O Estado de S.Paulo
Azul está na disputa pela TAP, diz ministro
Folha de São Paulo
Greve em aeroportos dobra percentual de voos atrasados
O Globo
Trabalhadores suspendem greve em aeroportos
Após protesto, aéreas dizem que vão tomar ‘medidas judiciais cabíveis’ contra sindicatos
Protesto de aeroviários causa atrasos em aeroportos do país
Anac diz que a empresa tem obrigação de informar e dar assistência a passageiros
Folha Rondoniense
Equipes de resgate encontram 6 corpos em destroços de avião de AirAsia
Jornal do Comércio - RS
Padilha revê posição sobre expansão do Salgado Filho
Correio do Povo - RS
Prefeitura justificará ampliação da pista do Salgado Filho à Infraero
Ministro pede ampliação da pista do Salgado Filho
Jornal do Commercio - PE
Air France anuncia novo plano de demissão voluntária para 800 funcionários
Jornal da Paraíba
Paralisação dos aeroviários causa atrasos nos voos na PB
Gazeta do Povo - PR
Governo analisa onze aeroportos para concessão à iniciativa privada
Diário da Manhã - GO
Cliente será indenizado por conta de desconsideração da TAM
Diário do Nordeste
Aeroporto passa por atrasos e cancelamentos
Jornal de Turismo
TAM libera informações sobre os impactos gerados por paralisações
Panrotas
Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Gol pode captar até R$ 70 bi
Luciana Collet
A mudança na estrutura acionária da Gol, que, se aprovada pelos acionistas minoritários, aumentará significativamente o número de ações ordinárias da companhia e permitirá novas emissões de ações preferenciais, dá à aérea um potencial de capitalização de R$ 70 bilhões, disse o presidente da companhia, Paulo Kakinoff. O cálculo leva em conta o preço das ações de anteontem, disse o executivo. Ele salientou, porém, que a companhia está com caixa confortável e que não há perspectiva de emissão no curto prazo. “Nem o mercado é favorável, e nem há necessidade para a companhia.”
Kakinoff explicou que a atual estrutura de capital era motivo de desconforto para a companhia há algum tempo e a proposta anunciada ontem é resultado de muitos meses de trabalho. Com um número quase equivalente de ações ON e PN e as limitações impostas pela Lei das SA e pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, a companhia praticamente não tinha como participar de eventuais oportunidades de capitalização.
Segundo o executivo, não existem discussões com acionistas estratégicos da companhia, como a Delta Airlines e a Air France KLM, para qualquer operação de capitalização.
Para os analistas do Credit Suisse, Bruno Savaris e Felipe Vinagre, a proposta de nova estrutura acionária pode criar uma pressão negativa sobre as ações da Gol. Eles salientaram, no entanto, que o processo de aprovação deve ser “amigável”.
Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Azul está na disputa pela TAP, diz ministro
Governo português afirma ter sido procurado pela aérea brasileira para participar do processo de privatização da companhia estatal
Fernando Nakagawa
ENVIADO ESPECIAL / DAVOS
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marco aurélio martins/agência a tarde-2/4/2011
Briga. O grupo espanhol dono da Air Europa também seria um dos interessados na TAP |
A companhia aérea Azul procurou o governo de Portugal interessada na privatização da TAP .A informação foi confirmada pelo ministro de Economia do país, António Pires de Lima. Durante o Fórum Econômico Mundial, Lima disse que “apesar da experiência com a Oi”, Lisboa ainda tem interesse em atrair o capital brasileiro para a venda da aérea estatal.
Após o anúncio oficial do governo português de retomada do processo de privatização da TAP, Pires de Lima confirmou que a companhia de David Neeleman procurou representantes do governo com interesse na aérea TAP. Sobre outras companhias brasileiras, Pires disse que não houve contato da Latam, dona da TAM, e da Gol. A Azul disse que não comentaria o assunto.
Em meio aos problemas societários entre a Oi e Portugal Telecom, o ministro reconheceu que é interessante ter brasileiros na disputa pela TAP, mas não perdeu a oportunidade de demonstrar insatisfação com a parceria entre os dois países no setor de telecomunicações. “Mesmo com a experiência da Oi, temos interesse em ter uma empresa brasileira”, disse.
Questionado sobre eventual problema jurídico – já que a União Europeia limita a participação estrangeira a 49% do capital das aéreas – Pires de Lima não demonstrou preocupação. Citou que, se um brasileiro ganhar o processo, poderia ser encontrado um acionista europeu para compor o novo grupo. Sobre a hipótese de uma saída no modelo Latam (que inclui a união de duas empresas, mas sem a perda da nacionalidade do controle das empresas que se associam),oministronãodemonstrou contrariedade.
Ele explicou que Lisboa olha com bons olhos para o capital do Brasil porque uma empresa nacional estaria mais propensa a manter o centro de distribuição de voos em Lisboa, no Aeroporto da Portela, para as rotas entre o Brasil e outros destinos na Europa. O governo local teme que se uma empresa europeia ficar com a TAP, Lisboa poderia perder importância como ponto de concentração de voos.
Além da Azul, outras empresas estariam na disputa pela TAP, como o grupo espanhol dono da Air Europa. Em 2012, o governo português tentou pela primeira vez privatizar a TAP. A única proposta foi do grupo Synergy, controlador da Avianca. A oferta, porém,foi rejeitada e Lisboa informou que a companhia do empresário Gérman Efromovich não ofereceu garantias financeiras suficientes para a compra.
? Regra
49% é o limite estabelecido pela União Europeia para participação estrangeira no capital de companhias aéreas
Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Greve em aeroportos dobra percentual de voos atrasados
Demoras superiores a 30 minutos somaram 18%, ante 8% na semana passada; partes vão se reunir nesta sexta (23)
Movimento ocorreu das 6h às 7h; associação das empresas aéreas afirma que efetivo mínimo não foi garantido
MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO
A greve de comissários, pilotos e trabalhadores de aeroportos que ocorreu das 6h às 7h desta quinta-feira (22) fez mais que dobrar o percentual de voos atrasados.
O índice de atrasos superiores a 30 minutos chegou a 18%; na quinta da semana anterior, 8% saíram atrasados. Os problemas ficaram concentrados na parte da manhã.
O nível de cancelamentos foi considerado normal pelas empresas: 8,9%; uma semana antes, eles atingiram 6,4% dos voos. Os maiores transtornos foram sentidos no Galeão, no Rio de Janeiro, onde uma manifestação na via de acesso impediu a chegada ao aeroporto.
