AeroClipping, segunda-feira, 27/10/14 - ano XII - nº 286

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O Estado de S.Paulo

‘Carro que voa’ busca marco regulatório

G1

Voos são cancelados no Aeroporto de Vitória em virtude do mau tempo

Neblina provoca cancelamento de cinco voos em Cruzeiro do Sul

Arqueóloga doa R$ 105 mil de um prêmio para obra de aeroporto no PI

Valor Econômico

Estagnação econômica reduz transporte aéreo de cargas

Fim da eleição acelera novos marcos regulatórios e reaviva concessões

Diário do Comércio - MG

Governo retoma licitação em Goianá

Panrotas

Voo SP-Los Angeles entra no code-share entre AA e Jal

Portal UOL

MD-11 realiza último voo de passageiros


O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2014 | 05h 00

‘Carro que voa’ busca marco regulatório

Empresa equipa veículo com para-brisa, retrovisores e asas retráteis, misturando regras das agências de segurança nas estradas e de voo nos EUA

HAYLEY TSUKAYAMA - THE WASHINGTON POST

Com asas retráteis, novo veículo não exigirá que proprietário mantenha um hangar particular

Sejamos sinceros: já é 2014, e a indústria automobilística desapontou completamente uma geração de amantes da ficção científica. Onde estão os carros voadores? Quem tenta preencher esse vazio é a Terrafugia, que se descreve como “a empresa dos carros voadores”. Ela anunciou o futuro lançamento do modelo “Transition”, com asas dobráveis que permitem ao veículo fazer a conversão de carro para avião em cerca de 20 segundos ao pressionar de um botão. Isso é que é conversível.

É preciso reconhecer que o Terrafugia Transition não será exatamente o carro voador à moda dos Jetsons, como muitos sonham. Mais correto seria descrever o Terrafugia Transition como um avião que pode ser dirigido, e não um carro que pode voar. Infelizmente, isso significa que não será possível escapar voando de um congestionamento. Embora seja improvável que a combinação carro/avião substitua a minivan, a empresa tenta definir um padrão para que o novo veículo possa ser classificado pelas autoridades regulatórias americanas.

“Trata-se de um primeiro passo prático”, disse o diretor executivo da Terrafugia, Carl Dietrich. “É o que podemos fazer com a infraestrutura existente.” Do ponto de vista regulatório, a Terrafugia incorporou medidas de segurança exigidas tanto pela Administração Federal da Aviação quanto pela Administração Nacional de Segurança no Tráfego das Estradas.

Assim, o Transition tem tanto paraquedas quanto airbag. Para compensar a ausência de um para-brisa traseiro, o Transition tem uma câmera, permitindo que os motoristas vejam o que há atrás deles por meio de uma tela no painel. Afinal, ninguém quer se envolver numa fechada acidental com um avião. O veículo tem tudo que se esperaria de um carro, como cintos de segurança e espelhos retrovisores laterais que conseguem ver além das imensas asas em modo carro e podem ser removidos durante o voo.

Complicações. Apesar de ter autorização para rodar nas pistas (com as asas erguidas) o Transition não é exatamente aquilo que chamaríamos de veículo para todos os usos. Para usar tanto a função de carro quanto a de avião, é preciso ter um brevê de piloto esportivo - mas, para quem pensa em gastar cerca de US$ 279 mil num veículo, isso não deve ser um empecilho.

Também será necessária uma pista de decolagem: o Transition precisa de bastante espaço para decolar, algo que se torna possível a partir da velocidade de 115 km/h. E essa pista de decolagem não pode ser escolhida a esmo, porque ninguém chega no Aeroporto Nacional Reagan ou no Aeroporto O’Hare, em Chicago, na esperança de encontrar “vaga”. Os donos do novo carro deverão um dos 5 mil aeroportos regionais espalhados pelos Estados Unidos.

Os donos do novo veículo não precisarão, porém, ter seu próprio hangar. Com as asas dobradas, o Transition não é muito maior do que um Cadillac Escalade ou um Ford F-350, dizem executivos da Terrafugia. Com isso, o veículo deve caber numa garagem comum. Além disso, o combustível usado é a gasolina premium, com rendimento de quase 15 km por litro no solo. Em voo, esse rendimento é um pouco menor - cerca de 8,5 km por litro ao viajar a 160km/h.

