Folha de São Paulo
SP terá 9 das 28 ampliações de aeroporto
Governo quer abrandar regras aeroportuárias
Companhias aéreas progridem na luta contra o mau tempo
O Estado de S.Paulo
Greve de pilotos da Lufthansa cancela de 50 voos
G1
Governo prorroga prazo de entrega para obra de aeroporto de Cuiabá
Piloto de avião sobrevive a colisão com outra aeronave no ar nos EUA
Jornal do Brasil
Voos da Air France entre Brasil e França começam a ser normalizados
Valor Econômico
Para manter expansão, a Azul projeta voos regionais e aos EUA
Diário do Comércio - MG
Aeroportos regionais andam a passos lentos
Espanha é referência para o Brasil em gestão de aeroportos
Jornal de Turismo
Etihad Airways revela nova identidade visual em seu primeiro A380
Panrotas
Passageiros integram e aprovam tecnologia nas viagens
Portal UOL
Airbus A350-900 recebe certificação de segurança na Europa
Terça-feira, 30 de setembro de 2014
SP terá 9 das 28 ampliações de aeroporto DE BRASÍLIA O Estado de São Paulo tem 9 dos 28 primeiros aeroportos regionais que vão receber grandes obras federais para aumento de capacidade. A lista dos 28 aeroportos foi obtida pela Folha com exclusividade. Os projetos para a licitação dessas unidades já estão concluídos, o que permite ao governo federal iniciar a concorrência para as ampliações ainda neste ano. O valor envolvido não pode ser divulgado porque a licitação será no modelo de Regime Diferenciado de Contratação, em que o orçamento é sigiloso para os concorrentes. A melhoria desses aeroportos faz parte do projeto lançado pelo governo em 2012 de colocar mais cerca de 32 milhões de pessoas a uma distância de 100 km de um aeroporto com voo comercial. No total, o governo espera ampliar 270 aeroportos, no valor de R$ 7,2 bilhões –40 já receberam obras até agora.
DIMMI AMORA
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Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
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Dos 28 desta leva, 6 já receberam melhorias e devem agora ter intervenções que lhes permitam receber aviões de médio e grande porte. No caso de São Paulo, os aeroportos que vão receber investimentos transportam hoje cerca de 650 mil passageiros ao ano, sendo que quatro deles não têm voos comerciais (Fernandópolis, Franca, Barretos e Sorocaba). Ricardo Volpi, superintendente do Daesp, órgão que administra os aeroportos estaduais paulistas, porém, diz que a prioridade é o investimento no aeroporto de Ribeirão Preto, o maior regional de São Paulo, com demanda de R$ 440 milhões em obras. O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, diz que os projetos das outras unidades continuam em estudo para serem licitados e que está consultando as cidades para priorizar investimentos. Na semana passada, em visita ao aeroporto de Juazeiro do Norte (CE) –onde a Infraero amplia o terminal de passageiros–, o ministro ouviu do secretário de Turismo da cidade, Roberto Celestino, que a prioridade seria reformar a pista para que ela possa receber aviões de maior porte, inclusive de carga. Outra dificuldade será executar os projetos. No caso do aeroporto de Juazeiro do Norte, uma obra simples de construção de terminal teve três empresas retiradas do projeto por não conseguirem cumprir os cronogramas.
Terça-feira, 30 de setembro de 2014 DE BRASÍLIA O ministro Moreira Franco (Aviação Civil) afirma que apenas as obras de infraestrutura não serão suficientes para desenvolver a aviação regional no país. Para ele, serão necessárias mais mudanças para levar voos comerciais para as cidades menores, incluindo mudanças na regulamentação aeroportuária. "As aeronaves avançaram mais rápido que a infraestrutura no Brasil. E a regulação avançou mais ainda", disse o ministro. Segundo ele, isso faz com que um pequeno aeroporto no norte do país tenha que seguir regras praticamente iguais a de grandes unidades como Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), os maiores aeroportos internacionais do país. Moreira disse que já determinou à Anac que elabore um projeto de lei para dar poder à agência de aprovar uma regulamentação específica para essas unidades, com exigências mais adequadas à quantidade de voos que esses aeroportos recebem. LICITAÇÃO EM LOTES Outra providência é tentar fazer as obras com mais velocidade, licitando os projetos em lotes para que empresas com maior porte e mais experiência com a construção de aeroportos se apresentem para a disputa. "Apresentaremos esse plano ao TCU [Tribunal de Contas da União] para convencê-los de que essa é a melhor maneira", afirmou o ministro.
