido mal instalada, por exemplo.

Os especialistas, porém, ainda não concluíram as investigações e não sabem o que teria provocado essa quebra.

A aeronave caiu sobre uma residência dentro de um condomínio no dia 2 de abril.

Além de Thomaz, morreram o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, 53, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36 e Leandro Souza, 34.

Carlos e Paulo eram funcionários da Seripatri Participações, empresa dona do helicóptero, enquanto Erick e Leandro trabalhavam para a Helipark, empresa de manutenção de aeronaves.


O Globo

4 mai 2015

TCU desaprova compra da Rio Linhas Aéreas pelos Correios

Órgão diz que negociação traz riscos ao erário e ao interesse público

Vinícius Sassine

-BRASÍLIA-. Parecer técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou riscos ao erário e ao interesse público na associação entre os Correios e a Rio Linhas Aéreas, empresa de transporte de carga postal. Num documento de 20 de abril, a equipe técnica recomenda o fim do negócio por medida cautelar que pode ser adotada pelo TCU.

A estatal e a empresa estão em fase final de negociação. Os Correios querem comprar 49,99% do empreendimento e contratá-lo sem licitação para operar a rede postal noturna. Isso é investigado pelo tribunal desde fevereiro.

Os auditores que assinam o parecer listam sete razões para que a medida cautelar seja adotada, entre elas a existência de uma dívida de R$ 99,7 milhões da empresa e a obrigação de a estatal fazer um aporte adicional de R$ 13 milhões na compra dos 49,99%, além do investimento mínimo de R$ 24 milhões. Não há “clareza quanto ao efetivo custo de aquisição dos 49,99% do capital da Rio Linhas Aéreas, o que introduz o risco de a transação custar mais do que os valores previstos”, diz o relatório.

Desde 2010, a empresa já assinou pelo menos seis contratos com os Correios para operar a rede postal noturna, no valor de R$ 517,2 milhões. Mesmo em caso de concretização da sociedade, a estatal pretende executar os contratos até o fim. “Surge razoável dúvida se haverá uma duplicação de gastos e esforços por um período significativo com a manutenção dos atuais contratos”, apontou o relatório do TCU.

Outros problemas apontados são o fato de o processo de aquisição estar avançado e a alegação dos Correios de que a nova empresa será administrada como sociedade privada, pois o acordo de acionistas definiu “elevado grau de controle” pela estatal.

O parecer ressaltou que a dispensa de licitação envolverá serviços de “centenas de milhares de reais” e afronta a Lei de Licitações e a Constituição. A dispensa foi defendida pelos Correios com base em parecer do Ministério das Comunicações, pasta à qual está vinculado.

Por conta da dívida da Rio Linhas Aéreas, a estatal pediu que seus donos apresentassem fiança bancária de R$ 33 milhões antes da compra. Além disso, o parecer técnico cita a existência de irregularidades na execução dos contratos, que levaram à aplicação de multas de R$ 19 milhões, definidas pela própria estatal.

A decisão sobre a adoção da medida cautelar caberá ao ministro relator do processo, Bruno Dantas, que decidiu ouvir antes as partes envolvidas. Os prazos se encerram nesta semana.

O entendimento prevalecente é de que os Correios adotaram o modelo de empresa paralela para se livrar da fiscalização e da necessidade de fazer licitação para serviços básicos, nos moldes do foi feito por Caixa e Petrobras. Nestes casos, foram usadas sociedades de propósito específico (SPEs) e não empresas já existentes.

Em resposta ao GLOBO, os Correios afirmaram que não fecharão a operação de compra de 49,99% da Rio Linhas Aéreas em caso de inadimplência da empresa. E a parceria só prosseguirá se aprovada pelo Ministério da Fazenda e por seus órgãos estatutários: “A empresa assinou e vem honrando termo de confissão de dívida reconhecendo tais débitos (...). Foi autorizado o parcelamento desses débitos, devidamente atualizados, a serem integralmente quitados”.

Sobre a dívida da Rio Linhas Aéreas, os Correios disseram que o valor foi identificado pela consultoria e considerado para determinar o preço da empresa. A Rio Linhas Aéreas não respondeu até o fechamento desta edição.


O Globo

3 mai 2015

Recorde na Ponte Aérea

Número de passageiros nos dois sentidos da rota chega à marca inédita de 4 milhões

RENAN FRANÇA

[email protected]

Às 5h46m de uma segunda-feira, malas deslizam sobre rodinhas em direção às filas de check-in das companhias áreas. Apressados, homens e mulheres param no meio do saguão do Aeroporto Santos Dumont. A busca no painel luminoso com as chegadas e partidas de aviões é para confirmar o status de cada voo. Assim que vê o “confirmado”, a gerente financeira Fernanda Rocha sobe a escada rolante rumo ao portão 4. Em alguns minutos vai começar o embarque de passageiros com destino a Congonhas, em São Paulo.

fotos de marcia foletto

Embarque no Santos Dumont. Passageiros fazem fila para entrar num avião com destino a Congonhas: o total de usuários da Ponte Aérea Rio-São Paulo chegou a quatro milhões no ano passado, o maior desde a criação do serviço

— No caminho já fico nervosa só de pensar que meu voo pode estar atrasado ou corre o risco de ser cancelado. Quem vive na ponte aérea não tem tempo a perder. Saber que o voo está confirmado é a primeira boa notícia do dia — brinca a carioca Fernanda, que passa pelo menos três dias por semana em São Paulo.

Naquele dia, o trecho Santos DumontCongonhas, denominado Ponte Aérea, movimentou cerca de 14 mil passageiros em 142 pousos e decolagens nos dois aeroportos. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), nunca houve tantos cariocas rumo a São Paulo e paulistas chegando ao Rio. No ano passado, o total chegou a quatro milhões — dois milhões em cada sentido. Foram 52 mil a mais que em 2013. Já em relação a 2012 o salto foi maior: 250 mil passageiros a mais. Segundas e sextas são os dias mais movimentados. De acordo com as companhias, cerca de 78 mil pessoas viajam entre um lugar e outro semanalmente.

EM 70% DOS CASOS, USUÁRIO É EXECUTIVO

O número maior de pessoas é puxado pelo aumento de negócios entre as duas metrópoles, além de uma quantidade crescente de cariocas trocando a sunga pelo terno e gravata da vida executiva na capital paulista. Para o recrutador de executivos Marcelo Cuellar, sócio da consultoria 2Get, o fluxo mais intenso entre as duas cidades, principalmente de moradores do Rio para São Paulo, decorre do bom momento econômico que o Rio viveu na última década.

— Depois de um momento econômico ruim nos anos 1990, o Rio se recuperou nos anos 2000. A indústria de óleo e gás cresceu, e muitas companhias investiram na cidade. Mas, como a força motriz do país é São Paulo, sempre haverá reflexos do outro lado da Dutra — diz Cuellar. — É cada vez mais frequente as agendas de muitos executivos intercalarem reuniões de negócios nas duas capitais.

Segundo o perfil do viajante da Ponte Aérea traçado pelas empresas aéreas, ele é, em 85% dos casos, das classes A e B. Em 70% dos casos, é executivo. Em geral, viaja sozinho ou acompanhado por colegas de empresa e não despacha as malas, para não perder tempo quando chega ao seu destino.