O jornalista francês Jonathan Tamalet, 25, foi um dos afetados. Pouco mais de meia hora antes de seu voo partir, ele corria pela única via de acesso ao aeroporto. Ele deveria decolar às 8h45 para Curitiba (PR), mas não conseguiu. Acabou num voo às 9h com escala, adiando sua chegada em quase 3 horas.
"Na França tem greve, mas dentro do aeroporto", disse o funcionário da Hospitality, uma das organizadoras da Olimpíada de 2016.
De acordo com a Abear, associação que representa as empresas aéreas, o planejamento prévio, como o incentivo ao check-in pelo celular ou a permissão para remarcação de voos, aliviou o transtorno aos passageiros.
Entretanto, o impacto da greve na malha das empresas, com o efeito dominó dos atrasos, foi "superior a 20%". "A adesão passou de 20% e não foi garantido o efetivo mínimo", afirmou o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.
A entidade obteve na véspera decisão judicial garantindo o efetivo mínimo de 80% e diz que já apresentou os números para o TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Sérgio Dias, presidente da Fentac (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação), contesta. Para ele, o movimento atingiu o objetivo de sensibilizar as empresas. "Desde 1988 não havia uma greve unificada de aeronautas e aeroviários."
Os dois lados se reúnem nesta sexta (23) para uma conciliação. Os sindicatos querem reajuste de 8,5%. As empresas oferecem 6,5% (0,17% acima da inflação) e dizem que atenderam 25 de 33 reivindicações. "Deflagrar greve quando se tem na mão uma proposta de ganho real, no momento em que o cenário econômico não é dos mais bonitos, não é a decisão mais adequada", diz Sanovicz.
Para Dias, os trabalhadores estão abertos a um reajuste menor que 8,5% "desde que as empresas melhorem as condições de trabalho, não escalando, por exemplo, para madrugadas sucessivas".
Colaborou DIANA BRITO, do Rio
No Galeão, francês perde voo por causa de paralisação
DO RIO
Pouco mais de meia hora antes de seu voo partir, o jornalista francês Jonathan Tamalet, 25, corria pela avenida 20 de Janeiro, única via de acesso ao aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), na zona norte do Rio.
Ele deveria decolar às 8h45 para Curitiba (PR), mas não conseguiu. Acabou num voo às 9h com escala, adiando sua chegada em quase 3 horas.
"Na França tem greve, mas dentro do aeroporto", disse o funcionário da Hospitality, uma das organizadoras da Olimpíada de 2016.
23 jan 2015
Trabalhadores suspendem greve em aeroportos
Paralisação causa atrasos e cancelamentos de voos. Empresas e sindicatos se reúnem hoje
Roberta Scrivano, Daiane Costa,
Flávio Ilha, Jaqueline Falcão,
Gabriela Valente e Glauce Cavalcanti)
-RIO, SÃO PAULO, PORTO ALEGRE E BRASÍLIA- A greve iniciada ontem por aeronautas e aeroviários nos principais aeroportos foi suspensa no fim do dia, após a realização de assembleias pelas entidades sindicais. Está marcada para as 14h hoje audiência conciliatória com as companhias no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. O encontro marca a retomada de negociações de reajuste salarial dos trabalhadores. Participam a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT) e sindicatos.
Ontem, trabalhadores cruzaram os braços entre as 6h e as 7h nos principais aeroportos, após sete rodadas de negociação com as companhias sem o resultado esperado. Eles pedem reajuste salarial de 8,5%, equivalente a aumento real (acima da inflação) de 2%. As empresas oferecem 6,5%. Segundo Marcelo Ceriotti, diretor jurídico do Sindicato Nacional dos Aeronautas, a principal reivindicação é a melhoria na escalas de trabalho, com ampliação dos dias de folga em relação aos dias trabalhados.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os atrasos superiores a 30 minutos registrados em voos entre 6h e 18h de ontem equivaleram a 17,9% do total, ante 8% no mesmo horário na quinta- feira da semana passada. Em cancelamentos, a taxa foi de 8,9% ontem, contra 6,4% sete dias antes. O impacto da greve foi mais forte durante a manhã, segundo a Infraero. No intervalo de 5h às 9h, houve 128 atrasos (27%) e 45 cancelamentos (9%) dentre os 472 voos previstos para a maioria dos aeroportos.
A Abear e o Snea afirmaram, em nota, que durante a paralisação não foi garantido o efetivo de 80% de colaboradores, como estabelecido pelo Judiciário. Com isso, as empresas vão adotar “medidas judiciais cabíveis” contra os sindicatos. A Abear disse que a manifestação teve “impacto mínimo junto aos passageiros”. Em nota, a Azul informou que seus voos programados para ontem foram mantidos, tendo registrado apenas pequenos atrasos.
Dos 43 voos previstos para o período entre 6h e 7h de ontem pela TAM, 25 sofreram atraso, de acordo com a companhia. A Gol, por sua vez, disse que dos 45 voos previstos para decolar entre 6h e 7h, 27 tiveram atrasos. E afirmou que, para minimizar os danos aos clientes, “readequou sua malha e os reacomodou em outros voos”. Procurada, a Avianca não se manifestou.
22/01/2015 14:44
Após protesto, aéreas dizem que vão tomar ‘medidas judiciais cabíveis’ contra sindicatos
Sindicato Nacional dos Aeronautas diz que “alegação é fantasiosa e não afeta” os trabalhadores
POR ROBERTA SCRIVANO
SÃO PAULO — A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) afirmaram nesta quinta-feira, em nota, que as companhias aéreas vão adotar “as medidas judiciais cabíveis” contra os sindicatos dos trabalhadores que encabeçaram a paralisação ocorrida entre às 6h e 7h nesta quinta-feira nos principais aeroportos do país. Em nota, as duas entidades afirmaram que não foi garantido “um efetivo de 80% dos colaboradores, estabelecido pelo judiciário” o que teria impactado “20% das operações” dos aeroportos. Na quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do pessoal trabalhando durante a greve de hoje. Caso não cumprissem, receberiam multa de R$ 100 mil ao dia.
