AeroClipping, terça-feira, 09/12/14 - ano XII - nº 316

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O Estado de S.Paulo

Jato da Embraer cai nos Estados Unidos

Folha de São Paulo

Para sindicato, Gol devia ter atendido cadeirante em Foz

Lufthansa autorizará falcões a bordo

O Globo

O horror, o horror

Seis pessoas morrem na queda de avião sobre casas em Maryland

Embraer faz primeiro teste do KC-390 em movimento

G1

Lufthansa vê custos de greve em cerca de 200 milhões de euros

Outro avião da Qantas faz pouso de emergência por problemas técnicos

Valor Econômico

No radar das companhias aéreas, um ano difícil

ZERO HORA

Acessibilidade em aeroportos gaúchos ainda passa por turbulência

Jornal da Cidade - PI

Juiz arrogante dá voz de prisão a funcionários da TAM por perder voo

Jornal do Commercio - PE

Pouso forçado de aeronave agrícola em Floresta é investigado pelo Cenipa

Estado de Minas

Voos para os períodos de Natal e réveillon já estão até quatro vezes mais caros

O Imparcial - MA

Juiz que pediu prisão de agentes da Tam será denunciado ao CNJ

Tribuna da Bahia

Polícia Federal vai investigar as obras no aeroporto de Feira de Santana

Página20.net - AC

Jorge Viana cobra da Anac que novas empresas aéreas façam voos para o Acre

Jornal de Turismo

Primeiro A321 da LAN passa a operar no Chile

Mercado&Eventos

Jatos executivos da Emirates completam primeiro ano de operações

Panrotas

A 7 dias da apresentação, Qatar mostra um pouco do A350

Projeto regional da Tam em 2015 pode incluir Embraer


O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2014 | 21h50

Jato da Embraer cai nos Estados Unidos

Acidente em Maryland matou seis pessoas; empresa brasileira se colocou à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações

O ESTADO DE S. PAULO

MARYLAND - Um jato privado de pequeno porte da Embraer caiu nesta segunda-feira no estado de Maryland, nos Estados Unidos, matando seis pessoas. O porta-voz do Corpo de Bombeiros local, Pete Piringer, afirmou que três pessoas que estavam a bordo não sobreviveram ao acidente na cidade de Gaithersburg. Uma mulher e seus dois filhos, que estavam em uma das casas atingidas, também morreram.

O acidente provocou um incêndio, que queimou duas casas e danificou outras duas. Um porta-voz da Força Aérea Americana disse que o jato EMB-500/Phenom 100 estava se aproximando do aeroporto de Montgomery, onde deveria aterrissar - a 1,6 quilômetro de onde o acidente ocorreu.

Jose Luis Magana/AP

Acidente com avião de pequeno porte da Embraer deixou três vítimas nos Estados Unidos

A Embraer divulgou uma nota na qual diz que lamenta profundamente o acidente. "A empresa se colocou à inteira disposição das autoridades aeronáuticas para auxiliar nas investigações", conclui o breve comunicado. As ações da empresa fecharam em queda de 1,90% na Bolsa de São Paulo, cotadas a R$ 22,76.


Folha de São Paulo

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Para sindicato, Gol devia ter atendido cadeirante em Foz

DE BRASÍLIA - O Sineaa (Sindicato Nacional das Empresas de Administração Aeroportuária) divulgou nota responsabilizando a Gol pelos problemas enfrentados por uma cadeirante em Foz do Iguaçu (PR).

A Folha mostrou na semana passada que a executiva Katya Hemelrijk da Silva, 38, arrastou-se por 15 degraus escada acima para entrar no avião.

O Sineaa afirma que resolução da Anac estabelece um cronograma para que a responsabilidade pela acessibilidade passe das empresas para o operador do aeroporto. No caso de Foz, diz, o encargo só será da Infraero a partir de janeiro.

Na semana passada, a Gol lamentou o ocorrido, disse que ofereceu "alternativas" e que vai melhorar o atendimento.


Folha de São Paulo

08/12/2014 16h10

Lufthansa autorizará falcões a bordo

DA FRANCE-PRESSE

A companhia aérea alemã Lufthansa informou nesta segunda-feira (8) que vai autorizar os passageiros a viajar com falcões a bordo graças a uma nova plataforma que permitirá seu transporte, uma iniciativa destinada a atrair principalmente passageiros do Oriente Médio.

A bandeja de aço inoxidável chamada "Falcon Master" pode ser instalada junto às cadeiras dos aparelhos de Airbus, Boeing e outros modelos, segundo a Lufthansa.

Este modelo garante uma "higiene máxima", protegendo o ambiente dos aviões, acrescentou um comunicado da companhia.

A bandeja está em fase de elaboração e o processo de certificação demorará entre seis e nove meses antes de ser posta em uso, segundo uma fonte da empresa.

A medida é dirigida aos clientes do Oriente Médio, onde a falcoaria é muito popular.


O Globo

9 dez 2014

O horror, o horror

Gente Boa

CLEO GUIMARÃES

[email protected]

Estava tudo pronto para o voo 1631 da Gol decolar de Vitória rumo ao Santos Dumont, na manhã de sexta, quando a aeromoça anunciou: “Bom dia, senhoras e senhores... Foi visto um roedor dentro do avião e, portanto, pedimos a todos os passageiros que saiam da aeronave até que ele seja capturado”.

Como não foi encontrado — e viajar com um rato dentro do avião é uma tortura com requintes de crueldade —, os passageiros foram remanejados para outro voo.


O Globo

08/12/2014 20:13

Seis pessoas morrem na queda de avião sobre casas em Maryland

Vítimas estavam a bordo de aeronave; incêndio atinge três residências

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Bombeiros tentam apagar o incêndio causado pela queda de um pequeno avião sobre casas em Maryland, EUA

GAITHERSBURG, Maryland — Um pequeno avião particular caiu sobre uma casa em Gaithersburg, Maryland, matando as três pessoas a bordo, além de outras três que estavam na casa. O acidente causou ainda um incêndio na casa atingida e em mais duas.