O perfil do usuário da Ponte Aérea também muda dependendo da hora. De manhã, é grande o número de passageiros que viajam a negócios; à tarde já se veem mais pessoas que fazem o percurso a passeio.

— De manhã, o passageiro não quer perder tempo. Assim que chega quer entrar no primeiro avião disponível (havendo vaga, o usuário da Ponte Aérea pode antecipar o horário do seu voo). À tarde, os bancos de espera do aeroporto ficam mais cheios. Os passageiros chegam antes e têm disponibilidade para esperar pelo horário original do voo — diz Marcelo Bento, diretor de Planejamento da Azul Linhas Aéreas.

Para economizar tempo de quem é habitué da Ponte Aérea, as companhias precisaram investir em tecnologia. A TAM Linhas Aéreas, por exemplo, há quatro anos oferece a opção do check-in pelo celular, permitindo ao passageiro ir direto para a sala de embarque. A Azul e a Avianca têm serviço idêntico. A Gol faz o mesmo e permite ainda ao passageiro, com o aplicativo do celular, adiantar ou cancelar a viagem. Para quem precisa despachar malas, as quatro empresas dispõem de máquinas de autoatendimento: o próprio passageiro pesa a bagagem e a entrega no balcão da companhia.

— As empresas souberam aliar a tecnologia ao processo para quem faz o trecho frequentemente. O que ainda está faltando é melhorar a estrutura do Santos Dumont — critica Carlos Alberto, analista financeiro. — Às vezes, sofro para conseguir um táxi. Como o aeroporto é pequeno, a fila começa no desembarque e vai até setor de embarque. Já fiquei uma hora esperando.

Para atender uma demanda maior, com uma estrutura que se manteve a mesma, as companhias precisaram se adaptar. A Gol, por exemplo, empresa que lidera em número de passageiros o movimento no trecho Santos Dumont-Congonhas, começou no final da década passada a renovar sua frota. Hoje, das 141 aeronaves, 98 são Boeing 737 com capacidade para 15 pessoas a mais do que os aviões antigos.

— Como não dava para colocar mais aviões no pátio do aeroporto, o jeito foi crescer dentro da própria aeronave — diz Eduardo Bernardes, diretor de Vendas da Gol, companhia que oferece a tarifa mais barata (R$ 102 reais) para quem compra antecipado.

Além de preços mais em conta, as empresas tentam fisgar passageiros com outros atrativos. Bernardes explica que a Gol não fornece alimentação em voos de curta duração — apenas na Ponte Aérea. Já a Avianca bate no peito para dizer que oferece mais conforto interno.

— Nossa aeronave tem 76 centímetros entre uma poltrona e outra. É a maior distância entre as companhias — afirma Tarcisio Gargioni, vice-presidente de Vendas da Avianca.

O início dos voos entre Rio e São Paulo ocorreu em 1936, em aviões trimotores Junkers 52, de 17 lugares. O conceito da Ponte Aérea nasceu em 6 de julho de 1959. Na época, formou-se um consórcio com Varig, Cruzeiro do Sul e Vasp, para enfrentar a concorrência da poderosa Real. Com o formato, as companhias passaram a oferecer aos passageiros horários escalonados e preço de passagem padronizado (o tíquete podia ser utilizado em qualquer empresa). O usuário não precisava esperar horas pelo voo e embarcava muito mais rápido. Deu tão certo o serviço, que inspirou outras rotas do gênero, como as pontes Nova York-Washington e MadriBarcelona.

Em 1971, estrearam na Ponte Aérea Rio-São Paulo os turboélices Electra II. O conforto e o fato de não terem sido registrados acidentes com esses aparelhos fizeram do avião um símbolo da rota. Antes dele, ocorreram dois acidentes, com 59 mortos no total. Em 1992, depois de muita polêmica sobre a segurança dos pousos de jatos na pista de 1.325 metros do Santos Dumont — uma das menores do país —, os Electras começam a ser substituídos por Boeings 737. Um ano antes, também havia chegado ao fim o acordo entre as companhias que operavam a Ponte Aérea, restabelecendo o formato que vigora hoje em dia. Uma empresa vende bilhetes só para seus voos e permite o adiantamento do horário quando há vagas.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo, do Comando da Aeronáutica, estuda a utilização de uma rota que faria cair dos atuais 44 minutos para 36 o tempo do voo entre Santos Dumont e Congonhas. Atualmente, há quatro rotas disponíveis. Essa seria a quinta. O problema é que a empresa Embraer utiliza esse percurso para testar suas aeronaves. A companhia não comenta o assunto.

— Seria um ganho para todos. Com voos mais rápidos, as companhias aéreas teriam um gasto menor, o que poderia beneficiar os passageiros com tarifas menores — diz o coronel Ary Bertolino, da Aeronáutica.


O Globo

3 mai 2015

Santos Dumont, o 2º pior aeroporto

Globo

Na última quarta-feira, a Secretaria de Aviação Civil divulgou uma pesquisa em que aponta o Aeroporto Santos Dumont como o segundo pior do país. O estudo leva em conta as avaliações de passageiros no primeiro trimestre deste ano.

Além dos problemas de gestão, o Santos Dumont sofre com a localização geográfica. Por ficar na entrada da Baía da Guanabara, em dias de chuvas e muita nebulosidade o aeroporto precisa ser fechado. Em 2014, houve 16 paralisações. Em abril do ano passado, em dois dias, o espaço ficou fechado por nove horas, e 38 voos precisaram ser desviados para o Galeão.

— Os fechamentos do Santos Dumont acontecem por causa da sua posição geográfica. Isso não há como mudar. O problema é que é um aeroporto gerido de uma forma não moderna. Quando você o compara com qualquer aeroporto, vê que faltam limpeza, organização e conforto para os passageiros — diz Respício Espírito Santo, professor de engenharia da UFRJ e especialista em aviação.

Para o empresário paulista João Malaquias, só a localização do Santo Dumont já vale a viagem São Paulo-Rio.

— Da janela do avião, a gente fica impressionado com a beleza natural do Rio. É até brincadeira comparar essa vista com a de prédios que temos ao chegar a Congonhas — diz Malaquias, que vem ao Rio semanalmente. — Mas, assim que pousamos, vemos um aeroporto sujo e, no verão, o lugar parece uma estufa. É impressionante como a gestão do aeroporto é ruim.

Em nota, a Infraero diz que a limpeza do aeroporto foi impactada pelas obras no terceiro piso do local. Em relação ao calor, um sistema novo de ar-condicionado será inaugurado no primeiro semestre de 2016.


G1

03/05/2015 11h39

TAP entra no terceiro dia de greve, com 30% de voos cancelados

Paralisação deverá ser mantida até 10 de maio.

Greve de pilotos afetou de forma mais acentuada o aeroporto do Porto.

Do G1, em São Paulo

A greve de pilotos da companhia aérea portuguesa TAP completa neste domingo (3) seu terceiro dia e por enquanto seu impacto é similar ao dos dias prévios, com menos de 30% dos voos cancelados.