Segundo Marcelo Ceriotti, diretor jurídico do Sindicato Nacional dos Aeronautas, a alegação de que não haviam os 80% exigidos trabalhando “é fantasiosa e não afeta o sindicato”. A greve ocorre depois de sete rodadas de negociação entre trabalhadores e empresas, sem sucesso. O Sindicato pleiteia reajuste salarial de 8,5%, equivalente a um aumento real (acima da inflação) de 2%. As companhias oferecem 6,5%. Mas, segundo Ceriotti, o principal ponto de reivindicação é a melhoria nas escalas de trabalho, com a ampliação dos dias de folga em relação aos dias trabalhados.
— Se a companhia aérea é ruim para os passageiros, imagine só para o trabalhador — disse Ceriotti ao GLOBO.
Os Sindicato Nacional de Aeronautas fará assembleia com os trabalhadores nesta quinta-feira, às 15 horas, em seis cidades (São Paulo, Rio, Campinas, Belo Horizonte, Porto Alegre e Belém) para definir os próximos passos a serem adotados. Ceriotti acredita que haverá a suspensão temporária de paralisações, uma vez que a categoria terá amanhã, às 14 horas, uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
— Entendemos que essa audiência de conciliação deve ajudar a categoria a avançar nos pleitos. Então, por isso, provavelmente deve haver a suspensão do movimento — afirmou Ceriotti.
“IMPACTO MÍNIMO”
A Abear também afirmou que a manifestação teve “um impacto mínimo junto aos passageiros”.
Em nota à imprensa, a Azul informou que todos os seus “voos programados para hoje estão mantidos”. E que, mesmo com a manifestação no início da manhã, as “operações estão ocorrendo normalmente” e acrescentou que “registrou apenas alguns pequenos atrasos” e nenhum cancelamento.
Num comunicado interno enviado aos tripulantes e obtido pelo GLOBO, o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, reconhece a “impecável atitude no dia de hoje em relação à greve”. No e-mail, o executivo diz que esteve pela manhã em Viracopos, aeroporto de Campinas, e viu “de perto o quanto foram profissionais colocando os clientes em primeiro lugar” o que possibilitou a manutenção das operações em estado “praticamente normal, com alguns pequenos atrasos”. Ele acrescenta ainda que que “toda a liderança da Azul” está comprometida em “resolver a questão imediata do dissídio”.
Já a TAM detalhou que dos 43 voos programados para ocorrer entre às 6h e 7h, 25 sofreram atrasos acima de 30 minutos. Depois disso, a operação foi “normalizada”. A companhia disse também que os clientes “que foram impactados têm a possibilidade de remarcação dos bilhetes, caso assim o desejem, mediante disponibilidade e sem custo adicional”.
A Gol, por sua vez, disse que dos 45 voos da companhia previstos para decolar entre 6h e 7h, 27 tiveram atrasos superior a 30 minutos em todo o país. E disse que, para minimizar os danos aos clientes, "readequou sua malha e os reacomodou em outros voos".
Procurada, a Avianca não se manifestou.
22/01/2015 15:32
Protesto de aeroviários causa atrasos em aeroportos do país
Categoria pede reajuste salarial de 8,5% em vez do aumento de 6,5% oferecido pelas empresas
POR DAIANE COSTA / FLÁVIO ILHA
JAQUELINE FALCÃO / GABRIELA VALENTE
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Protesto no aeroporto de Congonhas - Marcos Alves / O Globo |
RIO, SÃO PAULO, PORTO ALEGRE E BRASÍLIA -
De acordom com o último balanço da Infraero, 148 dos 760 voos previstos nos terminais adminstrados pela estatal registraram atraso nesta quinta-feira, o equivalente a 19,5%. Foram registrados ainda 66 cancelamentos, ou 8,7% do total previsto.
O caso mais grave foi registrado no terminal Salgado Filho, em Porto Alegre. Durante o horário da manifestação, pelo menos nove partidas e três chegadas foram adiadas durante. Os transtornos, no entanto, continuaram durante o restante da manhã. Segundo o balanço atualizado às 10h, o aeroporto registra a maior taxa de atraso do país, com 55% dos 36 voos previstos atrasados. No início da manhã, a empresa informou que a situação só seria normalizada à tarde.
O movimento no terminal gaúcho foi iniciado às 6h e se estendeu por uma hora. No final do protesto, um grupo com cerca de 150 aeronautas e aeroviários realizou uma caminhada pelo saguâo do aeroporto.
PONTE AÉREA É AFETADA
O Santos Dumont, no Centro do Rio, dos 39 voos previstos até as 9h, 12 registraram atrasos e dez foram cancelados. A Infraero afirmou que reforçou o efetivo de funcionários no terminal e emitiu avisos nos painéis, avisando os passageiros sobre o protesto.
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EC Rio de Janeiro 22/01/2015 - Greve dos aeroviários no Aeroporto Internacional do Galeão. |
Já no aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, no Rio, não houve registros de atrasos ou cancelamentos causados pela manifestação. De acordo com a concessionária Rio Galeão, que administra o terminal, as oito decolagens previstas para ocorrer entre 6h e 7h, horário previsto para a manifestação, foram realizadas normalmente. Durante o horario da manifestação, o despacho de malas nos guichês das companhias aéreas ocorria sem filas. De acorodo com a concessionária, até as 9h foram registrados cinco voos atrasados e um cancelamento que não foram decorrentes da manifestação.
Mas do lado de fora do aeroporto, quem tentou chegar enfrentou retençao nas vias de acesso, já que a manifestaçao dos grevistas chegou a fechar um trecho da avenida 20 de janeiro. Às 6h, um trajeto que normalmente leva cinco minutos para ser percorrido levava 40 minutos.
Em São Paulo, no aeroporto de Congonhas, Zona Sul, até às 8h, dos 37 voos previstos, 12 estavam atrasados e 12 foram cancelados. A ponte aérea Rio-São Paulo foi o destino mais afetado.
A mobilização reuniu cerca de 300 aeroviários e aeronautas no saguão principal, mas sem tumultos. Os guichês das companhias aéreas ficaram abertos e funcionaram normalmente. O atraso ocorria no momento do embarque.
No aeroporto internacional de Guarulhos, Grande São Paulo, a paralisação afetou dez das 18 partidas programadas entre 6h e 7h desta quarta-feira. De madrugada, os grevistas chegaram a montar um piquete na entrada do aeroporto, para tentar convencer funcionários que chegavam para trabalhar a aderir ao movimento. A Polícia Militar foi acionada pela empresa que administra o aeroporto e a presença dos PMs irritou os aeronautas e aeroviários.
