AeroClippi?ng, quinta-fei?ra, 14/08/14 - ano XII - nº 234

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O Estado de S.Paulo

Sob chuva, avião de Campos arremete e cai no meio de casas

Maioria dos acidentes aéreos no País é com avião pequenos

Pilotos possuíam mais de 1.500 horas de voo

John Travolta lança jatinho em feira de aviação em São Paulo

Folha de São Paulo

Bombeiros localizam cabine do avião de Campos

Aviação privada é a líder em acidentes no país

Avião usado por Campos teve falha durante voo no Paraná

Jatinho usado por Campos estava em situação regular, diz Anac

O Globo

Piloto do jato em que morreu Campos relatou cansaço de voar no Facebook

G1

Câmera registra explosão de avião de Eduardo Campos em Santos, SP

Gol tem prejuízo de R$ 145 milhões no 2º trimestre, queda de 67%

Gravação mostra piloto de Campos relatando procedimento de pouso

Reforma no Aeroporto de Campo Grande causa fila de espera por táxis

Valor Econômico

TAM prepara plano para mercado regional

Anac analisa obras em Guarulhos e Brasília e não descarta autuações

ZERO HORA

Obras no aeroporto Salgado Filho voltam a ser paralisadas

Diário do Pará

Pista do aeroporto passa por novas obras

Estado de Minas

Mudança de nome do Aeroporto de Confins desvaloriza município, reclamam moradores

Diário do Nordeste

Aracati: Centro da TAM opera em outubro

Bahia Notícias

Aeroporto de Vitória da Conquista fica pronto em 2016

A Crítica de Manaus

Infraero analisa aditivo para a obra inacabada do aeroporto Internacional de Manaus

Jornal de Turismo

TAM passa a operar Boeing 767 em rotas de SP para NY e Orlando

Anac concede frequências semanais para Azul e TAM

Mercado&Eventos

Honeywell propulsiona o Legacy 500 da Embraer

Latam elogia Copa e tem lucro de US$ 15 milhões no 2ºT de 2014

Panrotas

British aumenta em 40% oferta São Paulo-Londres


O Estado de S.Paulo

13 DE AGOSTO DE 2014 23H45

Sob chuva, avião de Campos arremete e cai no meio de casas

Aeronave ficou destruída; testemunhas afirmam que avião estava em chamas antes da queda, o que não foi confirmado pelas autoridades

Bruno Ribeiro

SANTOS - O avião que transportava Eduardo Campos e mais seis pessoas caiu às 10h desta quarta-feira, 13, no bairro do Boqueirão, em Santos, no litoral paulista. Segundo testemunhas, a aeronave vinha em baixa altitude desde a Praça Mauá, no centro da cidade, depois de tentar pousar na Base Aérea de Santos, que fica no Guarujá, e arremeter. Chovia fraco no momento do acidente.

O Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA caiu no meio do quarteirão de uma vila residencial, cercada de prédios. De acordo com as equipes de socorro, partes da aeronave atingiram 13 imóveis - uma casa ficou totalmente destruída. “Não foi igual ao acidente da TAM (em 2007, em São Paulo), em que havia corpos carbonizados perto do avião. Nesse acidente não dá para achar nem as asas do avião. Foi difícil saber onde estavam os pedaços dos corpos”, disse na tarde desta quarta-feira o capitão do Corpo de Bombeiros Marcos Palumbo.

O avião decolou 8 minutos antes do previsto do Aeroporto Santos Dumont, no Rio. O plano de voo apresentado por um dos pilotos à Sala de Informações Aeroportuárias, às 22h26 de terça-feira, previa que o jato partiria às 9h29. O voo decolou às 9h21, com previsão de chegada à Base Aérea de Santos por volta das 10h. Campos tinha compromisso de campanha em Santos e no Guarujá.

A Infraero, por meio de sua assessoria, informou que essas pequenas variações de horário são rotineiras. Funcionários do aeroporto contaram que Campos, os assessores Carlos Percol e Pedro Valadares, o fotógrafo Alexandre Severo e o cinegrafista Marcelo Lyra não circularam pelo aeroporto. Seguiram direto para a sala vip da Líder Aviação, empresa contratada para fazer as operações aeroportuárias (embarque dos passageiros e envio de bagagens).

A aeronave era conduzida por Geraldo da Cunha e Marcos Martins, ambos pilotos contratados pela coordenação de campanha do PSB.

Todas as licenças operacionais da aeronave estavam regularizadas, segundo a agência. A última inspeção foi feita em janeiro, com validade até fevereiro de 2015. Também o certificado de aeronavegabilidade, que confirma as condições operacionais do avião, estava válido até 2017.

Em terra. Dez pessoas ficaram feridas em terra. “Elas inalaram gás ou tiveram ferimentos em decorrência do calor do acidente”, disse o coordenador da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias. Nenhuma corria risco de morrer.

Testemunhas relataram um forte barulho de aceleração de turbina instantes antes da queda. Moradores da Rua Alexandre Herculano, uma das que cercam o quarteirão do acidente, afirmaram ainda terem visto o avião em chamas antes de cair - informação não confirmada pelas autoridades.

“Eu tinha acabado de chegar em casa. Ouvi um tremendo estrondo e um tranco na janela, imagino que tenha sido o golpe de ar da explosão. Desci do meu prédio correndo. Começamos a ajudar. Quando percebi, já estava no local da queda. Foi arrasador”, contou o estivador Donizete Maguila Júnior, de 37 anos.

De acordo com o delegado Aldo Galiano, o piloto do Cessna estava consciente no momento do acidente. Por isso, ele acredita que a aeronave explodiu em solo. Segundo Galiano, é provável que o piloto tenha procurado uma área aberta para pousar.

O voo baixo da aeronave já havia chamado a atenção de moradores, que viram o avião dar um rasante próximo do local do acidente. “Poucos instantes depois (do rasante), alguém falou que o avião tinha caído na academia Mahatma. Gelei. Minha mãe mora nos fundos. Cheguei e ainda havia muito fogo, mas ela estava bem”, afirma o empresário Fabrício Rodrigues Simões, de 39 anos.

Quarenta e cinco bombeiros trabalharam no combate às chamas, em um raio de 500 metros. O fogo só foi extinto por volta do meio-dia. No início da noite, o capitão Marcos Palumbo, dos bombeiros, disse ter descoberto a cabine da aeronave, enterrada cerca de 3 metros abaixo da terra. Os bombeiros trabalhavam para remover os destroços que caíram sobre o buraco, na esperança de achar mais fragmentos de corpos. Não havia previsão para o término dos trabalhos.

Colaboraram Antonio Pita, Clarissa Thomé,

Fabio Leite e Diego Zanchetta

 


O Estado de S.Paulo

Quarta-Feira 13/08/14

Maioria dos acidentes aéreos no País é com avião pequeno

Estatísticas da Aeronáutica apontam que 19 acidentes aéreos provocaram 42 mortes até julho do ano passado. Em todo o ano de 2012, morreram 78 pessoas

MARINA GAZZONI

Avião Cessna do candidato Eduardo Campos (Reprodução)

Quase todos os acidentes aéreos registrados no ano passado no País envolveram aeronaves pequenas, focadas em transporte privado, de táxi aéreo ou instrução.Os dados de 2013 estão em relatório mais recente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Nesta quarta-feira, o avião que transportava o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, caiu em Santos e provocou a morte de sete tripulantes.

No decorrer do ano passado, 159 aeronaves sofreram acidentes no Brasil, 158 delas de transporte não regular, segundo dados da Anac.Há apenas uma ocorrência para aviação regular, de uma aeronave registrada em nome da TAM.

