O Estado de S. Paulo
No setor aéreo, a hipocrisia voa alto
Avião da Turkish faz pouso de emergência em Istambul após motor pegar fogo
Folha de São Paulo
Dilma cobra mais aeroportos em programa de concessões
O Globo
G1
Vários voos são cancelados por problema no radar do Afonso Pena
Valor Econômico
Desastre aéreo estimula debate sobre depressão e trabalho
Diário Catarinense
Correio do Povo - RS
Berlim omitiu riscos de sobrevoar leste ucraniano, diz imprensa
Tribuna do Norte - RN
Argentino vai presidir consórcio do aeroporto
Hoje em Dia - MG
Governo e Infraero querem ampliar voos na Pampulha
Circuito Mato Grosso
Aviação agrícola é assunto sério
Em Tempo - AM
Construção e reforma de aeroportos regionais do AM começam no 2º semestre
Jornal do Dia - AP
Aeronáutica discute perigo para o setor aéreo no Amapá
Museu da Base Aérea vai passar por revitalização
Jornal de Turismo
TAM tem ofertas especiais para destinos no Brasil e exterior
TAM Executiva apresenta aeronaves e soluções para o agronegócio
Mercado&Eventos
Tap acredita que pilotos ainda vão recuar
Azul adesiva aeronave com logomarca da parceira Wine.com.br
Segunda-feira, 27 de Abril de 2015
=No setor aéreo, a hipocrisia voa alto
Mercado está repleto de protecionismo, inclusive nos EUA; solução para o problema é o fim dos incentivos
O ESTADO DE S.PAULO
THE ECONOMIST
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george frey/reuters
Ajuda. Aéreas americanas, como a Delta, também receberam subsídios |
Foi um trabalho formidável de detetive. Investigadores contratados por três grandes companhias aéreas americanas levantaram informações fornecidas a agências reguladoras de todo o mundo por três concorrentes que vêm se expandindo de forma acelerada - Emirates, Etihad e Qatar. Todas as três são estatais de países do Golfo Pérsico. E o resultado do levantamento é o retrato mais detalhado já feito sobre os instrumentos a que os governos desses países recorrem para favorecer suas empresas aéreas.
Segundo as empresas americanas, que na semana passada tornaram públicos os documentos em que baseiam suas alegações, as aéreas de Dubai, Abu Dabi e do Qatar desfrutam de um número sem-fim de benefícios, incluindo ajudas financeiras, "empréstimos" sem juros ou qualquer cronograma de pagamento e serviços prestados a preços abaixo do custo em aeroportos estatais. Ao longo dos últimos dez anos isso representou um auxílio de US$ 42 bilhões.
Delta, American e United Airlines, as companhias que encomendaram a investigação, ficaram escandalizadas - sem brincadeira - ao descobrir que algumas empresas do setor aéreo recebem assistência governamental. Mas, ao apontar os problemas que viram nas concorrentes, chamaram atenção para suas próprias fragilidades. Um outro lobby, representante dos passageiros que viajam a negócios, resgatou um estudo realizado em 1999 pelo serviço de pesquisas do Congresso americano. O documento mostra que, desde o nascimento da aviação comercial no país, em 1918, o governo americano ofereceu todo tipo de auxílio às companhias aéreas, de subsídios diretos à construção de aeroportos e torres de controle, totalizando a fortuna de US$ 155 bilhões.
Grande parte desse pacote de generosidades foi estancado há muito tempo. Mas uma isenção de impostos sobre o combustível para a aviação, que beneficiou a Delta em dezenas de milhões de dólares ao ano, só foi revogada este mês, depois de uma decisão da Assembleia Legislativa do Estado da Geórgia, onde fica a sede da companhia. E se a proibição à formação de sindicatos nos países do Golfo, que mantém baixos os gastos com mão de obra, constitui uma vantagem "artificial", como sustentam as aéreas americanas, o mesmo também não se poderia dizer da lei de falências em vigor nos Estados Unidos, que permitiu a elas se desobrigar do pagamento de pensões e de outros compromissos financeiros?
As três maiores aéreas internacionais dos Estados Unidos têm boas razões para se preocupar: as chamadas "super-conectoras" do Golfo vêm abocanhando participações de mercado das companhias europeias, avançam em mercados africanos cada vez mais atrativos e começam a progressivamente expandir suas malhas de rotas para cidades americanas. Mas há muitas boas razões, além da generosidade de seus acionistas-controladores estatais, que explicam as razões de as super-conectoras se saírem tão bem: a localização vantajosa de suas bases de operação entre a Europa e a Ásia; a qualidade superior de seus serviços e o apelo de seu marketing; e suas frotas de aeronaves novas e eficientes.
Desde 1918, governo dos EUA já ofereceu US$ 155 bilhões em incentivos às empresas aéreas
Essas discussões a respeito de que companhias se beneficiam de quais subsídios são apenas o mais recente capítulo de uma história deprimente. Apesar de todo o discurso sobre "céus abertos", o setor aéreo é e sempre foi marcado por protecionismo e favorecimento, operações de socorro e ajudas financeiras movidas a dinheiro público. No passado eram as ferrovias americanas que se queixavam da concorrência desleal do nascente setor aéreo. Agora são as companhias aéreas do país, ou pelo menos algumas delas, que reclamam da concorrência desleal de suas rivais estrangeiras. E o tempo inteiro, são os interesses dos produtores que ocupam o centro do palco, deixando os interesses dos consumidores e contribuintes em segundo plano.
Em vez de usar as queixas das companhias aéreas como justificativa para adotar mais medidas protecionistas, os Estados Unidos fariam mais por seus cidadãos se eliminassem as restrições à participação acionária de estrangeiros nas áreas do país e liberalizassem de uma vez e por completo a operação de voos domésticos.
Vantagem. Assim como os contribuintes americanos sairiam ganhando se a torneira dos subsídios governamentais fosse fechada, os consumidores americanos também se beneficiariam, mesmo não havendo reciprocidade por parte dos governos do Golfo e de outros países. Se a Etihad, a Ryanair ou qualquer outra empresa quiser operar voos entre Dallas e Los Angeles, não há por que impedi-las de fazer isso. As agências antitruste deveriam obrigar os aeroportos americanos a abrir "slots" e balcões de check-in para a entrada de novos concorrentes no mercado. A mesma lógica vale para a Europa - e também para os países do Golfo.
Os benefícios econômicos da existência de céus verdadeiramente abertos, em lugar dos céus apenas um pouco entreabertos que se tem hoje, mais do que compensariam os eventuais prejuízos causados a uma ou outra empresa aérea em particular. Estudo feito em 2006 por encomenda do setor de viagens revela que uma liberalização integral de apenas 320 dos 2 mil acordos bilaterais de aviação, então identificados, geraria ganhos econômicos do tamanho da contribuição que a economia brasileira deu naquele ano ao crescimento do PIB mundial. Por mais que as aéreas do Golfo sejam tratadas a pão de ló por seus governos, favorecer companhias que não têm condições de competir é uma vitória do protecionismo sobre os passageiros. E isso tem de acabar.
