O Estado de S.Paulo
Itaú quer cobrar da Airbus indenização da TAM
Grampo que impede poltrona de reclinar causa briga em avião
Emirates não está interessada em investir na Qantas, diz executivo
Demanda sobe e taxa de aproveitamento em voos é a maior para julho em 10 anos, diz Anac
Folha de São Paulo
TAM gastou demais em enterros, diz Airbus
Empresa diz que bilhete a Rondônia saiu a R$ 16 mil
G1
Infraero muda estrutura e dá mais poder à direção de seus aeroportos
Demanda por voos domésticos cresceu 0,6% em julho, diz Anac
Avião que fez pouso de manutenção em Cabo Verde chega a Lisboa
Valor Econômico
Demanda cresce e Gol encosta na TAM
O Dia - PI
BNDES aprova empréstimo de R$ 111 bi ao Galeão
Jornal de Hoje - RN
Passagens aéreas compradas no Brasil estão entre as mais caras do mundo
Gazeta do Povo - PR
Quedas de aviões particulares somam 43% dos desastres aéreos no país
Diário do Comércio - MG
Obra em Confins deve recomeçar só em 2015
Estado de Minas
Multa e carência travam desistência de consórcio em Confins
Tribuna da Ceará
Obras suspensas no aeroporto de Fortaleza têm prejudicado os taxistas
A Gazeta do Acre
Voo 4823: vida e morte sob uma noite escura de agosto
Consultor Jurídico
Companhia aérea terá de indenizar 26 pessoas de uma família por cancelar voo
Jornal de Turismo
Aeroporto de Vitória passa a receber operações por instrumentos
Anac é homenageada por atuação durante a Copa
Confins teve o melhor atendimento ao turista durante a Copa
Mercado&Eventos
Aeroporto de Búzios recebe autorização para aviação geral
Infraero adota nova identidade sonora
Terça-feira, 02 de setembro de 2014
Itaú quer cobrar da Airbus indenização da TAM Marco Antônio Carvalho ESPECIAL PARA O ESTADO A Itaú Seguros, empresa seguradora da TAM, quer ser ressarcida pelo pagamento de indenizações a vítimas do acidente com o voo JJ3307, que matou 199 pessoas em 2007 em São Paulo. Para a seguradora, a Airbus, fabricante do modelo A320, foi a “responsável exclusiva” pela tragédia por supostas falhas no projeto da aeronave. Valores pagos a parentes das vítimas superam meio bilhão de reais. Para averiguar a responsabilidade da Airbus no caso, a 36.ª Vara Cível de São Paulo deferiu em março pedido para a realização de perícia técnica de engenharia e 106 pontos de questionamentos da seguradora deveriam ser respondidos em laudo. Há duas semanas, no entanto, a 16.ª Câmara de Direito Privado atendeu a pedido da multinacional de aviação e suspendeu temporariamente o processo em primeira instância. Ontem, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que a Airbus responsabiliza pilotos, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a TAM pelo acidente. Com a perícia, a Itaú planejava embasar seu pedido de ressarcimento financeiro das quantias. O valor total pago e atualizado supera os R$ 537 milhões. O posicionamento da Itaú em apontar responsabilidade para Airbus difere do entendimento do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso. Em ação criminal, em abril, o procurador Rodrigo de Grandis pediu a condenação de uma ex diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e um ex diretor da TAM a uma pena de 24 anos de prisão. Para ele, os dois assumiram o risco de expor a perigo aeronaves que operavam em Congonhas. Processo. Na esfera cível, em março deste ano, a Itaú entrou com pedido de perícia técnica e solicitou informações dos pontos supostamente controversos, como funcionamento de softwares, alertas e procedimentos técnicos da aeronave. Em 18 de agosto, o engenheiro Robert Williams Scavone Kairalla foi designado como perito e deveria indicar assistentes para elaboração conjunta de laudo pericial ainda sem prazo para término. Em defesa às acusações, a Airbus apontou o que acredita ser os culpados pelo maior acidente aéreo brasileiro: os dois pilotos; a companhia aérea TAM, que supostamente não quis instalar o software para aumentar avisos em caso de assimetria dos manetes; e problemas no Aeroporto de Congonhas. A reportagem do Estado não conseguiu manter contato com a Itaú Seguros para comentar o andamento do caso. PARA LEMBRAR Acidente deixou 199 mortos O acidente com o voo JJ3307 da TAM ocorreu no dia 17 de julho de 2007, quando o Airbus A320 não conseguiu realizar seu pouso com sucesso no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. Como tempo chuvoso, a aeronave que vinha de Porto Alegre não conseguiu frear, ultrapassou os limites da pista e explodiu ao colidir com um prédio na própria TAM nas proximidades do aeroporto, na Avenida Washington Luiz. O acidente matou no total 199 pessoas entre passageiros, comissários, pilotos e vítimas em solo. Portal. Veja capa do Estado um dia após o acidente
01.09.2014 | 13:59 RADAR DA AVIAÇÃO SÃO PAULO – Um dispositivo que impede o passageiro da classe econômica de reclinar a poltrona está causando brigas em pleno voo na Europa e Estados Unidos. Um avião da United Airlines que seguia de Newark para Denver, na semana passada, teve que voltar ao aeroporto de origem depois que uma passageira injuriada jogou água no companheiro de voo que travou sua poltrona. O incidente na United não foi o primeiro provocado pelo uso do recém lançado Knee Defender (protetor de joelhos), o dispositivo que permite ao passageiro travar a poltrona da frente para que ela não seja reclinada sobre seus joelhos. O dispositivo foi inventado por Ira Goldman, um passageiro frequente de aviões que se diz cansado de levar amassões nos joelhos. Com 1,90 metro de altura, ele diz que sempre enfrentou problemas com a falta de espaço entre as poltronas e por isso resolveu criar uma espécie de pregador que pudesse impedir a movimentação dos encostos das poltronas. O Knee Defender é vendido na internet por aproximadamente R$ 50. Para tentar evitar animosidade, ele vem com um ‘cartão de cortesia’ que deve ser entregue ao passageiro da frente explicando como o aparelho funciona e quantos centímetros o passageiro de trás está disposto a ceder para a poltrona reclinar. Nem sempre o cartão é capaz de evitar brigas. Segundo pesquisas, 60% da tripulação das companhias aéreas costumam testemunhar polêmicas entre passageiros por causa do encosto da poltrona. Nove em cada dez passageiros acham que as poltronas não deveriam ser reclináveis em voos mais curtos, segundo reportagem do jornal Daily Mail. No LinkedIn, internautas fazem uma campanha para acabar com as poltronas reclináveis em voos de curta distância. Um homem de negócios escreveu no site que costuma oferecer US$ 20 para o passageiro da frente não reclinar a poltrona. A opção de poltronas fixas já começa a ser adotada por algumas companhias de baixo custo.
Seguradora foi à Justiça alegando falha no projeto do A320 que se chocou contra prédio na zona sul e matou 199


01 Setembro 2014 | 14h 47 REUTERS A Emirates não está interessada em investir nas operações internacionais da Qantas, disse o diretor comercial da companhia aérea baseada em Dubai nesta segunda-feira. Em seu maior passo da reestruturação desde que a Qantas foi privatizada há duas décadas, a empresa está separando sua unidade internacional de seu negócio doméstico. O movimento vai permitir que uma companhia aérea internacional assuma uma fatia de até 49 por cento - uma importante mudança em relação ao limite anterior de 35 por cento - e analistas sugeriram que a Emirates, sua parceira de aliança, poderia se interessar. Mas o diretor comercial da Emirates, Thierry Antinori, disse que não se adequa à estratégia da companhia aérea. "Nós compramos aviões e investimos em produtos, nós não compramos ações", disse ele à Reuters em entrevista durante um evento em Frankfurt. Dentro da parceria com a Qantas, por meio da qual as companhias dividem algum receita, a Qantas mudou a base de suas operações europeias de Cingapura para Dubai e a Emirates está deixando a Qantas dividir seu novo terminal, que era para uso exclusivo de seu Airbus A380. A Emirates, no entanto, se esquivou de tradicionais parcerias com companhias aéreas por meio das alianças One World, Star Alliance e Sky Team, dizendo que prefere seguir sozinha. A rápida expansão de companhias aéreas do Golfo, como a Emirates, Qatar e Etihad, tem suscitado um problema particular para o legado europeu das companhias aéreas. A Lufthansa e a Air France estão planejando expandir suas unidades de baixo custo para responder à concorrência de companhias aéreas do Golfo e rivais de baixo orçamento.
