Capitão do voo MH370 planejou rota para Oceano Índico
Seis aeroportos que dão medo em qualquer um
O Estado de S.Paulo
Infraero registra cancelamentos em 8% dos voos
G1
Após uma hora, pista do Salgado Filho reabre e opera pelo ILS 2 no RS
Aeroporto de Parintins no AM volta a operar para voos de até 140 lugares
Valor Econômico
Malha aérea inclui quase 2 mil voos
ZERO HORA
Obras previstas para aeroportos do Interior não saíram do papel
Paraná-online
Juizado especial no aeroporto Afonso Pena facilita a vida das pessoas
A Tribuna News - MS
Passagens aéreas subiram 22,15% no mês de junho, segundo IBGE
A Tarde - BA
Cade aprova acordo de codeshare entre GOL e TAP
Portal iG
Primeiro voo privado ao espaço faz 10 anos
22/06/2014 22:28
Capitão do voo MH370 planejou rota para Oceano Índico
Trajeto treinado em simulador de voo fortalece suspeitas em torno do piloto da aeronave
POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS
Foto: AFP
KUALA LUMPUR — A descoberta de uma rota de voo até uma remota ilha do Oceano Índico reforça, mais uma vez, a hipótese de que o piloto Zharie Shah seria o principal suspeito pelo desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines — que sumiu em março deste ano com 239 pessoas a bordo, a maioria chineses. Segundo o jornal britânico “Telegraph”, os investigadores encontraram a rota num simulador de voo apreendido na casa do piloto. E o achado fortaleceu a tese de que ele teria deliberadamente sequestrado o seu próprio avião.
Shah, de 53 anos, já esteve na lista dos suspeitos do desaparecimento, mas acabou sendo descartado das investigações pelo histórico de boa conduta e pelo perfil traçado por parentes e conhecidos. Detetives, porém, voltaram à casa do capitão em Kuala Lumpur e analisaram seu simulador de voo. O rastreamento revelou que Shah havia praticado o pouso de uma aeronave em uma pequena pista de aterrissagem de uma ilha sem nome no sul do Oceano Índico.
Informações obtidas com a empresa britânica de satélites Inmarsat já haviam indicado que o voo não caiu no Mar da China, na costa da Malásia, como se imaginou num primeiro momento, mas que tinha virado à esquerda e seguido em direção ao Índico. O movimento sugeriu que o voo havia sido desviado deliberadamente e não por erro técnico ou falha.
O levantamento de informações sobre os passageiros e os demais membros da tripulação acabou por descartar a hipótese de o avião ter sido sequestrado por um deles. Embora ainda não haja uma prova concreta ou definitiva de que o piloto foi, de fato, o autor do sequestro, nem sobre os motivos que o teriam levado a tanto, a descoberta reforça essa hipótese.
Os investigadores constataram também que a rota havia sido apagada do aparelho antes de 8 de março, data do desaparecimento do avião, como que numa tentativa de encobrir o treinamento. Três meses depois, o sumiço do MH370 segue como um dos maiores mistérios da história da aviação.
Sábado, 21/06/2014
Seis aeroportos que dão medo em qualquer um
Boa Viajem
Medo de voar quase sempre é irracional. Quase. Pois alguns aeroportos desafiam os nervos, situados em zonas de alta turbulência, com pistas curtas, cercadas de montanhas ou arranha-céus. Antes de ir, saiba quais aeroportos vão exigir uma dose extra de sangue frio.
Simpsons Bay, St. Maarten
A pista curta do aeroporto Princess Juliana, na ilha de St. Maarten, leva os aviões a voar pertinho da praia vizinha de Maho segundos antes da aterrissagem. O barulho e o vento são tão assustadores que alguns malucos vão até uma das cercas de proteção da pista 10 para sentir mais de perto a emoção. Não recomendamos a experiência.
Megève, França
Na charmosa cidade ao pé dos Alpes, a curta pista do aeroporto de Megève simplesmente acaba num precipício. Só aviões pequenos, em voos fretados ou a passeio, usam o aeroporto. Portanto, só decola ou desce ali quem quiser. Mas muita gente costuma querer, pois o passeio de sobrevoo pelo Mont Blanc, o pico mais alto dos Alpes, é emocionante.
