AeroClipping, segunda-feira, 26/01/15 - ano XIII - nº. 15

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O Estado de S.Paulo

Fracassa tentativa de trazer à superfície fuselagem de avião da AirAsia

Folha de São Paulo

Air France vê risco de excesso de capacidade

O Globo

TST apresenta proposta para reajuste salarial de 7% a aeronautas e aeroviários

Ameaças de bomba em dois aviões deixam aeroporto em Atlanta em alerta

G1

Aeroportos de Rio Preto e Araçatuba têm queda no movimento em 2014

Tam é condenada a indenizar cliente retirado da sala VIP por equívoco

alta de iluminação na pista cancela voos no maior aeroporto de MT

Valor Econômico

Aéreas e trabalhadores estão mais perto de acordo

ZERO HORA

Infraero deve definir ampliação do Salgado Filho no início de fevereiro

Jornal de Hoje - RN

“ANAC está boicotando, criminosamente, o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante”

Hoje em Dia - MG

Trabalhadores e companhias aéreas fecham acordo sobre reajuste salarial


O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2015 | 19h 17

Fracassa tentativa de trazer à superfície fuselagem de avião da AirAsia

Essa parte da aeronave chegou a se aproximar da superfície, mas voltou a afundar quando alguns balões de ar utilizados na operação se esvaziaram

O ESTADO DE S. PAULO

ASSOCIATED PRESS

Buscas por vítimas e destroços do avião da AirAsia continuam

Equipes de resgate da Indonésia fracassaram em sua primeira tentativa de trazer à superfície a fuselagem do Airbus da AirAsia que caiu no Mar de Java, no dia 28. Essa parte da aeronave chegou a se aproximar da superfície, mas voltou a afundar quando alguns balões de ar utilizados na operação se esvaziaram. "Agora, precisamos de mais balões", disse Suryadi Bambang Supriyadi, chefe de operações da Agência Nacional de Busca e Resgate.

Mergulhadores chegaram à fuselagem pela primeira vez na sexta-feira e recuperaram seis corpos. Até agora, foram recuperados 69 corpos de vítimas do voo 8501 da AirAsia, que decolou de Surabaia com destino a Cingapura, com 162 pessoas a bordo.

Autoridades acreditam que vários corpos ainda estejam no interior da fuselagem. De acordo com Supriyadi, a cabine do piloto está a cerca de 500 metros dali, em uma profundidade de 30 metros, e os corpos do piloto e do copiloto podem estar lá.

A queda do avião pode ter sido causada pelo mau tempo. Pouco antes de a aeronave desaparecer dos radares, os pilotos pediram autorização para mudar a altitude e evitar nuvens densas, mas a permissão não foi concedida devido ao tráfego aéreo intenso.

Investigadores e técnicos da Airbus estão analisando a caixa-preta do avião, que contém as gravações de voz e de dados sobre o voo.

Tatang Kurniadi, chefe da Comissão Nacional de Segurança de Transporte, descartou a hipótese de sabotagem e disse que um relatório preliminar sobre o acidente deve ser submetido à Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) na semana que vem.


Folha de São Paulo

Segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Air France vê risco de excesso de capacidade

Diretor para o Brasil diz ver 'tarifas estranhas', mais baixas, o que afeta receita do setor

FELIPE MAIA

ENVIADO ESPECIAL A PARIS

Com a economia enfraquecida e o investimento de companhias aéreas internacionais em novos voos saindo do Brasil, há risco de excesso de capacidade de assentos nas viagens para a Europa em relação à demanda. A afirmação é de Hugues Heddebault, diretor-geral da Air France-KLM para o país.

Isso é bom para os passageiros, já que as tarifas tendem a cair, mas é má notícia para a receita das companhias. Heddebault diz que começa a ver "tarifas estranhas" para as viagens entre América do Sul e Europa. "Outro dia, nós vimos uma a US$ 544. E não estou falando daquela da KLM", afirma o executivo, brincando.

Ele se refere a um erro no site da companhia em dezembro que fez com que passagens para a Europa fossem vendidas a menos de R$ 500.

O excesso de capacidade já é uma realidade para trechos entre Europa e América do Norte e também a Ásia, mercado em que há uma intensa competição com companhias como a Emirates.