Segundo a agência de aviação americana, a aeronave era um bimotor EMB-500/Phenom 100, de fabricação da Embraer, que se aproximava para pousar no Montgomery County Airpark. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

"A aeronave estava a caminho da pista 14 do aeroporto do Montgomery County Air Park quando o acidente aconteceu", afirmou a agência Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) em comunicado. Os nomes das vítimas ainda não foram revelados, mas entre elas estão um bebê de dois meses, uma criança e sua mãe, que estavam na casa no momento da colisão.


O Globo

08/12/2014 17:11

Embraer faz primeiro teste do KC-390 em movimento

O GLOBO obtém imagens inéditas das manobras do avião militar de transporte, em Gavião Peixoto (SP)

POR ROBERTO MALTCHIK

Veja o vídeo no Globo.com

RIO - Na última sexta-feira, o clima era de apreensão em Gavião Peixoto (SP), onde fica a principal pista de testes da Embraer no Brasil. No asfalto, o KC-390 fazia seu primeiro teste em solo, ponto de partida para o voo inaugural de qualificação. A empresa já acionou os dois motores e parte dos principais sistemas de funcionamento do avião de transporte militar, cujo desenvolvimento custou R$ 4,6 bilhões ao governo federal, por meio da Força Aérea Brasileira (FAB). O resultado foi considerado positivo.

O GLOBO obteve com exclusividade um breve e inédito registro do teste do KC-390. Nas imagens é possível verificar algumas manobras do avião em solo, que ocorreram conforme a previsão, segundo relato de fontes ouvidas pela reportagem. O teste serve para verificação do funcionamento dos motores, da integração de sistemas e também para aferir a eficiência das manobras em solo.

Esta é a primeira imagem revelada do KC-390 depois da sua apresentação ao público, que ocorreu em 21 de outubro, também em Gavião Peixoto. Um outro protótipo está em desenvolvimento.

De acordo com a Embraer, dada a complexidade dos sistemas, não é possível determinar a data exata para o voo inaugural. Porém, a empresa trabalha com a hipótese de fazê-lo voar ainda em dezembro. Estrategicamente, a Embraer quer executar o voo em 2014 para apontar ao mercado que o cronograma de desenvolvimento do KC-390 segue rigorosamente os prazos estipulados, o que é incomum no setor aeronáutico. Ainda assim, o KC-390 só voará depois que a segurança da operação estiver absolutamente testada.

Por ora, a FAB já encomendou 28 unidades do KC-390, mas a Embraer já tem cartas de intenções de outros cinco países ? Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca ? para a aquisição de outros aviões, totalizando 32. A primeira entrega do KC-390 está prevista para o segundo semestre de 2016.

O KC-390 é uma aeronave de transporte tático. Pode realizar missões como o transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento em voo, busca e resgate e combate a incêndios florestais. O avião é capaz de transportar até 26 toneladas de carga a uma velocidade de 470 nós (870 km/h).


G1

09/12/2014 09h37

Lufthansa vê custos de greve em cerca de 200 milhões de euros

Pilotos querem se aposentar aos 55 anos de idade.

Sindicato dos pilotos, o Vereinigung Cockpit, realizou 10 greves neste ano.

Da Reuters

Aviões da alemã Lufthansa estacionados no aeroporto de Munique no dia 1º de dezembro (Foto: Michael Dalder/Reuters)

Aviões da alemã Lufthansa estacionados no

aeroporto de Munique no dia 1º de dezembro

(Foto: Michael Dalder/Reuters)

A companhia aérea alemã Lufthansa estima que as greves podem ter custado quase 200 milhões de euros (247 milhões de dólares) à companhia neste ano, depois que outras duas greves de pilotos na semana passada forçaram o cancelamento de milhares de voos, disse um executivo.

A maior companhia aérea da Europa em termos de receita havia projetado o custo das oito greves de pilotos anteriores em 160 milhões de euros, subindo a 170 milhões de euros se as greves de outros funcionários de aeroportos fossem incluídas.

"Nossos clientes estão furiosos e muito decepcionados", disse o executivo da unidade Lufthansa German Airlines do grupo, Kay Kratky, em evento em Frankfurt na segunda-feira.

Os pilotos estão numa disputa com a administração sobre um esquema de aposentadoria antecipada que permite que eles se aposentem aos 55 anos de idade, que a Lufthansa quer alterar para novos funcionários da companhia e que os pilotos desejam manter.

O sindicato dos pilotos, o Vereinigung Cockpit, realizou 10 greves neste ano, incluindo as duas na semana passada. O sindicato se reuniria nesta terça-feira (9) para discutir uma proposta da Lufthansa para mediação na disputa.


G1

09/12/2014 01h02

Outro avião da Qantas faz pouso de emergência por problemas técnicos

Incidente foi na Austrália; voo fazia rota entre Sydney a Dallas (EUA).

É a terceira aeronave da mesma companhia que apresenta problemas.

Da EFE

Um avião da companhia aérea Qantas, o terceiro em um período de 24 horas, fez uma aterrissagem forçada na Austrália por causa de uma série de problemas técnicos, mas que não representaram perigo para a segurança dos passageiros, informou nesta terça-feira (9) a imprensa local.

O voo QF7, que fazia a rota entre Sydney a Dallas (EUA), retornou quatro horas depois da decolagem por problemas nos assentos, no sistema de entretenimento a bordo e em algum dos serviços higiênicos, segundo a emissora local 'ABC'.

A companhia afirmou em comunicado que a decisão foi tomada em favor da comodidade dos passageiros, acrescentou a fonte.

Na segunda-feira (8), dois aviões da mesma companhia aérea tiveram que fazer pousos de emergência na cidade de Perth, no oeste da Austrália, por causa de problemas mecânicos.