Funchal, Ilha da Madeira
O aeroporto da capital da Ilha da Madeira fica em uma zona de alta turbulência, entre o oceano e as montanhas, dificultando a aproximação dos aviões. A pista original, de 1964, foi expandida no ano 2000. Cerca de 180 colunas de 70 metros de altura agora apoiam um longo trecho da pista, permitindo que o terminal receba aviões maiores.
Paro, Butão
O único aeroporto do Butão é bem exclusivo: só oito pilotos são qualificados para aterrissar aqui. Cercado por montanhas de mais de cinco mil metros de altura, Paro tem um cenário belíssimo.
Lukla, Nepal
A pista de 460 metros do aeroporto de Lukla, no Nepal, acaba num vale de 600 metros profundidade. Infelizmente, acidentes são comuns nesse aeroporto. Nos últimos cinco anos, aconteceram quatro.
Gibraltar
O aeroporto de Gibraltar é o único no mundo que colocou uma rua no meio da pista. Sim, o trânsito da Avenida Winston Churchill precisa ser interrompido toda vez que um avião decola ou aterrissa. Além disso, tente ignorar o fato de que a pista acaba logo no porto.
22 Junho 2014 | 14h 34
Infraero registra cancelamentos em 8% dos voos
JOSE ROBERTO CASTRO E TÁSSIA KASTNER
- AGÊNCIA ESTADO
Os aeroportos administrados pela Infraero registraram, até 13 horas deste domingo, dia 22, 8% de voos cancelados. Além disso, 7,1% dos voos tiveram atraso. No momento, porém, o índice de voos atrasados é de 1%.
Alguns dos principais aeroportos do País apresentaram atrasos. No Rio, o Aeroporto Internacional Tom Jobim teve voos cancelados no início da manhã devido ao nevoeiro que encobria a Baía da Guanabara. O problema afetou também o Santos Dumont, que teve 12 voos cancelados (27,9%).
Em Porto Alegre, 17 dos 23 (73,9%) voos programados para este domingo partiram atrasados por conta de problemas meteorológicos. O Salgado Filho foi fechado no início da manhã e continuava operando por instrumentos no início da tarde.
Em São Paulo, 24,6% dos voos programados para o aeroporto de Congonhas foram cancelados. Em Belo Horizonte, houve cancelamento de 6 voos em Confins.
No Aeroporto de Guarulhos, que não é administrado pela Infraero, 7,3% das decolagens tiveram atraso. Em Brasília, 16,7% partiram atrasados.
22/06/2014 09h32
Após uma hora, pista do Salgado Filho reabre e opera pelo ILS 2 no RS
Pista fechou para pousos e decolagens às 5h35 e reabriu às 6h40.
Por volta das 7h, Infraero não tinha dados sobre cancelamentos e atrasos.
(Foto: Josmar Leite/RBS TV)
A pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, voltou a abrir para pousos e decolagens por meio do sistema ILS 2, considerado "antineblina", por volta das 6h40 desde domingo (22). O fechamento se deu às 5h35, devido à neblina que pairava sobre a cidade.
Desde as 2h54, a operação já era realizada por meio do ILS 2. Pelo menos três voos dos 10 previstos de partida foram atrasados. Entre as cinco chegadas programadas, não há registro de atrasos ou cancelamentos.
O aeroporto já havia ficado fechado entre as 7h10 e as 10h12 deste sábado (21), primeiro dia de operações do ILS 2, homologado na sexta-feira (20) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na ocasião, três pousos foram cancelados e um, atrasado, e duas decolagens foram canceladas, e outras duas, atrasadas.
Na mesma madrugada, o aeroporto já havia ficado fechado por cerca de 30 minutos, e um voo de chegada foi cancelado. Após reabrir para pousos, a pista voltou a receber decolagens por volta das 5h40.
O ILS 2 amplia as condições de pousos e decolagens em dias com baixa visibilidade e minimiza em até 30% o impacto causado pela neblina no terminal gaúcho. Aprovado para uso em maio, o sistema foi instalado em fevereiro e teve um custo total de R$ 46,5 milhões.
Até então o Aeroporto Salgado Filho operava com o ILS 1, que não permite pousos com teto (distância entre a camada de nuvens e o solo) inferior a 60,9 metros e visibilidade horizontal de 800 metros. O ILS 2, por sua vez, reduz esses números pela metade: 30,4 e 400 metros, respectivamente.