01 Setembro 2014 | 12h 47 REUTERS A demanda por transporte aéreo no Brasil avançou 0,6 por cento em julho contra igual mês de 2013, enquanto a oferta recuou 2,9 por cento, levando a taxa de aproveitamento das aeronaves a um resultado recorde para o mês em 10 anos, informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta segunda-feira. A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos domésticos operados por companhias brasileiras chegou a 81,6 por cento em julho, refletindo a combinação entre aumento de demanda e redução da oferta. Já entre janeiro a julho, o aproveitamento ficou em 79,5 por cento, ante 75,1 por cento no mesmo período de 2013, diante de avanço de 5,6 por cento na demanda e de queda de 0,3 por cento na oferta. O número de passageiros pagos transportados subiu 2,2 por cento em julho na comparação anual, a 8,3 milhões, também melhor resultado para o mês em 10 anos. No mercado doméstico, Azul e Avianca se destacaram entre as principais empresas aéreas com as maiores taxas de crescimento na demanda em julho, com avanços de 26,1 por cento e 23,8 por cento, respectivamente. A demanda da Gol subiu 8,1 por cento e a da TAM recuou 7,6 por cento. No mercado internacional, a demanda avançou 3,3 por cento e a oferta caiu 3,1 por cento em julho contra igual mês de 2013. A taxa de aproveitamento das aeronaves subiu para 85,1 por cento, ante 79,8 por cento no mesmo mês de 2013. "Este foi o décimo mês consecutivo de aumento no indicador, que atingiu o seu maior nível para o mês de julho nos últimos dez anos", disse a Anac. Enquanto a demanda internacional da Gol avançou 12,42 por cento, a da TAM subiu 1,70 por cento.
Terça-feira, 2 de setembro de 2014 Empresa aérea bancou até bandeira de time de futebol em caixão, afirma Airbus; TAM não se manifestou RICARDO GALLO DE SÃO PAULO A Airbus se recusa a pagar gastos que considera excessivos, por parte da TAM, com familiares das vítimas do avião que explodiu ao tentar pousar em Congonhas, em 2007. Entre as despesas classificadas de abusivas pela fabricante europeia estão nove coroas de flores para o funeral de uma vítima e uma bandeira de time de futebol no enterro de outro passageiro. Na ocasião, 199 pessoas morreram, no maior desastre com empresa aérea nacional. "As despesas com funerais, embora em princípio passíveis de ressarcimento, devem ser vistas igualmente com parcimônia. Houve vários excessos e liberalidades que a Airbus não pode ser obrigada a ressarcir", diz a defesa da empresa, que fabrica o A320, modelo do jato que se acidentou em Congonhas. As declarações foram dadas à Justiça de São Paulo. A Airbus responde a processo movido pela Itaú Seguros, seguradora da TAM no acidente e responsável pelo pagamento das indenizações. A Itaú Seguros quer reaver o que gastou. Foi então à Justiça com a conta apresentada pela companhia aérea relativa a gastos com indenizações. A TAM não se manifestou no processo, pois não faz parte dele. Procurada pela Folha, também não se pronunciou. PERFUME E ALARME Em sua resposta à Justiça, a Airbus afirmou que a culpa da tragédia é da TAM, dos dois pilotos e do aeroporto de Congonhas, administrado pela Infraero, como a Folha revelou nesta segunda (1º). Segundo a Airbus, os "valores elevados" incluíram urnas funerárias (uma delas a R$ 19.703) e serviços de bufê nos velórios. A fabricante aponta o que considera "nítidos abusos" em pedidos de reembolso com cartões telefônicos, cartões de recarga de celular, fio dental, creme dental, perfume e "remoção e instalação de alarme" do carro de uma das vítimas do acidente. Também foram questionados pagamentos com transporte, como despesas com táxis superiores a R$ 100 mil. A Itaú Seguros também elencou despesas com passagens aéreas de até R$ 16 mil por trecho, segundo a Airbus. A fabricante do A320 igualmente colocou em xeque os valores. "Conclui-se que a TAM assumiu uma plêiade de despesas por mera liberalidade, como estratégia de imagem, ou por descalabro gerencial", disse a fabricante europeia. Ela prossegue: "A impressão é que a TAM e a autora [Itaú] (...) simplesmente pagaram tudo o que lhe veio às mãos, não importando valor, fundamento ou tipo de despesa, sob a simples suposição de que poderiam repassá-los indiscriminadamente à Airbus". Afirma ainda que não pode "ser obrigada a suportar o ônus das conveniências e do descontrole da autora e sua cliente". PERÍCIA A fabricante de aviões solicitou à Justiça uma perícia sobre as despesas realizadas pela TAM. Tanto o pedido como o processo ainda não foram julgados. A Folha procurou a Airbus, a TAM e a Itaú Seguros para que se pronunciassem a respeito do processo. Nenhuma das três empresas quis comentar.
Terça-feira, 2 de setembro de 2014
Fabricante pediu à Justiça perícia nas despesas com indenizações a familiares de vítimas de acidente de 2007
Empresa diz que bilhete a Rondônia saiu a R$ 16 mil
DE SÃO PAULO A Airbus também condenou os gastos da TAM com passagens aéreas. A fabricante se recusa a pagar parte da conta, por considerar excessivas algumas das despesas. Segundo a Airbus, a TAM elencou como despesas com familiares das vítimas do acidente uma passagem aérea de R$ 11.909 entre São Paulo e Porto Alegre e outra de R$ 6.393 por um voo entre a capital paulista e Belo Horizonte --valores muito superiores aos cobrados por um voo comercial. Passagens em voos da TAM para ambos os destinos custam atualmente menos de R$ 600 o trecho. A fabricante europeia relacionou ainda despesa de R$ 16.269 com uma passagem aérea entre SP e Porto Velho. Ir a Dubai de primeira classe neste ano sai a R$ 18 mil o trecho. "A impressão que se tem é que a TAM houve por bem colocar todos os passageiros sempre em primeira classe, ou então por alguma razão faturar as passagens sempre com o preço mais alto praticado", diz a Airbus à Justiça. A Itaú Seguros, que move ação contra a fabricante, relacionou R$ 17 milhões com passagens aéreas dadas pela TAM aos parentes das vítimas. Para a Airbus, há "inúmeros excessos". A TAM não quis comentar as afirmações da fabricante europeia.
01/09/2014 11h30 Autonomia e eficiência devem aumentar receitas, espera a Infraero. Fábio Amato Do G1, em Brasília (Foto: Divulgação / Rio Galeão) Entra em vigor nesta segunda-feira (1º) uma mudança na estrutura da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que pretende dar mais autonomia e eficiência aos aeroportos administrados pela estatal, que enfrenta queda de receita após perder para a iniciativa privada o controle de 5 dos principais e mais lucrativos terminais do país. As alterações fazem parte de um processo de reestruturação mais amplo que tem em vista, no futuro, a abertura de capital da Infraero. Em mais uma etapa nessa direção, a partir desta segunda os superintendentes dos seus 60 aeroportos passam a ter mais autonomia nos processos de decisão envolvendo tanto a parte operacional (serviços voltados para a aviação) quanto a comercial (como o aluguel de espaços para lojas nos terminais de passageiros). Até a semana passada, a estatal contava com três níveis decisórios: a superintendência de cada um de seus 60 aeroportos, as 9 superintendências regionais e, por fim, a diretoria executiva (sede). Na nova estrutura, as superintendências regionais se transformam em centros de suporte técnico, ou seja, vão apenas dar apoio a projetos e obras nos aeroportos. E as decisões serão tomadas pelos aeroportos e pela direção da Infraero. “O que queremos é que o aeroporto seja efetivamente um centro de negócios”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, ao G1. De acordo com ele, na antiga estrutura havia conflitos entre a direção dos aeroportos e as superintendências regionais, que tinham a palavra final sobre decisões envolvendo, por exemplo, a realização de obras. Com a mudança, aponta ele, o processo decisório também deve ficar mais rápido já que acima dos aeroportos está apenas a diretoria da empresa. O ganho de eficiência, espera Vale, deve se transformar em aumento das receitas para a Infraero nos próximos anos. Essa medida se tornou mais importante depois que a estatal entregou à iniciativa privada o controle dos aeroportos de Guarulhos (o maior do país), Campinas, Brasília, Galeão e Confins, após leilões realizados pelo governo federal em 2012 e 2013. Por conta da perda de receitas com esses aeroportos, a Infraero deve fechar 2014 com déficit de R$ 170 milhões. Em 2015, prevê Vale, esse déficit deve chegar a R$ 450 milhões. Metas Outra novidade que chega com a reestruturação será a fixação de metas de desempenho que deverão ser cumpridas tanto pela direção dos aeroportos como pelos centros regionais (antigas superintendências regionais). “A partir do ano que vem, todos os aeroportos e centros serão avaliados por metas pré-estabelecidas. E mais tarde, quando a gente voltar a ter resultado positivo, as participações nos lucros serão proporcionais ao cumprimento das metas”, disse o presidente da Infraero. Ele acrescenta que, apesar da autonomia dada à direção dos aeroportos para estabelecer quais áreas vão ser destinadas para cada tipo de serviço, a ocupação desses espaços vai continuar sendo feita por meio de licitações.
