O Estado de S. Paulo
Queda de avião na França deixa 150 mortos; caixa-preta é encontrada
Governo confirma concessão dos aeroportos de Salvador, Porto Alegre e Florianópolis
Acidente na França põe fim à euforia na indústria da aviação
Folha de São Paulo
Companhias aéreas ampliam promoções para manter voos
Avião pode ter se despressurizado, dizem analistas
Acidente na França gera a pergunta: voar está mais perigoso?
O Globo
Buscas por corpos de vítimas do avião que caiu na França recomeçam
G1
Avião com problema em motor faz pouso de emergência na Rússia
Jornal da Cidade - PI
Governo finaliza aeroporto de SRN para homologação
Espírito Santo Hoje
Ministro anuncia para primeiro semestre de 2016 novas concessões de aeroportos
Jornal de Turismo
Primeiro Boeing 737-400F da Modern Logistics chega em maio
Mercado&Eventos
Lufthansa diz que opera com normalidade
Congonhas, Santos Dumont e Manaus não serão privatizados
Brasil e Canadá fazem acertos para acordo de cooperação em aviação
Obras vão duplicar capacidade do Aeroporto de Goiânia
Panrotas
Duas nacionais ainda olham Tap com interesse
Veja ranking de potencial dos aerop. regionais brasileiros
Galeão e SDU terão melhorias para os Jogos Olímpicos
Deutsche Welle
Germanwings é a terceira maior empresa aérea alemã
Quarta-feira, 25 de março de 2015
Queda de avião na França deixa 150 mortos; caixa-preta é encontrada
Aeronave da Germanwings, subsidiária da Lufthansa, teve redução brusca de titleitude antes do acidente, mas tripulantes não emitiram mensagens de emergência; voo 4U9525 havia decolado de Barcelona com destino a Dusseldorf, na Alemanha
Andrei Netto
CORRESPONDENTE / PARIS
TRAGÉDIA
Plano de voo
Dados mostram que voo 4U9525 manteve velocidade quase constante, mas perdeu titleitude por cerca de 9 minutos antes de cair
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fonte: flightradar24 |
infográfico/estadão |
A queda de um avião Airbus U A320 da companhia alemã Germanwings em uma das montanhas dos Alpes Franceses na manhã de ontem deixou 150 mortos – 144passageiros e 6 tripulantes. Alemães e espanhóis são a maioria das vítimas. Mesmo com a localização de uma das caixas-pretas, a tragédia aérea – a maior registrada em solo francês em30 anos – ainda tinha causas desconhecidas até o fim da noite.
O mistério gira em torno da perda abrupta de titleitude, da trajetória e da ftitlea de comunicação dos pilotos com o controle de tráfego aéreo. O desastre ocorreu37minutosapósoavião decolar do aeroporto El Prat, em Barcelona, na Espanha, em direção a Dusseldorf, na Alemanha. Ao cruzar a cadeia de montanhas dos Alpes, a aeronave voava em velocidade de cruzeiro, a 870km/h, quando começou a perder titleitude, descendo de11,5milmetrospara2milmetros em oito minutos, em trajetória retilínea – fora dos padrões em caso de perda de controle–, desaparecendodosradaresàs10h53. A queda ocorreu no Maciço de Trois Evêchés, região de relevo acidentado do município de Méolans- Revel, a 750 quilômetros de Paris, perto da fronteira com a Itália.
A notícia de que um alerta de desastre havia sido emitido pelos pilotos às 10h47 chegou a ser divulgada, mas a advertência havia sido lançada pela Direção-Geral de Aviação Civil (DGAC) logo após o desaparecimento. “Os tripulantes não emitiram um‘ SOS’”, informou o órgão. “Foi a conjunção entre a perda de contato de rádio e a descida do aparelho que levou o controlador aéreo a emitir o aviso de desastre.”
A perda de contato por rádio também levou o Ministério da Defesa a ordenar a decolagem de um caça, que partiu com o intuito de evitar a eventual realização de um atentado terrorista. Ao mesmo tempo, um helicóptero iniciou buscas.
Resgate. Os primeiros moradores e as equipes de socorro chegaram ao local cerca de meia hora após o acidente. Lá, encontraram a fuselagem pulverizada e destroços espalhados ao longo de mais de 2 quilômetros. Quando essas informações chegaram a Paris, o presidente da França, François Hollande, as transmitiu à chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e ao rei da Espanha, Felipe VI, que estava na capital francesa para uma visita oficial.
Em seguida, o chefe de Estado francês convocou a imprensa para um pronunciamento que não deixou dúvidas sobre a gravidade do ocorrido. “Ascondições do acidente fazem crer que não há sobreviventes. Quero expressar às famílias das vítimas toda nossa solidariedade”, disse Hollande,emtom solene, fazendo referência indireta aos atentados de Paris, em janeiro de 2015, mas tomando o cuidado de não evocar nenhuma hipótese. “É uma nova tragédia, uma tragédia aérea, e queremos conhecer todas as causas do acidente.”
De imediato, um gabinete interministerial de crise foi montado pelo governo para consolidar informações de diferentes órgãos. Minutos depois, a direção da Germanwings confirmou a tragédia em comunicado. A empresa, braço “low cost” do grupo Lufthansa, informou que 67 passageiros eram alemães.Soraya Saenz de Santamaria, vice-primeira-ministra da Espanha, informou que“ 45 passageiros têm sobrenomes hispânicos”.Asnacionalidades e identidades dos passageiros não haviam sido revelados oficialmente até o fim da noite. Entre as vítimas, estavam 16 estudantes e 2 professores de uma escola da cidade alemã de Htitleern am See.
Hipóteses. No fim da tarde, equipes de resgate localizaram uma das duas caixas-pretas do avião. O equipamento foi entregue a peritos do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA, na sigla em francês), que comandará a apuração sobre as causas. “A caixa-preta será explorada nas próximas horas e nos permitirá avançar na investigação”, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. “Enquanto esperamos, a zona do acidente foi isolada.”
Em pronunciamento ao Parlamento, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, afirmou que “nenhuma hipótese pode ser descartada até aqui” – o que incluía a possibilidade de um ato terrorista. Mas nenhuma reivindicação de ataque foi divulgada ontem. Em Washington, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Bernadette Meehan, disse que “não há sinais de terrorismo” no momento. Segundo a Lufthansa, a possibilidade mais plausível era de acidente.