Estatísticas da Aeronáutica apontam que 19 acidentes aéreos provocaram 42 mortes até julho do ano passado. Em todo o ano de 2012, morreram 78 pessoas.


O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2014 | 19h 57

Pilotos possuíam mais de 1.500 horas de voo

ANTONIO PITA - ESTADÃO CONTEÚDO

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta quarta-feira que os pilotos envolvidos no acidente de hoje, Marcos Martins e Geraldo da Cunha, possuíam, ambos, mais de 1.500 horas de voo registradas na agência. Ambos estavam com as licenças e habilitações válidas e eram registrados como pilotos de Linha Aérea, categoria que determina o número mínimo de horas de voo.

De acordo com a agência reguladora, não há registro de outros incidentes envolvendo os dois pilotos. Martins, de 42 anos, era o comandante responsável pelo voo que partiu às 9h21 de hoje do Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Já Cunha, de 44 anos, atuava como piloto no aeronave Cessna 560XL, fabricada em 2010 e registrada como propriedade da empresa Cessna Finance Export Corporation, uma empresa de agenciamento e financiamento de aeronaves.

O avião era operado pela empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações, holding que atua na área de usinas de açúcar e etanol. O grupo tinha contrato de "arrendamento operacional" da aeronave, conhecido como leasing.


O Estado de S.Paulo

Quarta-Feira 13/08/14

John Travolta lança jatinho em feira de aviação em São Paulo

Empresa americana manteve a agenda de lançamento apesar do acidente com o jato do candidato Eduardo Campos, do PSB

ECONOMIA&NEGÓCIOS

John Travolta lança avião da Bombardier em São Paulo (Divulgação)

SÃO PAULO – O ator John Travolta está no Brasil especialmente para o lançamento de um jato executivo da fabricante americana Bombardier, na XI Feira de Aviação da América Latina (Labace), no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O ator não deu entrevistas, mas manteve o compromisso de participar do lançamento apesar do acidente com o avião do candidato Eduardo Campos, do PSB, que virou o principal assunto das conversas entre os participantes do evento.

Entre os compromissos de John Travolta está o de posar para fotos, fazer uma palestra e participar de um coquetel para mostrar o jato Challenger 601, da Bombardier, que custa US$ 24 milhões. Ele é o embaixador oficial da empresa.

O ator tem licença de piloto de linha aérea e tem dois aviões, um Boeing 707 e um Gulfstream II.


Folha de São Paulo

14/08/2014 03h30

Bombeiros localizam cabine do avião de Campos

MARTHA ALVES

DE SÃO PAULO

Os bombeiros localizaram na madrugada desta quinta-feira a cabine do avião do candidato a Presidente Eduardo Campos (PSB), que caiu na manhã de quarta-feira. No interior, partes de corpos foram visualizadas.

Os bombeiros concentravam as buscas desde a tarde em uma área onde suspeitavam estar a cabine, embaixo de uma laje de uma das casas atingidas. Eles passaram a trabalhar no local com retroescavadeiras e manualmente.

Próximo ao local das buscas, era possível ver pedaços de fuselagem da aeronave enroscados em um bambuzal. Duas partes da turbina foram parar dentro de uma casa.

Após retirar a laje, os bombeiros localizaram a cabine do avião, que está enterrada a cerca de quatros metros de profundidade.

"Assim que chegamos a cabine visualizamos partes de um corpo", disse o capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros.

Ainda não há previsão para a conclusão do trabalho de busca, mas esta e a última área que faltava para o corpo de bombeiros vasculhar.

Eles não acreditam que existam mais restos mortais em outros pontos próximos ao local do acidente.


Folha de São Paulo

14/08/2014 02h00

Aviação privada é a líder em acidentes no país

RICARDO GALLO

DE SÃO PAULO

Quatro em cada dez acidentes aéreos no país acontecem na aviação geral, formada por aeronaves particulares como a usada pelo presidenciável Eduardo Campos.

É a categoria da aviação em que mais há acidentes no Brasil, segundo dados da Aeronáutica entre 2003 e 2012.

Isso ocorre, entre outros, por erros de julgamento dos pilotos e condições meteorológicas adversas, de acordo com a Aeronáutica.

Contribui a fiscalização insuficiente da Anac para essa aviação "invisível", distante de grandes aeroportos.

Essa categoria é menos visada, por exemplo, que a aviação regular (os aviões de carreira da TAM, Gol etc), cujos índices de acidentes são baixos –embora matem mais, pois os aviões são maiores.

A Anac diz ter mil inspetores habilitados para fiscalizações e que operações feitas regularmente resultaram em queda de 4,6% nos acidentes na aviação geral em 2013, na comparação com 2012.


Folha de São Paulo

13/08/2014 16h57

Avião usado por Campos teve falha durante voo no Paraná

CARLOS OHARA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CURITIBA

O avião modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que caiu na manhã desta quarta-feira (13) em Santos, no litoral paulista, e matou o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos (PSB), havia apresentado problemas durante decolagem em Londrina, no Paraná, em 16 de junho.

Segundo o deputado estadual Wilson Quinteiro (PSB), líder do partido na Assembleia Legislativa do Paraná, na ocasião, houve um problema de ignição na aeronave. "Isso impediu a decolagem na época", contou ele à Folha.

A candidata a vice de Campos, Marina Silva, estava nesse voo que teve problemas de decolagem em Londrina, segundo Quinteiro.

Quinteiro aguardava Campos no aeroporto Silvio Name em Maringá para uma palestra na associação comercial da cidade. O voo que traria o então candidato dos PSB atrasou.

Segundo o deputado, após o problema, Campos e sua comitiva decidiram fazer o trajeto Londrina-Maringá de carro.

A assessoria de imprensa da Infraero, em Brasília, confirmou à reportagem que a aeronave que esteve em Londrina em junho era a mesma que caiu na manhã desta quarta. No plano de voo, estava prevista o trajeto entre Londrina e Maringá.

Campos deixou Maringá com destino ao Rio de Janeiro em outro avião providenciado pela empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações, de Ribeirão Preto (SP), proprietário do avião que caiu nesta quarta-feira em Santos. No dia 17, o Cessna 560XL deixou o aeroporto de Londrina com destino a Jundiaí.


Folha de São Paulo

13/08/2014 14h58

Jatinho usado por Campos estava em situação regular, diz Anac

DE RIBEIRÃO PRETO

O jatinho que transportava o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), e que caiu em Santos (72 km de São Paulo), no litoral paulista, na manhã desta quarta-feira (13), estava em situação regular, afirmou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Segundo informou a agência por meio de sua assessoria, o jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, estava com certificado de aeronavegabilidade e inspeção anual de manutenção em dia. Os prazos de validade dos dois certificados são de, respectivamente, fevereiro de 2017 e fevereiro de 2015.

A aeronave, ainda de acordo com a Anac, pertence à Cessna Finance Export Corporation e foi adquirida por meio de leasing pela empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda., com sede em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

A direção da empresa ainda não se manifestou sobre o acidente com a aeronave.

Campos usou o avião numa das viagens a Franca (400 km de São Paulo) no final de maio. Na ocasião, ele se encontrou com políticos e filiados do partido.

ACIDENTE

A aeronave partiu do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). O acidente aconteceu na rua Vahia de Abreu, no bairro do Boqueirão, região central de Santos. Além de Campos, há mais seis mortos, segundo a Aeronáutica.

De acordo com nota da Prefeitura de Santos, ao menos sete ficaram feridas, mas já foram encaminhadas ao hospital e não correm risco de vida. Elas não estavam na aeronave.


