AeroClipping, segunda-feira, 16/03/15 - ano XIII - nº. 47

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O Globo

Governo estuda elevar limite de fatia de estrangeiras em aéreas nacionais

Empresas aéreas estrangeiras dominam rotas internacionais

O piloto sumiu

G1

Aviões de acrobacia colidem no ar na Malásia

Valor Econômico

Indefinição orçamentária provoca novos atrasos nas obras da Infraero

Tribuna do Norte - RN

Sobe índice de satisfação com o novo aeroporto

Jornal do Commercio - PE

Noronha terá avião usando mistura de bioquerosene

Portal Correio da Paraíba

Acidente de avião deixa uma pessoa ferida no Sertão da PB

O Tempo - MG

Estrangeiras no radar do Brasil

Circuito Mato Grosso

Aeroporto Marechal Rondon continua com falhas em sua estrutura

O Popular - GO

Um mercado que decola em Goiás

Mercado&Eventos

IAG e Irlanda podem estar perto de acordo de aquisição da Aer Lingus

Panrotas

Nicole Kidman é nova garota propaganda da Etiihad


O Globo

15/03/2015 8:45

Governo estuda elevar limite de fatia de estrangeiras em aéreas nacionais

Participação máxima de gringas em empresas do setor pode subir de 20% para 49%

POR GLAUCE CAVALCANTI / HENRIQUE GOMES BATISTA

RI 17/09/2012 Rio de Janeiro (RJ) Amanhecer no Rio para o Globo online, visto da Av. atrás do Aeroporto Santos Dumont. Foto: Fernando Quevedo

RIO - A aterrissagem de companhias aéreas internacionais no mercado brasileiro se anuncia como inevitável. E já estaria em curso. As quatro empresas brasileiras que dominam o setor — Gol, TAM, Azul e Avianca — já têm alianças com estrangeiras. A tendência, avaliam especialistas, é de integração crescente. Com isso, está cada vez mais próxima a derrubada do teto de 20% de participação de capital internacional nas empresas do Brasil. Até então refratário à revisão da legislação, o governo está sendo forçado a rever sua posição. De um lado, precisa abrir canais para a atração de investimentos e aliviar os custos que reduzem a competitividade das empresas brasileiras. De outro, quer garantir às rotas internacionais a expansão registrada nas domésticas, que decolaram de 36 milhões de passageiros por ano em 2002 para 111 milhões em 2013.

O Congresso trabalha para aprovar um projeto que pode ampliar o teto de investimento estrangeiro para 49%. Executivos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Secretaria de Aviação Civil (SAC) reconhecem que nesse patamar a participação internacional não compromete o controle regulatório do setor e esperam uma mudança assim que o ambiente político desanuviar. Eles defendem que o aumento do teto é tendência mundial.

— A maior sinalização que isso vai ocorrer é a recente notícia de que o governo vai abrir mão da participação de 49% da Infraero na nova leva de concessão de aeroportos, o que sempre foi negado pelo Plantitleo. A mudança das aéreas se aproxima de vez — disse uma fonte do governo.

DISCUSSÃO GANHA FORÇA APÓS MUDANÇA NA FAZENDA

Procurado, o ministro da SAC, Eliseu Padilha, declarou que trabalha com o limite atual de 20% e disse que nunca discutiu o tema com a presidente Dilma Rousseff. Mas no governo o assunto já é debatido internamente e ganhou força com a mudança de comando no Ministério da Fazenda, pois Joaquim Levy é mais favorável à abertura ao capital externo, segundo fontes próximas ao ministério.

— Estou procurando os líderes de todos os partidos para aprovar a urgência para a apreciação do projeto, que está pronto para ser votado. Acredito que o governo agora será favorável à elevação do teto das estrangeiras — afirmou o deputado Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB-PE), um dos maiores articuladores do assunto no Congresso.

O ex-ministro da SAC Moreira Franco avalia que a limitação não faz sentido no atual cenário empresarial, no qual a fatia de capital não é o único fator que define o controle da companhia. Segundo Moreira, o debate sobre a soberania e a segurança nacional, que era comum num setor que foi controlado pelos militares até meados da década passada, não se sustenta mais, já que existem regras fortes para limitar e controlar as empresas.

— O mercado se impõe. Todas as quatro empresas aéreas nacionais já têm acordos com estrangeiras — argumentou Franco.

A união da TAM com a chilena Lan, em 2010, sinalizou a mudança que hoje tem reflexos em todo o mercado. A Gol conta com a gigante americana Delta e a europeia Air France/KLM como sócias, além de fechar cada vez mais acordos de voos compartilhados com estrangeiras. A Avianca Brasil costura um modelo de sinergia com a Avianca Colômbia. A Azul, constituída regularmente no país, foi criada pelo fundador da americana Jet Blue. Uma mudança na legislação favoreceria uma espécie de negócio dos sonhos para os governos brasileiros e português: a compra da TAP pela Azul, dizem fontes próximas às companhias. Sem a restrição legal dos 20%, seria mais fácil viabilizar a operação, que poderia envolver uma troca de ações entre Azul e TAP ou mesmo a injeção de recursos por um sócio estrangeiro.

Consolidação: aviões da TAM e da LAN no aeroporto de Santiago em 2010, antes da fusão

Enquanto a aproximação entre empresas brasileiras e estrangeiras se fortaleceu nos últimos anos, o governo empurrou as discussões sobre a mudança da lei sobre participação de capital estrangeiro. Para analistas, essa demora pode ter feito o Brasil perder a batalha por um lugar ao sol na indústria global. Ou seja, o país arrisca se tornar um grande mercado, mas sem uma aérea relevante 100% verde-amarela. A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) estima que o Brasil passará de nono para quinto maior mercado no mundo em passageiros em duas décadas.