De acordo com informações da companhia, o A320 estava emoperaçãodesde1991,primeiramente a serviço da Lufthansa e, desde janeiro, pela Germanwings. Segundo a fabricante, Airbus, a aeronave havia realizado cerca de 58 mil horas de voo em 46 mil voos. O último controle técnico havia sido realizado no dia anterior, em Dusseldorf, ainda de acordo com a Germanwings. Quanto ao comandante, ele teriamaisde6milhorasdevoo, com10anosdeexperiência na empresa.
O acidente foi a maior tragédia aérea na França desde a queda de um avião da Turkish Airlines em Ermenonville, em março de1974,matando346pessoas.O último desastre em solo francês ocorreu em Gonesse, na queda do Concorde que matou 113 pessoas, em julho de 2000.
Brasil. Em nota divulgada na noite de ontem, a presidente Dilma Rousseff prestou condolências às famílias das vítimas. “Lamento imensamente essa tragédia que abala a Europa e todo o mundo. ”Em comunicado anterior, o Itamaraty afirmou que não havia, até o início da noite, informações sobre brasileiros entre os mortos.
NACIONALIDADES
? Alemanha
Alemães eram a maioria no voo de Barcelona a Dusseldorf. Segundo as autoridades aéreas europeias, eram 67, entre eles, 16 alunos e 2 professores de uma mesma escola
? Espanha
No total, 45 espanhóis estavam no avião. Entre eles, Ariadna Falguera, militante do partido Esquerda Republicana da Catalunha
? Austrália
Dois australianos foram identificados entre os mortos
? Colômbia
Até ontem, dois colombianos eram as únicas vítimas sul-americanas. Viajavam também dois marroquinos, um turco, um belga e um israelense
CRONOLOGIA
13 de junho de 2012
Dana Air
UmMD83 caiu sobre a cidade de Lagos, na Nigéria, matando 150 pessoas
8 de março de 2014
Malaysia Airlines (MH370)
Boeing 777 que ia de Kuala Lumpur para Pequim desapareceu misteriosamente sobre o Oceano Índico, matando as 239 pessoas a bordo.
7 de julho de 2014
Malaysia Airlines (MH17)
Boeing 777-200 que viajava de Amsterdã para Kuala Lumpur foi derrubado porummíssil terra-ar na Ucrânia. As 298 pessoas a bordo morreram
8 de dezembro de 2014
Air Asia
Airbus A320 que voava de Surabaya, na Indonésia, para Cingapura, caiu sobre o Mar
de Java. Entre passageiros e tripulantes, 162 morreram
24 de março de 2015
Germanwings
Airbus A320 que ia de Barcelona para Dusseldorf caiu sobre os Alpes Franceses com 150 pessoas a bordo
? CENÁRIO:
Roberto Godoy
Modelo é um dos mais usados, considerado ‘robusto e confiável’
O mistério do voo 4U9525 se esconde sob dois quilômetros de escombros, restos de um avião moderno caído entre as ravinas de Trois Evêches, nos Alpes Franceses. Vai demorar um certo tempo para que tudo seja entendido. O A320 é um avião robusto e confiável, fácil de pilotar, barato de manter – um campeão entre as operadoras do mundo todo, particularmente no segmento de baixo custo e titlea densidade de ocupação. É difícil derrubar esse gigante de dois motores e até 189 lugares, uma das configurações adotadas no Brasil pela TAM, cuja frota de A320 supera 90 unidades, Os principais sistemas de bordo são trirredundantes, informa o fabricante Airbus –, ou seja, em determinados casos, há até três deles para a mesma função.
Tudo isso faz do acidente com o jato da Germanwings um enigma intrigante. A aeronave voava na faixa de titleitude regular, acima de 10 mil metros, e na velocidade de cruzeiro, cerca de 870 km/hora. Especialistas ouvidos ontem pelo Estado consideravam “bizarro” e “extraordinário” o fato de o A320 ter caído desse patamar – “Onde as coisas são calmas e é possível manter um lápis em pé no piso do corredor”, como analisou o engenheiro Ludwig Müller,umexprojetista da Airbus – até os 2mil metros. Durante a queda de longos 8minutos, linear como indicam as marcas do choque com as montanhas, foi mantido silêncio de rádio. Pouco mais de meia hora antes da tragédia, ainda no aeroporto de El Prat, em Barcelona, de onde sairia rumo a Dusseldorf, o avião da Germanwings havia recebido cinco luzes verdes na breve avaliação de terra que precede cada decolagem.
A ocorrência de um fenômeno meteorológico era vista como improvável por um oficial da Aeronáutica do Brasil, ex-integrante do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes. Para o militar, “uma eventualidade desse tipo pode contribuir, mas não pode determinar acidentes”. A possibilidade de uma falha eletrônica, mau funcionamento de um dispositivo ou erro de pilotagem não podem ser descartados. A primeira caixa- preta, que guarda as últimas informações do voo, foi encontrada pelos socorristas no início da operação de resgate. Os dados, combinados com o registro de voz do segundo mecanismo, poderão contar a história da morte dos 150 ocupantes.
O avião, fabrica do em 1991, era um dos 6,5 mil da família (há quatro variações) produzidos pela Airbus desde 1988. O preço de mercado da versão mais recente bate em US$ 97 milhões. O modelo acumula 17 acidentes e incidentes ao longo de 27 anos.
24 Março 2015 | 11h 48
Governo confirma concessão dos aeroportos de Salvador, Porto Alegre e Florianópolis
Segundo o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, decreto da presidente Dilma Rousseff sairá até semana que vem e os leilões devem ocorrer na metade de 2016
BERNARDO CARAM
O ESTADO DE S. PAULO
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, confirmou nesta terça-feira, 24, que os aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis e Salvador serão concedidos à iniciativa privada. Ele informou que a autorização do Conselho Nacional de Desestatização (CND) e o decreto da presidente Dilma Rousseff sairão até a próxima semana.
