Folha de São Paulo
Congonhas e Santos Dumont têm nova voz nos alto-falantes
Turbina operava bem quando jato caiu, diz perícia de fabricante
Militar sem experiência em Cessna aprovou copiloto
O Estado de S.Paulo
Tráfego em Guarulhos cresce 11,9% até julho, diz Invepar
O Globo
Tráfego aéreo é suspenso sobre vulcão islandês em erupção
G1
Avião com cantor Saulo colide com ave antes de pousar no PA, diz TAM
Helicóptero tem problemas no pouso após levar candidato para Goianira
Jornal do Brasil
Funcionário da Malaysia Airlines abusa de passageira em voo
Valor Econômico
Aviação mundial quer fonte renovável
Jornal do Commercio - PE
Sinistros com aviões causam impacto nas taxas de seguro
Folha de Pernambuco
Demanda por voos domésticos foi estável durante a Copa do Mundo, mostra Abear
Diário Indústria&Comércio - PR
Gastos em viagens chegam ao recorde de US$ 2,4 bilhões
Diário do Comércio - MG
Aviação agrícola deve crescer 7% em 2014
Hoje em Dia - MG
Abear espera para 2014 crescimento ao menos igual a 2013
Gazeta Digital - MT
Prévia da Gol mostra taxa de ocupação histórica
O Povo - CE
Perda de controle de aeronave é maior causa de acidentes aéreos no País
A Crítica de Manaus
Pouco conhecido, serviço de voo gratuito em aviões da FAB garante viagem de ‘carona’ à cidadão
Sábado, 23 de agosto de 2014
Congonhas e Santos Dumont têm nova voz nos alto-falantes Locutora será Ana Paula Aquino, a mesma que dizia a mensagem 'esse número de telefone não existe' DE SÃO PAULO Em nome da Telefônica (hoje Vivo), ela já nos informou que "esse número de telefone não existe", mesmo quando o número existia. Agora, será a nova voz dos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, dois dos maiores do Brasil e que compõem a mais movimentada rota aérea nacional, a ponte aérea Rio-São Paulo. "Eu era a mulher mais xingada do Brasil nessa época do esse telefone não existe'. Faz parte...", afirma Ana Paula Aquino, 40. Desde a semana passada, Ana faz as locuções dos anúncios aos passageiros no aeroporto Santos Dumont. Em Congonhas, começa até domingo que vem (31). A Infraero, que administra 61 aeroportos, irá estender nos próximos seis meses a voz de Ana aos demais terminais que controla no país. "Aeroporto é um cartão de visita, gente do mundo todo passa por ele. E eu tenho paixão por aeroporto e avião, adoro", diz ela, atualmente no ar como a voz dos produtos da marca Dove. Ana foi escolhida entre dezenas de candidatas, em uma seleção por uma empresa contratada pela Infraero para dar nova "identidade sonora" à marca. A intenção é tornar a comunicação com os passageiros menos sisuda e formal e propor uma abordagem "positiva", a fim de melhorar a imagem que a estatal, bastante criticada, tem entre os usuários de aeroportos. Nos últimos anos, funcionários faziam os avisos pelo sistema de som, nos dois aeroportos, sem um padrão definido para as mensagens. CALOR O trabalho esteve a cargo da produtora Zanna Sound, do Rio, que já havia feito o mesmo no início de 2013 com o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), administrado pela iniciativa privada. Lá, porém, a locutora é outra. "Minha ideia foi criar uma identidade que toque mais o passageiro, com uma voz que seja mais próxima. As mensagens serão mais calorosas, mais atenciosas", afirma a nova locutora de Congonhas e do Santos Dumont. Para ela, os aeroportos brasileiros "têm melhorado". Foram gravadas, inicialmente, 60 mensagens em português, inglês e espanhol, em 25 sessões de até duas horas cada uma, em um estúdio que Ana tem dentro de casa, em São Paulo. O AVIÃO E A PISTA Além da voz de Ana, o projeto inclui sons para identificar anúncios comerciais e de atenção, que usam instrumentos brasileiros como berimbau, violão com cordas de náilon, acordeão e cuíca. O novo padrão sonoro será implantado inclusive nas centrais telefônicas. Até pouco tempo atrás, quem ligava para a Infraero em Congonhas, por exemplo, ouvia, na espera, uma canção algo bossa nova que dizia "o avião, a pista... uma emoção à vista". A intenção podia até ser boa, mas era imediata a associação com o acidente em que um Airbus da TAM varou a pista e explodiu, em 2007. NA INTERNET Ouça as novas músicas e avisos nos aeroportos
Sábado, 23 de agosto de 2014 Trabalho foi feito na oficina da Pratt & Whitney na semana passada; hipótese é que piloto se desorientou DE SÃO PAULO Uma perícia apontou que as duas turbinas do jato Cessna Citation estavam em perfeitas condições no momento em que a aeronave caiu, no dia 13 deste mês, em Santos. No acidente, morreram o presidenciável Eduardo Campos, quatro assessores dele e os dois pilotos do avião. Em um teste na oficina da Pratt & Whitney na terça e na quarta-feira, a fabricante do motor, constatou-se que não havia sinais de pássaros nas turbinas ou de colisão com qualquer equipamento. Essas possibilidades chegaram a ser investigadas para apurar as razões pelas quais o avião caiu. A presença de pássaros nas turbinas, por exemplo, faria o motor perder potência; ainda assim, seria preciso que aves atingissem as duas turbinas para colocar o avião em risco real de queda. Aconteceu com um Airbus A320 da US Airways atingido por pássaros logo depois de decolar de La Guardia (Nova York), em 15 de janeiro de 2009. Sem potência nos dois motores, o avião pousou no rio Hudson, graças à perícia do piloto, e ninguém se feriu. Outra constatação