Greve afeta voos da portuguesa TAP (Foto: Reuters)

Segundo informou um porta-voz da companhia, da meia-noite às 13h local, das 191 conexões previstas foram realizadas 139 e 52 canceladas.

Os números são similares aos apresentados pela empresa -propriedade do Estado luso e em pleno processo de privatização- nos dois primeiros dias de mobilização, com o número de cancelamentos oscilando entre 25% e 30%.

A incidência da greve de pilotos afetou de forma mais acentuada o aeroporto do Porto -devido em parte que a maioria de conexões fixadas pelos serviços mínimos partiam de Lisboa-, onde voltaram a ocorrer longas filas diante dos guichês da companhia aérea de passageiros que buscavam informação para saber quando poderão voar.

Desde a TAP não foram facilitados dados sobre o acompanhamento desta greve, mas revelaram que a adesão dos pilotos é maior no caso daqueles que trabalham para sua filial Portugalia.

O sindicato convocante desta greve -que se prolongará até 10 de maio- emitiu um comunicado no qual censurou os gerentes da companhia e o governo por atribuir os problemas financeiros da TAP a interrupções como as de hoje.

A companhia aérea, líder em passageiros transportados entre Portugal e Espanha e entre Europa e Brasil, voa a 88 destinos na África, Europa e América, conta com um quadro de funcionários de mais de 5 mil pessoas e uma frota de 77 aviões.

Durante os dez dias de greve, calcula-se que teriam que ser operados 3 mil voos com cerca de 300 mil passageiros a bordo, dos quais apenas 10% -uns 300- estão garantidos pelos serviços mínimos.

Os pilotos justificam esta paralisação pelo descumprimento do acordo alcançado em dezembro com o governo e a administração de TAP para desconvocar uma greve em pleno natal, e exigem do Executivo a recuperação de complementos salariais congelados desde 2011.


G1

03/05/2015 10h16

Sem iniciar obras, Viracopos mantém entrega da segunda pista para 2017

Construção é 'símbolo' do segundo ciclo de investimentos após concessão.

Projeto está em fase de finalização e precisa de licenciamentos ambientais.

Leandro Filippi

Do G1 Campinas e Região

Torre de controle do aeroporto de Viracopos em

Campinas (Foto: Fernando Pacífico / G1)

Mesmo sem concluir as obras do novo terminal de passageiros um ano após o prazo contratual, a concessionária do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), garantiu que o planejamento de entrega da segunda pista de pousos e decolagens é mantido para 2017. Atualmente, informou, o projeto está sendo finalizado e, paralelamente, em fase inicial de licenciamentos ambientais. Ou seja, a construção não foi iniciada.

A falta de uma pista extra deixou o aeroporto de Campinas inoperante durante 45 horas em outubro de 2012, após um cargueiro quebrar e impedir a chegada e saída de outras aeronaves. Além disso, a alternativa é considerada estratégica pela concessionária para atrair outros voos internacionais.

Cronograma

Pelo cronograma informado em 2012 ao G1, as obras deveriam começar no segundo semestre de 2014, com conclusão em três anos. Apesar disso, a administradora de Viracopos defendeu que não há atraso. "A concessionária iniciou, como previsto, os trâmites de entrega de documentação e aprovações para a obra junto à Cetesb", diz o texto enviado pela assessoria de imprensa.

No controle de Viracopos desde novembro de 2012, as empresas responsáveis pela gestão de aeroporto dividiram as etapas de expansão em cinco grandes ciclos de investimentos no decorrer dos 30 anos de concessão. O primeiro inclui a construção do novo terminal de passageiros e o segundo tem como obra "símbolo" a segunda pista.

De acordo com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), o pedido de Licença Ambiental de Instalação, que permite o início das obras, foi feito pela concessionária em dezembro de 2013. O órgão estadual não informou um prazo para autorizar.

A construção da segunda pista está condicionada, ainda, ao desvio da linha férrea que corta o sítio aeroportuário e segue até Santos (SP). Pelo local, passam cargas de milho, soja, açúcar, entre outros itens. Segundo a América Latina Logística (ALL), responsável pelo trecho, a alteração da rota dos trens depende de um projeto enviado pela concessionária para a empresa, e também precisa de avaliações ambientais.

Viracopos está na fase final da 1ª etapa de obras

(Foto: Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos)

Novo Viracopos

De acordo com a concessionária, 95% das obras do novo terminal de Viracopos, que opera desde outubro, estão concluídas. Ainda são realizadas intervenções internas nas estruturas em parte do processador central de passageiros (saguão), no Píer B (doméstico e internacional) e no Píer C (doméstico).

A liberação de R$ 507,6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevista para os próximos dias, informou a concessionária, vai acelerar as obras de acabamento interno e, com isso, o novo terminal deve ser finalizado até o fim de setembro deste ano.

As obras, de acordo com a concessionária, chegaram ao custo de R$ 3 bilhões. Desde o início da expansão, aproximadamente R$ 2,4 bilhões de empréstimos já foram aprovados pelo BNDES, sendo 80% repassado pelo próprio banco nacional e 20% repassado por instituições financeiras privadas.

Em relação ao atraso para finalizar o novo terminal, a concessionária justificou ao dizer que o o projeto inicial, previsto no edital de concessão de Viracopos, passou por alterações. Inicialmente, informou a assessoria de imprensa, era exigida a capacidade de 14 milhões de passageiros por ano e, com a mudança, foi ampliada para 25 milhões "por causa da crescente demanda do aeroporto".


G1

02/05/2015 20h59

Aeroporto de Passo Fundo deve ser o primeiro a passar por obras no RS

Companhias ameaçam encerrar operações no terminal devido a falhas.

São previstos R$ 44 milhões para melhorias, diz o ministro da Aviação Civil.

Do G1 RS

Veja vídeo no site do G1

As obras de infraestrutura em 15 aeroportos regionais do Rio Grande do Sul devem começar por Passo Fundo, no norte do estado. O terminal que só no ano passado recebeu mais de 160 mil passageiros apresenta falhas na infraestrutura, motivo pelo qual as companhias aéreas ameaçam encerrar as operações na cidade gaúcha, como mostra reportagem do RBS Notícias (confira no vídeo).

Nos horários de voos, a sala de embarque fica cheia, e falta espaço dentro do terminal. “É necessário que se faça alguma coisa, tendo em vista ser o município de Passo Fundo tão forte na saúde e educação. Acredito que precisa ser modificado", diz a professora Neusa Vans.

Duas companhias aéreas operam no aeroporto com cinco voos diários. A maioria das aeronaves decola com todos os assentos ocupados. "A estrutura não comporta a quantidade de passageiros e nem tampouco o conforto. Eu acho péssima a estrutura", diz a estudante Andréia Ferri.

Toda a área do terminal, que pertence ao estado, apresenta problemas. Pousos e decolagens em dias de chuva são prejudicados. O principal equipamento de navegação, que auxilia os pilotos, está fora de operação por falta de recursos. O aparelho foi consertado no fim do ano passado, mas depende de uma análise da aeronáutica para entrar em funcionamento. A empresa que consertou, ainda não recebeu o pagamento pelo serviço.

O cercamento do aeroporto está fora dos padrões de segurança da agência nacional de aviação civil. Parte é em madeira. Em um ponto, apenas arames impedem a invasão da área.