Só no mês de maio, o Salgado Filho operou com restrição para pousos e decolagens durante 24h34 em função das condições climáticas. Em junho do ano passado, o aeroporto ficou fechado por 42 horas, o recorde dos últimos cinco anos. Em todo o ano de 2013, o mau tempo provocou o fechamento do aeroporto por mais de 108 horas.
21/06/2014 15h05
Aeroporto de Parintins no AM volta a operar para voos de até 140 lugares
Anac confirmou que Prefeitura se adequou às exigências de segurança.
Liberação de aeronaves passou a valer desde sexta-feira (20). Do G1 AM
Aeroporto Júlio Belém, em Parintins
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus)
Após inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Aeroporto Júlio Belém, em Parintins, a 369 km de Manaus, voltou a operar sem restrições para aeronaves com capacidade para até 140 passageiros. A assessoria da Anac informou ao G1 que a Prefeitura, responsável pelo local, enviou documento comprovando as adequações na parte de segurança exigidas pelo órgão. A liberação dos voos passou a valer desde a sexta-feira (20).
Conforme a Anac, o local precisava de ajustes na operação dos serviços de emergência, que incluem a atuação do Corpo de Bombeiros. Segundo a Prefeitura, entre os insumos utilizados no carro de combate a incêndio, o aeroporto recebeu o líquido gerador de espuma indicado pelo órgão fiscalizador para uso exclusivo em atividades de segurança aeronáutica.
Segundo a Prefeitura, foram investidos cerca de R$ 40 mil em melhorias do local.
Ainda de acordo com a Prefeitura, em abril deste ano, o aeroporto completou um ano de funcionamento integral 24 horas. Na quinta-feira (19), a área recebeu uma Força-Tarefa envolvendo funcionários da Prefeitura e equipes das linhas aéreas que atuam no local.
23/06/2014 às 05h00
Malha aérea inclui quase 2 mil voos
Por Lia Vasconcelos | Para o Valor, de São Paulo
algumas de nossas aeronaves de Lufthansa para Fanhansa"
Desde o começo de junho, o setor aéreo brasileiro opera em regime especial para atender a demanda da Copa do Mundo. A malha aérea implantada tem 1.973 novos voos - entre reforços nas rotas mais movimentadas e em rotas que não existem regularmente - até agora. Ao todo, 80 mil lugares foram incluídos ou modificados na malha ou alterados durante o período. O número representa 42% de todos os voos para o período em questão, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
As rotas que mais receberam lugares em voos na malha aérea especial da Copa foram do Galeão (no Rio de Janeiro) para Ezeiza, (em Buenos Aires, na Argentina), com 262 novos voos e 59 mil novos lugares, de Brasília para Guarulhos (na Grande SP), com 288 novas opções de horários e 45 mil lugares a mais, de Fortaleza para Guarulhos, com 205 novas opções de voos e 35 mil novos lugares, do aeroporto Santos Dumont (no Rio de Janeiro) para o aeroporto de Viracopos (em Campinas, a 95 quilômetros da capital), com 284 novos voos e 33 mil novos lugares, e por fim do Galeão para o aeroporto Aeroparque (também em Buenos Aires), na Argentina, com 242 novos voos e 30 mil novas poltronas neles.
André Lima, diretor de aeroportos da Gol, explica que durante a Copa do Mundo a procura é muito parecida com os meses de junho e julho, período de férias e de grande volume de passageiros nos aeroportos. "Os possíveis picos de em datas específicas serão equilibrados pela diminuição da demanda de clientes corporativos", acredita Lima, que afirma que não houve mudança no preço das passagens.
Um estudo do Núcleo de Economia dos Transportes (Nectar), que analisou cerca de 700 mil cotações antes, durante e depois da Copa, entretanto, aponta que os voos no período da competição estão, em média, 33,4% mais caros. A comparação foi feita com tarifas do restante das férias de julho. De acordo com o Nectar, o incremento da malha aérea provavelmente não foi suficiente para refrear as pressões de demanda que forçam as tarifas para cima. Os aeroportos recém-privatizados (Viracopos, em Campinas, Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, Guarulhos, em São Paulo, Galeão, no Rio de Janeiro e Confins, em Belo Horizonte) estão entre os que tiveram as maiores altas.