Elton Fernandes, professor da Coppe/UFRJ e especialista em transporte aéreo, afirma que a aviação brasileira não pode ficar de fora do que acontece no resto do mundo, onde se vê consolidações entre grandes grupos.

— Não tem mais opção. Tem que abrir para o investimento estrangeiro. A vinda de capital internacional é inevitável. Perdemos o bonde. A consolidação com as empresas estrangeiras vai acontecer de qualquer maneira — diz.

As quatro grandes empresas brasileiras apoiam a titleeração do teto em vigor na atual legislação. A TAM, que já tem moldes de multinacional e passou a ter ações negociadas apenas na Bolsa de Valores de Santiago do Chile, defende a abertura de 100% de capital estrangeiro para as companhias aéreas, “pois o setor é de capital intensivo e esta medida estimula o crescimento e gera riqueza para o país”.

CRESCIMENTO MENOR DO TOTAL DE PASSAGEIROS

O estímulo ao crescimento do setor é peça-chave nesse debate. O peso de custos ligados a tributos, combustível e infraestrutura estaria segurando o ganho de eficiência e de receita que a indústria necessita para brigar na esfera internacional.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) vai rever para baixo a estimativa de crescimento do número de passageiros transportados no país, diz o presidente Eduardo Sanovicz. A previsão, elaborada em 2012, apontava um stitleo de 101 milhões naquele ano para 211 milhões em 2020.

— A aviação tem uma agenda de demandas que precisa ser enfrentada. Ela inclui a discussão sobre a participação de capital estrangeiro, entraves ligados à infraestrutura dos aeroportos, tributação e preço do combustível. Aviação é um negócio de escala. E o Brasil ganhou isso muito recentemente. Esse mercado tem titleos custos e margem baixa.

Sanovicz diz que as empresas brasileiras seguem na briga por espaço no mercado internacional:

— De uns dois anos para cá é que passamos a ter um mercado efetivamente competitivo, com quatro empresas operando voos internacionais. É um novo patamar — comenta o presidente da Abear.

Eliseu Padilha, ministro da SAC, informou em nota que o crescimento do setor nos últimos anos foi decorrente “de uma acertada política de flexibilização dos acordos sobre serviços aéreos existentes, permitindo maior concorrência e abertura de novos mercados”. Ele diz trabalhar para promover a popularização do transporte aéreo internacional, negando perda de mercado pelas domésticas: “as empresas brasileiras não apenas sobreviveram, mas cresceram consideravelmente”. Ele lembra que as aéreas nacionais transportam 65% do tráfego entre Brasil e demais países latino-americanos.


O GLOBO

15/03/2015 8:46

Empresas aéreas estrangeiras dominam rotas internacionais

Companhias brasileiras respondem por 30% de voos ao exterior

POR GLAUCE CAVALCANTI / HENRIQUE GOMES BATISTA

RIO - O mercado brasileiro de aviação mudou. Deixou de ser uma divisão de bolo entre duas empresas e hoje são três jogadores de peso: Gol, TAM e Azul, já com um quarto participante com fôlego para crescer em campo, a Avianca. Enquanto as operações domésticas explodiram, companhias brasileiras perderam espaço nas rotas internacionais.

Entre 2003 e 2013, o número de frequências internacionais operadas no Brasil dobrou de 551 para 1.149. A fatia das estrangeiras nesse bolo subiu de 318 para 788 frequências, titlea de 147%. Já a participação das brasileiras cresceu 55%. Hoje, as nacionais respondem por pouco mais de 30% das operações para o exterior.

Avião da Azul: participação da empresa aumentou nos últimos anos, mudando divisão do setor - Divulgação

Nos últimos anos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concentrou esforços em atrair mais companhias estrangeiras para operar em um número maior de aeroportos do país, explica um executivo da agência, que prefere não se identificar.

— A desconcentração dos grandes hubs (centros de distribuição de voos) é nítida. A TAP (Portugal), a American Airlines (EUA) e a Copa (Panamá) voam, cada uma, para entre sete a 11 capitais do país. O cenário traz mais oportunidades e riscos para as empresas e o país. Mas tende a melhorar a concorrência e a infraestrutura, e a reduzir preços.

Veja o mapa do setor aéreo.

Ele lembra ainda que começa a valer em maio o acordo coms os EUA de céus abertos, pelo qual acaba o limite pré-estabelecido de número de voos para cada país na rota entre os dois destinos.

CUSTOS MAIORES

Reforçar as rotas internacionais é uma das metas do governo, assim como ampliar a aviação regional. Neste cenário, as empresas passaram a encarar concorrência muito maior: a Azul, que ganhou status de líder em ligações regionais, cobrindo mais de cem cidades do país, vem adquirindo aviões de maior porte para crescer nas rotas mais concorridas, como São Paulo-Salvador. TAM e Gol fazem o caminho inverso, avaliando diversificar a frota, comprando aviões de menor porte da Embraer. Já a Avianca aposta com força na ponte aérea Rio-São Paulo. Nas linhas para o exterior, o foco das aéreas são as Américas: as quatro reforçam voos para os EUA, enquanto a Gol quer se firmar na América do Sul e Caribe, mercados cativos da Latam (associação da Lan chilena com a TAM) e da Avianca.

Os custos são um dos impeditivos para a maior concorrência entre brasileiras e estrangeiras. Segundo a Abear, a associação de empresas do setor, isso pode colocar em xeque o projeto da presidente Dilma Rousseff de ampliar a aviação regional no país.

— Se a companhia mais eficaz da Europa viesse operar no Brasil, os custos dela subiriam em 27%. Aqui, o combustível equivale a 40% dos custos das aéreas, contra média mundial de 33% — disse Eduardo Sanovicz, presidente da entidade.