O veículo tem um volante para a pilotagem no chão, que pode ser trocada por um manche para os voos. Há quatro pedais no chão: acelerador e freio, e dois para controlar o leme. Para o futuro, a Terrafugia está planejando um carro voador que vai dispensar a pista de decolagem - mas, para isso, será preciso esperar um pouco. O processo de desenvolvimento do modelo, batizado de TF-X, deve consumir de 8 a 12 anos.

O futuro dos Jetsons, que imaginou um carro voador na garagem de cada família, passava-se em 2062. Para quem quer atuar neste setor, o relógio está fazendo tique-taque.

/ TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

 


G1

27/10/2014 01h08

Voos são cancelados no Aeroporto de Vitória em virtude do mau tempo

Seis voos foram cancelados, sendo cinco de partida e um de chegada.

Situação ocorreu por conta da forte chuva que atingiu a região.

Do G1 ES

Chuva alagou vários pontos em Vitória

(Foto: Rhayan Lemes/ A Gazeta)

Seis voos foram cancelados no aeroporto Eurico Salles de Aguiar, em Vitória, sendo cinco de partida e um de chegada, neste domingo (26), segundo a Infraero. A situação ocorreu por conta da forte chuva que atingiu a região.

Outras três aeronaves que deveriam pousar no aeroporto de Vitória tiveram atraso de duas horas. A noite, os voos já haviam voltado a sua normalidade, porém, por falta de visibilidade, o aeroporto continua funcionando por instrumentos.


G1

24/10/2014 19h02

Neblina provoca cancelamento de cinco voos em Cruzeiro do Sul

Neblina prejudica visibilidade de pilotos, diz Infraero.

Horário de voos mudou devido a obra na pista do aeroporto da capital.

Vanísia Nery

Do G1 AC

Aeroporto de Cruzeiro do Sul opera em horário

diferente desde o início do mês

(Foto: Genival Moura/G1)

Ao menos cinco voos foram cancelados em Cruzeiro do Sul (AC) nos dias 6, 9,16, 20 e 22 de outubro, por causa da forte neblina que atingiu o aeroporto do município. De acordo com a Infraero, a neblina impossibilita os pilotos de enxergar as luzes de orientação. Desde o início do mês, o horário de pousos e decolagens em Cruzeiro do Sul passou a ocorrer de madrugada em função de obras de manutenção na pista do aeroporto da capital. A previsão é que a reforma ocorra até o dia 20 de dezembro.

O autônomo José Nascimento, de 36 anos, teve que desmarcar os compromissos que tinha em Rio Branco (AC) após o cancelamento da viagem. “Eu tinha meus compromissos na capital, e o avião não conseguiu descer aqui, tive que ligar e desmarcar uma reunião. Só pude ir para a capital no dia seguinte. A gente acaba sendo prejudicado de alguma forma”, reclama.

De acordo com o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) no município, Carlos Augusto Andrade, o cancelamento é uma medida de segurança adotada pelas empresas aéreas para evitar acidentes.

“Foram cancelados cinco voos por causa da neblina e um por conta de um problema na rota da companhia. Esses cancelamentos não oferecem risco nenhum aos passageiros, é uma medida de segurança. Como o piloto não consegue enxergar as luzes da pista devido a neblina, ele arremete e tenta pousar novamente, caso não consiga voltar para o destino inicial, que geralmente é Rio Branco”, explicou.

Entenda o caso

A pista do Aeroporto Plácido de Castro, localizado em Rio Branco, foi interditada no dia 6 de outubro para pousos e decolagens por determinação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O local vai passar por manutenção no período de 8h à 0h (horário do Acre). No entanto, as companhias aéreas se anteciparam à determinação e transferiram os voos diurnos para a madrugada a partir do último dia 1.

Até o dia 20 de dezembro serão realizados trabalhos de manutenção e reforma em 2.158 metros da pista. Segundo a Infraero, as obras de reforma são essenciais para a manutenção da segurança das operações de pousos e decolagens no aeroporto. Para impedir o isolamento de cidades do interior do Acre, dos 2.158 metros de pista, mil vão ficar liberados para pousos e decolagens de aviões de pequeno porte e emergências.


G1

24/10/2014 14h43

Arqueóloga doa R$ 105 mil de um prêmio para obra de aeroporto no PI

Niède Guidon decidiu usar o dinheiro para concluir pista de pouso.

Obra no Piauí se arrasta há mais de 10 anos; atraso é entrave para turismo.