EM BRASÍLIA, SETE ATRASOS
No aeroporto de Brasília, oito dos 117 voos previstos até as 10 horas sofreram atrasos. De acordo com a empresa que administra o terminal, a Inframerica, dois voo foi cancelado. Em nota, a companhia lamentou o incômodo causado aos passageiros.
“O Aeroporto de Brasília lamenta os transtornos causados aos passageiros e informa que está trabalhando em conjunto com as companhias aéreas para minimizar os efeitos da greve. A Inframerica trabalha para manter a segurança e operacionalidade do aeroporto, assim como disponibilizar infraestrutura para melhor comodidade dos passageiros e usuários. Todas as ações de contingência foram adotadas para o menor impacto possível na operação”, disse a empresa.
A manifestação no aeroporto internacional Juscelino Kubitschek começou as seis da manhã. Os aeronautas (categoria dos tripulantes e comissários) encerraram a paralisação às 7h. No entanto, os aeroviários (trabalhadores do pátio e de atendimentos no balcão) estenderam o ato até às oito da manhã.
De acordo com a Inframerica, estão previstos para esta quarta-feira 500 movimentações, ou seja, pousos e decolagens. A média diária de movimentação do aeroporto é de aproximadamente 49 mil passageiros.
CATEGORIA QUER REAJUSTE SALARIAL DE 8,5%
Segundo Sérgio Dias, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac), a manifestação envolveu mais de mil aeronautas, só nos terminais do Galeão e de Congonhas, em São Paulo. Ainda não havia um balanço de quantos aeroviários — profissionais que atuam em terra — participaram da paralisação.
O protesto nacional foi convocado após a categoria ter rejeitado a p roposta de aumento salarial de 6,5% oferecida pelas empresas. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 8,5%, além do fim da escala de seis noites consecutivas de trabalho, aumento do número de folgas e auxílio-creche para os aeroviários homens, não só para as mulheres.
O sindicato dos aeronautas se reúne na tarde desta quinta-feira para avaliar o balanço da paralisação e decidir se haverá outro dia de manifestações.
22/01/2015 15:07
Anac diz que a empresa tem obrigação de informar e dar assistência a passageiros
Descumprimento de regras pode gerar multa de até R$ 10 mil
POR O GLOBO
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Braços cruzados. Aeronautas e aeroviários fazem manifestação no Aeroporto Internacional do Galeão - Gabriel de Paiva |
A assistência das empresas aos passageiros durante a greve de aeronautas e aeroviários nos principais aeroportos do país está sendo monitorada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 5h desta quinta-feira. Segundo a agência reguladora, um plano de contingência foi solicitado às companhias aéreas e aos operadores aeroportuários há uma semana e, pela Resolução 141/2010, é dever das aéreas informar ao passageiro sobre atrasos e cancelamentos de voos e o motivo. Operadores aeroportuários também foram acionados e orientados a reforçar a prestação de informação aos passageiros nos aeroportos.
A Anac ressalta que independentemente do fato dos transtornos serem causados por greve dos funcionários, as empresas são obrigadas a oferecer:
1. A partir de uma hora de atraso, facilidade de comunicação (como ligação telefônica gratuita ou acesso a internet)
2. Após duas horas, alimentação
3. Caso ultrapasse a quatro horas o atraso do voo, acomodação em local adequado, traslado e, quando necessário, serviço de hospedagem.
4. Em caso de overbooking, passageiros que se voluntariem a embarcar em outro voo mediante a compensações, devem ter assegurados também assistência material, assim como para os demais passageiros, de acordo com a Resolução n° 141/2010.
O descumprimento das regras da reguladora podem levara à multas que variam de R$ 4 mil a R$ 10 mil por infração. Por isso, é importante que o consumidor que se sinta prejudicado e não tenha seu caso solucionado pela empresa registre reclamação na reguladora e nos órgãos de defesa do consumidor. Em última instância pode-se ainda recorrer à Justiça. Para tanto, é importante que esteja documentado, guarde os bilhetes, fotografe painel do aeroporto, até gravações são válidas, depoimentos de outros passageiros também podem ser importantes, principalmente, se houver necessidade de ação judicial.
Dúvidas e reclamações podem ser feitas à Anac pelo 0800 725 4445, que funciona 24 horas, sete dias por semana e oferece atendimento em inglês e espanhol.
janeiro 22, 2015
Equipes de resgate encontram 6 corpos em destroços de avião de AirAsia
Escrito por Gomes Oliveira
Mergulhadores indonésios encontraram nesta quinta-feira seis corpos perto da fuselagem do avião da AirAsia que caiu no mês passado no mar de Java, mas não conseguiram entrar nos destroços do jato onde acreditam que esteja a maioria das vítimas, informou uma autoridade da Marinha.
O mau tempo e a baixa visibilidade da água têm prejudicado o trabalho dos mergulhadores que buscam os corpos e tentam levantar do fundo do mar a parte principal do avião.
“Estava muito escuro, a visibilidade era muito limitada, então nossas equipes de mergulho não conseguiram entrar”, disse o contra-almirante Widodo, comandante da frota ocidental da Marinha, a repórteres a bordo do navio militar KRI Banda Aceh. “No entanto, nós ainda acreditamos que podemos retirar todos os corpos de lá.”
Widodo acrescentou que as equipes de resgate esperam prender bolsas de ar gigantes na fuselagem para retirá-la do fundo do mar e levá-la à superfície na sexta-feira.
O voo QZ8501 da Indonesia AirAsia perdeu contato com as torres de controle do tráfego aéreo em meio ao mau tempo em 28 de dezembro, com menos da metade de um voo de duas horas entre a cidade indonésia de Surabaya e Cingapura. Não houve sobreviventes entre as 162 pessoas a bordo do Airbus A320.
Uma equipe internacional de busca e resgate recuperou 59 corpos até o momento e localizou as duas caixas-pretas da aeronave. A causa da queda fatal ainda é desconhecida, mas investigadores descartaram que tenha ocorrido um atentado.
Fonte: G1
23/01/2015
Padilha revê posição sobre expansão do Salgado Filho
Incidente com avião da Azul, ocorrido no dia 19, teria feito o ministro da Aviação Civil mudar sua contrariedade quanto ao aumento da pista
Economia
Por Marina Schmidt
No dia 16 desse mês, em reunião com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, alegou que, atualmente, o Rio Grande do Sul não movimenta carga suficiente para justificar a expansão da pista do aeroporto Salgado Filho. No entanto, um incidente ocorrido logo após esse encontro, no dia 19, teria feito o dirigente mudar a sua postura quanto à ampliação da estrutura. Na manhã daquele dia, um avião comercial da companhia Azul Linhas Aéreas, que deveria aterrissar na Capital, teve que fazer um pouso de emergência na Base Aérea de Canoas.