Para garantir um fluxo tranquilo em época de viagens intensificadas, a Gol, já em janeiro, colocou à disposição dos passageiros um total de 4,5 milhões de assentos com destino às cidades-sede da Copa, o que corresponde a 85% da capacidade total dos estádios nos jogos da primeira fase. Além disso, a companhia aumentou seu contingente de colaboradores para atender ao crescimento da demanda nessa época. Foram 1,1 mil contratações, incluindo funcionários temporários e deslocados de bases menos movimentadas. Há também aeronaves reserva que estão disponíveis para atender aeroportos com maior volume de operações da empresa.
A TAM também se preparou. Além de envolver os 28 mil funcionários da empresa durante o evento esportivo, a companhia mantém seis aeronaves extras e equipes de plantão para casos de contingência operacional nos aeroportos do Brasil. "Para atender às necessidades do período e o fluxo de passageiros às cidades-sede, remanejamos a malha aérea, criando mais de 750 novos voos domésticos e mais de 350 novos voos internacionais", explica Gislaine Rossetti, diretora de relações institucionais e de sustentabilidade da TAM.
Segundo ela, a empresa preparou uma mesa de controle operacional, formada por uma equipe multidisciplinar, para atuar todos os dias, 24 horas. O foco é a análise de situações contingenciais e de soluções ágeis para assegurar o bom andamento das operações. Cerca de R$ 1 milhão foram investidos para reforçar o monitoramento e proteção dos sistemas, incluindo o incremento dos times de tecnologia da informação para suporte presencial nos aeroportos e a adoção de sistemas redundantes caso seja necessário.
"Treinamos a equipe de atendimento em aeroportos e no call center para assegurar a prestação do serviço a todos os clientes", completa Rossetti. De acordo com ela, agentes de aeroportos, além coletes especiais têm ícones ilustrativos em seus crachás funcionais para identificar em quais idiomas estão habilitados a se comunicar - inglês, francês, espanhol ou japonês. "Nosso objetivo é ampliar a agilidade dos serviços. Por isso, criamos 164 vagas adicionais para funcionários de linha de frente, incluindo temporários".
Em relação à segurança, a Tam incrementou a capacitação e os procedimentos de reação às situações adversas em aeroportos e durante os voos. No início de junho, uma equipe multidisciplinar de profissionais da empresa promoveu o programa simulado de contingência operacional, com a remoção bem sucedida de uma aeronave no aeroporto de São Paulo/Guarulhos.
Segundo Annette Taeuber, diretora da Lufthansa para o Brasil, o fluxo de turistas para o país está extremamente forte. Tanto que a companhia programou voos adicionais para o período da Copa. "Pela primeira vez na história da empresa, mudamos o nome de algumas de nossas aeronaves de Lufthansa para Fanhansa. São oito aeronaves com novo nome e logo, entre elas o moderno Boeing 747-8 e o avião A340-600 que levou a seleção alemã diretamente para Salvador para seu primeiro jogo", diz.
Para a diretora, o objetivo da companhia é garantir o melhor atendimento durante a Copa tanto para os passageiros locais como para os estrangeiros visitando o Brasil. "No nosso caso, a mudança para o novo terminal do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foi uma entre as muitas ações para poder receber nossos clientes com qualidade."
Taeuber avalia que, em São Paulo, com o novo B747-8, a Lufthansa está oferecendo 10% a mais de assentos e, no Rio de Janeiro, onde há um fluxo ainda maior de passageiros, o aumento foi de 60%. Caipirinha a bordo, necessaires estilizadas com o tema da Copa, pebolins em alguns aeroportos e tapetes decorativos simulando campos de futebol nos check-ins são alguns dos mimos oferecidos pela empresa alemã para ajudar seus passageiros a entrar no clima da competição bem antes de chegarem aos estádios.
