O Estado de S.Paulo
Gol diz que demanda total sobe 8% em outubro; oferta avança 1,2%
Restos de avião seguem para cidade controlada por Kiev
Companhia aérea é alvo de reclamação por cancelar passagem
Folha de São Paulo
Aeroporto Santos Dumont, no Rio, está fechado para pousos
O Globo
Massa falida da Varig vai a pregão
G1
Praticamente desconhecida, pior tragédia de Viracopos faz 53 anos
O Dia - PI
MP da aviação regional perde a validade
Gazeta do Povo - PR
Aéreas querem dados de venda de bilhete
Diário do Pará
Aeroporto tem movimento tranquilo
Diário do Comércio - MG
Helicópteros serão voltados para o setor de óleo e gás
Embraer vai expandir centro de pesquisa em Minas
Hoje em Dia - MG
Passageiros sofrem com o extravio de bagagem
O Rio Branco
Cenipa finaliza investigação e divulga causa do acidente aéreo no aeródromo de Santa Rosa do Purus
Consultor Jurídico
Exame para pilotar aeronave pode ser feito em voo ou em simulador
Mercado&Eventos
Avianca estreia novos voos de Congonhas para Brasília, RJ e Salvador
Panrotas
Delta anuncia compra de 50 Airbus widebody
Funcionários pedem não privatização da Tap a presidente
Portal UOL
Embraer entrega a Royal Air Maroc primeiro avião de lote de 4 aparelhos
24 Novembro 2014 | 09h 47
Gol diz que demanda total sobe 8% em outubro; oferta avança 1,2%
REUTERS
A Gol Linhas Aéreas Inteligentes <GOLL4.SA> informou nesta segunda-feira que a demanda total por voos da companhia registrou avanço de 8 por cento em outubro sobre um ano antes, enquanto a oferta avançou 1,2 por cento na mesma base de comparação.
Em outubro, a taxa de ocupação da companhia ficou em 78,6 por cento, avanço de 4,9 pontos percentuais sobre outubro de 2013.
(Por Priscila Jordão)
23 Novembro 2014 | 11h 49
Restos de avião seguem para cidade controlada por Kiev
ESTADÃO CONTEÚDO
Um trem transportando os destroços do avião da Malaysia Airlines que foi abatido na Ucrânia há cerca de quatro meses partiu neste domingo de uma área no leste ucraniano controlada por separatistas com destino à cidade de Kharkiv, sob domínio de Kiev, informou a agência de notícias russas Interfax.
Segundo a Interfax, os destroços serão posteriormente levados para a Holanda, que perdeu o maior número de cidadãos no desastre ocorrido em 17 de julho e que está coordenando uma investigação internacional sobre o caso, além de esforços para a identificação das vítimas.
O voo 17 da Malaysia Airlines foi derrubado por um míssil quando viajava de Amsterdã para Kuala Lumpur, numa catástrofe ocorrida numa remota zona de conflito ucraniana controlada por militantes pró-Rússia e que matou todas as 298 pessoas a bordo.
A Ucrânia, os EUA e outros governos ocidentais atribuem o acidente aos separatistas, enquanto Mostrou culpa Kiev.
O trem, que também carrega os restos mortais de algumas vítimas, deve chegar a Kharkiv, maior cidade do leste ucraniano, na noite de hoje, de acordo com agências de notícias russas.
Fonte: Dow Jones Newswires.
21 Novembro 2014 | 15:18
Companhia aérea é alvo de reclamação por cancelar passagem
Após perder voo, consumidor teve passagem de volta cancelada automaticamente sem o devido esclarecimento; empresa diz que seguiu procedimentos estabelecidos pelo Código Brasileiro de Aeronáutica
MARCO ANTÔNIO CARVALHO
Reclamação do leitor: Minha filha, Iara Roberta, comprou em setembro passado passagem área da Gol Linhas Aéreas para o namorado para o trajeto Guarulhos até Campo Grande, com conexão em Curitiba. No dia 24 de outubro,o Agustin fez o check-in no balcão da Gol , mas acabou perdendo o voo. Ele dirigiu-se ao check-in da Gol e pediu informações de como proceder para recuperar a passagem e ir em outro voo. Procurou então a loja da Gol, onde informou o identificador e pediu todas as informações de como proceder, tanto para pegar outro voo como para saber se teria de tomar alguma atitude com relação ao voo da volta. Informaram que teria de comprar outra passagem para a ida e que quanto a da volta não teria de tomar nenhuma providência, já que a passagem já tinha sido comprada e paga.
| Gol Linhas áereas
Consumidor perdeu voo e gastou mais para viajar Foto: Fábio Motta/Estadão |
No dia 5 de novembro, data da volta, minha filha e seu namorado, ao chegarem ao check-in da Gol no aeroporto de Campo Grande, foram surpreendidos com a informação de que a passagem da volta teria de ter sido “validada” ainda no dia 24, quando ele perdeu o voo da ida, e que a mesma tinha sido cancelada automaticamente pelo sistema, já que ele não tinha utilizado a passagem da ida. Minha filha não teve outra alternativa a não ser comprar outra passagem na hora do embarque pelo absurdo de R$ 576,56, sendo que as duas passagens (ida/volta) que ela tinha comprado em setembro custaram menos de R$ 270! Vejam o desrespeito, informações inverídicas, omissão de informação, ignorância dos atendentes de que foram vítimas minha filha e meu genro. /José Roberto Niero – São Caetano do Sul/SP
Resposta da Gol: A GOL informa que o não comparecimento ao check-in ou ao portão de embarque em tempo hábil origina a cobrança da taxa de no show – não comparecimento. Os trechos reservados subsequentes ao voo não utilizado são imediatamente cancelados, estando o passageiro sujeito também a eventuais diferenças tarifárias, quando de sua remarcação. A companhia ressalta que tais regras tarifárias são legais e respaldadas pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, bem como pela Portaria 676 da ANAC. A Central de Relacionamento da GOL permanece à disposição, 24h, para solucionar quaisquer dúvidas, pelo site www.voegol.com.br/Atendimento ou pelo telefone 0800 704 0465.