Segundo o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, outros quatro aeroportos são considerados prioritários pelo governo federal: Rio Grande, Santa Rosa, Santo Ângelo e São Borja. Só para Passo Fundo, estão previstos R$ 44 milhões para ampliação da pista e do terminal de passageiros.

"Assim que tivermos as licenças ambientais e eu tenha a definição de valores, a gente vai para a licitação. A licitação é feita pelo Banco do Brasil, e nestes aeroportos os trabalhos vão ser relativamente pequenos, porque são aeroportos que estavam sendo ou são operados ainda hoje", afirma o ministro.

A Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade afirma que o equipamento de navegação do Aeroporto de Passo Fundo precisa ser aferido por uma equipe da aeronáutica, e que o órgão trabalha para que o sistema volte a funcionar o mais breve possível. Sobre o pagamento, a secretaria diz que o processo é analisado depois do decreto de contingenciamento de gastos estabelecido pelo governo estadual.


G1

02/05/2015 17h35

Obras da pista do terminal de Confins são paralisadas, diz BH Airport

Consórcio Cowan/Conserva alega falta de pagamento por parte da Infraero.

Órgão negocia continuidade das obras com a administradora do aeroporto.

Thais Pimentel

Do G1 MG

Obras de ampliação da pista do Aeroporto de Confins

estão paralisadas (Foto: Acervo Infraero)

As obras de ampliação da pista do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram paralisadas neste sábado (2) pelas construtoras Cowan e Conserva, responsáveis pelas intervenções.

A concessionária que administra o terminal, a BH Airport, havia sido comunicada oficialmente nesta quinta-feira (30), segundo a sua assessoria de imprensa.

A Cowan informou que a paralisação foi motivada pela falta de pagamento por parte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que, segundo a construtora, está inadimplente há cerca de 90 dias.

Em um documento emitido pela Cowan à Infraero no dia 1º de abril, 55,03% das obras haviam sido concluídas. Até aquela data, a execução havia custado R$ 124.620.539, mas a construtora alega ter recebido R$ 121.493.645. As obras começaram em 2013. À princípio, a previsão de conclusão era 2014, mas o prazo foi ampliado para 2016.

Por meio de nota, a Infraero informou que não se manifestará a respeito de obras nos aeroporto até que sejam definidos, junto à Secretaria de Aviação Civil (Anac) e demais órgãos governamentais envolvidos, os parâmetros orçamentários e financeiros para seus investimentos em 2015.

Porém, a assessoria de imprensa do órgão adiantou que estuda a redução do escopo do contrato referente à ampliação da pista em Confins. A Infraero ainda negocia com a BH Airport a possibilidade da concessionária concluir as obras do Terminal 1 de passageiros, abandonadas desde outubro de 2014 pelo consórcio Marquise/Normatel. As construtoras receberam R$ 133 milhões dos R$ 255 milhões previstos para a obra.

Caso a BH Airport não aceite concluir a reforma, uma nova licitação será aberta.


G1

02/05/2015 13h03

Avião de escola de acrobacia cai em pastagem durante falha em manobra

Acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (1º) em Tietê; ninguém ficou ferido.

Piloto e aluno estavam na aeronave que já foi retirada do local do acidente.

Do G1 Itapetininga e Região

Monomotor caiu em pastagem perto de pista em Tietê

Um avião monomotor caiu em Tietê (SP) no final da tarde de sexta-feira (1º), segundo Sérgio Sanchez, gestor do aeroclube local. A informação foi obtida pela produção da TV TEM. A aeronave pertence a uma escola de acrobacia que tem um hangar na área. Ninguém ficou ferido.

De acordo com Sanchez, houve uma falha na manobra, o que teria provocado o acidente. O avião caiu na pastagem de uma fazenda que fica bem ao lado da pista. No monomotor havia um piloto e um aluno, o qual pilotava a aeronave na hora do ocorrido.

Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Proteção ao Voo estiveram na manhã deste sábado (2) no local para apurar os detalhes da queda. A aeronave já foi retirada da pastagem. A escola não foi localizada pela reportagem do G1.


G1

01/05/2015 14h28

Aeroporto de Divinópolis recebe novo caminhão de combate a incêndio

Caminhão é uma exigência da Anac.

Expectativa é de que voos comerciais iniciem em breve.

Do G1 Centro-Oeste de Minas

O Aeroporto Brigadeiro Cabral, em Divinópolis, recebeu nesta quinta-feira (30) um caminhão de combate a incêndio. O veículo atende uma das exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A máquina de raio-x também já está no aeroporto. A expectativa é de que os voos comerciais comecem em breve. Segundo a Prefeitura, todas as exigências foram cumpridas.


G1

01/05/2015 12h57

Greve de pilotos da TAP provoca cancelamento de voo em Belém

Infraero informou que voo que sairia de Belém no sábado, 2, foi cancelado.

Greve de pilotos da companhia portuguesa deverá se estender por 10 dias.

Do G1 PA

Voo da TAP que partiria do aeroporto internacional de Belém no próximo sábado (2) foi cancelado devido à greve de pilotos da companhia portuguesa.

A greve dos pilotos da companhia aérea portuguesa TAP, que começou à meia-noite desta sexta-feira (1º) e deverá se estender até o próximo dia 10, provocou o cancelamento de pelo menos um voo no aeroporto internacional de Belém.

De acordo com a assessoria da Infraero, a empresa, que realiza três voos semanais partindo da capital paraense para Lisboa, confirmou apenas o cancelamento de um voo que partiria de Belém às 19h15 de sábado (2). Ainda não há informações sobre o voo que sairia na segunda-feira (4). A orientação da Infraero é que os passageiros procurem a companhia aérea para buscar esclarecimentos sobre os procedimentos a serem adotados. A TAP opera na capital paraense desde 2014.

A greve da categoria durante suas primeiras horas obrigou o cancelamento de 21 voos dos 73 previstos, informou um porta-voz da empresa. Voos partindo do Brasil ou com destino ao país foram afetados.

Situação dos voos

Nesta sexta-feira, estão confirmados os voos TP87, de Lisboa para Guarulhos; o TP75, de Lisboa para o Rio de Janeiro (Galeão), e o TP72, do Rio de Janeiro (Galeão) a Lisboa. Veja a lista completa aqui.

Por outro lado, não deverão ser realizados nesta sexta-feira, de acordo com a companhia, os voos TP64, do Rio de Janeiro (Galeão) para o Porto, e o TP61, do Porto para o Rio de Janeiro (Galeão).

Greve de pilotos provocou cancelamentos nos

principais aeroportos do Brasil. (Foto: Reuters)

A companhia aérea já tinha alertado ontem a seus clientes das "enormes dificuldades" previstas por esta greve, que deve durar até o dia 10 de maio.

Em nota enviada na véspera, A TAP afirmou já "lamentava todos os transtornos causados aos seus clientes". "A TAP tem trabalhado incessantemente para encontrar soluções que minimizem as consequências, mas, numa greve de 10 dias seguidos, é impossível à companhia resolver parte dos problemas colocados."