De acordo com Padilha, dado esse pontapé inicial, quase um ano deve ser transcorrido até a concessão. "Os leilões seriam até o meio de 2016", disse. O ministro não se mostrou preocupado com os efeitos da situação econômica no setor aéreo. "Os editais levarão em conta o cenário econômico do Brasil, mas o setor de aviação civil tem crescimento acima de 7% ao ano, garantido para os próximos 20 anos", disse, resstitleando que os números não mudaram com essa "turbulência" econômica e ajuste fiscal.
No caso de Porto Alegre, a concessionária, além de administrar o aeroporto Salgado Filho, será obrigada a construir um aeroporto. Segundo o ministro, o Salgado Filho está sendo reformado para atender o Rio Grande do Sul até 2029. "Em 2029 o outro deve estar pronto", disse.
Após afirmar que o governo não teme nenhum tipo de desvalorização nos aeroportos que serão leiloados, Padilha disse que novas concessões serão feitas depois dessas três agora confirmadas. Ele informou que a participação da Infraero nos empreendimentos, atualmente em 49%, será menor nos próximos leilões. "É menos dinheiro que, num momento de ajuste fiscal, o governo tem de despender", disse, antes de afirmar que a nova taxa de participação ainda será definida em conjunto com a presidente Dilma Rousseff.
O ministro informou ainda que os aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas, em São Paulo e o aeroporto de Manaus não serão concedidos à iniciativa privada. "Esses aeroportos garantem à Infraero a receita mínima indispensável pela sua subsistência", disse.
24 Março 2015 | 10h 12
Acidente na França põe fim à euforia na indústria da aviação
Mesmo com os dois acidentes da Malaysia Airlines, 2014 foi o ano 'mais seguro' da história da aviação; queda de avião da Germanwings é o pior acidente na história das empresas alemãs
JAMIL CHADE
O ESTADO DE S. PAULO
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dominik guenther/efe
A aeronave, que pertence ao grupo Lufthansa, continha 150 pessoas a bordo |
GENEBRA - O acidente com o avião da Germanwings é o maior na história das empresas áreas na Alemanha e se contrasta com a tendência do setor aéreo - a qual estava sendo comemorada pelas companhias em todo o mundo. Dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo apontam que 2014 havia sido o ano com a menor taxa de acidentes aéreo na história.
No ano passado, a taxa foi de 0,23 acidentes para cada um milhão de voos. Ou seja, um a cada 4,4 milhões de voos. Na Europa, em 2014, a taxa foi de 0,19 acidentes por cada um milhão de voos.
O número foi considerado como o menor da história e abaixo da média dos últimos cinco anos, de 0,58 acidentes por um milhão de voos.
No total, 73 acidentes foram registrados em 2014. Desses doze foram fatais e mataram 641 pessoas.
Apesar dos resultados positivos, 2014 será lembrado por dois acidentes de grande visibilidade, ambos envolvendo a Malaysia Airlines.
O primeiro deles se refere ao avião que desapareceu enquanto fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim no dia 8 de março de 2014. 239 pessoas estavam à bordo e o acidente se transformou num dos maiores mistérios da história da aviação.
Em julho, um segundo avião da mesma empresa foi abatido enquanto voava pelo espaço aéreo ucraniano, com 298 pessoas.
25/03/2015 02h00
Companhias aéreas ampliam promoções para manter voos
MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO
Para não voar com aviões vazios, as empresas aéreas estão lançando promoções agressivas e cada vez mais frequentes para voos domésticos e internacionais.
Promoções são comuns em época de baixa temporada. Normalmente começam logo depois do carnaval. Neste ano, porém, elas começaram em janeiro.
"Promoção hoje é sobrevivência. E é consequência de um momento muito difícil", declarou o presidente da Azul, Antonoaldo Neves.
A empresa já lançou 11 promoções para estimular a demanda neste ano. Na segunda (23), havia passagem de Belo Horizonte para Miami por R$ 972. A Gol fez quatro promoções de fim de semana neste ano, e a TAM, seis.
Os feirões de passagem são mais frequentes aos finais de semana, mas há também promoções relâmpago, que duram uma hora apenas.
"A lógica é de ocupação. Como se vende com antecedência, não se pode cancelar o voo. Então você faz promoção para encher", disse o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff.
Reunidos durante o Fórum Panrotas, dedicado ao setor de viagens, na manhã desta terça (24), os presidentes da Azul, da Gol e da Avianca afirmaram que é cedo para dizer se haverá corte de ofertas de voos. "A nossa previsão é de oferta estável para 2015, mas isso pode ser revisto", afirmou Kakinoff.
A Azul remanejou 8% da sua malha para voar a partir de maio, privilegiando voos mais rentáveis. Nessa restruturação, os destinos de Araguaina e Campina Grande foram eliminados.
A Avianca cancelou planos de expansão. A empresa já havia iniciado a importação de dois Airbus 330, para voos internacionais, mas desistiu. "Estamos indo ao extremo da criatividade para encontrar uma saída", disse José Efromovich, da Avianca.
Com a baixa demanda de brasileiros devido à disparada do dólar, as estrangeiras focam em vender lá fora.
"O Brasil ficou mais atraente devido ao real fraco, e estamos vendo uma mudança do perfil, com mais estrangeiros vindo para cá, principalmente nos voos para Rio de Janeiro, Manaus e Recife", afirmou o diretor da American Airlines no Brasil, Dilson Verçosa.
25/03/2015 02h00
Avião pode ter se despressurizado, dizem analistas
RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO
Não há ainda evidências sobre as causas do acidente com o Airbus A320 da Germanwings, mas as características do desastre até agora sugerem algumas hipóteses.
Uma delas é a despressurização da aeronave por eventual falha, disseram dois especialistas à Folha.
Em um problema assim, o procedimento é descer rapidamente para uma titleitude segura –em nível de cruzeiro (11,9 mil metros), passageiros e tripulação se mantêm conscientes por pouco segundos em razão do ar rarefeito.
O voo 4U9525 fez trajetória compatível com uma falha do tipo. Já se sabe, segundo serviços de monitoramento por radar, que o avião desceu de 11.600 metros para 3.352 metros em oito minutos, em descida aparentemente contínua e controlada.
Um fator que será conhecido a partir da recuperação das caixas-pretas (são duas, uma de dados do voo e outra de voz) é se a tripulação estava ou não consciente.