Comentário do leitor: A resposta da Gol é padrão para este tipo queixa. Somente copiam e colam a mesma. Fica evidente que não se deram sequer ao trabalho de ler meus questionamentos e colocações. Por que a loja da Gol situada no Terminal 1 de Cumbica informou ao Agustin quando ele perdeu o voo que “não precisa fazer nada, já que ela está paga”? Por que não informou que deveria pagar a taxa de não comparecimento e utilizar o crédito que sobrou para comprar outra passagem da volta no próprio dia 24? Por que não fizeram nada referente ao mínimo de respeito que qualquer cliente tem direito, estabelecido no CDC de forma clara e objetiva? Onde estão minhas respostas?
24/11/2014 10h00
Aeroporto Santos Dumont, no Rio, está fechado para pousos
DE SÃO PAULO
DO RIO
O aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, está fechado para pousos desde as 6h desta segunda-feira (24) por conta da neblina que atinge o centro da cidade,
De acordo com a Infraero (estatal que administra os aeroportos), as decolagens acontecem com o auxílio de instrumentos.
Ainda não há previsão de quando o funcionamento será totalmente normalizado.
Segundo a Infraero, pelo menos oito voos foram alterados para o aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, zona norte. Dos 40 programados para pousos e decolagens no Santos Dumont, três continuavam atrasados às 9h30 e 11 foram cancelados.
O saguão do aeroporto segue lotado de passageiros que aguardam a regularização do sistema, mas não há informações de tumulto. O Galeão funciona normalmente.
Segunda-feira 24.11.2014
Massa falida da Varig vai a pregão
Negócios & leilões
Os leiloeiros De Paula, Suas Barbosa, Rodrigo Portella e Jonas Rymer se reúnem no dia 4 de dezembro, às 14h, para bater o martelo para imóveis, terrenos, equipamentos de informática, mobiliário e itens diversos, no leilão de falência da Varig. Há ofertas nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Piauí, Bahia, Amazonas e Rondônia e no Distrito Federal. Os detalhes do pregão podem obtidos nos sites dos leiloeiros.
Imóveis e automóveis voltam a rechear a pauta da semana. Hoje, às 11h, Leonardo Schulmann oferece um terreno na Penha (R$ 3,4 milhões) e, às 13h, um imóvel em Inhaúma (R$ 17,7 milhões); duas salas no Centro (R$ 500 mil); e um prédio no Méier (R$ 5 milhões).
Às 13h, Edgar de Carvalho Jr. leiloa 300 veículos. Às 14h, oferece oito toneladas de módulos eletroeletrônicos e eletromecânicos, com lances online e presencial. Amanhã, ele oferece, às 10h, mais 350 veículos. Às 12h30, será a vez de uma loja em Madureira (R$ 94. mil); um conjunto de salas no Centro (R$ 1,2 milhão); e um apartamento no Grajaú (R$ 250 mil).
Também amanhã, às 11h30, Paulo Botelho oferece um apartamento em Vila Isabel (R$ 582 mil) e, mais tarde, às 15h, leiloa nove imóveis — desde uma sala comercial no Centro (R$ 250 mil) a um imóvel em Campo Grande (R$ 8 milhões). Na quinta, às 11h ele estará em Resende apregoando um apartamento no município (R 300 mil) e, às 15h, em Volta Redonda. oferecendo dois terrenos(R$ 320 mil e R$ 600mil).
Amanhã. às 15h30, Suas l3arbosa Pereira e Anderson Carneiro Pereira oferecem um terreno em Piratininga (R$ 85 mil). Na quinta, às 16h30, um imóvel pertencente à massa falida do Hospital de Clínicas da Penha (R$ 6,7 milhões).
João Emilio faz dois leilões online, de equipamentos e sucatas, na quarta, a partir das 11h. Na quinta e na sexta, oferece eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Ainda na sexta, além de comandar seu leilão tradicional de veículos, oferece materiais diversos, a partir das 11h.
Na sexta, Rogério Menezes apregoa mais de 200 veículos, a partir das 13h; e Roberto Haddad inicia, no mesmo dia, exposição em sua nova galeria com mil lotes de obras de arte de coleções particulares, como desenhos da Oscar Niemeyer, pratarias, móveis e lojas, que serão oferecidas no próximo leilão.
23/11/2014 08h17
Praticamente desconhecida, pior tragédia de Viracopos faz 53 anos
Voo 322 terminou com a morte de 52 pessoas em Campinas (SP).
Avião caiu, se arrastou por eucaliptos, bateu contra barranco e explodiu.
Roberta Steganha
Do G1 Campinas e Região
Aeroporto de Viracopos em imagens da década de
60 (Foto: Acervo MIS Campinas). |
A maior tragédia do Aeroporto Internacional de Viracopos completa 53 anos neste domingo (23). O voo 322 da Aerolíneas Argentinas, que vinha de Buenos Aires e tinha como destino os Estados Unidos, terminou com a morte de 52 pessoas no dia 23 de novembro de 1961, em Campinas (SP). A aeronave caiu logo após decolar e foi se arrastando por uma área de eucaliptos até se chocar contra um barranco e explodir. Apesar da gravidade, o desastre aéreo, que aconteceu um ano após a inauguração do local, é praticamente desconhecido no país. Para resgatar essa história, o G1 conversou com dois brasileiros e um argentino, que, de formas diferentes, foram marcados pelo acontecimento.
saiba mais
Confira a história do Aeroporto Internacional de Viracopos em imagens
O fotógrafo Neldo Cantanti, de 78 anos, que trabalhava em um jornal diário da cidade, foi escalado para cobrir o acidente e chegou ao local algumas horas depois. Ele, que nunca tinha visto uma tragédia desse porte, disse que ao adentrar a área da queda era possível ver apenas os bombeiros resgatando corpos no barro. "O avião explodiu, então queimou tudo, sobraram só os destroços. Conseguimos ver pouca coisa, porque estava misturado corpo e mato. Eu estava começando minha carreira, então foi um batismo de fogo", relembra.