"Da América do Sul para a Europa isso é limitado, mas já começa a ser um pouco irritante. Há um aumento no número de assentos nossos, da British Airways, da Swiss e da Royal Air Maroc. Se você quiser que eles sejam preenchidos, precisa fazer ótimas tarifas", diz.

Essa realidade global fez com que, em julho, a Air France revisasse para baixo suas metas de receita para 2014 --nos primeiros nove meses do ano passado, a companhia teve receita de € 18,7 bilhões, com queda de 3,6% em relação à do mesmo período de 2013, principalmente por causa de uma greve de pilotos que durou duas semanas em setembro.

A expectativa de baixa na economia brasileira também fez com que a empresa francesa fizesse uma revisão nos seus planos para o Brasil. O projeto era aumentar o número de voos saindo de Brasília para Paris de três para cinco por semana em julho, mas isso foi adiado para outubro.

"A demanda está aumentando, mas não tanto gostaríamos nem quanto costumava ser", diz Heddebault.

Um fator que pode ajudar as companhias a equilibrar as contas são as quedas no preço do petróleo no mercado global. Entretanto, para o executivo, ainda é cedo para dizer se isso vai influenciar no preço das passagens.

"Uns 20% do combustível que usamos hoje foi comprado há dois anos, outros 20% há seis meses. Leva um tempo até isso ter impacto nas passagens, então é um pouco cedo para saber", diz.

Há duas semanas, a Air France começou a voar para o Brasil com uma aeronave B777 com a cabine remodelada. As principais mudanças estão na classe executiva, que traz mais faturamento para a companhia, já que os passageiros pagam mais caro e viajam regularmente.

Nessa classe, a companhia não chama mais os lugares de "assentos", mas, sim de "suítes", porque as poltronas, que viram camas, ficam em uma espécie de casulo, separadas.

O jornalista viajou a convite da Air France

 


O Globo

24/01/2015 8:03

TST apresenta proposta para reajuste salarial de 7% a aeronautas e aeroviários

Diárias dos trabalhadores, vales alimentação e refeição poderão ter aumento de 8,5%

POR CRISTIANE BONFANTI

Aeroviários e aeronautas pararam por 1h na quinta-feira, dia 22, em SP (foto), no Rio e em outros aeroportos do país

BRASÍLIA - Depois de mais de cinco horas de negociação, o vice-presidente em exercício do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra Martins Filho, formulou nesta sexta-feira uma proposta de reajuste salarial de 7%, retroativo a 1º de dezembro de 2014, para os aeronautas e aeroviários. Além do reajuste salarial, a proposta é de um aumento de 8,5% no vale-alimentação, no vale-refeição e nas diárias dos trabalhadores. Os percentuais serão analisados pelos sindicatos dos trabalhadores em assembleias.

A audiência ocorreu depois de os aeronautas e aeroviários terem cruzado os braços por uma hora na quinta-feira, o que causou atrasos e cancelamentos de voos. As duas categorias pediam aumento salarial de 8,5% – o que equivaleria a uma elevação de 2% acima da inflação.

As categorias deverão apresentar uma resposta ao TST até 28 de janeiro. Além disso, empresas e trabalhadores vão discutir, em uma comissão paritária, temas como regulação da jornada de trabalho e folgas mensais. Esse grupo deverá concluir um relatório até 1º de junho. Durante todo esse período, aeronautas e aeroviários se comprometeram a suspender as paralisações.

- É uma proposta que atende parcialmente as expectativas dos trabalhadores e está dentro das possibilidades econômicas das empresas. Eu formulei uma proposta de composição dos dois dissídios coletivos de greve e uma proposta que, em princípio, está sendo aceita pelas empresas, pelo sindicato patronal, e que naturalmente deve ser submetida às assembleias dos aeronautas e dos aeroviários - afirmou.

Para o caso dos aeroviários, o reajuste salarial de 7% deve respeitar o teto de R$ 10 mil. Assim, o aumento máximo que eles receberão é de R$ 700. O texto que será votado em assembleia também prevê que trabalhadores que ganham até R$ 4 mil tenham direito ao vale-alimentação, a partir de 1º de fevereiro de 2015. Hoje, esse teto é de R$ 3,4 mil.

