AeroClipping, sexta-feira, 27/03/15 - ano XIII - nº. 56

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O Estado de S. Paulo

Choque de custo

pode onerar aéreas em R$ 2,5 bilhões

Polícia revista casa de copiloto suspeito de derrubar Airbus da Germanwings

Empresa aérea cria regra para que sempre haja duas pessoas na cabine do avião

O Globo

Desastre intencional

Presença constante de duas pessoas na cabine não é solução, afirma piloto da Air France

Atuais concessionários poderão participar das novas rodadas para leilão dos aeroportos

G1

Aeroporto JK amplia capacidade de pista e se mantém líder no país

Conheça desastres aéreos que podem ter sido provocados por pilotos

Senador diz que Aeroporto de Vitória vai ser concedido à iniciativa privada

Valor Econômico

TAM usa cautela para retomar liderança

Demanda aérea desacelera

Diário da Amazônia - RO (2)

MAP Linhas Aéreas lança voo a Manaus

Correio da Paraíba

Companhia pode iniciar vôos entre JP e Miami e ampliar malha aérea já existente na Capital

Em Tempo - AM

Aeroporto Internacional de Manaus está fora da lista de privatizações do govern

Jornal de Turismo

TAM eleva taxa de ocupação dos voos em fevereiro

Mercado&Eventos

Gol registra ocupação doméstica de 81%

Azul anuncia voos para Cascavel, Maringá e Joinville a partir de SP

Azul nega redução de oferta e esclarece ajustes na malha

Panrotas

Tam inaugura este domingo operação para Canadá

Nove aeroportos devem ser concessionados até 2018

Avianca registra queda de 10% na demanda em março


O Estado de S.Paulo

27 Março 2015 | 15h 04

Choque de custo

pode onerar aéreas em R$ 2,5 bilhões

Estimativa da Abear considera titlea do dólar e reversão da desoneração da folha de pagamento, que beneficia setor

Eduardo Rodrigues / BRASÍLIA

As empresas aéreas estão sofrendo um choque de custos neste ano. Além da titlea do dólar, que impacta em 60% das despesas do setor, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse que a reversão da desoneração da folha de pagamento também terá efeito significativo nas contas das empresas.

“Somados todos os fatores, temos uma estimativa de R$ 2,5 bilhões a mais em custos no decorrer de 12 meses”, afirmou Sanoicz ontem durante abertura do seminário “Aviação em Debate: os desafios do setor”.

Sanovicz evitou falar em demissões, mas disse que contratações não estão previstas no atual cenário econômico. “Se não houver nenhuma reversão das medidas propostas pelo governo e da situação do câmbio, as companhias terão que absorver esses custos, seja por meio da revisão das malhas de voo atuais ou por meio da revisão de procedimentos”, concluiu.

Para ele, caso o Congresso não alivie parte dessas medidas, que incluem também mudanças em alíquotas do PIS/Cofins, o crescimento no volume de passageiros registrado nos últimos anos corre o risco de começar a ser revertido. “Se a passagem de avião subir em média 10%, estudos mostram que 14% dos passageiros voltam a optar por viajar de ônibus.”

Já o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, afirmou que é necessário ainda discutir o ajuste fiscal com o Congresso, para ajustar as rubricas onde ocorrerão os cortes. “Sem perder o ajuste, é preciso manter a produtividade e o emprego. O ajuste é indispensável, mas o tamanho e a forma como vai acontecer será modulado pelo debate com o Congresso.”

Concessões. Padilha confirmou ontem que o governo estuda permitir que os atuais concessionários de aeroportos participem dos próximos leilões, desde que disputem apenas novos aeroportos que fiquem a um determinado raio de distância de seus atuais contratos.

O ministro voltou a dizer que os próximos aeroportos a serem concedidos serão os de Porto Alegre, Salvador e Florianópolis e que, daqui a seis meses,o governo abrirá um estudo para um novo lote de aeroportos.

“Analisamos nove aeroportos que podem ser concedidos”, disse. Padilha afirmou ainda que os aeroportos de Manaus, Santos Dumont (RJ) e Congonhas, não serão concedidos e continuarão sob gestão da Infraero.


O Estado de S.Paulo

27 Março 2015 | 15h 04

Polícia revista casa de copiloto suspeito de derrubar Airbus da Germanwings

Após análise de áudio de cabine da aeronave, autoridades francesas acreditam que Andreas Lubitz, de 28 anos, cometeu assassinato em massa ao lançar o avião contra as montanhas, matando todas as 150 pessoas a bordo

Andrei Netto

CORRESPONDENTE / PARIS

A queda do voo 4U9525 da Germanwings foi causada pelo copiloto, o alemão Andreas Lubitz, de 28 anos, afirmou ontem a Procuradoria da República, em Marselha, na França. Diante da suspeita, a polícia vasculhou a casa da família de Lubitz na cidade alemã de Montabaur e seu apartamento em Dusseldrof em busca de qualquer pista que possa explicar a tragédia.

Com base nas gravações de uma das caixas-pretas, a investigação apontou que o copiloto provocou a descida do Airbus A320 por iniciativa própria, até o choque com os Alpes. Como ele estava sozinho na cabine, ficou em aberto a razão da queda. Amigos da família disseram ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung que Lubitz teve uma crise de depressão alguns anos atrás – aparentemente quando fazia o curso de pilotagem –, mas atualmente estava bem.

As revelações sobre os 30 minutos finais do voo entre Barcelona, na Espanha, e Dusseldorf, na Alemanha, foram possíveis graças à captação dos sons da cabine pelo Cockpit Voice Recorder, uma das duas caixas-pretas, pelo Escritório de Investigação e Análise para a Aviação Civil (BEA, na sigla em francês).

Ontem,o procurador francês Brice Robin reuniu-se com as famílias das vítimas, comunicando-lhes o resultado preliminar da investigação. Às13horas, Robin convocou a imprensa e afirmou: “A queda do avião da Germanwings não foi um acidente, mas um crime”. As gravações indicam que o piloto foi ao banheiro e transmitiu o controle para o copiloto. “Quando ele ficou só, o copiloto manipulou o botão Flight Monitoring System para acionar a descida”, informou Robin, confirmando a atitude deliberada de derrubar o Airbus. “Ele acionou esse botão por uma razão que ignoramos, mas pode ser analisada como vontade de destruir o avião.”

Segundo Robin, o comandante bateu à porta da cabine, mas não foi atendido .A hipótese mais provável é que Lubitztenha acionado o mecanismo que bloqueia a entrada. A gravação capta sua respiração normal. “Ele estava vivo até o momento do choque.”

Durante a descida, os gravadores registram a voz de controladores de voo chamando o avião, sem resposta. Estão registradas também as tentativas do piloto de arrombar a porta, os alertas automáticos de baixa titleitude e de choque iminente. “A interpretação mais plausível é a de que o copiloto recusou-se a abrir a porta para o comandante e acionou o botão levando à perda de titleitude.”

Segundo a investigação, os 144 passageiros só compreenderam o que estava ocorrendo nos instantes finais, quando são registrados seus gritos.“ Até o momento, nada nos permite dizer que se trata de uma tentado terrorista”, afirmou o procurador.

“Acreditamos que o avião foi deliberadamente levado a colidir por vontade do copiloto”, disse Carsten Spohr, presidente da Lufthansa. “Trata-se de um assassinato em massa, não suicídio.

? Mudança de regras

Linhas aéreas de Grã-Bretanha, Alemanha, Irlanda e Noruega anunciaram que será obrigatória a presença de pelo menos duas pessoas na cabine de um avião.

? CENÁRIO:

Roberto Godoy

Empresa exige testes psicológicos anuais de todos os pilotos

A Lufthansa, controladora da Germanwings, adotou as avaliações psicológicas de seus tripulantes, dos pilotos particularmente, há cerca de 55 anos, quando ainda era uma empresa em consolidação. Criada em 1953, operava então com muitos ex-militares saídos dos quadros da Luftwaffe, força aérea alemã na 2.ª Guerra. A exigência foi mantida ao longo do tempo – atualmente, os quadros de voo das 20 companhias do grupo são submetidos a exames anuais. Assim, a possibilidade de o segundo piloto do voo 4U9525, Andreas Lubitz, ter entrado em um surto emocional extremo era vista como “fator surpreendente”, segundo uma psicóloga que presta serviços para transportadoras aéreas, ouvida ontem pelo Estado.No Brasil, houve um acidente semelhante há 32 anos.Em8 de junho de 1982, o voo 168 da extinta Vasp, comandado por Fernando Antonio Vieira de Paiva, terminou com o choque do Boeing 727-200 contra um morro da Serra da Aratanha, próximo de Fortaleza. Paiva,em silêncio de rádio, ignorou os alertas de choque do sistema de bordo e os do copiloto, a seu lado. Manteve o jato em rota de colisão – todos os 137 ocupantes da aeronave morreram.