Apesar do tempo, o fotógrafo não esquece aquele dia e guarda na memória detalhes como a cabeceira da pista de onde o avião partiu, como era o aeroporto e até o horário da tragédia. "Naquela época não tinha nada além da pista e um barracão, que era a área de embarque. O acidente foi por volta das 3h. Ele levantou da cabeceira 14, conseguiu subir e foi na direção dos eucaliptos em um vale e foi deslizando até o barranco onde explodiu", conta.
Fotógrafo relembra a tragédia que deixou 52 mortos
(Foto: Roberta Steganha/ G1). |
Ainda segundo Cantanti, o município quase não tomou conhecimento da tragédia porque Viracopos ficava distante da região central de Campinas. "Ficou sabendo por ouvir falar, porque Viracopos era muito isolado. Hoje está emendado. Naquele tempo era praticamente longe de tudo", destaca.
Fogaréu
Apesar do aeroporto ser afastado da cidade, alguns bairros periféricos começavam a nascer na região e a família do engenheiro agrônomo Etevaldo Alves Amorim, de 57 anos, morava na época em um deles. Por isso, seu pai e um tio foram chamados para ajudar no resgate aos corpos. "Meu pai e meu tio foram convocados como voluntários para ajudar o Corpo de Bombeiros a debelar o incêndio provocado pela queda do avião", conta.
Segundo Amorim, como a família morava há seis quilômetros do local do acidente foi possível avistar o fogo que consumia a área de mata. "De casa avistamos o fogaréu. Meu pai e meu tio foram com eles [os bombeiros]. Na volta, o relato estarrecedor deles era que em meio ao fogo intenso, lutando com os poucos recursos, ainda se deparavam com corpos carbonizados", lembra.
"Ele perdeu o avião porque já tinha dado o embarque e começou a brigar com o motorista. Quando ele soube que o avião caiu, ele começou a beijar o motorista porque salvou a vida dele"
Neldo Cantanti, fotógrafo
De acordo com o relatório do acidente feito na época por órgãos governamentais e cedidos ao G1 pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave Comet 4, da Aerolíneas Argentinas, partiu de Buenos Aires com 12 membros da tripulação e 37 passageiros. Em Campinas mais três embarcaram no dia 23 de novembro de 1961. Não há informações de brasileiros a bordo.
Segundo Cantanti, os jornais da época informaram que havia uma quarta pessoa, que vinha de São Paulo para embarcar em Viracopos, mas acabou perdendo o voo porque o táxi atrasou. "Ele perdeu o avião porque já tinha dado o embarque e começou a brigar com o motorista. Quando ele soube que o avião caiu, começou a beijar o motorista porque salvou a vida dele", relembra.
Aviões no Aeroporto de Viracopos (Foto: Biblioteca municipal/ Acervo MIS Campinas) |
Minutos finais
O Comet 4 deu início ao taximento às 2h20 do dia 23 novembro na pista 14/32 com destino a Trinidad e Tobago e depois seguiria para os Estados Unidos. Entre a partida dos reatores e a decolagem houve uma demora de 18 a 20 minutos. A aeronave saiu do solo na altura dos 2 mil m da pista, voou até a altura de 120 m em 55 segundos e atingiu a velocidade necessária. O avião não apresentava excesso de carga, segundo o relatório.
Nesta situação, estava a meio caminho entre os 1 mil m da pista e os 1.930 m que vão da cabeceira 14 ao local do primeiro impacto. No entanto, de acordo com a investigação, ao atingir a velocidade o piloto do Comet 4 precisava comandar manualmente uma unidade que modificava a atitude de subida para um abaixamento do nariz da aeronave. "O avião bateu em linha de voo, donde conclui-se que, um pouco antes, o piloto notara a perda de altura, isto é, voltava a observar os instrumentos básicos em uma decolagem por instrumentos, e corrigiu a atitude. Porém, tarde demais, visto que os impactos já se sucediam", conclui o relatório.
Eucalipto cortado na altura do
impacto (Foto: Arquivo/ Cenipa) |
Ao perder o controle, a aeronave atingiu uma área de eucaliptos, que fica próxima ao aeroporto, e os troncos foram sendo cortados pelo avião, que seguiu em linha horizontal. O Comet 4 prossegiu em impactos sucessivos até se chocar com árvores maiores, o que causou fogo na asa esquerda e depois com outra, na altura do reator um. "Nesta altura a aeronave não obedecia mais aos comandos. Após tocar o solo, prosseguiu em impactos violentos e de arrasto, até chocar-se em um barranco, num grotão, havendo explosão e desintegração total", detalha o relatório.
A Investigação de Acidente Aeronáutico (IAA) conclui na época que o motivo do desastre foi uma falha operacional, caracterizada pela não observação dos instrumentos básicos numa decolagem noturna.
Repercussão na Argentina
O jornalista argentino Roberto Solans nunca esqueceu o dia 23 de novembro de 1961. Ele era sobrinho e afilhado do comandante da aeronave, Roberto Luis Mosca. Apesar de ter apenas 12 anos na época, ele contou ao G1 o impacto que a tragédia teve em sua família e em sua vida, já que ele e o piloto eram muito próximos. "Meu tio, que era irmão da minha mãe, era meu padrinho, aliás, me chamo Roberto por ele. Ele me falava muito sobre seu trabalho, aeronaves e voos, então minha primeira vocação era ser piloto comercial. Mas, minha mãe ficou devastada durante anos pela trágica morte do irmão e se opôs que eu seguisse seus passos", conta.
Apesar de ter se tornado jornalista, Solans conta que aos 40 anos decidiu fazer um curso de piloto privado somente para provar a si mesmo que era capaz de pilotar um avião. Durante sua carreira na imprensa, ele se dedicou entre, outros temas, a segurança da navegação aérea. "Conheci vários pilotos que foram companheiros de meu tio na Aerolíneas Argentinas, que me falaram muito bem de seu profissionalismo e de sua larga experiência em voo", afirma.