O Globo

13/08/2014 21:51

Piloto do jato em que morreu Campos relatou cansaço de voar no Facebook

Há cinco dias, Marcos Martins postou na rede social: 'Cansadaço, voar voar e voar'

POR VERA ARAÚJO

RIO e SÃO PAULO — Cinco dias antes da tragédia com o jato no qual viajava o presidenciável Eduardo Campos, um dos pilotos que morreu, Marcos Martins, disse no Facebook que não estava tendo tempo para descansar, devido às viagens que vinha fazendo acompanhando as campanhas eleitorais.

"Cansadaço, voar voar e voar . E amanhã tem mais. Recife", postou no dia 8 de agosto, pelo Facebook.

Em outra postagem, ele conta: "Cada lugar. Parece que ainda estou na África. Fim de mundo isto é Nordeste..", referindo-se ao Centro de Arapiraca.

Na rede social, ele postou um vídeo de um passeio pela Praia de Copacabana, onde filmou um drone. Em sua página, Martins comentou: "assim fica fácil", referindo-se à simplicidade com que eram feitas as manobras com o aeromodelo por meio de controle remoto. Cinco amigos curtiram a postagem.

O piloto se formou pela Universidade Paulista (UNIP) e fazia parte de um grupo de pilotos experientes. O outro piloto que morreu foi Geraldo Cunha. Ele dividia com Martins o comando da aeronave.

A aeronave (aparelho Cessna, prefixo PRAFA) pertencia à empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda.. Com apenas 350 horas de voo, estava com a manutenção em dia. A proprietária do avião, em dificuldades financeiras, colocou o avião à venda no começo do ano, sendo adquirido, possivelmente por leasing, pela campanha de Eduardo Campos há três meses, quando passou a voar única e exclusivamente para o candidato do PSB a presidente.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, o comandante Marcelo Cerriotti, disse nesta quarta-feira que a sobrecarga de trabalho dos pilotos está pondo em risco a segurança dos voos. Segundo ele, a entidade está tentando, desde 2011, alterar a Lei 7.183/84, que estabelece uma carga horária de 11 horas diárias de trabalho por 12 horas de descanso, a que os pilotos estão submetidos.

— Qualquer coisa que se diga agora na tentativa de esclarecer o acidente será especulação. Mas é preciso que se fale que, já há algum tempo, estamos alertando para o risco a que a categoria está exposta. Especialmente em épocas de campanha eleitoral. A quantidade de voos aumenta muito. A equipe toda precisa se locomover a todo instante. Às vezes, fazem viagens longas num mesmo dia. Precisamos modernizar a lei, tratar da gestão da fadiga nas escalas de trabalho dos pilotos.

O delegado Aldo Galiano Júnior, que comanda a Polícia Civil da Baixada Santista e Vale do Ribeira, afirmou na noite desta quarta-feira que 90% dos restos mortais já foram recolhidos no local do acidente. Segundo o delegado, a liberação dos corpos deve levar de dois a três dias.


G1

13/08/2014 22h26

Câmera registra explosão de avião de Eduardo Campos em Santos, SP

Identificação das vítimas será realizada no IML Central de São Paulo.

Câmera de monitoramento fica a 350 metros de onde a aeronave caiu.

Do G1 Santos

Veja vídeo no site do G1

Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que uma explosão ocorreu logo após o avião que levava o presidenciável Eduardo Campos (PSB) ter caído em um prédio no trecho do cruzamento das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano, em Santos, no litoral de São Paulo. Além do candidato à Presidência da República, outras seis pessoas também morreram no acidente.

A câmera fica localizada na Avenida Washington Luís, popularmente conhecida no município como canal 3. O local de onde as imagens foram registradas fica a cerca de 350 metro de onde a aeronave caiu, neste momento equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para retirar fargmentos dos corpos das vítimas. As identificações por exame de DNA serão feitas no Instituto Médico Legal Central de São Paulo.


G1

13/08/2014 21h12

Gol tem prejuízo de R$ 145 milhões no 2º trimestre, queda de 67%

Custos da companhia alcançaram R$ 2,3 bilhões, alta de 20%.

Receita líquida subiu 24%, para R$ 2,4 bi, melhor nível para um 2º trimestre.

Do G1, em São Paulo

A Gol teve um prejuízo de R$ 144,98 milhões no 2º trimestre deste ano, segundo balanço divulgado pela empresa nesta quarta-feira (13).

A receita líquida atingiu R$ 2,4 bilhões, o melhor nível para um segundo trimestre da Gol, de acordo com a empresa, e um crescimento de 24% frente ao mesmo período de 2013.

Durante a Copa, a Gol operou 28 mil voos comerciais e transportou 3,4 milhões de clientes atingindo níveis recordes de taxa de ocupação, que foi em média de 81,2% no período de

12 de junho a 14 de julho.

Com cenário de desvalorização do real de 8% frente ao dólar médio do 2º trimestre, aumento de 13% no preço do litro do querosene de aviação e maior pressão inflacionária, os custos da companhia alcançaram R$ 2,3 bilhões, alta de 20% sobre o mesmo período do ano passado, destacou o presidente da empresa no balanço.


G1

14/08/2014 04h05

Gravação mostra piloto de Campos relatando procedimento de pouso

Candidato do PSB morreu após queda de avião em Santos.

Caixa-preta será analisada por técnicos do Cenipa em Brasília.

Do G1 São Paulo

Veja vídeo no site do G1

Uma gravação de áudio mostra como o piloto do avião que levava Eduardo Campos e se acidentou nesta quarta-feira (13) em Santos, no litoral de São Paulo, informou que realizaria o procedimento de pouso previsto na carta de voo. O Jornal Nacional teve acesso ao áudio da conversa via rádio com controladores em São Paulo.

Na conversa, o piloto Marcos Martins fala com controladores de voo que se aproximava do aeroporto para fazer o procedimento de pouso. A voz de Marcos Martins passa tranquilidade e não aponta que ele estivesse enfrentando qualquer dificuldade.

A caixa-preta do avião será analisada em Brasília pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Ainda não há previsão para a conclusão dos trabalhos.

A aeronave pilotada por ele é um Cessna 560XL, também conhecido como Citation XLS+. Trata-se de um jato executivo com duas turbinas e 16 metros de comprimento, 5,23 m de altura e 17,17 m de largura, de acordo com o site do fabricante.

Ele é capaz de transportar 9 passageiros. O alcance da aeronave é de 3.900 km, o que significa, por exemplo, que pode voar de Porto Alegre a Belém sem escalas. Sua velocidade máxima de cruzeiro é de 800 km/h.

Segundo a Anac, a aeronave é operada pela AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda., sediada em Ribeirão Preto (SP), ligada a uma destilaria. A documentação da aeronave estava em dia e, de acordo com a agência, o jato tinha totais condições para operar. Seu certificado de aeronavegabilidade era válido até fevereiro de 2017, e a inspeção anual de manutenção venceria somente em fevereiro de 2015.

O piloto Fabiano de Camargo Peixoto, de Ribeirão Preto, era prestador de serviços da destilaria e operou a aeronave envolvida no acidente por um ano e meio como copiloto. Segundo ele, o jato foi entregue aos responsáveis pela campanha de Campos há cerca de três meses. "Tem uns 90 dias o último voo que fizemos [com a aeronave]. O pessoal da campanha contratou novos pilotos, e eles começaram a operar a aeronave", afirma.

De acordo com a Anac, a situação da aeronave é de "arrendamento operacional".

Segundo Peixoto, o jato somava 350 horas de voo na época em que foi entregue aos responsáveis pela campanha do presidenciável. "É uma aeronave muito nova, ano 2010. Uma das mais confiáveis da Cessna, top de linha deles. A última revisão foi feita em janeiro deste ano. Não havia nenhum problema com a documentação", afirma.