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© 2015 THE ECONOMIST NEWSPAPER LIMITED. DIREITOS RESERVADOS. TRADUZIDO POR ALEXANDRE HUBNER, PUBLICADO SOB LICENÇA. O TEXTO ORIGINAL EM INGLÊS ESTÁ EM WWW.ECONOMIST.COM.
25 Abril 2015 | 10h 21
Avião da Turkish faz pouso de emergência em Istambul após motor pegar fogo
ESTADÃO CONTEÚDO
Um avião da companhia aérea Turkish Airlines que voava de Milão para Istambul fez um pouso de emergência no aeroporto Ataturk, em Istambul, após o motor pegar fogo. Todos os 97 passageiros foram retirados com segurança e nenhum ficou ferido.
O porta-voz da companhia, Ali Genc, disse à Associated Press que ainda não sabia se o avião, de voo TK 1878, pegou fogo antes ou ao aterrissar.
Os pilotos pediram para fazer um pouso de emergência quando a primeira tentativa de pousar falhou, disse o porta-voz.
Fonte: Associated Press
26/04/2015 02h00
Dilma cobra mais aeroportos em programa de concessões
NATUZA NERY
JULIA BORBA
SOFIA FERNANDES
DE BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff reuniu neste sábado (25) um terço de sua equipe ministerial para tentar tirar o governo da marcha lenta e implantar, apesar da atividade econômica fraca e das limitações orçamentárias, um programa de investimentos.
Sem recursos próprios, o centro do plano é a ampliação do programa de concessões públicas, atualmente em fase de revisão de modelos para algumas áreas, como ferrovias, rodovias e portos.
Segundo a Folha apurou com ministros que participaram da reunião, Dilma cobrou a ampliação do número de aeroportos que serão licitados. Já estavam na lista os terminais de Florianópolis, Salvador e Porto Alegre.
Com a ordem, devem entrar outros, sendo um do Nordeste –Recife ou Fortaleza–, um do Sudeste e um terceiro no Centro-Oeste. Os aeroportos de Goiânia e Vitória foram citados no encontro, mas não há nenhuma definição sobre a inclusão nos futuros leilões.
Em praticamente todas as áreas consideradas estratégicas, como agricultura, energia e transportes, a discussão sobre a dificuldade de financiamento dos projetos deu a tônica da reunião, que durou mais de dez horas.
Além da falta de dinheiro em caixa para patrocinar os projetos de infraestrutura, o governo enfrenta outro problema. Os bancos públicos -que lideraram por anos as iniciativas do Executivo para deslanchar as obras quando o setor privado resistia em entrar nos projetos- estão estrangulados, e as taxas de empréstimos, mais caras.
formato
De acordo com assessores da presidente, o encontro deste sábado não foi conclusivo e haverá outras reuniões nas próximas semanas. Ontem, não foi possível discutir o plano com os ministérios das Cidade, Comunicações e a pasta de Portos.
Dilma quer anunciar todos os projetos em bloco, para criar "impacto" e, assim, poder faturar com o que o Planalto chama de "agenda positiva".
Para evitar uma plenária ampla, na qual os ministros e secretários teriam pouco espaço para encaminhar seus problemas, o Palácio do Planalto criou um outro formato. A presidente preferiu reunir seus auxiliares por grupos de assunto, espécies de "painéis" setoriais.
A Folha apurou que, em alguns desses painéis, houve uma certa divergência com o Ministério da Fazenda.
No caso do de energia, por exemplo, o titular da pasta, Joaquim Levy, propôs que as futuras concessões de distribuidoras (mais de 40 devem vencer este ano) sigam o modelo de outorga onerosa, em que a empresa que pagar mais à União pelo empreendimento garante o negócio.
Isso faria com que o dinheiro dos lances servisse para ajudar no ajuste fiscal do governo.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o Ministério de Minas e Energia resistem sob o argumento de que muitas distribuidoras brasileiras estão em dificuldade financeira e que a consequência do modelo é o repasse dos valores para a conta de luz dos consumidores.
26 abr 2015
Nova Rio-SP nos céus
Ancelmo Gois
oglobo.com.br/ancelmo
O tempo de voo entre Rio e São Paulo pode ser encurtado de cinco a dez minutos.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) pretende adotar uma nova aerovia, estrada virtual nos céus, ligando as duas cidades.
O problema é...
Esta nova aerovia conta com a oposição da Embraer.
É que este novo traçado passa pela região onde a empresa realiza seus testes com aviões novos. Teria que transferir o treinamento para uma área mais distante.
25 abr 2015
O amor está no ar
Ancelmo Gois
oglobo.com.br/ancelmo
Ontem, no voo 6279 da Avianca, do Rio para Porto Alegre, a aeromoça pediu a atenção dos passageiros para uma causa nobre: o amor.
Uma moça, ao microfone, se declarou para um moço e o pediu em casamento. Ele, que alegria!, aceitou.
E veio uma chuva de aplausos para o beijo, no fim do corredor.
Não é fofo?
24/04/2015 17h29
Vários voos são cancelados por problema no radar do Afonso Pena
Até o começo da tarde desta sexta-feira (24), 13 voos foram suspensos.
Segundo o Cindacta II, radar está operando com a metade da capacidade.
Do G1 PR
Voos que estão sendo operados não correm risco, diz empresa |
Vários voos foram cancelados e outros estão atrasados por um problema no radar do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), nesta sexta-feira (24).
De acordo com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle Aéreo (Cindacta II), há uma pane no equipamento que controla o tráfego, cuja capacidade, em razão do problema, está reduzida pela metade.
Até as 17h, sete decolagens e seis pousos haviam sido cancelados, conforme as companhias informaram à Infraero; outros voos cinco estavam atrasados, ainda segundo o relatório da empresa nacional.
Às 17h30, técnicos trabalhavam para identificar e resolver a falha, avisou o Cindacta II, mas não havia estimativa do horário em que o problema estaria resolvido. Os voos que estão sendo operados, no entanto, não correm risco nenhum, diz a empresa.
O G1 entrou em contato com a administração do terminal e com a Infraero, mas ambas não se pronunciaram sobre a pane.
27/04/2015 às 05h00
Desastre aéreo estimula debate sobre depressão e trabalho
Por Tim Smedley | Do Financial Times
Há um mês, Andreas Lubitz, um copiloto que já tinha sido diagnosticado com depressão grave, deliberadamente lançou o voo 9525 da Germanwings, uma empresa da Lufthansa, contra os Alpes franceses, matando a si próprio e outras 149 pessoas.