Em seu site, a TAP tornou públicas duas listas, uma composta por 30 voos que estão garantidos pelos serviços mínimos definidos pelas autoridades, e outra com 30 de conexões que "provavelmente não serão realizadas".

A companhia aérea programou para estes dez dias 296 voos diários em média, dos quais em torno de 10% estão garantidos pelos serviços mínimos e o resto dependerá da participação dos pilotos na greve.

A TAP confirmou voos para Alemanha, Angola, a região das ilhas Açores, Bélgica, Brasil, França, Itália, Luxemburgo, o arquipélago português da Madeira, Moçambique, Reino Unido e Suíça.


G1

30/04/2015 18h24

Gol anuncia início das vendas de voo direto entre Natal e Buenos Aires

Rota começa a ser operada no dia 4 de julho e terá regularidade semanal.

A duração do voo será de 5h40, saindo às 23h55 da capital potiguar.

Do G1 RN

O Obelisco de Buenos Aires, na região central da

capital argentina (Foto: Enrique Marcarian/Reuters)

A companhia aérea Gol iniciou as vendas do voo direto de Natal a Buenos Aires. A rota começará a ser operada em 4 de julho com regularidade semanal, sempre aos sábados.

Embora a Gol Linhas Aéreas tenha solicitado pedido de operação do voo à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda em 18 de março, a oficialização da rota foi feita nesta quarta-feira (29) com o anúncio das passagens à venda, no site da companhia.

Com o voo direto para Buenos Aires, a economia de tempo passa a ser entre sete e treze horas. A duração do voo será de 5h40, saindo às 23h55 do Aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, para o Aeroporto de Ezeiza, na capital da Argentina.

Para a volta, a Gol tem disponível um voo de Buenos Aires para o RN no mesmo dia, saindo às 23h55 da Argentina e com chegada às 5h05 em solo potiguar. Se o cliente preferir outros dias da semana, a conexão é feita em Guarulhos (SP).

Com a nova frequência, o Rio Grande do Norte é o terceiro destino do Nordeste a ter voos diretos para Buenos Aires. As outras duas capitais são Salvador e Fortaleza.


Valor Econômico

04/05/2015 às 05h00

Infraero tem legião de empregados sem função

Por Daniel Rittner | De Brasília

Apenas 16% dos empregados da Infraero lotados no Galeão (RJ) e em Confins (MG) se transferiram para as novas concessionárias que assumiram esses aeroportos no ano passado. Dos 1.255 funcionários que atuavam nos dois terminais, antes da privatização, nada menos que 1.046 preferiram recusar um generoso pacote de benefícios para fazer a migração às empresas privadas e resolveram permanecer na estatal.

A decisão agravou o problema financeiro da Infraero. Para arcar com os vencimentos de quem ficou, a estatal precisa desembolsar R$ 13,8   milhões por mês. É uma despesa anual entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões, levando em conta 130 salário e benefícios. O processo de migração ou permanência dos funcionários, conforme a opção feita por cada um, foi concluído no primeiro trimestre.

Segundo fontes da estatal, não há funções suficientes e nem sequer espaço físico para abrigar todos esses funcionários no Santos Dumont (RJ) e na Pampulha (MG), terminais menores que continuam sendo administrados pela Infraero. Para não deixá-los ociosos, tem havido uma tentativa de realocação dos empregados para os setores da Polícia Federal e da Receita Federal dentro dos aeroportos concedidos - o que poderia reforçar as equipes responsáveis pelo atendimento a quem passa pelas inspeções obrigatórias de imigração e alfândega.

A estatal também tem oferecido incentivos para que esses empregados se transfiram para outras cidades ou Estados. O processo de realocação, no entanto, é absolutamente voluntário. Se o empregado não quer ser “emprestado” à Receita ou à PF, nem fazer as malas e mudar-se para outro lugar do país, a Infraero fica de mãos atadas, já que ele tem estabilidade. Resultado: começam a surgir os funcionários sem mesa, sem estrutura, sem tarefas claras nos aeroportos.

Quando se leva em conta os três aeroportos - Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) - que já haviam sido privatizados anteriormente, o “excesso” de trabalhadores mantidos na Infraero torna-se ainda maior: chega a 3.413 trabalhadores. Esse contingente deve crescer com a nova rodada de concessões preparada pelo governo e mostra o tamanho do desafio que tem a Infraero para manter suas finanças minimamente equilibradas.

Para resolver o problema de ociosidade na estatal, a Secretaria de Aviação Civil pede ao Ministério do Planejamento a liberação de R$ 730 milhões. Esse seria o dispêndio de um programa de demissões voluntárias que busca a adesão de 2,6 mil dos 13 mil empregados diretos da Infraero.

Na opinião do presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (Sina), Francisco Lemos, a maioria dos trabalhadores da Infraero não deposita confiança suficiente no projeto das concessionárias para os aeroportos leiloados. Ele reconhece que as obras ficaram mais ágeis, quando tocadas pelo setor privado, mas faz ressalvas: “Essa é a única vantagem. As condições de trabalho e de operação ainda são melhores na Infraero.”

No pacote de benefícios negociado com o sindicato, antes da privatização dos aeroportos, o governo resolveu oferecer 1,2 salário-base por cada ano efetivamente trabalhado aos funcionários da Infraero que decidissem migrar para as concessionárias privadas (com emprego automaticamente garantido). A indenização tinha um limite de R$ 180 mil. Mesmo vinculados ao novo empregador, esses funcionários asseguraram o direito de retornar à Infraero até o fim de 2020, caso tenham qualquer problema de adaptação.

Os empregados da estatal são celetistas e podiam ser demitidos a qualquer momento. Foi justamente por causa do programa de concessões aeroportuárias, iniciado pela presidente Dilma Rousseff em 2012, que o governo se viu forçado a assinar um acordo coletivo com o Sina garantindo estabilidade até 2018 - depois estendido a 2020. Só sete empregados por ano podem sofrer dispensa sem justa causa.

“Apesar do entusiasmo do governo, ainda vai demorar para sabermos se as concessões de aeroportos são um bom negócio para empresas privadas, Infraero, trabalhadores e passageiros”, afirma Lemos. Segundo ele, os salários oferecidos pelas concessionárias que assumiram os antigos terminais da Infraero são “relativamente semelhantes” aos pagos pela estatal. “Mas a insegurança é maior e as vantagens são menores”, acrescenta o sindicalista, referindo-se a gratificações não incorporadas, de forma permanente, aos vencimentos nominais.

De acordo com fontes da Infraero, o caso mais problemático é o do Rio de Janeiro. Dos 932 trabalhadores lotados no Galeão, só 156 foram parar no consórcio liderado pela Odebrecht e pela Changi, de Cingapura. No Santos Dumont, mantido sob gestão da Infraero, não há como reacomodar esse contingente de modo produtivo.

“Desde o início, a nossa preocupação era atrair o maior número possível de empregados da Infraero”, diz o diretor de pessoas e organização da concessionária Rio Galeão, Gabriel França. “Quando estudamos a primeira rodada de concessões, verificamos que a falta de pessoal experiente prejudicou a transição em algumas áreas.”