Há cerca de seis meses, o avião que caiu nesta quarta, prefixo PR-AFA, foi colocado à venda pelo proprietário por meio da consultoria especializada Asa Consulting.

Segundo o diretor da empresa, Guilherme Machado, um jato como esse vale cerca de US$ 9 milhões. Ele não vistoriou o avião detalhadamente, mas destacou que aviões desse valor geralmente têm a manutenção impecável. Machado não informou quem era o dono da aeronave, mas disse que ela não foi vendida por sua empresa, que acabou desistindo de trabalhar com esse modelo para se dedicar a outros tipos. De acordo com a Asa Consulting, quando estava à venda, o avião, ano 2010, tinha 435 horas de voo.

Como explicou ao Jornal Hoje, o especialista James Waterhouse, professor de engenharia de Universidade de São Paulo, "essa aeronave é um pequeno jato bastante popular pelo mundo, bastante seguro e muito adequado à operação a que se destinava, como voar entre Guarujá e o Santos Dumont".


G1

13/08/2014 10h19

Reforma no Aeroporto de Campo Grande causa fila de espera por táxis

Cancelamento de voos noturnos gera acúmulo de passageiros de dia.

Agetran e Infraero estudam proposta de aumentar a frota de táxi.

Do G1 MS com informações da TV Morena

Veja vídeo no site do G1

Desde o início da reforma do Aeroporto Internacional de Campo Grande, os voos noturnos foram cancelados. Por conta disso, os passageiros se acumulam durante o dia, o que causa fila de espera por um táxi. Conforme mostrou reportagem do Bom Dia MS desta quarta-feira (13), na capital sul-mato-grossense, chegam até sete voos de uma só vez e não há infraestrutura para dar conta do transporte de tantas pessoas.

Os taxistas reclamam que, em alguns momentos, chegam a ficar horas parados e, de repente, vários passageiros aparecem ao mesmo tempo, o que causa tumulto. No começo da tarde, são quatro voos que chegam em menos de meia hora. O fluxo aumenta quando há eventos na cidade.

São 38 táxis que atendem ao aeroporto. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informou que pediu ao Sindicato dos Taxistas de Mato Grosso do Sul mais carros para atender a demanda. A proposta está sendo estudada com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que prevê o aumento do espaço com, pelo menos, dez novas vagas.

De acordo com a Infraero, o espaço é uma concessão para os taxistas, então são eles que devem fazer as adequações caso achem necessário. Porém, o sindicato da categoria entende que não é preciso mudar o serviço que já está sendo oferecido.

Conforme o presidente do Sindicato dos Taxistas do estado, Bernardo Quartin, não há previsão de aumento da frota no aeroporto porque, no local, não há espaço para os novos veículos e a situação exigiria esforços coletivos entre prefeitura, Infraero e o sindicato. Ainda segundo Quartin, essa questão da espera é uma situação comum por conta da reforma do aeroporto.

O caso será amenizado com o término da reforma que deve acontecer no mês de outubro.


Valor Econômico

14/08/2014 às 05h00

TAM prepara plano para mercado regional

Por João José Oliveira | De São Paulo

Marco Antonio Bologna, presidente da TAM

S.A. planeja detalhar um plano de aviação

regional até o fim deste ano

A TAM vai explorar as oportunidades da aviação regional no Brasil para acelerar o ritmo de crescimento da receita no país e reforçar a contribuição no balanço da Latam, holding que reúne as operações da brasileira TAM e da chilena LAN, disse o presidente da TAM S.A., Marco Antonio Bologna.

"Na medida em que a gente evolui nossa malha, a gente vê oportunidades de alimentar nossas principais rotas pelos mercados secundários", disse o executivo ao Valor, ontem. O plano da empresa é aumentar a taxa de ocupação e mesmo as frequências em rotas entre os maiores aeroportos graças a um tráfego mais intenso gerado nas cidades menores. "Até o fim deste ano a TAM terá mais definida a estratégia operacional voltada para a aviação regional".

"O crescimento no interior está mais forte que nas capitais e estamos avaliando bem de perto essas oportunidades. Devemos ter uma posição mais para o fim do ano", disse a presidente da TAM Linhas Aéreas, Claudia Sender, durante teleconferência code analistas. Segundo ela, entre a decisão de aderir ao programa e o início das operações nas rotas pode levar de 6 a 18 meses.

O programa de aviação regional do governo prevê investimentos de R$ 7,2 bilhões para ativar 270 aeroportos e estimular o transporte aéreo entre cidades secundárias no país, garantindo que 95% da população brasileira tenha um aeroporto a pelo menos 100 quilômetros de distância.

Bologna disse que a operação da TAM no Brasil é fundamental para que a Latam continue melhorando os números dos balanços. "O mercado brasileiro tem dado forte contribuição ao resultado da Latam", disse.

Entre abril e junho deste ano, a Latam reduziu o prejuízo trimestral em 82% ante o mesmo período do ano passado, somando perda de US$ 58,9 milhões. A receita da companhia aérea no intervalo atingiu US$ 3,047 bilhões, ante US$ 3,098 bilhões um ano antes, queda de 1,7%.

No Brasil, a TAM reduziu a capacidade em 2,5% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2013. Mesmo com a menor oferta, a empresa transportou 1% mais passageiros, atingindo uma taxa de ocupação de 80,6%, 2,9 pontos percentuais a mais ante o segundo trimestre de 2013.

Bologna disse que essa combinação de menor oferta e maior demanda permitiu à TAM elevar em 12,9% a receita por assento por quilômetro (rask) medido em real, "apesar da depreciação da moeda e da pressão sobre o 'yield' provocada pela Copa do Mundo". O 'yield' mede quanto cada passageiro paga para voar por um quilômetro.

O executivo apontou que as margens operacionais praticadas no Brasil estão contribuindo positivamente para que a Latam possa fechar o ano com uma margem de lucro antes de juros e impostos (margem Ebit) entre 4% e 5%, conforme prometido pela holding ao mercado. "Há ganhos futuros ainda a serem conquistados, por exemplo, com unificação de sistemas de vendas", diz Bologna. Ele afirmou ainda que a companhia aérea vai ganhar eficiência graças aos investimentos feitos na infraestrutura aeroportuária brasileira.

Nas contas de Bologna, os ganhos de eficiência poderão ser medidos, por exemplo, na redução do tempo entre os voos em conexão. "Teremos maior qualidade de atendimento em conexão, que poderá cair de 4 a 5 horas para menos de 2 horas", disse o presidente da TAM S.A, que planeja começar a utilizar o novo terminal até o fim de setembro.

Bologna disse que a transferência dos contratos de leasing, que hoje estão sob a TAM S.A., para a Latam, baseada no Chile, permitirá à holding reduzir ainda mais a exposição do balanço patrimonial ao real até setembro de 2014, para aproximadamente US$ 500 milhões, dos atuais US$ 1 bilhão.

Segundo a Latam, a variação foi impactada positivamente pelo câmbio, resultante, principalmente, da valorização de 2,7% do real entre 1º de abril de 2014 e 30 de junho. Isso foi parcialmente compensado pela baixa contábil de US$ 56,3 milhões, referente ao ajuste do câmbio na Venezuela.

A menor exposição do balanço da holding à volatilidade do real associada à diminuição do tamanho da dívida líquida em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing (Ebitdar) vai permitir ao grupo Latam recuperar o grau de investimento até 2017, apontou a diretora de relações com investidores da Latam, Gisela Escobar.