O terrível acidente coloca em discussão se urna pessoa com depressão pode assumir posições de grande responsabilidade. De forma precipitada, o jornal “Daily Mail” perguntou “Por que diabos ele tinha permissão para voar?”. O “The Sun” preferiu “Piloto assassino sofria de depressão: por que ele estava voando?”.
Será que o choque provocado pela tragédia, além do caro processo que a Lufthansa parece estar esperando, levarão os empregadores a evitar pessoas com históricos conhecidos de problemas mentais, especialmente no recrutamento para funções importantes? Como os empregados com tendências suicidas ou homicidas serão ajudados antes de provocarem algum mal a si mesmos ou a outras pessoas?
Presumir que unia pessoa depressiva, ou mesmo suicida, é também um homicida é algo sem fundamento, diz Sue Baker, diretora da “Time to Change”, uma campanha que luta pela melhoria da saúde mental no ambiente de trabalho, da instituição de caridade Mi. “Deduzir que alguém não oferece segurança por ter depressão não ajuda em nada.”
Desde 2011, 325 empregadores do Reino Unido se comprometeram a enfrentar o estigma e a discriminação envolvendo a saúde mental. “Existem companhias que fazem muitas coisas construtivas e positivas visando a saúde mental e o bem-estar de seus funcionários. Nossa preocupação é que haja um retrocesso no progresso já obtido”, diz.
Mandy Rutter, psicóloga clínica-chefe da consultoria Validium, especializada eni saúde ocupacional, tem companhias áreas entre seus clientes. Ela diz que aumentou, após o acidente da Germanwings, o número de organizações que a procuram para se informar sobre políticas mais apropriadas envolvendo saúde mental. “Empregar alguém com depressão está sendo visto como unia coisa terrível”, afirma. Para ela, o problema maior é que agora as pessoas com problemas mentais vão escondê-los de seus patrões, temendo uma caça às bruxas.
Urna pesquisa feita pela seguradora Axa PPP, realizada em fevereiro, constatou que 6i% dos trabalhadores não diriam aos seus patrões que têm problemas de estresse, ansiedade ou depressão - e 25% dos pesquisados dizem ter medo de serem julgados por isso. A resposta dos gestores pareceu ter confirmado esse temor: 20% disseram que ficariam preocupados com a capacidade de um funcionário de fazer seu trabalho se algum problema de saúde mental fosse revelado.
Mark Winwood, diretor de psicologia clínica da Axa PPP e psicólogo, diz que pacientes executivos jamais falariam sobre seus problemas de saúde mental no local de trabalho. “Eles temem ser vistos como incapazes de lidar com as pressões de seus setores.”
No entanto, os perigos de não se falar sobre isso são ainda maiores. Promotores afirmam que Lubitz ocultou a reaparição de sua doença da Lufthansa, rasgando um atestado médico. Sue Bater lembra dos suicídios ocorridos no setor financeiro após a crise econômica, envolvendo pessoas que tiraram suas vidas no local de trabalho.
A melhor resposta é usar a crise para ter uma conversa positiva e construtiva. Em sua opinião, acontecimentos extremos geralmente abrem as portas para medidas de prevenção para o quadro de funcionários, e não o contrário. “Sempre haverá muitos pilotos que tiveram depressão, que passaram por tratamento e com os quais é absolutamente seguro voar. Já tivemos parlamentares que falaram sobre seus problemas de depressão, além de condutores de trens, cirurgiões, entre outros. Muitas pessoas realizam tarefas que envolvem vidas, e fazem isso de forma bem-sucedida”, afirma.
Especialistas temem uma reposta mal informada à tragédia da Germanwings, mas também acreditam que o acidente poderá estimular o debate sobre o tema no alto escalão das empresas e na política. Com uma em cada quatro pessoas sofrendo de depressão em algum momento de suas vidas, não é possível - ou legal - empregar apenas aquelas que estão no auge da saúde mental.
A única maneira de os empregadores diminuírem os riscos é ter uma cultura aberta e honesta, em que os funcionários podem buscar apoio antes, durante e depois dos episódios de doença mental. “Eles precisam ter uma voz mais ativa”, diz Mandy Rutter.
26/04/2015 | 19h00
Voo inaugural nesta segunda-feira marca o início das operações no Aeroporto de Jaguaruna, no Sul do Estado
Expectativa da empresa que administra o aeroporto é de movimentar 6,5 mil passageiros ao mês no primeiro ano de linhas comerciais
Kiara Domit
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Estudos para viabilizar o aeroporto em Jaguaruna começaram em 2000
Foto: Ulisses Job / especial |
O primeiro voo do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, de Jaguaruna, decola nesta segunda-feira. A linha JJ3819 sai do Sul do Estado, às 15h05min, levando 144 passageiros com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O voo é da TAM, primeira companhia a operar em Jaguaruna. Outro, que sai de São Paulo às 13h10min, pousa às 14h30min em Jaguaruna. Voos diários de ida e volta, entre São Paulo e Jaguaruna, estarão disponíveis de segunda a sexta.
A expectativa da RDL, empresa que administra o aeroporto, é de movimentar 6,5 mil passageiros ao mês no primeiro ano de linhas comerciais. A proposta é embarcar 1 milhão de pessoas nos oito primeiros anos de atuação. Como a demanda de passageiros é grande na região, existe uma expectativa de que, em um curto prazo, outras linhas sejam ofertadas. Segundo o gerente de operações da RDL, Fernando Castro, a Gol já demonstrou interesse em Jaguaruna. A companhia aérea informou, por meio de assessoria, que por enquanto não há novidade sobre o assunto.
As conversas entre lideranças e estudos para viabilizar o aeroporto começaram em 2000. Um estudo técnico decidiu pela instalação em Jaguaruna, cidade de 18 mil habitantes localizada a 20 quilômetros de Tubarão, no Sul do Estado. Apesar da definição, a primeira parte da obra só ficou pronta em 2006, com a conclusão da pista. Pronto para operar desde 2013, o empreendimento aguardou quase um ano pela homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), quando foi inaugurado, no dia 1o de abril de 2014, e mais um ano por licenças obrigatórias para operar comercialmente, paralelas a negociações com a TAM.
R$ 60 milhões em investimento
Foram cerca de R$ 60 milhões em investimentos. O 22o aeroporto de Santa Catarina e o sétimo a entrar para a lista dos que operam voos comerciais no Estado, o Aeroporto de Jaguaruna deve beneficiar cerca de 900 mil pessoas de 48 municípios do Sul de SC, de acordo com o governo do Estado. Uma das grandes vantagens do terminal é o acesso via BR-101, diferencial sobre o Aeroporto Diomício Freitas, de Forquilhinha, que opera no Sul do Estado desde 1979 e hoje dispõe de voos diários da Azul.