ENTREVISTA

Henri Marnet Cornus,

ex-piloto de Airbus A340 e consultor de segurança de aviação civil

‘Surpreende a rapidez das investigações’

? Algo lhe surpreende na sequência de eventos que resultou na queda do avião da Germanwings?

Há algo que me surpreendeu muito, na condição de ex-comandante de Airbus A340, um avião que tem a mesma tecnologia do A320. O procurador afirma que o copiloto agiu de forma voluntária para fazer descer o avião usando um comando específico, o Flight Monitoring System. Eu me pergunto como podemos registrar o barulho de um comando que não faz barulho quando o manipulamos? Não sei de onde surgiu a informação, mas não é possível registrá-la com o Flight Data Recorder (uma das caixas-pretas). Tudo tem essa informação como base, o que leva à classificação do que ocorreu como homicídio voluntário, o que é grave.

? O senhor tem dúvidas sobre a lisura da investigação?

Não tenho outros elementos além dos que ouvi nos veículos de imprensa. Só questiono que, se não tivermos a certeza de que o copiloto manipulou esse comando, a tese desmorona.

? A trajetória descendente do avião não indica que o Flight Monitoring System foi acionado?

A trajetória indica que o piloto automático foi desligado e, nesse momento, ouve-se um alarme. O que me surpreende é que estamos indo muito rápido em uma investigação que deveria ser técnica e ter como base a segunda caixa-preta (o Flight Data Recorder), onde estão registrados os parâmetros técnicos. Quando há interesses em jogo, envolvendo companhias como Airbus e Boeing, tenho um pé atrás.

? Mas já houve outros casos de suicídios de pilotos.

Não tive essa suspeita antes.

Página de história de horror

GILLES LAPOUGE

? [email protected]

Um avião da companhia Germanwings, um Airbus 320, precipitou-se nos Alpes Franceses na terça-feira. Cento e cinquenta mortos. Trágico, como é trágico todo acidente de avião. Mas, ontem pela manhã, o quadro se modificou bruscamente: a queda da aeronave não se deu por acidente. Foi um ato voluntário.

Foi uma das duas caixas-pretas que provocou esta reviravolta. Ela falou e o que disse é alucinante. Tudo ocorreu nos últimos minutos do voo: o piloto saiu da cabine para ir ao banheiro. Quando quis entrar novamente, aporta estava trancada por dentro. E o avião começou um mergulho de milhares de metros .O piloto pediu para abrir a porta, mas não obteve resposta. Aparentemente, quis arrombá-la. Sem sucesso.

O copiloto estava mudo. Ele era o único que poderia ter feito uma manobra para este mergulho vertiginoso. Ele não falou, Não respondeu às perguntas dos controladores de voo, desesperados com o que estava acontecendo. Nas faixas da caixa-preta ouviu-se respirar durante toda a descida fatal: uma respiração calma. O avião se precipitou para o solo. Foi o fim. O promotor público de Marselha divulgou estas informações no final da manhã. Ele apresentou uma conclusão: o piloto queria destruir o avião.

E manobrou para isso. A tese do acidente deve ser abandonada. Só restam duas soluções: ou o piloto se suicidou, ou praticou um ato terrorista.

Por hora, é impossível estabelecer qual das duas hipóteses é a verdadeira.

Todos os olhares se voltam então para o copiloto. É um jovem alemão de28 anos, piloto desde 2013. Os alemães são bombardeados de perguntas. O que se sabe a respeito deste copiloto? Nada. Enfim, o comum: um apaixonado pela aviação, Um bom companheiro. Calmo. Nem um pouco extitleado.

A polícia alemã assegura que jamais se suspeitou que ele nutrisse alguma simpatia pela jihad. Pessoas próximas ao copiloto acabaram de chegar a Marselha e ao local do desastre, nos Alpes. Talvez seus testemunhos ajudem a esclarecer o homem.

A jihad? Mas se este jovem simpatizasse pelo islamismo radical, como poderia deixar de despertar suspeitas? Então, um suicida? Mas se suicidar provocando a morte de 150 pessoas? Esta conduta nos leva ao coração do horror, ao coração do impensável.

Assim, um acontecimento trágico, mas explicável (um acidente de avião), metamorfoseou-se sob nossos olhos e, de repente, ganhou destaque graças aos ruídos da caixa-preta, um dos grandes mistérios do nosso tempo.

Ao pavor que experimentamos diante deste drama, acrescenta-se o local do acidente. Minha família é originária dos Alpes Franceses, perto de Digne. Conheço bem esta região porque nasci em Digne e costumo passar ali parte das minhas férias. Estas são montanha rudes, austeras, negras.

Os lugares são magníficos e às vezes assustadores. Falésias, relevos violentos. Solidão. Florestas. Homens duros, corajosos, pouco falantes.

Vento, tempestades. Esta é uma das regiões da França onde perambulam os lobos. Nas montanhas próximas vagueiam duas matilhas de lobos: todos os elementos reunidos para tornar o que de início foi considerado um acidente técnico, a página rasgada de uma história de horror.

TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

? É CORRESPONDENTE EM PARIS É CORRESPONDENTE EM PARIS

 


O Estado de S.Paulo

26 Março 2015 | 12h 37

Empresa aérea cria regra para que sempre haja duas pessoas na cabine do avião

Objetivo da Norwegian é evitar que um dos pilotos consiga trancar o outro para fora da cabine; Air Canada adotará medida semelhante

O ESTADO DE S. PAULO

(Atualizada às 15h45)

BERLIM - A companhia norueguesa de baixo custo Norwegian decidiu implementar uma nova medida de segurança em seus voos, obrigando que pelo menos duas pessoas sempre estejam dentro da cabine do avião. A medida seria uma forma de prevenir que um dos pilotos evite o retorno do outro, como teria ocorrido na queda do voo 4U9525 da Germanwings, de acordo com informações reveladas nesta quinta-feira, 26, pelo promotor francês que investiga o caso.

Um dos pilotos estava trancado fora da cabine quando o avião da Germanwings caiu

"Isso significa que sem um dos pilotos precisar sair por qualquer motivo da cabine, para ir ao banheiro, por exemplo, um membro da tripulação deverá ocupar seu lugar até que ele volte", explicou um porta-voz da empresa à agência EFE. "A segurança vem em primeiro lugar."

O departamento de segurança da Norwegian emitiu um comunicado com a nova regra para todos seus funcionários, que começara a ser aplicada "o quanto antes. Em 2014, a Norwegian transportou 24 milhões de passageiros nas 424 rotas e nos 130 destinos que a empresa opera na Europa, África, Oriente Médio, Tailândia e Estados Unidos.

Outras empresas aéreas também anunciaram na tarde desta quinta-feira, 26, que adotaram a mesma medida. A Air Canada - a maior empresa de aviação do Canadá - disse que implementará "rapidamente a mudança na política da empresa", segundo um de seus porta-vozes.

Já a easyJet, outra empresa europeia de voos de baixo custo, revelou que a partir da sexta-feira a regra entrará em vigor em todos os seus voos. "A easyJet confirma que, efetivamente a partir de amanhã, mudará seus procedimentos", afirmou, em nota, a companhia, que disse ter consultado a autoridade britânica de aviação civil antes de determinar a mudança.

Já a easyJet, outra empresa europeia de voos de baixo custo, revelou que a partir da sexta-feira a regra entrará em vigor em todos os seus voos. "A easyJet confirma que, efetivamente a partir de amanhã, mudará seus procedimentos", afirmou, em nota, a companhia, que disse ter consultado a autoridade britânica de aviação civil antes de determinar a mudança.

EUA. A "regra de dois" já é uma rotina entre as empresas aéreas dos EUA. "As companhias aéreas dos EUA tem que desenvolver procedimentos que sejam aprovados pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês). Estes procedimentos incluem uma regra que, quando um dos pilotos deixa a cabine por qualquer motivo, outro membro qualificado da tripulação deve trancar a porta e permanecer na cabine até que o piloto volte para a sua posição", afirmou, em nota, a FAA.