A primeira aeronave, que fazia o voo QF2 entre Dubai (Emirados Árabes) e Sydney, teve um queda abrupta de altitude, de 11.895 para 2.745 metros, o que provocou que o sistema computadorizado do avião interpretasse essa operação como uma manobra de aterrissagem e desligasse o ar condicionado dentro da cabine, de acordo com informações do 'Canal 9' da televisão local.

Algumas horas depois, um segundo avião da Qantas, voo QF904, fez um pouso forçado no aeroporto de Perth após serem detectados fumaça e vapor em seu interior.

Nos três incidentes, todos os passageiros resultaram ilesos.


Valor Econômico

09/12/2014 às 05h00

No radar das companhias aéreas, um ano difícil

Por João José Oliveira | De São Paulo

O ano de 2015: dólar mais forte, PIB estagnado, petróleo em queda, provável avanço na aviação regional e maior concorrência das aéreas americanas

As empresas brasileiras da aviação comercial estão enxergando no radar de 2015 um ano difícil. Por um lado as aéreas brasileiras entram no próximo ano com balanços mais robustos, projetando o retorno ao lucro consolidado das quatro maiores empresas - TAM, Gol, Azul e Avianca. Mas por outro lado, o horizonte pode ficar mais opaco por causa de maior concorrência de empresas aéreas americanas, de um dólar volátil e um Produto Interno Bruto (PIB) estagnado. Avanços na aviação regional e eventual maior abertura do setor ao capital externo podem ser o diferencial para lucro ou prejuízo.

A transição da política econômica, no ambiente doméstico, e as oscilações da cotação do petróleo, no mercado internacional, desenham um ano de 2015 volátil, disse o vice-presidente de finanças e gestão da TAM, Daniel Levy. "Sabemos que 2015 vai ser um ano de transição complicado", disse ele.

Outro problema é o baixo crescimento econômico, que afeta o ritmo de crescimento da demanda. Para o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Gol, Edmar Lopes, "a economia brasileira continuará apresentando ao longo dos próximos dois anos uma baixa variação do PIB e câmbio pressionado".

Para o ano que vem, os mais de cem economistas e consultores ouvidos pelo semanal Boletim Focus do Banco Central projetam um aumento de 0,73% do PIB, um dólar a R$ 2,70, em dezembro (para fim deste ano a estimativa é de R$ 2,55), com inflação e taxa de juros (Selic) também em alta - IPCA em 6,5% e Selic em 12,5%.

"Se a economia brasileira seguir crescendo nesse ritmo, praticamente estagnada, o setor aéreo não vai conseguir crescer muito mais em 2015 que em 2014", disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. No acumulado do ano até outubro, o transporte aéreo doméstico de passageiros cresce 5,45%, na demanda.

As empresas têm optado pela estratégia de manter a oferta controlada, sem aumentar a disponibilidade de assentos no mercado doméstico como forma de ganhar mais dinheiro por voo com aviões mais lotados. Segundo dados da Abear, a taxa de ocupação no transporte aéreo doméstico de passageiros cresceu 2,16 pontos entre setembro e outubro deste ano, levando o indicador para 80,8%. Um ano atrás, era de 76,7%.

Lopes, da Gol, diz que o controle de custos vai continuar ano que vem, mesmo que o preço do petróleo, que responde por 40% dos custos operacionais, siga em queda. Levy, da TAM, afirmou que essa volatilidade da cotação do petróleo nos mercados futuros vai durar até que a commodity encontre um novo patamar de equilíbrio. "Mas qualquer conflito no Oriente Médio é suficiente para mudar tudo. Por isso, temos que ser conservadores", diz Levy.

O executivo da TAM pondera que as economias do Hemisfério Norte vão crescer mais em 2015 que em 2014, o que favorece o Brasil. Mas ele lembra que a economia americana mais robusta fortalece o dólar, com repercussões sobre o real. E a moeda estrangeira pesa no balanço das empresas brasileiras.

Por causa do câmbio, principalmente, as quatro maiores aéreas do país devem fechar 2014 ainda no vermelho, após um 2013 em que o prejuízo líquido do setor somou R$ 2,4 bilhões, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Outra fonte de pressão sobre as aéreas brasileiras virá da concorrência americana. O acordo "céus abertos", assinado entre Brasil e EUA em 2011 e que vem sendo implementado gradualmente, terá a partir de outubro de 2015 liberação total para que rotas novas e aumento de frequência possam ocorrer independentemente de cotas.

Para o diretor da Federal Aviation Administration (FFA), Michael Huerta, o tráfego de passageiros e de cargas entre Brasil e Estados Unidos vai crescer a uma taxa média de 6,5% ao ano a partir de 2015, estimulado especialmente pelo "céus abertos".

A maior concorrência das americanas nas rotas para os EUA, as mais usadas pelos brasileiros quando voam ao exterior afeta uma estratégia importante das companhias brasileiras. TAM, Gol, Azul e Avianca querem aumentar as receitas com voos internacionais para aumentar a participação de moeda estrangeira nos respectivos faturamentos e, assim, reduzir a exposição do balanço à volatilidade cambial.

Uma resposta a essa ameaça pode ser inspirada no velho ditado "se não pode vencer o inimigo, una-se a ele". A TAM, por exemplo, cogita criar uma joint venture com a American Airlines, maior empresa de aviação do mundo, ano que vem para explorar as rotas entre Estados Unidos e Brasil.

A Gol tem na Delta Air Lines, terceira maior companhia americana, uma sócia. A aérea de Atlanta detém 2,9% do capital da brasileira. Analistas de mercado avaliam que essa parceria pode ser incrementada se o Congresso retomar a discussão abre a participação do capital esrangeiro na aviação comercial doméstica.