Uma das obras de infraestrutura mais aguardadas e importantes da região Sul, ao lado da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, a duplicação da BR-101 e a via rápida, em Criciúma, o aeroporto promete facilitar o acesso a São Paulo. Juntas, as obras abrem caminho para empresas e indústrias explorarem o potencial do Sul de SC.
"Será um catalisador", diz associação
O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), César Smielevski, acredita que o aeroporto abrirá uma janela para que empresas olhem o Sul de Santa Catarina com o objetivo de instalação. Para ele, o aeroporto funcionará como um catalisador para a vinda de outras empresas e indústrias para cá.
Smielevski avalia que será crucial para a economia do Sul do Estado estar ligado por um voo direto, de cerca de uma hora e meia, a São Paulo. Outro fator importante para o Sul de SC é a Via Rápida, ainda em obras, que facilitará o acesso do centro de Criciúma à BR-101 e ao aeroporto.
— As obras estruturais estão chegando ao fim e tudo isso está convergindo para melhorar as condições do Sul — completa.
Aeroportos comerciais de SC
l Serfain Enoss Bertaso (Chapecó)
l Diomício Freitas (Forquilhinha/Criciúma)
l Hercílio Luz (Florianópolis)
l Lauro Carneiro de Loyola (Joinville)
l Ministro Victor Konder (Navegantes)
l Santa Terezinha (Joaçaba)
l Humberto Ghizzo Bortoluzzi (Jaguaruna)
Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
DIÁRIO CATARINENSE
26/04/2015 20:35
Berlim omitiu riscos de sobrevoar leste ucraniano, diz imprensa
Voo MH17 caiu com 298 pessoas a bordo em julho do ano passado
Berlim omitiu riscos de sobrevoar leste ucraniano, diz imprensa |
O governo alemão conhecia os riscos de sobrevoar o leste da Ucrânia antes do acidente com Boeing da Malaysia Airlines e não informou às companhias aéreas da Alemanha, afirmou a imprensa do país neste domingo.
Os 298 passageiros e membros da tripulação do voo MH17 morreram em 17 de julho do ano passado, quando a aeronave em que estavam foi abatida por um míssil ao sobrevoar a zona em guerra.
Uma mensagem diplomática emitida pelo ministério alemão das Relações Exteriores vários dias antes da queda do avião havia avaliado como "preocupante" a situação, depois que um avião militar foi abatido na região, a mais de 6 mil metros de altitude, segundo as informações das radiotelevisões WDR e NDR, e do jornal Süddeutsche Zeitung.
"No dia em que o avião caiu, três aeronaves da Lufthansa sobrevoaram a zona, e um deles apenas 20 minutos antes do voo MH17", afirmou o SZ em uma prévia da matéria que será publicada na próxima segunda-feira. "Normalmente, as companhias aéreas devem ser imediatamente informadas em caso de mudança da situação em termos de segurança (...) Esse não foi o caso mesmo depois do acidente do MH17", constatou o jornal.
Ucrânia e Estados Unidos garantem que o avião foi abatido por um míssil terra-ar entregue por Moscou aos pró-russos, mas a Rússia acusa as forças de segurança de Kiev.
2015-04-25 00:00:00
Argentino vai presidir consórcio do aeroporto
Renata Moura
Editora de economia
O consórcio Inframérica, que opera os aeroportos de Brasília e São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, anunciou ontem o argentino José Luis Menghini como novo presidente, a partir de 1º de maio. Ele substitui Alysson Paolinelli, que estava há quase um ano e meio no cargo e sai “para assumir novos desafios profissionais no exterior”.
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Júnior Santos
O aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, é um dos que o consórcio opera |
A mudança ocorre em meio às negociações da Engevix para vender a fatia de 50% que detém no consórcio – a outra metade é da argentina Corporación América. A construtora brasileira pôs à venda a participação após ser envolvida na Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras com presença de empreiteiras e políticos.
O Inframérica não confirmou se a escolha de um presidente argentino têm relação com a possível saída da construtora brasileira do negócio.
Paolinelli, que deixa a presidência no dia 30 de abril, ocupou o posto em outubro de 2013 com a tarefa de entregar a nova infraestrutura dos aeroportos de Brasília e Natal para a Copa do Mundo.
Sua saída, segundo o Inframérica, foi previamente negociada com os acionistas do consórcio.
“Ele deixa o cargo com números de crescimento positivos em ambos os aeroportos. No primeiro trimestre deste ano, Natal cresceu 13% e Brasília 8%, em comparação com o mesmo período do ano passado”, informou o consórcio, em nota.
Venda
Questionada sobre o estágio das negociações para venda de sua participação no Inframérica, a Engevix limitou-se a dizer que “há interesse do mercado pelo ativo, mas nada definido”.
A construtora não detalhou se os interessados são brasileiros ou estrangeiros. Também não informou oficialmente à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que pôs sua fatia à venda. “Atualmente não há nenhuma solicitação desse tipo para o consórcio Inframérica”, garantiu a Agência, ontem, informando que foi comunicada apenas sobre a mudança de presidente.
A Anac ressaltou que o contrato de concessão dos aeroportos prevê que qualquer transferência de controle da concessionária precisa de anuência prévia da Agência. O trâmite envolve o recebimento da solicitação, a análise e a avaliação do pedido.
Em entrevista publicada em fevereiro na versão em português do jornal argentino “Clarín”, o presidente da Corporación América, Eduardo Eurnekian, afirmou ter três candidatos para comprar a participação da Engevix no consórcio. “Estamos conversando com um fundo de investimento, um banco e um empresário do setor de logística”, disse, na reportagem.
Já em março, a diretora de relações internacionais e assuntos públicos da Corporación América, Carolina Barros, não fez qualquer avaliação sobre os aeroportos, sobre investimentos previstos nem sobre o futuro do Inframérica, mas afirmou à TRIBUNA DO NORTE que a participação da Corporación nele não está à venda.
O grupo argentino se apresenta como maior operador aeroportuário do mundo, com 53 aeroportos sob sua administração. No Brasil, eles aportaram no setor por meio dos aeroportos de São Gonçalo do Amarante e Brasília. A concessão potiguar, dividida meio a meio com a Engevix, foi arrematada em 2011, no primeiro leilão para conceder um aeroporto à iniciativa privada no Brasil. Em Brasília, o Inframérica ficou com 51% e a estatal Infraero com 49%
MUDANÇA
Saiba mais sobre o ex e o novo presidente do Inframérica:
Quem sai
O engenheiro Alysson Paolinelli assumiu a presidência do consórcio em outubro de 2013. Sob seu comando, a Inframerica modernizou os aeroportos e afirma ter melhorado a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros. O aeroporto de Brasília alcançou o 2º lugar como o terminal mais movimentado do país e o 3º em movimentação internacional. Além disso, a capacidade de pista tornou-se a maior do Brasil. Hoje o aeroporto pode receber um voo por minuto. O do Rio Grande do Norte, afirma o Inframérica, conquistou novos voos e “um crescimento expressivo” quando comparado às condições do antigo terminal potiguar.