Em nota assinada pelo próprio Padilha e divulgada nesta quinta-feira, o ministro declara que “cientificado do incidente com a aeronave da Azul, a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República encaminhou, imediatamente, à Infraero o Ofício n. 33/2015/SAC-PR, solicitando que seu Conselho de Administração avaliasse a conveniência e oportunidade de ser dado andamento ao projeto de ampliação da pista do Salgado Filho, levando em conta não a alegada, mas incomprovada, demanda de carga, até então fator determinante, mas sim e especialmente a indispensável segurança de voo”.
O comunicado admite que a Infraero esperava pela carga para ampliar a pista. Como a principal variável levada à consideração do Conselho de Administração da Infraero para definir o momento de início das obras de expansão da pista foi a alegada necessidade decorrente do aumento de cargas aéreas a serem movimentadas no aeroporto, isso afetou a rapidez das ações. Conforme a Secretaria de Aviação Civil, as operações com cargas no aeroporto permanecem em torno de 35 mil toneladas ao ano há mais de cinco anos, e a Infraero passou a sustentar que “as obras de ampliação da pista seriam iniciadas se e quando fossem necessárias”. A justificativa é que atualmente a estrutura opera com cargas e passageiros, com grande folga, utilizando apenas 54% de sua capacidade.
Ainda de acordo com a nota, citando como fonte a Infraero, a ampliação e operação da pista só serão possíveis quando da plena e efetiva posse da União de toda a área do sítio aeroportuário. Além disso, terá que ser alicerçada em um complexo sistema de estacas, fixadas a uma profundidade média de 25 metros, que suportará uma plataforma em concreto destinada a servir de base para a construção dos 920 metros adicionais de pista. Dada à inconsistência do solo, essa iniciativa tem um custo estimado em mais de R$ 650 milhões.
Com as obras de expansão, a pista do Salgado Filho passaria a ter uma extensão de 3,2 mil metros. Também está previsto dentro do empreendimento o aumento do terminal de passageiros 1, que se encontra em desenvolvimento, com conclusão prevista para janeiro de 2017, elevando a área hoje disponível de 41.502 metros quadrados para 60,3 mil metros quadrados. Soma-se a isso a ampliação do pátio de aeronaves e pistas de táxi, com término previsto para março de 2015, e a construção de um novo terminal de cargas, com área de 18 mil metros quadrados, com finalização prevista para setembro de 2016.
Outras melhorias seriam as construções de um novo edifício-garagem a ser executado em parceria com o setor privado, com previsão de lançamento do edital em junho de 2015, e de um hotel com, no mínimo, 200 apartamentos, também em parceria com o setor privado, com expectativa do fim das obras em abril de 2016.
Comitê celebra decisão do ministro
A notícia de que a pista do aeroporto Salgado Filho será ampliada foi recebida sob aplausos no recém instalado Comitê do Aeroporto Salgado Filho. Na tarde de ontem, quando a reconsideração do ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, foi emitida – e imediatamente repercutida pela imprensa –, o grupo formado por integrantes de entidades da sociedade civil estava reunido para a primeira reunião, realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), em Porto Alegre.
O encontro começou destacando a importância da expansão da pista e teve a argumentação técnica principal apresentada pelo engenheiro civil Fernando Cavalcanti Bizarro, que refutou argumentos defendidos anteriormente por Padilha, que na semana passada afirmou que a ampliação da pista do aeroporto era desnecessária neste momento. “Nos últimos 15 anos, perdemos bilhões de reais em tributos e negócios que deixaram de ser realizados por falta de transporte aéreo adequado”, disse.
A defesa encontrou consonância entre os demais presentes, como o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística (Setcergs), Afrânio Rogério Kieling, que criticou a declaração do ministro de que o Estado não movimenta carga aérea suficiente para justificar a ampliação da pista. Kieling disse que, atualmente, a carga exportada segue por via rodoviária até outros aeroportos, como de Viracopos, em Campinas, distante em centenas de quilômetros da Capital.
Um outro argumento muito forte usado para justificar a intervenção foi o incidente envolvendo o pouso emergencial feito por um avião da Azul na segunda-feira. A aeronave vinha de Confins, Minas Gerais, com destino a Porto Alegre, mas por problemas técnicos acabou pousando na Base Aérea de Canoas, que tem 471 metros a mais de pista. Segundo passageiros, o problema enfrentado – não confirmado pela assessoria de imprensa da companhia – era de frenagem. Além de gastar combustível no ar, o piloto, segundo os presentes, utilizou toda a extensão da pista em Canoas.
“Temos esse fato recente do pouso da Azul que comprova a necessidade de ampliação da pista”, sustentou a presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/RS, conselheira seccional Teresa Moesch. Foi justamente ela que, pouco tempo depois, interrompeu os debates para anunciar que o ministro Padilha havia solicitado a ampliação da pista do Salgado Filho. Os aplausos e a comemoração que se seguiu provaram que o grupo formado já tinha um foco bem-definido: a garantia de operação do aeroporto internacional na Capital, com capacidade ampliada para receber aeronaves maiores, embora o discurso seja o de ampliação do debate sobre um tema que vem se estendendo há mais de uma década e meia e que, cada dia que passa, parece encontrar menos consenso entre entes do poder público e da sociedade civil.
Crea-RS considera expansão um risco
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (Crea-RS) vê a ampliação como um risco, já que a pista atualmente instalada não suportaria aviões com mais de 120 toneladas. “Um grande avião cargueiro tem 300 toneladas”, pontuou o presidente do Crea-RS, engenheiro civil Melvis Barrios Junior, acrescentando que a aterrissagem cotidiana de aeronaves de grande porte pode levar à degradação da pista. “Recuperar a pista atual custaria R$ 500 milhões ou R$ 600 milhões.”