Carcaça do compressor e estatores do reator 1
(Foto: Arquivo/Cenipa). |
Solans conta que a investigação do acidente apontou que seu tio, como comandante da aeronave, cometeu uma falha ao não supervisionar adequadamente o co-piloto a quem estava instruindo nas manobras de decolagem de Viracopos. "O Comet 4 requeria durante a decolagem alcançar pouco mais de 300 km/h. Os pilotos acionaram um comando para reconfigurar os motores, que equivalia em um carro a passar da primeira para a segunda marcha. Se não fosse feita, e o condutor quissesse continuar em primeira, o carro deixaria de acelerar e perderia a potência. Se um avião perde potência a 100 metros de altura, ele cai", conclui. Ainda segundo o jornalista, os aviões lançados posteriormente automatizaram seus motores e eliminaram essa manobra manual.
Emoção em Viracopos
Solans, que só conhecia Viracopos como o local do acidente que tirou a vida de seu tio, teve na década de 1990, durante uma viagem de trabalho ao Brasil, a oportunidade inesperada de desembarcar no aeroporto de Campinas. "A escala devia ter sido em Congonhas ou Guarulhos, mas o avião me deixou em Viracopos", conta.
"É fácil imaginar com que emoção desci desse avião. A primeira coisa que quis descobrir foi em que direção havia decolado meu tio naquela madrugada e imediatamente pude ver de longe o bosque de eucaliptos"
Roberto Solans, jornalista
Ao descer no aeroporto e com a emoção à flor da pele, a primeira coisa que ele queria descobrir era o local exato da tragédia com o Comet 4. "É fácil imaginar com que emoção desci desse avião. A primeira coisa que quis descobrir foi em que direção havia decolado meu tio naquela madrugada e imediatamente pude ver de longe o bosque de eucaliptos", relembra o jornalista.
Segundo Solans, a tragédia ocorrida em Viracopos foi um verdadeiro choque para a população argentina na época, porque o Comet 4 era considerado uma das aeronaves mais modernas e avançadas. "Pagamos caro o salto tecnológico que significava passar a voar com o dobro da velocidade dos modelos de quatro hélices que o precederam. Seguiu o Comet 4 como primeiro avião comercial exitoso o Boeing 777, que aproveitou esse aprendizado tão custoso", finaliza.
O aeroporto
O aeroporto foi fundado na década de 30 e homologado oficialmente em 19 de outubro de 1960. O nome Viracopos foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), no final do ano passado como patrimônio cultural e bem imaterial.
Aeroporto de Viracopos (Foto: Roberta Steganha/ G1) |
Teresina, Domingo 23 de Novembro de 2014
Voos no Piauí
MP da aviação regional perde a validade
João Magalhães
| Divulgação
Assis Carvalho presidiu a comissão especial na Câmara |
A medida provisória (MP) que trata de incentivos a aviação regional perde validade nesta segunda-feira (24) e não há tempo para ser renovada. Com isso, o Piauí perde a oportunidade de ter mais voos entre Teresina e Parnaíba, e outras cidades da região Nordeste. Agora, o Governo Federal trabalha para reeditar a matéria e apresentá-la no início do próximo ano com o objetivo de não prejudicar os voos regionais que operam com subsídios econômicos.
Atualmente, a Azul Linhas Aéreas se utiliza de benefícios concedidos pelo Governo para operar duas vezes por semana entre Teresina e Parnaíba. O deputado Assis Carvalho (PT), que presidiu a comissão especial que analisou a matéria, lamentou que o Congresso não tenha viabilizado a aprovação da medida. “É lamentável que uma MP tão importante para o Brasil venha a caducar. De todas as medidas provisórias atualmente em debate, essa é a mais relevante do ponto de vista do desenvolvimento regional. Ela é fundamental, por exemplo, à integração do País, à agilidade dos negócios, ao fortalecimento do turismo, à fixação de universidades em lugares mais longínquos e à disseminação dos serviços especializados de saúde. Deixar de votar a MP é um voto contra o Brasil”, disse o deputado. Assis Carvalho informou que se a medida tivesse sido aprovada, a frequência dos voos entre Teresina e Parnaíba tenderia a aumentar. Além disso, o parlamentar lembra que o Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional vai beneficiar a construção ou readequação de sete aeroportos no Piauí.
“O plano prevê investimentos nas cidades de Teresina, Parnaíba, Picos, Paulistana, Bom Jesus, Corrente e São Raimundo Nonato. As cidades que já possuem aeroportos receberão investimentos para se adequarem às regras da Anac. E onde não tem, será construído”, pontuou o parlamentar.
23/11/2014
Aéreas querem dados de venda de bilhetes
REUTERS
|
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Big data nos céu |
As companhias aéreas estão trabalhando mais de perto com as empresas de intermediação online, com o objetivo de obter dados de clientes e gerar mais receita para além da venda de bilhetes. Enquanto os varejistas têm implementado engenhosas formas de fazer melhor uso dos dados dos clientes, tanto online como offline, muitas companhias aéreas têm sido mais lentas, só recentemente colhendo lucros com a diversidade de informações fornecidas por seus sistemas de fidelização de passageiros.
“A receita com bilhetes mal está cobrindo os custos nos dias de hoje”, disse Uwe Klenovsky, diretor comercial da Thomas Cook Airlines, durante cúpula de aviação em Antuérpia. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) prevê que as companhias aéreas mundiais terão uma margem líquida de apenas 2,4% neste ano, maior do que em 2013, mas bem atrás dos 10% da década de 1960.
Uma relação historicamente tensa com as empresas de intermediação eletrônica (GDS)?pode ter menos importância enquanto as aéreas reconhecem o potencial das informações que a expertise dessas empresas pode proporcionar. As companhias aéreas têm sido relutantes em publicar todas as tarifas em seus canais de distribuição, muitas vezes mantendo os preços mais baixos apenas em seus próprios sites, em vez de reduzir as margens ainda mais, pagando parceiros GDS como Amadeus, Travelport e Sabre Corp para vender os bilhetes.