Logo de cara, ao entrar na administração do aeroporto, a empresa remeteu um questionário a todos os trabalhadores do Galeão e teve uma surpresa: mais de 50% não tinham interesse nenhum em sequer ouvir uma proposta. “Buscamos oferecer incentivos que são transitórios no setor público.”

De todos os aeroportos privatizados, o Galeão era onde os funcionários tinham maior idade média nos terminais da Infraero, chegando a quase 24 anos. “Quanto maior a idade e mais próximos da aposentadoria, a gente percebia mais resistência em fazer a migração para o privado”, relata França.


Jornal do Comércio - RS

01/05/2015 - 16h52min

Airbus tomará medidas legais sobre suposta espionagem alemã

ESTADÃO conteúdo

Airbus anunciou sexta-feira que está tomando medidas legais, após notícias de que a empresa foi alvo de investigações das agências de inteligência alemã e norte-americana. A companhia, que fabrica aeronaves civis e militares e é uma forte rival da norte-americana Boeing, afirmou que vai apresentar uma queixa-crime a promotores alemães contra "desconhecidos". Esse é um procedimento comum na Alemanha, que exige que as autoridades investiguem o caso.

"Estamos conscientes de que, como player importante nesse setor, somos um alvo de atividades de inteligência", disse a empresa em comunicado. "Neste caso particular, parece haver uma suspeita razoável de alegada espionagem industrial. Estamos alarmados por isso e, portanto, pedimos ao governo alemão para obter informações e estamos em diálogo com eles."

O governo alemão se comprometeu a cooperar com as investigações que analisam a suspeita de que a agência de inteligência externa do país ultrapassou fronteiras ajudando a Agência de Segurança Nacional dos EUA a espionar autoridades europeias e empresas.


Diário de Pernambuco

01/05/2015 21:05

Voo da TAP entre Lisboa e o Recife aterrissa na capital pernambucana, mesmo com greve dos pilotos

economia

Mesmo com a greve dos pilotos da TAP, iniciada nesta sexta-feira (1º), o voo ligando Lisboa ao Recife aterrissou no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes. A aeronave pousou na pista do terminal da capital pernambucana às 21h. O voo entre o Recife e Lisboa também foi mantido, com previsão para decolar às 22h20. No sábado e no domingo, a previsão de partida da TAP entre o Recife e Lisboa é 23h07.

Na quinta-feira (30), a companhia informou que, no Brasil, apenas os voos partindo e chegando de São Paulo e do Rio de Janeiro estariam garantidos. A empresa não sabia se iria conseguir voar para as outras dez capitais brasileiras onde opera, incluindo o Recife. “Os voos restantes não se encontram cancelados. A realização da operação não contemplada pelos serviços mínimos vai depender da adesão dos pilotos à greve”, informou a TAP em nota.

A empresa recomenda que antes de ir para o aeroporto, o passageiro confirme, a partir de seis horas antes do horário previsto para a partida, com o aeroporto da cidade se o voo está confirmado. Em nota, a TAP afirmou que, desde que tomou conhecimento do anúncio da greve, tem alertado os clientes para estas dificuldades “convidando-os a, se possível, alterar as suas viagens para outras datas, sem custos adicionais, ou a solicitarem a emissão de voucher do valor pago, utilizável no prazo de um ano em voos TAP”.

A companhia informou também que os passageiros ainda podem fazer os pedidos durante os próximos dias. Alertou ainda para as possíveis dificuldades de atendimento, tanto nos aeroportos quanto no contact center. “Mas o pessoal que estará de serviço fará o melhor que lhe for possível para resolver os problemas que sejam colocados.”

O Procon-PE reforçou que, nos casos de cancelamento de voo, o consumidor tem direito à declaração por escrito da empresa aérea. “Caso perca o pacote turístico, reserva, diária de hotel, ingresso de evento, etc, decorrente do atraso ou cancelamento do voo, a empresa aérea é responsável pela indenização dos danos morais ou materiais causados”, lembrou o órgão de defesa do consumidor, em nota. Ainda segundo o Procon-PE, nos casos de atraso superior a quatro horas ou cancelamento, a empresa aérea deverá oferecer opções de reacomodação em outro hotel/empresa aérea ou reembolso que devem ser previamente autorizados pelo consumidor.


O Tempo - MG

04/05/15 - 03h00

Aéreas apelam para promoção

Com consumidor mais cauteloso, companhias reduzem preços dos voos internacionais

 

É hora, Principalmente na baixa temporada, viajar para Europa e Estados Unidos está mais barato por causa da demanda menor

SÃO PAULO. Os consumidores levaram um susto com a escalada do dólar em 2015, que levou a moeda norte-americana para o patamar dos R$ 3. Com isso, as viagens ao exterior, incluindo os gastos com hotéis e passagens, passaram a ser revisadas. Para evitar perder esse viajante, as companhias aéreas intensificaram as promoções e fizeram valer a lei da oferta e demanda, segundo a qual os preços de um produto caem quando a procura por ele é menor. Esses descontos têm possibilitado encontrar passagens aéreas com os mesmos preços, em reais, que os praticados no ano passado, ou até um pouco mais em conta.

Levantamento da agência de turismo Decolar.com mostra que houve uma queda significativa em diversos trechos internacionais. Levando em conta as aquisições feitas em meados de abril, a redução do preço, em dólares, chega a 40%. Isso ajuda a amenizar a valorização da moeda norte-americana no período, que é de cerca de 35% em 12 meses, e a atrair compradores, principalmente na baixa temporada.

A queda foi verificada em um dos trechos mais demandados pelos brasileiros: São Paulo-Miami. Neste itinerário, o preço passou de US$ 750,74 para US$ 450,94. Há outros destinos com reduções significativas também, como Paris (com queda de 22%) e Bariloche (15% mais em conta). Trechos mais próximos registraram uma retração menor. É o caso de Buenos Aires, em que a redução foi de apenas 8%. Todos esses destinos têm como origem a capital paulista.

A estratégia, segundo analistas, é compreensível, já que nos últimos anos as companhias aéreas aumentaram a sua rentabilidade (o chamado yield). Agora, elas têm espaço para dar alguns descontos e manter o avião cheio, o que ajuda a reduzir os custos fixos.

“Há gordura para queimar. Há um espaço para promoções por conta do nível de preço, que se elevou nos últimos anos. Mesmo com as promoções, as companhias devem conseguir manter as margens de ganho”, explica Mario Bernardes Junior, analista da BB Investimentos, lembrando ainda que a taxa de ocupação está subindo. “A companhia pode perder um pouco no yield, mas a tarifa barata faz ganhar em ocupação, e, no final, a margem se mantém”, completou.

No caso da Gol, que tem uma parcela de seus voos destinada ao mercado internacional, Bernardes calcula que a rentabilidade, o yield, passou de R$ 0,19 em 2011 para aproximadamente R$ 0,27 no ano passado. O analista explica que parte desse ganho está atrelada justamente aos trechos operados para o exterior, que são mais lucrativos, já que a carga de impostos sobre o combustível é menor.

E se parte dos custos das companhias está vinculada ao dólar, como combustível, leasing e seguros, outra parcela importante, de cerca de 40%, está atrelada às variações de preço do querosene de aviação. Este acumula uma queda de quase 40% em 12 meses. As companhias preferem não comentar as estratégias de promoção e o efeito nas margens. Para a Gol, há um esforço em oferecer tarifas competitivas. “Está no DNA da empresa e, com isso, oferecer mais acesso e estimular o mercado”, informou a aérea por meio de nota.