23/06/2014 | 06h03
Não decolou
Obras previstas para aeroportos do Interior não saíram do papel
Lançado há um ano e meio pela presidente Dilma Rousseff, o plano de aviação regional continua em planilhas e estudos técnicos.
por Guilherme Mazui
Foto: Fabio Gomes / Especial
Lançado há um ano e meio pela presidente Dilma Rousseff, o plano de aviação regional continua em planilhas e estudos técnicos. Com previsão de aplicar R$ 7,3 bilhões na modernização de 270 aeroportos, o programa segue sem previsão de início de obras, que só devem decolar em 2015. No Rio Grande do Sul, sexto Estado em número de terminais beneficiados e 11º em previsão de investimento (R$ 310,8 milhões), dos 15 aeroportos do plano, oito estão no estudo de viabilidade, a primeira das quatro etapas até as licitações. Outros sete estão na segunda fase, a de estudos preliminares, que já aponta futuras reformas e a necessidade de equipamentos.
A realidade nacional tem o mesmo ritmo. Dos 270 sítios escolhidos, 182 tiveram os estudos de viabilidade analisados e apenas três estão com estudo preliminar concluído. O local mais próximo de ver as obras começarem é Barreiras (BA), mas a licitação depende de autorização do Tribunal de Contas da União (TCU).
A demora provoca críticas de especialistas, que consideram a iniciativa acima da capacidade de execução do governo. Professor de transporte aéreo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Leal Medeiros projeta que parte das reformas ficará no papel:
— O plano é muito grande e contempla locais com economia modesta. Poderia atender 130 a 160 terminais, o que já seria difícil de executar.
Responsável pela ação que tenta popularizar os voos regionais, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) credita as dificuldades ao ineditismo da medida. Ministro-chefe da SAC, Moreira Franco espera lançar os primeiros editais nos próximos meses.
Bilhetes subsidiados para ter passageiro
Além de vencer as etapas burocráticas, o governo precisa sanar interrogações das companhias áreas, como a concessão da gestão dos aeroportos à iniciativa privada, modelo ainda em fase de consulta. As isenções de tarifas e subsídios para passagens, estimados em R$ 1 bilhão ao ano, dependem do envio da proposta para discussão ao Congresso, já paralisado pelo ano eleitoral. Dilma confia que será possível vender bilhetes aéreos a preços similares aos de ônibus.
— Vamos subsidiar 50% dos assentos ou até 60 assentos por aeronave para aproximar o preço da passagem de avião à de ônibus — anunciou a presidente em maio.
Para Medeiros, além de preços atraentes, o sucesso de voos regionais depende da economia das cidades e da distância dos trajetos. Esses fatores dificultam a pretensão de Dilma de construir terminais com voos regulares a cada cem quilômetros.
— Além do preço, em média, o usuário só vê o transporte aéreo como opção viável quando o trajeto de ônibus supera quatro horas — diz Medeiros.
Professor do curso de Ciências Aeronáuticas da PUC Goiás, Georges Ferreira afirma que o governo deveria tirar o foco das grandes companhias e de aviões de maior porte e incluir medidas de incentivo ao táxi aéreo, capaz de atender 3 mil municípios no país.
Multiplicação de passageiros, ao menos no papel
pousando na cidade Foto: Cesar Lopes, especial
A previsão de investir R$ 310,8 milhões em aeroportos do interior gaúcho faz o governo federal multiplicar por sete a previsão de movimentação nos 15 municípios selecionados para o plano de aviação regional. A projeção é saltar dos 350 mil passageiros de 2013 para 2,6 milhões em 2025. Pelas pretensões, baseadas em dados sociais e econômicos das regiões, aviões teriam de cortar os céus em ritmo intenso. Os números fazem especialistas classificarem as projeções como "otimistas demais", em especial diante do cenário recente, com suspensão de voos em Rio Grande e Uruguaiana.
No programa, algumas praças têm demanda reconhecida, a exemplo de Caxias do Sul. Para Erechim, a ideia é fazer a movimentação passar de 891, em 2013, para 713,1 mil passageiros em 2025. Como comparação, o aeroporto de Caxias do Sul tem capacidade para 500 mil passageiros por ano. Em 2013, passaram pelo terminal 236 mil pessoas.
— Essa projeção é difícil de alcançar. A não ser que a economia tenha um boom acima do esperado — diz o professor Elones Ribeiro, diretor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUCRS.