"Acreditamos que a redução da alavancagem para um patamar ao redor de 3,5 vezes, associada a ganhos de receita e de margens nos colocam em situação semelhante àquela que tínhamos quando as agências de rating nos davam grau de investimento", disse a executiva, ao Valor, por telefone.


Valor Econômico

14/08/2014 às 05h00

Anac analisa obras em Guarulhos e Brasília e não descarta autuações

Por Fábio Pupo | De São Paulo

Enquanto aguarda a defesa da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos sobre os atrasos das obras no empreendimento de Campinas (SP), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está terminando a análise sobre os outros projetos cujos contratos determinavam conclusão antes da Copa do Mundo: Brasília (DF) e Guarulhos (SP). Não estão descartadas autuações.

No aeroporto da capital federal, a Anac analisa se foi cumprida a instalação do forro para proteção térmica e acústica do terminal. A concessionária Inframérica se defende e diz que o forro não tem impacto operacional. "Segundo o contrato de concessão, eu teria de conseguir atender a parte de ruído e de temperatura. Isso a gente tem sob nosso domínio. Independentemente de o forro ser branco, preto ou não ter. As questões operacionais de controle de temperatura e de som a gente consegue controlar", disse Alysson Paolinelli, presidente da Inframérica (controlada por Engevix e Corporación América), em entrevista recente ao Valor.

Mesmo assim, Paolinelli garante que a concessionária vai se dedicar à tarefa a partir de agora. "Como o terminal de passageiros antigo foi a última etapa da obra, [agora] eu tenho tempo pra fazer isso, não tenho nenhuma preocupação. Então, agora, estamos encerrando essa etapa e começando a colocar o novo forro estético", afirma.

A Inframérica também administra outro aeroporto, o de São Gonçalo do Amarante (RN) - leiloado em 2011 e que serviu como teste para as concessões seguintes. Lá, a Anac também interpretou que houve pendências. "Alguns pequenos compromissos do contrato de concessão ainda não haviam sido findados até aquela data [de início de operação, em 31 de maio]", diz Paolinelli. Em consequência, a Anac desautorizou a empresa de cobrar tarifas de passageiros. "O que nós estamos fazendo agora é mostrando para a Anac que todas as etapas foram cumpridas. Inclusive já pleiteamos o direto de voltar a cobrar a tarifa", afirma o executivo.

Em Guarulhos, sob responsabilidade da GRU Airport (controlada por Invepar e ACSA), a Anac também analisa detalhes do aeroporto para verificar se a empresa vai receber uma autuação ou não. "A Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos informa que todas as obras de ampliação [...] foram entregues rigorosamente no prazo e estão em operação desde 11 de maio deste ano", diz a GRU Airport, em nota enviada pela assessoria de imprensa.

"Com relação à verificação e fiscalização desses itens contratuais, os relatórios finais estão em processo de consolidação, para eventual e posterior emissão de auto de infração, conforme os resultados. Os relatórios de fiscalização estão sendo concluídos e indicarão eventual necessidade de autuações", informou a Anac, por meio da assessoria de imprensa, ressaltando que pode haver ou não multa no caso de Guarulhos e Brasília.

De qualquer forma, já se sabe que Guarulhos e Brasília não apresentaram grandes atrasos como no caso de Viracopos, onde o novo terminal de passageiros não ficou pronto e a concessionária já recebeu a autuação. É consenso que a concessionária vai receber uma multa. Mas a Aeroportos Brasil Viracopos vai se defender alegando que houve dificuldades com licenciamento ambiental e com mudanças no projeto a pedido de órgãos públicos, como Receita Federal, Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a empresa diz que até a data da entrega, já havia concluído mais de 90% dos investimentos.

A defesa deve ser feita em no máximo 20 dias após o recebimento da autuação, prazo que se encerra ainda neste mês. Somente a partir daí, a Anac definirá o tamanho da multa. O governo já calcula, informalmente, um valor entre R$ 70 milhões e R$ 170 milhões, mas a ordem é esperar a defesa da concessionária antes de se tomar a decisão.


ZERO HORA

14/08/2014 | 04h01

Obras no aeroporto Salgado Filho voltam a ser paralisadas

É a quarta greve em oito meses em empreiteira. Para retornar ao trabalho, funcionários exigem garantias de que acordo será cumprido

por Caio Cigana

Serviços para ampliar terminal de passageiros começaram no ano passado e estão

previstos para acabar em 2016 Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

As obras de ampliação do terminal de passageiros do aeroporto Salgado Filho passam por mais um contratempo. Descontentes com atrasos nos pagamentos, condições de segurança no local e queixas quanto à alimentação oferecida pela empreiteira responsável, os operários cruzaram os braços na segunda-feira.

É a quarta paralisação dos funcionários que trabalham na obra desde o início da ampliação, em setembro de 2013. A origem dos problemas é a dificuldade financeira da catarinense Espaço Aberto, empreiteira que venceu a licitação para tocar o projeto.

A lentidão leva a Infraero a avaliar a rescisão do contrato com a construtora, também envolvida em uma série de atrasos em outros projetos em Santa Catarina.

Na tentativa de solucionar o impasse, representantes da empresa e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Rio Grande do Sul se reuniram nesta quarta-feira à noite, mas não houve acordo. Conforme o presidente da entidade, Isabelino dos Santos, o principal impasse está em uma cláusula de garantia exigida pelos operários, que estabelece multa à empresa, no valor de um salário para cada trabalhador, em caso de descumprimento do acordo.

– O resultado (da reunião) não foi nada bom. A greve continua. É a quarta paralisação em um espaço de oito meses, por isso queremos a garantia de que esse acordo não será descumprido como os anteriores – afirmou Santos.

Conforme o sindicalista, só 60 operários trabalham na obra, e a maior parte da equipe seria de contratados de uma terceirizada.

Segundo a Infraero, ainda não há decisão sobre a possibilidade de rescindir o contrato com a Espaço Aberto. No dia 15 de julho, técnicos da estatal fizeram vistoria no local para verificar se as obras andavam de acordo com o prometido pela empreiteira ou se havia novos atrasos. A intenção da Infraero era tomar uma decisão até o final do mês, mas a Espaço Aberto fez uma nova proposta.

A ideia é fazer com que a construtora paranaense Damiani entre como uma espécie de sócia. Capitalizada, essa nova empreiteira poderia garantir que os problemas de pagamentos e lentidão na obra seriam resolvidos. A Infraero, agora, analisa se essa possibilidade seria possível à luz da legislação que rege as licitações.

Contrato sob risco

A Construtora Espaço Aberto, de Santa Catarina, venceu a licitação para as obras de ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Salgado Filho em agosto do ano passado pela modalidade de menor preço.

A ordem de serviço saiu em setembro. O valor do contrato foi de R$ 181,19 milhões.

A previsão era que a primeira fase ficasse pronta em maio, antes da Copa, o que não ocorreu devido ao atraso nas obras por causa das dificuldades financeiras da empresa e de greve dos funcionários por salários atrasados.

O cronograma original previa o fim da obra em janeiro de 2016, mas a Infraero chegou a informar novo prazo para outubro de 2016.

Devido aos atrasos, a Infraero multou a Espaço Aberto. Foram retidos R$ 161,7 mil dos pagamentos à construtora.

Salários atrasados, FGTS não depositado e falhas de segurança na obra e outros colocaram a empresa na mira do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.

Com os sucessivos atrasos no cronograma, a Infraero decidiu avaliar a possibilidade de rescisão do contrato.