Quem entra
Quem assume a presidência é José Luis Menghini. O executivo possui histórico internacional no desenvolvimento de negócios, administração e construção de projetos, além de experiência em grandes empresas. Foi vice-presidente e membro da diretoria da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), diretor do Sindicato de Energia Eólica do Rio Grande do Sul, e membro do Comitê da Presidência da Abimaq/Sindimaq e do Comitê de Fabricantes de Equipamentos Eólicos da Abimaq/Sindimaq. Ocupou, também, o posto de vice-presidente da Impsa, do setor de energia, e cargos executivos na Acindar (atual Arcelor Mittal), Techint Group, Positron Systems Inc. e JMF Cranes Inc.
26/04/2015 07:22
Governo e Infraero querem ampliar voos na Pampulha
Giulia Mendes - Hoje em Dia
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Carlos Henrique/Hoje em Dia
Desde a transferência de voos para Confins, a Pampulha apresenta volume reduzido de passageiros |
O aeroporto da Pampulha, que funciona com movimento reduzido há dez anos, desde que voos com aeronaves de maior porte e entre as capitais foram transferidos para o aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, já tem o aval do governo de Minas para ampliar a operação. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso, o terminal da Pampulha passará por reformas estruturais para receber mais passageiros. Hoje, comporta até 2,2 milhões de pessoas/ano.
Segundo a Infraero, responsável pelo terminal, um ciclo de obras acaba de ser concluído. O terminal ganhou nova torre de controle, reforço do pavimento do pátio 2 e nova subestação de energia.
E com a transferência da unidade do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (Ciaar), que hoje funciona na Pampulha, para Lagoa Santa, novas reformas e ampliações serão definidas.
“Estamos fazendo estudos sobre a capacidade do aeroporto da Pampulha para saber com quantos voos ele pode operar. A ideia é otimizar a área que é utilizada hoje para taxiar aeronaves. E a área do Ciaar também poderá ser um local para abrigar aeronaves que irão pernoitar. Precisamos definir alguns passos para que o Pampulha volte a operar grandes aviões”, disse Altamir.
A Infraero informou, por meio de nota, que já atualizou o plano diretor do aeroporto para realizar a expansão e que aguarda parecer do Comando da Aeronáutica, já que as instalações são compartilhadas com a Força Aérea Brasileira (FAB).
Para dar início às obras será necessário incorporar a área militar à área atual do aeroporto. O texto da Infraero diz ainda que o assunto está sendo estudado entre a direção da empresa e a FAB e que o crescimento da demanda também definirá as possibilidades de desenvolvimento.
“O aeroporto da Pampulha tem condições de trabalhar com outras companhias. Os empresários que vêm de capitais como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Vitória costumam reclamar que não podem descer no aeroporto de Belo Horizonte. Pampulha pode operar neste sentido sem prejudicar a eficiência do aeroporto de Confins”, explica o secretário.
Analista acredita que terminal mantém limitações estruturais
Para o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade Fumec, Deusdedit Reis, especialista em segurança de voo e infraestrutura aeroportuária, a Pampulha não tem condições estruturais para operar como antes.
“Seria uma regressão. Não vejo problema em liberar voos nos horários em que o aeroporto está um pouco mais ocioso, afinal, o terminal tem uma boa estrutura para movimentos pequenos. Mas como era antes, na década de 1990, início dos anos 2000, não há estrutura. A razão da transferência para Confins foi justamente essa, Pampulha não dava conta do volume de voos e passageiros que tinha”, disse.
“Se os voos voltarem para a Pampulha será uma competição desigual, todo mundo prefere não sair de BH para pegar seus voos”, completou Deusdedit.
Na pista de pouso e decolagem do aeroporto da Pampulha, não são necessárias reformas para receber aviões de grande porte, segundo o especialista Deusdedit Reis.
“A presidente Dilma Rousseff quando vem a Belo Horizonte desce no aeroporto da Pampulha com aviões Airbus e Embraer, portanto não é inseguro. A pista não tem problema, existe apenas uma dificuldade. Pampulha não tem aproximação de precisão para voo de instrumento. Ou seja, enquanto em Confins pode-se descer até 200 pés (60 metros) quando o tempo está ruim, na Pampulha o pouso do avião só pode ser feito com uma descida de até 800 pés (240 metros). Numa situação como esta, se não tiver visibilidade, o piloto precisa arremeter, não tem outra alternativa, mas isso não é um voo inseguro. Mas não há como melhorar isso com reforma ou equipamento, que seria uma espécie de rampa de três graus, porque de qualquer maneira os obstáculos no entorno da pista não permitiriam uma aproximação segura”, explicou.
Em 2007, a Anac proibiu que aeronaves com mais de 50 assentos operassem na Pampulha. Também estabeleceu que para sair de Belo Horizonte para outra capital, o avião teria que fazer uma escala dentro de Minas Gerais. Essa portaria foi anulada em 2010 e ficou definido que os critérios seriam avaliados caso a caso pela agência. Os voos atualmente autorizados são para aeronaves de até 70 assentos. “A limitação da Anac para aeronaves que comportam apenas 70 passageiros refere-se mais à capacidade do aeroporto de receber essas pessoas e não à segurança da pista”, afirmou Deusdedit.
TAM e Gol já avaliam criar partidas de Belo Horizonte
Questionadas pela reportagem sobre a possibilidade de voltar a operar no aeroporto da Pampulha, as companhias aéreas Gol e TAM informaram, por meio de nota, que não descartam ampliar suas operações e que novos voos estão sendo avaliados.
A TAM disse ainda que segue trabalhando para operacionalizar o acordo assinado com a empresa Passaredo para oferecer aos clientes mais nove destinos no país, incluindo Pampulha e Uberaba.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou 41 novos voos nacionais diretos do Aeroporto da Pampulha que vão operar ainda em 2015, segundo o deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB). Ivair pediu uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que será realizada no dia 5 de maio, às 15h30, para discutir o “novo plano de desenvolvimento do aeroporto da Pampulha” com representantes da Anac, da Infraero, do Estado, da prefeitura de Belo Horizonte e de outros órgãos envolvidos.
“Qualquer grande metrópole tem que ter no mínimo dois aeroportos em funcionamento total. Queremos saber os reais objetivos do governo”, disse o deputado. Ainda conforme Ivair, a Anac analisa pedidos de 12 novos voos solicitados pela Passaredo e pela Azul Linhas Aéreas.