30/09/2014 02h00 JAD MOUAWAD DO "NEW YORK TIMES" Até poucos anos atrás, as companhias aéreas recebiam seus boletins meteorológicos por telex. Os pilotos se debruçavam sobre resmas de papel e compararam as previsões com os planos de voo. Uma vez no ar, eles dependiam de comunicações de rádio e de radares rudimentares para evitar o mau tempo. Agora, os pilotos baixam em tablets os planos de voo e relatórios climáticos cheios de gráficos detalhados. Controladores monitoram a aeronave em tempo real e oferecem dados atualizados. Novas gerações de sistemas de radares permitem ajustes fáceis durante o percurso. O resultado? Menos chacoalhões, trancos e bebidas derramadas –fatos inerentes ao voo desde a invenção do avião. "O segredo é a forma como você usa a informação", disse Tim Campbell, vice-presidente-sênior de operações aéreas da American Airlines. "Fundamentalmente, é apenas uma previsão, e ainda é o tempo."
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Dan Gill/The New York Times
Meteorologistas fornecem a cada 2h previsões sobre chuvas e tempestades para as companhias aéreas |
Um maior poder computacional, a melhoria das tecnologias via satélite e os avanços em radares e modelos científicos têm se somado para permitir às companhias uma compreensão mais detalhada das condições de voo. Isso significa que elas podem planejar as operações antes da decolagem –cancelando voos com antecedência, por exemplo. Durante os voos, os pilotos têm mais condições de contornar tormentas e evitar turbulências. Nos Estados Unidos, o clima foi responsável por 36% dos atrasos das companhias aéreas em 2013, abaixo dos 50% de 2003, de acordo com o Departamento de Estatísticas dos Transportes. "Nossa previsão para sete dias atualmente é praticamente tão precisa quanto uma previsão de três dias era há dez anos", disse Michael Pat Murphy, meteorologista do Centro Meteorológico da Aviação, em Kansas City. Os meteorologistas do centro fornecem informações meteorológicas para o setor aéreo. A cada duas horas, eles fazem uma conferência para apresentar às companhias e ao centro de comando da Administração Federal de Aviação previsões atualizadas sobre tempestades e chuvas. Eles também divulgam a cada seis horas uma previsão global usada por companhias aéreas do mundo todo, e são responsáveis pela emissão de alertas sobre condições perigosas, como a ocorrência de trovoadas ou formação de gelo nos EUA. A turbulência representa um desafio especial, porque não pode ser vista por satélite ou radar. Mas os meteorologistas usam modelos climáticos, assim como relatos de pilotos, para prever áreas de turbulência forte. Sensores em alguns aviões operados pela Alaska Airlines, American Airlines e Delta Air Lines pode transmitir automaticamente informações sobre turbulência para os controladores, a fim de que busquem rotas alternativas para voos posteriores. Em média, 36 pessoas ficam feridas por ano desde 2002 por causa de turbulências. Neste mês, um jato da companhia Allegiant Air chocou-se contra uma área de ar agitado sobre a Flórida, deixando três feridos. "Podemos identificar com segurança as áreas potenciais para turbulência", disse Tom Fahey, que lidera uma equipe de 27 meteorologistas da Delta. "O difícil é identificar os locais exatos em um dado momento, já que a turbulência, por definição, está em movimento." Alguns especialistas também acreditam que a frequência e intensidade das turbulências poderiam aumentar por causa da mudança climática. A Southwest Airlines recentemente equipou 87 dos seus 600 Boeings-737 com sensores que medem o vapor de água no ar, a fim de determinar a localização de nevoeiros, a formação de nuvens e os tetos de nuvens. A Hawaiian Airlines desenvolve mapas meteorológicos em tempo real nas cabines, para permitir que os pilotos tenham acesso a informações tão detalhadas quanto as disponíveis para os controladores em terra. Os meteorologistas também esperam que novos satélites, a serem lançados a partir do início de 2016, permitam uma melhor leitura das nuvens baixas e de ambientes com pouca visibilidade, duas das maiores causas de acidentes fatais para pilotos particulares e da aviação geral.