01/09/2014 10h58 Oferta de assentos pelas empresas aéreas caiu 2,9% em julho. Fábio Amato Do G1, em Brasília (Foto: Claudio Capucho) A demanda por voos domésticos registrou crescimento de 0,6% em julho de 2014, na comparação com o mesmo mês de 2013, informou nesta segunda-feira (1º) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a alta é de 5,6%. Segundo a agência, as empresa transportaram, em viagens dentro do país, 8,3 milhões de passageiros pagos em julho, o maior número para o mês dos últimos dez anos. Azul e Avianca tiveram o maior crescimento da demanda por voos domésticos em julho: 26,1% e 23,8%, respectivamente, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. A Gol teve alta de 8,1% e, a TAM, queda na demanda de 7,6%. “No acumulado do ano, a quantidade de passageiros transportados cresceu 6,9%. A Gol foi a empresa que mais transportou passageiros no mercado doméstico em julho de 2014, com 3,11 milhões, seguida pela TAM, com 2,78 milhões, e pela Azul, com 1,72 milhões”, diz nota da Anac. Na mesma comparação (julho de 2014 contra julho de 2013), a oferta de assentos pelas empresas aéreas do país teve retração de 2,9%. No acumulado do ano a queda é de 0,3%. Já a taxa de aproveitamento dos assentos atingiu 81,6%, o maior índice para julho dos últimos dez anos. Voos internacionais A demanda por voos internacionais feitos por empresas aéreas brasileiras teve alta de 3,3% em julho de 2014. No acumulado do ano, a demanda aumentou 2,4%. A oferta de assentos para esses voos, porém, teve queda de 3,1% em julho e de 5,4% no acumulado dos primeiros sete meses do ano. De acordo com a Anac, foram 570,3 mil passageiros transportados em voos internacionais em julho, o maior número para o mês dos últimos dez anos.
01/09/2014 10h25 Comandante recebeu alerta sobre fumaça na cabine.
Alteração faz parte de processo que levará à abertura de capital da estatal.

Gustavo do Vale, presidente da Infraero
Segundo a agência, no acumulado do ano a alta é de 5,6%.

Aeronave da TAP saiu do Recife no fim da noite do sábado (30).
Do G1 PE O voo da TAP que fez um pouso de manutenção na Ilha do Sal, em Cabo Verde, no continente africano, chegou a Lisboa por volta das 8h15 desta segunda-feira (1º), horário de Brasília. Segundo a assessoria de imprensa da companhia aérea, o voo decolou às 5h52 com os 262 passageiros. Na madrugada do domingo (31), o comandante do avião recebeu um sinal do sistema de detecção de fumaça na cabine, forçando o pouso. O avião saiu do Aeroporto Internacional do Recife, na Zona Sul, no fim da noite do sábado (30) e deveria ter chegado a Lisboa às 11h do domingo (horário local). Na ocasião, a companhia informou que “não houve pouso de emergência” e que a parada ocorreu “por questão se segurança”. Uma equipe técnica foi enviada à Ilha do Sal para analisar a aeronave antes da decolagem.
02/09/2014 às 05h00 A diferença entre a líder e a vice líder no transporte aéreo doméstico caiu em julho, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), considerando o indicador passageiros-quilômetros transportados (RPK). A TAM encerrou julho com 38,2% da demanda, contra 35,9% da Gol, uma diferença de 2,3 pontos percentuais. Um ano atrás, o degrau era de 8,10 pontos percentuais - 41,6% ante 33,5%. No critério que leva em conta o número de passageiros, independentemente do trecho percorrido, a Gol já é a líder, com 3,1 milhões de pessoas, ante 2,8 milhões de pessoas transportadas pela TAM. Um ano atrás, a TAM havia transportado 3 milhões de pessoas, e a Gol, 2,8 milhões. Azul e Avianca também ganharam participação de mercado entre julho de 2013 e igual mês de 2014. A participação dessas empresas somadas foi a 25,8% da demanda (RPK), ganho de 3,7 pontos em relação a julho de 2013. Segundo a Anac, a demanda no transporte aéreo de passageiros cresceu 0,6% em julho deste ano ante igual mês de 2013. Na mesma base, a oferta registrada em assentos-quilômetros oferecidos (ASK) teve queda de 2,9%. Com esse resultado, a demanda doméstica completa dez meses seguidos de crescimento, acumulando alta de 5,6% no ano. Nesse mesmo período, a oferta acumula queda de 0,3%. A taxa de ocupação nos voos domésticos operados por empresas brasileiras foi recorde para o mês de julho nos últimos dez anos, batendo 81,6%. O total de passageiros pagos transportados no mercado doméstico em julho atingiu 8,3 milhões. É o maior para esse mês nos últimos dez anos, com alta de 2,2% em relação a julho de 2013. No acumulado do ano, a quantidade de passageiros transportados cresceu 6,9%. No mercado internacional, o número de passageiros atingiu 570,3 mil, aumento de 3,5% em relação a julho de 2013. Também é a maior quantidade de passageiros transportados em voos internacionais por empresas brasileiras para o mês de julho nos últimos dez anos.
Teresina, Terça, 2 de setembro de 2014 O BNDES aprovou um empréstimo de R$ 1,1 bilhão para a Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S.A.. A empresa, pelos próximos 25 anos, vai operar o aeroporto internacional do Galeão, no Rio. O valor representa 70% do investimento a ser realizado com itens produzidos no Brasil (restrição imposta pelo banco) nesse primeiro um ano e meio da concessão. A concessionária é controlada pela Odebrecht e pela operadora de aeroportos chinesa Changi, que detêm 51% de participação, e pela estatal Infraero, dona dos outros 49%. A modalidade de financiamento é o chamando empréstimo-ponte, que conta com juros mais altos e um mais período curto. Seu objetivo é permitir que as obras comecem até que o BNDES aprove o empréstimo de longo prazo, com condições melhores para os investidores. Os investimentos da operadora aeroportuária são destinados à ampliação, manutenção e modernização dos terminais de passageiros e áreas de estacionamento de veículos. São condições determinadas no contrato de concessão firmado com a União. ● Ampliações Há previsão do aumento da quantidade de pontes de embarque e desembarque (dos terminais para os aviões) e de posições de estacionamento de aeronaves dentro da área do aeroporto. A estimativa é que o Galeão quase dobre suas instalações de embarque e desembarque de passageiros e as vagas no estacionamento de carros. Para as vagas de estacionamento de aeronaves, a estimativa é de um aumento de 130%. Segundo o BNDES, a concessionária estima a geração e manutenção de 600 empregos diretos. Espera ainda cerca de 1.000 novos postos de trabalho indiretos com as melhorias no aeroporto. Durante as obras, a previsão é que sejam empregados mais de 2.500 funcionários.
01/09/2014 às 16h54 por: Portal JH Um levantamento do site de buscas Skyscanner demonstra o que muitos brasileiros já sentem no bolso na hora de viajar: as passagens aéreas compradas no país saem mais caro do que em muitos outros países do mundo. Na comparação com os valores de passagens aéreas para 53 países de todos os continentes, o Brasil fica em 13º, com uma média de R$ 0,53 por quilômetro voado. Entre as Américas, só os colombianos pagam mais por seus bilhetes aéreos: R$ 0,74 por quilômetro a bordo. No mundo, a Hungria é o país com bilhetes mais caros: R$ 1,47. Um fato que ajuda a explicar essa disparidade é a falência da companhia aérea húngara, Malev, que deixou de voar em 2012. Todos os países asiáticos pagam menos para voar do que os brasileiros. Nos países do Oriente Médio, só os israelenses desembolsam mais por suas passagens aéreas. Em termos relativos, comparando os valores com o poder de compra dos passageiros de cada país, o Brasil tem a 5ª passagem mais cara do mundo – cada cem quilômetros voados comprometem 0,61% da renda per capita. O bilhete entre o Rio de Janeiro e Lisboa, por exemplo, compromete quase 18% da renda mensal do brasileiro. Os filipinos são os que gastam mais de sua renda com passagens aéreas: cada cem quilômetros equivalem a 1,65% de sua renda per capita, mais do que o dobro no Brasil. Em termos absolutos, porém, as passagens nas Filipinas são as mais baratas entre os países pesquisados: custam menos de R$ 0,20 por quilômetro voado, mesmo valor praticado em Cingapura. A impressão geral de que viajar para destinos brasileiros é mais caro do que para o exterior é reforçada pelos dados da pesquisa do Skyscanner. Enquanto a média de bilhetes para o exterior é de R$ 0,43 por quilômetro voado para o exterior o número chega a R$ 0,67 – valor 55% mais caro. O impacto da concorrência também é analisada no mercado. No caso dos voos domésticos brasileiros, quando somente uma companhia aérea cobre a rota desejada, o valor por quilômetro chega a R$ 0,80. Quando há concorrência entre duas empresas pela mesma rota, o preço da passagem cai pouco, para R$ 0,79. Se há três companhias aéreas fazendo o mesmo trajeto, o impacto é grande: a média por quilômetro voado cai para R$ 0,63. No caso dos voos internacionais, quando somente uma empresa opera a rota, a média de preço por quilômetro é R$ 0,51. Quando há duas, R$ 0,47. Se há três e quatro aéreas, o preço por quilômetro R$ 0,43. No raro caso de cinco companhias aéreas operarem o mesmo trecho internacional, o valor por quilômetro cai a R$ 0,41.