Na votação da Medida Provisória 652/2014, que regulamentava o programa de aviação regional, o relator do projeto, senador Flaxa Ribeiro (PSDB-PA) colocou no texto um parágrafo que acaba com o limite, hoje de 20%. A MP 652 passou na comissão mista do Congresso, mas acabou não sendo votada no plenário da Câmara por falta de agenda. O tema deve voltar em 2015.

Para o consultor da Bain & Company, André Castellini, especialista em aviação, é necessário que a indústria brasileira de aviação esteja preparada para um ambiente de maior concorrência mundial. "O mundo caminha para consolidação do setor. Por enquanto está ocorrendo em um mesmo continente, como nos Estados Unidos e na Europa", disse ele, citando os casos de fusões entre American Airlines e US Airways, United e Continental, British Airways e Iberia, Lufthansa e KLM, entre outras. "O próximo passo será a consolidação global. E é questionável a sobrevivência de uma companhia aérea que não seja parte do Primeiro Mundo no médio prazo".

Em 2015 as áreas podem contar com a melhora da infraestrutura aeroportuária e com a expectativa da aviação regional. "Aeroportos melhores permitem maior eficiência operacional, menores custos e margens mais altas", diz Castellini, da Bain. Com recursos privados e públicos somando R$ 6,5 bilhões, a capacidade anual de movimentação de passageiros em doze cidades e mais Campinas (que receberam turistas por causa da Copa do Mundo) deve aumentar 36%, de 154,5 milhões de pessoas para quase 210 milhões de viajantes.

Outros R$ 7,3 bilhões podem ser usados nos próximos anos a partir de 2015, no programa para 270 aeroportos regionais, além de subsídios para voos operados nessas rotas. A MP 652 que criou o programa de estímulo à aviação regional perdeu validade, mas o projeto deve ser retomado em 2015.

Para a presidente da TAM Linhas Aéreas, Claudia Sender, o programa da aviação regional " vai acabar atraindo para o setor aéreo uma parte da população que está no interior do país, a parte mais dinâmica da economia brasileira no momento".


ZERO HORA

09/12/2014 | 03h19

Acessibilidade em aeroportos gaúchos ainda passa por turbulência

Acesso ainda esbarra em equipamentos escassos e pouco adaptados às diferentes necessidades dos passageiros com deficiência

por Guilherme Justino

No terminal de passageiros 2 do Aeroporto Salgado Filho foi implementado o sistema ELO, com 5 mamuths (Módulo Remoto para Embarque Acessível), cada um com elevador que facilita o acesso de pessoas com necessidades especiais

Foto: Ortobras / Divulgação

Apesar de ter melhorado nos últimos anos — principalmente em função da Copa —, a acessibilidade nos aeroportos gaúchos ainda esbarra em equipamentos escassos e pouco adaptados às diferentes necessidades dos passageiros com deficiência.

Elevadores que ajudam no embarque e desembarque, cadeiras robóticas acopláveis às tradicionais e aeronaves com assentos e entradas adequadas ainda são pouco comuns — e não incluem as especificidades de cada pessoa com mobilidade reduzida. Cadeiras de rodas, banheiros, bebedouros e telefones adaptados são exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em todos os aeroportos do Brasil.

A presença de equipamentos específicos para levar os passageiros até o avião, porém, depende apenas das companhias aéreas. Cabe à Infraero e às demais administradoras disponibilizar os acessórios na área de circulação dos aeroportos, como saguão e estacionamento, e prestar ajuda quando solicitadas.

O problema é que, mesmo quando são disponibilizados meios de transporte, nem todos os casos são contemplados. Cadeirantes, por exemplo, precisam de assistências diferentes, mas os equipamentos usados — quando existem — não são capazes de atender a todos os casos.

— Muitos de nós conseguem viajar e ocupar os assentos sozinhos, mas como ficam os tetraplégicos ou obesos sem mobilidade? — questiona o atleta paraolímpico de esgrima Jovane Guissone.

Jovane menciona um caso recente para explicar como a acessibilidade nos aeroportos ainda tem muito a melhorar. A executiva Katya Hemelrijk da Silva precisou se arrastar por degraus para embarcar em um voo de Foz do Iguaçu (PR) para São Paulo, mesmo ressaltando ser cadeirante ao comprar a passagem. A falta de uma cadeira especial e de elevador conhecido como ambulift dificultaram seu acesso à aeronave. A irregularidade poderá resultar em multa de até R$ 300 mil para a Gol e a Infraero.

A tripulação ofereceu ajuda, mas ela negou, alegando que seria “humilhação” e sua condição — uma doença genética rara conhecida como “síndrome dos ossos de cristal” — exige cuidados.

Generalidade prejudica assistência adequada

A Anac recomenda que os passageiros informem suas necessidades na reserva ou, no mínimo, 48 horas antes do embarque. Dos aeroportos, são exigidos equipamentos que facilitem a acessibilidade e equipes treinadas.

As companhias aéreas também devem contar com meios de facilitar o transporte. Contudo, a dificuldade em lidar com as especificidades permanece. Presidente da Federação Rio-Grandense de Entidades de Deficientes Físicos (Fredef), Jair Silveira diz que a acessibilidade melhorou, mas há muito a mudar.

— Há empresas em que os comissários não têm treinamento, não há equipamentos ou as aeronaves não são adaptadas. O problema maior é que oferecem as mesmas alternativas para pessoas com lesões diferentes. Generalizar nos prejudica — relata Silveira.

No Estado, os principais aeroportos informam que cumprem a legislação e contam com equipes treinadas. A Infraero adiantou que, a partir de 2015, haverá melhorias — inclusive com a compra de 15 ambulifts. Como já conta com um sistema semelhante, Porto Alegre não será contemplada.