/ EFE e AP

 


O Globo

27 mar 2015

Desastre intencional

Indícios de que copiloto derrubou Airbus fazem companhias mudar normas sobre cabines

Após o promotor que investiga a queda do Airbus A320 da Germanwings revelar que o copiloto alemão Andreas Lubitz se recusou a abrir a porta da cabine para o piloto e fez a aeronave cair deliberadamente nos Alpes, três companhias aéreas europeias anunciaram que exigirão que sempre haja duas pessoas na cabine, mesmo quando um dos pilotos sair. Em 2009, Lubitz passara por tratamento contra depressão. -PARIS E SEYNE-LES-ALPES, FRANÇA- É o “pior pesadelo”; “muito pior do que havíamos pensado”; de uma “incompreensível dimensão”. As manifestações de incredulidade, choque, descrença e horror partiram de líderes mundiais e cidadãos comuns, todos surpreendidos pela revelação do promotor francês Brice Robin de que, na terça-feira, o copiloto Andreas Lubitz fez o Airbus A320, da companhia alemã Germanwings, que fazia o voo 9525, entre Barcelona e Dusseldorf, se chocar intencionalmente contra os Alpes. Desta forma, Lubitz, de 28 anos, matou a si próprio e a todas as outras 149 pessoas a bordo — ainda não está claro, no entanto, o que o levou a fazer isso.

Em uma entrevista coletiva em Marselha, 180 quilômetros ao sul do local da colisão, Robin disse que, após a escuta da caixa-preta com a gravação do áudio da cabine, parece que a intenção de Lubitz foi “destruir a aeronave”.

— A interpretação que temos até aqui é de que o copiloto voluntariamente se recusou a abrir a porta da cabine para o comandante e ativou a sequência para a perda de titleitude — resstitleando que é possível escutar Lubitz respirando até o momento do impacto.

O serviço sueco de rastreamento aéreo FlightRadar24 informou que, segundo análises de satélite, a titleitude programada do avião no piloto automático foi titleerada para cem pés (30,5 metros), a menor possível: bem abaixo do local do acidente, que ocorreu a cerca de seis mil pés (1.829 metros) de titleitude.

O promotor francês disse que teve acesso à transcrição dos 30 minutos finais da gravação:

— Durantes os primeiros 20 minutos, os pilotos falam normalmente, animados, com cortesia. Não há nada anormal acontecendo.

Então, quando se preparava o procedimento de descida a Dusseldorf, Lubitz respondeu de “forma lacônica”, nas palavras de Robin. Depois, o comandante pede ao copiloto assumir o comando e é possível ouvir o barulho da porta fechando.

— Neste ponto, o copiloto está no controle, sozinho. É quando ele manipula o sistema de monitoração de voo para ativar a descida da aeronave. Esta ação só pode ser feita voluntariamente.

SEMPRE DUAS PESSOAS NAS CABINES

Em seguida, ouve-se o comandante implorando para entrar de volta na cabine, chegando a esmurrar a porta, mas o copiloto não reage. Durante a descida, controladores de tráfego repetidamente tentam contato com o avião, sem resposta.

— Escutamos vários gritos do piloto pedindo acesso pelo interfone. Ele se identifica. Mas não há resposta.

O tempo se esvai: foram dez minutos desde que o avião começa a descendente até se espatifar na cadeia de montanhas. Um alarme automático dispara na cabine, alertando da proximidade do solo e deixando os passageiros das primeiras fileiras amedrontados.

— Então, escutam-se fortes, violentos golpes, como que forçando a porta.

Nos últimos momentos, ouvem-se os gritos dos passageiros misturados às pancadas na porta. Segundo o promotor francês, “a morte de todos foi instantânea”.

Robin afirmou que não há indícios de motivação terrorista e que o copiloto não figura em listas de suspeitos. O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, reforçou a assertiva de não se tratar de terrorismo. De acordo com o promotor, o inquérito mostra que a colisão foi proposital, e ele estava considerando mudar a investigação de homicídio culposo para doloso.

— Não necessariamente chamaria de suicídio quando você tem responsabilidade por mais de cem vidas — disse Robin.

Agentes da promotoria federal alemã, que também investiga o caso, vasculharam a mansão de dois andares da família Lubitz, onde morava o copiloto, e o pequeno apartamento que ele tinha em Dusseldorf, onde pernoitava quando desembarcava no aeroporto da cidade tarde demais para ir para casa.

A Lufthansa, que controla a Germanwings, destacou dois aviões para trazer parentes das vítimas de Barcelona e Dusseldorf. A família do copiloto chegou à França para um tributo às vítimas, mas, de acordo com o promotor, está sendo mantida distante dos outros familiares.

As companhias aéreas norueguesa Norwegian Air Shuttle, a islandesa Icelandair e a britânica EasyJet anunciaram, ontem, que vão mudar os procedimentos para que sempre haja duas pessoas dentro da cabine do piloto. A finlandesa Finnair já aplica esta medida. A linha aérea de charters canadense Air Transat também vai tomar a mesma providência.

— Estamos horrorizados que algo desta natureza possa ter ocorrido. É o pior pesadelo — disse o CEO da Lufthansa, Carsten Spohr.

“Consternado pelos últimos detalhes dos investigadores”, escreveu no Twitter o presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy.

— As notícias dão a essa tragédia uma nova e simplesmente incompreensível dimensão — comentou a chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Ulrich Wessel, diretor da escola alemã Joseph Köenig, que perdeu 16 alunos na tragédia, afirmou que “as informações são muito piores do que se tinha imaginado”.

— Um indivíduo não tem o direito de acabar com a vida de centenas de pessoas e famílias — finalizou o operário espanhol Esteban Rodriguez, que perdeu dois colegas de trabalho no desastre aéreo.


O Globo

27 mar 2015O

Presença constante de duas pessoas na cabine não é solução, afirma piloto da Air France

FERNANDO EICHENBERG

Correspondente [email protected]

Após as últimas revelações sobre o acidente do Airbus A320 da Germanwings, há medidas que poderiam ser consideradas para tentar evitar este tipo de tragédia?

As portas blindadas se tornaram uma regra após o 11 de Setembro, com o objetivo de evitar um ato terrorista. Todas as companhias, primeiro as que serviam os EUA e, depois, as demais — foram obrigadas a instalar equipamentos para isolar a cabine de pilotagem. É evidente que o risco inerente do terrorismo nos obriga a ter este tipo de dispositivo. Retirar isso seria como, de uma dia para o outro, decidir não mais revistar os passageiros antes do embarque. Quando se tem uma porta blindada e um piloto na cabine, não há nenhum meio de evitar um ato de loucura. A única forma é simplesmente não ter loucos. Por isso que não podemos apressar as análises e as reações. O procurador de Marselha afirmou que se ouvia a respiração de quem pilotava o avião, mas não está indicado em parte alguma se havia uma terceira pessoa que se introduziu na cabine, e o que ela poderia ter feito ao copiloto. Precisamos nos ater aos fatos antes de tentar buscar soluções para coisas ainda pouco claras. É preciso saber quais foram as motivações que levaram esta pessoa a conduzir o avião ao acidente, e a partir deste momento, talvez, possamos encontrar soluções.

Na hipótese de um ato terrorista ou de suicídio, a porta blindada, neste caso, serve a quem comete a ação...

Nosso trabalho é baseado na competência e na confiança, e quando um ou outro é colocado em questão, forçosamente haverá um problema. Em todos os filmes americanos sempre há um traidor, pois se não há traidor, não há problema. Os seguranças do presidente da República estão armados e colados nele. Se um destes guarda-costas se tornar louco, matará o presidente. E não há nenhum meio de impedi-lo.

Evoca-se a recomendação, e por vezes mesmo a obrigação, de que na ausência breve do comandante da cabine, para ir ao toalete ou outra razão, um membro da tripulação deveria fazer companhia aquele que ficou no comando. O senhor faz isso quando deixa a cabine?

Com isso você apenas desloca o problema, não o resolve. Se você quiser realmente cometer um ato como o que ocorreu, há mil maneiras de proceder. Em vez de se encerrar no posto de pilotagem, pode pegar o extintor que existe na cabine e golpear a cabeça de seu colega, por exemplo. Não há solução. Pousei ontem vindo de Los Angeles. O voo dura 11 horas, e você não pode permanecer todo o tempo sentado sem se mexer e sem ir ao toalete. É impossível. E continuarei a fazer isso sem qualquer problema. Nem sempre chamo alguém da tripulação para fazer companhia ao copiloto. Por vezes, aproveito a visita de um comissário de bordo na cabine para sair, mas não o faço por temer um ato de loucura, e sim por uma simples razão convivial. A maioria dos aviões é pilotada a dois, e não é agradável ficar só, a presença de alguém, mesmo que silenciosa, faz bem.