Do G1 PI

Pista passou por adequações para o aeroporto ser homologado como público (Foto: Seinfra/Divulgação)

A arqueóloga Niède Guidon, reconhecida internacionalmente pelas pesquisas sobre sítios pré-históricos no sul do Piauí, doou mais de R$ 100 mil, metade de um prêmio que ela ganhou, para realizar obras na pista do aeroporto da cidade de São Raimundo Nonato.

A conclusão das modificações na pista é condição imposta pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para liberar R$ 13 milhões que permitam a inauguração do Museu da Natureza, que ficará dentro do Parque Nacional da Serra da Capivara, local famoso pelas pinturas rupestres pré-históricas. O parque passa por uma crise financeira e é alvo de vandalismo. A ideia é que o museu atraia o interesse de turistas e evite que o local caminhe para uma situação de abandono.

As obras na pista necessitam de licitação pela Superintendência de Obras da Secretaria de Infraestrutura do Estado do Piauí (Seinfra). Mas a demora no trâmite da licitação poderia atrapalhar o repasse do recurso do BNDES e prejudicar a construção do novo museu, no município de Coronel José Dias, a 50 km de São Raimundo Nonato.

Por isso, Guidon decidiu doar mais de 50% do valor do prêmio recebido na Fundação Conrado Wessel no ano passado, em reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos pela arqueóloga. A pesquisadora recebeu o valor de R$ 210 mil de R$ 300 mil (diferença é relativa ao imposto de renda).

A arqueóloga conta que foi informada em agosto deste ano que o governo do estado não teria condições de custear as adequações a curto prazo. “Diante disso eu disse que nós faríamos a doação e repassei o dinheiro que ganhei com o prêmio para a conta da Fundação. Já está tudo pronto (as adequações), mas ainda falta a Eletrobras vir e fazer a ligação da rede de energia. Disseram que só viriam depois dessa campanha eleitoral”, relatou.

O Museu do Homem Americano foi inaugurado em 1998 e o Museu da Natureza vai se somar a ele. Uma vez liberados os recursos do BNDES, o prazo até a inauguração será de aproximadamente 18 meses, segundo a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), entidade que toca o projeto - além de administrar o parque em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Imagens do projeto do Museu da Natureza (Foto: Divulgação)

“Achamos óbvio que o banco não queira investir num museu que posteriormente deverá ser mantido pela Fundham sem a garantia de que terá público suficiente para isso. Sem o aeroporto o número de visitantes continuará muito abaixo do número de visitantes que um Patrimônio da Humanidade em qualquer país recebe por ano”, destacou Rosa Trakalo, gestora de convênios e recursos da Fumdham.

Arqueóloga Niède Guidon doou parte do prêmio que

recebeu para o aeroporto (Foto: Pedro Santiago/G1)

Trakalo informou que até agora a arqueóloga gastou com o aeroporto R$ 120.223,52 e falta pagar R$ 33.995,00 da instalação elétrica do balizamento que a Eletrobras, empresa de distribuição de energia, mandou corrigir, mas ainda não foi ligada. A pista está concluída e aguarda apenas uma vistoria da Anac.

“O dinheiro foi utilizado para limpar todo o entorno da pista e fazer uma cerca, barrando o possível acesso de animais e pessoas não autorizadas, recuperação de drenos, limpeza, instalação de manilhas e finalmente automatização elétrica do balizamento da pista e iluminação dos acessos. Existia um gerador que iluminava a pista, foi feita a rede, comprado e instalado o transformador e todas as ligações necessárias. A ligação efetiva ainda está dependendo da Eletrobras que assinalou pequenos problemas no projeto, aparentemente já corrigidos”, explicou Rosa.

Com relação à doação de Niède, Cristina Castelo Branco, superintendente da Secretaria Estadual de Infraestrutura, declarou que a obra concluída com o dinheiro da pesquisadora não estava dentro do projeto inicial de licitação, mas que as adequações seriam feitas pela pasta.

Ela explicou também que a pista do aeroporto para ser considerada de uso público precisava ser homologada pela Anac. Com isso, o governo do estado precisou contratar outra empresa para fazer o processo de homologação e ela indicou alguns melhoramentos a serem realizados no aeroporto, inicialmente pagas pelo governo seguindo todo o processo burocrático legal. "Mesmo sem a doação da Dra. Niède, nós faríamos o trabalho normal: fariámos um projeto, encaminharíamos para a licitação, uma empresa seria contratada e o serviço feito. Mas como o Fundham tem a máxima urgência, por conta do Museu da Natureza, eles nos procuraram e se prontificaram a custear as adequações", afirmou Cristina.