Diário do Pará

14/08/2014, 06:41:43

Pista do aeroporto passa por novas obras

Pista do aeroporto passa por novas obras (Foto: Antonio Cícero/Diário do Pará )

A novela da recuperação da pista de pouso do Aeroporto Internacional de Belém continua e parece ainda estar longe do fim. Desde o segundo semestre do ano passado, a pista principal (0624) está em obras, com a colocação de sinalização vertical. Por conta disso, todos os dias, das 8h às 12h, a pista fica fechada para pousos e decolagens, sendo operada pela auxiliar (0220).

Apesar de essa mudança nada influir na operação da pista, usuários estranham o fato de a pista auxiliar passar pelo centro da cidade com as aeronaves passando bem perto de residências. A previsão de conclusão da sinalização está prevista para setembro.

Em junho passado, um relatório de vistoria realizada por técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na pista principal do aeroporto apontou que as obras realizadas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) nas pistas de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Belém não foram suficientes para garantir condições de segurança em dias de chuva.

A obra teve o objetivo de garantir as boas condições de funcionamento do sistema de pistas. O investimento foi de R$ 5,6 milhões. Houve recapeamento (troca de asfalto) e revitalização do pavimento, restauração e execução da nova sinalização horizontal (pintura) da pista.

Ainda segundo a Anac, à época, “as obras feitas pelo operador foram consideradas insuficientes para a retirada do Notam (aviso aos navegantes), que restringe as operações de aeronaves na pista principal do aeroporto em condições de chuva forte ou moderada”.

Para que as restrições sejam retiradas, diz a Anac, o operador deverá realizar novas manutenções corretivas na pista. “Agora caberá à Infraero realizar novas obras de reparo, para que possamos novamente averiguar se os problemas constatados foram resolvidos”, explica.

Desde o início do ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) vem requerendo explicações à Anac e à Infraero acerca das medidas de proteção aos trabalhadores, adotadas após denúncias sobre insegurança nas pistas do Val-de-Cans, em dias de chuva.

A reportagem tentou contato com a Infraero, à noite, mas não conseguiu.

(Diário do Pará)

 


Estado de Minas

14/08/2014 07:23

Mudança de nome do Aeroporto de Confins desvaloriza município, reclamam moradores

Nova Marca BH Airport - Aeroporto Internacional de Belo Horizonte preocupa habitantes da cidade da Grande BH, que temem a desvalorização da cidade

Pedro Rocha Franco

No mapa, a distância entre o limite de Belo Horizonte e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, é de mais de 20 quilômetros. As cidades nem mesmo são conurbadas, ou seja, têm a malha urbana unificada. Mas, a partir da mudança de operador, o novo administrador criou uma marca que tira Confins do plano principal do aeroporto. Em substituição, entra o nome fantasia BH Airport – Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, título dado à concessionária que vai administrá-lo e operá-lo por 30 anos.

A justificativa para a mudança, defendida pelo governo estadual, é o fato de a capital ser mais famosa que o município de pouco mais de 6 mil habitantes, o que pode destacá-lo internacionalmente. Os moradores de Confins, no entanto, discordam da medida, que, segundo eles, contribui para desvalorizar a cidade. Em contrapartida, o efeito da concessão pode ser considerável para os cofres municipais, com a expectativa de forte aumento da arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS).

Em Confins, a população se diz contrária à omissão do nome da cidade da nova nomenclatura fantasia do aeroporto. O proprietário do Depósito do Chiquinho, Francisco Sales Costa, foi um dos beneficiados com as obras do terminal. Ele forneceu de cimento a tubos para as reformas. Mas discorda do nome imposto ao aeroporto: “Está em Confins e vai chamar Belo Horizonte. Vai desvalorizar a cidade”. O empresário Wilson Alves de Lima classifica a medida como uma “vergonha”. “Você ofende o homem, mas não muda o seu nome”, diz, ressaltando que a preocupação deveria ser com a melhoria da infraestrutura.

A concessionária BH Airport afirma que o nome permanece Aeroporto Internacional Tancredo Neves. É como ele é classificado pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) e demais órgãos internacionais. O nome da capital é aplicado só à marca. Vale lembrar que o aeroporto também é localizado em Lagoa Santa, o que força, inclusive, a divisão de receita entre as duas prefeituras.

Pelo saguão do aeroporto, as mudanças depois da saída da Infraero da frente da administração são poucas. Uma das mais significativas é exatamente a colocação da marca da BH Airport – Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em diversos locais.

No caixa

Se, por um lado, a presença de Belo Horizonte na marca pode ser um problema para os moradores de Confins, por outro, pode reforçar os cofres públicos. O contador da Secretaria Municipal de Fazenda da prefeitura do município, Nixon Richard Gomes da Costa, abre as contas da cidade para mostrar a dependência da cidade em relação ao aeroporto e dos novos rumos a partir da concessão. Em 2002, período anterior à transferência dos voos da Pampulha para Confins, R$ 356 mil eram arrecadados pelos cofres municipais com o ISS. Dez anos depois, com mais de 10 milhões de passageiros, o valor subiu para R$ 3,276 milhões. A escalada foi ainda mais forte com as obras de reforma do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves e da pista de pouso. No ano passado, a receita com o imposto mais que dobrou, para R$ 7,754 milhões. Neste ano, a tendência é que supere a marca dos R$ 10 milhões.

Prova da importância do imposto é que, no ano passado, 30% da receita total de Confins foi relacionada ao ISS. O restante, originou-se principalmente do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repasses mais importantes para a maioria das cidades. Isso faz com que Confins seja, de certa forma, independente, o que cria a possibilidade de se investir mais. A evolução da receita nos últimos anos, por exemplo, permitiu à prefeitura construir uma unidade de saúde com pronto-atendimento 24 horas e uma escola. Ambos seriam feitos a partir de empréstimos bancários, mas o pagamento dos tributos não previstos no orçamento permitiram que fossem usados recursos próprios.

A entrada da BH Airport na gestão do aeroporto deve aumentar a receita da prefeitura. Isso porque a Infraero é isenta do ISS, enquanto a empresa será obrigada a fazer o repasse. Segundo Nixon da Costa, a estatal não era obrigada a pagar o imposto sobre o estacionamento e todas as tarifas aeroportuárias. O repasse só era feito pelas lojas terceirizadas e por serviços prestados, caso das obras.


Diário do Nordeste

14.08.2014

Aracati: Centro da TAM opera em outubro

Inaugurado com área de 14 mil m², o empreendimento envolve investimento de R$ 30 milhões

MANUTENÇÃO DE AVIÕES

Com o novo centro, a TAM AE passa a ter o maior parque de manutenção do País, incluindo também as unidades de Jundiaí, Belo Horizonte e Brasília

São Paulo. O novo centro de manutenção de aeronaves da TAM Aviação Executiva (TAM AE), em estágio final de instalação em Aracati, deverá iniciar sua operação no próximo mês de outubro, adianta o presidente da empresa, Fernando Pinho. Envolvendo investimentos de R$ 30 milhões, o equipamento atenderá a demanda para jatos executivos do Norte e Nordeste e, de acordo com ele, a companhia também pretende trazer aeronaves da Venezuela para receber os serviços de manutenção no município cearense.

A empresa iniciou neste mês o processo de certificação do centro junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deve levar entre 60 e 90 dias. "O centro de manutenção está praticamente pronto agora. Começamos a parte burocrática da certificação e estamos comprando toda a parte de ferramentas. Já tem máquinas que foram colocadas lá e iniciamos a contratação de todos os funcionários", informa Pinho, que participou, em São Paulo, da 11ª Labace (Latin America Business Aviation Conference & Exhibition), a segunda maior feira de aviação geral do mundo.