O GLOBO

26/03/2015 13:01

Atuais concessionários poderão participar das novas rodadas para leilão dos aeroportos

Presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, prevê um aumento de custos do setor em R$ 2 bilhões em 2015

POR GERALDA DOCA

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, disse nesta quinta-feira que os atuais concessionários poderão disputar as novas rodadas de concessão dos aeroportos. Ele explicou que a participação desses operadores será condicionada a um raio de distância dos terminais já concedidos (Brasília, Guarulhos, Viracopos, Galeão, Confins e São Gonçalo do Amarante). Nos primeiros leilões, essa condição foi limitada e restrita para evitar problemas de concorrência.

O governo está fazendo estudos para conceder os aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Florianópolis e, dentro de oito meses, deverá iniciar os estudos técnicos para transferir ao setor privado mais nove aeroportos lucrativos, administrados pela Infraero que deverão ser entregues ao setor privado até 2018. Padilha informou que continuarão com a estatal Santos Dumont, Congonhas e Manaus. O aeroporto de Manaus por questões estratégicas e os outros dois resultados apresentados. A Infraero Serviços, nova subsidiária da estatal, também será responsável pela gestão dos terminais que não dão lucro.

— Tenho recebido vários players que estão entusiasmadíssimos nas próximas concessões _ disse o ministro, após participar da abertura de seminário sobre os desafios do transporte aéreo, realizado pela Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear).

AUMENTO DE CUSTOS

O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, disse que as medidas de ajustes propostas pelo governo (revisão da desoneração da folha e das alíquotas do Pis/Cofins) e a titlea recente do dólar vão aumentar os custos do setor em R$ 2 bilhões em 2015 - o que representa 10% do faturamento das empresas aéreas. Segundo ele, as companhias vão trabalhar para tentar reverter as medidas no Congresso e já estão cortando os planos de expansão. As demissões ainda não estão no radar e repasses para as tarifas podem ter efeito contrário, na redução do número de passageiros, informou.

— As companhias estão revisando o lançamento de novos voos e cortando rotas. Demissões não estão nos planos porque nós queremos preservar nossos ativos — disse Sanovicz, acrescentando que atualmente 111 milhões de passageiros viajam de avião e que há risco de um retrocesso nesse movimento, diante do cenário adverso.

As companhais aéreas pagam uma contribuição previdenciária de 1% sobre o faturamento e passarão a recolher 2,5%, de acordo o projeto enviado ao Congresso.

Já o ministro da SAC defendeu o ajuste, alegando que as medidas são importantes para assegurar a continuidade do crescimento do setor. Ele mencionou que o governo precisa ter sensibilidade nas discussões com o Congresso para evitar prejuízos à produtividade e manter os empregos.

— Para que o mercado possa crescer, nos precisamos do ajuste, mas ele deverá ser modulado nas discussões no Congresso — destacou o ministro.


G1

26/03/2015 22h38

Aeroporto JK amplia capacidade de pista e se mantém líder no país

Órgão da Aeronáutica elevou de 52 para 60 o número de 'voos por hora'.

Segundo lugar no Brasil é de Guarulhos, com até 47 aeronaves por hora.

Lucas Nanini

Do G1 DF

Avião na pista do Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília

Uma nova avaliação do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), órgão comandado pela Aeronáutica, elevou a capacidade de voos do Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, de 52 para até 60 voos e decolagens por hora. O terminal tem a maior capacidade de pista do país, à frente de Guarulhos, com 47 movimentos por hora.

O aeroporto da capital ultrapassou o terminal paulista em outubro do ano passado. A nova avaliação do CGNA não mudou a capacidade de pista em outros aeroportos. Em terceiro lugar aparecem Viracopos (Campinas), Jacarepaguá (Rio de Janeiro) e Confins, em Minas Gerais, com 31 voos por hora.

Assim como em 2014, o aumento aconteceu por causa das obras nos pátios, pistas de taxiamento e de pousos e decolagens das aeronaves. Há seis meses, a pista do Aeroporto JK podia receber 44 voos por hora.

Segundo a Inframerica, concessionária que administra o terminal do DF, a atualização representa média de 1.200 passageiros por hora.

A capacidade de pista é definida após análise das condições de operação, que leva em conta itens como qualidade da pista, visibilidade em situações meteorológicas adversas, tempo de ocupação, capacidade de pátio, direção do vento e a categoria das aeronaves.

De acordo com a Inframerica, o crescimento no número de operações tem aumentado a procura de empresas aéreas interessadas em solicitar novos voos. A concessionária diz que novos horários devem ser disponibilizados até o fim do ano.

Funcionário da Inframerica orienta aeronave na pista do Aeroporto JK, em Brasília

Desde o início do ano, cinco cidades recebem voos diretos da capital federal. Porto Seguro (BA), Macapá (AP), São José do Rio Preto (SP), Boa Vista (RR) e Aracaju (SE) foram as cidades atendidas pela TAM.

A Inframerica informa que mais dois trechos terão suas operações iniciadas no dia 1º de abirl: Ilhéus (BA) e Santarém (PA). No dia 1º de maio, Brasília ganhará um voo para Foz do Iguaçu (PR). Todos os voos serão realizados pela TAM.

Passageiros nas novas salas de embarque do Aeroporto JK, em Brasília

Segundo mais movimentado

O Aeroporto JK recebeu 18,14 milhões de passageiros em 2014 e se tornou o segundo mais movimentado do país. O número de usuários superou o de Congonhas, em São Paulo, que teve 18,13 milhões de passageiros durante o período, segundo a Infraero. Os dados incluem pousos, decolagens e conexões.

Em 2013, o aeroporto do Distrito Federal foi o terceiro de maior movimento, com 16,5 milhões de passageiros, contra 17,1 milhões em Congonhas. O aumento no número de usuários no aeroporto da capital federal foi de 9,6%.

O terminal de maior movimento no país no ano passado foi o de Guarulhos, que teve 39,5 milhões de passageiros em 2014. Em 2013, o aeroporto teve 35,9 milhões, segundo a GRU Airport, empresa que administra o espaço.

Segundo a Inframerica, foram 180 mil aeronaves em pousos e decolagens no terminal, média de 493 por dia, em 2014. O maior movimento ocorreu entre 18h e 20h. Os meses de maior movimento foram julho, com 1,62 milhão, e dezembro, com 1,69 milhão, devido às férias escolares e à Copa do Mundo de Futebol.

Em janeiro deste ano, o aeroporto registrou movimento recorde para o mês, com 1.788.582 de passageiros, segundo a Inframerica. O número foi 5,7% maior do que os 1,692 milhão de usuários que passaram pelo local em dezembro de 2014.

Em comparação a janeiro de 2014, quando o aeroporto recebeu 1,587 milhão de passageiros, o aumento foi de 12,6%. A média diária do terminal foi de 56,5 mil pessoas por dia. O número de pousos e decolagens foi de 15.825, 4% a mais do que em 2014, de acordo com a Inframerica.

Os voos internacionais levaram 63 mil passageiros ao terminal em janeiro deste ano, número 35% maior do que os 46,7 mil usuários com destino ao exterior que passaram pelo local em 2013.


G1

26/03/2015 12h21

Conheça desastres aéreos que podem ter sido provocados por pilotos

Voo da Germanwings se junta a lista de casos em que investigações apontam para ação deliberada de tripulantes na perda da aeronaves.

Da BBC

Em 1999, 217 pessoas morreram na queda do voo 990 da Egyptair perto de Nova York

As autoridades francesas que investigam a queda do voo U4 9525 da Germanwings acusaram o copiloto do Airbus A320, Andreas Lubitz, de ter deliberadamente causado o acidente que matou 150 pessoas na última terça-feira.

A acusação volta a lançar luz sobre um dos maiores temores de companhias aéreas e autoridades de segurança: o de desastres causados por quem deveria evitá-los.

Desde a década de 1980, há pelo menos cinco casos em que conclusões de investigadores apontaram para ações deliberadas de pilotos em quedas de aeronaves.

1. Voo 740, Mozambique Airlines (2013)

Em 29 de novembro de 2013, o voo TM740 partiu de Maputo, a capital de Moçambique, para Luanda, em Angola, mas caiu no parque nacional de Bwabwata, na Namíbia, matando todas as 33 pessoas a bordo. De acordo com a investigação oficial, o piloto do Embraer 190, João Abreu, lançou o avião deliberadamente contra o solo, aproveitando a ida do copiloto ao banheiro. Tanto Abreu quanto o copiloto haviam passado por avaliações psicológicas recentes.