O vice-presidente em exercício do TST afirmou que, se o acordo for aprovado pelos trabalhadores, não haverá cobrança de multas no caso de algum possível descumprimento à liminar deferida na segunda-feira pelo presidente do TST, ministro Barros Levenhagen. A liminar determinou a manutenção de pelo menos 80% dos serviços em funcionamento na paralisação realizada na quinta-feira, dia 22.

- É uma anistia ampla, geral e irrestrita - disse o ministro Ives Gandra.

O diretor jurídico do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Marcelo Ceriotti, considerou que as reivindicações foram parcialmente atendidas.

— Parcialmente, a maioria das reivindicações foi atendida. O ponto mais importante que ainda não está definido é a formação de uma comissão paritária que tem que entregar um relatório conclusivo em 90 dias e vai determinar o ponto mais sensível da nossa discussão, que é a regulação da jornada de trabalho, dos limites da madrugada e dos limites de folgas mensais da categoria - afirmou Ceriotti.

Segundo ele, os trabalhadores devem discutir e votar a proposta em assembleia até 27 de janeiro.

No início da reunião, o sindicato patronal oferecia reajuste de 6,5%, sob a alegação de dificuldades econômicas. Ceriotti chegou a argumentar que o primeiro pedido foi para um aumento salarial de 11%. Na segunda rodada de negociação, os trabalhadores reduziram o percentual para 9% e, na terceira, para 8,5%.

— Não faltou boa fé - disse Ceriotti, no início da reunião.


O Globo

24/01/2015 20:52

Ameaças de bomba em dois aviões deixam aeroporto em Atlanta em alerta

Ninguém se feriu. Passageiros estão sendo interrogados e revistados por agentes do FBI

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Aviões pousam no aeroporto internacional de Atlanta, nos EUA: alerta máximo

ATLANTA, EUA — Duas ameaças de bomba deixaram o aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta, nos Estados Unidos, em alerta máximo neste sábado. Os aviões, oriundos de Portland, Oregon e de Milwaukke, Wisconsin, teriam um dispositivo explosivo. Segundo o porta-voz do aeroporto, as ameaças tinham como alvo um voo da Delta e um voo da Southwest que pousaram em segurança.

Ninguém se feriu. Passageiros estão sendo interrogados e revistados por agentes do FBI.

Um porta-voz militar, Preston Schlacter, informou que os aviões foram obrigados a aterrissar ccomo “medida de precaução”, depois que autoridades "recebeu a notícia de uma possível ameaça de bomba no Twitter.

O aeroporto americano é o mais movimentado do mundo e recebeu mais de 94 milhões de passageiros em 2013.


nonenonenone

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G1

25/01/2015 12h05

Aeroportos de Rio Preto e Araçatuba têm queda no movimento em 2014

Nos principais aeroportos da região houve queda no movimento.

Em Araçatuba, queda foi de 22%, e em Rio Preto foi de 5,4%.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

Veja vídeo no site do G1

De 2013 para 2014 o número de passageiros caiu nos dois principais aeroportos da região noroeste paulista, segundo a Anac. No aeroporto de Araçatuba (SP), o número de passageiros caiu 22%, indo de 164 mil para 128 mil. Já em São José do Rio Preto (SP), a queda foi menor, de 5,4%. Em 2013, 758 mil pessoas passaram pelo aeroporto, enquanto no ano passado foram 717 mil. E reajustes autorizados pela Anac nas tarifas aéreas podem diminuir ainda mais o fluxo de passageiros nos aeroportos.

A partir do dia 13 de fevereiro viajar de avião ficará ainda mais caro. A Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, autorizou um reajuste de 14% nas tarifas dos aeroportos públicos, taxas que definem o preço das passagens. Quem depende das empresas aéreas não aprova o aumento. “Se eles aumentarem muito a tarifa vai aumentar o fluxo de ônibus, porque o viajante vai preferir pagar pelo ônibus a pagar pelo avião”, afirma o administrador de empresa Francisco Afonso.