Já a Tam afirmou que o ano de 2015 será desafiador e que manterá o foco em rentabilidade. Mas, ao mesmo tempo, admitiu a possibilidade de fazer ajustes em suas tarifas, conforme a demanda. “Isso permite à empresa continuar a oferecer tarifas ao mesmo tempo atraentes para o consumidor e rentáveis para a empresa”, afirmou em nota. A companhia, nas últimas semanas, chegou a ofertar assentos para destinos nos Estados Unidos e na Europa abaixo dos R$ 2.000.

O professor Paulo Vicente dos Santos Alves, da Fundação Dom Cabral, afirma que esses descontos também são necessários porque, diferentemente de outras indústrias, na aviação não é possível aumentar ou reduzir a oferta com rapidez. “É algo que não se estoca. Não é como o varejo. Então a gestão do preço não é feita pelo estoque ou pela capacidade de produção, e sim pela demanda”, explica o professor, acrescentando que a rede hoteleira adota uma estratégia semelhante.

Câmbio

Variação no ano. Ainda que, em abril, o dólar comercial tenha registrado uma queda significativa – 5,61% –, no ano ainda se mantém com valorização com relação ao real de 13,19%.

Confira os preços

BH para Portugal

Pela TAP, partindo no dia 02 de agosto e voltando no dia 16 de agosto: R$ 2.243 (pelo dólar de sexta-feira)

BH para Miami (EUA)

Pela companhia Tam, partida dia 01 de agosto e volta no dia 15 de agosto. Escala em São Paulo: R$ 1.497 (considerando a cotação do dólar de sexta-feira)

Fonte: decolar.com

 


Hoje em Dia - MG

02/05/2015 07:05

Infraero transfere obra de Confins para sócio privado

Janaína Oliveira e Bruno Moreno

Hoje em Dia

Janaína Oliveira/Hoje em Dia

Concessionária BH Airport vai assumir a reforma da pista e do pátio atual

Por falta de pagamento, a responsabilidade sobre as obras de ampliação e reestruturação da área de movimentação de aeronaves do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, será repassada à BH Airport, concessionária do terminal. Sem receber da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o consórcio Cowan/Conserva, que executa as intervenções, já havia informado à estatal que paralisaria as obras a partir deste sábado (2).

Diante do risco iminente de suspensão, a estatal costurou um acordo e reformulou o contrato com as construtoras, deixando o restante das obras a cargo da iniciativa privada. Até agora, pouco mais da metade dos trabalhos, que em princípio deveriam ser entregues para a Copa do Mundo, foram concluídos.

“A Cowan não vai paralisar as obras. A Infraero vai reduzir o escopo do contrato, que compreenderá a extensão da pista e a sua junção com a existente, que compõe a fase 1. O prazo dessa conclusão é de 60 dias. As obras do pátio já foram concluídas. O restante do contrato será repassado à BH Airport”, disse a Infraero, em nota enviada por e-mail na noite da última quinta-feira.

Segundo a assessoria de imprensa da Infraero, passam então à responsabilidade da BH Airport a reforma de toda a pista, pátio e área de manobra e a construção de duas saídas rápidas de ligação entre a pista de taxiamento e a de decolagem e aterrissagem.

Assim, de acordo com a estatal, a concessionária pagará a despesa e o poder público fará o ressarcimento, conforme previsto no edital de concessão.

A BH Airport confirmou a negociação, mas disse que os termos e as condições do acerto ainda serão definidos, inclusive com a participação da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Aviso-prévio

A Cowan decidiu paralisar a obra porque a Infraero parou de pagar. E avisou a estatal, em comunicado, que, em 2 de abril, deu aviso-prévio aos funcionários ligados à obra.

“O último pagamento foi realizado em março. Para dar prosseguimento aos pagamentos, a Infraero aguarda definição, junto à SAC e demais órgãos governamentais envolvidos, dos parâmetros orçamentários e financeiros para seus investimentos em 2015”, admitiu a estatal, em nota.

Dos R$ 226,4 milhões contratados, R$ 140,4 milhões foram pagos. O valor original do contrato era de R$ 199 milhões, mas houve três aditivos. Até o fechamento desta edição, a Cowan não se pronunciou.

Calote também prejudica empresa de consultoria da obra

Não apenas o consórcio Cowan/Conserva está com pagamentos atrasados por parte da Infraero. A F&T Consultores Associados, que presta consultoria no gerenciamento da fiscalização da obra, também não recebe desde o início deste ano. A Infraero disse que deve R$ 582,4 mil à empresa, em medições de fevereiro e março. Os atrasos não são recentes. Em janeiro, a empresa encaminhou ofício à Infraero informando que tinha R$ 819,6 mil a receber. Para pagar o 13º salário dos trabalhadores, a consultoria foi “obrigada a recorrer a empréstimos bancários e sujeitar a juros exorbitantes”.

Datado de 14 de abril, outro ofício enviado pela F&T Consultores Associados à Infraero, ao qual o Hoje em Dia teve acesso, diz que “a empresa não recebeu as faturas referentes às medições aprovadas dos meses de janeiro, fevereiro e março, e em consequência os funcionários encontram-se com os salários do mês de março em atraso, causando grandes transtornos aos mesmos, impossibilitando de cumprirem seus compromissos financeiros, bem como o sustento de seus dependentes”.

O Hoje em Dia esteve nas obras do pátio por volta das 16 horas da última quinta-feira. O cenário era praticamente de abandono. Nenhum operário dava expediente no horário. O que se viu foram caminhões parados e máquinas desligadas. Equipamentos como tubulação para acesso das fiações para telefone e eletricidade e transformadores para luminárias dos pátios permaneciam a céu aberto, sob risco de deterioração caso a obra seja interrompida. Um funcionário que pediu para não ser identificado contou que, nos últimos 30 dias, o trabalho acontece em escala reduzida, até às 14h. Dos quase 500 operários, pouco mais de 100 continuam o serviço em operação padrão.


Folha do Estado - MT

30/04/2015 09:45

Aeroporto Marechal Rondon volta a ser apontado como o pior do país

Autor: Redação da Folha com Site

Fonte: Folha do Estado

Localizado em VG, foi considerado, novamente, o pior do país entre 15 terminais do país avaliados em pesquisa trimestral feita pela Secretaria de Aviação Civil; pesquisa ouviu 13.384 passageiros.

Com nota 3,44, o Aeroporto Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande, foi considerado, novamente, o pior do país entre 15 terminais avaliados em pesquisa trimestral de satisfação divulgada ontem pela Secretaria de Aviação Civil.

Na avaliação divulgada ontem, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, é o mais bem avaliado do Brasil, recebendo nota 4,38, em um índice que vai até 5. A pesquisa ouviu 13.384 passageiros em todo o país. A média geral dos 15 aeroportos foi de 4,14. “Os passageiros nos dizem que estamos nos aproximando do nosso objetivo: aumentar a quantidade e a qualidade dos serviços prestados pelos aeroportos”, diz o ministro da Aviação, Eliseu Padilha.