* Zero Hora

 


Jornal da Cidade - PI

Terça-Feira, 09 de Dezembro de 2014

Juiz arrogante dá voz de prisão a funcionários da TAM por perder voo

 

Momento em que a "autoridade" dá voz de prisão a funcionários da TAM

O juiz da comarca de Senador La Rocque, no sul do Maranhão, Marcelo Baldochi, deu voz de prisão a três funcionários da companhia aérea TAM, no último sábado (6), após ter o embarque de um voo para São Paulo negado por ter chegado atrasado ao aeroporto.

Segundo um prestador de serviço do aeroporto de Imperatriz, o juiz ficou nervoso após ser informado pelo funcionário que o horário de embarque já havia encerrado, e ele não poderia mais entrar no voo porque ela estava em procedimento de decolagem.

"Depois disso, ele ligou para a polícia para que viessem prender o funcionário. Ele ficou gritando no aeroporto, deu show de arrogância, de grosseria. E olha que os funcionários foram educados, não fizeram nada com ele, apenas informaram que não poderia viajar porque a aeronave já havia sido fechada", relatou.

Um vídeo publicado por um portal de notícias do Maranhão flagrou o momento em exato em que o juiz deu voz de prisão ao funcionário que deu a informação. "Você está preso em flagrante, você fique quietinho para o senhor aprender a me respeitar, um consumidor", disse o magistrado, em voz alta.

Ainda segundo a testemunha, os outros dois funcionários tiveram voz de prisão dadas porque foram tentar ajudar o colega e explicar que as normas da aviação não permitiriam o embarque.

A polícia informou que os funcionários foram encaminhados à Delegacia Regional de Imperatriz, onde prestaram depoimento, mas foram liberados em seguida. Eles foram acusados pelo juiz de crime contra o consumidor.

A polícia informou ainda que o juiz que fez a denúncia não compareceu à delegacia para prestar depoimento ainda. Ele conseguiu embarcar em outro voo ainda no sábado, da companhia aérea Gol. Ele deve ser intimado nos próximos dias.

Nesta segunda-feira (8), o caso foi remetido ao 3º Distrito Policial, que vai dar prosseguimento às investigações.

Em nota, a TAM informou que segue "todos os procedimentos de embarque regidos pela Legislação do setor". Disse ainda que está colaborando e prestando todos os esclarecimentos às autoridades sobre o caso.

A imprensa do Maranhão tentou localizar o juiz Marcelo Baldochi, mas não obteve êxito. Como esta segunda-feira é feriado no Estado, as ligações ao Fórum de Senador La Rocque não foram atendidas.

O juiz já é conhecido no Estado por se envolver em polêmicas. Em 2007, foi flagrado por fiscalização e denunciado por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda de sua propriedade.

Em dezembro de 2012, em Imperatriz, ele se negou a dar dinheiro a um flanelinha, discutiu com ele e acabou sendo esfaqueado.

Em nota enviada a imprensa na manhã desta segunda-feira, 8, a Associação de Magistrados do Maranhão (Amma) criticou a atitude do juiz. A entidade disse não compactuar com a atitude de Baldochi e anunciou que pedirá investigação do caso da Corregedoria-Geral de Justiça.


Jornal do Commercio - PE

08/12/2014, às 16h05

Pouso forçado de aeronave agrícola em Floresta é investigado pelo Cenipa

O pequeno avião precisou realizar o pouso forçado na última sexta-feira (5). O órgão colheu informações até o domingo (7)

Do JC Online

Foto: Venício Santos/Cortesia

As investigações sobre o pouso forçado de uma aeronave agrícola em Floresta, Sertão Pernambucano, na última sexta-feira (8), já foram iniciadas. No mesmo dia do acidente, os investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram ao local. Eles retornaram com os dados iniciais no domingo (7).

A aeronave saiu de uma fazendo no município de Campo Alegre, Alagoas. O destino era Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. Apenas o piloto estava no avião de modelo EMB-201 A. Ele não sofreu ferimentos.

Os investigadores ainda não divulgam informações sobre a investigação do acidente, pois ainda está em fase inicial. Segundo a assessoria de imprensa da Aeronáutica, apenas após a finalização do processo as causas podem ser divulgadas.

Veja o vídeo


Estado de Minas

09/12/2014 07:13

Voos para os períodos de Natal e réveillon já estão até quatro vezes mais caros

Quem não se programou vai ter que preparar o bolso

Pedro Rocha Franco

Os viajantes retardatários vão pagar preço bem mais salgado para desfrutar do descanso em alguns dos principais destinos nacionais e internacionais nos feriados de final de ano. O preço das passagens aéreas pode ser quase quatro vezes maior em relação às compras planejadas para daqui a três meses, em datas não comemorativas. Os bilhetes de ida e volta para o Rio de Janeiro, saindo de Belo Horizonte na antevéspera do ano-novo, por exemplo, saem por R$ 949. Em março, pelo mesmo preço, uma família de quatro pessoas poderia fazer a mesma viagem.

Levantamento feito pelo Estado de Minas no site Decolar.com mostra que, a menos de um mês para o fim do ano, o preço das passagens já decolou. A alta demanda do período, associada à proximidade das datas, faz com que os preços estejam nas alturas. Apesar do alto número de voos extras, é preciso caçar as melhores oportunidades e, muitas vezes, trocar as datas da viagem para conseguir preços melhores. Outra saída é trocar o transporte aéreo pelo rodoviário, em caso de distâncias mais curtas.

Viajar no réveillon também pode custar quase três vezes mais que no Natal. No levantamento, todas as passagens são mais caras no réveillon na comparação com o Natal. As maiores variações são para os voos com destino ao Rio de janeiro e Florianópolis. Em ambos os casos, viajar no período da virada de ano é 167% mais caro que na semana anterior. A explicação para o custo mais alto no réveillon novamente está na maior demanda para o período, que leva milhares de pessoas às praias, especialmente ao Rio, onde a principal atração da data é a festa de fogos em Copacabana.