Outra mudança que pode mexer no bolso dos passageiros é a cobrança diferenciada das bagagens. Atualmente quem viaja de avião pode despachar até 28 quilos em voos nacionais sem pagar nada a mais por isso. As empresas aéreas querem liberdade na questão do peso e cobrar por tudo que o passageiro estiver levando. Caso a mudança seja aprovada pela Anac, quanto mais malas, mais a pessoa vai ter de pagar pela viagem. “Se houver uma redução do preço da passagem de quem levar menos bagagem, e pagar mais na passagem quem levar mais peso, isso seria justo”, diz o médico veterinário Marco Vigilato.

Nas agências de viagens as mudanças não devem prejudicar as vendas, mas o agente Sérgio Volpe não acredita que a passagem vai ficar mais barata para quem viajar com pouca bagagem. “Ninguém faz uma viagem sem mala, ninguém fica uma semana em um local só com uma bagagem de mão, então será um custo maior e isso hoje já é gratuito porque está embutido na passagem aérea”, afirma.

Passageiros aguardam para embarcar em Rio Preto (Foto: William Meia/TEM Você)

 


G1

24/01/2015 10h33

Tam é condenada a indenizar cliente retirado da sala VIP por equívoco

Ele comprou passagem de 1º classe para viajar de Goiânia a Orlando (EUA).

Em aeroporto de SP, ele ficou 5 minutos na sala e teve que voltar ao saguão.

Paula Resende

Do G1 GO

Constrangimento ocorreu em viagem de Goiânia a

Orlando (EUA) (Foto: Divulgação/Tam)

O desembargador Carlos Escher manteve a sentença que condena a TAM Linhas Aéreas a pagar R$ 15 mil por danos morais a um passageiro que foi retirado equivocadamente da sala VIP do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Conforme a decisão do relator, tomada no último dia 19, deve-se indenizar o cliente “pela má prestação do serviço”, pois em fatos como este, o dano moral é “presumido”.

Em nota, a TAM informou ao G1 que se manifestará nos autos do processo.

O problema ocorreu em 17 de outubro de 2010. Consta na ação que o passageiro comprou uma passagem de primeira classe de Goiânia para Orlando (EUA), com conexão em São Paulo. O consumidor chegou à capital paulista às 4h, mas só conseguiu entrar na sala VIP às 5h, mesmo tendo apresentado o bilhete.

Conforme a ação, após cinco minutos no local, o passageiro teve que deixar a sala VIP. Ele foi informado por uma funcionária que não poderia ficar no recinto em razão de seu voo ser fretado.

Segundo a ação, o cliente da empresa aérea tentou argumentar, mas, mesmo assim, foi obrigado a retirar-se do local “sob olhares das pessoas que ali se faziam presentes e que presenciaram a conduta vexatória a que foi submetido”. Apesar de pagar pelo benefício, o passageiro teve que aguardar o voo no saguão do aeroporto.

Os advogados do consumidor ainda defendem, na ação, que o constrangimento não durou apenas aquele momento. “Se prolongou no percurso de São Paulo a Orlando, uma vez que no mesmo voo seguiam diversas pessoas que presenciaram sua retirada da sala exclusiva. De certa forma, estes transtornos, decepções e perturbações prosseguiram mesmo após o retorno da viagem, na tentativa extrajudicial de esclarecer o problema”, afirma.

Recurso

No recurso proposto pela TAM, a empresa alega que “não houve qualquer dano moral, bem como qualquer tratamento desrespeitoso” em relação ao passageiro. Para a empresa, houve apenas um “simples contratempo”.

Segundo a companhia, foi solicitado que o cliente deixasse a sala VIP, junto aos demais passageiros, e aguardasse no saguão de embarque em razão da “proximidade do horário do voo”. A empresa também justifica que um “simples aborrecimento não pode ser alçado a dano moral” e pediu, pelo menos, a redução da indenização a fim de evitar enriquecimento sem causa.

Apesar das alegações da empresa, o desembargador manteve sentença da 1ª Vara Cível da comarca de Goiânia. Escher enfatizou, em seu voto, que o consumidor “pagou pelo serviço exclusivo e não obteve os benefícios a que fazia jus”.

Para o desembargador, o valor da indenização não deve ser alterado para não “desestimular novas condutas”. Além disso, ele considera que o montante não apresenta enriquecimento ilícito do consumidor e está dentro da capacidade financeira da empresa.