DESEMPENHO

O terminal de Brasília foi o que mais melhorou em relação a si próprio: 21%, quando comparado ao 1º trimestre do ano passado, o que representa um salto do 13º para o quarto lugar.

Depois de Recife, com notas acima de 4, vêm Curitiba (4,29), Brasília (4,26), Fortaleza (4,19), Porto Alegre (4,18), Congonhas (4,13), Natal (4,12), Manaus (4,10) e Guarulhos (4,05).

Em seguida vêm os cinco aeroportos com notas abaixo de 4: Confins (3,88), Salvador e Galeão, empatados (3,85), seguidos por Santos Dumont (3,84) e Cuiabá (3,44).

Embora com nota inferior a 4, Confins foi o que mais melhorou em relação a si mesmo depois de Brasília.


O Povo - CE

04/05/2015

Greve da TAP ainda não afetou Fortaleza

Em seu quarto dia de greve, a TAP ainda não teve voos entre Fortaleza e Lisboa afetados pelas paralisações dos pilotos da companhia, que têm previsão para durar até o dia 10 de maio, conforme apurou O POVO. Porém, no Brasil, rotas para Manaus e Belém foram canceladas no último sábado, além de trechos em São Paulo e no Rio de Janeiro também terem sido afetados.

“A tendência é normalizar. Uma greve dessas é muito rara. Já houve até comunicado interno de piloto. Eles mesmos estão divididos com relação a essa paralisação”, informou funcionário da TAP que não quis se identificar.

Os pilotos em greve acusam o governo português e a direção da TAP de descumprir acordos. O primeiro é o que confere participação aos pilotos de até 20% na companhia em caso de privatização. O segundo é a reposição de subsídios por tempo de serviço congelados desde 2011.

Por enquanto, o número de cancelamentos de voos varia entre 25% e 30% e a adesão de grevistas é maior dentre aqueles que trabalham para a filial Portugalia. Portanto, a empresa recomenda aos clientes que confirmem viagem seis horas antes do embarque.

Além disso, o Tribunal Arbitral do Conselho Econômico e Social (CES) de Portugal decidiu que haja os serviços mínimos de decolagens e pousos, que preveem a realização de voos para Açores, Madeira, Brasil, Angola, Moçambique e sete cidades europeias, num total de 276 voos nos dez dias da greve, o que representa cerca de 10% da operação da companhia aérea.

TAP

Em resposta ao O POVO sobre solicitação de balanço da greve, a companhia responde: “ainda não temos esse balanço. E não devemos ter tão logo, pois a preocupação agora é outra. Todos os esforços estão direcionados para o atendimento ao cliente. Quando for possível, informaremos. Posso adiantar que a grande maioria até agora não foi cancelada”, informou a TAP, por meio de nota.

(Beatriz Cavalcante)

 


Em Tempo - AM

mai 01, 2015

Greve de pilotos da TAP prejudica passageiros dos voos entre Manaus e Lisboa

Economia

Companhia aérea portuguesa informou não ser possível mensurar quantos passageiros devem ser prejudicados em Manaus com a greve, deflagrada nesta sexta (1º)

A greve de dez dias convocada pelos pilotos da companhia aérea portuguesa TAP, que começou à meia-noite desta sexta (1º) deve afetar diretamente os passageiros amazonenses. Os voos TP41 da rota Manaus/Belém/Lisboa e Lisboa/Belém/Manaus, deste sábado (2) estão na lista dos que provavelmente não serão realizados por causa da paralisação.

Ainda não há informações sobre os demais voos que deveriam sair e chegar ao aeroporto internacional de Eduardo Gomes ao longo dessa próxima semana. Mas a primeira rota após a greve pode ser afetada.

“Infelizmente, a paralisação deve, sim, afetar o voo de Manaus, a não ser que aparecem para trabalhar pilotos que não aderiram à greve”, relatou a assessoria de imprensa da companhia aérea.

Quanto ao número de consumidores locais afetados com o cancelamento dos voos da rota Manaus/Belém/Lisboa e Lisboa/Belém/Manaus, que são realizados três vezes por semana, a companhia disse que esse momento não é possível mensurar. Mas destacou que estão otimistas que terão mais pilotos postos ao trabalho.

Em seu site, a TAP tornou públicas duas listas, uma composta por 30 voos que estão garantidos pelos serviços mínimos definidos pelas autoridades, e outra com 30 de conexões que “provavelmente não serão realizadas”. Esta última tabela mostra apenas as conexões que seriam feitas até o próximo dia 4 de maio, sendo que a greve deve seguir até o dia 10.

A companhia reconheceu que a greve provocará enormes dificuldades aos passageiros com voos marcados para este período e lamenta todos os transtornos causados aos clientes.

Destacou ainda que os clientes podem alterar as suas viagens para outras datas, sem custos adicionais, ou solicitarem a emissão de voucher do valor pago, utilizável no prazo de um ano em voos TAP.

“Os nossos serviços têm trabalhado incessantemente para encontrar soluções que minimizem as consequências”, afirmou.

Voos programados

Conforme a TAP, há para os próximos dez dias estão programados 296 voos diários, dos quais em torno de 10% estão garantidos pelos serviços mínimos e o resto dependerá da adesão dos pilotos à greve.

A companhia aérea destacou que as informações relevantes relacionadas com a operação serão atualizadas com regularidade no site e em todos os canais de comunicação habitualmente utilizados.

Segundo informações publicadas pelo Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC), a paralisação se deflagrou em virtude dos pilotos da TAP considerarem que o governo não está cumprindo o acordo assinado em dezembro de 2014.

Há outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização. O SPAC estima adesão em torno de 90% entre os pilotos com filiação sindical.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

 


Panrotas

30/4/2015 15:43:00

Lufthansa estreia hoje o B747-8 na rota Rio-Frankfurt

Rodrigo Vieira

Lufthansa já opera B747-8 nas rotas em SP (foto: reprodução)

A partir de hoje a rota diária da Lufthansa entre Rio de Janeiro e Frankfurt, na Alemanha, será operada pela nova frota de Boeing 747-8 da companhia. A aeronave está equipada com produtos de cabine e design de interiores Lufthansa em todas as classes de viagem, inclusive a nova Premium Economy Class, inaugurada no ano passado. A aérea também serve São Paulo com o 747-8.

“A Lufthansa se compromete a oferecer aos seus passageiros qualidade e serviços de ponta”, avalia o diretor geral da companhia para América Latina e Caribe, Gabriel Leupold. “O Rio de Janeiro tem sido uma porta de entrada importante e de sucesso para a Lufthansa, por isso estamos felizes em trazer essa mais nova aquisição da nossa frota ao destino. Nosso 747-8 está equipado exclusivamente com os mais novos produtos e design de bordo de última geração, que permitem aos passageiros que viajam via Rio de Janeiro vivenciar os melhores produtos e serviços da Lufthansa.”

Na rota Rio de Janeiro – Frankfurt, o novo “jumbo” Lufthansa está configurado de forma a acomodar 364 passageiros: 8 na primeira classe, 80 na executiva, 244 na econômica e 32 na nova Premium Economy Class.