Empregos

O equipamento irá gerar 40 empregos diretos na fase inicial, com expectativa para mais de 200 nos próximos cinco anos. "Temos um compromisso sério com o Governo do Estado de a maior parte da mão de obra em Aracati ser local, e nós já identificamos isso. Através de um treinamento grande que a gente fez com profissionais da região, a gente já tem todo o quadro pré-selecionado para o nosso centro, em sua grade maioria, por cidadãos do Estado. E já existem cursos e currículos em discussão com escolas técnicas, o próprio IFCE (Instituto Federal de Educação Tecnológica) de Aracati, que está ampliando a oferta, e a gente vai ter o nosso centro como local de estágio para absorção de mão de obra. E, partir dali, poderemos exportar pessoal para outros estados do Brasil", garante.

A TAM AE é representante da empresa Cessna no Brasil. No centro de Aracati, será atendida toda a linha de jatos desta empresa que, segundo informa, possui entre 60 e 80 aeronaves entregues no Norte/Nordeste - número que representa cerca de 20% da frota da Cessna no Brasil.

"Para crescer no mercado em termos de venda de aeronaves, a gente tem que ter uma qualidade de serviços de ponta, principalmente no que diz respeito à manutenção de aeronaves. O Nordeste é uma região que vem crescendo em termos de frota, você acaba tendo um número maior de compradores ao longo dos anos e a gente vinha recebendo uma demanda muito forte do nosso cliente", destaca.

Pinho explica que, hoje, os donos de aeronaves do Norte e Nordeste precisam levá-las ao centro de manutenção da TAM AE em Jundiaí, o que gera gastos extras de custo operacional, além do tempo de deslocamento. O novo centro terá capacidade técnica para efetuar serviços de manutenção e reparos em até 30 modelos de aeronaves simultaneamente.

A empresa também pretende estender em breve o atendimento para todos os modelos da Textron Aviation, que, além da Cessna, possui outras: a Hawker e a Beechcraft.

O executivo adianta que o centro de Aracati poderá realizar a manutenção também da frota de aeronaves da Cessna da Venezuela, que hoje realiza esse serviço nos Estados Unidos.

Sérgio de Sousa

Repórter

 


Bahia Notícias

14/08 - 08h26m

Aeroporto de Vitória da Conquista fica pronto em 2016

O secretário de Infraestrutura do Estado, Marcus Cavalcanti fez uma visita ontem as obras do novo aeroporto de Vitória da Conquista para verificar o andamento das obras e gostou do que viu. A previsão de conclusão e entrega é 2016. Na manhã desta quarta-feira (13), uma equipe formada pelo, o diretor de terminais da Seinfra, Denisson Oliveira, e o diretor do Departamento de Infraestrutura e Transportes da Bahia (Derba), Saulo Pontes, acompanharam o andamento e a execução do projeto no canteiro de obras. As frentes de trabalho se dividem entre terraplanagem e a colocação da cerca no sítio patrimonial.

Na avaliação de Cavalcanti, as obras estão em estágio satisfatório. “As obras estão andando até um pouco mais aceleradas do que o previsto no cronograma. Já estamos com toda a área da pista desmatada, com o serviço de terraplanagem avançada e previsão para o início da pavimentação da pista para o final de setembro”.

Orçado em R$ 60,3 milhões, o aeroporto fortalece o desenvolvimento regional por meio da aviação, integrando um conjunto de investimentos em infraestrutura e transportes. Só em estradas construídas e recuperadas, concluídas desde 2009, foram investidos mais de R$ 100 milhões na região de Vitória da Conquista.

Construído à margem direita da BR-116, no sentido Bahia-Rio de Janeiro em direção ao município de Cândido Sales, o futuro terminal aeroportuário terá uma pista de pouso e decolagem com 2.100 metros de comprimento e 45 metros de largura, e área total de seis milhões de metros quadrados.


A Crítica de Manaus

13 de Agosto de 2014

Infraero analisa aditivo para a obra inacabada do aeroporto Internacional de Manaus

Obra de reforma, que até agora está orçada em R$ 452,59 milhões, tem piso trocado um mês após final da Copa do Mundo e Infraero já fala em aditivar contrato

ROSIENE CARVALHO

Conforme a Infraero, um piso provisório foi colocado nesta área de embarque e

desembarque

de passageiro, mas com custo já embutido no valor final da obra

Um mês após o final da Copa do Mundo, o aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes, considerado um dos legados inacabados do Mundial na cidade, está refazendo o piso da área de embarque do lado externo e que havia sido entregue antes do evento. Além disso, foi retomada no aeroporto a obra paralisada durante a competição. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou, ontem, que está analisando um aditivo para a obra que até agora está orçada em R$ 452,59 milhões

A instalação de um piso temporário na área de embarque do aeroporto do lado externo , segundo a Infraero, foi medida paliativa adotada para evitar transtornos aos turistas da Copa. Diz trecho da resposta da Infraero à reportagem: “O piso temporário foi instalado para atendimento durante a Copa. Agora, com o encerramento do Mundial e a retomada dos trabalhos, o piso definitivo está sendo instalado. As vantagens dele em relação ao anterior são: antiderrapante e mais resistente (vida útil maior)”.

De acordo com a Infraero, o piso temporário estava inserido no valor final da obra e não custou nada a mais no orçamento, que pode sofrer reajuste.

Sobre a análise de aditivo à obra atrasada e inacabada, a assessoria de comunicação da Infraero informou que não há como adiantar se o mesmo servirá para dilação do prazo de entrega ou aumento no valor da obra. A assessoria acrescentou que aditivos também servem para diminuir o valor final da obra. Nenhuma indicação de prazo para término da análise sobre a necessidade do aditivo foi feita pela assessoria de comunicação da Infraero.

Até agora, os usuários do aeroporto de Manaus já têm acesso ao novo saguão, nova área de check-in, no desembarque e estacionamento. Os serviços que ainda faltam ser concluídos, segundo a Infraero, são a reforma das salas de embarque, praça de alimentação e restante do estacionamento.

Revisão

O cronograma destes serviços está sendo revisado. A última estimativa da Infraero era conclusão da obra em maio deste ano (a primeira previsão era dezembro do ano passado). Como as obras não conseguiram terminar antes da Copa, a alternativa foi suspendê-la durante o Mundial para, segundo justificativa da empresa, não prejudicar a movimentação de passageiros.

O cronograma dos serviços remanescentes – reforma das salas de embarque, praça de alimentação e restante do estacionamento – está sendo revisado.

Os recursos para a obra no Aeroporto de Manaus têm origem no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2, de 2011 a 2014).


Jornal de Turismo

Quarta, 13 Agosto 2014 11:11

TAM passa a operar Boeing 767 em rotas de SP para NY e Orlando

A TAM Linhas Aéreas está expandindo o número de rotas realizadas com aeronaves Boeing 767, com nova configuração de classes. Os modelos serão disponibilizados pela companhia em voos diários entre os aeroportos de São Paulo (Guarulhos) e Nova York (JFK) e, a partir de 20 de setembro, também para o percurso entre São Paulo e Orlando (MCO). Além disso, os clientes da TAM contam com os B767 em rotas que partem de Belo Horizonte (Confins), Brasília, Fortaleza e Manaus com destino a Miami, nos Estados Unidos.

A configuração das aeronaves Boeing 767 oferece ainda mais conforto aos passageiros. Na Classe Executiva, os principais diferenciais são os assentos full flat, com inclinação de 180º, a maior distância entre as poltronas e a disposição das cadeiras, garantindo mais privacidade. A cabine está equipada com telas touch screen individuais de 15,4 polegadas.

Já os passageiros da Classe Econômica podem desfrutar de assentos ergonômicos, com apoios de cabeça ajustáveis, e telas touch screen individuais de 8,9 polegadas. Os clientes ainda têm à disposição entretenimento de bordo com filmes, séries de TV, jogos, músicas, entre outros.