Por João José Oliveira | De São Paulo
Valor do empréstimo representa 70% do investimento a ser realizado com itens produzidos no país
Folha Press
Na comparação com os países das Américas, Brasil é o 2º país mais caro para se comprar uma passagem aérea

02/09/2014 ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO Nos últimos 10 anos, em 43% dos acidentes aéreos registrados no Brasil havia aviões e helicópteros particulares (TPP, no jargão aeronáutico), categoria em que se enquadra o monomotor Cessna 177 que caiu no bairro Bacacheri, em Curitiba, no sábado. Os dados são do relatório Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), há quase 10 mil aviões particulares no Brasil, o que representa praticamente 50% de todas as aeronaves registradas no país. Segundo o major Eduardo Fatime Michelin, do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), o número de quedas de aviões privados tem a ver com a falta de estrutura dos aeroportos em que pousam. “Geralmente eles decolam ou pousam em pistas que têm menos estrutura do que as de um aeroporto maior. Isso faz com que a operação seja, digamos, mais marginal. O aeroporto do Bacacheri tem grande volume de tráfego e, logicamente, a chance de acontecer acidentes também cresce”, exemplifica. De acordo com a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), entre os aeroportos de pequeno porte do país, o do Bacacheri é o terceiro mais movimentado. O último dado, de 2012, revela que, em 2011, o aeroporto curitibano registrou 52.786 pousos e decolagens. Ficou atrás apenas do Campo de Marte (SP) e de Jacarepaguá (RJ). Causas Do total de incidentes aéreos no Brasil, incluindo voos fretados e a aviação regular, 21,83% são decorrentes de falhas no motor durante o voo, 19,10% por perda de controle em voo e 12,50% por perda de controle no solo. A investigação sobre a queda do avião em Curitiba ainda está em curso, mas a principal suspeita é um problema com o motor da aeronave. “É a principal suspeita, mas também faz parte de um procedimento padrão que a gente tem que fazer”, conta Michelin. Dos fatores que contribuem para os acidentes aéreos no Brasil, o relatório indica que o principal é o fator humano (15,64%).“É o julgamento de pilotagem. O profissional tem que tomar um decisão, mas acaba errando”, comenta o tenente-coronel Marcos Antônio dos Santos, do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II). Essa é uma das hipóteses, por exemplo, levantada por especialistas da Aeronáutica no caso da queda do avião do candidato à Presidência Eduardo Campos. Vizinhos do Bacacheri estão acostumados com os “rasantes” A representante comercial Elisabete Pascoal do Rosário, 45 anos, teve a casa atingida pelo monomotor que caiu no último sábado em Curitiba. Parte do muro e parte do teto da residência foram destruídos. No interior do imóvel, o cheiro de fumaça ainda está presente em um dos quartos. Apesar do susto, Elisabete, que mora com os pais e a filha, diz estar acostumada com os aviões que passam pela região. “Claro que ficamos um pouco mais receosos por causa do acidente, mas quando eu vim morar aqui já imaginava. Estamos é inconformados com as vítimas”, relata. Além de Cleber Luciano Gomes e o sobrinho do deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), Silvio Roberto Romanelli, de 52 anos, o acidente matou também Mounir Saleh Brahim, de 48 anos. Um dos passageiros - Hélio Corrêa - seguia hospitalizado até ontem à noite, em estado grave. 40 minutos Durante os 40 minutos em que a reportagem ficou na residência de Elisabete, ao menos dez aviões passaram pelo local; alguns, fazendo muito barulho, passavam em voos rasantes, bem próximos do telhado da casa de Varlete Nunes de Alves Polli, que mora na frente do imóvel de Elisabete. No acidente de sábado, parte do avião atingiu o carro de Varlete. O teto do veículo ficou todo amassado. “Não dá nem para abrir a porta do motorista. Os vidros estão quebrados. Espero que alguém pague o prejuízo”, diz. Até agora, segundo ela, ninguém entrou em contato. Investigação O acidente está sendo investigado pelo Cenipa. A principal suspeita é de falha no motor do avião, mas o órgão também está atuando em outras frentes. “Além do motor, temos outras linhas de investigação, como excesso de peso, problemas no balanceamento de carga e até erro operacional cometido pelo piloto”, relata o major Eduardo Fatime Michelin, do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), braço regional do Cenipa. Licitação Por meio de nota, a prefeitura de Candói informou que a empresa proprietária do helicóptero foi contratada via processo licitatório para a realização do rodeio country da 14ª Festa Nacional do Charque. Entre as atribuições contratuais da empresa, consta a disponibilização de helicóptero para o transporte do locutor nacional até o local de realização do evento. A prefeitura destacou que a responsabilidade sobre a aeronave era da empresa contratada. Paraná é 8º estado com maior número acidentes aéreos Nos últimos 10 anos, o Paraná foi palco de 6% de todos os acidentes aéreos ocorridos no país, levando em consideração os acidentes da aviação geral e aviação regular. O estado que apresenta maior número de acidentes é São Paulo (21,20%), seguido do Mato Grosso (10%), Rio Grande do Sul (8%), Pará (6,54%), Minas Gerais (6,36%), Rio de Janeiro (6,27%) e Goiás (6,18%). Já no ranking de incidentes aéreos, quando não há mortes ou danos muito graves nas aeronaves, o Paraná ocupa o 4º lugar, com 8% dos casos, atrás de São Paulo (17,62%), Rio Grande do Sul (10,07%) e Minas Gerais (9,38%). Kelli Kadanus O helicóptero que caiu em Candói, Região Centro-Sul do estado, no domingo, estava com a documentação irregular, segundo o registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Certificado de Aeronavegabilidade (CA) da aeronave, modelo Robinson R44 Raven I, prefixo PTYFD, estava vencido desde 14 de fevereiro de 2013. Já a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) venceu em 12 de dezembro de 2012, de acordo com o registro. O helicóptero caiu transportando cinco pessoas, além do piloto. No registro da aeronave na Anac consta que o número máximo de passageiros para esse tipo de veículo aéreo é de apenas três, mais o piloto. Conforme especificações técnicas do fabricante, o aparelho tem capacidade máxima para transportar 357 kg. Se durante as investigações forem comprovadas as irregularidades, os responsáveis podem ser autuados e multados, além da possibilidade de suspensão ou cassação de licenças, habilitações e certificados. Quando o caso é encerrado, o processo também pode ser encaminhado pela Anac ao Ministério Público Federal (MPF) para análise do caso na esfera criminal. Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi enviada ontem de Canoas (RS) para Candói para investigar as causas do acidente. Queda O helicóptero que caiu fazia voos panorâmicos durante a Festa do Charque, em Candói. O piloto saiu ileso, mas os cinco passageiros tiveram ferimentos leves. Eles foram encaminhados ao hospital, medicados e liberados em seguida. As duas crianças (uma menina de 8 anos e um garoto de 7 anos) e três adultos (todos homens, com idades de 52, 43 e 28 anos) que estavam na aeronave tiveram somente escoriações. Colaborou Angieli Maros Frequência Entre 2011 e 2014 ocorreu, em média, um acidente por ano com aviões que decolaram ou pousaram no Bacacheri. Confira: 2014 • 31 de agosto – Monomotor cai próximo ao aeroporto e mata três pessoas. 2013 • 7 de julho - Avião de pequeno porte, que deveria ter pousado no Bacacheri, fez um pouso de emergência no gramado do Jockey Club. Não houve vítimas. 2012 • 5 de novembro – Bimotor que pousaria no Bacacheri cai entre Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul, na Grande Curitiba. Três morreram. • 18 de outubro – Monomotor que decolou do aeroporto curitibano caiu em Campina Grande do Sul, região metropolitana. Dois morreram. 2011 • 2 de outubro – Avião cai no 6º Festival Aéreo do Aeroclube do Paraná. O piloto morreu. • 2 de março – Um monomotor Beechcraft A36 Bonanza caiu durante decolagem sobre uma residência localizada ao lado do aeroporto do Bacacheri. O piloto morreu. 2008 • 9 de outubro – Um avião Bandeirante perdeu o controle ao pousar no Bacacheri, derrapou e foi parar na pista lateral. Ninguém ficou ferido. 2005 • 5 de março – Durante a corrida para a decolagem, um Beechcraft A-36 colide no muro do aeroporto. Apesar do incêndio causado, ninguém se feriu. • 6 de maio – Após a partida dos motores de uma aeronave, um estagiário foi atingido pela hélice. Ele se feriu gravemente. 2003 • 20 de junho – Um helicóptero Robinson RH 22 partiu do Bacacheri para Balneário Camboriú (SC), mas caiu em uma lagoa e afundou. Os dois ocupantes ficaram feridos. • 4 de outubro – Uma aeronave Maule M-7-235 partiu do aeroporto rumo a Navegantes (SC), mas caiu na Serra do Mar. Os quatro ocupantes morreram. • 1.º de dezembro – Um helicóptero Bell BH-206 B partiu do aeroporto para um sobrevoo por Curitiba. Após falha no motor, ele se chocou contra um telhado e caiu. Ninguém se feriu. 2001 • 6 de junho – Por causa de más condições meteorológicas, um táxi aéreo EBM-820 C colidiu com o muro do aeródromo. Os tripulantes ficaram feridos. • 2 de dezembro – Durante treinamento, um avião 8K CAB sofreu pane no motor e colidiu com o chão. Os dois ocupantes morreram.