2. Voo 990, EgyptAir (1999)

Trinta minutos depois de decolar de Nova York para o Cairo, em 31 de outubro de 1999, o Boeing 767 da EgyptAir caiu de 36 mil para 19 mil pés em apenas um minuto, uma descida violenta o suficiente para partir a aeronave em pedaços, que caíram no Atlântico. Todas as 217 pessoas a bordo morreram. A investigação das autoridades americanas mostrou que o piloto, Gamal al-Batouti, repetiu diversas vezes uma frase em árabe associada à proximidade da morte antes de o piloto automático ter sido desligado e o avião mergulhar dos céus. Uma análise dos destroços do leme sugeriu que Al-Batouti empurrara o manche de pilotagem para baixo enquanto o copiloto tentara puxar o seu para cima. As autoridades egípcias, porém, jamais aceitaram a conclusão das investigações.

3. Voo 182, SilkAir (1997)

Outro caso controverso. Em 19 de dezembro de 1997, um Boeing 737-300 da companhia indonésia SilkAir que fazia a rota entre Jacarta e Cingapura, caiu no rio Musi, na Indonésia, matando as 104 pessoas a bordo. Duas investigações obtiveram resultados diferentes: a coordenada pelas autoridades indonésias concluiu que era impossível determinar a causa do acidente, mas autoridades de segurança aérea americanas acusaram o piloto de deliberadamente iniciar uma descida suicida quando o copiloto saiu da cabine. As suspeitas aumentaram porque a caixa-preta que grava as vozes no cockpit foi desligada durante o voo.

4. Voo 630, Royal Air Maroc (1994)

Apenas dez minutos depois de decolar de Agadir, no Marrocos, para Casablanca, o avião ATR 42 da Royal Air Maroc que levava 44 pessoas a bordo se espatifou nas Montanhas Atlas, perdendo titleura subitamente quando estava a cerca 16 mil pés de titleitude. A investigação determinou que o piloto automático teria sido desligado deliberadamente pelo piloto, Younes Khayati.

5. Voo 350, Japan Airlines (1982)

Em sua aproximação final para a aterrissagem no aeroporto de Haneda, em Tóquio, o DC-8 da Japan Airlines caiu no mar depois de seu capitão, Seiji Katagiri, deliberadamente ter revertido a potência dos motores em voo - procedimento usado para frear a aeronave no solo. O avião acabou atingindo a água numa velocidade relativamente lenta. Apenas 24 dos 166 passageiros a bordo morreram. O capitão sobreviveu e foi a julgamento, mas foi absolvido por insanidade.


G1

26/03/2015 19h19

Senador diz que Aeroporto de Vitória vai ser concedido à iniciativa privada

Ferraço atribui a informação ao ministro da Secretaria de Aviação Civil.

Secretaria diz que não foram definidos os próximos terminais concedidos.

Do G1 ES, com informações de A Gazeta

Aeroporto de Vitória (Foto: Leandro Tedesco/ TV Gazeta)

Após oito anos de obra parada, o governo federal, segundo o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), vai conceder o Aeroporto de Vitória à iniciativa privada. Ferraço disse que a informação foi dada pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), nesta quarta-feira (25), em Brasília. A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República nega. (Atualização: Depois da publicação desta reportagem, a Secretaria enviou nota ao G1 e não colocou o aeroporto no Espírito Santo como um dos terminais concedidos. A nota informa que não há previsão para a próxima rodada de concessões.)

Ferraço disse que não há data definida para o leilão de concessão, nem se sabe se vai ocorrer ainda em 2015. "Mas o processo não vai começar do zero. A empreiteira que venceu a licitação da Infraero para a reforma, a JL Construções, não vai ter o contrato rompido", comentou o senador.

De acordo com o senador, Padilha agora trabalha junto ao ministério do Planejamento para garantir recursos e ter lastro do Fundo de Aviação para assinar a ordem de serviço de reinício das obras em Vitória. "É uma estratégia para escapar do decreto de contingenciamento que virá em breve para fazer superávit primário", disse Ferraço.

O senador comentou que o edital de concessão vai garantir que as obras - que já estarão reiniciadas segundo as estimativas da SAC - não sofram atraso nem descontinuidade. Se a JL tiver executado R$ 50 milhões em serviços, depois receberá esse saldo da concessionária via ressarcimento. A JL arrematou a concorrência orçando tudo em R$ 523 milhões. O terminal de Vitória é hoje um dos piores do país e opera estrangulado, acima da capacidade de passageiros.

Ferraço acrescenta que ainda se não sabe quanto terá de dinheiro para a Infraero investir, por isso, mantém cautela. “Seria irresponsável dar a ordem de serviço sem saber se a Infraero terá dinheiro. Não podemos mais frustrar os capixabas com tantos desencontros.Ele só terá a dotação em mãos nos próximos dias. Na última semana, em reunião com a bancada capixaba, Padilha disse que não havia dinheiro para tocar a obra. O Fundo da Aviação Civil seria a saída encontrada para a ftitlea de recursos ”, detalhou Ferraço a conversa que disse ter tido com o ministro.

Secretaria de Aviação

A Secretaria informou na nota que a presidenta Dilma Rousseff assinará decreto propondo a concessão dos terminais Salgado Filho, em Porto Alegre; Hercílio Luz, em Florianópolis; e Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador; e que ainda não foram definidos quais os aeroportos serão concedidos na próxima rodada.

Leia a nota da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

"A respeito da matéria publicada na tarde de hoje no G1 Espírito Santo, intitulada “Governo Federal decide privatizar aeroporto de Vitória”, a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República esclarece:

O Governo Federal não vai privatizar aeroportos. Vai, sim, conceder mais três à iniciativa privada. Até o fim da primeira semana de abril, a presidenta Dilma Rousseff assinará decreto propondo a concessão dos terminais Salgado Filho, em Porto Alegre; Hercílio Luz, em Florianópolis; e Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador. O processo dura um ano. Só em abril do ano que vem estes aeroportos passarão a ser operados pela iniciativa privada.

O regime de concessão funciona como uma espécie de empréstimo. As empresas entregam o bem público com as melhorias previstas em contrato terminada a concessão. Pela privatização, o bem público é vendido em definitivo. Portanto, não se trata de privatização, mas sim de concessão.

O Governo Federal pretende conceder mais seis aeroportos além destes três agora. A nova rodada de concessões será daqui a seis meses. Ainda não foram definidos quais os aeroportos serão concedidos na rodada de outubro.

Além destes nove, seis já foram concedidos nos últimos quatro anos: São Gonçalo do Amarante (RN), Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Brasília (DF), Galeão (RJ) e Confins (MG). São Gonçalo é um aeroporto novo (greenfield), com 100% de capital privado."

* Com colaboração de Rondinelli Tomazelli, de A Gazeta.

 


Valor Econômico

27/03/2015 às 05h00

TAM usa cautela para retomar liderança

Por João José Oliveira | De São Paulo

Francisco Recabarren, da TAM, vai ampliar conectividade de Brasília para decolar com aviões mais ocupados

A volta da TAM à liderança do mercado doméstico de transporte aéreo de passageiros em fevereiro - a Gol ficou à frente em dezembro e janeiro - comprova o acerto de não elevar a oferta de forma mais intensa, mesmo na titleo estação, disse ao Valor Francisco Recabarren, vice-presidente de negócios no Brasil da TAM.

Segundo ele, o ambiente macroeconômico em 2015 é “adverso e especial” pois é “dificil prever com precisão o que vai acontecer”. O executivo listou a forte volatilidade cambial e a fraca demanda como fatores que reduziram a previsibilidade este ano. A TAM foi a empresa, das quatro aéreas brasileiras, que menos cresceu em fevereiro deste ano na comparação com igual mês de 2013 em termos de oferta e de demanda. Mas com essa postura, conseguiu ser a única a melhorar a taxa de ocupação nos voos.

Em fevereiro, a TAM aumentou a oferta - em assentos-quilômetros disponíveis (ASK) - em 0,31%, para capturar urna demanda medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK) 1,27% maior, melhorando a taxa de ocupação em 0,78 ponto percentual para 82,57%. Com isso, a controlada pela Latam fechou o mês passado com 36,82% de participação de mercado.

“Lidamos com um cenário bastante desafiador com relação à demanda e, por isso, temos sido conservadores na nossa estratégia de oferta de assentos ao longo dos últimos seis meses”, disse Recabarren. Segundo o vice presidente da TAM, ao elevar a oferta de maneira pontual para atender à demanda de lazer na titlea estação, entre dezembro e fevereiro, surgem custos operacionais que podem comprometer a margem de rentabilidade da companhia.

Por isso, aponta o executivo, a TAM está preferindo transportar mais passageiros por meio de maior aproveitamento dos voos. “Temos melhorado a conectividade dos voos para oferecer um produto atrativo ao passageiro e gerar eficiência operacional e rentabilidade, disse Recabarren.