No total, atualmente, a TAM conta com nove B767 em sua frota, configurados com 221 assentos, dos quais 30 lugares na Classe Executiva e 191 na Econômica. “As aeronaves Boeing 767 proporcionam ainda mais bem-estar a bordo por sua configuração de poltronas diferenciada na Classe Executiva e sistema de entretenimento de ultima geração na Classe Econômica. Estes aviões certamente serão destaque em rotas muito competitivas”, afirma Nicolas Goldstein, vice-presidente de Long Haul do Grupo LATAM Airlines.


Jornal de Turismo

Quarta, 13 Agosto 2014 10:54

Anac concede frequências semanais para Azul e TAM

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu frequências semanais à Azul Linhas Aéreas e à TAM Linhas Aéreas para a prestação de serviços aéreos mistos, segundo portarias publicadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.

Enquanto a Azul recebeu 18 frequências semanais para prestar serviços entre o Brasil e os Estados Unidos, foram alocadas à TAM sete frequências semanais entre o Brasil e o Paraguai.


Mercado&Eventos

13/08 - 15:11

Honeywell propulsiona o Legacy 500 da Embraer

Vários produtos da Honeywell Aerospace contribuíram para a certificação do mais novo jato de médio porte da Embraer, o Legacy 500, estabelecendo um novo nível de conforto e confiança para a indústria da aviação. Alinhadas com a visão da Embraer, as tecnologias da Honeywell para o Legacy 500 foram projetadas com os mais altos padrões de conforto para o cliente e vêm acompanhadas das mais avançadas soluções para cabine e propulsão. A Honeywell forneceu os motores turbofan, a unidade auxiliar de energia (APU), o Sistema de Gerenciamento de Cabine Ovation Select, o sistema de controle de pressão da cabine e o sistema de ar-condicionado para o jato mais moderno jato de médio porte da Embraer.

“O Legacy 500 oferece um novo patamar de conforto às viagens comerciais e tivemos o privilégio de trabalhar com a Embraer e seus clientes desde o início do projeto para trazermos uma experiência de voo verdadeiramente customizada e moderna,” diz Benjamin Driggs, presidente da Honeywell no Brasil. “A conectividade oferecida pelo Ovation Select e a confiabilidade inerente aos motores HTF7500E e o novo APU farão do Legacy 500 uma ferramenta de produtividade que os clientes não desejarão abrir mão”.

O mais novo membro da família de motores Honeywell HTF7000, o HTF7500E, foi desenvolvido especificamente para o Legacy 500 e oferece a última palavra em tecnologia de redução nas emissões de óxido de nitrogênio, ficando 29% abaixo dos limites estabelecidos pelo Comitê de Proteção Ambiental na Aviação dos EUA. A série HTF7000 tem, até o momento, dois milhões de horas de voo com um nível de confiabilidade superior a 99.9%.

A excelente conectividade da cabine do Legacy 500 e seu sistema de entretenimento em voo ajudam na produtividade e permitem que seus passageiros controlem a temperatura do ambiente e os televisores.

“A tecnologia da Honeywell ajudou o Legacy 500 a redefinir o conforto do cliente,” disse Luciano Castro, vice presidente de Programas, da Embraer Jatos Executivos. “A confiabilidade dos motores, os recursos de gerenciamento da cabine e os sistemas de controle do ambiente também estabelecem um novo padrão no valor agregado das operações”.


Mercado&Eventos

13/08 - 11:13

Latam elogia Copa e tem lucro de US$ 15 milhões no 2ºT de 2014

O Grupo Latam anunciou nesta terça-feira, dia 12,seus resultados financeiros consolidados para o segundo trimestre findo em 30 de junho de 2014.No segundo trimestre do ano, o Grupo registrou lucro operacional de US$ 15,4 milhões (R$ 34,3 milhões) e margem operacional de 0,5%, representando um aumento de 0,8 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. Os resultados do trimestre foram impactados negativamente pela menor demanda de passageiros e cargo durante a Copa do Mundo de futebol no Brasil, e também pela fraca safra de grãos para exportação, que impactou o negócio de cargas.

A Companhia destacou-se pela gestão de operações durante a Copa do Mundo no Brasil. "Estamos satisfeitos com o nosso desempenho neste período desafiador, durante o qual transportamos quase 3 milhões de passageiros no mercado doméstico contando com mais de 1,1 mil voos domésticos e internacionais adicionais, mantendo a excelência no atendimento aos nossos clientes, que se refletiu na taxa de 95% de partidas sem atraso", disse a Latam através de um comunicado.

O Grupo estima que o impacto do evento esportivo sobre a margem operacional – tanto em operações domésticas quanto internacionais – tenha sido entre US$ 140 milhões (R$ 312 milhões) e US$ 160 milhões (R$ 357 milhões) entre junho e julho, sendo cerca de US$ 30 milhões (R$ 67 milhões) no mês de junho e a maior parte do impacto concentrada no mês de julho.

“Os importantes investimentos realizados em infraestrutura no Brasil anteriormente à Copa do Mundo, especialmente aeroportuária, deixarão um legado de impacto bastante positivo para o contínuo desenvolvimento do setor aéreo brasileiro”, destacou o diretor presidente do Grupo Latam Airlines, Enrique Cueto. “A mudança da Tam para o Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos e para o Pier 2 no aeroporto de Brasília nos permitirá continuar melhorando a conectividade através desses hubs, além de melhorarmos o desempenho de partidas sem atraso”, completou.

Rafael Massadar

 


Panrotas

13/8/2014 14:15:00

British aumenta em 40% oferta São Paulo-Londres

A partir do próximo dia 7, a British Airways aumenta em 40% sua oferta na rota entre São Paulo e Londres, com a adição de três novos voos, operados com o Boeing 747-400, com as quatro classes oferecidas pela aérea britânica. As operações serão realizadas às quartas-feiras, sábados e domingos, somando-se ao voo diário que a British já oferece nessa rota. “As três frequências adicionais são voos permanentes, representando um aumento de 40% na nossa oferta”, conta o diretor de Vendas no Brasil da British e Iberia, José Antônio Coimbra. “Em 29 de outubro, mudamos o equipamento, adotando o Boeing 777-200 nessas frequências, e nossa oferta, em relação a hoje, aumenta em 31%” completou.

Além do avião, em dezembro haverá mudança no dia da semana dos voos, com a frequência de sábado sendo operada às sextas-feiras. “Esse é o dia da semana mais cheio para a Europa. Os executivos gostam de passar o fim de semana em Londres e as quintas e sextas-feiras são os dias mais procurados”, conta Coimbra. A British tem ainda voo diário entre Londres e Rio de Janeiro, passando a contar com 17 voos semanais da aérea a partir do Brasil, além da oferta da Iberia. “Temos dois hubs na Europa, o que é excelente. Nossa estratégia comercial é a mesma para as duas empresas, com metas para cada uma e para ambas, conjuntamente”, explica o diretor.

Segundo ele, a ocupação média nos voos da British manteve-se na casa dos 80%, mesmo durante a Copa, com a retração da demanda do segmento corporativo. “Hoje, dois terços de nossa ocupação está no corporativo”, disse. Segundo Coimbra, o momento para introdução das três novas frequências foi adiado, em razão da mudança das operações da British para o Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, realizada no último dia 7. “A procura já era alta e as novas frequências mostravam-se necessárias, mas preferimos aguardar a operação no T3 para lança-las”, explica Coimbra, destacando que as vendas dos novos voos já começaram – e têm alta procura. Os três novos voos têm saída de São Paulo às 20h, com chegada em Londres às 11h05.

Maria Izabel Reigada