Neste mês, a Azul lançou a rota entre BH e Vitória, no Espírito Santo. Já no dia 4 de maio, a companhia irá fazer os primeiros voos do terminal com destino a Brasília. No mesmo dia 11, será inaugurado o voo da Azul da Pampulha para o Rio de Janeiro, aeroporto Santos Dumont. Além disso, a companhia aérea Passaredo já iniciou a venda de passagens para voos sem escalas da Pampulha para Porto Seguro, na Bahia, a partir do dia 2 do mês que vem.
26/04/2015 08:01:29
Aviação agrícola é assunto sério
O piloto agrícola deve passar por uma série de testes para ser habilitado
Simone Gomes

Regido por um severo regulamento e fiscalização, a aviação agrícola exige comprometimento tanto dos pilotos como das empresas que exercem e, também, do próprio poder federal. Como se trata de aplicação em voo de produtos agrotóxicos, o processo exige métodos específicos para não gerar riscos aos servidores e ao solo explorado. Profissionais da aviação passam por um processo longo e rígido antes que estejam habilitados para o exercício.
A aviação agrícola é legislada a partir da lei federal que regulamenta a prática. Pelo fato de o avião ser o único meio de aplicação de defensivos com legislação específica, a entidade que dá respaldo à fiscalização é o Ministério da Agricultura e todas as superintendências estaduais. Mato Grosso, por exemplo, é o Estado que tem o maior número de aviadores agrícolas devido à extensão do ramo. Dessa forma, há uma necessidade de tratamento diferenciado.
Para a devida habilitação, segundo o regulamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o piloto deve ter uma licença PCM (Piloto Comercial) ou PLA (Piloto de Linha Aérea), cumprindo os requisitos presentes nos regulamentos RBHA 61, RBHA 91 e RBHA 137.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, o regulamento específico exige no mínimo 400 horas de voo do piloto para ele estar apto ao cargo.
“Para ser piloto agrícola tem que passar por quatro tipos de avaliação, além de ter um curso específico para a função, pois há alguns cuidados especiais que exigem certa experiência do profissional, como fazer voo baixo. Tem também treinamento de práticas preventivas, todo trabalho de insalubridade e periculosidade, entre outros pontos que fazem parte do treinamento”.
Fiscalização
A aviação agrícola é normatizada pelo decreto-lei 917, de 07/10/69 e regulamentada pelo decreto 86.765, de 22/12/81. Isso na esfera do Ministério da Agricultura. Na Secretaria de Aviação Civil, o principal documento é o RBAC 137 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e legislação complementar.
Além disso, as empresas aeroagrícolas precisam estar registradas nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas) e instalações licenciadas no âmbito dos órgãos ambientais de cada Estado.
Em Mato Grosso, equipes da Anac fiscalizam escolas e oficinas de manutenção continuamente, de forma programada, não programada e sempre quando há uma denúncia. As ações sobre segurança, segundo o órgão, são prioridade da agência e vão além das ações observadas nos saguões dos aeroportos, alcançando a certificação das aeronaves, a habilitação da tripulação e dos procedimentos de segurança adotados tanto pelas empresas quanto pelos aeroportos.
Em face da prioritária preocupação com os aspectos de segurança da aviação civil, a agência informou que trabalha com conceitos preventivos de mitigação de riscos, obtida por meio de ações de vigilância continuada e de monitoramento das operações.
De acordo com o presidente da Sindag, em Mato Grosso não há muitos indícios de irregularidades em torno da regulamentação, mas a Anac antecipa que, caso haja, os responsáveis serão penalizados.
“Quando constatadas irregularidades, a Anac abre processo administrativo para que sejam verificados os possíveis descumprimentos às normas da aviação civil pelos pilotos e/ou pelo operador ou empresa. Ao final do processo, se houver comprovação de irregularidades, os responsáveis podem ser autuados e multados, além da possibilidade de suspensão ou cassação de licenças, habilitações e certificados, ou, se for o caso, o fechamento ou suspensão da empresa”, disse o órgão através de nota.
abr 24, 2015
Construção e reforma de aeroportos regionais do AM começam no 2º semestre
Destaques, Economia
Amazonas terá 25 municípios beneficiados pelo projeto, cuja rodada de negociações acabou nesta sexta (24). Investimento nas obras é de R$ 1 bilhão |
A rodada de negociações entre os representantes da Secretaria de Aviação Civil (SAC), do Banco do Brasil e das 25 prefeituras envolvidas na construção e reforma dos aeroportos do interior do Amazonas foi finalizada nesta sexta (24), no auditório da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).
A presença dos prefeitos e representantes dos municípios beneficiados permitiu a exposição das propostas do governo federal, via SAC e Banco do Brasil, bem como a apresentação dos projetos de cada município. A previsão é que as obras de reforma e construção de novos aeroportos se iniciem no segundo semestre deste ano.
Os municípios beneficiados são São Gabriel da Cachoeira, Santa Izabel do Rio Negro, Barcelos, Maraã, Fonte Boa, Parintins, São Paulo de Olivença, Jutaí, Uarini, Itacoatiara, Amaturá, Tefé, Codajás, Maués, Coari, Nova Olinda do Norte, Borba, Tabatinga, Carauari, Manicoré, Eirunepé, Lábrea, Humaitá, Pauiní e Boca do Acre.
Os investimentos – a fundo perdido – giram em torno de R$ 1 bilhão, com verba oriunda do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa). A Seinfra participa prestando apoio institucional aos prefeitos e com a elaboração de projetos.
Participaram da reunião, além da secretária de Estado de Infraestrutura, Waldívia Alencar; Eduardo Bernardi, da SAC; Márcio Mafilli, coordenador de Planejamento da SAC; o secretário de Estado de Meio Ambiente, Antonio Stroski; o chefe da Casa Militar do Governo do Estado, coronel Wilson Martins; e o secretário executivo da Seinfra, Emerson Redig.
As três reuniões, realizadas entre 23 e 24 de abril, foram consideradas proveitosas e esclarecedoras por todos os que participaram do evento.
Elas abordaram temas como a Evolução do Programa de Aviação Regional no Estado do Amazonas; Regularização de Convênios de Delegação e Apresentação dos Projetos; e Detalhamento dos Investimentos Previstos, dentre outros temas.
Problemas e dúvidas
No decorrer do encontro desta sexta (24), os prefeitos delinearam suas dúvidas e problemas enfrentados pelos seus municípios para implementar os projetos apresentados.
O prefeito de Maués, Carlos Góes, considerou o encontro importante, por permitir a discussão dos problemas locais e os esclarecimentos prestados pelas autoridades presentes. O prefeito de Maués informou que o seu município saiu na frente nesse processo, inclusive no que diz respeito ao licenciamento ambiental para a obra.
O secretário geral da SAC, Eduardo Bernardi, explicou que o governo federal quer criar as condições necessárias para que os aeroportos do interior brasileiro possam operar de acordo com as normas exigidas pela Secretaria e pelo mercado.