A exposição a pressão atmosférica em grandes titleitudes causa ftitlea de oxigenação no cérebro, o que faz desmaiar. Pilotos são treinados para agir: uma das primeiras ações é pôr a máscara.
Não houve comunicações entre a cabine e o controle de tráfego aéreo no período em que o avião perdia titleitude nem declaração verbal de emergência, segundo a Germanwings. Tampouco a tripulação digitou "7700" no transponder, o código padrão para emergências.
Essa ausência de comunicação pode indicar tanto a inconsciência da tripulação quanto uma carga excessiva de trabalho na cabine após uma situação anormal, diz um experiente comandante, ex-diretor de linha aérea.
POSSIBILIDADES
"A despressurização é certamente uma das possibilidades. Não há evidências suficientes para confirmá-la nem descartá-la. Da mesma forma, alguma forma de incapacitação [dos pilotos] está sendo observada", diz John Cox, que participou de seis grandes investigações pelo NTSB, autoridade americana que apura acidentes aéreos.
Já houve acidentes por despressurização: o mais conhecido é o de um Boeing 737-300 da Helios Airways, do Chipre, em 2005. Os pilotos desmaiaram, e o avião voou no piloto automático até cair; 121 pessoas morreram.
Também deve ser considerado, segundo os especialistas, quão ciente a tripulação estava da titleura dos montes na região dos Alpes, cerca de 2.700 metros, embora essa informação conste das cartas de aproximação e esteja no checklist obrigatório em caso de despressurização.
O impacto fez o avião se desintegrar em pedaços pequenos, disse uma autoridade francesa, indício de que estava em titlea velocidade –o último dado em radar apontava mais de 700 km/h.
24/03/2015 11h03
Acidente na França gera a pergunta: voar está mais perigoso?
DA BBC BRASIL
O acidente com o Airbus 320 da Germanwings nesta terça-feira é o segundo acidente de voos comerciais com vítimas fatais de 2015. Em fevereiro, um avião da TransAsia com 58 pessoas a bordo caiu em um rio após bater em uma ponte em Taiwan, matando 43 pessoas. O grande destaque dado pela mídia aos acidentes gera questionamentos sobre os riscos de voar.
O acidente do voo 9525 se junta a uma lista notória de tragédias como a do voo MH-370 da Malaysia Airlines, que desapareceu no mar em 2014, e a de um segundo jato da mesma companhia, que caiu na Ucrânia, possivelmente derrubado por um míssil, e do avião da AirAsia que caiu no Mar de Java, matando 162 pessoas. Os três acidentes ocorreram no ano passado.
Mas, afinal, as viagens aéreas estão ficando mais perigosas?
O ano passado certamente foi pior do que a média em termos de mortes: 986 pessoas morreram em acidentes envolvendo aeronaves comerciais. Deste total, 537 morreram apenas nos dois voos da Malaysia Airlines.
Mas, as companhias aéreas do mundo todo registraram um número recorde de passageiros em 2014 –3,3 bilhões de pessoas em 27 milhões de voos, segundo um relatório da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
Ocorreram 21 acidentes fatais no ano passado, mas este número é o mais baixo da história em termos de perdas de aeronaves e número total de voos. Equivale a dizer que houve um acidente para 4,4 milhões voos em 2014.
Há 50 anos, o mundo tinha apenas 5% do número de voos que tem hoje, mas quatro vezes mais acidentes.
Então, apesar dos acidentes registrados, as viagens aéreas, estatisticamente, estão mais seguras do que nunca.
25/03/2015 8:46
Buscas por corpos de vítimas do avião que caiu na França recomeçam
Ministro do Interior indicou que caixa-preta encontrada está danificada
POR O GLOBO
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Equipes de resgate retomam os trabalhos de busca do avião da Germanwings, que caiu nos Alpes franceses |
PARIS/SEYNE-LES-ALPES — Equipes de resgate retomaram na manhã desta quarta-feira os trabalhos de busca por corpos e da segunda caixa preta do Airbus A320 da companhia aérea alemã Germanwings, que caiu na terça-feira nos Alpes franceses. O trabalho de resgate deve durar alguns dias, devido às más condições do tempo. Nevou muito durante a madrugada na região onde a aeronave caiu.
Germanwings é uma das maiores companhias de baixo custo na Europa
O início dos sobrevoos dos helicópteros encarregados de transportar os investigadores ao local exato da queda, de acesso impossível por estrada, começou por volta das 8h (4h no horário de Brasília).
O maior desafio das equipes de resgate no momento está por conta do mau tempo e do minúsculo tamanho dos destroços. Não há fragmento maior do que o tamanho de um carro, informou Xavier Roy, chefe do resgate aéreo.
O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, disse nesta quarta-feira em entrevista à emissora RTL que a caixa-preta encontrada na terça está danificada. No entanto, ele indicou que será possível reconstituir os dados dessa caixa, que grava as conversas dos pilotos, para tentar esclarecer o incidente. O equipamento pode ser analisado por especialistas e já foi enviado ao Escritório de Investigação e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA, na sigla em inglês), em Paris.
Entre novas vítimas listadas no acidente, estão três britânicos, dois argentinos, um americano, um marroquino, um israelense, um dinamarquês, um mexicano e um japonês. O número de espanhol mortos é atualmente tido como 49.
A aeronave se dirigia do aeroporto internacional de Barcelona ao de Düsseldorf, na Alemanha, com 150 pessoas a bordo — 144 são passageiros, entre eles dois bebês. Não há sobreviventes, e a esperança de desvendar os motivos da queda está na caixa-preta encontrada e que registrou as conversas na cabine dos pilotos.
RELEMBRE
O avião desapareceu na região dos Alpes da titlea Provença, nos arredores da cidade rural de Barcelonnette. A queda ocorreu na montanha de L'Estrop, na comuna de Méolans-Revel, a menos de 200km de Nice e do Principado de Mônaco. A titlea Provença é área de resorts de esqui, mas isolada.
O Ministério dos Transportes confirmou que um sinal de socorro foi emitido pelos controladores que acompanhavam o voo AU9525 às 10h47m (locais), pouco antes da queda, e que foi relatada uma perda súbita de titleitude — que indicaria perda de controle das turbinas. O avião passou de 38.000 pés de titleitude (11.500m) às 10h31m a 6.920 pés (2.100m), nove minutos depois. A aeronave sumiu do radar às 10h53m. Segundo a companhia, o piloto tinha dez anos de experiência.