dos peritos foi que não havia sinal de fogo nos motores. No dia do acidente, testemunhas disseram ter visto uma "bola de fogo" no ar. HIPÓTESES Com isso, os investigadores concentram a atenção no histórico dos dois pilotos e em alguma falha que eventualmente tenham cometido. Entre as hipóteses para o acidente está a desorientação espacial, quando o piloto perde a noção da posição do avião em relação ao solo e dá comandos errados, o que pode ter levado o avião à condição de "estol", em que não perde a sustentação que lhe permite continuar voando. O mau tempo contribui para a ocorrência de desorientação espacial --chovia e estava nublado na hora do acidente, ocasião em que o piloto tentara pousar na pista da Base Aérea de Santos e, sem conseguir, arremeteu. Há outros componentes do avião que podem ter apresentado problema e contribuído para a queda. A Aeronáutica apura as possibilidades. A Cessna alerta os pilotos de que não acionem o flap (dispositivo nas asas que, ativo, aumenta a sustentação do avião) em alta velocidade, sob risco de o avião apontar o nariz para baixo. A fabricante criou um protetor para evitar que isso ocorra, mas, mesmo assim, orienta os pilotos, de modo a não depender dessa proteção. A Aeronáutica apura por que houve a queda. Não há prazo para a conclusão sair. Colaborou RICARDO GALLO, de São Paulo
Sábado, 23 de agosto de 2014 RICARDO GALLO DE SÃO PAULO Um militar da Aeronáutica sem experiência em Cessna Citation avaliou e aprovou a proficiência do copiloto do jato que caiu com o presidenciável Eduardo Campos. O exame, feito pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), é obrigatório. Geraldo Magela da Cunha, uma das sete vítimas do acidente, foi examinado em 25 de maio. Ele foi aprovado pela Anac sem testar algumas das situações que os pilotos podem enfrentar em voo, como identificar e recuperar o avião de uma perda de sustentação ou arremeter. As anotações estão em avaliação a que a Folha teve acesso, de 25 de maio, em um voo entre os aeroportos de Varginha e Pampulha (MG), em um jato Cessna Citation idêntico ao que se acidentou. O examinador foi o coronel aviador Luciano Volpatto, que tem habilitação para voar Challenger 600, jato para até 18 passageiros, um pouco maior que o Citation. Segundo pilotos com quem a Folha conversou, são jatos semelhantes, mas com algumas diferenças entre si. No teste de voo, para revalidar a habilitação em voos por instrumentos no Citation, Geraldo teve desempenho "satisfatório". Na ficha, o examinador constatou que ele tinha bom conhecimento do jato e das regras de tráfego aéreo. Disse que o piloto teve "bom padrão de pilotagem". Mas 26 das 78 situações de voo que um examinador tem que verificar não foram feitas. Parte ocorreu porque o piloto não foi submetido a um teste em simulador, no qual se reproduzem situações de risco que, se feitas em um avião de verdade, poderiam pôr em risco a segurança, como falha de motor em voo, recuperação de atitude anormal e despressurização. Por segurança, diz o relatório, não foi avaliada a ação de Geraldo na recuperação de perda de sustentação. A arremetida não ocorreu porque havia intenso tráfego aéreo. O comandante do Citation no acidente, Marcos Martins, foi aprovado no teste em simulador sem ressalvas. Outro lado DE SÃO PAULO A Anac diz que os inspetores atuam como avaliadores em aeronaves similares à qualificação que têm. Foi o caso do exame de proficiência do copiloto Geraldo Cunha, apto a voar em jato executivo maior que o Citation. Segundo a agência, apenas 6,5% das avaliações são feitas por militares, outros 6,5% por servidores da Anac e 87% por pilotos credenciados. Os militares sempre avaliaram pilotos, continua. A tendência é haver cada vez mais credenciados para checar pilotos, tal qual nos EUA, diz a Anac, medida amparada na lei que criou a agência. Sobre o fato de Geraldo Magela não ter feito o simulador, a Anac disse que a autoridade de aviação dos Estados Unidos, onde ele tirou a habilitação para voar, "prevê a realização de treinamento integralmente em aeronave".
22 Agosto 2014 | 21h 33 EULINA OLIVEIRA ESTADÃO CONTEÚDO O tráfego de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, cresceu 11,9% no acumulado dos sete primeiros meses deste ano ante o mesmo período de 2013, para 22,634 milhões, segundo informou a Invepar, que controla a GRU Airport junto com ACSA e Infraero. Deste total, 14,882 milhões de passageiros foram para voos domésticos (alta de 14% na comparação com o intervalo de janeiro a julho do ano passado) e 7,752 milhões para voos internacionais (+8%). O movimento total de aeronaves subiu 8,9% no acumulado de 2014 até julho, para 175,217 mil voos, enquanto a carga total movimentada no Terminal de Cargas recuou 2,1%, para 192,789 mil toneladas. Somente em julho, o tráfego total de passageiros no Aeroporto de Guarulhos avançou 6,6% ante igual mês de 2013, para 3,523 milhões, e o número de voos teve um aumento de 7,1%, para 26,996 mil. "Este crescimento foi impulsionado pelo início das operações de novas companhias aéreas estrangeiras e pela inauguração do novo Terminal 3, em maio, com capacidade para 12 milhões de passageiros", comenta a Invepar, no comunicado. A carga movimentada, porém, caiu 0,5% no mês passado na comparação anual, para 27,936 mil toneladas, devido, segundo a companhia, à conjuntura macroeconômica brasileira.