Segundo ele, a prioridade dada ao Amazonas está ligada à escassez de outros modais, como o rodoviário, que permitam a interligação rápida entre os municípios e destes com a capital.
Com informações da assessoria
24 Abril 2015
Aeronáutica discute perigo para o setor aéreo no Amapá
O ponto crítico no Estado é o lixão de Santana, desativado, mas que continua atraindo aves
Da redação
Aeronáutica em parceria com a Infraero no Amapá promove hoje, sexta feira (24), às 14 horas, no auditório da Seção Judiciária do Amapá, um seminário sobre “Os riscos e responsabilidades no controle da fauna e a proteção da sociedade quanto ao transporte aéreo”.
Segundo o tenente coronel Marcos Antônio Carvalho de Lima, chefe do Cenipa 1 (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), a organização é o primeiro serviço regional que tem como missão investigar e prevenir acidentes aeronáuticos. Localizado em Belém, atende os estados do Pará, Maranhão e Amapá no âmbito da aviação como um todo.
Marco Antônio enfatiza que é um tema novo, incluído na Lei nº 12.725/12, que diz respeito ao risco da fauna, que será explanado para as autoridades, principalmente do Poder Judiciário e autoridades do Poder Executivo, a nível federal, estadual e municipal.
A Lei nº 12.725 tem uma grande importância junto as prefeituras municipais, porque cabem a elas o controle e a fiscalização do uso do solo, e quando se tem uma atividade que seja atrativa de fauna, ou seja, que atraem aves, estas podem colocar em risco as aeronaves dentro da área de segurança aeroportuária que é uma área de 20km ao contorno dos aeroportos. Dentro dessa área de segurança aeroportuária, existe a figura do operador do “aeródromo”. Em Macapá, a responsável é a Infraero. Se ela detecta, por exemplo, que um matadouro está atraindo aves, ela vai informar a prefeitura municipal que é dela o poder de fiscalizar e tomar as medidas cabíveis para que esse matadouro corrija tal situação.
Ponto crítico
O ponto crítico no estado é o lixão do município de Santana, que já foi desativado, mas continua atraindo aves pelo simples fato que não foram tomadas medidas de forma que pudesse recuperar a parte ambiental do lixão de Santana, que interfere justamente na final para pouso da pista 08 do aeroporto de Macapá.
Essas são situações abordadas pelo Marco Antônio, que precisam ser trabalhadas junto as prefeituras para que sejam corrigidas e assim diminuir os riscos das aeronaves que venham para pouso e decolagem no aeroporto de Macapá.
Esses acidentes envolvendo aeronaves não é tão comum ocorrer. Recentemente em agosto de 2014, uma aeronave de uma companhia que vinha para final de pouso na pista 02 do aeroporto de Belém, e justamente próximo do solo, teve a ingestão de uma ave na sua turbina direita. A aeronave arremeteu prosseguiu para um pouso. É uma situação desconfortável e coloca em risco os passageiros. Desse modo, é necessário a importância dentro da área de segurança aeroportuária, isto, é, condições mais seguras sem aves que possam vir a colidir com aeronaves.
Registro
Essa é a primeira vez que o fato acontece em Macapá. É parte de um planejamento do Cenipa 1, que realizou em 17 de setembro do ano passado o mesmo evento com as mesmas características na Seção Judiciária que aconteceu em Belém, e agora realiza o evento na Seção Judiciária do Amapá, em uma parceria com a Justiça Federal e estará realizando no dia 11 de junho de 2015, em São Luiz, na Seção Judiciária do Maranhão, com os mesmos objetivos convidando as autoridades do Poder Judiciário, Poder Executivo Federal, Estadual e Municipal.
De acordo com o Ten Cel e aviador Rubens Oliveira que é quem vai palestrar, falou do quanto o setor aéreo é afetado por falta de condições do saneamento básico, descartes de resíduos que nem sempre seguem as normas previstas em lei.
O objetivo da palestra é trazer as autoridades do Judiciário, procuradores, prefeitos, secretários de meio ambiente, toda sociedade civil (fora do setor aéreo), um problema que o setor aéreo enfrenta no Brasil, que é o risco de acidentes causados por colisões com fauna. Cita ainda que em média, esse número de colisões anuais é de 1.600 à 1.800 no país.
Ele explica também que os aviões são construídos a resistir a esse tipo de colisão, mais que os de pequeno porte, por exemplo, não resistem a esse tipo de colisão. Ele enfatiza alguns casos de acidentes com vítimas que muitas vezes não tem como identificar o motivo do acidente e com isso entra o investigador que acaba tendo essa restrição da própria situação em si. E a maneira de se reduzir isso é com o uso cada vez maior de exame de DNA pra tentar detectar a fauna em algumas aeronaves.
Um exemplo a ser citado aconteceu em Nova York em 2009, quando a aeronave pousou no Rio Rudson, a colisão foi com gansos que estavam migrando. Aqui o problema é mais facilmente resolvível, porque são colisões com urubus atraídos por resíduos sólidos, atividade que está sobre a atribuição dos municípios de acordo com a Constituição brasileira de 1988.
25 Abril 2015
Museu da Base Aérea vai passar por revitalização
Da redação
O Museu da Base Aérea, no município de Amapá, distante 302km de Macapá, foi encontrado em completo abandono pela equipe da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Na quarta-feira, 22, a comitiva da secretaria esteve no local para fazer um relatório sobre as condições do museu a céu aberto. O documento será entregue junto com o projeto de revitalização do local.
Atualmente, o espaço mais parece com um cenário de uma cidade fantasma. No local há apenas um vigilante e difícil é encontrar alguém por perto e que saiba dar alguma informação. Essa é a realidade do museu. A Base Aérea americana foi criada em 1941. O local foi utilizado como ponto de apoio durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1946, foi desativada e passou a ser um Centro Aéreo de Treinamento da Força Aérea Brasileira (FAB). Somente na década de 90, passou a ser um museu a céu aberto.
Atualmente, o local está deteriorado e muitas peças foram roubadas. A sala onde ficavam as informações do museu está abandonada e até mesmo os documentos históricos foram levados. De acordo com o vigilante, há pelo menos dois anos ninguém do governo aparecia no espaço. “Estou muito triste com a situação desse museu, que poderia está sendo visitado pelos amapaenses e turistas, mas está abandonado”, lamentou o secretário da Secult, Disney Silva. O mato tomou conta do espaço, mas ainda é possível ver a torre onde os zeppelins (dirigíveis da época) pousavam e paióis de munições. De acordo com o secretário a equipe está planejando organizar um espaço no próprio museu para reunir os tanques e carros antigos, que ainda estão no local, além de tornar o museu a céu aberto um espaço com condições de receber visitantes. “Precisamos valorizar o potencial histórico cultural do nosso Estado e garantir à população a oportunidade de conhecer locais como esse. Essa é a nossa história e precisamos valorizá-la”, enfatizou Disney.