G1

24/01/2015 09h35

Falta de iluminação na pista cancela voos no maior aeroporto de MT

Infraero disse que dez voos foram cancelados no Marechal Rondon.

Problema foi no sistema de balizamento da pista e ainda não foi resolvido.

Do G1 MT

Aeroporto Marechal Rondon em Várzea Grande

(MT) (Foto: Diego Hurtado/TVCA)

Um problema de iluminação na pista do Aeroporto Internacional Marechal Rondon,em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, provocou o cancelamento de pousos e decolagens durante a noite de sexta-feira (24) e a madrugada deste sábado (25). De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que administra os aeroportos do país, a situação ainda não foi resolvida, mas os voos foram retomados na manhã deste sábado em função da iluminação natural da pista.

No total, dez decolagens foram canceladas e dois pousos foram enviados para outros aeroportos, segundo a Infraero, que informou também que a falha ocorreu no sistema de balizamento da pista e começou por volta das 20h40 de sexta-feira.

Ainda não se sabe as causas do problema, e técnicos deverão entrar na pista somente por volta das 13h deste sábado, por causa do funcionamento intenso do local nesta manhã. Os passageiros que tiveram os voos cancelados foram levados a hotéis da capital.


Valor Econômico

25/01/2015 às 05h00

Aéreas e trabalhadores estão mais perto de acordo

Por João José Oliveira | De São Paulo

Nova paralisações, como a que ocorreu no di 22, continuam, suspensas

Os aeronautas e aeroviários associados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), vão avaliar em assembleias marcadas para amanhã, dia 27, uma nova proposta mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre trabalhadores e as empresas aéreas. Até lá, a paralisação das duas categorias, que ocorreu na quinta-feira da semana passada entre 6h e 7h da manhã em diversos aeroportos do país, continua suspensa.

Em sessão mediada pelo vice-presidente do TST, ministro Ives Gandra Filho, na tarde de sexta-feira (dia 23), em Brasília, foi colocada a proposta, acordada entre as partes, que determina reajuste salarial de 7% retroativo à data-base das categorias (i0 de dezembro), respeitando o teto de R$ io mil para aeroviários; 8,5% de reajuste no vale-alimentação(aeronautas e aeroviários), vale-refeição de aeroviários e nas diárias de aeronautas, além de um reajuste no teto do vale alimentação (para ambas categorias) para o valor de ES 4 mil - esses reajustes entrariam em vigor a partir de 10 de fevereiro.

A proposta do TST prevê ainda um prazo de 90 dias (até 1a de junho) para que empresas e trabalhadores instituam comissões de estudos para discutir e apresentar à vice-presidência termos aditivos ao acordo.

Segundo ainda a proposta do TST, as empresas aéreas se comprometem a não cobrar a multa imposta pelo não cumprimento dos 8o% de manutenção dos serviços, em caso de aprovação do acordo nas assembleias, e também “não poderão fazer nenhuma retaliação” a curto, médio e longo prazo para quem participou da paralisação da quinta-feira passada, podendo compensar essas horas, sem desconto no salário.

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea] informou, por meio da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear], que vai aguardar a assembleia dos trabalhadores para se posicionar.

Na quinta-feira, os aeronautas e aeroviários realizaram paralisações nos principais aeroportos do país, entre 6h e 7h, para pressionar as empresas a aceitarem as reivindicações. As categorias pediam 8,% de reajuste no salários e nos benefícios sociais, além de ajustes em condições de trabalho. As empresas ofereciam 6,8% de aumento no salário.


ZERO HORA

12h5023/01/2015 | 12h48

Infraero deve definir ampliação do Salgado Filho no início de fevereiro

Conselho de Administração do órgão, que analisará o pedido do ministro Padilha, deve se reunir em duas semanas

Mauricio Tonetto

A ampliação da pista possibilitaria pousos e decolagens de aviões de grande porte, como os de carga

Responsável por aprovar ou não a solicitação do ministro da Secretaria da Aviação Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, de ampliação de 920 metros da pista do Aeroporto Salgado Filho, o Conselho de Administração da Infraero deve se reunir e definir a questão nos primeiros dias de fevereiro. A informação foi confirmada pela assessoria do órgão. A última reunião do conselho ocorreu no começo do ano.