O Estado de S.Paulo 29 Setembro 2014 | 14h 08 Os pilotos da companhia aérea Lufthansa planejam mais um dia de greve nesta terça-feira, que deverá se estender das 8h às 23h (horário local). A empresa já cancelou 50 dos 114 voos previstos para chegar ou partir do aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha. De acordo com o sindicato da categoria, outros aeroportos não serão afetados. Os pilotos protestam contra os planos da companhia, que preveem redução dos benefícios de aposentadoria. Na Bolsa de Frankfurt, as ações da Lufthansa encerraram o dia em queda de 1,15%.
ESTADÃO CONTEÚDO
29/09/2014 21h11 Consórcio pediu extensão do prazo até dezembro e governo atendeu pleito.
Obra do Aeroporto Marechal Rondon já deveria ter ficado pronta em agosto.
Renê Dióz Do G1 MT
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O governo de Mato Grosso aceitou estender o prazo de execução das obras de reforma e ampliação do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), para o mês de dezembro. A medida, que também encarece o preço total do projeto em R$ 174 mil, foi determinada em termo aditivo ao contrato original da obra. O extrato do aditivo foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado que circulou nesta segunda-feira (29). Anteriormente, a entrega da obra estava prevista para agosto, mas o prazo contratual de execução foi descumprido pelo consórcio responsável, que solicitou ao governo mais tempo para concluir os trabalhos. O prazo adicional pedido foi de 122 dias, levando o fim das obras para dezembro. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), o pleito do consórcio, com acréscimo ao valor total, foi atendido. O motivo seria a necessidade de “serviços extracontratuais” no aeroporto. Quando discutiu com o consórcio a possibilidade de estender o prazo de entrega das obras, a Secopa chegou a anunciar que ainda estavam pendentes no aeroporto as instalações de sistemas eletrônicos em dois setores, duas pontes de embarque, o sistema de água potável, a via de acesso da estação de tratamento de esgoto, a rede de esgoto e os estacionamentos, tanto do terminal de passageiros quanto do prédio administrativo. À época, a Infraero informou que também faltava concluir a operacionalização da sala de embarque internacional, a instalação da quarta esteira de bagagens e a reforma do atual terminal de passageiros. Depois que a discussão de um novo prazo teve início, o aeroporto chegou a ter parte de sua estrutura de cobertura destruída durante uma chuva acompanhada de vendaval no início de setembro. Possíveis irregularidades na obra estão sendo investigadas. As mais recentes alterações no prazo e no valor total das obras do aeroporto foram determinadas por meio do oitavo e do novo termos aditivos assinados no contrato. A Infraero afirma que já investiu R$ 98,68 milhões nas obras do aeroporto, mas a responsável pelo contrato é a Secopa, cujo portal informa um valor original das obras de R$ 77,2 milhões. A licitação foi vencida pelo Consórcio Marechal Rondon, formado pelas empreiteiras Engeglobal, Farol Empreendimentos e Multimetal.
Piloto e adolescente que estavam na outra aeronave morreram.
Piloto de avião sobrevive a colisão com outra aeronave no ar nos EUA
Ele transportava menina de 9 anos e pousou em segurança.
Da AP
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Um piloto de 59 anos sobreviveu após o avião de pequeno porte que comandava colidir com outra aeronave em Nova York, nos Estados Unidos, neste fim de semana. O piloto da outra aeronave, de 78 anos, e seu passageiro, de 14 anos, morreram. O acidente aconteceu na manhã de sábado (27). Kevin D'Angelo pilotava uma aeronave SeaRey construída por ele quando foi atingido por um Cessna 172. Kevin tinha como passageiro uma menina de 9 anos. Após a colisão, ele conseguiu pousar em segurança em um campo. O piloto do Cessna, Anthony Mercurio, de 78 anos, e seu passageiro, James Metz, de 14 anos, morreram. O acidente aconteceu durante um evento para apresentar a aviação para crianças e adolescentes.