Obra do aeroporto

Com investimentos iniciais de R$ 10,5 milhões, garantidos pelos governos estadual e federal, as obras do Aeroporto de São Raimundo Nonato se arrastam há mais de 10 anos e segundo a própria Seinfra, ainda não há data para a inauguração do aeródromo. Para a Fundham, a falta de um aeroporto é um dos maiores entraves para alavancar o turismo na região e visitação de pesquisadores e do público em geral ao Parque Nacional da Serra da Capivara.

“A dificuldade que estamos tendo no momento é a falta de repasse de recursos federais na conta do convênio. Nós estamos desde maio sem receber os recursos do governo federal. A verba é para pagar o serviço que a construtora já executou. Ela já tem R$ 3 milhões de serviços executados precisando somente do pagamento. Uma grande parte da obra está executada, mas não está paga”, declarou a superintendente. Por causa da falta de pagamento, a empresa responsável pela construção entrou com uma ação extrajudicial contra a Seinfra.

A demora na entrega do aeroporto foi motivo de uma fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), que cobrou esclarecimentos sobre os motivos para o atraso da obra. "Muito embora não se descarte que essa excessiva demora decorra de entraves burocráticos, não nos parece fora de propósito inferir que a não conclusão do objeto conveniado, até a presente data, também se deve a deficiências na gestão da avença por parte do executor, aliado à falta de recursos destinados ao empreendimento, cujo financiamento, na, sua maior parte, é de responsabilidade do Governo Federal", diz relatório publicado em fevereiro do ano passado.

Em nota, o Ministério do Turismo informou que o valor total repassado pelo governo federal é de R$ 20 milhões. Desse total, a pasta já pagou R$ 3,5 milhões e a última ordem bancária é do dia 10 de setembro. Ainda conforme a pasta, o saldo a pagar é de R$ 16.450.000,00 e que R$ 4,5 milhões já se encontram aptos para liberação. “Os pagamentos são realizados proporcionalmente ao nível de execução do projeto, com valores liberados somente após a medição da obra pela Caixa Econômica Federal”, diz a nota.


Valor Econômico

27/10/2014 às 05h00

Estagnação econômica reduz transporte aéreo de cargas

Por João José Oliveira | De São Paulo

Matsuguma, da TAM Cargo, que investe R$ 56 milhões: "Queremos estar preparados para quando o crescimento voltar"

O transporte aéreo de cargas no mercado brasileiro este ano vai ter retração, dizem executivos das maiores companhias de aviação que operam no Brasil. Segundo eles, a estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) recente e a incerteza com relação à política econômica que será a dotada pelo próximo governo, após as eleições presidenciais, reduziram a demanda por insumos e matérias-primas, na indústria, e afetaram a demanda dos consumidores por produtos adquiridos pelo comércio eletrônico.

Segundo a Anac, o volume de carga transportado entre janeiro e agosto deste ano está 2,5% abaixo do total apurado em igual período de 2013. Nessa mesma base de comparação, a quantidade de toneladas que viajou de avião no planeta cresceu 4,5%, conforme estatísticas compiladas pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata).

"O transporte de cargas está diretamente ligado ao PIB", disse o diretor executivo da TAM Cargo, Dario Matsuguma, que responde pelas operações de carga da TAM e da Absa - que juntas representam 58,2% das toneladas transportadas por via

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o PIB brasileiro acumula dois trimestres seguidos de retração - queda de 0,2% entre janeiro e março, e de 0,6% entre abril e junho -, o que é tecnicamente classificado pelos economistas como recessão.

Economistas consultados pelo Banco Central por meio do boletim semanal Focus projetam um crescimento do PIB para este ano de apenas 0,27%.

"As empresas estão apertando custos", afirma o diretor de cargas da Gol, Eduardo Calderon. "A gente vê inclusive alguma migração da carga para o [modal] rodoviário", diz. Segundo ele, o cenário eleitoral indefinido também afetou a demanda.

A Gollog, que responde por 21,7% da carga movimentada por via aérea no país, projeta transportar 80 milhões de toneladas em 2014. Até agosto, o volume estava em 54,9 milhões de toneladas. Toda a carga é transportada nos porões dos aviões de passageiros, uma vez que a companhia não tem cargueiros na frota.