Em fevereiro de 2014, a TAM operou uma média de 750 voos diários e alcançou pontualidade de 90,6% dos voos. Em fevereiro de 2015, a empresa registrou média de 737 voos diários e teve pontualidade de 93,6% dos voos.

Essa já havia sido a estratégia da TAM em 2014, quando a companhia teve demanda 1,2% maior que em 2013, mesmo cortando i,i% da capacidade. Dessa forma, a aérea teve lucro operacional pela primeira vez desde 2011, de R$ 33,6 milhões - ante perda de R$ 470,4 milhões antes.

Para este ano, a Latam, holding chilena que é dona da TAM e da LAN, planeja manter estável a oferta no Brasil, mas elevar entre 4% e 6% a capacidade no restante do continente. “Podemos gerar mais demanda por meio de nossa conectividade no continente”.

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Com o exemplo da estratégia de aumentar a quantidade de passageiros sem ampliar a quantidade de assentos-quilômetros disponíveis, o vice presidente da TAM citou Brasília, que vai passar a atender nove novos destinos nacionais e outros dois internacionais a partir do terminal da capital federal. Esse hub (ponto de distribuição de voos) vai servir para estimular demanda de cidades secundárias, como Bauru e São José dos Campos, ambas no interior paulista, e Juazeiro do Norte, no Ceará.

Recabarren diz que ter a liderança no mercado doméstico brasileiro é relevante, mas dentro de um contexto que considera a rentabilidade da operação local. Por isso, aponta o executivo, os sinais emitidos pela demanda este ano demanda uma política de oferta racional.

“O momento é de ter calma, olhar o contexto. Por isso, estamos tranquilos com a escolha que fizemos, de ser cautelosos”, disse Recabarren. Para ele, aumento de oferta em contexto de demanda em retração pode provocar desequilíbrio no setor.


Valor Econômico

27/03/2015 às 05h00

Demanda aérea desacelera

Por João José Oliveira | De Sao Paulo

A demanda por transporte aéreo doméstico no Brasil cresceu 4,12% em passageiros-quilômetros transportados (RPK) em fevereiro ante igual mês de 2013, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Na mesma base de comparação, a oferta medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK) aumentou 4,76%.

A aviação comercial teve em fevereiro uma desaceleração em relação ao desempenho de janeiro. O ritmo de crescimento foi menos da metade da expansão da demanda apurada no primeiro mês do ano, de 9,2%.

Além disso, a taxa de ocupação em fevereiro foi 0,5 ponto percentual menor que a de um ano antes, atingindo 8o,io%. A oferta variou mais que a demanda na comparação anual, o que não ocorria desde julho de 2013.

As companhias que mais elevaram oferta foram as que mais perderam taxa de ocupação. A Avianca elevou a oferta em i8,i%, mas teve queda de 3,5 pontos percentuais na taxa de ocupação, para 85,2%. A Azul, que subiu a capacidade em 8,%, perdeu 2,3 pontos percentuais de “load factor”, que ficou em 78,97%. E a Gol, que incrementou a oferta em 2,9%, teve retração de 0,4 ponto percentual na ocupação média, que marcou 77,11%.

Já a TAM, que optou por elevar em apenas 0,31 ponto percentual a oferta, fechou o mês com taxa de ocupação 0,78 ponto percentual maior, em 82,59%.


Diário da Amazônia - RO

27/03/2015 - 25

MAP Linhas Aéreas lança voo a Manaus

Emerson Machado

DIÁRIO DA AMAZÔNIA

As aeronaves que farão as viagens no trecho são as ATR-72, produzidas por diversos fabricantes europeus

Com o objetivo de expandir os negócios e aumentar a oferta de viagens entre a capital rondoniense e Manaus, a MAP Linhas Aéreas vai disponibilizar voos diários entre as duas cidades. Com a viagem inaugural marcada para segunda-feira (30), o voo deve durar quase duas horas. A expansão da MAP, que conta com trechos em todo o Estado do Amazonas e do Pará, representa a confiança nas possibilidades de crescimento de Rondônia.

De acordo com Marcos Pacheco, diretor-executivo da companhia, mesmo em um momento de crise econômica no Brasil, é importante seguir investindo em mercados que tem potencial para receber a empresa. “Todo período de recessão é um período complicado para as empresas investirem, mas nós acreditamos no potencial da região Norte. Não tem como destacar a região Norte do restante do País”, afirma.

Segundo Pacheco, o fluxo de pessoas que precisam estar em Rondônia por trabalho e de pessoas que saem do Estado pelo mesmo motivo é muito grande. “Há pessoas que querem investir, há um fluxo de trabalho muito grande, não podemos desconsiderar isso e puxar o freio de mão [neste momento de crise econômica”, acentua. Ele ainda destaca o fato de que dificuldades todas as empresas passam, mas são nesses momentos que se deve acreditar na consolidação econômica do Brasil.

EMPRESA AMPLIARÁ VOOS PARA INTERIOR DO ESTADO

Em coletiva de Imprensa realizada ontem, o diretor revelou que as aeronaves que farão as viagens no trecho são as ATR-72, produzidas por diversos fabricantes europeus. Com capacidade para o trânsito de 66 pessoas, as aeronaves já são implantadas pela empresa em diversos trechos dos Etados em que atua.

A visão regional da MAP busca levar voos para lugares em que outras empresas não estão. Além do trecho Porto Velho – Manaus – Porto Velho, a companhia estuda implantar voos diretos de Porto Velho para o interior do Estado, para cidades como Cacoal e Vilhena. Atualmente, a única empresa que pousa nestas cidades é a Azul Linhas Aéreas – mas com um pequeno transtorno: passageiros com destino a Cacoal ou Vilhena viajantes da Azul devem ir a Cuiabá e depois voltarem aos destinos finais.

De acordo com Márcio Barreto, diretor de uma agência de viagens na capital de Rondônia, o transtorno que a Azul provoca ao fazer os passageiros seguirem à Cuiabá para depois Cacoal ou Vilhena gera custos, que deixa a viagem mais cara. “A promessa da MAP, que está chegando a Porto Velho, pode diminuir os custos de viagem aos passageiros que querem sair da capital e seguir apenas ao interior do Estado, sem precisar seguir até o Mato Grosso para então voltar”, comenta.

As aeronaves têm capacidade para 66 passageiros

FUTUROS CLIENTES DA MAP APROVAM NOVO TRECHO

Para o comerciante Alex Josué da Silva, o novo trecho oferecido pela MAP chegou em boa hora. Com idas pontuais à capital amazonense para compras de produtos eletrônicos para venda, Silva afirma que ter poucas opções de empresas que fazem a viagem faz o preço aumentar, principalmente em épocas de férias. “Houve um tempo que passagens aéreas para Manaus chegava a custar quase R$ 800. Então compensava os três dias no barco para poder ir. Mas hoje as coisas estão mudando e a concorrência entre companhias aéreas fez os preços baixarem”, explica.

Segundo Silva, a iniciativa da MAP é bem-vinda, pois até o turismo regional deve ficar facilitado. “Muitas pessoas querem ir a Manaus conhecer a cidade, que é famosa no Brasil inteiro, ou até pessoas de lá que querem conhecer a nossa terra, mas os preços são titleos e todo mundo fica com medo de gastar, agora então em tempos de crise deve ficar mais difícil viajar para longe”, alega. A afirmação faz comparação ao momento em que o País vive, quando viagens para o Nordeste, Sudeste e Sul (que são destinos muito procurados pelos nortistas) podem ficar ainda mais caras.

PERCENTUAL DE OFERTAS AUMENTOU

Ainda segundo Márcio Barreto, o número de voos oferecidos da capital de Rondônia para outras localidades subiu 20% em 2015. “A Azul é ainda a empresa que mais tem voos saindo de Porto Velho, mas o que temos hoje supre perfeitamente a demanda atual”, declara. Barreto ainda revela que há períodos do ano em que mais voos deveriam ser ofertados, como as épocas de férias do meio e fim de ano. Durante alguns feriados a demanda também cresce, mas nada tão alarmante como os cenários que são vistos em cidades maiores como São Paulo e Rio de Janeiro.

No entanto, a implantação do novo voo da MAP de Porto Velho a Manaus é bem-vindo pelo comerciante. “São mais opções dentro do próprio Brasil, já que viajar para o exterior, com a instabilidade do dólar tem ficado cada vez mais incerto”, revela. A indefinição da moeda norte-americana tem levado os passageiros a buscarem ainda mais destinos como Fortaleza, Natal e Maceió.