Para Elton Fernandes, professor da Coppe/UFRJ, existe um choque entre os titleos custos e a queda da receita por assento por quilômetro voado. Para compensar isso, continua ele, seria preciso aumentar a produtividade de forma brutal:

— O preço médio das passagens está caindo. E há uma guerra de promoções. As aéreas não faturam o suficiente para cobrir seus custos que são titleos.

André Castellini, sócio da Bain & Company e especialista em aviação, afirma que, apesar dos prejuízos bilionários do setor, em 2014 as aéreas conseguiram, com revisão de malhas e cortes de custos, ter resultados operacionais positivos. Ele acredita, contudo, que a equação de 2015, com PIB fraco, dólar titleo e possivelmente ultrapassando a compensação da queda do combustível de aviação, vai gerar novos desafios para as empresas. Uma das incógnitas no setor este ano é a definição de quem comprará a TAP, companhia que tem voos para 12 cidades do país, o que garante 25% das vendas de bilhetes:

— A malha da TAP é complementar às rotas das empresas brasileiras. E para os portugueses seria interessante manter o hub em Lisboa. Eles temem a repetição do que ocorreu com a Iberia, que após ser comprada pela British, perdeu voos para Londres.

ACORDOS INTERNACIONAIS

Para crescer internacionalmente, a Gol desenha sua malha de forma que os voos se encaixem no alcance de sua frota, composta sobretudo por aviões Boeing 737-800. Como a aeronave não tem autonomia para voos de longo curso, as linhas internacionais estão concentradas em destinos da América do Sul, Caribe e EUA.

— Garantimos a otimização do uso da frota, com redução de custos e ganho de eficiência, trazendo melhores resultados — explica Eduardo Bernardes, vice-presidente de marketing e produtos da empresa.

Para garantir a oferta de voos de longo curso, a Gol optou por alianças e acordos de code-share (operações com voos compartilhados) com companhias internacionais. Já incluindo a parceria com a Air Canada, anunciada semana passada, a Gol soma dez acordos nesses moldes, além das alianças com Delta e Air France/KLM. O resultado se traduz em aumento de 25,7% da demanda internacional no ano passado.

A TAM, que perdeu a liderança do mercado doméstico para a Gol no fim de 2014, vem reforçando apostas nele. Comprou a Passaredo e vai operar em mais nove destinos regionais. No exterior, está chegando a cidades como Cancún, Toronto e Barcelona.

— Estamos mantendo todos os nossos investimentos internacionais para 2015 — diz Claudia Sender, presidente da TAM.

Com mais de cem cidades atendidas, a Azul cresce nas rotas mais concorridas, dominadas por Gol e TAM, e olha o mercado externo. Embora não comente o interesse na TAP, a compra da aérea portuguesa pode dar musculatura a ponto de levá-la à liderança do mercado.

A Avianca promete neste ano aposentar os MK-28, sigla para o famoso Fokker 100, entrar na maior aliança global de empresas aéreas, a Star Alliance, e talvez, se unir de fato à Avianca da Colômbia, que recentemente já entrou na Star Alliance e é o segundo maior grupo aéreo da América Latina, atrás apenas da Latam. O vice-presidente comercial da Avianca Brasil, Tarcísio Gargioni, diz que o crescimento da empresa tem sido acelerado:

— De 2011 até agora, nossa participação no mercado nacional stitleou de 2,5% para 9%.


O GLOBO

15 mar 2015

O piloto sumiu

Ancelmo Gois

oglobo.com.br/ancelmo

Quinta, agora, encerra o mandato de Ricardo Sérgio Maia Bezerra como diretor da Agência Nacional de Aviação Civil.

Com isso, a Anac fica só com dois diretores do total de cinco, o que impede que o colegiado tome decisões importantes para o setor de aviação.


G1

15/03/2015 10h47

Aviões de acrobacia colidem no ar na Malásia

Aeronaves de equipe da Indonésia faziam treino para exibição.

Pilotos conseguiram se ejetar.

Da AP

Fumaça é vista depois que aviões colidiram no ar na Malásia

Dois aviões de uma equipe de acrobacias da Indonésia colidiram no ar durante um treino para exibição em Langkawi, na Malásia, neste domingo (15). Os pilotos se ejetaram das aeronaves.

Pilotos conseguiram se ejetar

 


Valor Econômico

16/03/2015 às 05h00

Indefinição orçamentária provoca novos atrasos nas obras da Infraero

Por Daniel Rittner | De Brasília e Goiânia

Após dez anos, novo terminal de passageiros de Goiânia não foi concluído

À beira da BR-153, onde aviões dão rasantes sobre a rodovia antes de tocar a cabeceira da pista de um dos principais aeroportos da região Centro-Oeste, vê-se uma reluzente e ainda inútil obra recém-acabada pelo governo federal. Após exatos dez anos de trabalhos, iniciados em 15 de março de 2005 e interrompidos por indícios de superfaturamento, o novo terminal de passageiros de Goiânia ficou pronto. Ninguém se atreve, entretanto, a estourar champanhe e afiar a tesoura para cortar a fita de inauguração.

Ampla e portentosa, a nova estrutura praticamente dobra o espaço no qual hoje os viajantes se amontoam desconfortavelmente, mas as aeronaves que chegam ao aeroporto simplesmente não têm como encostar no terminal: as pistas de acesso e o pátio onde devem estacionar jamais saíram do papel. O terminal está circundado de terra e o jeito é continuar se acotovelando no antigo terminal que opera do outro lado da pista de pouso.

Um aditivo ao contrato para as obras complementares, no valor de R$ 211 milhões, já foi assinado pela Infraero com o consórcio responsável. Foram meses de questionamentos e explicações até o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). Quando a assinatura do aditivo foi finalmente autorizada, em dezembro, a ordem de serviço não pôde ser dada porque a lei orçamentária de 2015 ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.