"Ouvi um estrondo maciço. O som inicial parecia o de uma avalanche ou uma dinamitagem. Quando vi novamente, pouco tempo depois, uma coluna de fumaça subiu", contou ao "Le Parisien" uma testemunha na vila de Le Vernet, a poucos quilômetros do local do acidente.
Dos passageiros a bordo, 45 eram espanhóis, incluindo dois bebês, mas a maior parte era formada por turistas alemães que passavam férias em Barcelona e Palma de Maiorca. Segundo a Germanwings, havia 67, incluindo 16 alunos de intercâmbio. Havia também turcos, um belga e um holandês a bordo, de acordo com as primeiras informações.
Esse é o maior desastre aéreo na França desde a queda do Concorde da Air France em 2000, que matou 113 pessoas perto do aeroporto Charles de Gaulle.
25/03/2015 07h23
Avião com problema em motor faz pouso de emergência na Rússia
Aeronave pousou em segurança no aeroporto de São Petersburgo.
Voo da Utair teria mais de 80 pessoas a bordo.
Do G1, em São Paulo
Um Boeing 737 da companhia aérea Utair realizou um pouso de emergência no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, na Rússia, após apresentar problemas em um de seus motores nesta quarta-feira (25). O pouso ocorreu de maneira segura, segundo a agência Ria Novosti, citando fontes do setor de aviação.
"O avião fez um pouso em segurança... nenhum passageiro ficou ferido", informou a companhia aérea UTair, operadora do voo, em comunicado.
O voo UT369 levava 73 passageiros e seis tripulantes, segundo a imprensa russa.
A Utair é a terceira maior empresa aérea russa em número de passageiros, e mais de 60 por cento da companhia é de propriedade da petroleira Surgutneftegaz. Ela transportou 11,2 milhões de passageiros em 2014.
A empresa pediu garantias do governo para ajudar a reestruturar sua dívida, que está na casa dos 168 bilhões de rublos (US$ 2,95 bilhões), incluindo 85,2 bilhões em leasing.
Quarta-Feira, 25 de Março de 2015
Governo finaliza aeroporto de SRN para homologação
Aeroporto de São Raimundo Nonato (Foto:Marcelo Cardoso) |
O secretário dos Transportes (Setrans), Guilhermano Pires, esteve na manhã desta quarta-feira (19), em São Raimundo Nonato, realizando uma visita ao Aeroporto Internacional Serra da Capivara para apresentar à imprensa e também para a arqueóloga Niéde Guidon. O aeroporto já se encontra com suas obras finalizadas, restando apenas alguns reparos para que a pista seja homologada.
Construído na zona rural do município de São Raimundo Nonato, região Sudeste do Piauí e distante 525 quilômetros da capital, “o aeroporto irá garantir o mínimo de 5 milhões de turistas por ano na Serra da Capivara, que é um patrimônio da humanidade e nós estamos com um governo que deseja terminar essa obra”, explica Niéde Guidon.
Segundo o secretário Guilhermano Pires, o ideal é partir primeiro para a homologação da pista, pois em visita da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foram apontadas algumas falhas na pista e no entorno e, por isso, o aeroporto ainda não está em funcionamento. “Esses problemas já estão sendo regularizados mediante uma licitação em andamento na Setrans. Assim que as falhas forem corrigidas, nós solicitaremos uma nova visita da Anac para que a pista do aeroporto seja homologada”, diz o secretário.
Ainda de acordo com ele, a homologação deve ocorrer em torno de 30 a 60 dias. A casa de passageiros já se encontra praticamente finalizada, ftitleando ainda pequenos detalhes como o corrimão das escadas e esteira. O aeroporto, que tem formato de Capivara e já tem toda a parte estrutural pronta, hidráulica e elétrica, incluindo elevadores, revestimento no piso, forro, vidros, portas, lanchonete, equipamentos contra incêndios, entre outras áreas, será um dos maiores aeroportos regionais do Brasil e, segundo o secretário, “esse já é, com certeza, o aeroporto regional mais bonito do Brasil”.
Casa de Passageiros, Aeroporto de São Raimundo Nonato |
É um comprometimento da Setrans em fazer o aeroporto funcionar devidamente e ela vai atuar tanto na questão burocrática em torno das homologações e também na questão física em relação aos pequeno reparos que devem ser feitos. “Nós estamos comprometidos a fazer esse aeroporto funcionar e entregar à sociedade, à Serra da Capivara, ao Sul do estado do Piauí para que ele cumpra a função de alavancar o turismo de toda a região do Piauí. Milhões de pessoas com um grande poder aquisitivo terão acesso à Serra da Capivara e isso trará um crescimento econômico para toda a região”, explica o secretário Guilhermano Pires.
24 de Março de 2015 às 13:37
Ministro anuncia para primeiro semestre de 2016 novas concessões de aeroportos
por Agência Brasil
O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC) , Eliseu Padilha, disse que a concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Florianópolis ocorrerá no início do primeiro semestre do ano que vem. Na abertura de um evento sobre gestão aeroportuária, Padilha informou a representantes do setor de aviação civil que a parceria do Estado com a iniciativa privada, do ponto de vista temporal, é “infinita”.
Ele destacou, no entanto, que os aeroportos de Congonhas, Santos Dumont e Manaus não serão repassados à iniciativa privada para “subsistência” da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). De acordo com o ministro da SAC, as concessões dos aeroportos elevaram o nível de gestão e operação dos terminais brasileiros.
“Estamos em uma linha de ascensão na operação dos aeroportos e vamos subir. A competição vai fazer esse nível subir. Ela [presidenta Dilma Rousseff] optou pela parceria púbico privada, algo que internamente não foi fácil. Mas, agora, é uma parceria que do ponto de vista temporal, em principio, é infinita. Temos hoje 82% de aprovação [dos passageiros] e esse índice vai subir. Se estivermos acima de 90% [de aprovação dos aeroportos] óbvio que não vamos querer voltar atrás com esses parceiros que nos levaram a alcançar esse nível”, argumentou o ministro.