O presidente-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, disse uma vez que nunca trabalharia com eles, mas assinou acordos com empresas GDS este ano para clientes corporativos como parte de uma estratégia mais ampla de aumentar o número de passageiros para 114 milhões em 2019, a partir de 82 milhões no ano passado.
Segunda-feira, 24/11/2014, 02h05
Aeroporto tem movimento tranquilo
Com duas pistas em obras desde a última quinta-feira, o movimento no Aeroporto Internacional de Belém Júlio Cezar Ribeiro não poderia ser mais tranquilo na manhã de ontem. Os serviços têm conclusão prevista para 20 de dezembro.
Sem que ninguém fosse visto na área de check-in, apenas alguns passageiros eram vistos em algumas áreas do aeroporto. Apesar da presença, os painéis que indicam o horário de chegada e partida dos voos evidenciava a interdição, de 7h e 12h, no horário de Belém. A interdição vai até o dia 1º de dezembro.
Ciente da mudança pela televisão, a consultora Olga Torres aguardava pelo horário em que poderia emitir a passagem que lhe levaria de volta pra casa, no Rio de Janeiro. “Eu vi uma reportagem na televisão e fiquei sabendo que de manhã as pistas estariam interditadas, mas eu vim cedo pra comprar a minha passagem pra viajar à tarde”, explicou, ao destacar que as obras não interferiram no seu planejamento.
“De qualquer maneira eu só poderia viajar à tarde, então não tive muito problema com relação a isso. Eu vi que estão fazendo isso pra trazer melhorias para a pista, não é?”.
Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Infraero, as obras estão sendo realizadas para a complementação de ranhuras em uma área de 27 mil m² e têm como objetivo aprimorar a vazão de água em períodos chuvosos, “garantindo também a segurança nas operações de pouso e decolagem nessas condições climáticas”.
Também estão em curso serviços de instalação de nova sinalização vertical no sistema de pistas do aeroporto. A nova sinalização deve atender aos padrões de segurança e operação estabelecidos pela legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Sem saber que as obras estavam ocorrendo no aeroporto, o sinaleiro de guindaste, Geraldo Victor, aguardava no aeroporto na manhã de ontem pelo horário de seu voo que só ocorreria após as 12h. “Eu nem tava sabendo que tava em obra, não”, desconhecia.
“Mas meu voo é só à tarde, então acho que nem vai fazer diferença. Eu que vim cedo porque não sou daqui. Sou de Tomé-Açu e tou indo pra Altamira agora”.
(Diário do Pará)
22/11/2014
Helicópteros serão voltados para o setor de óleo e gás
Companhia vai incluir duas novas linhas de helicópteros civis em sua fábrica em Itajubá
Luciane Lisboa
Helicópteros serão voltados para o setor de óleo e gás |
A Helicópteros do Brasil S/A (Helibras) vai incluir duas novas linhas de helicópteros civis em sua produção na unidade de Itajubá, no Sul de Minas, a partir de 2015. As novas aeronaves serão voltadas para atender o mercado de óleo e gás, de olho na demanda do pré-sal, e também destinados à exportação. As informações são do diretor de Inovação da empresa, Vitor Coutinho.
Uma das linhas já foi anunciada e será a versão civil do helicóptero militar EC-725, cujas 50 unidades estão sendo produzidas para as Forças Armadas do país. Desse total, 15 já foram entregues, segundo o executivo. E a previsão da Helibras é que os demais sejam entregues até 2017. "Estamos estudando a demanda para ver onde esses novos modelos se encaixam. As aeronaves vão atender à necessidade nacional e também serão um produto de exportação", afirmou.
O executivo disse que a indústria de óleo e gás tem forte demanda por helicópteros para o trabalho em plataformas distantes no alto-mar. Além disso, existe um memorando de entendimento que foi assinado em 2012, com a Líder Aviação, para a compra de 14 aeronaves.
Na época, foi divulgado que as aeronaves EC-225, a versão civil do modelo EC-725, seriam utilizadas pela Líder para atender às demandas da Petrobras e de outras empresas do setor, especialmente no transporte para plataformas de petróleo.
No ano passado, a Helibras recebeu da Direction Générale de L"Aviation Civile (DGAC) - autoridade francesa que regula a fabricação de helicópteros civis - a autorização para produzir, no Brasil, o modelo EC-225.
Itajubá - O diretor da Helibras também garantiu que a planta de Itajubá estará capacitada para projetar e produzir um helicóptero 100% nacional até 2020. "A engenharia da aeronave será toda desenvolvida no Brasil. Quando começamos o projeto tínhamos sete engenheiros, hoje temos 70. Agora estamos trabalhando para dar mais capacidade a eles para projetarem esse novo modelo nacional", ressaltou.
A planta da Helibras em Itajubá conta hoje com 840 funcionários. Nos últimos anos, a empresa destinou investimentos da ordem de R$ 430 milhões na construção de uma nova linha de montagem na planta local para atender ao programa de nacionalização desses helicópteros, que prevê 50% de conteúdo nacional agregado.
Além da nova linha de montagem, os aportes também foram usados para adequar as instalações físicas na empresa, com a implantação de um novo banco de testes, cabine de pintura e obras relacionadas à expansão. O valor também contemplou o treinamento de funcionários brasileiros na Eurocopter, na França, e a vinda de técnicos estrangeiros ao Brasil para acompanhar a implantação da nova linha.
De acordo com Coutinho, ao longo do contrato com as Forças Armadas, o consórcio irá alcançar a meta de nacionalização de 50% do valor dos helicópteros. "Vamos continuar com o processo de transferência de tecnologia", complementou.
A Helibras é uma empresa do grupo Eurocopter, controlado pela Eads, que em 2013 anunciou a mudança no nome e passou a se chamar grupo Airbus. A Eurocopter, por sua vez, maior fabricante de helicópteros do mundo e controladora da Helibras, mudou o nome para Airbus Helicópteros.