O drama de Goiânia ilustra mais um dilema enfrentado pela estatal de aeroportos. À lentidão das licitações públicas, que costumam durar meses e até anos, soma-se agora outro problema. Mesmo depois de vencidas todas as etapas burocráticas, contratos assinados há quase dois meses não podem resultar no início imediato das obras. Sem orçamento aprovado e um decreto de programação financeira publicado pelo governo, não há clareza dos recursos disponíveis nos próximos meses. Resultado: a Infraero se viu forçada a não liberar nenhuma nova empreitada.

Sabe-se que vem arrocho por aí. No ano passado, a estatal teve R$ 1,9 bilhão para investir, mas só conseguiu executar 74% do orçamento. Para 2015, a proposta enviada pelo governo ao Congresso prevê R$ 1,5 bilhão em investimentos, sem contar custeio. A Infraero, depois de ter transferido para a iniciativa privada seus aeroportos mais rentáveis, tornou-se dependente de aportes do Tesouro Nacional para sobreviver. Hoje ela tem uma dívida de RS 90 milhões, conforme apurou o Valor, com construtoras e fornecedores por serviços já executados e não pagos.

Um dos casos de virtual paralisia do programa de investimentos, enquanto a lei orçamentária não é aprovada, atinge o novo terminal de passageiros de Macapá. Trata-se de uma novela que se arrasta desde 2007. A empreiteira Gautama, que estava tocando a obra, foi pivô de uni escândalo de corrupção investigado pela Polícia Federal - a Operação Navalha - e abandonou os canteiros.

Fila de espera

As principais obras que aguardam recursos

Em 23 de janeiro, depois de uni longo processo de licitação, a Infraero assinou contrato de R$ 163,2 milhões para retomar as obras. O terminal terá 19,4 mil metros quadrados e poderá receber 4,5 milhões de passageiros por ano - mais de quatro vezes a estrutura e a capacidade atuais. Normalmente, entre a assinatura do contrato e a ordem de serviço, há um lapso de poucos dias. No caso de Macapá, o ato final para dar partida aos trabalhos não saiu até agora.

“É unia situação que provoca desconforto”, diz uni executivo do consórcio formado pela EPC Construções e pela WVG, vencedor da licitação. Segundo ele, engenheiros e arquitetos responsáveis pelo gerenciamento do projeto já foram contratados, mas não podem ir para o local das obras diante da indefinição. A mobilização de trabalhadores e de equipamentos ainda é incerta. Unia das empresas do consórcio reclama ainda de atrasos da Infraero no pagamento de serviços executados nos aeroportos de Porto Alegre e de Rio Branco. “O pior é que, por causa das dúvidas quanto ao orçamento, não há perspectivas de se equacionar esse problema”, acrescenta o executivo.

Um mês depois de Macapá, em 23 de fevereiro, foi a vez de a Infraero assinar o contrato do aeroporto de Vitória. As obras, que incluem um terminal e uma pista novinhos em folha, vão custar R$ 523,5 milhões. Na década passada, elas também haviam sido abandonadas por suspeitas de sobrepreço e irregularidades apontadas pelo TCU. O consórcio de três empreiteiras que venceu a licitação para retomá-las - formado por Jota Ele, Damiani e Empo - também aguarda a ordem de serviço para abrir os canteiros.

A situação tem despertado pressão política sobre a Infraero. Na semana passada, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) se reuniu com o presidente da estatal, Gustavo do Vale, para cobrar celeridade na conclusão da reforma do aeroporto de Salvador. O terminal baiano ia receber um “banho de loja” na área de check-in, embarque e desembarque, escadas rolantes e elevadores.

A ideia era concluir até a Copa do Mundo, mas a reforma atrasou. Lídice disse ter ouvido que são necessários mais oito meses para terminar os trabalhos, com um aditivo ao contrato existente, mas nada acontecerá enquanto o orçamento e a programação financeira de 2015 não estiverem totalmente definidos.

Pelo menos outros dois grandes investimentos estão na mira da estatal neste ano. Fortaleza ganhará uma ampliação do terminal em funcionamento e Florianópolis terá um novo terminal. As empresas responsáveis por essas obras não entregaram o prometido e já tiveram seus contratos rescindidos. O ritmo das intervenções também dependerá dos recursos orçamentários disponíveis.


Tribuna do Norte - RN

2015-03-13

Sobe índice de satisfação com o novo aeroporto

O aeroporto governador Aluízio Alves, no Rio Grande do Norte, alcançou em fevereiro o maior índice de satisfação de passageiros em um período de oito meses e ultrapassou as “notas” dos terminais de Salvador, Porto Alegre e Congonhas na avaliação, realizada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) a partir de análise dos usuários.

Os dados foram antecipados à TRIBUNA DO NORTE e mostram que o índice do terminal potiguar ficou em 4,20, em uma escala de 1 a 5, em que cinco é a melhor nota.

Humberto Sales

Terminal de passageiros do aeroporto: Check-in é um dos itens melhor avaliados na pesquisa

De acordo com a pesquisa, o índice passou de 3,94 em dezembro de 2014 para 4,06 em janeiro – um crescimento que continuou no mês seguinte.

“Há uma tendência de melhoria na avaliação dos usuários”, diz a SAC. Em fevereiro, o aeroporto ficou em 5º lugar entre os melhor avaliados no país. A lista com os nomes dos demais, porém, ainda não foi divulgada. Ainda será publicada, também, a relação completa de notas atribuídas ao terminal em diversas categorias.

O levantamento foi realizado em 15 aeroportos internacionais, número que inclui os que operam nas cidades-sede da Copa do Mundo, bem como aqueles que, mesmo em municípios distintos, vinculam-se diretamente a estas cidades.