23/08/2014 13:26 COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS SIGTRYGGUR JOHANNSSON / REUTERS REYKJAVIK — O governo islandês Reykjavík emitiu um alerta vermelho e suspensão do tráfego aéreo por causa de um vulcão em intensa atividade na Islândia. O escritório meteorológico do país advertiu que uma pequena erupção está em curso e que a lava está derretendo o gelo que fica sob a geleira de Vatnajokull. — Há uma erupção debaixo da camada glacial, provavelmente pequena, que ainda não conseguiu fundir o gelo — declarou uma autoridade do Serviço Metereológico, Theodor Hervasson. O alerta vermelho é o mais alto em um escala de cinco pontos do país. Segundo as autoridades do país a erupção pode provocar uma “emissão significativa de cinzas na atmosfera.” Bardarbunga faz parte de um grande sistema de vulcão escondido sob a geleira Vatnajokull, no Centro de Islândia. As autoridades já haviam alertado que qualquer erupção do vulcão pode resultar em uma inundação da área norte da geleira. Centenas de pessoas foram retiradas da área na quarta-feira, depois do alerta de geólogos para cerca de 300 terremotos desde a meia-noite de terça-feira. A região, situada a mais de 300 km da capital Reykjavik, não tem residentes permanentes, mas fica dentro de um parque nacional popular entre os turistas.
23/08/2014 15h27 Passageiros que seguiriam para Fortaleza foram postos em outro voo. Um avião comercial que transportava o cantor Saulo Fernandes e músicos da banda de Ivete Sangalo colidiu com pássaro e precisou passar por manutenção após pousar no aeroporto internacional de Belém neste sábado (23). De acordo com a assessoria da Infraero, o comandante do voo, que partiu de Manaus em direção à capital paraense, solicitou pouso especial, infraestrutura disponibilizada pela administradora do aeroporto em caso de necessidade, mas a aeronave pousou sem problemas às 9h20 em Belém. Em nota, a TAM Linhas Aéreas informou que a aeronave que fazia o voo JJ 3741 prosseguiria até Fortaleza e seguiria para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando ocorreu o problema. Os passageiros que seguiriam para a capital cearense foram embarcados no voo JJ 9002, que partiu à 13h25 deste sábado. A assessoria do cantor confirmou o incidente, e disse que ele prefere não falar sobre o assunto. Saulo Fernandes e Ivete Sangalo estão na capital paraense para um show que será realizado na noite deste sábado, e que integra turnê comemorativa pelos 20 anos de carreira da cantora baiana.
23/08/2014 14h07 Incidente aconteceu após desembarque e ninguém ficou ferido, em Goiás. Do G1 GO (Foto: Divulgação/PM) O helicóptero da campanha do candidato a deputado federal Alexandre Baldy, do PSDB, teve problemas ao pousar na manhã deste sábado (23) em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo informações da assessoria do candidato, o incidente aconteceu depois que ele desembarcou para participar de uma carreata na cidade. Apenas o piloto estava na aeronave, mas ele não ficou ferido. Segundo a assessoria, o primeiro pouso foi feito por volta das 11h20, quando o candidato e um assessor desembarcaram. Em seguida, o piloto seguiu com o helicóptero para um campo de futebol da cidade, onde permaneceria até o término dos compromissos do candidato. pela aeronave (Foto: Divulgação/PM) “Foi nesse segundo pouso que o piloto não conseguiu controlar a aeronave. Ele atingiu uma trave de futebol, mas felizmente não chegou a ficar ferido”, disse ao G1 Welbert Rezende, que integra a campanha de Baldy. Ainda de acordo com Welbert, o candidato prosseguiu na carreata e depois retomou sua agenda de compromissos. “Ficamos muito preocupados com o piloto, mas ele está bem”, disse. Segundo registros na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o helicóptero prefixo PR-NEO pertence à empresa Golden Eagle Tranding Co.LL e é operado pela Neo Táxi Aéreo Ltda. A situação é regular e as manutenções estão em dia. O G1 tentou contato com as companhias, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem. Por volta das 12h50, a aeronave permanecia no local e policiais militares preservavam a área. Ainda não há informações sobre as causas do incidente.