Barrios diz que a presença do aeroporto na Capital deprecia áreas urbanas da cidade, o mesmo ocorre nas proximidades da Base Aérea de Canoas. Somados, os dois terrenos têm 1,2 mil hectares – área que, segundo o dirigente, comportaria novas construções, com a obrigação de que 200 hectares fossem utilizados para construção de parques e áreas verdes e que valeria R$ 10 bilhões. “Com esse dinheiro, o poder público fazia um novo aeroporto sem gastar R$ 1,00”, justificou, ressaltando que o objetivo da entidade é alertar para os riscos técnicos e defender que sejam feitos debates mais abrangentes sobre o assunto. “É um tema que afeta 10 milhões de pessoas.”
Outras vozes dissonantes no encontro vieram de produtores rurais de Portão, desta vez contra a instalação do novo aeroporto na cidade, que alertaram para problemas ambientais decorrentes do projeto e sinalizaram para a intenção das famílias de agricultores da região que querem permanecer no local. “Nós protegemos nossas figueiras centenárias, nossos mananciais e nosso gado. Eu tenho uma propriedade rural e não quero a indenização. Eu sou da roça e quero ficar na roça”, destacou o produtor rural Marino Costa.
22/01/2015 21:12
Prefeitura justificará ampliação da pista do Salgado Filho à Infraero
José Fortunati projeta que obras sejam realizadas em “futuro muito próximo”
Samuel Vettori / Rádio Guaíba
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, comemorou o anúncio da Infraero indicando ter solicitado o andamento ao projeto de ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Na próxima semana a prefeitura de Porto Alegre remeterá um documento ao órgão justificando a necessidade de aumentar o espaço de pousos e decolagens. “Teremos a pista ampliada num futuro muito próximo”, projetou o prefeito.
Fortunati avaliou que a ampliação vai alavancar negócios e possibilitar a vinda de mais turistas. “Eu estou absolutamente convencido de que a ampliação da pista vai potencializar a vinda de turistas para o Rio Grande do Sul e a importações e exportações que ao longo do tempo acabaram sendo prejudicadas pelo fato de a pista não ter a amplitude necessária para receber aviões de grande porte”, explicou.
Nesta quinta-feira o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, pediu que a Infraero dê andamento ao projeto de ampliação da pista em 920 metros. O conselho da empresa vai avaliar a possibilidade. O incidente com avião da empresa Azul, que precisou pousar em Canoas, na segunda-feira, porque a pista da base aérea é maior, foi o motivo alegado pelo ministro. Uma semana antes ele havia descartado financiamento público para a obra, durante reunião com o prefeito da Capital.
Fortunati disse ter ligado para Padilha a fim de agradecer o empenho dele, mas que não conseguiu falar com o ministro. “Deixei um recado na secretária eletrônica me colocando a disposição para fazer um trabalho de convencimento do conselho da Infraero”, revelou.
22/01/2015 19:35
Ministro pede ampliação da pista do Salgado Filho
Incidente com aeronave fez com que Eliseu Padilha mudasse de opinião, após ter negado obra
Correio do Povo
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Infraero volta a estudar a ampliação da pista do Salgado Filho |
Menos de uma semana depois de ter anunciado que o governo não iria ampliar a pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, o ministro da Secretaria Nacional da Aviação Civil, Eliseu Padilha, revelou que agora está defendendo o projeto, com custo estimado em R$ 650 milhões. O objetivo principal é garantir a segurança de passageiros.
Por meio de uma nota oficial, Padilha disse que pediu que a Infraero levasse em conta o incidente ocorrido com um avião da Azul na segunda-feira para que tocasse o projeto. Com pane no ar, a aeronave precisou pousar na Base Aérea de Canoas devido à extensão da pista, para evitar risco de acidente.
Pelo projeto, a pista do Salgado Filho deve ser ampliada em 920 metros, passando a ter extensão de 3,2 mil metros. Conforme a nota, a proposta encontra-se em fase de análise no Conselho de Administração da Infraero. Não foi divulgada na nota oficial uma data prevista para início e término das obras.
Para 2015 está prevista a conclusão do pátio de aeronaves e pistas de táxi, além da construção de um novo pátio para o novo Terminal de Cargas. Ainda neste ano está previsto o lançamento do edital de licitação da construção do novo edifício garagem.
22/01/2015, às 13h29
Air France anuncia novo plano de demissão voluntária para 800 funcionários
A cada ano, o grupo Air France, que empregava cerca de 65.000 pessoas no final de 2013, deixa sem substituição cerca de 1.000 aposentadorias
Da AFP
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Foto: STEPHANE DE SAKUTIN / AFP |
A direção do grupo francês Air France anunciou nesta quinta-feira a criação de um novo plano de demissões voluntárias que afetará 800 pessoas, o excesso de efetivo calculado pela companhia aérea, informaram fontes sindicais.
A cada ano, o grupo Air France (Air France, Hop!, Transavia France), que empregava cerca de 65.000 pessoas no final de 2013, deixa sem substituição cerca de 1.000 aposentadorias.
"O novo plano será aplicado provavelmente em 2015, complementando o terceiro plano de demissão voluntária, que está em andamento e acaba no final de março", disse um delegado sindical à AFP.
O grupo franco-holandês, advertiu no dia 18 de dezembro que seus resultados seriam inferiores às previsões iniciais. Esta foi a terceira advertência sobre o resultado do ano corrente.
Há alguns meses seus dirigentes preparam o ambiente para novos cortes efetivos.
Desde 2012, a Air France reduziu cerca de 8.000 empregos.
23/01/2015 06H00
Paralisação dos aeroviários causa atrasos nos voos na PB
Em João Pessoa, quatro dos 19 voos atrasaram; em Campina Grande, dos três voos previstos, apenas um atrasou.
ALEXSANDRA TAVARES
A paralisação dos aeroviários nos principais aeroportos do Brasil causou o atraso em 21% dos voos de João Pessoa e de 33,3% nas decolagens em Campina Grande segundo informações da Infraero.
O superintendente do Aeroporto João Suassuna, em Campina Grande, Roberto Germano, afirmou que em casos como estes a superintendência fica em estado de alerta para atender às necessidades dos passageiros.
“Houve atraso somente de meia hora em um voo em Campina Grande, mas a estimativa é que as atividades sigam normalmente ao longo do dia. Em situações como estas ficamos em estado de alerta, porque se houver um grande atraso temos que oferecer serviços como hospedagem ou remoção aos passageiros. Mas isso não foi preciso”, afirmou Roberto Germano.
Em Campina Grande, dos três voos previstos, apenas um atrasou cerca de meia hora no período da manhã. Roberto Germano enfocou que este tempo é considerado um retardo normal na rotina dos pousos e decolagens.