Foram entrevistados passageiros de voos domésticos e internacionais, que para chegar ao aeroporto podem ter usado transporte público ou privado.

2014

A edição passada da pesquisa, publicada em janeiro deste ano com dados relativos ao último trimestre do ano passado, mostra que os indicadores com melhor desempenho no aeroporto do Rio Grande do Norte foram: tempo de espera no check-in (4,79), cordialidade dos funcionários do aeroporto (4,62) e da emigração (4,55), além da cordialidade (4,53) e eficiência (4,52) dos funcionários do check-in.

Em outros aspectos, como limpeza, disponibilidade de assentos, conforto na sala de embarque e disponibilidade de informações, as notas também ficaram acima de 4, no período.

Em contrapartida, as notas mais baixas foram atribuídas a áreas relacionadas a custos e a área comercial. O valor dos produtos de lanchonetes e restaurantes, por exemplo, recebeu nota 2,06, o custo do estacionamento ficou com 2,17 e a categoria quantidade e qualidade de lanchonetes e restaurantes recebeu nota 2,23 dos passageiros.

O aeroporto Governador Aluízio Alves foi o primeiro do país concedido à iniciativa privada. A concessão foi arrematada pelo consórcio Inframérica, por meio de leilão realizado em 2011. O consórcio ficou responsável pela construção parcial, manutenção e exploração do aeroporto, por um período de 28 anos.

No dia 31 de maio de 2014 o empreendimento começou a funcionar, em São Gonçalo do Amarante. Na mesma data, o Augusto Severo, que atendia a demanda do estado, deixou de receber voos comerciais.


Jornal do Commercio - PE

14/03/2015, às 09h00

Noronha terá avião usando mistura de bioquerosene

O primeiro voo vai ocorrer no dia 05 de junho

Do JC Online

O voo do avião da Gol que sairá do Recife para Fernando de Noronha no próximo dia 5 de junho usará, em forma de teste, uma mistura com bioquerosene. O combustível é fabricado a partir do açúcar – que vem da cana – enquanto o querosene fóssil é produzido a partir do petróleo e, por isso, é mais poluente. Inicialmente, o bioquerosene virá de São Paulo, mais especificamente da cidade de Brotas, onde é fabricado pela empresa de origem americana Amyres.

"Esse bioquerosene é um clone do hidrocarboneto, que é o petróleo. É fabricado a partir de um processo de fermentação do açúcar”, conta o integrador da Plataforma Brasileira de Bioquerosene, Mike Lu. A ideia é criar uma infraestrutura para fazer a mistura com o bioquerosene no Aeroporto do Recife e depois certificar os voos que usam o produto como verdes. A classificação pode ser feita porque a mistura vai diminuir as emissões de carbono dos aviões. Pela lei, podem ser adicionados até 10% desse produto, cujas características são iguais às do querosene fóssil usado na aviação.

O governo do Estado também estuda a possibilidade de oferecer um incentivo fiscal (diminuição do imposto) que reduziria o preço do bioquerosene usado nos voos para Noronha. “Isso deixaria o preço do bioquerosene similar ao do querosene de origem fóssil”, conta o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier.

A Gol diz que os testes serão iniciados no dia 5 de junho caso o governo do Estado conceda o incentivo que torne o preço do bioquerosene igual ao do querosene fóssil.

Depois de um tempo, a produção do combustível verde será feita em Pernambuco. “Temos uma indústria sucroalcooleira consolidada e há alguns investidores interessados, mas não podemos divulgar”, explica Sérgio. É necessária a implantação de uma biorrefinaria que demandaria um investimento de R$ 100 milhões para transformar o açúcar em bioquerosene.

A iniciativa de fazer voos para Noronha com bioquerosene surgiu depois do Projeto Carbono Neutro, o qual mostrou que 55% das emissões de carbono do arquipélago são geradas por aviões. O levantamento foi realizado pela Secretaria estadual de Meio Ambiente.


Portal Correio da Paraíba

15/03/15 às 20h05

Acidente de avião deixa uma pessoa ferida no Sertão da PB

Pneu da aeronave estourou no momento em que ela aterrissava. Acidente aconteceu no povoado de Lagoa de Cruz, próximo a Princesa Isabel

Por Redação

Reprodução

Três pessoas estavam no avião

Um acidente de avião deixou uma pessoa ferida na tarde deste domingo (15) no povoado de Lagoa de Cruz, próximo ao município de Princesa Isabel (Sertão do estado, a 430 km de João Pessoa).

De acordo com o sargento Vtitleer Soares, da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar, um dos pneus da aeronave estourou no momento em que ela aterrissava. Com o impacto, a aeronave virou. O acidente aconteceu por volta das 15h30.

Ainda conforme o policial, três pessoas estavam na aeronave, mas apenas uma ficou ferida. A vítima foi levada para o Hospital Regional de Princesa Isabel. O Portal Correio tentou entrar em contato com a unidade de saúde para saber o estado de saúde da vítima, mas as ligações não foram atendidas.


O Tempo - MG

16/03/15 - 03h00

Estrangeiras no radar do Brasil

Governo está sendo forçado a rever posição refratária à participação do capital de fora na aviação

 Positivo. Rotas domésticas passaram de 36 milhões de passageiros por ano em 2002 para 111 milhões em 2013; abertura de capital traria movimento internacional similar

RIO DE JANEIRO. A aterrissagem de companhias aéreas internacionais no mercado brasileiro se anuncia como inevitável. E já estaria em curso. As quatro empresas brasileiras que dominam o setor – Gol, TAM, Azul e Avianca – já têm alianças com estrangeiras. A tendência, avaliam especialistas, é de integração crescente. Com isso, está cada vez mais próxima a derrubada do teto de 20% de participação de capital internacional nas empresas do Brasil.