Padilha afirmou que a intensão do governo é licitar os três aeroportos juntos, mesmo considerando que a elaboração do edital referente ao Aeroporto Salgado Filho seja mais complexo do que os demais. “A ideia é licitar todos juntos, no primeiro semestre do ano que vem, porque lá [em Porto Alegre] teremos a construção de um aeroporto novo. Faremos a concessão do já existente [Salgado Filho] com a obrigação do concessionário construir um novo. Já fizemos sondagens no mercado com possíveis operadores”, resstitleou Padilha.
O novo terminal, segundo Padilha, será construído a cerca de 20 quilômetros do Aeroporto Salgado Filho e deve ficar pronto em 2029. “O novo terminal será construído na cidade de Portão, na região metropolitana de Porto Alegre. Atualmente, o Salgado Filho está em obras e vai começar [a construir] um hotel, vai haver uma extensão de pista. Ele está sendo adequado para atender o Rio Grande do Sul até 2029. Até lá, o outro vai estar pronto”.
24 Março 2015 12:45
Primeiro Boeing 737-400F da Modern Logistics chega em maio
A Modern Logistics, a mais nova empresa de logística integrada do Brasil, vai receber o primeiro Boeing 737-400F da frota em maio. Até o fim do ano serão três modelos deste em operação, capazes de transportar 20 toneladas de carga cada um. No próximo ano, chegarão os dois primeiros ATR-72F e mais seis Boeing 737-400F. E até 2020 serão 36 aeronaves na frota da Modern Logistics.
Resultado de um investimento de 75 milhões de dólares, a empresa vai oferecer serviços logísticos que englobam toda a cadeia para os clientes, do embarque à entrega. Para isso, vai contar com transporte aéreo próprio, armazenagem também própria com 15 centros de distribuição e transporte terrestre com parceiros estratégicos. Entre eles, empresas como Transportadora Americana TA, Braspress, Jadlog, Atlas, Termaco e Covre.
Na primeira fase da Modern Logistics, serão instalados centros de distribuição em Jundiaí (já pronto), Campinas (no aeroporto de Viracopos, em obras), Manaus, Goiânia, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Curitiba. Cada um com capacidade mínima de 5 mil metros quadrados, exceto o de Viracopos que terá 10 mil metros quadrados. Com a chegada da primeira aeronave, os voos vão ligar Campinas a Manaus e, em seguida, começará a funcionar a estrutura de Recife. Sempre com os voos e os centros de distribuição, alinhados com o transporte terrestre.
A Modern Logistics vai se especializar em logística para produtos de titleo valor agregado, eletroeletrônicos, medicamentos e produtos refrigerados. Para isso, todas as certificações estão sendo feitas, incluindo as da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). A Modern Logistics é comandada por executivos que fundaram a Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Mais informações em www.modern.com.br
25/03 - 09:48
Lufthansa diz que opera com normalidade
Rafael Massadar
A empresa aérea Lufthansa informou hoje (25) que opera com normalidade e que vai tentar assumir o maior número possível de rotas, das que foram canceladas pela sua filial Germanwings.
A empresa de baixo custo Germanwings, proprietária do avião Aibus que caiu ontem (24) nos Alpes franceses, provocando a morte a 150 pessoas, cancelou pelo menos 30 voos, segundo dados do canal de televisão alemão N-TV.
Uma porta-voz da Lufthansa disse hoje que a companhia desconhece as causas do acidente dessa terça-feira, quando o Airbus fazia o trajeto entre Barcelona e Düsseldorf, com 144 passageiros e seis tripulantes.
Em Lisboa, estão previstos para hoje dois voos da Germanwings, de acordo com a página da ANA – Aeroportos de Portugal: um deverá chegar às 12h45, proveniente de Colonia, e outro deverá partir para a mesma cidade alemã às 13h45.
Fonte: Agência Brasil
25/03 - 09:32
Congonhas, Santos Dumont e Manaus não serão privatizados
Ministro participou da abertura de seminário sobre gestão de aeroportos |
Os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e de Manaus, no Amazonas, não serão concedidos. A garantia é do ministro da Aviação, Eliseu Padilha, que avalia os três terminais como estratégicos para garantir fôlego financeiro para a Infaero.
Durante abertura da AirPort Infra Expo, seminário sobre gestão de aeroportos realizado em Brasília nesta terça-feira (25/03), o ministro destacou a importância desses três aeroportos para as receitas da estatal. “Esses aeroportos não serão concedidos porque garantem à Infraero a receita mínima e indispensável para a sua existência”, justificou Padilha. Ele ainda lembrou que as viagens entre Congonhas e Santos Dumont representam a terceira ponte-aérea mais movimentada do mundo: “A Infraero deve ter condições de sobreviver com sua própria atividade – e pode”, enfatizou.
O ministro acredita que não conceder os três terminais aéreos à iniciativa privada, juntamente com a restruturação da empresa, possibilitará à Infraero o reequilíbrio financeiro e permitirá que ela volte a ser lucrativa com capacidade de investimento. Em 2012, por exemplo, a estatal arrecadou R$ 4 bilhões.
“A Secretaria de Aviação Civil e o Ministério do Planejamento já têm posição consolidada sobre a criação de três subsidiárias para a empresa: Infraero Participações, Infraero Navegação Aérea e Infraero Serviços”, adiantou Padilha. “Será utilizado o quadro excepcional de recursos humanos que a empresa possui e o conhecimento acumulado em 43 anos de atuação, e, também, por ser a terceira maior operadora de aeroportos do mundo, para ficar à disposição do mercado interna e internacionalmente”, analisou.
Padilha ainda confirmou que um novo pacote de concessões deve ser anunciado nos próximos dias. O ministro da aviação adiantou que os primeiros aeroportos a serem concedidos desta vez serão os de Salvador (BA), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).
Rafael Massadar
24/03 - 19:03
Brasil e Canadá fazem acertos para acordo de cooperação em aviação
O ministro da Aviação, Eliseu Padilha, recebeu, nesta segunda-feira (13/03), o embaixador do Canadá no Brasil, Jamal Khokhar. Na audiência, foi discutida a conclusão de acordo de cooperação em aviação civil entre os dois países. A assinatura do documento deve acontecer nos próximos dias pelos ministros brasileiro e canadense.