O trecho inaugural da MAP no Estado pode abrir um leque de conexões antes dificultadas por outras empresas. Além disso, a companhia conta com voos por quase todo o Estado do Amazonas, com pousos nas cidades de Carauari, Lábrea, Humaitá, Manicoré e Parintins. Há ainda aterrizagens em cidades paraenses como Santarém, titleamira e Belém. E a característica regional amazonense da empresa deve continuar.


Correio da Paraíba

27/03/15 às 07h46

Companhia pode iniciar vôos entre JP e Miami e ampliar malha aérea já existente na Capital

Informações foram repassadas pelo secretário de Turismo de João Pessoa, Bruno Farias, pelas redes sociais

Por Redação, com Jornal Correio da Paraíba

Reprodução

Imagem Ilustrativa

A TAM Linhas Aéreas estuda a possibilidade de iniciar voos entre João Pessoa e Miami (EUA), Campina Grande e Brasília, além de ligar a capital paraibana a Fortaleza. Existe ainda um estudo para ampliar a malha aérea já existente entre João Pessoa e Brasília. As informações foram repassadas pelo secretário de Turismo de João Pessoa, Bruno Farias, pelas redes sociais.

“Muito produtiva a reunião com Diretores da TAM, que se comprometeram em viabilizar um voo Campina Grande-Brasília, um voo João Pessoa-São Paulo, além de fortificar a malha já existente entre João Pessoa-Brasília. Além disso, houve o compromisso de iniciar estudos de viabilidade econômica para rotas regionais (exemplo: João Pessoa-Fortaleza) e, também, para uma possível rota internacional inédita (João Pessoa-Miami), já que a TAM vem investindo em rotas internacionais partindo do Nordeste, tais como Recife-Buenos Aires e Fortaleza-Miami”, escreveu Bruno Farias, em seu perfil no Facebook.

Nessa quinta-feira (26), uma comitiva liderada pelo secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Laplace Guedes, esteve reunida com diretores da TAM e da Gola’, a proposta do governo do estado de reduzir a alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de 17% para 12%, no combustível de aviação. Em troca, as companhias aéreas aumentariam as operações nos aeroportos de João Pessoa (Castro Pinto) e Campina Grande (João Suassuna), ocupando os horários ociosos.


Em Tempo - AM

mar 27, 2015

Aeroporto Internacional de Manaus está fora da lista de privatizações do governo

Economia

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes foi uma das promessas de legado da Copa de 2014 em Manaus. Oito meses depois do evento, as obras de ampliação e reparo continuam– fotos: Diego

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, voltou a descartar, nesta quinta (26), em Brasília, a possibilidade de o aeroporto internacional Eduardo Gomes ser privatizado na onda de concessões que o governo brasileiro pretende fazer à iniciativa privada até 2018.

Segundo ele, a capital amazonense vai desempenhar um papel fundamental no fortalecimento do setor aéreo na Amazônia Legal, região que é considerada, estrategicamente, como o foco da aviação regional no norte do país.

As declarações do ministro foram concedidas em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, durante o evento ‘Aviação em Debate – Desafios do Setor’, realizado, na capital federal, pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) – entidade que reúne representantes do setor aéreo.

Padilha afirmou ainda que a operação do aeroporto internacional de Manaus vai ser mantida sob a responsabilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que será desmembrada em três empresas: Infraero Participações, Infraero Navegação Aérea e Infraero Serviços.

“Manaus, além dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), estão fora de qualquer processo de concessão. Eles vão ser operados pela própria Infraero”, enfatizou.

Estudo de viabilidade

De acordo com Padilha, o governo federal vai iniciar, ainda neste primeiro semestre, um estudo para analisar a viabilidade para privatizar um lote com nove aeroportos que poderão ser concedidos à iniciativa privada.

Segundo ele, os três primeiros casos a serem analisados serão os aeroportos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e o de Salvador (BA). “Vamos estudar daqui a seis meses um novo lote de concessões”, contou.

O ministro salientou que o crescimento de 7% do setor aérea nacional é um fator que tem atraído o interesse de empresas que posssuem planos para abocanhar uma fatia do controle dos aeroportos brasileiros.

“Tenho recebido quase que diariamente players para as concessões entusiasmadíssimos. Há muito expectativa, pois todos sabem que a aviação civil no Brasil vai crescer 7%. É um grande negócio”, declarou em tom de otimismo.

Para Padilha, a concessão de alguns aeroportos eleva o nível de operação dos terminais brasileiros, enquanto que a manutenção de outros, como o de Manaus, dará fôlego financeiro para a Infraero.

Placa indica que obras no aeroporto deveriam terminar em 2013, mas os trabalhos continuam

O setor aéreo brasileiro deverá perder R$ 2,5 bilhões se o Congresso Nacional aprovar as medidas de ajuste fiscal, propostas pelo governo federal. A estimativa do prejuízo anual das empresas é da Abear.

Segundo a entidade, o valor contabiliza a redução da desoneração da folha de pagamento – com elevação de 1% para 2% sobre o faturamento bruto anual -, titleerações nas alíquotas de PIS/Cofins, além da titlea do dólar – que afeta 60% das despesas das empresas.

No total, as despesas mensais do setor já subiram em 25% com a elevação dólar, nas últimas três semanas, de acordo com dados do presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Ônibus e avião

Conforme ele, um estudo da entidade mostra que 14% dos usuários de transporte aéreo estão dispostos a parar de viajar de avião para fazer viagens de ônibus caso as passagens fiquem até 10% mais caras. “Temos 111 milhões de brasileiros voando, por ano, no Brasil, e queremos lutar para manter esse patamar”, afirmou Sanovicz.

O ministro Eliseu Padilha defendeu, ontem, os ajustes fiscais propostos pelo governo federal. Segundo ele, o momento requer um esforço para que as medidas surtam resultados positivos.

“O ajuste fiscal não é feito para o governo, mas é feito em favor do Brasil. Se o ajuste não for bem sucedido, a conta vai cair em cada um dos brasileiros. Portanto, temos uma meta e essa meta precisa ser atingida”, declarou.

De Brasília (DF), por Anwar Assi (Jornal EM TEMPO)

 


Jornal de Turismo

26 Março 2015 12:45

TAM eleva taxa de ocupação dos voos em fevereiro

Com perspectivas de incerteza econômica e retração da demanda no setor aéreo em 2015, a TAM Linhas Aéreas melhorou a taxa de ocupação dos voos domésticos e internacionais no último mês de fevereiro.

“Lidamos com um cenário bastante desafiador com relação à demanda e, por isso, temos sido conservadores na nossa estratégia de oferta de assentos ao longo dos últimos seis meses", afirma Francisco Recabarren, vice-presidente de Negócios Brasil da TAM Linhas Aéreas. "Temos melhorado a conectividade dos voos para oferecer um produto atrativo ao passageiro e gerar eficiência operacional e rentabilidade, que são importantes para tornar a nossa atividade sustentável no longo prazo".

Nos próximos meses, a TAM seguirá com flexibilidade e disciplina de capacidade, buscando eficiência operacional e planejamento estratégico da malha aérea para assegurar a rentabilidade de suas operações.

Dados de fevereiro

No segmento doméstico, o load factor da TAM subiu para 82,6%, em um crescimento de 0,8 pontos percentuais sobre a mesma taxa obtida em fevereiro de 2014, segundo dados da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) divulgados hoje (26/3).

Como consequência do aumento da ocupação em fevereiro, a companhia voltou a liderar o mercado aéreo doméstico no Brasil, com market share de 36,8% no mês.

No segmento internacional, a TAM também conseguiu elevar a taxa de ocupação a 81,4% (2,6 pontos percentuais acima do load factor registrado em fevereiro de 2014) e liderou o mercado nacional, com participação de 69,8%.

A participação de mercado é calculada em RPK (demanda por passageiros-quilômetros transportados).


Mercado&Eventos

27/03 - 09:42

Gol registra ocupação doméstica de 81%

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. anuncia os números prévios de tráfego do mês de fevereiro. As comparações referem-se ao mesmo período de 2014 e ao acumulado de 2014. A taxa de ocupação doméstica nos dois primeiros meses de 2015 foi de 81,0%, um aumento de 3,1% frente ao mesmo período de 2014.

No mês de fevereiro de 2015, atingiu 77,1%, uma redução de 0,4% na comparação com fevereiro de 2014. No acumulado dos últimos doze meses (UDM), a taxa registrou 78,3%, uma expansão de 6,1% contra o mesmo período de 2014. A diferença temporal do feriado de Carnaval em fevereiro de 2015 e março de 2014 impactou este indicador.