22/11/2014
Embraer vai expandir centro de pesquisa em Minas
Com a ampliação, a capacidade de empregos diretos do centro passou de 100 para 200 e atualmente já são 150 profissionais
Leonardo Francia
Pinto Coelho: Embraer é um dos orgulhos do país porque traduz nossa capacidade criativa/Omar Freire / Imprensa-MG |
A Embraer e o governo de Minas oficializaram, na sexta-feira, a expansão do Centro de Engenharia e Tecnologia da Embraer em Minas Gerais (Cete-MG), que atua em atividades relacionadas ao desenvolvimento de projetos, produtos e serviços para o setor aeronáutico e de defesa e segurança. O empreendimento fica nas instalações do Centro de Inovação e Tecnologia (Cetec), do Serviço Nacional da Indústria (Senai) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Com a ampliação, a capacidade de empregos diretos do centro passou de 100 para 200 e atualmente já são 150 profissionais, entre engenheiros, técnicos e pessoal administrativo empregados. O valor do investimento não foi divulgado. No entanto, a área útil do escritório aumentou de 700 metros quadrados para 1,5 mil metros quadrados.
"A Embraer é um dos orgulhos do país porque representa e traduz nossa capacidade criativa e de produzir algo que tenha inteligência embarcada. um orgulho muito grande para Minas Gerais ter esse Centro de Tecnologia e Desenvolvimento da Embraer, que começou em 2011 e agora amplia", afirmou o governador Alberto Pinto Coelho.
Segundo ele, a ampliação do Cete-MG da Embraer está dentro do plano de potencializar a vocação de Minas Gerais para a indústria aeroespacial. " importante capacitar Minas para diversificar sua economia, trazer valor agregado e criar oportunidades para as futuras gerações. O que estamos fazendo em última instância é qualificar o território mineiro", disse.
Já o gerente-geral da Embraer, Mario Lott, afirmou que "a empresa se mobilizou para participar desse movimento a fim de explorar sinergias e oportunidades que estão se instalando em Minas Gerais, bem como com instituições de ensino na região". "Entendemos que a presença da Embraer contribui para a criação e consolidação de uma indústria de base tecnológica de relevância para a economia do Estado", completou.
Lagoa Santa - A Embraer está instalada em Belo Horizonte desde o final de 2011 e assim que as obras do Centro de Tecnologia e Capacitação Aeroespacial (CTCA), em Lagoa Santa, no Vetor Norte da Capital, forem concluídas, a Embraer vai transferir suas atividades para o complexo. O governo de Minas oficializou o lançamento do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para construção e gestão do empreendimento no começo de outubro.
O CTCA é uma zona de desenvolvimento especial, focada na inserção de Minas Gerais na Nova Economia. O empreendimento significará a consolidação do polo aeroespacial e de defesa em Minas, visando atração de indústrias, instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento do setor aeroespacial e defesa.
O lançamento do PMI do CTCA é um chamamento à iniciativa privada, dentro do ambiente das parcerias público-privadas, para a consolidação deste distrito de serviços avançados. O objetivo do complexo é aumentar a competitividade mineira, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de inovação, pesquisa e capacitação de mão de obra especializada do setor aeroespacial. o empreendimento será instalado em uma área de 1,3 milhão de metros quadrados.
Além disso, o CTCA faz parte de um projeto maior do governo do Estado, que é a implantação de uma Aerotrópole, com toda a mobilidade urbana e conectividade entre modais construída em torno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH).
Neste sentido, o governo de Minas vem se esforçando em direcionar investimentos estratégicos para o Vetor Norte da Capital com o objetivo de contribuir para acelerar a implantação da ôcidadeõ conectada ao redor do Aeroporto Internacional Tancredo Neves. A consolidação do Polo de Aviação Civil de Minas Gerais, que inclui o CTCA e própria expansão das atividades da Embraer no Estado fazem parte desses aportes.
23/11/2014 08:01
Passageiros sofrem com o extravio de bagagem
Raul Mariano - Hoje em Dia
O transporte aéreo de passageiros é um setor em franca expansão no Brasil, mas ao mesmo tempo em que cresce, enfrenta problemas ligados à infraestrutura e sobrecarga dos aeroportos, além dos altos custos operacionais. Barreiras que trazem custos milionários às companhias, sobretudo com ocorrências envolvendo bagagens dos passageiros.
Um estudo realizado pela empresa de tecnologia da aviação, Sita, apontou que uma média de 21,8 milhões de malas foram perdidas, extraviadas ou violadas em todo mundo em 2013. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a média foi de 3 ocorrências para cada mil passageiros embarcados. Para efeito de comparação, esse índice foi de 3,2 na América do Norte, de 1,9 na Ásia e 9 na Europa.
Apesar de o número não ser tão ruim em relação ao restante do mundo, os transtornos com os danos às malas estão entre as principais preocupações dentro das empresas que operam no país. O segmento já transporta 100 milhões de pessoas por ano e vai crescer 109% no país até 2020, de acordo com dado da Abear.
O diretor de Operações Aeroportuárias da Gol Linhas Aéreas, André Lima, revela que a empresa gasta anualmente cerca de R$ 18 milhões com consertos, entregas, trocas de malas e processos judiciais ligados ao problema.
“O tema bagagem consome 80% do nosso tempo em relação a construir soluções que diminuam o risco ainda mais. Os números do Brasil são bons em relação ao mundo, mas ainda buscamos atingir a meta de 1,5 a cada mil passageiros. Hoje, nosso número é de 2,59”, comenta.
Entraves
O problema, na avaliação do diretor, está diretamente ligado à ausência de fiscalização, como câmeras nos bagageiros, indisponibilidade de sistemas informatizados que permitam mostrar para o cliente em que momento o problema com a bagagem aconteceu e, por último, à formação dos prestadores de serviço.