O acordo prevê a cooperação técnica entre os dois países nas seguintes áreas: segurança e navegação aérea, aeronavegabilidade, regulação econômica, meio ambiente, infraestrutura, gestão, planejamento e desenvolvimento aeroportuário, indústria aeroespacial, dentre outros.
Na prática, o cumprimento do termo poderá ser feito por meio de intercâmbio de conhecimentos, fornecimento de assistência técnica e administrativa, capacitação e projetos conjuntos, incluindo pesquisa e desenvolvimento.
A previsão é que representantes do Brasil e do Canadá se encontrem ao menos uma vez por ano, para revisar o progresso das atividades realizadas em conjunto.
Rafael Massadar
24/03 - 14:35
Obras vão duplicar capacidade do Aeroporto de Goiânia
A presidenta da República, Dilma Rousseff, garantiu nesta quinta-feira (19) que as obras para conclusão do aeroporto de Goiânia serão retomadas em 6 de abril e concluídas no dia 15 de novembro deste ano. A declaração foi feita em evento realizado em Goiânia (GO), que contou com a presença do ministro da Aviação, Eliseu Padilha.
Dilma garantiu a conclusão das obras. O pátio para estacionamento, as pistas de táxi das aeronaves, bem como o estacionamento dos veículos e o sistema viário interno do aeroporto custarão, ao todo, R$220 milhões. O terminal de passageiros, que já está 88.41% concluído, receberá R$246,2 milhões.
Com a conclusão das obras, a capacidade do terminal de passageiros passará a ser de 6,3 milhões de passageiros por ano -- quase o dobro do verificado no ano de 2014. O investimento vai garantir comodidade, conforto e segurança para todos os passageiros deste aeroporto por, no mínimo, 10 anos.
"A revolução implantada pela presidenta Dilma nos aeroportos brasileiros também chegou a Goiânia onde, a exemplo do que ocorre no Aeroporto de Brasília e nos demais já concedidos, teremos mais um aeroporto de porte, categoria e nível internacional", garantiu Padilha.
O aeroporto - As obras de construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto de Goiânia foram paralisadas em abril de 2007 em virtude de apontamento de sobrepreço por parte do Tribunal de Contas da União. À época, atendendo ao pedido do próprio TCU, a Infraero tentou repactuar o valor com o consórcio responsável pelos trabalhos, sem sucesso.
Em setembro de 2013, após várias consultas ao Tribunal de Contas da União, a Infraero e o consórcio responsável pelas obras retomaram os trabalhos relativos à construção do novo terminal de passageiros. O objetivo da Infraero era entregar a totalidade da obra em março de 2015; todavia, houve necessidade de readequação do cronograma, pois os projetos relativos à parte de infraestrutura (pista de taxiamento, pátio de aeronaves, estacionamento de veículos e sistema viário de acesso) permaneceram sob análise do TCU entre fevereiro e novembro de 2014.
A partir da liberação do Tribunal, a Infraero aguardou alocação de recursos por parte do Governo Federal para o início dos trabalhos da parte de infraestrutura.
Rafael Massadar
25/3/2015 09:42:00
Duas nacionais ainda olham Tap com interesse
Artur Luiz Andrade
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Kakinoff, Efromovich e Neves falam sobre a privatização da Tap |
Durante o painel de aviação, ontem pela manhã, na abertura do Fórum PANROTAS 2015, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, diz que a empresa brasileira não tem interesse na compra da Tap. Já o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, resstitleou a importância da Tap para o Brasil e para a própria empresa, que tem 90% da manutenção com subsidiárias da Tap. Ele disse não ver uma fusão entre Azul e Tap, mas disse que quer entender o que se passa na empresa portuguesa. Ou seja, não fechou a porta.
E José Efromovich, da Avianca, disse que já teve mais interesse (na primeira tentativa de privatização), mas que continua atento às oportunidades na companhia portuguesa.
Vale resstitlear que Kakinoff está em quiet period, por causa da divulgação de resultados na próxima semana – a Gol é a única das três a ter ações na bolsa.
Acompanhe a repercussão do evento nas redes sociais por meio da hashtag #forumpanrotas2015
O Fórum PANROTAS acontece neste momento e tem o apoio do Ministério do Turismo, patrocínio do Sebrae, Chile, CVC, Delta Air Lines, Gol, Tourism Australia, GJP Hotels & Resorts, Pernambuco, R1 Soluções Áudio Visuais, Sabre, Tap, Accor, Best Western International, Esferatur, Gapnet, GTA, Localiza, Reserve, Alatur JTB, Dallas-Fort Worth International Airport e Greater Miami and the Beaches. O destino patrono é a Bahia. Assessoria de imprensa pela B4T, interpretação pela Vice Versa e transfers realizados pela Cep Transportes. O evento terá compensação de carbono realizada com apoio da Tour House.
24/3/2015 19:52:00
Veja ranking de potencial dos aerop. regionais brasileiros
Maria Izabel Reigada
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O presidente da Urban Systems, Thomaz Assumpção |
BRASÍLIA – Empresa responsável pela elaboração do Plano Econômico e Urbanístico do Sitio Aeroportuário de Viracopos, em Campinas, entre outros projetos, a Urban Systems elaborou um ranking dos aeroportos regionais brasileiros com maior potencial de desenvolvimento econômico. “Neste momento em que se desenha um plano para a aviação regional, em que o governo aposta na criação e desenvolvimento de 270 aeroportos regionais, decidimos olhar com atenção para esses aeroportos”, explicou o presidente da Urban Systems, Thomaz Assumpção.