29/09 às 13h02
Voos da Air France entre Brasil e França começam a ser normalizados
Agência Brasil Após quase duas semanas de greve dos pilotos da Air France, empresa do grupo franco-holandês Air France–KLM, os voos entre Brasil e França começaram a ser normalizados hoje (29). Nesse domingo (28), o principal sindicato dos pilotos anunciou o fim da greve. A empresa informou, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, que todos os voos entre o Aeroporto Charles de Gaulle, de Paris, e os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e o Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, voltaram a operar nesta segunda-feira. Entretanto, o voo AF520 que partiria de Paris para Brasília, às 13h30 (8h30 no horário da capital federal), e o voo AF515 que sairia do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, às 22h40, para Paris, foram cancelados. Segundo a assessoria, não há voos entre Brasília e Paris às terças-feiras. A previsão é que, na quarta-feira (1º), os voos entre Brasília e Paris já estejam normalizados. A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores informou que um funcionário do consulado brasileiro está no aeroporto para auxiliar os passageiros e relatou que a Air France tem cumprido suas obrigações de hospedagem e alimentação. Uma das orientações é guardar os comprovantes de gastos para possível comprovação de custos feitos. A assessoria do Itamaraty disse que não recebeu relatos, por parte dos brasileiros, de nenhum incidente mais grave e que os passageiros estão conseguindo remarcar as passagens ou serem realocados em voos de outras companhias aéreas. A assessoria da Air France no Brasil informou que os passageiros com viagem marcada até o dia 30 de setembro podem adiá-la, sem custo adicional, por meio da alteração da reserva. “Para os clientes cujos voos foram cancelados, o bilhete será devolvido na íntegra, sem qualquer custo. Os passageiros ainda podem receber um crédito válido por um ano na Air France ou KLM em caso de adiamento da viagem depois de 30 de setembro de 2014, mudança de destino ou ponto de partida e cancelamento”, informa a nota. A greve da Air France, que começou dia 15, foi a mais longa desde 1998 e, segundo a companhia aérea. Os prejuízos podem ter chegado a 20 milhões de euros por dia.
30/09/2014 às 05h00
Para manter expansão, a Azul projeta voos regionais e aos EUA
Por João José Oliveira | De São Paulo "Para replicar nossa estrutura de custo, teriam que replicar a malha inteira" A Azul, terceira maior companhia aérea do país, planeja se apoiar no programa regional de aviação, no maior acesso ao aeroporto de Congonhas e nas rotas internacionais para seguir crescendo acima da média do setor e, assim, continuar ganhando participação de mercado. "Vamos continuar crescendo. Não como nos últimos anos. Mas vamos crescer mais que o mercado", disse o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, projetando uma expansão entre um dígito alto e dois dígitos. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Azul é a terceira maior aérea do país em passageiros-quilômetros transportados (RPK), com 16,3% do mercado em agosto. Um ano atrás, essa fatia era de 13,8%. No critério de pessoas embarcadas, a Azul responde por 21% dos passageiros domésticos transportados entre janeiro e agosto último, ou 13,12 milhões de pessoas - 7,5% mais que o apurado em igual período de 2013. O mercado local no país cresceu 7% nessa mesma base. Com frota de 143 aeronaves e 850 voos diários, a Azul atende 103 destinos, respondendo por 30% de todas as decolagens no país. Para Neves, o ritmo de expansão do setor vai ser acelerado com o programa da aviação regional. O plano do governo é espalhar o modal aéreo no país, de forma que 95% da população tenha um aeroporto a um raio de pelo menos 100 quilômetros de distância. Para isso, o governo vai investir até R$ 7,4 bilhões ao longo dos próximos anos em infraestrutura aeroportuária. Outros R$ 1 bilhão serão usados anualmente para subsidiar o custo operacional das empresas que voarem para os aeroportos integrantes do programa e para as tarifas aeroportuárias. Os subsídios sairão do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), formado por recursos gerados na concessão dos aeroportos. Neves chegou à Azul há sete meses, após liderar a área de aviação na consultoria McKinsey. Esteve entre os