O governo aposta no crescimento das economias regionais, nas reformas, nas isenções de tarifas e nos subsídios das passagens. Para o professor da USP Jorge Leal Medeiros, as medidas são insuficientes, já que também é preciso custear a necessidade de bombeiros e equipes treinadas nos aeroportos, gastos elevados que costumam inviabilizar terminais de pequeno e médio porte. Diretor do Departamento Aeroportuário da Secretaria de Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Jorge Tadiello tem dúvidas sobre como manter os aeroportos rentáveis:
— Os terminais do Interior não trazem margem de lucro atraente. Pelo contrário, são administrados com dificuldade.
No Estado, três terminais são prioridade. Dos 15 terminais gaúchos selecionados no plano de aviação regional, o governo do Estado pediu prioridade para Rio Grande, Passo Fundo e para o novo aeroporto de Caxias do Sul, em Vila Oliva, trio que considera viável em curto prazo. Como já passaram dos estudos de viabilidade, Rio Grande e Passo Fundo estão mais próximos das reformas, mas só a partir do próximo ano.
As praças escolhidas contemplam municípios que recebem voos regulares, como Santa Maria, Passo Fundo, Caxias e Pelotas, além de outros com infraestrutura modesta, usada por aeronaves de pequeno porte, como Santa Cruz do Sul. Na cidade, a 150 quilômetros da Capital, o aeroporto é mais frequentado nos fins de semana para passeios e rodas de chimarrão.
Com estudos ainda em andamento, a Secretaria da Aviação Civil recebe levas de prefeitos, secretários e parlamentares dispostos a alterar a lista de contemplados, como a inclusão de Santana do Livramento, sugerida pelo deputado Paulo Pimenta (PT), em razão de companhias brasileiras utilizarem no passado o terminal de Rivera, no Uruguai.
A situação dos projetos
Alegrete
-Fase: estudo preliminar
-Projeto: terminal de passageiros com 682 m², pátio com 15 mil m² e alargamento da pista
Erechim
-Fase: estudo preliminar
-Projeto: terminal de passageiros com 2.160 m², pátio com 54 mil m² e ampliação da pista
Bagé
-Fase: estudo de viabilidade técnica
Caxias do Sul
-Fase: estudo de viabilidade técnica
Gramado
-Fase: estudo de viabilidade técnica
Passo Fundo
-Fase: estudo preliminar
-Projeto: terminal de passageiros com 2.160 m², pátio de 31 mil m², ampliação e alargamento da pista e pista de deslocamento de aviões
Pelotas
-Fase: estudo de viabilidade técnica
Rio Grande
-Fase: estudo preliminar
-Projeto: terminal de passageiros com 2.160 m² e pátio com 42,1 mil m²
Santa Cruz do Sul
-Fase: estudo preliminar
-Projeto: novo pátio de aeronave com oito posições e 30,1 mil m², novo terminal de passageiros
(1,2 mil m²) e nova pista
Santa Rosa
-Fase: estudo preliminar
-Projeto: terminal de passageiros de 682 m², pátio de aeronaves com quatro posições e 15 mil m² e ampliação da pista em 30 metros
Santa Maria
-Fase: estudo de viabilidade técnica
Santa Vitória do Palmar
-Fase: estudo de viabilidade técnica
Santo Ângelo
-Fase: estudo preliminar
-Projeto: terminal de passageiros de 2.160 m², pátio com oito posições para aviões em 42,1 mil m² e nova pista
São Borja
-Fase: estudo de viabilidade técnica
Uruguaiana
-Fase: estudo de viabilidade técnica
23/06/2014 às 06:58:58
Juizado especial no aeroporto Afonso Pena facilita a vida das pessoas
Eduardo Santana
Se não houver acordo amigável, problemas viram processos judiciais.
Para quem está viajando de avião pelo Brasil durante a Copa do Mundo, um serviço prestado pelo Judiciário brasileiro tem facilitado a vida nos momentos de dificuldades. Trata-se dos juizados especiais implementados nos aeroportos das doze cidades-sede dos jogos da competição. As estruturas foram montadas com objetivo de resolver rapidamente conflitos de consumo dos passageiros e também problemas na área de infância e juventude relacionados à circulação de crianças e adolescentes.
No Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, o juizado especial está funcionando em horário especial, das 6h à meia-noite, desde 6 de junho. Desde então, as equipes de plantão já fizeram 74 atendimentos. Segundo Rodrigo Domingos Alves, analista judiciário do TJ-PR, quase um terço da demanda (22 casos) está relacionada à autorização de viagem para menores de idade. “O restante das pessoas reclamou de atrasos de voos e extravio de bagagens”, conta Alves.