02/09/2014 já está com atraso de oito meses/Alisson J. Silva A reforma do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, Região Metropolitana de Belo Horizonte, que já está com atraso de oito meses, deverá ser interrompida neste ano e reiniciada apenas em 2015. O consórcio construtor Marquise/Normatel já anunciou que pretende entregar as obras, hoje com apenas 49% de conclusão. Dessa forma, o caminho natural será uma nova licitação para contratar o responsável pelas intervenções restantes, o que demandará pelo menos três meses segundo especialistas em direito administrativo. Em nota, o consórcio afirma que não renovará o contrato, finalizado no dia 30 de agosto. A justificativa foi um "desequilíbrio econômico-financeiro contratual". "Esse desequilíbrio vem promovendo grandes prejuízos ao consórcio, tanto pelo atraso na entrega de projetos à época e liberação de frentes de trabalho compatíveis, bem como suspensão dos serviços durante a Copa do Mundo com a conseqüente demissão de trabalhadores e desmobilização de máquinas e equipamentos", diz o documento. Essa intenção de paralisação dos trabalhos foi oficializada em carta enviada à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), no dia 28 de agosto. O órgão confirma o recebimento e afirma estar em busca de soluções junto à nova concessionária responsável pela administração do aeroporto, a BH Airport. Ainda segundo a Infraero, há possibilidades de ser considerada uma rescisão de contrato unilateral, o que acarretaria multa e impedimento de participar de licitações da administração pública para o consórcio. A BH Airport preferiu não se pronunciar sobre o assunto por estar ainda aguardando uma sinalização da Infraero sobre os próximos passos. A empresa explica que, contratualmente, a responsável pela conclusão dessas obras é a Infraero, o que a impossibilitaria de ter um posicionamento sobre o consórcio Marquise/Normatel. Nesse caso, para a professora do departamento de direito público da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria Tereza Fonseca Dias, a Infraero deverá fazer outra licitação. "Claro que depende de cada contrato mas, em via de regra, é feita uma nova licitação para complementar o objeto que não foi feito pela empresa anterior. Aí é tudo feito desde o início, inclusive uma nova cotação de custos", afirma. Caso seja esse o caminho escolhido pela Infraero, o processo deverá demorar em média três meses. Isso significa que as obras serão reiniciadas, provavelmente, só no próximo ano. Regras - A outra possibilidade seria o restante da obra ser feito pela BH Airport. Porém, segundo o coordenador de direito público do Coimbra & Chaves, Victor Dutra, existem algumas regras que podem barrar essa possibilidade. preciso avaliar o contrato fechado com o concessionário. Mas, se estiver fechado que a empresa será responsável apenas pela administração do terminal e realização de algumas benfeitorias no terminal, o objeto do contrato é diferente, o que não permitiria o aditivo. Além disso, as novas obras não podem ultrapassar o valor de 50% do contrato inicialmente fechado. "Os contratos administrativos não podem ser marcados por um desequilíbrio financeiro. Então se ficar muito alto o custo de realização das novas obras, o consórcio responsável pela administração não pode arcar com as intervenções", afirma.
02/09/2014 07:53 300 dos 400 funcionários e acumulou prejuízos de R$ 44 milhões Uma multa de R$ 24,17 milhões e o impedimento em licitar com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) por dois anos. Essas são as penalidades que o consórcio construtor Marquise/Normatel, responsável pela obra de reforma e ampliação do terminal do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, poderá sofrer caso mantenha a decisão de não renovar o contrato, vigente desde 2011, com a Infraero para as obras do aeroporto. No último dia 28, a estatal foi notificada da intenção do consórcio em não dar continuidade aos trabalhos, sob a justificativa de que houve um “acentuado desequilíbrio econômico-financeiro contratual” provocado pelo atraso na entrega de projetos executivos e pela suspensão das obras durante a Copa do Mundo. A empresa estima que perdeu, pelo menos, R$ 44 milhões somente durante o Mundial. Sendo assim, abandona o projeto com apenas 51% das obras concluídas. Se não houver um acordo entre as duas partes, essa turbulência no aeroporto, na visão de especialistas, é perigosa para ambos. Primeiro, porque o consórcio pode sofrer penalidades e a estatal, prejuízos financeiros, já que, para dar continuidade às intervenções previstas ao terminal, terá que fazer uma nova licitação, arcar com o prejuízo estimado do construtor Marquise/Normatel e ainda encarar os transtornos provocados aos milhares de clientes do aeroporto que vão continuar sofrendo com as obras paradas no terminal. Desde 2012, o consórcio cobra a entrega dos estudos e reclama do não cumprimento dos prazos. As empresas chegaram a enviar repetidos ofícios para a estatal oficializando a cobrança e responsabilizando a Infraero pela demora. Com o atraso na execução das obras, o orçamento inicial de R$ 223,9 milhões passou para R$ 241,7 milhões, alta de 7,94% em relação ao valor inicial. O cronograma chegou a ser revisado quatro vezes. Somado a isso, segundo destaca o consórcio, com a paralisação das obras durante a Copa do Mundo, durante 1º de junho a 15 de julho, a empresa teve gastos com a rescisão contratual de trabalhadores, algo em torno de R$ 44 milhões. Foram dispensados 300 trabalhadores dos 400 contratados. O consórcio alega que o prejuízo não foi ressarcido pela Infraero e que recebeu, até o momento, 50% do valor do orçamento previsto para as obras. “Se houve alterações no contrato, novas operações para obra e atrasos, o consórcio não é obrigado a renovar esse compromisso. A Infraero não pode alterar um acordo do jeito que quiser e achar que obra contratada será a mesma com o mesmo preço. Isso gera custos”, comenta Leonardo Militão, mestre em administração pública e doutor em filosofia do direito. LICITAÇÃO Porém, a Infraero explica que essa atitude por parte do consórcio prevê a possibilidade de rescisão unilateral do contrato, com aplicação de multa e até penalidade de impedimento em licitar com a Infraero. A multa é 10% do valor total da obra, cerca de R$ 24 milhões, e o impedimento dura dois anos. A estatal informou estar analisando a situação e, juntamente com a nova concessionária responsável pela administração do aeroporto, a BH Airport (que não comenta o assunto), irá definir a melhor forma de dar continuidade aos trabalhos. Em nota, o Marquise/Normatel informou manter sua decisão de não celebrar novo aditamento de prazo ao contrato finalizado no dia 30, devido ao acentuado desequilíbrio econômico-financeiro contratual. “Esse desequilíbrio vem promovendo grandes prejuízos ao consórcio, tanto pelo atraso na entrega de projetos à época e liberação de frentes de trabalho compatíveis, bem como a suspensão dos serviços durante a Copa do Mundo com a consequente demissão de trabalhadores e desmobilização de máquinas e equipamentos”, diz o texto. Estatal pode encontrar brechas A briga de gigantes, de acordo com Luciano Ferraz, professor de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMinas), tem lá suas brechas. A primeira delas, segundo destaca, é que, em um contrato de obra pública, o que se busca nele é a obra pronta. Na lei de licitação, esse tipo de acordo é chamado de contrato de escopo, que é feito com o objetivo de atingir determinado serviço. “O que se busca nessa contratação é a obra, o prazo dela funciona como um limitador”, explica Luciano. Ele compara, por exemplo, uma assinatura de um jornal, no qual o consumidor contrata a empresa pelo serviço constante de entrega. “Nesse caso, não há um acordo para resultado e o tempo é importante. Na história de Confins, o que importa é a conclusão do serviço, ainda que seja preciso prorrogar o prazo”, esclarece. Por isso, ele vê a decisão do consórcio de não renovar o compromisso com a Infraero como irregular. “A estatal pode instaurar um processo administrativo para aplicar as penalidades. A administração pública tem uma relação contratual preferencial no regime jurídico. Inclusive, além da multa e do impedimento em licitar, a Infraero pode querer aplicar a ação de declaração de idoneidade, que pode fazer com que o consórcio fique até oito anos sem poder licitar em obras públicas.” Já para Tatiana Camarão, especialista na área de licitação e contrato da OAB, pela série de problemas com os atrasos nas obras, o contrato sofre influências econômicas, que traz o desequilíbrio financeiro justificado pelo consórcio para não renovar o contrato. “Essa revisão de contrato que a empresa pede certamente vai gerar uma demanda judicial. O consórcio tem que provar que houve esse desequilíbrio econômico e, certamente, deve ter ferramentas contundentes que mostram como essas alterações impactaram na relação econômica dos contratos. As empresas não seriam levianas de não renovar o compromisso senão tivessem essas provas em mãos”, comenta, acrescentando que caberá à Infraero o passivo desse prejuízo do consórcio e licitar uma nova empresa para continuar a executar as obras, o que poderá ficar ainda mais caro. “Se não houver uma negociação, haverá, então, uma nova disputa, com preços mais caros para metade de uma obra”, comenta.