colaboradores que desenharam o plano de aviação regional. "Há uma demanda reprimida que pode rapidamente elevar o número de pessoas voando", afirmou. As contas apontam que 4,5 milhões de pessoas serão incorporadas imediatamente ao universo de 100 milhões de brasileiros que já viajam anualmente de avião. "A taxa de meia viagem por habitante é muito baixa", disse, comparando aos Estados Unidos, onde essa relação é de dois para um. Os subsídios serão dados conforme o tipo de avião usado, de R$ 0,03 a R$ 0,05 por assento, até o limite 60 assentos por voo. O volume de subsídios que cada companhia receberá vai depender das rotas que forem operadas e dos modelos de aviões usados. No conjunto, a maior oferta de voos vai permitir redução dos preços das passagens em até 25%, em alguns trechos, e de até 33 minutos em tempo médio de voo por passageiro porque haverá menor necessidade de conexões. O universo de novos passageiros virá de três formas, segundo o executivo: por novos destinos atendidos, pela troca de aeronaves (em vez de um ATR, por exemplo, compensaria fazer rotas com o Embraer, maior, que transporta mais gente) e por aumento de frequências. Neves disse que o programa da aviação regional vai permitir às concorrentes Gol, TAM e Avianca disputar rotas hoje operadas apenas pela Azul. "Mas somos mais eficientes. Para replicar nossa estrutura de custo, teriam que replicar a malha inteira." As empresas Gol e TAM são donas respectivamente de 38,8% e 35,2% da demanda doméstica em RPK, mas voam para menos de 70 destinos cada uma. Apesar da maior disputa, Neves afirma que o plano de aviação regional terá efeito positivo para a companhia. Afinal, explicou, a Azul não vai ampliar o número de cidades atendidas sem o programa governamental. Mas enquanto esse projeto não deslancha, a Azul projeta capturar mais demanda a partir de Congonhas. A Anac vai redistribuir horários de pousos (slots) para a aviação regular no terminal mais movimentado do país. Dos atuais 30 slots por hora, haverá até 33 slots por hora. E a Azul, dona hoje de 0,06% do movimento no aeroporto - ante 5,5% da Avianca, 46,2% e 47,9% da TAM - passará ter cerca de 10%. Pelas regras que distribuem esse slots apenas entre aéreas que têm menos de 12% das operações em Congonhas, a Azul projeta receber 25 de 41 slots. Com essas posições, a empresa terá de 12 a 15 partidas diárias do aeroporto. "Com 12 partidas vou conectar 51 cidades", disse Neves. A empresa vai compor essa malha usando os pontos de conexão (hubs) de Confins (BH), Curitiba e Porto Alegre. Segundo Neves, um executivo poderá sair de Vitória da Conquista (BA) ou de Pelotas (RS) para reunião em São Paulo e retornar no mesmo dia. "Se tivéssemos mais slots, faríamos conexões para Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Galeão (RJ)", afirmou. O presidente da Azul disse que iniciará as novas rotas já em 1º de novembro. E afirmou que a companhia não vai deixar de operar destinos próximos à região metropolitana de São Paulo por causa de Congonhas. Segundo Neves, a rota partindo de São José dos Campos para o Rio, por exemplo, foi encerrada devido à concorrência com o aeroporto de Guarulhos (SP). "Guarulhos tem frequência, preço e capacidade. Não consigo convencer o cliente a sair de São José dos Campos. Eu não lucrava", acrescentou, ressaltando que a Azul vai usar o avião agora em um voo partindo de Vitória (ES). "A beleza de nosso modelo de negócio é a flexibilidade de nossa frota", disse Neves, explicando que os aviões ATR e Embraer - menores que os Airbus e Boeing - permitem testar novos destinos sem absoluta certeza de que a operação será rentável. Mas plano de negócio da Azul também inclui aviões maiores. A empresa está investindo US$ 2 bilhões em 11 Airbus A330-200 e A350, que serão usados em voos para os Estados Unidos, inicialmente para o sul da Flórida. A estreia, marcada para março de 2015, foi antecipada para dezembro. Neves afirma que a empresa quer explorar oportunidades de demanda geradas pela capilaridade de sua malha. "Nossos cinco primeiro bilhetes foram vendidos para uma família de Corumbá, exemplo de cliente que quer viajar diretamente para fora sem conexão", disse. O presidente da Azul descarta entrar na disputa direta com as companhias americanas. "Se nosso negócio internacional for 10% do faturamento [do grupo], não será um grande risco", disse.