“Hoje, 51% dos extravios acontecem durante a conexão e, de tudo que é extraviado, 98% é reencontrado. O tempo de entrega de malas é um indicador de qualidade e temos 68 projetos em estudo para solucionar esses problemas”, explica Lima.
Em 2013, 21,8 milhões de malas foram extraviadas nos aeroportos de todo o mundo. No entanto, esse valor vem se tornando cada vez menor. Os números de extravio já caíram até 70% nos últimos cinco anos.
Preços atrativos
Apesar de impactar diretamente no conceito de qualidade do serviço prestado pelas companhias aéreas, os problemas com bagagens não levaram os brasileiros a optar por outros meios de transporte nas viagens domésticas e internacionais. Entre 2002 e 2013, o número de passageiros cresceu 208%, segundo a Abear.
O levantamento da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) sobre o histórico das tarifas aéreas domésticas no Brasil mostrou que, em 2011, o passageiro brasileiro pagou menos da metade para voar um quilômetro em relação ao que pagava em 2002. Na Europa, os voos podem custar até 63% mais do que no Brasil.
O destaque principal está na redução do preço das passagens aéreas que se tornou possível em 2001, com o início do regime de liberdade tarifária, e permitiu a companhias como a Gol praticar preços abaixo da média do mercado.
Das 300 milhões de passagens vendidas pela empresa, desde a sua fundação em 2000, 14 milhões foram para passageiros que voavam pela primeira vez. O número representa quase a metade de novos passageiros voando no mercado brasileiro no mesmo período.
“Percebemos o quanto esse mercado é sensível a preços, sobretudo para passageiros que viajam a lazer e, diferentemente dos que viajam a negócios, compram suas passagens com antecedência e pesquisando mais”, explica o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff.
Aeroportos receberão R$ 93 milhoes em seis anos
Com a democratização do acesso ao transporte aéreo, a projeção da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) é que os investimentos no setor sejam uma demanda cada vez mais urgente. Somente em infraestrutura aeroportuária, com a expansão dos 20 principais terminais do país e obras em aeroportos menores, a associação estima que o investimento público deverá chegar a R$ 57 milhões e o privado a R$ 36 bilhões nos próximos seis anos.
Até 2020, o número de passageiros deve chegar aos 211 milhões e levar a frota nacional de 450 para 976 aeronaves. Na mesma projeção, as rotas domésticas diretas também deverão crescer para 795, com 167 aeroportos comerciais ativos em todo país.
Direito do consumidor
No caso de extravio de bagagens é preciso preencher o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB) e também uma queixa na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Se o voo for doméstico, a empresa tem até 30 dias para devolver os pertences no endereço estipulado ou 21 dias, no caso de voo internacional.
O Código de Defesa do Consumidor determina que a empresa pague um valor equivalente ao da mala e objetos nela contidos, além de todas as despesas que o cliente venha a ter por conta do extravio da bagagem. Por isso, a dica é guardar todos os recibos de compras feitas devido à situação.
22 de Novembro de 2014
Cenipa finaliza investigação e divulga causa do acidente aéreo no aeródromo de Santa Rosa do Purus
Wanglézio Braga
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (CENIPA) divulgou o relatório final que investigou o acidente aéreo ocorrido em março deste ano em Santa Rosa do Purus (AC). O relatório está disponível no site da instituição e apontou problema no trem de pouso da aeronave Embraer PT- EVN, de propriedade particular, como causa do acidente.
A aeronave decolou do Aeródromo do Município de Manuel Urbano, com destino ao Aeródromo de Santa Rosa do Purus, por volta das 19h25min (UTC), com apenas o piloto a bordo. Ao chegar ao destino, ela pousou com o trem recolhido. Houve o toque de ambas as hélices no solo e o amassamento da parte inferior da fuselagem e asas.
No acidente, o piloto saiu ileso. Os peritos não constataram nenhuma anormalidade no sistema abaixamento dos trens de pouso da aeronave. Porém, “o piloto relatou que se esqueceu de comandar o trem de pouso em baixo” e que “ele não tinha o costume de utilizar o checklist” que é um procedimento padrão realizado pelos pilotos minutos antes da decolagem ou do pouso, a fim de garantir que o avião não decole ou pouse com itens que deveriam estar acionados ou desacionados.
O Cenipa disse que o piloto estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) e de Certificado de Habilitação Técnico (CHT) em dias e que ele era qualificado e possuía experiência para realizar vôos. A aeronave estava dentro dos limites de peso e balanceamento.
Acidente com Jonas Guilherme
O Cenipa ainda não aprovou e disponibilizou para consulta o relatório final que apurou a causa da queda do avião pilotado por Jonas Guilherme, 63 anos, que caiu na mesma região em outubro desse ano, no dia 05.
Depois de intensas buscas, após três dias, o serviço de resgate localizou a Aeronave. Por sorte, o piloto estava vivo. A aeronave caiu numa região de mata fechada no lago Palmari, a 40 km da cidade de Sena Madureira.
23 de novembro de 2014, 9h30
PERÍCIA VIRTUAL
Exame para pilotar aeronave pode ser feito em voo ou em simulador
O exame para pilotar aeronave pode ser feito em voo ou em simulador. Por isso, dois pilotos comerciais do Rio de Janeiro foram desobrigados pela Justiça de fazerem as provas de habilitação para voar em avião modelo Cessna Mustang CE-510 nos Estados Unidos. Eles poderão fazer os exames no Brasil, em aeronave da companhia para a qual trabalham.
A decisão foi da 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Segundo o relator, desembargador federal Marcelo Pereira da Silva, a experiência de voo e perícia podem ser verificadas tanto na aeronave quanto no simulador, conforme determina o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica 61 (RBHA 61).
O regulamento diz que os interessados devem comprovar experiência de voo ou prática em simulador, sempre sob a supervisão de um piloto habilitado para o modelo pretendido, seja de avião ou de helicóptero.