O motorista Anderson Luís França se casa no dia 20, mas, em vez de viajar logo depois da cerimônia, preferiu adiar a lua-de-mel para a primeira semana de janeiro. “Preferi passar o Natal com a família”, afirma. Com isso, conseguiu preços mais atraentes, tanto na compra das passagens quanto na hospedagem no litoral nordestino. Outro fator que contribuiu para aliviar no custo da viagem é que o pacote foi adquirido com mais de 90 dias de antecedência. A orientação das companhias aéreas é, sempre que possível, para aproveitar os preços de três meses antes.

O mesmo se repete com os bilhetes aéreos para o exterior. A passagem rumo a Paris sai por R$ 7.337 no réveillon (incluídos impostos e taxas). Enquanto isso, na baixa temporada, o mesmo trajeto pode ser adquirido por R$ 2.998, ou menos da metade do valor. Para Miami, destino bastante procurado por brasileiros nos últimos anos, a passagem aérea sai por R$ 6.138 no período do réveillon, o que torna o passeio bastante salgado, principalmente se considerada a recente alta do dólar.

Operação reforçada

O ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco, e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, irão detalhar hoje a operação dos aeroportos brasileiros e o planejamento da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero) para o período de pico de demanda. Os dois irão apresentar os números de reforço de pessoal para atendimento aos passageiros em cada unidade. A estimativa do governo federal é de que 20 milhões de passageiros usem os aeroportos brasileiros no período de maior fluxo, entre dezembro e janeiro.

Até fevereiro, a Azul terá 3,5 mil operações extras, com foco nas regiões Sul e Nordeste. A companhia irá ofertar voos extras para 10 cidades, como Foz do Iguaçu, Natal e Petrolina. Também haverá reforço nas frequências para algumas das principais praias (Florianópolis, Porto Seguro, Recife, Salvador, Fortaleza, Maceió e Cabo Frio). A TAM irá disponibilizar mais de 1,2 mil voos extras entre domésticos e internacionais. Do total, quase 700 são para conectar os principais hubs da empresa. Até fevereiro, a companhia irá manter uma série de ações preventivas para tentar evitar transtornos.

No período, as três maiores companhias irão totalizar 8,7 mil voos extras. A Gol irá ofertar 4 mil novos na alta temporada. Ao todo, serão 9,9 milhões de assentos para os 69 destinos operados pela empresa, sendo 54 nacionais e 15 internacionais. Entre as novidades do período, o início da operação dos voos de Confins e Brasília para Punta Cana, na República Dominicana.


O Imparcial - MA

09/12/2014 07:51

Juiz que pediu prisão de agentes da Tam será denunciado ao CNJ

Marcelo Baldochi deu voz de prisão a funcionários da TAM por ter chegado após a chamada dos passageiros em voo. Magistrado diz que defendeu seu direito de consumidor

Diego Emir

O juiz Marcelo Testa Baldochi (titular da comarca de Senador La Rocque) que deu voz de prisão a funcionários da companhia aérea TAM – que trabalham no aeroporto de Imperatriz (MA) - e foram conduzidos ao Plantão da Polícia Civil na cidade, terá sua conduta investigada pelo Conselho Nacional de Justiça. Pelo menos é o que promete a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Maranhão. De acordo com uma nota enviada pela entidade, a conduta do magistrado é incompatível com a dignidade do cargo.

A assessoria da OAB distribuiu nota enviada afirmando que conduta do magistrado é incompatível com a dignidade do cargo. Crédito-OAB/Divulgação

Além da OAB/MA, a Associação de Magistrados do Maranhão (Amma) também por meio de nota à imprensa criticou a atitude do juiz Marcelo Testa Baldochi. A Amma disse não compactuar com a atitude do juiz e anunciou que pedirá investigação da Corregedoria-Geral de Justiça.

O fato ocorreu no último sábado (6), após o juiz ter sido informado que não poderia embarcar na aeronave com destino a São Paulo, pois a chamada tinha sido encerrada e a porta de embarque estava fechada cerca de sete minutos antes da sua chegada.

Inconformado com a situação, Marcelo Baldochi disse a um funcionário da empresa aérea que estava ocorrendo um desrespeito ao direito do consumidor. De acordo com uma testemunha que presenciou o ocorrido no local, o juiz chegou a entrar na área de embarque e deu voz de prisão ao funcionário, convocando um policial militar que estava no aeroporto para conduzir até a delegacia. Diante deste fato, outros funcionários da TAM tentaram intervir e acabaram recebendo voz de prisão também, totalizando assim três atendentes conduzidos ao Plantão da Polícia Civil.

Diante da repercussão que ganhou os fatos, o juiz Marcelo Baldochi que ainda não havia se manifestado sobre o ocorrido do último sábado (6), prestou esclarecimentos na tarde de ontem. “Muitos se contentam com as aparências, permitindo que a fantasmagoria prevaleça sobre a razão. Mas a razão não admite equívocos! O voo marcado para as 21h02 admitia o embarque, segundo as normas de aviação civil e do que consta do próprio bilhete, 15 minutos antes da partida. Todavia, mesmo com o chek-in em mãos, as 20h32 os passageiros Marcelo Baldochi e Camila Costa foram impedidos de embarcar sob a alegação de que deveriam estar no local às 20 horas”, relatou.

O magistrado ainda disse que o agente da TAM não prestou qualquer informação e disse que não era problema dele, isolando-se numa sala da companhia. Apesar de insistir para que através do rádio tentasse o embarque, o funcionário disse que não o faria. Ainda assim, Marcelo informou ter registrado às 20h42 horas uma ocorrência na Infraero/Anac, contra a companhia e seu agente que não prestou informação alguma das razões e o que faria com os passageiros.