24/08 às 17h56 O chefe de cabine de um voo da Malaysia Arlines está sendo investigado após ser acusado por uma passageira de agressão sexual, infirmou o Daily Mirror. Mohammed Rosli Bin Ab Karim teria colocado as mãos debaixo da peça íntima de Laura Bushey, de 26 anos, enquanto ela tentava dormir durante um voo que ia de Kuala Lumpur a Paris, em 4 de agosto. Parte do incidente foi gravado pelo celular da vítima e exibido em uma programa de TV australiano. Durante a atração, Bushey contou que o ataque aconteceu depois de ela dizer que estava com medo de viajar pela companhia após o desaparecimento do voo MH370 e da queda do MH17, que foi supostamente abatido por um míssil na Ucrânia. O funcionária teria se oferecido para acalmar a passageira, mas ao invés de sentar ao lado dela, tocou suas partes íntimas por baixo de um cobertor. "Por que eu não gritei? Porque eu não fiz ele parar? Eu sou forte, eu poderia ter feito isso, eu sei que poderia, mas no momento eu não consegui. Eu fiquei com muito medo, paralisada", disse Bushey. A terapeuta ocupacional fez uma reclamação à equipe e foi transferida para a primeira classe, mas o comissário a seguiu e implorou para que não fosse denunciado porque tinha esposa e filhos. Rosli foi detido pela polícia quando a aeronave aterrissou em Paris e permanece em prisão preventiva. Um porta-voz da Malaysia Airlines disse que a empresa "espera nada menos do que os mais altos padrões de conduta de sua equipe e leva tais alegações muito a sério".
25/08/2014 às 05h00 Comprometida com metas de crescimento neutro nas emissões de carbono até 2020 e de redução em 50% das emissões de dióxido de carbono sobre os níveis verificados em 2005 até 2050, a indústria de aviação mundial tem buscado o uso de combustíveis renováveis. Marcelo Gonçalves, engenheiro de desenvolvimento de produtos da Embraer, diz que as metas são ambiciosas e requerem o cumprimento de três requisitos: desenvolvimento tecnológico para reduzir o consumo com motores mais eficientes; gerenciamento do tráfego aéreo para controle dos pousos e decolagens; e o uso de biocombustível sustentável, produzido a partir de culturas que não competem com a produção de alimentos e nem afetem o consumo de água. "Os testes do biocombustível da aviação começaram em 2009, com óleo de camelina, usado nos EUA e na Europa como cultura de rotação. A Embraer testou o biocombustível com a GE Aviation, no motor do protótipo E-170, desenhado para validar a rota tecnológica do bioquerosene de camelina", diz Gonçalves. A partir de 2011, outras empresas promoveram estudos e a Embraer apoiou o desenvolvimento de um processo homologado, em julho, pela American Society for Testing and Materials (ASTM), órgão norte-americano de normatização. "O processo foi alvo de um projeto da Amyris com a Embraer, que fez um voo de Campinas ao Santos Dumont, em 2012, durante a Rio+20. A segunda iniciativa foi o Plano de Voo para Biocombustíveis de Aviação no Brasil, resultado da parceria entre Embraer, Boing e Fapesp, com gerenciamento da Unicamp", acrescenta Gonçalves. O projeto conta com apoio da Agência Nacional de Petróleo. Rosângela Moreira, superintendente de biocombustíveis e qualidade de produtos da ANP, reforça que a equipe do projeto realizou oito workshops com a participação ativa de mais de 30 stakeholders do setor privado, de instituições governamentais, de ONGs e da academia. A avaliação incluiu os tópicos mais importantes relacionados a agricultura, tecnologia de conversão, logística, sustentabilidade, comercialização e políticas. "O relatório final busca oferecer bases para o estabelecimento de uma nova indústria de biocombustíveis, além de confirmar o Brasil como um lugar altamente promissor no cenário mundial para contribuir com a redução da dependência da aviação de combustíveis fósseis", diz Rosângela. Ela explica que hoje é permitida a comercialização e uso de dois querosenes de aviação alternativos: HEFA e Fischer-Tropsch. Mas ainda não há produção desses querosenes alternativos no Brasil. "A Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade dos Produtos da ANP está trabalhando na revisão da Resolução ANP nº 20/2013 com o objetivo de inclusão de um novo querosene alternativo, já aprovado na ASTM, o SIP (Isoparafinas Sintéticas), produzido pela empresa Amyris, em Brotas (SP)", diz Rosângela.. O desenvolvimento de bioquerosene para aviação (bioQAV) é um dos projetos das pesquisas da Petrobras na área de biocombustíveis, iniciadas em 2010, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes). Segundo João Norberto Noschang, gerente de gestão tecnológica da Petrobras Biocombustível, a companhia desenvolve linhas de pesquisa, tendo como meta a produção industrial. Ele diz que o projeto pode se abrir para o bioquerosene. "Atualmente, a Petrobras desenvolve o projeto de pesquisa de forma independente e em constante monitoramento das tecnologias de processo que estão em desenvolvimento, o que pode levar a futuras parcerias", diz Noschang.