Apesar das incertezas sobre 2015, Calderon e executivos das outras companhias aéreas traçam um horizonte mais promissor. E decidiram investir para capturar a demanda quando a economia recuperar o fôlego. "Estamos investindo em armazenagem, na operação e tecnologia", disse o diretor da Gol, que transporta cargas para 79 destinos internacionais, além das 3 mil localidades no Brasil.

Na semana passada, a Gol abriu mais uma unidade para receber cargas e encomendas, a 104ª da companhia no país, em Americana (SP). "E essa semana vou aos Estados Unidos, conversar com a Delta. Queremos aproveitar os acordos de interline e code share [compartilhamento de voos] com as estrangeiras para aumentar nossa atuação", afirmou Calderon.

A líder do setor, a TAM Cargo, está investindo R$ 56 milhões neste biênio 2014/2015 em infraestrutura e tecnologia para aumentar a eficiência operacional e atrair clientes de companhias concorrentes. "Queremos estar preparados para quando a demanda voltar a crescer", disse Matsuguma.

Dos aportes, R$ 44 milhões estão sendo usados na construção de novos terminais de carga, em Manaus, Goiânia, Natal e Guarulhos (SP). Outras 30 unidades estão sendo reformadas, adequadas e ampliadas, cobrindo quase toda a rede de 49 destinos atendidos pela frota usada nesse negócio.

Outros R$ 11 milhões seguem para sistemas operacionais, como o que permite monitoramento em tempo de toda carga transportada. "Nossa operação é importante porque permite ao grupo aumentar a rentabilidade dos voos", disse Matsuguma.

A TAM Cargo transporta cerca de 79% das encomendas nos porões dos 179 aviões de passageiros da TAM e 21% nos quatro cargueiros. "Nossa operação é importante porque permite ao grupo aumentar a rentabilidade dos voos", disse o executivo.

O transporte de cargas como forma de aumentar a rentabilidade do balanço consolidado da companhia é também a meta da Azul, dona de 15,95% das toneladas que viajam de avião no país - percentual 60% maior que o de um ano atrás.

A companhia criou este ano uma diretoria específica para o setor de cargas. Segundo o novo diretor, Claudio Fonseca, a chegada das aeronaves Airbus 330-200 vai ampliar as oportunidades para o transporte de cargas paletizadas de maior peso e volume nos mercados doméstico e internacional.

Antes de encomendar 12 aviões Airbus, a Azul tinha uma frota composta por Embraer e ATR, aeronaves menores, que limitam o transporte de itens mais volumosos. Tanto que no período de maior demanda por cargas, a empresa pegou uma aeronave ATR 72 dedicada a essas operações. "À medida que a companhia cresce em número de destinos e tamanho de frota, a Azul Cargo acompanha e também expande suas operações", afirma Fonseca.

Segundo projeções da Iata, o transporte aéreo de cargas na América do Sul vai crescer a um ritmo anual de 3,9% até 2018. Esse avanço será um pouco menos acelerado do que a média mundial, que será de 4,1%. A expansão desse segmento vai ser liderada pelas rotas ligando o Oriente Médio e Ásia, com expansão anual estimada em 6,2%.

Matsuguma, da TAM Cargo, diz que investimentos em infraestrutura e processos podem melhorar a eficiência do transporte aéreo de cargas no país e possibilitar uma expansão maior. Segundo ele, no aeroporto de Santiago, uma carga leva cinco horas, em média, para ser liberada após o desembarque. No Brasil, esse tempo é de 72 horas.

O executivo que atua no setor de logística há mais de 30 anos conta que enquanto nos Estados Unidos, 0,3% da carga doméstica é transportada por via aérea, no Brasil a participação do modal é de apenas 0,05% dos volumes.

Por outro lado, enquanto o modal rodoviário responde por 65,6% da carga transportada dentro do Brasil, nos Estados Unidos os caminhões representam 28,7% da logística de matérias-primas, insumos e produtos que atravessam o território.

"O que deixamos de atender aqui por ineficiência migra para outros países", disse Matsuguma.


Valor Econômico

27/10/2014 às 05h00

Fim da eleição acelera novos marcos regulatórios e reaviva concessões

Por Daniel Rittner | De Brasília

Medida provisória que autorizaria construção de novos aeroportos pelo setor privado, apesar de estar em estágio avançado de elaboração, não evoluiu

A campanha eleitoral praticamente congelou o desenho final de novos marcos regulatórios lançados pela presidente Dilma Rousseff desde 2013. Do código de mineração ao regime de exploração de novos aeroportos, mudanças de regras ficaram no meio do caminho, deixando investidores à espera de decisões cruciais para seus negócios. Agora, com o fim da corrida presidencial, a expectativa dos empresários é que essas alterações sejam finalmente encaminhadas.