Por fim Marcelo Baldochi ainda afirma que “o agente incorreu em ilícito civil e criminal, e toda e qualquer pessoa pode dar voz de prisão, chamar a polícia. Está na lei e ali se fazia presente um consumidor que exigia seus direitos. Essa é a democracia. Sem rótulos. E na verdade, até quem não frequenta aeroportos sabe o quanto as empresas aéreas abusam, deixam de honrar com seus deveres”, completou. Para concluir ele ainda afirma: “Numa democracia um juiz ou gari, como consumidores, têm o direito a ser tratado com dignidade. Informado e tudo mais”. Apesar de ter perdido o voo pela TAM, o juiz e Camila Costa foram embarcados em outra companhia aérea e seguiram rumo ao seu destino final que era a cidade de Ribeirão Preto (SP).

Por meio de nota a companhia aérea enviou o seguinte comunicado: “A TAM informa que segue todos os procedimentos de embarque regidos pela Legislação do setor. A empresa informa ainda que está colaborando e prestando todos os esclarecimentos às autoridades”.

O delegado regional de Imperatriz, Francisco de Assis Ramos, informou que não vai se pronunciar sobre o assunto até apurar melhor o caso. Já o delegado de plantão no momento do episódio, Marcelo Fernandes informou também não querer falar a respeito e não revelou os nomes dos funcionários da empresa e por quanto tempo ficaram na delegacia.

Histórico

O juiz Marcelo Baldochi tem histórico de ocorrência na Corregedoria de Justiça. Em 2011, ele foi denunciado por manter trabalhadores rurais em condição de escravidão, em sua fazenda, na cidade de Bom Jardim. Condenado, foi obrigado a indenizar os trabalhadores.

Em dezembro de 2012, foi Baldochi a vítima. Ele se recusou a pagar R$ 12 cobrados por um flanelinha (guardador de carros) e foi agredido a facadas e pauladas. Marcelo é do interior de São Paulo, e atua como juiz no Maranhão há mais de 10 anos.


Tribuna da Bahia

09/12/2014 00:01:00

Polícia Federal vai investigar as obras no aeroporto de Feira de Santana

por Hieros Vasconcelos Rego

Novas etapas da operação Lava Jato, desencadeada pela Polícia Federal, pretendem buscar crimes que vão além da Petrobras e agora vão investigar também a concessão e obras em pelo menos cinco aeroportos. Entre eles, está o do município de Feira de Santana, cuja construção ficou a cargo da UTC Participações.

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agerba), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), assinou em junho de 2013 a concessão do aeroporto.

Na época, o senador eleito, Otto Alencar, então governador em exercício, assinou com a construtora UTC Participações e com a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart) a concessão do Aeroporto de Feira de Santana, que leva o nome de João Durval Carneiro, e teve valor de contrato de concessão remunerada de R$ 50 milhões.

No contrato, estava previsto, pelo período de 25 anos, a ampliação, administração, operação, manutenção e exploração comercial do aeroporto de Feira de Santana pela iniciativa privada. As obras iniciais do aeroporto foram concluídas em setembro deste ano e foi reinaugurado pelo atual governador Jaques Wagner.

As investigações da Operação Lava Jato, segundo o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo caso, suspeitam de “crimes transcendentes” que podem ter desviado R$ 10 bilhões dos cofres públicos.

Conforme publicado no Jornal Folha de São Paulo, há uma lista com pelo menos 750 contratos, alvos dos negócios ilícitos do doleiro Alberto Youssef, que reforça a necessidade de apurar transações em áreas de infraestrutura como o de transportes.

Ainda conforme a Polícia Federal, sete executivos – entre eles João de Teive Argolo e Ricardo Pessoa – estiveram no escritório do doleiro entre os anos de 2011 e 20122, mesmo período em que saíram vencedoras os consórcios responsáveis pelos aeroportos de Viracopos, em São Paulo, e o de Feira de Santana.

Sobre a possibilidade de “crime transcendente”, a Associação de Aviação Nacional (ANAC), disse que: “É importante ressaltar que as concessões foram realizadas por meio de leilões públicos, baseados em editais previamente submetidos a audiências públicas e com regras que visavam maximizar a concorrência. Uma dessas regras impedia que a Agência divulgasse os participantes habilitados antes de cada leilão, ou seja, os concorrentes só foram conhecidos no momento de cada leilão. O objetivo dessa estratégia foi justamente evitar eventual conluio entre os participantes”, disse, em nota.


Página20.net - AC

8 de dezembro de 2014

Jorge Viana cobra da Anac que novas empresas aéreas façam voos para o Acre

O senador Jorge Viana pediu nesta segunda-feira (8) que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorize as empresas Azul e Avianca a terem voos diretos entre Rio Branco e Brasília. Segundo ele, a população do seu estado não pode mais depender apenas da Gol e da Tam, que chegam a cobrar mais de R$ 5 mil pelos trechos de ida e volta e, mesmo assim, só terão vagas a partir do dia 24.

“Todos os dias pessoas perdem oportunidade de trabalho, de negócios, faltam a compromissos por conta da maneira como as companhias aéreas estão tratando o povo acreano, o povo da Amazônia brasileira”, lamentou.

Viana comparou o valor das passagens com o cobrado pela viagem São Paulo-Paris, que, mesmo sendo para uma distância muito mais longa, custa R$ 3 mil. No caso dos Estados Unidos, observou, é possível comprar passagem por cerca de R$ 1 mil. Até para Pequim, do outro lado do mundo, o custo é de pouco mais de R$ 3 mil, disse o senador.

Viana lembrou que o transporte aéreo na Amazônia não é luxo, é a única saída para o restante do Brasil e, portanto, um serviço de primeira necessidade. Ele irá cobrar da Anac, dos presidentes das companhias aéreas e da Secretaria de Aviação Civil medidas para solucionar o problema.

“Exatamente nos lugares mais distantes, na Amazônia brasileira, onde ainda se tem um desafio enorme de ampliar os indicadores sociais e econômicos, é que se paga a passagem mais cara. Quer dizer, quem tem menos, paga mais. Quem pode mais, paga menos. Nós não podemos aceitar isso”, declarou.