24/08/2014, às 18h52 Foto: Igo Bione/JC Imagem As taxas das apólices de seguro, que haviam baixado nos últimos anos, como reflexo da forte concorrência neste segmento, devem subir agora por conta dos vários desastres com aeronaves nos últimos meses. As indenizações às famílias de vítimas em acidentes com aviões de grande porte podem demorar anos para serem concluídas, mas os impactos nos preços internacionais do seguros, como nas recentes ocorrências com dois aviões da companhia Malaysia Airlines, são imediatos. O ano de 2014 tem sido marcado por um volume inesperadamente alto de acidentes aéreos. Além dos aviões da Malaysia, entre os casos recentes, um acidente durante o pouso com a aeronave da companhia TransAsia com 58 pessoas a bordo, em Taiwan, o principal aeroporto na Líbia foi bombardeado em julho, afetando 20 aviões, e um ataque Talibã provocou estragos em um terminal no Paquistão. Fora isso, cresceram os acidentes de aviões de menor porte, como o que vitimou o candidato à presidência da República, Eduardo Campos, na semana passada. "É possível que ocorra um ajuste das taxas. Os preços das apólices no segmento de aviação caíram significativamente nos últimos anos, assim, é esperado que os prejuízos assumidos pelos resseguradores nos últimos anos revertam este movimento de queda nas taxas", admite Daniel Veiga, diretor de Subscrição - Riscos Especiais do IRB Brasil Re, maior ressegurador da América Latina. Até o começo deste ano, o mercado mundial de seguros para aviões estava mais tranquilo, com menos sinistros e preços em queda. Isso se refletiu na redução substancial do volume de prêmios no mundo nos últimos anos. De cerca de US$ 1 bilhão emitidos em 2005, o total baixou para US$ 650 milhões no ano passado, caracterizando o momento "soft" do mercado, ou seja, muito competitivo e com preços baixos por conta da sinistralidade controlada. Foram menos de 50 grandes acidentes superiores a US$ 1 milhão por ano no mundo desde 2011 quando ocorreu o fatídico "11 de setembro", segundo o especialista Gustavo Mello, da Correcta Seguros, com foco no setor aeronáutico. Os seguros para aviões são complexos e envolvem valores elevados por conta dos custos altos das aeronaves e das indenizações em casos de acidente. A principal apólice é a chamada "todos os riscos" ("all risks") e cobre as perdas dos cascos e indenizações a terceiros. No caso da Malaysia Airlines, a cobertura total para cada aeronave é de US$ 2,25 bilhões, por conta dos aviões de maior porte que costuma usar, como os Airbus A380, que transportam cerca de 500 passageiros. Guerra As companhias aéreas, incluindo as brasileiras, também costumam contratar a chamada cobertura de guerra principalmente aquelas que voam para locais de maior tensão, como no Oriente Médio. No caso da Ucrânia, muitas seguradoras alertaram para os riscos de voar naquela região por conta do aumento da tensão com a Rússia. Apesar disso, especialistas do setor relatam forte aumento de sinistros nesta cobertura no mundo, batendo em US$ 600 milhões só neste ano, enquanto os prêmios emitidos não chegaram a US$ 70 milhões. O aumento das taxas para apólice de guerra, conforme Mello, da Correcta, deve se refletir nos preços dos mercados que precisam de resseguro, a exemplo de Índia e Brasil. "O Brasil pagará mais porque tem necessidade de absorver resseguro no exterior. Hoje, uma taxa de cobertura de guerra está em 0,12% do valor do avião. Se houver aumento, pode subir para 0,15%", estima ele. A proteção para guerra foi acionada no segundo acidente com o avião da Malaysia, um Boeing 777, que levava 298 pessoas a bordo uma vez que foi atingido por um míssil na região rebelde separatista no leste da Ucrânia. Tal cobertura estava com a seguradora Atrium Underwriting Group, que deverá responder pelo sinistro. "A Atrium e seus cosseguradores trabalharam com a corretora Willis e os advogados e concordaram em acionar a cobertura de guerra", afirmou o presidente da Atrium, Richard Harries, em um comunicado. No caso do avião MH370, que partiu de Kuala Lumpur à Pequim e desapareceu com 239 pessoas, em março último, também da Malaysia o risco deve ser rateado entre a Allianz, responsável pela apólice "all risks", e a seguradora que ofereceu a proteção de guerra. O presidente da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) no Brasil, Angelo Colombo, explica que essa divisão ocorre quando a causa do acidente não é identificada. "Para que os envolvidos não tenham prejuízo e fiquem esperando eternamente, as seguradoras optam pelo rateio e uma vez descoberta a causa do acidente, a seguradora que não teve responsabilidade pela cobertura faz o ressarcimento à outra", disse ao Broadcast. As seguradoras líderes no segmento de aviação no mundo incluem players como a alemã Allianz, as norte-americanas United States Aviation Underwriters, AIG, e Berkley, a inglesa Lloyds of London e a XL, com sede nas Bermudas. No Brasil, as maiores são a espanhola Mapfre, e as nacionais Itaú, que recentemente vendeu sua carteira de grandes riscos para a americana ACE, e Bradesco, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). O mercado brasileiro responde por 20% dos prêmios globais de resseguros, com mais de US$ 152 milhões em prêmios, segundo Mello. Tal volume é explicado pelo tamanho da frota local e demanda de resseguro internacional. No primeiro semestre deste ano os prêmios de seguros somaram R$ 175,4 milhões, aumento de 9 8% ante igual intervalo de 2013.
22/08/2014 11:30 A demanda doméstica por transporte aéreo foi praticamente estável no período da Copa, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Houve crescimento de 0,5% em julho, ante julho de 2013, no volume de passageiros-quilômetros transportados. Em junho, a alta foi 0,4% em relação ao mesmo mês de 2013. De acordo com a entidade, o resultado era esperado, já que o público corporativo que sempre impulsiona o uso do transporte aéreo diminuiu durante o evento esportivo. Os turistas que viajaram na Copa substituíram apenas parcialmente essa demanda. Do início do ano até abril, porém, o setor registrou crescimento médio de aproximadamente 9% – taxa considerada alta para a época do ano. Segundo a Abear, essa procura maior por passagens ocorreu por uma antecipação dos compromissos de negócios como feiras, congressos e eventos marcados para antes do período da Copa. A oferta de transporte aéreo sofreu retração de 3,1% em julho, na comparação com julho de 2013. A taxa de ocupação (proporção entre oferta e demanda) apresentou crescimento de 2,9 pontos percentuais, chegando a 81,7% – o melhor resultado dos últimos 18 meses.