30/09/2014

Minas Gerais é o Estado com o maior número de terminais a receber recursos do programa do governo federal
Mara Bianchetti
![]() Aeroporto de Patos de Minas é o mais adiantado, mas intervenções ainda não possuem data para sair do papel |
Dos 33 aeroportos mineiros que receberão investimentos da União como forma de incentivar a aviação regional, por meio do Programa de Investimento em Logística: Aeroportos, lançado em 2012, oito se encontram em fase de estudo de viabilidade técnica, 24 em fase de estudo preliminar e um já entrou na etapa de anteprojeto - estágio final antes da licitação. Trata-se do Aeroporto de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, que ainda não possui data para as intervenções saírem do papel, apesar dos trabalhos adiantados. As informações são da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Ao todo, 270 aeroportos regionais serão beneficiados, mediante aportes de R$ 7,3 bilhões provenientes da União. Minas é o Estado com maior número de aeroportos regionais a receber recursos do programa. Ao todo serão 33 terminais mineiros beneficiados, com investimentos de aproximadamente R$ 815 milhões. De acordo com informações da secretaria, os aeroportos de Araxá, Barbacena, Caxambu, Divinópolis, Goianá, Governador Valadares, Ituiutaba, Jaíba, Janaúba, João Pinheiro, Juiz de Fora, Muriaé, Paracatu, Passos, Piumhi, Poços de Caldas, Ponte Nova, Salinas, Santana do Paraíso, São João del-Rei, São Sebastião do Paraíso, Ubá e Unaí são os que se encontram em fase de estudo preliminar. Desde o lançamento do programa em 2012, foi feita a contratação do Banco do Brasil para atuar, em nome da SAC, como agente executor dos projetos, bem como foram publicados os editais de contratação das empresas projetistas, de levantamento topográfico e de licenciamento ambiental. Em maio, a instituição financeira assinou com o Consórcio Concremat-Themag o contrato para a realização de estudos preliminares dos aeroportos. Dos terminais que serão beneficiados, 29 são administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e 241 por estados ou municípios brasileiros. A ideia é ampliar a rede aeroportuária do país e garantir que toda a população esteja a menos de 100 quilômetros de algum terminal. Também dentro do Programa de Investimento em Logística: Aeroportos, o governo vai isentar os aeroportos regionais de todas as tarifas aeroportuárias e subsidiar as passagens aéreas para rotas originadas ou destinadas a esses aeroportos sempre que isso for necessário para garantir a regularidade dos voos. No início desta semana a presidente Dilma Rousseff editou a Medida Provisória (MP) que institui o subsídio. O benefício, que será regulamentado por decreto ainda neste ano, estabelecerá isenção de tarifas aeroportuárias para voos que saiam ou cheguem a aeroportos com até 1 milhão de passageiros por ano. Também será determinada a subvenção de passagens aéreas em voos com origem ou destino em aeroportos regionais. Neste caso, o subsídio será limitado a 60 assentos por voo ou 50% dos assentos ofertados. Até agora, 109 aeroportos que operam voos regulares são elegíveis para a subvenção, número que deverá aumentar a partir do ano que vem.
30/09/2014
Brasília - A Secretaria de Aviação Civil (SAC) realiza ontem e hoje seminário para conhecer a experiência espanhola em gestão de aeroportos regionais e para antecipar desafios que o país enfrentará nessa área. Segundo o ministro da SAC, Moreira Franco, a Espanha tem grande experiência em aviação regional. "Eles conseguiram, por exemplo, montar uma estrutura que compatibiliza aeroportos de maior e menor rentabilidade e um esquema de subsídios permitindo que todos os espanhóis possam utilizar o modal", disse. O seminário Gestão de Aeroportos Regionais: Experiência Aena terá com apresentação de especialistas da entidade Aeropuertos Espanoles y Navegación Aérea (Aena) e da empresa espanhola Ineco, que oferece serviços de infraestrutura de transportes em mais de 45 países. Embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de La Cámara Hermoso disse que o país europeu enfrentou desafios semelhantes ao Brasil no desenvolvimento da infraestrutura. "Hoje, temos a maior rede de rodovias duplicadas da Europa, a segunda maior rede de trem de alta velocidade do mundo e desenvolvemos projeto piloto de comercialização conjunta de trem e avião", ressaltou o embaixador. Para Hermoso, a gestão aeroportuária é fundamental para um país continental como o Brasil, que precisa de um sistema eficiente. "Acreditamos na liderança que o Brasil tem na área. Por isso, estamos aqui para mostrar nossa experiência e colaborar com a formação das pessoas. Acreditamos no desenvolvimento dessa política, que é necessária para o país", salientou. Conforme o embaixador, 65% dos voos comerciais no mundo utilizam sistema de controle espanhol. Observou que a Aena é a maior operadora aeroportuária do mundo, gerenciando 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha. Também participa, direta e indiretamente, da gerência de outros 15 aeroportos no mundo. O mais importante é o Aeroporto de Luton, em Londres. Acrescentou que outras gerenciadoras espanholas operam grandes aeroportos em todo mundo, destacando os de Heathrow, de Glasgow e de Aberdeen, no Reino Unido. Para Moreira Franco, a política de fortalecimento dos terminais regionais é conseqüência natural das concessões feitas em grandes aeroportos. "O objetivo é permitir que 96% dos brasileiros tenham um aeroporto a menos de 100 quilômetros de onde esteja. claro que alguns são mais estratégicos que outros, como os localizados na Amazônia, onde, pela configuração da região, jamais teremos rodovias e ferrovias", finalizou. (ABr)