Segundo ele, os critérios para análise dos aeroportos foram enviados à Anac, à Sac e à Infraero para elaboração de um Índice de Qualidade Mercadológica (IQM) para os aeroportos regionais. O líder nesse ranking é o aeroporto de São José dos Campos (SP), seguido por Ribeirão Preto (SP) e por Joinville (SC). Os “quesitos” analisados para a composição do ranking incluíram fatores ligados à infraestrutura e localização; ao transporte de passageiros; transporte de cargas; e receitas acessórias. Confira, abaixo, os dez primeiros colocados no ranking dos aeroportos regionais:
1 – São José dos Campos (SP)
2 – Ribeirão Preto (SP)
3 – Joinville (SC)
4 – Campos dos Goytacazes (RJ)
5 – Uberlândia (MG)
6 – Maringá (PR)
7 – Cascavel (PR)
8 – Londrina (PR)
9 – Caxias do Sul (RS)
10 – Foz do Iguaçu (PR)
Macaé, no Rio de Janeiro, e Anápolis, em Goiás, aparecem na 11ª e 12ª posições, respectivamente. O ranking foi apresentado hoje, durante o Airport Infra Expo, que continua a debater gestão de aeroportos amanhã, em Brasília.
25/3/2015 08:00:00
Galeão e SDU terão melhorias para os Jogos Olímpicos
Karina Cedeño
Por ser referência aos turistas e às delegações brasileiras durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, o aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão terá o andamento das obras acelerado pelo consórcio que o administra. As principais transformações incluem a construção do Píer Sul e a conclusão do Terminal 2, o que ampliará o número de pousos e decolagens, pontes de embarque e maior agilidade no processamento de passageiros.
No novo píer, cuja previsão de entrega está prevista para abril do próximo ano, serão erguidas 26 novas pontes de embarque, além dos 500 mil metros quadrados que serão dedicados ao estacionamento de aeronaves, com 47 novas posições.
As obras ainda incluem 68 novos balcões de check-in, que se somarão aos atuais 227. Em relação ao estacionamento, estão previstos quatros novos andares no edifício-garagem, com mais 2.700 vagas. Atualmente, são 4.284.
"Temos o privilégio de dizer que temos um processo bem-sucedido de concessão aeroportuária. A experiência da Copa do Mundo foi muito satisfatória. Estamos nos preparando para que os Jogos Olímpicos no Rio sejam inesquecíveis, com segurança e conforto, fazendo com que o Brasil e os aeroportos brasileiros saiam consagrados do evento”, diz o ministro da Aviação, Eliseu Padilha.
SANTOS DUMONT
Melhorias também têm sido feitas no Aeroporto Santos Dumont. A Infraero está investindo mais de R$ 51 milhões em cinco ações que envolvem a conclusão do 2º pavimento de embarque, cujo investimento de R$ 9,6 milhões vai abrir espaço para 12 novos pontos comerciais na praça de alimentação, sem contar outras melhorias feitas que incluem a instalação de piso em granito, instalações eletrônicas, hidrossanitárias, elétricas e de ar condicionado.
“Serão 205 delegações, muitas culturas e línguas diferentes. Nos preocupamos, também, com a capacitação daqueles que irão trabalhar na competição e estamos fazendo uma projeção sobre quais níveis de recursos humanos serão necessários para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Precisamos ter cuidado para receber os visitantes desde o aeroporto”, finaliza Padilha.
25.03.2015
Germanwings é a terceira maior empresa aérea alemã
Subsidiária é a aposta da Lufthansa no concorrido setor de viagens de baixo custo e assumiu várias rotas da empresa-mãe. Nome será trocado para Eurowings em breve.
Autoria Zhang Danhong (md)
A empresa aérea Germanwings é a terceira maior do setor na Alemanha, depois da Lufthansa e da Air Berlin. Ela dispõe de uma frota de 85 aviões e emprega mais de 2 mil pessoas, viajando para mais de cem destinos na Europa e norte da África.
A Germanwings foi fundada em 1997 como subsidiária da Eurowings, com sede em Colônia e mesmo nome da empresa-mãe. A Lufthansa detinha cerca de um quarto das ações da Eurowings. O nome Germanwings surgiu apenas cinco anos mais tarde.
A nova companhia voava para destinos turísticos com cinco aeronaves do tipo A319-100, a partir do aeroporto Colônia/Bonn. Originalmente, a empresa seguia exclusivamente o conceito de baixo custo, que dispensa serviços gratuitos em favor de preços mais atraentes. Mais tarde, outras opções de tarifas, com mais conforto e serviços adicionais, passaram a ser oferecidas, visando atrair executivos. E cada vez mais destinos e aeroportos-bases foram adicionados às rotas da companhia.
Estratégia de fortalecimento
Desde 2009, a Germanwings pertence totalmente à Lufthansa (que dois anos mais tarde assumiu também o controle total da Eurowings). A subsidiária passou a ter um papel cada vez mais importante para a matriz devido à concorrência acirrada no mercado de viagens de baixo custo.
Carsten Spohr priorizou fortalecimento da subsidiária |
O fortalecimento da filial foi uma das prioridades do então presidente da Lufthansa, Christoph Franz. Em 2011, ele anunciou que, no decorrer de 2012, todas as rotas europeias da Lufthansa saindo do aeroporto de Stuttgart passariam para a Germanwings. Os críticos o acusaram de enfraquecer a marca principal. "Não adianta nada termos um produto de qualidade muito titlea no mercado se o cliente não está disposto a pagar", argumentou Franz na ocasião.
Seu sucessor, Carsten Spohr, é ainda mais radical na reestruturação. Desde que ele assumiu, a Germanwings herdou da matriz todas as conexões domésticas alemãs e europeias fora dos aeroportos de Frankfurt e de Munique e, de acordo com Spohr, em 2015 a Germanwings sairá do vermelho pela primeira vez.
Nome vai desaparecer
No entanto, o nome Germanwings logo deixará de ser usado. No final de 2014, Spohr anunciou que, devido à ampliação da oferta de voos de baixo custo, passará a adotar somente a marca Eurowings, unindo as atuais ofertas das duas empresas. "A Germanwings foi um sucesso, mas temos que mudar, por motivos de custos, para a marca Eurowings", informou o presidente da Lufthansa. Além disso, a marca tem melhor penetração nos outros mercados europeus.
A nova subsidiária da Lufthansa também voará para destinos nos Estados Unidos, Oceano Índico e África, com preços até 40% mais baixos do que os da Lufthansa. A principal economia será nos custos de pessoal, já que os funcionários da Eurowings têm salários mais baixos por não estarem incluídos no acordo coletivo dos funcionários da Lufthansa.
O plano levou a conflitos com os sindicatos e é uma das razões para a atual série de greves na Lufthansa e na Germanwings.