Diário Indústria&Comércio - PR sexta-feira 22/ago/2014 17:29 internacionais ficou negativa em US$ 1,625 bilhão, no mês passado, contra US$ 1,654 bilhão em julho de 2013 As despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 2,415 bilhões, em julho, o maior resultado registrado pelo Banco Central (BC), na série histórica mensal, iniciada em 1995. Nos sete meses do ano, os gastos no exterior alcançaram US$ 14,9 bilhões, contra US$ 14,403 bilhões em igual período de 2013. Em julho do ano passado, as despesas totalizaram US$ 2,194 bilhões. Houve aumento das viagens ao exterior mesmo com a realização da Copa do Mundo, no Brasil, entre os dias 12 de junho e 13 de julho. As receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 789 milhões em julho, contra US$ 540 milhões igual mês do ano passado. De janeiro a julho, as receitas chegaram a US$ 4,436 bilhões, contra US$ 4,020 bilhões nos sete meses de 2013. Com esses resultados de despesas e receitas, a conta das viagens internacionais ficou negativa em US$ 1,625 bilhão, no mês passado, contra US$ 1,654 bilhão em julho de 2013. Esses dados de viagens estão incluídos na conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros), que apresentou déficit de US$ 4,546 bilhões, em julho, e de US$ 27,135 bilhões, em sete meses. A conta de serviços faz parte das transações correntes – compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o resto do mundo. Em julho, o déficit em transações correntes ficou em US$ 6,018 bilhões, ante US$ 8,969 bilhões em igual mês do ano passado. De janeiro a julho, o saldo negativo ficou em US$ 49,330 bilhões, contra US$ 52,150 bilhões nos sete meses de 2013. O superávit comercial (exportações maiores que as importações) de US$ 1,574 bilhão, no mês passado, contribuiu para que o déficit em transações correntes não fosse maior. De janeiro a julho, houve déficit comercial de US$ 918 milhões. Na conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), houve déficit de US$ 3,215 bilhões, no mês passado, contra US$ 3,294 bilhões de julho de 2013. Em sete meses, o saldo negativo ficou em US$ 22,153 bilhões, em relação aos US$ 23,073 bilhões, de janeiro a julho do ano passado. O ingresso líquido de transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) chegou a US$ 170 milhões, no mês, e a US$ 877 milhões, de janeiro a julho, ante US$ 276 e US$ 2,818 bilhões, em iguais períodos de 2013.
23/08/2014 AGRONEGÓCIO apenas 24% das áreas cultivadas no país/Divulgação A agilidade proporcionada pelo uso de aeronaves na pulverização dos campos tem alavancado a demanda nas empresas especializadas. Em 2014, é esperado crescimento de 7% no segmento, alta que deve se repetir em 2015. Os serviços aeroagrícolas, além de mais ágeis, também têm como vantagens a redução da mão de obra necessária às pulverizações e a possibilidade de alcançar áreas onde máquinas terrestres não transitam, seja em períodos chuvosos ou quando as lavouras já estão desenvolvidas. Em Minas Gerais, a demanda está concentrada nas áreas produtoras de cana-de-açúcar, milho e soja. Para o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, apesar da manutenção do crescimento, o setor enfrenta vários desafios, que precisam ser superados para que as empresas obtenham ganhos ainda mais significativos. Durante o Congresso Nacional de Aviação Agrícola, realizado em Foz do Iguaçu nesta semana, foi mostrado que o uso da pulverização aérea é crescente e ainda tem muito a expandir, já que a prática abrange apenas 24% das áreas cultivadas. Dentre os desafios a serem superados, estão o melhoramento da capacitação dos profissionais do setor, as boas práticas e a desmistificação de que a pulverização é letal ao meio ambiente. "Estamos investindo nas boas práticas de aplicação e a Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS), uma ferramenta criada para esse objetivo, atende a uma série destes fatores. O primeiro é a questão da documentação. Acreditamos que quando as empresas estiverem certificadas, a atuação das clandestinas diminuirá, já que as mesmas serão mais denunciadas. O segundo é a questão operacional e de capacitação, onde serão certificados equipamentos e as tecnologias das aeronaves, além da capacitação de representantes da empresas. Com a iniciativa, esperamos mudar a imagem de que a pulverização área é a grande vilã do meio ambiente". Diante da oportunidade de expandir a atuação no mercado, as empresas estão investindo em certificação sustentável através da CAS, que deve se tornar um diferencial, agregando valor aos serviços prestados. Certificação - Uma das empresas que conquistou o primeiro certificado dos três propostos pelas CAS foi a Produtiva Aeroagrícola, com sede em São Joaquim da Barra, em São Paulo, e que presta serviços a produtores mineiros. No Estado, cuja demanda representa 70% dos clientes atendidos, a empresa é contratada para atuar em lavouras de cana-de-açúcar, milho e soja. De acordo com o sócio-proprietário da Produtiva Aeroagrícola, Marino Vieira de Andrade Neto, a demanda pelos serviços é crescente, assim como as exigências dos contratantes no que se refere às certificações, eficiência e segurança ambiental. "Para se manter competitivo no mercado, é importante se especializar cada vez mais na atividade. Os clientes pedem certificados e as exigências são grandes em relação às praticas sustentáveis da nossa parte, uma vez que eles as adotam também. Com a CAS, acreditamos que teremos um diferencial no mercado, podendo expandir nossas atividades", afirma Andrade Neto. A demanda pela pulverização aérea é grande, diz ele, principalmente pelo fato de as empresas oferecerem profissionais altamente capacitados, o que proporciona maior garantia ao contratante de que o campo será pulverizado da forma mais correta. "Além disso, na cultura da cana-de-açúcar, por exemplo, a prática é essencial já que a estrutura física das plantas impede o uso de pulverizadores terrestres. O serviço é mais rápido e não sofre tantas interferências do clima como as demais máquinas, evitando o atolamento e compactação dos terrenos", disse.