29 Setembro 2014 13:32 Criado pela líder em consultoria de marcas Landor Associates em parceria com a Etihad Airways, o novo visual é inspirado por estampas tradicionais dos Emirados, pelas paisagens do deserto e formas geométricas encontradas na moderna arquitetura de Abu Dhabi. O resultado é um design impressionante e único que apresentará a Etihad Airways como a companhia aérea de um centro cultural progressivo e inovador, firmemente enraizado em uma rica história. A nova identidade visual foi revelada enquanto o primeiro A380 da Etihad Airways saía do hangar de pintura na unidade Finkenwerder da Airbus em Hamburgo, Alemanha. James Hogan, presidente e CEO da Etihad Airways, diz: “Há apenas alguns meses, a Etihad Airways revelou seus novos interiores de cabine para o A380 e, agora, temos o orgulho de mostrar ao mundo como esse avião ficará por fora. “O novo visual está alinhado ao nosso compromisso em romper com convenções e fazer as coisas de modo diferente. O novo design difere do tradicional visual das companhias aéreas e será destaque no céu e em cada aeroporto para o qual voamos”. O padrão de design, chamado ‘Facetas de Abu Dhabi’, usa uma paleta de cores que reflete os diferentes tons da paisagem dos EAU, das areias mais escuras de Liwa às cores mais claras vistas no norte dos Emirados. O desenvolvimento do design envolveu a pesquisa de opiniões entre moradores dos Emirados e viajantes internacionais para ajudar a escolher a identidade final ‘vencedora’. O emblema nacional dos EAU ganha destaque na fuselagem perto do nome Etihad e a bandeira nacional é representada respeitosamente perto da cabine de comando. O padrão de design também é uma característica essencial nos novos interiores de cabine introduzidos nos aviões Airbus A380 e Boeing 787 da Etihad Airways e está sendo implantado em toda a marca corporativa da companhia aérea – de anúncios a brochuras e salas Vips. Peter Knapp, executivo de criação global da Landor Associates, afirma: “A Etihad Airways é, sem dúvida, uma companhia aérea líder no cenário internacional e esta nova identidade é uma verdadeira mudança no setor. Acredito que não haverá nada igual em nenhum aeroporto no mundo. “O novo visual conta a história notável desta região e do passado, presente e futuro de Abu Dhabi, dando uma narrativa sobre uma marca inovadora. Usamos a geometria ambiente presente na arquitetura e na cultura do emirado e a reinterpretamos com uma sensação de modernismo árabe que se tornou sinônimo da Etihad e de Abu Dhabi”. Toda a frota de mais de 100 aeronaves da Etihad Airways, além das que serão entregues, será pintada com a nova identidade visual nos próximos três anos, garantindo que as Facetas de Abu Dhabi sejam vistas em todo o mundo. A Etihad Airways receberá sete aeronaves de fuselagem larga em 2015 – quatro A380 e três Boeing 787-9 – e sete de fuselagem estreita – um A320 e seis A321. A companhia aérea, que celebrou seu décimo aniversário em 2013, introduziu identidades exclusivas em várias de suas aeronaves para marcar eventos e ocasiões especiais.Elas incluem um Airbus A340 e um A320 com design da Fórmula 1 para celebrar o Grande Prêmio Etihad Airways Abu Dhabi de Fórmula 1. A companhia aérea também voa com um A330 Manchester City FC pintado nas cores azul claras deste time da Premier League, com o nome e o brasão claramente visíveis nos dois lados da aeronave. O primeiro A380 da Etihad Airways operará em voos entre Abu Dhabi e Heathrow, em Londres, a partir de 27 de dezembro de 2014. As duas entregas subsequentes do A380 no começo de 2015 também atenderão à rota, tornando-a uma operação do A380 três vezes ao dia. Ainda em 2015, aviões A380 voarão para Sydney e Nova York quando a Etihad Airways receber suas quarta e quinta unidades. A companhia aérea atualmente conta com 10 desses modelos gigantes de dois andares em pedido confirmado. O A380 da Etihad Airways transformará as viagens aéreas de luxo com o The Residence by Etihad, que conta com sala de estar, quarto para dois ocupantes e banheiro com ducha, o que o torna a primeira suíte de luxo de três ambientes na história da aviação comercial. The Residence by Etihad, localizado na parte dianteira do andar superior do A380, pode acomodar um ou dois passageiros, que também contarão com um mordomo pessoal treinado pela Savoy Butler Academy em Londres. O A380 da Etihad Airways também contará com novos First Apartments, que são suítes totalmente privativas com poltrona reclinável e cama separadas, além do novo Business Studio e do Economy Smart Seat.