Faltam ainda definições cruciais para tirar do papel, após sucessivas promessas, os primeiros leilões de ferrovias e terminais portuários. Com o término das eleições, a aposta é que haja avanços nos próximos meses.

No Congresso Nacional, há dois assuntos para serem destravados imediatamente. Um deles é a proposta do novo código de mineração, lançada pelo governo em junho de 2013, mas andando de lado desde então. O relatório do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que foi reeleito, contraria pontos essenciais da versão original do texto. Por isso, nunca foi votada na comissão especial formada para tratar do assunto e não pôde seguir para o plenário da Câmara dos Deputados. O novo governo terá que decidir se endossa as mudanças feitas por Quintão ou se busca outro caminho, como uma medida provisória, para acelerar a reforma do marco regulatório.

Ao contrário do que propunha o projeto elaborado por Dilma, o relator defende a definição das novas alíquotas de royalties da mineração na própria lei. Também contraria o governo ao preservar as funções das empresas de pesquisa mineral, que teriam papel bastante reduzido no novo marco. Na costura de bastidores, o texto de Quintão recebeu sinal verde de governadores e prefeitos de localidades produtoras, mas ainda há empresas que pedem mais discussão sobre o assunto.

No Senado, o projeto que altera a Lei de Licitações (8.666/93) também aguarda uma definição, embora já tenha relatório pronto - de autoria da senadora reeleita Kátia Abreu (PMDB-TO). Diante da polêmica em torno da mudança, o Palácio do Planalto trabalhou para que o plenário não o votasse durante a campanha eleitoral.

Uma das discussões colocadas na geladeira desde as vésperas da Copa do Mundo, pegando embalo na corrida presidencial, foi a medida provisória, em estágio adiantado de elaboração, que autoriza a construção de novos aeroportos pelo setor privado.

A MP, que já tem um rascunho pronto desde o fim de maio, viabilizaria o projeto do Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp), no município de Caieiras, desenvolvido pela Camargo Corrêa e pela Andrade Gutierrez. Hoje, terminais construídos pela iniciativa privada só podem servir a aviação executiva, sem receber voos de companhias aéreas. Consórcios que arremataram grandes aeroportos nos leilões promovidos pelo governo, comprometendo-se a pagar bilhões de reais em outorgas, afirmam que uma eventual mudança do marco regulatório pode criar condições desiguais de concorrência.

O fim das eleições também deve reavivar as concessões de infraestrutura logística lançadas por Dilma em 2012. Nenhum dos projetos de ferrovias, que somavam dez mil quilômetros de novas linhas, foi leiloado até agora.

Os empresários nunca se convenceram de que a estatal Valec, responsável por garantir a compra da carga ao longo de toda a vigência da concessão, é suficientemente confiável para um contrato com 35 anos de prazo. Para minimizar os riscos, o governo deve tomar novas medidas que garantam a presença de empresas no leilão da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), o primeiro trecho a ser licitado.

As licitações de terminais em portos públicos, começando por Santos e pelo Pará, emperraram no Tribunal de Contas da União (TCU). Reservadamente, o governo avalia que, mais do que por objeções técnicas, o órgão de controle tem segurado os leilões por questões políticas e deve liberá-los.


Diário do Comércio - MG

25/10/2014

ECONOMIA

Governo retoma licitação em Goianá

Processo de parceria público-privada para exploração e administração do terminal da Zona da Mata foi reaberto

Luciane Lisboa

Apenas a companhia Azul Linhas Aéreas mantém operações em Goianá, com voos para Belo Horizonte e Campinas/SETOP / Divulgação

Depois de suspender, três dias atrás, o processo licitatório da parceria público-privada (PPP) para exploração e administração do Aeroporto Presidente Itamar Franco, em Goianá, na Zona da Mata mineira, a Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop) anunciou a revogação do ato. Conforme aviso de licitação de concorrência pública publicado na sexta-feira, a nova data para o recebimento das propostas dos interessados foi definida: dia 4 de novembro.