Os dois profissionais ingressaram com ação na Justiça Federal do Rio de Janeiro contestando determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que pretendia obrigá-los a fazer os exames no equipamento americano, que reproduz os controles do Cessna. Para fazerem a prova, os aeronautas teriam de pagar uma taxa de R$ 9.782 mil. Eles sustentaram que a demora do procedimento os impede de exercer sua profissão e que estariam correndo risco de perderem os empregos.
Já a Anac alegou que a efetuação do exame no simulador permitiria testar os pilotos em manobras críticas de emergência, o que não seria possível em uma situação real de voo.
A decisão da 8ª Turma confirma sentença da Justiça Federal do Rio.
Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-2.
21/11 - 17:18
Avianca estreia novos voos de Congonhas para Brasília, RJ e Salvador
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Tarcísio Gargioni, vice-presidente Comercial e de Marketing da Avianca |
A partir do dia 24 de novembro, a Avianca inicia novos voos entre Congonhas e Brasília, e entre Rio de Janeiro e Salvador. Esses voos foram criados após à concessão de novos slots pela Anac. Com isso, a companhia passa a ter dez voos diários. Com as novas operações, a Avianca irá operar 100 voos diários no Aeroporto Internacional de Brasília, recebendo passageiros de praticamente todos os destinos operados pela companhia.
“Os passageiros terão mais flexibilidade para escolher os horários que querem viajar. Consequentemente, isso aumenta as opções de conexões com os outros voos ofertados pela companhia”, comenta o Vice-Presidente Comercial, de Marketing e Cargas da Avianca, Tarcísio Gargioni.
Já entre Rio de Janeiro e São Paulo: serão operadas mais duas frequências na ponte aérea, que liga o Aeroporto Santos Dumont ao Aeroporto de Congonhas, e dois novos voos entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim e o Aeroporto de Congonhas. Em Salvador, a Avianca passará a ter 14 voos diários (somando chegadas e decolagens) entre São Paulo e Salvador. É o primeiro voo da companhia a ligar Salvador à capital paulista a partir do Aeroporto de Congonhas.
Pedro Menezes
21/11/2014 13:23:00
Delta anuncia compra de 50 Airbus widebody
Rodrigo Vieira
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25 novos A350-900 se juntarão à frota da companhia |
A Delta Air Lines anunciou hoje a compra de 50 novos Airbus widebody, dos quais metade composta por modelos A350-900 e as demais por A330-900neo. A companhia agora soma 105 Airbus prestes a chegar em seus hangares, uma vez que 45 A321ceo e 10 A330-300s já estavam encomendados.
A nova compra foi anunciada com muita comemoração pelo COO de Clientes da empresa, John Leahy: “Quando a empresa aérea de maior sucesso nos Estados Unidos, que possui mais de 80 anos e recebe 165 milhões de clientes anualmente, diz ‘sim, nós queremos mais 50 aeronaves widebody’, é inegável o fato de que se trata de um massivo endosso de sua linha de produtos”, avaliou o executivo. “Só a Airbus poderia oferecer uma otimizada e ampla gama de produtos que dará continuidade à modernização da frota da Delta, sempre incrementada com o que há de mais eficiente no mercado em termos de conforto”, completou.
Motores Trent XWB vão compor o A350-900, enquanto Rolls-Royce Trent 7000 farão parte do A330-900neo. A Delta atualmente voa tanto com o Airbus de corredor único quanto com o widebody, incluindo 57 A319ceo e 69 A320ceo, além de 11 A330-200s e 21 A330-300s.
21/11/2014 12:58:00
Funcionários pedem não privatização da Tap a presidente
Karina Cedeño
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O objetivo da privatização seria viabilizar a capitalização da empresa (foto divulgação) |
Com o intuito de tentar evitar o processo de privatização da Tap, a comissão de trabalhadores da empresa solicitou reunião urgente com o presidente de Portugal, Cavaco Silva, para pedir a não-promulgação do decreto de lei que entrega a empresa à iniciativa privada.
De acordo com informações divulgadas pela Rádio TSF, a reunião foi realizada ontem (quinta-feira, dia 20), após o governo do ministro Passos Coelho aprovar reabertura do processo de privatização da aérea, com venda de até 66% do capital social da empresa pública. O objetivo da privatização seria viabilizar a capitalização da empresa, tendo em vista que o Estado está proibido de realizar a capitalização, devido a normas da União Europeia.
"O governo tem a noção exata de que, havendo a impossibilidade do investimento direto da parte do Estado na companhia aérea, a situação da Tap só pode ser resolvida com a entrada de capitais de fora e isso pressupõe uma operação de privatização", disse o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes.
24/11/2014 08h32
Embraer entrega a Royal Air Maroc primeiro avião de lote de 4 aparelhos
EFE
Rabat, 24 nov (EFE).- A companhia marroquina Royal Air Maroc (RAM) recebeu o primeiro avião Embraer E190 de um lote de quatro aparelhos que havia comprado e que serão entregues até 15 de dezembro, informou nesta segunda-feira a empresa africana em um comunicado.
O lote do modelo Embraer E190, que tem 100 assentos (12 de primeira classe e 88 de classe econômica), foi contratado pela RAM com o objetivo de reforçar suas linhas de média distância (menos de cinco mil quilômetros). O modelo tem autonomia de voo de cinco horas.
O comunicado não informou o preço pago para a companhia brasileira pelas quatro aeronaves. A encomenda dos aviões da Embraer foi confirmada após um período de teste de oito meses, em 2013, com dois aparelhos.
A próxima grande aquisição da Royal Air Maroc será um Boeing 787 Dreamliner, que deverá ser entregue até janeiro. Com isso, a frota da companhia chegará a 53 aeronaves.
Segundo a RAM, o Marrocos é o terceiro país africano (após Quênia e Moçambique) a adquirir aviões da Embraer, dentro de uma estratégia de transformar o Aeroporto Mohammed V, em Casablanca, em escala entre Europa e África, e em menor medida, ponto de conexão para o Oriente Médio e a América Latina.