Até então refratário à revisão da legislação, o governo está sendo forçado a rever sua posição. De um lado, precisa abrir canais para atração de investimentos e aliviar os custos que reduzem a competitividade das empresas brasileiras. De outro, quer garantir às rotas internacionais a expansão registrada nas domésticas, que decolaram de 36 milhões de passageiros por ano em 2002 para 111 milhões em 2013.

O Congresso trabalha para aprovar um projeto que pode ampliar o teto de investimento estrangeiro para até 49%. Executivos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Secretaria de Aviação Civil (SAC) reconhecem que nesse patamar a participação internacional não compromete o controle regulatório do setor e esperam uma mudança assim que o ambiente político desanuviar. Eles defendem que o aumento do teto é tendência em todo o mundo.

“A maior sinalização que isso vai ocorrer é a recente notícia de que o governo vai abrir mão da participação de 49% da Infraero na nova leva de concessão de aeroportos, o que sempre foi negado pelo Plantitleo. A mudança das aéreas se aproxima de vez, disse uma fonte do governo.

Procurado, o ministro Eliseu Padilha declarou que trabalha com o limite atual de 20%, alegando que nunca discutiu o assunto com a presidente Dilma Rousseff. Mas no governo o assunto já é debatido e ganhou força com a mudança de comando no Ministério da Fazenda, pois Joaquim Levy é mais favorável à abertura ao capital externo.

“Passamos a ter um mercado efetivamente competitivo. É um novo patamar de operações. Nada tem a ver com a década passada”

Eduardo Sanovicz

Presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)

“Não tem mais opção. Tem que abrir para o investimento estrangeiro. A vinda de capital internacional é inevitável. Perdemos o bonde”

Elton Fernandes

Professor da Coppe/UFRJ e especialista em transporte aéreo

Na prática, todas já têm acordos com ‘gringas’

Rio de Janeiro. A união da TAM com a chilena Lan, em 2010, sinalizou a mudança que hoje tem reflexos em todo o mercado. A Gol conta com a gigante norte-americana Delta e a europeia Air France/KLM como sócias. A Avianca Brasil costura um modelo de sinergia com a Avianca Colômbia. A Azul, constituída regularmente no país, foi criada pelo fundador da americana Jet Blue. Uma mudança na legislação favoreceria uma espécie de negócio dos sonhos para os governos brasileiros e português: a compra da TAP pela Azul, dizem fontes próximas às companhias. A demora nas discussões relativas à mudança da lei sobre participação de capital estrangeiro, segundo especialistas, pode ter feito com que o Brasil tenha perdido a batalha por um lugar ao sol na indústria global.


Circuito Mato Grosso

15/03/2015 09:29:08

Aeroporto Marechal Rondon continua com falhas em sua estrutura

Passageiros sentem-se inseguros em transitar nas dependências do Aeroporto Marechal Rondon, devido à não conclusão das obras

Simone Gomes

Mais uma entre tantas promessas para a Copa do Mundo, o Aeroporto Marechal Rondon ainda se encontra com problemas sérios de logística e funcionamento. Ao chegar à sala de desembarque, passageiros sofrem com a estrutura no local, como ftitlea de ar-condicionado, tubulações à mostra, forro de tecido e até luminárias sendo sustentadas por fita isolante.

A situação se agrava ainda mais quando há fortes chuvas no local, que chegou a ter partes do teto arrancadas devido ao vento. Há registros de alagamento tanto na parte inferior quanto na superior, o que traz uma verdadeira situação de pânico aos passageiros que passam pela cidade.

Além desses problemas, decorrentes de fenômenos naturais, há os, até então, ‘apagões’ e falhas no sistema de iluminação da pista de decolagem. Só em janeiro, dentro de 15 dias, houve três incidentes que resultaram em diversos voos cancelados e atrasados. Episódios que atingem diretamente os passageiros que necessitam dos serviços do aeroporto.

Diante das denúncias e dos incidentes, a reportagem foi conferir de perto parte desses casos no local. Logo quando adentra a sala de desembarque, é possível sentir o forte calor devido à ftitlea de ar-condicionado no espaço. Além disso, o teto é coberto por apenas um tecido, o que se evidencia com as goteiras decorrentes das chuvas.

O consultor técnico vindo de Fortaleza (CE) Geraldo Filho disse que ficou surpreso com a ftitlea de estrutura do aeroporto. Ele está de passagem pelo Estado a trabalho e disse que se sentiu perdido logo que chegou.

“O calor aqui é demais e não tem nem ar-condicionado nesta parte. Me senti perdido até para procurar uma lanchonete, tive que andar bastante para ver que era na parte de cima. Não tem nenhuma placa para nos orientar nem nada. Me perdi em um aeroporto pequeno”.

A opinião de Geraldo não é isolada. Uma comerciante que não quis se identificar disse que os clientes da loja em que trabalha não param de reclamar da estrutura do espaço: “Eles comentam muito sobre este forro de pano, o calor e tudo o mais. E também a ftitlea de internet, porque não tem sinal de wi-fi livre aqui”.

Já o empresário Carlos Roberto Santana apontou diversas falhas em toda a estrutura. Ele, que frequenta o aeroporto pelo menos duas vezes ao mês, disse que já presenciou situações alarmantes no local: “Uma vez estava na sala de embarque quando começou a chover. De fora, vi que a parte da entrada do aeroporto estava toda alagada com a chuva. Nós, passageiros, nos sentimos inseguros com esta ftitlea de estrutura. Nós já sofremos com as obras da Copa, agora estamos sofrendo com a ftitlea de estrutura da obra, com a qualidade péssima. A gente fica sem saber o que fazer”. “Eu sempre presto atenção onde estou posicionado, principalmente quando tenho uma criança por perto. Por exemplo, há aquela luminária sustentada só com fita isolante. E esse teto com tecido, eu nem sei o que tem além dele que pode me machucar, pois isso não segura nada. É algo preocupante e um desrespeito ao cidadão”, completou.