Mudança será adotada também em outros aeroportos da Infraero; intenção é dar abordagem mais 'positiva'
RICARDO GALLO
Especialistas descartaram problema nos motores e fogo no avião em que viajavam Eduardo Campos e assessores
ROGÉRIO PAGNAN
Escritório meteorológico do país advertiu que lava está derretendo gelo e pode provocar 'emissão significativa de cinzas na atmosfera'
POR O GLOBO

Após incidente, aeronave passa por manutenção no aeroporto de Belém.
Do G1 PA
Candidato Alexandre Baldy (PSDB) seguiu para carreata na cidade.
Fernanda Borges


Por De São Paulo
As indenizações às famílias de vítimas podem demorar anos para serem concluídas, mas os impactos nos preços internacionais do seguros são imediatos
Da AE

Turistas do Mundial substituíram parcialmente público corporativo durante evento
Agência Brasil
Postado por editor

Serviço reduz custos com pulverização; em Minas Gerais, maior demanda está no Triângulo e Alto Paranaíba
Michele Valverde, de Foz do Iguaçu*

22/08/2014 14:12
Abear espera para 2014 crescimento ao menos igual a 2013
Luciana Collet Imprimir AE Agência Estado
O setor de aviação deve registrar neste ano uma taxa de crescimento no mínimo estável em relação ao reportado no acumulado do ano até julho, de 5,6%, disse nesta sexta-feira, 22, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. "O menor patamar é a estabilidade", disse o executivo, não descartando a possibilidade de um repique da demanda após um mês de julho mais fraco devido à Copa. Ele lembrou que 2014 é "o ano mais atípico da história", com Copa, cenário eleitoral, cenário internacional influenciando o mercado aéreo. Para o mundial, a expectativa era de queda de 10% a 15% na demanda, tendo em vista o comportamento do transporte aéreo nas últimas duas edições do mundial e Olimpíada de Londres. Mas o resultado foi de um crescimento de 0,5% em julho e de 0,4% em junho. "O que aconteceu é que as dimensões do País tornaram impossível que as distâncias de um jogo a outro fossem atingidas num prazo de Copa do Mundo", explicou, justificando o maior volume de passageiros que o esperado. Turismo O ministro do Turismo, Vinicius Lages, comentou que no primeiro semestre o Brasil registrou um volume acima do esperado de turistas estrangeiros e a expectativa é superar a marca de 6 milhões de passageiros. Lages comentou que o ministério está planejando ações para captar mais turistas, após a boa imagem do País com a Copa. Serão lançados vídeos de agradecimento ao turista estrangeiro da Copa e de sustentação da experiência positiva após o mundial. Para o curto prazo, o foco deve ser os Estados Unidos, principal procedência de turistas estrangeiros durante a competição.
Sexta, 22 de agosto de 2014, 16h22
Prévia da Gol mostra taxa de ocupação histórica
AVIAÇÃO ESTADÃO conteúdo A Gol anunciou, nesta sexta-feira, 22, números prévios de tráfego do mês de julho. Na comparação com o mesmo mês de 2013, a taxa de ocupação doméstica atingiu 80%, crescimento de 8,6 pontos porcentuais (p.p.). O resultado, segundo a Gol, foi o maior nível da série histórica, elevando a taxa de ocupação doméstica no acumulado do ano para 77%. Ainda no mercado doméstico, a demanda (RPK) cresceu 8,1% na comparação com julho de 2013, enquanto a oferta (ASK) caiu 3,6%. No mercado internacional, a taxa de ocupação ficou em 74,1%, crescimento de 5,8 p.p. ante julho do ano passado. No acumulado do ano, a taxa está em 71% contra 60,8% registrado em 2013. Na comparação com julho de 2013, a demanda internacional (RPK) subiu 12,4% e a oferta (ASK) elevou 3,6%. No sistema total, a taxa de ocupação atingiu 79,1% em julho, alta de 8,2 p.p em relação ao mesmo mês do último ano. A demanda (RPK) cresceu 8,6%, enquanto a oferta (ASK) reduziu 2,8%. A Gol informou que 3,3 milhões de passageiros foram transportados no mercado doméstico no mês de julho, um aumento de 9,4% na comparação com o ano passado. No acumulado dos sete meses do ano, foram transportados 21,4 milhões de passageiros, 10% acima do ano passado. O índice de pontualidade da empresa, de acordo com dados da Infraero, foi de 95,9% em voos domésticos e de 95,2% em rotas internacionais.