A demanda doméstica nos dois primeiros meses de 2015 aumentou 8% frente ao mesmo período de 2014. No mês de fevereiro de 2015, houve um aumentou de 2,9%, e no acumulado UDM a expansão foi de 6,5%, frente aos mesmos períodos de 2014. O número de passageiros transportados pagos no sistema total nos dois primeiros meses de 2015 aumentou 4,8% quando comparado ao mesmo período de 2014 e no acumulado UDM foram transportados 11,9% a mais quando comparado com o mesmo período do ano passado.

Thalita Cardoso

 


Mercado&Eventos

26/03 - 16:47

Azul anuncia voos para Cascavel, Maringá e Joinville a partir de SP

 

Voos têm início no dia 11 de maio

O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, terá três novos destinos atendidos com voos diários e sem escalas pela Azul a partir de 11 de maio: Cascavel, Maringá e Joinville. Com as novidades, a companhia chegará a 16 cidades servidas em operações sem escalas ou conexões a partir do terminal paulista.

“Os novos voos são ideais para quem viaja principalmente a negócios, uma vez que ligaremos regiões com forte relevância em setores como o agronegócio diretamente à maior capital estadual. Além disso, Joinville, Maringá e Cascavel são algumas das cidades mais desenvolvidas do interior de suas respectivas regiões e chamam a atenção de turistas e empresários”, comentou Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul. “Além disso, com o acréscimo de voos em Guarulhos ultrapassamos a marca de 15 destinos atendidos a partir deste aeroporto, o que demonstra os investimentos que estamos promovendo em um dos principais terminais da América Latina”, completou.

A companhia ofertará dois voos para Joinville e Maringá – o que totalizará 24 ligações semanais entre cada destino paranaense e Guarulhos –, assim como uma ligação para Cascavel (serão, ao todo, 12 conexões por semana com a capital paulista). Uma das conexões para o destino catarinense terá início em 1º de setembro, após o término do período de baixas temperaturas na região Sul.

Em Guarulhos, além de oferecer três novos destinos de forma direta a partir de maio, a companhia conta com voos para cidades em todo o país, como Porto Seguro, Brasília, Caldas Novas, Belo Horizonte (Confins e Pampulha), Fortaleza e Goiânia.

Pedro Menezes

 


Mercado&Eventos

26/03 - 18:35

Azul nega redução de oferta e esclarece ajustes na malha

Ao contrário do que foi publicado, a Azul divulgou, em nota a imprensa, que não está reduzindo sua oferta. “Vamos reajustar nossa malha para fortalecer rotas com maior demanda como Fort Lauderdale/Miami e Orlando e aumentar destinos em Guarulhos”, esclareceu Antonoaldo Neves, presidente da companhia.

No cenário doméstico, as titleerações ampliarão destinos a partir de Guarulhos (Maringá, Cascavel, Florianópolis). Com isso, a empresa manterá sua média de mais de mais 850 voos diários para mais de 100 destinos. No internacional, a Azul dobrará sua oferta diária para Fort Lauderdale/Miami e Orlando, com quatro voos por dia.

Serão três novos voos regulares semanais para Fort Lauderdale/Miami, além de frequências extras no período de 2 de abril a 4 de maio, totalizando 30 voos semanais. Orlando contará com operações complementares entre 1º de julho e 9 de agosto, ampliando para 230 o número de ligações internacionais, cerca de 40 semanais.

“Temos feito ajustes pontuais em nossa malha aérea, ampliando frequências em alguns mercados e reduzidos em outros. No entanto, essas mudanças não afetarão nossa capacidade de oferta. Queremos aproveitar oportunidades”, completou Antonoaldo.

A recente decisão da companhia em aumentar a oferta de voos para Fort Lauderdale e Orlando é um reflexo do sucesso desses mercados, e foi o que motivou a empresa a alocar todas as aeronaves disponíveis no momento para essas rotas ao invés de iniciar as operações para Nova York em julho, conforme planejado.

"Esse adiamento se deu por entendermos que é um movimento importante para aproveitarmos o verão norte-americano e as férias de julho mantendo a excelente taxa de ocupação que temos observado", completa. A Azul anunciará a nova data estimada para o início das operações para Nova York em breve.

Pedro Menezes

 


Panrotas

27/3/2015 10:12:00

Tam inaugura este domingo operação para Canadá

Diego Verticchio

A Tam inaugura neste domingo seu primeiro voo para Toronto, no Canadá. A operação será realizada cinco vezes por semana (terças, quintas, sextas, sábados e domingos), em uma extensão dos voos JJ8102 e JJ8103, que já ligam os aeroportos de São Paulo (Guarulhos) a Nova York (JFK). Os passageiros do Rio de Janeiro também se beneficiarão do trecho a partir dos voos JJ8078 e JJ8079, que operam a rota Rio de Janeiro/Galeão – Nova York.

O voo JJ8102 decolará às 11h15 (horário local) do aeroporto John Fitzgerald Kennedy, em Nova York, chegando na cidade canadense às 13h (horário local). No sentido inverso, o voo JJ8103 decolará de Toronto às 16h35, chegando na Big Apple às 18h30. A PANROTAS é a única mídia especializada a embarcar no voo inaugural e você poderá acompanhar notícias e fotos sobre esta nova operação na próxima semana.

“Estamos empenhados em oferecer, cada vez mais, o produto aéreo com a maior conectividade nas Américas. Em paralelo, buscamos, desde 2011, mais eficiência e um melhor aproveitamento dos nossos ativos, tendo em vista o atual cenário de titlea competição e de avanço dos custos operacionais. Por isso, essa ampliação de rota traz como benefício adicional uma maior otimização do uso das aeronaves, pois aproveita o tempo em que os aviões utilizados na rota São Paulo/Guarulhos – Nova York ficariam parados no aeroporto norte-americano”, afirma a presidente da Tam, Claudia Sender. A presidente destaca ainda que o Canadá poderá ser acessado por passageiros de outros países.

Com esse lançamento, a Tam passa a voar para todos os três países da América do Norte, atendendo a três cidades dos Estados Unidos (Miami, Nova York e Orlando), duas no México (Cancún e Cidade do México) e Canadá (Toronto).


Panrotas

26/3/2015 20:15:00

Nove aeroportos devem ser concessionados até 2018

Maria Izabel Reigada

BRASÍLIA - Embora novas concessões de aeroportos não devam acontecer neste ano, como anunciou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, esta semana em evento sobre gestão de aeroportos, o ministro disse hoje que nove aeroportos devem ser concessionados até 2018. “Trabalhamos com um lote de nove aeroportos que poderão ser entregues à iniciativa privada, dentro de modelo de concessão que está em estudo”, disse o ministro, que nesta semana já havia anunciado a provável redução na participação da Infraero nas concessões futuras. Nos seis aeroportos entregues à administração da iniciativa privada, a Infraero detém 49% de participação em cinco deles – a exceção é São Gonçalo do Amarante (RN).

Hoje, em participação no evento Aviação em Debate, promovido pela Abear, o ministro afirmou que empresas que participam dos consórcios administradores de aeroportos brasileiros talvez possam ser candidatas nas futuras licitações. “Estamos estudando um modelo em que as empresas que já participam das concessões aeroportuárias possam administrar novos aeroportos... Talvez optemos pelo critério de um raio de distância, para assegurar a concorrência”, antecipou. “Estamos analisando”, disse o ministro, que já havia anunciado que os aeroportos de Salvador, Florianópolis e Porto Alegre fazem parte do grupo de futuras concessões.


Panrotas

26/3/2015 19:52:00

Avianca registra queda de 10% na demanda em março

Maria Izabel Reigada

BRASÍLIA – O aumento da demanda aérea doméstica registrado nos meses de janeiro e fevereiro, na comparação com os mesmos períodos de 2014, não deve se manter neste mês. Segundo o vice-presidente comercial e de Marketing da Avianca, Tarcísio Gargioni, até ontem a companhia já registrava redução de 10% na demanda. “A hora da verdade é o mês de março, que trará números bem diferentes dos registrados no início do ano. Até ontem, na comparação com o mesmo período do ano passado, já tínhamos verificado queda de 10%”, contou o executivo, durante o evento Aviação em Debate, promovido pela Abear hoje, em Brasília.

Em painel sobre os desafios do setor, marcado por declarações pessimistas dos representantes das quatro aéreas brasileiras associadas à Abear, Gargioni falou também sobre o resultado no transporte de cargas. “Neste primeiro trimestre devemos registrar queda de 12% no transporte de cargas, na comparação com os primeiros três meses de 2014”, contou. “E esse tipo de transporte é diretamente proporcional à atividade econômica”, alertou. Nesta semana, durante o Fórum PANROTAS, o presidente da Avianca, José Efromovich, também havia falado com cautela sobre as projeções para 2015.