O Popular - GO

15/03/2015 05:05

Um mercado que decola em Goiás

Karina Ribeiro (KR)

wildes barbosa

De 2010 para cá, o mercado de aeronaves em Goás cresceu 35,8%, stitleando de 975 para 1.325 unidades homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sem contar os helicópteros (veja quadro). Entre os integrantes da seleta lista goiana, que coloca a frota do Estado na sétima posição do ranking nacional, estão empresários, políticos, artistas, produtores rurais e profissionais liberais. Muitos deles mal lembram a última vez que utilizaram aviões de carreira e, dependendo do trecho, não encaram estradas.

Se para alguns adquirir uma máquina milionária pode ser sinônimo de excentricidade, capricho ou ostentação, os empresários afirmam que aeronaves e helicópteros são utilizados, predominantemente, como ferramentas de trabalho. A possibilidade de visitar várias cidades num único dia contribui, e muito, para a expansão dos negócios.

AVIÕES EXECUTIVOS

O proprietário da FDO Brasil, empresa especializada em administrar aeronaves e assessorar aquisição de aviões, Zezil Alves Ferreira, desde 2011, quando a empresa foi criada, importou mais de 60 aviões executivos para uso privado em Goiás. Ele explica que o perfil dos clientes gira em torno de empresários e produtores rurais que querem ter proximidade com seus negócios espalhados em diversos cantos do País. “Estamos falando de pessoas que dão muito valor no ‘cara a cara’ e, com a facilidade do crédito dos últimos anos e dólar favorável, aproveitaram a oportunidade”, explica.

Em 2012, o advogado Djalma Rezende adquiriu uma aeronave italiana Piaggio Avanti 2, por uma bagatela de US$ 10 milhões, já com impostos. O avião, considerado a Ferrari dos ares, tem capacidade para 10 lugares (oito passageiros e dois tripulantes) e atinge a velocidade de 700 quilômetros por hora.

Os gastos mensais fixos com a aeronave giram em torno de R$ 100 mil. Isso considerando ela estacionada, sem levantar um milímetro do solo. “São contabilizados a remuneração do piloto e copiloto, checagem, manutenção, revisão e hangaragem (garagem própria para o avião)”, diz.

Mas essa está longe de ser a rotina da Piaggio. Segundo o advogado, ela voa, em média, 30 horas por mês. São corriqueiros destinos como Brasília, Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Santa Maria (RS) e, sobretudo, São Paulo (SP). Cada hora de voo adiciona-se mais R$ 11 mil, ou seja, mensalmente, são disponibilizados para os deslocamentos, em média, R$ 330 mil.

“Mas se não fosse à possibilidade de estar em até quatro cidades num único dia, não conseguiria reverter situações judiciais milionárias desfavoráveis aos meus clientes”, diz Djalma. Com a frase, o advogado explica que o dinheiro empregado com a aeronave entra na lista de investimentos e não de gastos. “É um cartão de visita, seria impossível expandir meus negócios se não fosse por essa agilidade”, conclui.

Proprietário de um helicóptero modelo Robinson 44 e de um avião Jetprop Piper, o empresário da Quick Logística, Rivas Rezende Costa, compartilha da opinião de que as máquinas são ferramentas de trabalho e propiciam a ampliação dos negócios. “A minha atividade é extremamente competitiva e resoluções de problemas logísticos precisam ser muito pontuais”, resstitlea. A empresa conta com 18 filiais espalhadas em todas as Regiões do País, inclusive,a matriz está instalada no Rio de Janeiro (RJ).

Rivas tem uma vantagem em relação a outros proprietários de aeronaves e helicópteros, alia os benefícios da agilidade e conforto propiciados pelo veículo ao prazer de pilotar. “Eu piloto tanto o helicóptero quanto o avião e para mim é um prazer enorme”, diz. Por não ter gastos fixos normais como piloto e manutenção afirma que não consegue calcular quanto gasta com os aparelhos por mês.

Ele explica que usa o helicóptero para deslocar em distâncias de até 200 quilômetros. Há mais de 20 anos, informa, não roda pela BR -060, no trecho que liga os municípios de Goiânia a Brasília. “Além da agilidade, não dá aquela preguiça e não pego congestionamento”, resstitlea.

Se o destino é mais distante, como São Paulo, Vitória, Belo Horizonte ou Cuiabá, liga o motor da aeronave Jetprop, com capacidade para seis lugares contando os tripulantes, e vai verificar os negócios de perto. “É caro, não dá para dizer que não, mas me auxilia nos negócios”, explica. Com impostos, o preço de mercado do helicóptero é de U$S 780 mil e do avião US$ 2 milhões. Vale lembrar que, entre os anos de 2010 e 2014, mais que dobrou o número de helicópteros em Goiás.

O custo fixo do avião turboélice, o mais comum em Goiás, é de R$ 40 mil. A predileção pela aeronave está ligada as suas características, que suportam pistas de pouso asftitleadas e de terra. O preço de um turboélice novo é de US$ 4 milhões, já um seminovo sai pela metade do preço.

OPORTUNIDADE

Com a disparada do dólar, o mercado de aviação está praticamente parado, mas não significa que não haja boas oportunidades de negócio. Segundo o executivo da Manavi CHE-7304-5, Diogo Melo Nery, aviões adquiridos em leilões e hangares com avarias são recuperados e vendidos, em média, por 30% do valor de um novo.