A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) fará um relatório sobre a situação da museu e encaminhará ao governador Waldez Góes, junto com um projeto de revitalização do local.
Segunda, 27 Abril 2015 08:00
TAM tem ofertas especiais para destinos no Brasil e exterior

A TAM Linhas Aéreas acaba de anunciar a campanha promocional “Embarque Imediato”, que oferece tarifas promocionais em passagens aéreas para vários destinos nacionais e internacionais. As ofertas são ideais para aqueles que desejam embarcar em datas próximas e estarão disponíveis até às 8h de segunda-feira (27) para voos entre 1º de maio a 30 de junho.
É possível encontrar tarifas de voos nacionais a partir de R$ 69* o trecho entre Brasília e São Paulo/Congonhas/Guarulhos. Os voos entre Rio de Janeiro/Galeão e São Paulo/Guarulhos também estão com bilhetes promocionais a partir de R$ 95* o trecho.
Já para os destinos internacionais, as passagens de ida e volta em classe econômica podem sair a partir de R$ 1.537* nos voos entre Brasília e Londres e a partir de R$ 2.337* entre São Paulo e Cancún, por exemplo.
Os passageiros que adquirirem os bilhetes ganham pontos em dobro e ainda é possível resgatar as passagens com pontos do programa TAM Fidelidade, a partir de 4 mil pontos o trecho para destinos nacionais, a partir de 80 mil pontos ida e volta para a Europa e a partir de 60 mil pontos em voos de ida e volta para o Caribe.
As passagens podem ser adquiridas pelo site www.tam.com.br e em outros canais de venda, como agências de viagens e lojas da TAM e da TAM Viagens. É possível parcelar o valor em qualquer cartão de crédito aceito pela companhia. No TAM Itaucard, a compra pode ser dividida em até 10 vezes. A troca dos pontos da promoção deve ser feita exclusivamente pelo site ou nas lojas TAM e TAM Viagens.
Sexta, 24 Abril 2015 13:30
TAM Executiva apresenta aeronaves e soluções para o agronegócio
A TAM Aviação Executiva, representante exclusiva da Bell Helicopter e da Cessna Aircraft no Brasil, participa pela 9ª vez consecutiva da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola (Agrishow), que acontece de 27 de abril a 1° de maio, em Ribeirão Preto, São Paulo.
A empresa, que tradicionalmente apresenta as soluções mais adequadas ao agronegócio, marca presença na 22ª edição da feira e leva para a cidade uma variedade de produtos. Em exposição haverá um Caravan 675, a aeronave multimissão da Cessna, sucesso absoluto de vendas e que completa 30 anos de produção em 2015, além de um T206H Turbo Stationair, o monomotor com maior espaço interno dentre os fabricados pela Cessna e um dos mais vendidos da categoria. Partindo do aeroporto de Ribeirão Preto, para voos demonstração, haverá um Grand Caravan EX, a versão top de linha, o Cessna TTx, o monomotor a pistão com trem fixo mais rápido do mundo, além do Citation M2, o jato de entrada da Cessna que redefiniu o padrão de desempenho na categoria Very Light Jet.
A participação da TAM AE na Agrishow tem como objetivo conectar os empresários do setor com os produtos e soluções perfeitos para os seus negócios, permitindo que eles conheçam e experimentem suas possíveis novas ferramentas de trabalho. Em seu portfólio, há produtos para todos os gostos e bolsos, desde as aeronaves menores, para o empresário com demandas pontuais, até turbo-hélices e jatos, ideais para quem precisa se deslocar em um pequeno espaço de tempo, ou transportar um grande volume de carga.
O agronegócio responde por cerca de 25% das vendas totais da empresa, o que demonstra que o avião já é uma realidade no setor. “Cada vez mais este segmento percebe a importância da aeronave, seja no deslocamento entre grandes distâncias, incluindo regiões de difícil acesso, seja na logística para incrementar o negócio. E com isso, o avião deixa de ser uma mera opção e torna-se uma ferramenta de trabalho indispensável para quem quer manter-se competitivo em um mercado que não para”, afirma Leonardo Fiuza, Diretor da TAM AE. “O agricultor sabe que tempo é dinheiro e nós temos a solução adequada para ele voar cada vez mais alto”, completa.
A empresa ainda levará para a feira o seu time comercial de vendas de helicóptero, que apresentará ao público da Agrishow as principais novidades de asa rotativa. Com um valor baixo de entrada, o empresário do agronegócio pode garantir uma posição de um dos mais modernos helicópteros do seu portfólio, o Bell 505 Jet Ranger X, perfeito para o setor graças a sua versatilidade e baixo custo operacional.
24/04 - 14:29
Tap acredita que pilotos ainda vão recuar
Fernando Pinto |
O presidente da Tap, Fernando Pinto, acredita que a greve de dez dias ainda pode ser desconvocada. O executivo disse ainda que nos últimos dias a companhia fez reuniões com cerca de 400 pilotos pedindo que os profissionais tomem decisões acertadas.
"Os pilotos passam os dias tomando decisões", realçou Fernando Pinto, adiantando que, nos últimos dias, a Tap promoveu quatro palestras, para 400 pilotos, para lhes dar "o máximo de informação para possam tomar decisões acertadas".
Depois de ter sido recebido pelo Presidente da República, no Palácio de Belém, o presidente da Tap mostra-se otimista nas negociações com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), considerando que "há preocupação de todos os lados pelo bem da empresa".
A Tap admite que a paralisação pode ter custos de 70 milhões de euros, o sindicato que representa os pilotos também fez as contas e diz que os prejuízos devem ser de 30 milhões.?
Rafael Massadar
24/04 - 10:40
Azul adesiva aeronave com logomarca da parceira Wine.com.br
Aeronave sobrevoará todo o país com a logomarca da Wine.com.br |
A logomarca do e-commerce de vinhos Wine.com.br foi adesivada em uma aeronave da frota da Azul Linhas Aéreas que sobrevoará todo o país.
No final de 2014 as duas empresas firmaram um acordo, no qual a Wine.com.br passou a fazer a curadoria dos vinhos servidos nos voos internacionais da companhia. Com dez opções de vinhos a carta, que conta com bebidas originárias da França, Itália, Portugal, Argentina e Estados Unidos, foi selecionada pelos especialistas da Wine.com.br.
A instalação da logomarca na aeronave é uma continuidade da parceria entre as empresas: “Somos muito felizes em ter como parceira uma empresa como a Azul Linhas Aéreas, para a Wine.com.br é uma satisfação aplicar nosso Know-how em seleção, indicação e entrega para proporcionar novas experiências aos clientes da Azul”, afirma Rogerio Salume, CEO da Wine.com.br.
Thalita Cardoso