02 de setembro de 2014 Em reforma desde julho de 2012, o novo terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins deveria ter ficado pronto antes da Copa do Mundo de 2014. No entanto, apenas 25% das obras foram concluídas, impedindo o atendimento à demanda crescente por passageiros na capital cearense. Os taxistas também se sentem prejudicados. Sem possibilidade de estacionar no saguão, os 106 carros das cooperativas de táxis cadastradas para operar no aeroporto ficam parados em uma área provisória, longe da área de embarque e desembarque. Com isso, os taxistas enfrentam a concorrência dos táxis não credenciados, como reclama o taxista João Luiz. “O problema que já existia aumentou com a reforma. Além disso, estamos pagando uma quantia muito cara para termos o direito de trabalhar aqui”. A Infraero rompeu o contrato com a empresa licitada para fazer a obra em julho deste ano. Agora a estatal negocia com a empresa que ficou em segundo lugar no processo licitatório, realizado em 2011. A reforma que custa R$ 350 milhões só deve ficar pronta em fevereiro de 2017.
01/09/2014 15:40:16 No último dia 13 deste mês, o Brasil se viu comovido com a morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) em acidente aéreo em Santos (SP). Com um país de dimensões continentais, o avião ainda é o melhor meio de se locomover e continuará sendo o mais seguro. No entanto, são por acidentes como esses, e de outros no passado, que falhas são corrigidas, evitando-se que novas tragédias voltem a acontecer. Um desses episódios fez 12 anos ontem, dia 30 de agosto. A GAZETA traz nesta edição um retrospecto da maior tragédia aérea já registrada no Acre. Várias circunstâncias funestas causaram a queda do avião Brasília da já extinta Rico Linhas Aéreas, em Rio Branco, deixando ao menos 23 mortes e oito feridos. Que lições foram deixadas com o episódio para a aviação comercial? Como vivem e se sentem alguns dos sobreviventes hoje? Tarde agradável em Cruzeiro do Sul (distante 640 quilômetros de Rio Branco). No saguão do segundo principal aeroporto do Acre, amigos de despedem, enquanto o voo RLE 4823 é aprontado pela tripulação para mais uma perna entre Cruzeiro e Rio Branco e escala em Tarauacá. Na sala de informação para pilotos, o co-piloto Paulo Roberto Nascimento obtém as informações meteorológicas de Tarauacá e Rio Branco. Aqui na Capital, o tempo começa a piorar a partir das 17 horas. Na cabine, Nascimento começa os procedimentos de pré-voo e comunica as informações do tempo ao comandante Paulo de Freitas Tavares. Na sala de embarque, o então deputado federal Ildefonço Cordeiro conversava com os amigos empresários João Gaspar, o “João Garapa” e Hasseni Cameli, o Manu. Só estes últimos dois vão sobreviver. Uma confusão se forma. Passageiros sem reserva querem embarcar. Muitos querem chegar a tempo de ir para o antepenúltimo dia de Expoacre, dali a poucas horas, com atrações de bandas nacionais, em Rio Branco. Mais de dez pessoas estão na fila de espera, entre eles o pecuarista Júnior Betão e Antonia Sales, hoje candidata a vice pela “Coligação Por um Acre Melhor”, encabeçada por Marcio Bittar ao Governo do Estado. Júnior Betão, que a época era candidato a deputado federal, desiste de seguir no voo quando a servidora pública estadual Clenilda Nogueira chega nervosa. Ela reclama que alguém ocupou sua vaga no avião. Betão, que não tinha reserva porque comprou a passagem de última hora, cede a sua vaga no voo. Com o avião prestes a decolar lotado, na escala em Tarauacá, pelo menos sete pessoas também não embarcam. Na cidade, somente três têm reservas. Ainda no solo, em Cruzeiro, a passageira Rosângela Pimentel Cidade Figueira também não tem reserva. Ela estava no Juruá para um seminário na área de saúde. Começa um bate-boca com a médica Célia Rocha, exigindo uma vaga no avião. A então secretária de Saúde, Maria Jesuíta, ao perceber a confusão, entrega sua passagem a Rosângela e ao ceder-lhe o lugar, opta pelo voo da Varig do dia seguinte. Clenilda e Rosângela morrerão na tragédia. O Brasília da Rico decola de Cruzeiro do Sul às 17h10 para Tarauacá. O primeiro trecho do voo será de cerca de 30 minutos. Os passageiros conversam. Hasseni Cameli senta-se no lado direito da aeronave e na fila da esquerda próximos a Cameli estão os passageiros Luiz Maciel Costa e Ildefonço Cordeiro. A esposa de Cordeiro, Arlete Souza, senta próxima ao marido. Eles conversam durante todo o voo. A etapa é sem turbulência numa tarde, aparentemente tranquila. Após o pouso em Tarauacá, três passageiros embarcam. Outros dois descem da aeronave. Dez minutos de solo e a aeronave decola para Rio Branco. Duração prevista de voo: uma hora. (Foto: cedida) Veja a partir daqui a cronologia dos eventos que começam a 90 quilômetros de Rio Branco: 17h40m25s – O comandante do voo RLE 4823, Paulo Tavares, chama o Controle de Aproximação de Rio Branco, o APP-RB. Neste momento se inicia um desvio de rotina na empresa. Ao acionar o APP-RB, Tavares se põe na condição de piloto não voando. Ou seja, é o co-piloto quem está no comando da aeronave. A recomendação do Manual de Rotina Operacional do avião Brasília da Rico, no item Política Operacional, recomendava que quando não houvesse visibilidade externa, o pouso deveria ser feito pelo comandante e por instrumentos. Mas Tavares não estava. 17h40m31s – o APP-RB informa que Rio Branco opera (pousos) por instrumentos, fornece os ajustes de altímetro, pista em uso e outros dados técnicos para orientar a tripulação do RLE 4823 até a aproximação pela pista 06, localizada para o lado da BR-364. Entre o repassado, o controlador reporta “chuva forte e trovoada”, com visibilidade reduzida. Na cabine de passageiros, já se avistam relâmpagos na região de descida. A educadora Maria de Fátima Meireles, que está na segunda fileira de bancos, vê clarões por todos os lados. Ela fica apreensiva. Passados mais de oito minutos de voo e da primeira tentativa de pouso na cabeceira 06, a tripulação do RLE 4823 decide tentar a aterrissagem pela cabeceira 24, no lado oposto. 17h48m59s – o voo RLE 4823 pede autorização ao Controle de Aproximação para fazer o pouso pela cabeceira 24. O Controle prontamente, responde: “Afirmativo, autorizado!” 17h49m26s – o Controle de Aproximação faz um alerta ao voo RLE 4823: “Tá ciente de que não há auxílios visuais na aproximação da 24? Não há “papi” ou apapi e nem o ALS?” O apapi, a que o controlador, se refere são luzes na cabeceira que orientam o piloto num pouso com pouca visibilidade, mas não com visibilidade zero, assim como o ALS, que significa Sistema de Luzes para Aproximação. O comandante Paulo Roberto Tavares então responde: “Afirmativo, mas é que….a gente tá desviando aqui da formação pesada e…aparentemente aqui pela 24 tá melhor. (…) quando chegar mais próximo a gente avisa!” 17h54m49s – o Rico RLE 4823 opta por pousar na cabeceira 06, para onde seguiriam originalmente e onde existem os auxílios apapi e ALS. “Estamos aprovando pro procedimento da zero meia!”, afirmou Tavares. 17h57m39s – o APP-RB anuncia que vai colocar o balizamento do ALS, do apapi e das luzes da pista no brilho máximo. Pede então que a tripulação reporte assim que avistar a iluminação, para então, reduzir o brilho. Na cabine de passageiros, todos começam a perceber que o tempo não está colaborando para o pouso. A chuva permanece forte e a visibilidade cai ainda mais. Mas por alguns segundos, o clima ainda não era de apreensão, segundo sobreviventes. O deputado Ildefonço Cordeiro mostra um álbum ao amigo, Hasseni Cameli, o “Manu”. Entre as fotos estão as da solenidade em que fora homenageado pelas Forças Armadas, em Brasília. 