Anteriormente, estava prevista para o dia 22 a abertura das propostas. Porém a Setop suspendeu o certame alegando necessidade de análise para posterior republicação. Em nota, a secretaria afirma que o edital 26/2014, para Concessão Patrocinada do Aeroporto Regional Zona da Mata (ARZM), está suspenso "para possibilitar à Setop elaborar respostas aos questionamentos apresentados por possíveis licitantes. Tão logo as respostas estejam concluídas, será definida uma nova data para a entrega das propostas".

Já haviam sido documentados dois questionamentos sobre o edital, feitos por interessados na disputa. Há dúvidas relacionadas ao período do contrato (30 anos podendo ser prorrogado por mais cinco), exigência de equipamentos rodoviários - ao invés de cargueiros -, além de outras questões, como a revitalização da rodovia de acesso, a MG-353, em extensão estimada em mil metros.

Hub - Um dos objetivos da PPP é transformar o terminal em importante hub logístico do pré-sal, com recebimento de equipamentos importados pela cadeia produtiva. Para isso, serão necessários aportes da ordem de R$ 147 milhões. Há chances ainda de ser implantado um aeroporto-indústria na região. As informações constam no edital da concorrência que foi publicado no início do mês passado.

Segundo o documento, o contrato terá duração de 30 anos e começará a valer a partir de 2015, quando chegarão ao fim os trabalhos da Multiterminais Alfandegados Ltda, responsável pela administração do terminal desde 2010. Além da própria empresa, outras duas companhias estariam interessadas em participar do certame.

A licitação para criação de PPP no aeroporto é uma promessa antiga do governo do Estado. Inicialmente, o edital deveria ter sido lançado no ano passado, mas foram vários os atrasos e isso só ocorreu em setembro deste exercício.

O aeroporto possui a segunda maior pista para pouso de Minas Gerais (2.530 metros), perdendo apenas para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH). O terminal também é alfandegado, podendo executar todo o desembaraço de mercadorias que chegam do exterior, o que é um diferencial conforme especialistas.

Além dos investimentos realizados pela Multiterminais, o aeroporto será ampliado ao longo do contrato e vários estudos deverão ser elaborados até o terceiro ano de administração. Entre eles, alguns voltados para a ampliação da pista de pouso, melhorias na pista de táxi aéreo, além de novos pátio e terminal de cargas. A revitalização de mil metros da rodovia de acesso também faz parte da lista. Outras 17 ações também estão previstas a partir do décimo ano, mas dependem do nível operacional do aeroporto na ocasião.

No momento, apenas a Azul Linhas Aéreas atua no terminal, com voos para Belo Horizonte e Campinas. Após o início das operações do novo parceiro privado, a quantidade de companhias com atuação no terminal deverá aumentar. Além disso, a expectativa é que o número de passageiros chegue aos 200 mil por ano. E em cargas, o volume anual deverá ser próxima de mil toneladas.


Panrotas

27/10/2014 00:06:00

Voo SP-Los Angeles entra no code-share entre AA e Jal

Além dos voos entre São Paulo e Dallas e Nova York, operados pela American Airlines, também o voo São Paulo-Los Angeles, da AA, passa a ter o código da japonesa Jal. O acordo de code-share entre as duas empresas aéreas membros da Oneworld foi intensificado desde ontem, dia 26 de outubro. Além de parte da Oneworld, as duas empresas formam uma aliança transpacífica.

Artur Luiz Andrade

[email protected]

 


Portal UOL

26 de Outubro de 2014 às 08:00

MD-11 realiza último voo de passageiros

KLM aposenta frota de MD-11 e encerra capítulo da história da aviação

Da redação

Aero Magazine

Na manhã de hoje (26) a KLM encerrou seus voos com o MD-11. A empresa holandesa era a última operadora do MD-11 no serviço de passageiros no mundo.

A despedida do MD-11 da KLM marca também o fim de uma era, já que atualmente nenhum avião da extinta McDonnell Douglas realiza voos de passageiros de longo curso, apenas alguns membros da família MD-80 ainda continuam em serviço ativo.

Após cumprir o voo KL672, oriundo de Montreal, no Canada, o MD-11 tocou a pista do aeroporto de Amsterdam Schiphol, encerrando o fim de uma era. A KLM foi uma das maiores parceiras da Douglas, tendo operado praticamente todos os modelos produzidos pelo fabricante americano.

No dia 11 de novembro a KLM realizará três voos nos Países Baixos para entusiastas que poderão se despedir do último grande jato da McDonnell Douglas.