29/9/2014 16:49:00 0 comentário(s) Quase todos os passageiros (97%) dos 30 maiores aeroportos em 15 países do mundo levam um smartphone, tablet ou laptop ao voo e um em cada cinco embarcam com os três dispositivos. Os dados são da Sita/Air Transport World Passenger Survey. A pesquisa ainda aponta que 77% dos 6,3 mil entrevistados aceitam o uso de tecnologia vestível pelos agentes de aeroportos e companhia aéreas. Segundo a pesquisa, a maioria dos passageiros deseja usar recursos de seus dispositivos tecnológicos em todos os momentos da viagem. Os aplicativos de avião são usados por 76%, o que ajuda 43% dos pesquisados. Mais da metade (53%) quer receber alertas personalizados sobre eventuais atrasos diretamente nos celulares, e 57% gostariam de acessar mapas dos aeroportos e direções. Metade deseja utilizar seu smartphone no embarque. "A viagem fica melhor com a tecnologia. E os passageiros antenados aos avanços tecnológicos esperam obter aplicativos e serviços mais personalizados, através do telefone ou tablet”, aponta Francesco Violante, CEO da Sita. “À medida que as novas plataformas, se tornam usuais, uma grande oportunidade para que as companhias aéreas e aeroportos sejam mais presentes e eficientes em cada etapa da viagem.”


30/09/2014 09h31 PARIS (Reuters) - O órgão regulador do setor de aviação na Europa anunciou nesta terça-feira (30) que concedeu aprovação de segurança para o jato A350, da Airbus, completando os passos obrigatórios necessários para que o avião comece a voar com passageiros. A Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA, na sigla em inglês) afirmou que a Airbus demonstrou a confiabilidade no ar de seu primeiro jato feito com fibras de carbono durante mais de um ano de testes de voo. A agência considerou o novo avião uma "aeronave madura". A versão do jato certificada pela EASA, o A350-900, é projetado para transportar 314 passageiros e deve ser colocado em serviço pela Qatar Airways antes do final deste ano. O modelo será competidor direto do 787 Dreamliner, da norte-americana Boeing. Um modelo maior do avião, o A350-1000, que foca o mercado de minijumbos ocupado pela Boeing com o 777, deve entrar em serviço em 2017, depois de um processo de certificação separado. Questionado sobre quanto tempo levará a entrega do primeiro avião para a Qatar Airways, o chefe do programa do A350, Didier Evrard, afirmou que o primeiro jato do modelo está pronto para testes antes de entregas, mas evitou dar um cronograma específico sobre quando a aeronave será despachada ao cliente. "Estamos numa fase muito cooperativa com nosso cliente e vamos atender isso em conjunto", disse Evrard. "Será antes do final do ano, com certeza", afirmou o executivo, referindo-se à meta da Airbus para a primeira entrega. Tanto a Airbus quanto a Boeing afirmam que a nova geração de aviões vai reduzir custos de combustível em pelo menos 20 por cento ante aeronaves metálicas tradicionais. O A350 é resultado de oito anos de trabalho de design e desenvolvimento, ao custo estimado de 15 bilhões de dólares. A Airbus já tem vendas de 750 unidades do modelo, que tem preço de tabela de entre US$ 295 milhões a US$ 340 milhões cada, desde o lançamento em 2006. O Dreamliner, que está no mercado há mais tempo, tem 1.048 encomendas, tendo sido lançado em 2004 e entrado em serviço em 2011.
Reuters