18h03m30s – o controle APP-RB fez a primeira chamada ao RLE 4823. Seguiram-se então, outras sete tentativas de contato, mas sem sucesso. O Brasília da Rico Linhas Aéreas colide contra o solo a quatro quilômetros da cabeceira 06 do aeroporto de Rio Branco, entre o intervalo de 17h57 e 18h03. A aeronave bate na copa de uma mangueira, atinge um mourão e vai parar retorcido num descampado às margens do ramal da Chapada, na fazenda dos Alves. Três bois também são atingidos em terra. Os três tripulantes e 17 passageiros morrem na hora. Outros três faleceram posteriormente. Seis sobrevivem com lesões graves e outros dois escapam quase ilesos, entre eles Hasseni Cameli, o “Manu”, que sofreu apenas fraturas no maxilar. Sobre este momento dramático, descreveu Manu à reportagem o seguinte. “O Maciel estava com o rosto na janela tentando visualizar alguma luz lá fora. Foi neste momento que, de repente, ficamos todos calados. Então veio o impacto inicial. O avião já saiu batendo e a gente pareceu milho dentro de lata”. “O Nosso Senhor tinha um propósito para mim”, diz Manu A última vez que o empresário Hasseini Cameli, o “Manu”, concedeu entrevista sobre o episódio foi em 2010. Ele não tem praticamente sequela física alguma do acidente. Morando em Cruzeiro do Sul, onde tem vários negócios, entre eles um supermercado, Manu diz que psicologicamente se tornou apenas uma pessoa mais nervosa. “Como preciso voar, eu consigo viajar normalmente hoje, mas não posso passar mais de 30 dias sem fazer minhas viagens porque me bate nervosismo. Por muitas vezes, só voava na cabine do piloto, porque ali eu me sentia mais seguro. Até que um dia um piloto amigo meu também da Rico me deu outro choque; ele me mostrou alguns equipamentos que não estavam funcionando naquele voo. Acabei me acostumando a voar na cabine de passageiros mesmo”. Manu afirma que não morreu porque Deus tinha um propósito maior para ele. Ele ressalta que na época, estava com um projeto de assistência a crianças carentes no Instituto Santa Terezinha. Confira o seu relato quanto a isso: “Os bancos voaram e querosene começou a cair no meu corpo. Me deu medo de que o avião pegasse fogo, mas estava chovendo. Antes, o barulho foi mais forte que qualquer grito e quando o avião parou, vi muita serpentina de ar, de óleo caindo. Eu não cheguei a desmaiar em momento algum”. Ele continua: “Num primeiro momento, queria sair, soltei o cinto, vi muitos destroços por cima de mim e por baixo também. Fui buscar um buraco. Consegui rasgar o que seria fibra do avião e saí. Lá fora vi pessoas mortas, destroços e até bois mortos. Fui para o outro lado da fuselagem e lá vi uma graminha. Então eu saltei e saí em direção a uma luz. Era um casebre. Sozinho eu corri para lá”. Hasseni Cameli prossegue dizendo: “Naquele momento, eu me perguntei. Por que Senhor? Mas neste momento, eu esqueci de mim. Não sabia quem eram meus filhos, minha esposa, o que estava fazendo ali e até quem eu era. O choque é tão grande que te faz perder a memória. Mas o Nosso Senhor tinha um propósito pra mim. Na minha mente veio uma reposta. Ela dizia: “As crianças”. Veio na minha mente as crianças carentes do Instituto Santa Terezinha. Disse, meu Deus, as crianças”. “Eu penso que aquele trabalho não poderia ser interrompido e que a Providência Divina estava me dando um bem: a vida novamente, por querer fazer o bem àquelas crianças. A vida da gente é uma vela acesa que pode apagar a qualquer momento, mas só vamos na hora que é para ir. Existem milagres”. (Foto: cedida) 75 dias dormindo num quarto desconhecido Ele sofreu uma pancada forte na cabeça e apagou. Acordou 75 dias depois perguntando pelo amigo Hasseni. “O que eu estou fazendo aqui?”, perguntou João Garapa. Depois pensou estar em algum hospital de Rio Branco e pediu pra ir pra casa. Mas não estava em Rio Branco. Estava num hospital de São Paulo para onde havia sido transferido depois do acidente. “Eu me recordo de algumas coisas durante o vôo, de que conversava com meus amigos. Mas no momento da tragédia, eu simplesmente bati a cabeça e apaguei. Fui acordar num hospital de São Paulo. Ali, passei mais 15 dias até voltar pra minha terra em Cruzeiro. Ouvi pelos meus familiares o que se seguiu depois da queda, mas só me recordo que dormi”. Na colisão, João Garapa perdeu uma parte do crânio e da massa encefálica, ficou sem os movimentos das pernas por conta de traumas no próprio cérebro, mas foi restituído de todas as suas funções e saiu do coma como se nada tivesse acontecido. “Dez anos depois, costumo dizer que tenho duas datas de aniversário, uma no dia 7 de março e outra no dia 30 de agosto”, brinca. Dezenas de cirurgias, incluindo a paciência de médicos e familiares para que seu cérebro desinchasse teve um desfecho positivo, segundo a própria vítima, graças às horas intermináveis de orações que se sucederam desde a queda. “Eu recebi o apoio de todas as igrejas. Todos aqui em Cruzeiro, indistintamente, oraram pela minha recuperação e Jesus Cristo me salvou”, frisa João Garapa, emocionado. “Não tenho nenhuma sequela. Nenhuma. Não sinto nada e costumo retribuir essa graça indo a missa todos os domingos”, completa. “As pessoas precisam dar mais valor à vida. O conceito de vida muda muito depois de uma situação dessa”. (Foto: ULRICH P. KOPPE / DIVULGAÇÃO) O exercício da paciência As pessoas vinham conversando, vinham sorrindo, segundo a médica Célia Rocha, o que corrobora com os relatos de outros passageiros sobre o que teria ocorrido alguns minutos antes da queda. “O avião vinha tranquilo e não me recordo quando ele caiu. Voltei a si no dia 9 de julho, em São Paulo, 30 dias depois do acidente. Aí vieram me esclarecer o que tinha ocorrido”, contou Célia Rocha, há dois anos. Curiosamente, muitos jornalistas que foram cobrir a tragédia desde o Pronto Socorro de Rio Branco puderam registrar o momento em que Célia Rocha chegou. Embora bastante debilitada, ela foi retirada de um veículo sentada. Seus olhos olhavam para o infinito, como alguém muito pensativo. “A minha lição disso tudo é que aprendi a ter o exercício da paciência”, diz ela. “É preciso valorizar o aprendizado da vida”. (FOTO: cedida) Laudo sobre acidente aponta falha humana e desvios operacionais Embora todo relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) – órgão ligado ao Estado Maior da Aeronáutica e que investiga e expede laudos sobre acidentes aéreos no Brasil -, seja apenas para a prevenção e alerta para que acidentes em circunstâncias parecidas não voltem a acontecer, o do voo RLE 4823 convergiu para falhas humanas e erros de coordenação da empresa e de tripulantes na cabine. Mas outros fatores, como o de meio-ambiente e de condições meteorológicas adversas também contribuíram. A participação de variáveis psicológicas e individuais do comandante Paulo de Freitas Tavares e do co-piloto Roberto Nascimento, como ansiedade e pressão para que o pouso fosse realizado em Rio Branco é apontada como uma das causas. Na época, estava acontecendo em Rio Branco a feira agropecuária Expoacre. A tripulação poderia optar por ir para Porto Velho como alternativa. “As péssimas condições meteorológicas, aliada à quebra de sequência dos procedimentos operacionais e, aliada à ansiedade da tripulação para a realização daquele pouso, naquelas condições meteorológicas pode ter contribuído para a canalização da atenção a outros fatores que não permitem observar a proximidade e ultrapassagem da altitude mínima de decisão do procedimento”, revela o dossiê de 26 páginas, assinado pelo coronel-aviador Mauro Roberto Ferreira Teixeira, chefe do Cenipa, e pelo brigadeiro-do-ar Astor Nina de Carvalho Netto, na época, comandante do Estado Maior da Aeronáutica. “A tripulação não utilizou adequadamente todos os recursos disponíveis na cabine para a realização do procedimento (de aproximação e pouso) com segurança”. O meio ambiente, por sua vez, na região do aeroporto, contribuiu para desestabilizar o pouso, além de “poucas referências iluminadas no solo, dificultando a visualização por parte dos pilotos na condição de voo noturno com céu encoberto”. Soube-se, no entanto, que o sistema de alerta de proximidade ao solo, o GPWS não estava funcionando. O GPWS alerta a tripulação minutos antes de uma colisão contra terrenos. Quatro testemunhas sobreviventes informaram não haver turbulência durante a aproximação até o momento do impacto. A aeronave colidiu contra o solo em voo controlado e seus destroços se deslocaram por cerca de 650 metros de distância. (Foto: Arquivo A GAZETA)
1 de setembro de 2014, 14:21 Companhias aéreas têm a obrigação de transportar “ao local de destino, nos exatos termos contratados” os passageiros que pagam por seus serviços. A decisão é da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, que analisou o pedido de indenização de 26 pessoas de uma mesma família, que tiveram seu voo cancelado e, por isso, perderam a saída de um navio no qual fariam um cruzeiro. Segundo a ação, a família deixaria Goiânia no dia 22 de dezembro de 2011, rumo ao Rio de Janeiro, com previsão de chegada às 9h. O grupo seguiria então para o porto da capital fluminense, onde embarcariam às 18h no navio. Após cancelar o voo, a Trip não realocou os familiares, que perderam o cruzeiro. Por conta própria, a família procurou outro voo e, como não daria tempo de chegar à capital carioca, todos tiveram de viajar até Buenos Aires, parada seguinte do navio. Em primeiro grau, a causa havia sido julgada favorável à família, mas ambas as partes recorreram. No processo, a companhia aérea alegou que o voo foi cancelado por conta do mau tempo. Porém, para o relator da ação, o juiz substituto em 2º grau Delintro Belo de Almeida Filho, o fato não exime a empresa de ressarcir e indenizar os passageiros. Por conta do cancelamento do voo, a Trip foi condenada a pagar R$ 5 mil a cada um dos 26 membros da família, por danos morais. A companhia terá também que ressarcir os gastos materiais do grupo, avaliados em R$ 74 mil. Com informações da Assessoria de Imprensa do do TJ-GO.