Assessoria Jorge Viana

 


Jornal de Turismo

Segunda, 08 Dezembro 2014 15:43

Primeiro A321 da LAN passa a operar no Chile

A LAN, membro do Grupo LATAM Airlines, recebeu a primeira aeronave do modelo Airbus A321 que será operada no Chile. O modelo apresenta uma fuselagem maior em comparação ao A320, aeronave atualmente operada pela companhia, permitindo que mais passageiros sejam transportados para as principais cidades do Chile.

O A321, que é maior aeronave da família Airbus A320, tem capacidade total de 220 passageiros, 46 assentos a mais do que no A320. Além disso, a moderna aeronave contará com o novo layout do Grupo LATAM Airlines, que é padronizado em todas as aeronaves.

Ao todo, o Grupo LATAM Airlines receberá 48 aeronaves desse modelo, consolidando-se como a maior operadora de Airbus na América Latina. Três aeronaves A321 serão incorporadas à frota da LAN no Chile ainda em 2014.

“Com a chegada do primeiro A321, não estamos apenas dando um passo importante para melhorar qualidade do produto que oferecemos aos passageiros. A medida também representa o compromisso permanente do Grupo LATAM de contar com uma das frotas mais modernas e eficientes do mundo. Além disso, significa que cada vez mais pessoas poderão viajar aos 15 destinos da LAN no país", comentou Gonzalo Undurraga, CEO da LAN no Chile.

Frota moderna e eficiente

Em linha com a constante renovação de frota do Grupo LATAM Airlines, a entrada do A321 proporcionará maior eficiência às operações realizadas dentro do Chile. Graças à tecnologia, aos materiais utilizados e à aerodinâmica do A321, sua maior eficiência de combustível se traduz em uma redução das emissões de CO2.

Este modelo possui sharklets, dispositivos fabricados com materiais de peso leve e tecnologia avançada, instalados nas asas da aeronave para reduzir sua resistência aerodinâmica.

Esses dispositivos permitem melhorar a capacidade de decolagem das aeronaves, levando a uma maior eficiência de combustível, redução das emissões de CO2 em aproximadamente 4% e redução das emissões de CO2.


Mercado&Eventos

08/12 - 12:37

Jatos executivos da Emirates completam primeiro ano de operações

Após mais de um ano de operações, a Emirates Executive, divisão de jatos particulares de luxo da companhia aérea, já voou mais de 450 horas para destinos na Europa, África, Extremo Oriente e Oriente Médio. A empresa apresentará suas aeronaves do modelo Airbus 319 no Middle East Business Aviation 2014 (MEBA) em Dubai, na próxima semana.

Desde agosto de 2013, a Emirates Executive oferece serviços de fretamento para a maioria das localidades no mundo e até além da rede da Emirates Airline. A configuração da aeronave foi projetada com um elevado nível de conforto e tem capacidade para transportar até 19 passageiros. O conceito apresenta suítes privativas e uma ampla área multifuncional de bordo, tornando-o versátil o suficiente para proporcionar experiências sob medida tanto para clientes individuais quanto grandes grupos.

“No ano passado observamos um aumento da demanda para o Oriente Médio e a África e devemos isso ao modelo da aeronave, que acomoda os passageiros de forma confortável. Estamos permitindo que empresários, grandes grupos familiares e delegações governamentais voem para mais longe, com mais rapidez, e se beneficiem das novas tecnologias”, destaca o vice-presidente sênior de Planejamento, Aeropolítica e Indústria da Emirates, Adnan Kazim.

De acordo com o executivo, a empresa registrou um crescimento significativo no segmento de charters privados neste primeiro ano e continuará a aumentar a oferta e principais mercados de origem, a fim de atender novas demandas. "Também consideramos parcerias com novos segmentos, como operadoras de turismo que vendem passeios de luxo pelo mundo e empresas de hospitalidade que promovem pacotes de viagem personalizados", disse.

Thalita Cardoso

 


Panrotas

8/12/2014 12:37:00

A 7 dias da apresentação, Qatar mostra um pouco do A350

Alex Souza

Primeira companhia a voar com o A350 XWB, a Qatar Airways fará o lançamento oficial da aeronave ao público na próxima semana, em Doha. Como aperitivo para o que vem por aí, a companhia acabou de postar em seu perfil no Youtube um vídeo que mostra a montagem da primeira aeronave, desde o transporte da fuselagem a bordo de um Beluga (avião de transporte da Airbus) até a montagem final.

Confira:


Panrotas

8/12/2014 01:06:00

Projeto regional da Tam em 2015 pode incluir Embraer

Artur Luiz Andrade

Claudia Sender, presidente da Tam

A presidente da Tam, Cláudia Sender, falou ao Portal PANROTAS sobre o projeto de aviação regional que a companhia aérea lançará em 2015. Segundo ela, haverá um incremento de malha da companhia, atendendo mercados regionais hoje não operados pela empresa. “Abriremos novas bases no próximo ano, mas ainda não batemos o martelo sobre como faremos isso. Se com aeronaves que já estão em nossa frota ou com outros produtos”, revelou Cláudia.

No quesito “outros produtos” a brasileira Embraer está no páreo. “Estamos namorando sim. É uma das possibilidades. Mas ainda não é casamento”.

Cláudia diz que a Tam acredita que há um grande potencial no mercado regional e que torce não por subsídios do governo, medida que a companhia não reivindica, mas sim pela desoneração do setor.

Segundo Cláudia Sender, o Grupo Latam comprará 70 aeronaves nos próximos três anos, incluindo 27 A350 e 31 787. O Brasil continua sendo a base dos Airbus e Lima e Santiago as dos 787. Somente no Brasil o investimento em aeronaves chegará a R$ 12 bilhões, quase o faturamento da Tam em 2013. “Temos a frota mais moderna da América Latina, com seis anos em média”, finalizou.

Leia também: Cláudia Sender fala sobre unificação de Tam e Lan.