Em João Pessoa, quatro dos 19 voos atrasaram, o que representa 21% do total. O superintendente do Aeroporto Castro Pinto, Vicente Oliveira, foi procurado para comentar o assunto, mas segundo a assessoria de imprensa cabe às empresas aéreas se pronunciar sobre esta situação. A informação da assessoria de imprensa foi de que não poderia confirmar o motivo da demora nos voos.
A turista Clotilde Lira, 48 anos, estava ontem à tarde no Aeroporto Castro Pinto, com viagem marcada para o Rio de Janeiro. No momento da abordagem da reportagem, ela contou que estava previsto um atraso no seu voo. Seu marido, José Calixto, 53, contou que a empresa aérea sugeriu fazer o check-in pela internet.
“Fomos orientados pela empresa aérea a fazer o check-in online, para não termos problemas com a manifestação dos aeroviários. Mas não sofremos nenhum constrangimento”.
Os aeroviários e aeronautas realizaram na manhã de ontem uma paralisação de uma hora nos principais aeroportos do país. A categoria reivindica aumento de salário e benefícios socais para os trabalhadores da aviação civil.
22/01/2015 | 19:58
Governo analisa onze aeroportos para concessão à iniciativa privada
Programa de novos leilões deve ser iniciado ainda este ano, segundo o ministro Eliseu Padilha
REUTERS
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Brunno Covello/Gazeta do Povo
Mudanças no atual modelo de concessões de aeroportos também estão em estudo, segundo o ministro Eliseu Padilha |
O governo federal analisa onze aeroportos que podem ser concedidos à iniciativa privada, em um programa de novos leilões que deve ser iniciado ainda este ano, disse o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, nesta quinta-feira (22).
Mudanças no atual modelo de concessões de aeroportos também estão em estudo, segundo o ministro. Uma das regras que pode mudar é o veto à participação dos sócios das atuais concessionárias em novos leilões.
"Pode ser revisto (o veto). Temos de ver quantos players (empresas ou grupos de empresas) podem ser mantidos", disse.
Com o objetivo de gerar concorrência entre os aeroportos já concedidos, o governo federal vetou, nos leilões dos terminais de Confins (MG) e Galeão (RJ), a participação de sócios dos aeroportos leiloados anteriormente: Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF).
"A análise é: o número de players hoje já é suficiente para garantir a competitividade? Essa é a pergunta. Esta é uma análise que a gente não tem ainda", disse.
Na lista
O ministro não antecipou quais terminais podem ser leiloados, mas citou o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, entre os aeroportos que poderiam ser concedidos.
Ao falar de Porto Alegre, o ministro, que é gaúcho, indicou outra possível mudança no modelo de concessões. Como o aeroporto da capital gaúcha deve esgotar sua capacidade em 10 a 15 anos, uma possibilidade seria atrelar a concessão do Salgado Filho à construção e operação de um novo aeroporto na região para atender à futura demanda.
A ideia, segundo ele, seria usar parte da outorga a ser paga pelo aeroporto existente na construção de um novo, que seria depois operado pelo mesmo concessionário. "E ele terá de ter prazos para ter pronto o novo aeroporto, porque o antigo vai esgotar a capacidade."
Efeitos da Lava Jato
O ministro confirmou que empresas envolvidas na Operação Lava Jato da Polícia Federal e que são sócias das concessões de aeroportos negociam uma possível venda dessas participações.
"Está havendo um movimento de transferências (...) Esse movimento está acontecendo em todos que têm empresas que estão com problemas (na Lava Jato)", disse o ministro. "Eles querem realizar ativos para ter fluxo de caixa, porque o sistema financeiro começou a colocar obstáculos para eles", acrescentou Padilha.
As denúncias da Operação Lava Jato envolvem 39 pessoas acusadas de participarem de um esquema de propina em contratos da Petrobras, 23 delas vinculadas aos grupos OAS, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Galvão Engenharia, Mendes Júnior e Engevix. O Ministério Público pediu que as empresas façam o ressarcimento de R$ 1,186 bilhão aos cofres públicos.
A Engevix é sócia das concessões dos aeroportos de Brasília e São Gonçalo do Amarante (RN), enquanto a UTC é sócia de Viracopos.
O grupo OAS integra a Invepar, que é sócia da concessão de Guarulhos. Já o grupo Camargo Corrêa, que controla a construtora Camargo Corrêa, envolvida nas investigações, é acionista, por meio de outras subsidiárias, da CCR, sócia em Confins.
Promessa é licitar obras em aeroportos regionais ainda este ano
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, reafirmou que ainda este ano o governo vai iniciar as licitações para obras em aeroportos regionais.
O plano prevê a construção ou readequação de 270 terminais espalhados pelo interior do país. Destes, as empresas aéreas já operam ou têm interesse em operar em 124 terminais, disse o ministro.
"Hoje nós temos 43 destes aeroportos em fase de licenciamento ambiental. Após a licença, eles já podem partir para o anteprojeto e a licitação."
Para o plano de aviação regional, que envolve ainda subsídios para que as empresas aéreas operem voos para o interior, o ministro pretende usar os R$ 4,4 bilhões que devem ser arrecadados este ano pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac).
22/01/2015
Cliente será indenizado por conta de desconsideração da TAM
Goiano teria comprado passagem de 1ª classe para os Estados Unidos com direito a uso de sala VIP
Diário da Manhã
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TAM terá que indenizar R$ 15 mil: cliente teve que ficar em fila normal, apesar de pagar mais |
José Maria da Cunha Júnior será indenizado no valor de R$ 15 mil por conta de um equívoco da TAM Linhas Aéreas S/A, que esqueceu de recolocá-lo na sala VIP do aeroporto.
A decisão é do desembargador Carlos Escher, que apenas manteve sentença da 1ª Vara Cível da comarca de Goiânia, que condenou a empresa de aviação a pagar os danos morais.
O episódio aconteceu em outubro de 2010 quando José Maria da Cunha Júnior comprou passagem de 1ª classe para os Estados Unidos. O trecho Goiânia-Orlando realizaria conexão no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O cliente entendeu que teria o direito de uso de sala VIP, mas a TAM negou o benefício.
Na verdade, José Maria da Cunha Júnior até entrou na sala, após muito aborrecimento. Mas mal sentou na poltrona e escutou a chamada para embarque.