01 Setembro 2014 15:46 O Aeroporto de Vitória/Eurico de Aguiar Salles (ES) está apto a receber, desde 27/8, operações de p ousos por instrumentos de categoria I (ILS Cat I). Para conhecimento dos aviadores, foi emitido o Notam (Aviso aos Navegantes) F2895/2014. O sistema ILS (Instrument Landing System, em inglês), instalado na cabeceira 23 do Aeroporto de Vitória, é uma ferramenta capaz de orientar pilotos habilitados em aterrissagens em condições de mau tempo (como chuva e neblina). O ILS Cat I instalado no aeroporto capixaba facilitará pousos quando as nuvens estiverem numa altura mínima de 300 pés sobre a cabeceira da pista, além de uma visibilidade mínima de 1,3 mil metros a partir da aeronave. Para receber esse equipamento, a Infraero realizou diversas obras de adequação, como sinalização horizontal (pintura) de instrução obrigatória nas pistas de táxi; recuo dos pontos de espera das vias de manobra; adequação da faixa preparada; adequações da área de segurança de fim de pista (RESA) na cabeceira 23 e adequações do balizamento luminoso da cabeceira com acréscimo de mais luminárias. As operações por meio do ILS trarão mais segurança na navegação aérea, reduzindo as probabilidades das aeronaves permanecerem em procedimentos de espera ou de que sejam alternadas para outros aeroportos. “Não tenho dúvidas de que o ILS de Vitória representa excepcional ganho para a sociedade capixaba, ao se ampliarem as possibilidades de continuidade das operações aéreas no aeroporto, naquelas condições meteorológicas mais adversas”, enfatizou o superintendente do Aeroporto de Vitória, Autemar Lopes de Souza.
Jornal de Turismo 01 Setembro 2014 14:29 Na cerimônia de premiação, realizada no dia 27/08, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o trabalho da ANAC também foi reconhecido com uma placa em homenagem aos serviços prestados no período da Copa do Mundo FIFA 2014. Dentre os aspectos avaliados nos aeroportos estão a qualidade do serviço de check-in, da inspeção de segurança, do controle migratório, do controle aduaneiro, da restituição de bagagem, do ambiente aeroportuário, do apoio ao turista e da satisfação geral do passageiro. Além de ser considerado o melhor aeroporto, o Afonso Pena (PR) foi premiado em mais duas categorias: melhor ambiente aeroportuário e melhor restituição de bagagem. O prêmio foi uma parceria entre a Secretaria de Aviação Civil (SAC), a Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero) e o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Nesta edição foram feitas 11.984 entrevistas com passageiros entre os dias 4 e 21 de junho de 2014 nos seguintes aeroportos: Manaus (AM), Salvador (BA), Recife (PE), Confins (MG), Guarulhos (SP), Congonhas (SP), Galeão (RJ), Santos Dumont (RJ), Fortaleza (CE), Natal (RN), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Viracopos (SP). O objetivo da premiação, criada em 2013, é estimular a melhoria da prestação de serviços nos aeroportos brasileiros e, em consequência, aumentar o nível de satisfação dos passageiros. Conheça os vencedores: Melhor Aeroporto Internacional Afonso Pena (Curitiba, Infraero) Melhor ambiente aeroportuário Internacional Afonso Pena (Curitiba, Infraero) Melhor Controle Aduaneiro Internacional Juscelino Kubitscheck (Brasília, Inframérica) Melhor check-in Congonhas (São Paulo, Infraero) Melhor inspeção de segurança Congonhas (São Paulo, Infraero) Melhor restituição de bagagem Internacional Afonso Pena (Curitiba, Infraero) Melhor controle aduaneiro Internacional Tancredo Neves (Confins, Infraero e BH Airport) Melhor atendimento ao turista Internacional Tancredo Neves (Confins, Infraero e BH Airport)
01 Setembro 2014 14:14 O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, foi eleito como o terminal com o melhor atendimento turístico durante a Copa do Mundo pelo Prêmio Boa Viagem, oferecido pela Secretaria de Aviação Civil e pela Embratur. De acordo com a Belotur, empresa pública municipal gestora do Centro de Atendimento ao Turista no Aeroporto, o equipamento funcionou no período do grande evento 24 horas por dia, prestando atendimento em até sete idiomas a turistas de mais de 80 nações. O Centro de Atendimento ao Turista foi reestruturado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Ministério do Turismo, para a Copa do Mundo. No local são disponibilizados, diariamente, materiais sobre Belo Horizonte e entorno com informações sobre seus atrativos e equipamentos turísticos, como o Guia Turístico da cidade, mapa de localização e acesso, calendário de eventos, dentre outros. Dentre as estratégias de atendimento ao turista, nos dias que antecederam a Copa do Mundo, a Belotur promoveu no Aeroporto apresentações culturais com quadrilhas participantes do Arraial de Belô, com o objetivo de dar uma pequena amostra aos visitantes de uma das mais tradicionais festas juninas de Belo Horizonte. O presidente da Belotur, Mauro Werkema, lembra que o Centro de Atendimento ao Turista é o primeiro contato que o visitante tem com o destino. “É de extrema importância oferecermos informação turística qualificada desde a chegada do turista até seu retorno para o local de origem, disponibilizando material para que o visitante nacional e estrangeiro possa conhecer os atrativos e o calendário cultural da cidade". O Prêmio Boa Viagem - O objetivo da premiação é estimular a melhoria da prestação de serviços nos aeroportos brasileiros e, em consequência, aumentar o nível de satisfação dos passageiros. Os oito quesitos avaliados foram: check-in, inspeção de segurança, controle migratório, controle aduaneiro, restituição de bagagem, ambiente aeroportuário, atendimento ao turista, satisfação geral do passageiro com o aeroporto. Foram avaliados oito quesitos em 15 aeroportos e os vencedores foram eleitos por meio de entrevistas e por voto popular via internet. Além de melhor atendimento ao turista, o terminal de Confins também foi considerado o aeroporto com o melhor controle migratório. O aeroporto com melhor apoio ao turista foi escolhido por meio de um questionário com cinco perguntas que buscaram avaliar itens como atendimento em língua estrangeira, atendimento geral ao viajante, acessibilidade e disponibilidade de transporte coletivo.
01/09 - 12:54 O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, assinou nesta segunda-feira (1º) portaria que autoriza para exploração comercial de aviação geral o Aeroporto Umberto Modiano, em Búzios (RJ). Até o momento o aeródromo era de uso privado e pertencia à empresa Rural e Colonização S.A. Após a publicação da portaria, a Secretaria de Aviação Civil comunicará a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deve assinar o termo para o uso público do aeródromo.
Um exemplo é o acidente com um monomotor ocorrido no sábado no bairro Bacacheri, em Curitiba, que resultou na morte de três pessoas
LUCAS GABRIEL MARINS,



Segundo especialista, licitação para intervenções não concluídas pela Marquise/Normatel levará ao menos 3 meses
Tatiana Lagôa

Responsável pela reforma no aeroporto de Confins decide abandonar projeto com 51% das obras concluídas, mas pode ser punido em R$ 24 milhões e proibido de participar de licitação
Luciane Evans

Em reforma desde julho de 2012, o novo terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins deveria ter ficado pronto antes da Copa do Mundo de 2014
Por Thamiris Treigher em Tribuna Bandnews FM

RESLEY SAAB






Quatro aeroportos foram premiados na segunda edição do Prêmio Boa Viagem, de acordo com a percepção dos passageiros durante a Copa do Mundo FIFA 2014: Confins (Belo Horizonte/MG), Afonso Pena (Curitiba/PR), Juscelino Kubitscheck (Brasília/DF) e Congonhas (São Paulo/SP). Ao todo, os aeroportos receberam troféus em oito categorias como reconhecimento aos serviços prestados aos clientes durante o período do mundial.

01/09 - 13:28 A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) iniciou nesta semana a mudança padrão sonoro utilizado em seus terminais aéreos. A adoção de uma nova estratégia de comunicação com os passageiros começa pelo aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e estará implantado nos demais aeroportos da Infraero até o fim do ano. "As mudanças na operação dos aeroportos no Brasil exigem da Infraero uma postura diferente em relação ao passageiro, de forma que a empresa procure cativar o seu cliente", afirma o presidente da estatal, Gustavo do Vale. A "música Infraero", que mistura instrumentos como violoncelo, berimbau, cuíca, flautas e acordeom, será reproduzida nos ambientes aeroportuários e em trilhas de filmes, sistema de atendimento ao cliente e eventos. O "Logo Sonoro" - Extraído do refrão, é a síntese da música Infraero e será executado nas chamadas em espera, filmes e spots publicitários, site, eventos e irá antecipar todas as mensagens institucionais nos aeroportos. Também foram criados outros dois logos sonoros para reprodução exclusiva nos aeroportos: o "Logo Atenção", para mensagens de voos e assuntos que mereçam atenção dos passageiros, e o "Logo Comercial", que anuncia mensagens de cunho comercial. Fonte: Jornal Estadão