24/08/2014 PSB à Presidência, Eduardo Campos Apenas três tipos de ocorrências foram responsáveis por quase 70% dos acidentes aéreos ocorridos no Brasil, que já tiveram investigações concluídas desde o ano 2000. É o que aponta levantamento da Folha de S.Paulo com base nos dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)), órgão da Aeronáutica responsável por apurar acidentes e elaborar relatórios apontando os principais motivos. De acordo com o banco de dados do órgão, há 617 acidentes aéreos com causas já apontadas pela Aeronáutica. As ocorrências de perda de controle da aeronave (em voo ou em solo) são as mais frequentes com 33% do total (204 casos). Em seguida, aparece a falha do motor em voo com 24% (147 casos). A outra causa de destaque são os acidentes provocados por colisão em voo, que representam 10% do total (63 casos). Essas três causas, portanto, correspondem a 67% do total. Além delas, a Aeronáutica lista mais de 50 tipos de ocorrências que, juntas, respondem por 33% do total -dessas, a pane seca (falta de combustível) é a que aparece com maior frequência: 5%. Colisões frequentes As colisões em voo, contudo, são bem mais frequentes do que mostram os números dos acidentes já apurados. Em um relatório específico sobre colisões com animais, o Cenipa aponta que em 2013 houve 1.739 ocorrências do tipo, maior número da série histórica contabilizada pela Aeronáutica desde 1996. Segundo o relatório, mais de 90% das ocorrências são choques com aves. O quero-quero e o carcará são as espécies no topo da lista de ocorrências registradas. A maior parte dos choques (26%) ocorre no pouso ou na decolagem (25%). O Cenipa usa um índice internacional que mede a quantidade de acidentes em relação ao movimento nos aeroportos (pousos e decolagens). Por esse índice, os aeroportos brasileiros com maior risco desse tipo de colisão são os de Joinvile (SC), com 35 colisões a cada 10 mil movimentos, seguido do de Juazeiro do Norte (CE), com 24, e Bagé (RS), com 23. O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Henrique Accioly Campos, 49, morreu no dia 13 de agosto em acidente aéreo em Santos, litoral paulista, onde cumpriria agenda de campanha. O jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, partira do Rio de Janeiro e caiu em área residencial. A Aeronáutica investiga a queda. Dois pilotos e quatro assessores também morreram, e sete pessoas em solo ficaram feridas.
24 de Agosto de 2014 JORNAL A CRÍTICA para esperar (Divulgação) Um serviço pouco conhecido, mas disponível a qualquer cidadão são as viagens aéreas gratuitas em todo território nacional nas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). As viagens não têm nenhum custo ao cidadão, mas só ocorrem em voos programados para lugares onde a FAB realizará missões ou serviços. Qualquer pessoa pode tentar um lugar nos voos, desde que procure o serviço com antecedência, tenha paciência e conte com a sorte para encontrar vagas livres. De acordo com o site oficial da FAB, o cidadão que deseja acessar as viagens gratuitas precisa fazer uma inscrição no Correio Aéreo Nacional (CAN) e consultar a programação de voos. No caso de Manaus, o CAN fica localizado na Base Aérea da capital, no Aeroporto Ponta Pelada, no bairro Crespo, na Zona Sul da cidade. Cópias da identidade e comprovante de residência devem ser anexadas ao cadastro. Por aqui, as viagens mais procuradas são entre capitais brasileiras. De acordo com a FAB, não é preciso pagar nenhuma quantia para embarcar nas aeronaves porque as viagens ocorrem aproveitando a estrutura de alguma missão previamente planejada, o que faz com que o passageiro não seja oneroso. Também não há limite de vezes que o cidadão pode usar as aeronaves, mas o serviço está condicionado à disponibilidade de vagas e de aeronave para o destino desejado. As viagens podem ser desconfortáveis, uma vez que não há como saber que modelo de aeronave estará disponível para o destino desejado. O voo pode ser realizado em uma aeronave exclusiva para transporte de pessoas, o que garante conforto, ou de carga que torna a experiência única. No caso de pessoas que procuram a FAB pedindo o transporte de um familiar doente para tratamento médico, o contato deve ser feito com o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (Salvaero). Missões O sistema atua sobre a Amazônia e oceano Atlântico numa área de 22 milhões de quilômetros quadrados organizado para realizar missões de busca e salvamento. Apesar de ter como principais atribuições localizar ocupantes de aeronaves ou embarcações em perigo, resgatar tripulantes e vítimas de acidentes aeronáuticos ou marítimos, o sistema também faz o transporte de pessoas doentes. O serviço recebe o nome de “missões de misericórdia”. A solicitação deve ser feita previamente com o Salvaero. Quem estiver interessado em pleitear uma carona nas aeronaves da FAB pode obter outras informações no site www.fab.mil.br. Basta procurar o guia "perguntas frequentes", no canto superior direito da página e depois acessar o item “Viajar em Aeronaves da FAB”.
Relatório do Cenipa mostra três causas para 70% dos desastres aéreos no País: além da perda de controle, falha no motor e colisões em voo
TÂNIA REGO/ABR

Com trajetos para todo território nacional, voos da FAB em missões especiais permite que qualquer pessoa pegue “carona” nas aeronaves. Não há limites de vezes para usar o serviço