Segundo o gerente de importação da empresa, Rubens Correia Coimbra Júnior, conforme o Instituto Fomento Indústria, esse mercado vai crescer 30% até 2030. “Nós avaliamos aeronaves que sofreram algum incidente, recuperamos e voltamos para o mercado”, explica.

wildes barbosa

Djalma Rezende e seu Piaggio Avanti adquirido por US$ 10 mi em 2012: investimento

Mercado Turbinado

Aparelhos também são usados para lazer

Diomício Gomes

(KR)

Os empresários também utilizam as aeronaves para curtir momentos de lazer. Eles explicam que, ao contrário do que muitos pensam, em destinos cobiçados na titlea temporada como o Rio de Janeiro durante o carnaval, por exemplo, fica mais em conta colocar toda a família dentro do avião particular do que voar pelas companhias aéreas tradicionais.

O piloto e proprietário de duas aeronaves, uma Seneca 3 e Cessna 210, cujos valores atuais são de US$ 900 mil e US$ 800 mil, respectivamente, Vantuir Barbacena de Faria viaja para diversos Estados com familiares ou amigos em busca de descanso e lazer. Os locais preferidos são Buriti Alegre, Aruanã, Crixás, além de cidades do Pará e o Pantanal matogrossense. “Sou piloto há 29 anos, quando não estou pilotando a trabalho, viajo com a família.” Desde a década de 1990, adquire aviões. “Vendo e troco por outros. Isso é comum em quem é apaixonado por aviação.”

O proprietário da FDO Brasil, Zezil Alves Ferreira, observa uma mudança no comportamento dos goianos, que agora estão adquirindo aeronaves de forma compartilhada. Na prática, entre duas e quatro pessoas se associam não só para comprar o avião ou helicóptero, mas também para dividir custos operacionais fixos. “Tem muito avião executivo subutilizado, voando de cinco a dez vezes por mês.”

Veja o vídeo no site do O Popular

 


Mercado&Eventos

13/03 - 18:31

IAG e Irlanda podem estar perto de acordo de aquisição da Aer Lingus

Pedro Menezes

A garantia dos slots pertencentes a Aer Lingus no Aeroporto Internacional de Londres/Heathrow deixa o governo irlandês "com a pulga atrás da orelha"

O International Airline Group (IAG), grupo criado após a fusão da Iberia e British Airways, e o governo irlandês tentam chegar a um acordo sobre o destino dos valiosos slots que a Aer Lingus tem no Aeroporto Internacional de Londres/Heathrow. Atualmente, esta é a principal barreira que impede a aquisição, já planejada desde meados de dezembro, da Aer Lingus por parte da IAG.

Para um possível acerto oficial, a Irlanda exige que o grupo estenda sua garantia de manter os 23 slots da Aer Lingus no Heathrow com foco em rotas irlandesas de cinco para 10 anos. O CEO da IAG, Willie Walsh, afirmou em comissão parlamentar, em fevereiro, que não poderia ir além dos cinco anos já prometidos desde o começo da oferta.

Porém, pessoas próximas ao acordo disseram que a IAG e o governo irlandês estão perto de um acordo que perdura desde o ano passado. A oferta de US$ 1,51 bilhão foi mantida e, agora, o ponto principal é o compromisso com os slots da Aer Lingus em Londres.

O ministro dos transportes da Irlanda, Paschal Donohoe, disse, no último mês, que se o governo estiver considerando a oferta da IAG, que tenha certeza das promessas do grupo sobre a questão dos empregos que a companhia detém, além do crescimento no tráfego transatlântico por parte da Aer Lingus.


Panrotas

16/3/2015 08:06:00

Nicole Kidman é nova garota propaganda da Etiihad

Artur Luiz Andrade

Aviação , Hasan A. Saleh Al Hammadi, VP executivo; Peter Baumgartner, Chief Commercial Officer; Nicole Kidman; James Hogan, presidente e Chief Executive Officer; Khaled Almehairbi, VP sênior Governo e Assuntos Políticos, e duas comissárias da companhia

A Etihad Airways, que tem voos diários entre o Brasil e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, apresentou, neste final de semana, a estrela de Hollywood, Nicole Kidman, vencedora de um Oscar, como sua nova garota propaganda. Nicole estrela um comercial de TV, em evrsões de 39 e 60 segundos, e anúncios em outdoors, mídia impressa e na internet.

O comercial foi gravado a bordo do novíssimo A380 da companhia, que vem com as novas classes The Residence e First Apartment. A área denominada The Lobby, um lounge para os passageiros Vips na aeronave, também é mostrada no filme. Nicole Kidman também aparece, em uma criação digital, dentro do Louvre Abu Dhabi, que será aberto em breve, em obra do arquiteto Jean Nouvel. A atriz também aparece em Marselha (no Vieux Port Pavillon e na Villa Mediterranee) e na Strahov Library em Praga, como forma de mostrar o papel de embaixadora global da Etihad, além de sua liderança em inovação.

“A Etihad está constantemente empurrando os limites, inspirando-se em todo o planeta para oferecer uma experiência superlativa de voo a nossos passageiros. Estamos reescrevendo o livro de regras e reimaginando o ato de voar ao quebrarmos paradigmas e liderarmos o caminho da inovação, design, estilo e hospitalidade. Essa nova campanha foi perfeita em trazer nossa marca única e padrões de serviço ao vivo em um filme, ou em canais impressos e digitais”, disse o CCO da companhia aérea, Peter Baumgartner, no lançamento da nova campanha.

“Nicole Kidman é uma artista globalmente respeitada e a voz e rosto perfeitos para nossa história, incorporando sofisticação mundial, inteligência, originalidade e elegância – valores que formam as fundações da marca Etihad”. A frase final do comercial diz que a Etihad não quer melhorar o que já foi feito antes e sim reimaginar a experiência de voar por completo.

Assista ao vídeo