Os conselheiros se encontram uma vez por mês ou excepcionalmente para analisar diversos pedidos relacionados aos aeroportos sob sua concessão. A Infraero já começou a reunir os documentos com detalhes do projeto de expansão da pista do Salgado Filho.

Em entrevista a ZH na quinta-feira, o prefeito da Capital, José Fortunati, disse que buscará "todos os aspectos técnicos para defender a ampliação" e vai encaminhá-los "formalmente para o conselho". A obra, que vai melhorar a segurança do aeroporto e ampliar o transporte de cargas, chegou a ser uma das mais importantes para a Copa do Mundo, mas foi retirada da lista de prioridades a pedido da Infraero em dezembro de 2012.

O órgão exige que o terreno destinado à obra deve ser totalmente cedido à União. Fortunati garantiu que não haverá entraves para isso e que as cerca de 1,8 mil famílias das vilas Dique e Nazaré (ao lado do Salgado Filho) serão levadas para imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida ao longo do ano. Segundo o prefeito, os trabalhos poderiam começar imediatamente.

Ministro volta atrás após susto em voo da Azul

Na tarde da última quinta-feira, Padilha emitiu uma nota e informou que solicitou a ampliação da pista do Salgado Filho à presidência da Infraero. No documento, ele defende que um incidente registrado com uma aeronave da Azul, no dia 19 de janeiro, demonstra a necessidade de maior espaço no aeroporto.

O avião teve um problema técnico e pousou emergencialmente na Base Aérea de Canoas – com 471 metros a mais de pista – na manhã do dia 19. O voo 4111 saiu do aeroporto de Confins (MG) às 6h57min para o Salgado Filho, quando teve de desviar.

"Solicitamos que seja avaliada a oportunidade e conveniência de ser dado andamento ao referido projeto, tendo em conta não somente a previsão de aumento da demanda do volume de cargas a ser transportado, mas também a segurança das operações, a fim de que, também, sejam evitados eventos da natureza do noticiado", escreveu Padilha ao presidente da Infraero, José Irenaldo Leite de Ataíde.

O documento também detalha as obras da primeira fase do Plano Diretor de expansão do Salgado Filho. O Terminal de Passageiros 1 passará de 41,5 mil m² para 60,3 mil m² até janeiro de 2017; o Pátio de Aeronave e Pistas de Táxi deve estar maior em março desse ano; um novo Terminal de Cargas, com área de 18 mil m², tem conclusão prevista para setembro de 2016, e o edifício garagem e um hotel de 200 apartamentos, ambos em parceria com o setor privado, devem ser finalizados até abril de 2016.


23/01/2015 às 14h44

“ANAC está boicotando, criminosamente, o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante”

Consórcio Inframérica não estaria sendo ressarcido devidamente

Roberto Campello

[email protected]

O Aeroporto Internacional Governador Aluísio Alves, localizado no município de São Gonçalo do Amante, região metropolitana de Natal, foi inaugurado no dia 31 de maio de 2014, e, desde então, o Consórcio Inframérica está impossibilitado de receber os recursos provenientes da taxa de embarque de passageiros, que não é cobrada no terminal. Isso acontece porque, segundo Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o novo aeroporto só poderá cobrar taxa de embarque, após a análise do relatório de obras que foi enviado à agência, desde setembro, e a posterior liberação. Diante da situação, o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, criticou a ANAC por não liberar a cobrança da taxa. “A ANAC está boicotando, criminosamente, o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante”.

“O que está acontecendo é inaceitável, pois a ANAC não deixa a empresa que investiu dinheiro privado – na ordem de mais de 600 milhões – a receber a tarifa relativa às taxas de embarque. O serviço está sendo prestado e nada está sendo cobrado. No final das contas, todo mundo está perdendo. Perde o Consórcio Inframérica, perde o Rio Grande do Norte e, principalmente, o nosso município”, denunciou Jaime.

Desde o início da operação do aeroporto, segundo Jaime Calado, mais de R$ 1,3 milhão passageiros passaram pelo aeroporto e o Consórcio Inframérica deixou de receber a taxa sobre todos os bilhetes. Além disso, o município de São Gonçalo do Amarante perde 5% sobre cada bilhete, correspondente ao Imposto Sobre Serviço (ISS). Segundo dados da ANAC, o valor a ser cobrado pelo aeroporto de São Gonçalo seria de R$ 21,49 nos embarques domésticos e R$ 38,04 mais US$ 18 nos embarques internacionais.