No curso do processo, a empresa aérea apresentou apelação cível para reformar a sentença. Ela alegou que não houve qualquer dano moral, assim como tratamento desrespeitoso a José Maria. Sustentou ainda a inexistência de prova sobre o que aconteceu, afirmando ter ocorrido um simples contratempo. Para o magistrado, que negou seguimento ao recurso de apelação, não existem dúvidas de que o cliente adquiriu o bilhete de primeira classe e, desta forma, fez jus a todos os benefícios que estão incluídos no preço pago, inclusive, o uso, sem restrição, da sala VIP.
De acordo com ele, por se tratar de empresa prestadora de serviço público e com base no Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade nesse caso é objetiva. “Razão pela qual ressai inconteste o dever de indenizar pela má prestação do serviço, ressaltando, ainda que, em situações como a descrita nestes autos, o dano moral é presumido”, enfatizou.
Caso
José Maria da Cunha Júnior diz que chegou no aeroporto de Guarulhos às 4 horas, e somente conseguiu entrar às 5 horas na sala VIP, mesmo tendo apresentado o bilhete desde a hora de chegada.
Sustentou que, menos de cinco minutos depois, foi informado por uma funcionária que não poderia ficar no local em razão do voo ser fretado. Nos autos, José argumentou que foi obrigado a se retirar “sob olhares das pessoas que ali se faziam presentes e que presenciaram a conduta vexatória a que foi submetido”.
Ele relatou ainda que, posteriormente, em contato com a companhia aérea, a empresa reconheceu que houve um mal-entendido de sua funcionária, mas que não poderia fazer nada para amenizar a situação.
23.01.2015
Aeroporto passa por atrasos e cancelamentos
Transtornos com voos aconteceram devido à paralisação de uma hora de aeroviários e aeronautas
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Conforme a Infraero, os passageiros não sofreram muito impacto, já que os atrasos não foram grandes, tendo, em média, 30 minutos |
Em decorrência do movimento nacional de greve dos aeronautas e aeroviários, que paralisaram as operações entre as 5h e as 6h de ontem (6h e 7h de acordo com o horário de Brasília), o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, registrou atrasos em 17 voos, além de cinco cancelamentos, do total de 53 voos realizados até as 22h de ontem.
Pelo menos três das aeronaves atrasadas, contudo, foram motivadas por manutenções emergenciais, sem envolvimento com a greve, assim como dois dos cancelamentos.
A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou, entretanto, que não houve transtornos com os passageiros, uma vez que os atrasos não foram grandes, com uma média de 30 minutos de duração. O voo com maior atraso foi o TAM-3859, com destino a Porto Alegre (RS), que partiu 110 minutos depois do previsto.
No resto do Brasil, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), foi o mais prejudicado, com 46 operações atrasadas e outras 42 canceladas, de um total de 259 voos que aconteceram até as 17h. No Aeroporto de Brasília, dos 226 voos, 66 estiveram fora do horário previsto e outros 20 foram suspensos. Os aeroportos brasileiros registraram 416 atrasos e 168 cancelamentos, dentre 2.342 voos programados para ontem.
Negociações
De acordo com o presidente do Sindicato dos Aeroviários do Estado do Ceará (Sindaero), Antônio Machado Holanda, a categoria vem, desde dezembro, tentando negociar o aumento salarial com as empresas aéreas, mas não obteve sucesso. As companhias teriam oferecido apenas o reajuste de 6,5%, tendo como base a inflação. "Isso não está de acordo com a produtividade que foi entregue durante todo o ano de 2014, quando houve a Copa do Mundo e o aumento da demanda de passageiros", coloca.
O líder sindical afirmou ainda que, caso não haja posicionamento satisfatório da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), com quem realizam a negociação salarial, os próximos dias serão marcados por novas e maiores paralisações.
Por meio de nota, a Abear e a Snea declararam que a ação teve impacto mínimo aos passageiros, em função das ações gerenciais adotadas.
O movimento grevista, entretanto, comprometeu mais de 20% da operação prevista, o que não garantiu o efetivo mínimo de 80% dos colaboradores, estabelecido anteriormente pelo Sistema Judiciário. Expõem ainda que as companhias aéreas estão normalizando as operações e adotando as medidas judiciais cabíveis.
22 Janeiro 2015 14:00
TAM libera informações sobre os impactos gerados por paralisações
A companhia está empenhada em oferecer o melhor atendimento e minimizar eventuais impactos gerados pela decisão de aeronautas e aeroviários de realizarem paralisações nos aeroportos brasileiros nesta quinta-feira (22), das 6h às 7h. A decisão das duas categorias ocorreu mesmo após o empenho do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para chegarem a um acordo com os sindicalistas em torno da negociação salarial deste ano.
Caso confirmada, essa ação poderá provocar reflexos nos voos domésticos em todo o país ao longo do dia. Nesse sentido, a empresa reforçou suas ações para mitigar eventuais transtornos e também orienta os clientes a tomarem algumas medidas preventivas, como realizarem check-in antecipado pela internet ou por aplicativo e chegar aos aeroportos com pelos menos uma hora de antecedência em relação ao seu voo doméstico.
Para os passageiros que tenham voos marcados durante o horário de paralisação, ainda existe a possibilidade de remarcação dos bilhetes, caso assim o desejem, mediante disponibilidade e sem custo adicional, abrangendo voos até 06/02/2015.
Para isso, o passageiro pode acessar o canal Serviços/Minhas Viagens/Alterar viagem, por meio do site www.tam.com.br, ir a das lojas da empresa nos aeroportos ou entrar em contato com a agência emissora de seu bilhete. Ultrapassada a data para remarcação e/ou fora das condições acima, o passageiro permanece sujeito às condições normais de compra e utilização dos bilhetes.
22/1/2015 17:24:00
Voos da Gol para EUA farão conexão em Punta Cana
Danilo Teixeira Alves
A partir de 1º de março, os voos da Gol que decolam de/para Miami ou Orlando, nos Estados Unidos, farão conexão no Aeroporto de Punta Cana, na República Dominicana, e não em Santo Domingo, capital daquele país, como é feita atualmente. De acordo com a companhia, “a mudança acompanha a crescente demanda e melhora as opções de acesso aos clientes a Punta Cana”.
Para informações sobre acomodação de passageiros o e-mail disponibilizado pela Gol é o [email protected]. Os voos com conexão em Punta Cana já estão carregados no sistema da aérea. Para mais informações: www.voegol.com.br.