A explicação apresentada pela Agência Nacional de Aviação Civil é de que o aeroporto não foi concluído. No entanto, esse argumento é duramente rebatido pelo prefeito. “A empresa investe mais de R$ 600 milhões e é tratada dessa forma. Não entendo como o aeroporto foi autorizado pela própria ANAC para funcionar e não é autorizado a receber pelo serviço prestado. Não entendo essa discriminação com o aeroporto do Rio Grande do Norte se a mesma ANAC acaba de liberar mais de 800 novos voos para cá”, lamenta o prefeito. Ele conta que já encontrou aeroportos em condições muito mais precárias e que recebem a taxa de embarque.

“Falo não apenas como prefeito, mas como usuário. Recentemente viajei para o Rio de Janeiro e tive que usar o banheiro interditado do aeroporto Tom Jobim porque não tinha outro. Nosso aeroporto funciona melhor do que muitos outros, Brasil afora e é tratado dessa forma. Não vejo nenhuma reclamação do aeroporto. A reclamação que vejo é em relação aos acessos, mas isso não é responsabilidade da empresa e sim do Governo”, reclama.

A falta do repasse, segundo o prefeito Jaime Calado, prejudica a manutenção do aeroporto. “A empresa privada precisa desse recurso para poder investir e fazer uma manutenção permanente. Antes o aeroporto tinha uma manutenção melhor e hoje não tem uma manutenção 100%. Vou dar um exemplo: todas as lâmpadas internas, eles apagaram umas e deixaram outras acesas porque estão gastando muito. Não sei como eles estão funcionando. A falta do recurso corta qualquer possibilidade de investimento e, em médio prazo, pode comprometer a qualidade do serviço prestado”, fala o prefeito de São Gonçalo do Amarante.

No próximo mês, o prefeito de São Gonçalo deve ir a Brasília para solicitar uma audiência com a ANAC e com o Consórcio Inframérica para tentar resolver essa pendência. Na ocasião, o prefeito deve convocar a bancada federal para pressionar o órgão a liberar a cobrança da taxa de embarque.”É uma situação muito estranha, pois se a ANAC encontrasse alguma irregularidade que aplicasse uma multa à empresa, mas não, eles preferem não ceder e não liberar o pagamento da taxa de embarque”.


Hoje em Dia - MG

23/01/2015 20:24

Trabalhadores e companhias aéreas fecham acordo sobre reajuste salarial

Agência Estado

Os trabalhadores e as empresas aéreas chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial de 2015. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) - representante das empresas Avianca, Azul, Gol e TAM - aceitou o reajuste de 7% para salários até R$ 10 mil. O aumento foi intermediado pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho. "Eu formulei uma proposta com os dois princípios de dissídios (patrões e empregados), que está sendo aceito e deve ser colocado em votação pelas assembleias", disse.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte da CUT (Fentac/CUT) e Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) colocarão o acordo para aprovação dos associados. O acordo prevê ainda um aumento de 8,5% no vale alimentação e vale refeição, cujo tento por trabalhador passa a ser de R$ 4 mil. "Esses termos são os melhores e os possíveis no atual contexto", ressaltou Gandra. O ministro também determinou uma "anistia ampla, total e irrestrita" aos trabalhadores que aderiram à greve realizada na quinta-feira (23). "Não pode haver retaliação", disse.

Os aeronautas conseguiram que as empresas aceitassem criar comissão para discutir carga horária de pilotos e co-pilotos. A comissão deverá apresentar como resultado, até 1º de junho, regras sobre folgas, escala de madrugadas, sobreaviso e reserva, horas de solo, tabela de horário de trabalho e valor das diárias internacionais.

O diretor jurídico do SNA Marcelo Ceriotti havia dito pouco antes do acordo que os pilotos trabalham seis dias por semana, com 24 horas corridas de descanso, diferentemente de outros países, nos quais onde a carga horária é compensada com folgas. O sindicato vai colocar o acordo em votação na sua assembleias no dia 27.