Ainda de acordo com o analista, conflitos de consumo são mediados por uma equipe de funcionários e conciliadores sob a coordenação de um juiz. “Tentamos solucionar os conflitos por meio de um acordo amigável entre os viajantes e as companhias aéreas ou órgãos do governo. Se não for possível, o cidadão poderá seguir com o processo”, explica. A estrutura funciona até 20 de julho, no terceiro andar do terminal.
Caso o consumidor seja do Paraná, o processo entra instantaneamente no sistema do Tribunal de Justiça. Já os cidadãos de fora do Paraná terão seus dados enviados ao tribunal de seu estado de origem. O foco é buscar a conciliação entre as partes e não é necessário constituir advogado. O consumidor deve entrar com o pedido dentro de 24h do incidente ocorrido. “Atendemos muita gente que também vem apenas procurar informações sobre determinadas situações da nossa área de atuação”, informa.
23/06/2014 05h27
Passagens aéreas subiram 22,15% no mês de junho, segundo IBGE
Por região, o maior aumento de tarifas foi em Salvador, que chegou a 37,39%.
O aumento da demanda por voos, por conta da Copa do Mundo de Futebol, refletiu no aumento das passagens aéreas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que os preços subiram 22,15% em junho.
Os dados mostram maior impacto de alta na inflação medida pelo indicador no mês, uma contribuição de 0,09 ponto porcentual para a alta de 0,47% no IPCA-15 do período.
Por região, o maior aumento de tarifas foi em Salvador, que chegou a 37,39%. Seguido de Goiânia e Rio de Janeiro, elevação nos preços de 33,87% e de 33,53%, respectivamente. O menor resultado foi observado em Belém, onde o aumento nas passagens foi de apenas 4,13%.
Segundo dados do IBGE, o encarecimento das tarifas aéreas fez com que o grupo Transportes deixasse a deflação de 0,33% em maio para uma alta de 0,50% em junho. O resultado também teve contribuição dos aumentos nas passagens de ônibus urbano (1,05%) e conserto de automóvel (1,23%).
Seg , 23/06/2014 às 08:04
Cade aprova acordo de codeshare entre GOL e TAP
Luci Ribeiro | Agência Estado
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, acordo de codeshare (compartilhamento de voos) entre VRG Linhas Aéreas, subsidiária integral da GOL, e a Transportes Aéreos Portugueses (TAP). A decisão consta de despacho publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
Pelo acordo, a TAP poderá utilizar seu código de identificação em determinados voos operados pela VRG no Brasil e do Brasil para alguns países da América do Sul e Caribe, enquanto a VRG poderá usar seu código de identificação em determinados voos operados pela TAP entre o Brasil e Portugal, voos domésticos em Portugal e voos de Portugal para outros países.
22/06/2014 16:15
Primeiro voo privado ao espaço faz 10 anos
SpaceShipOne levantou voo na manhã de 21 de junho de 2004
Por iG São Paulo
SpaceShipOne, primeira aeronave espacial desenvolvida com recursos privados
Na manhã do dia 21 de junho de 2004, a primeira aeronave feita com recursos privados voou até o espaço com seres humanos. O SpaceShipOne (SS1) foi criado pela Mojave Aerospace Ventures, uma joint venture entre o co-fundador da Microsoft Paul Allen e a Scaled Composites, empresa de aviação de Burt Rutan.
Somente de Allen, a aeronave que completa uma década de atividade recebeu cerca de US$ 25 milhões. Atualmente, a SpaceShipOne está exposto no Smithsonian National Air and Space Museum, em Washington D.C.
"Um veículo conceito extraordinário, a aeronave desafiou os padrões convencionais sobre a viagem espacial com seres humanos. Não apenas capturou a imaginação de milhares, mas demonstrou que o turismo espacial é acessível financeiramente", afirmou o presidente -executivo da Virgin Galactic, George Whitesides, sobre o aniversário da máquina.
O executivo está na fila de entusiastas dispostos a pagar para chegar ao espaço pelo projeto da companhia. O custo de uma viagem ao espaço pela Virgin Galactic é de US$ 250 mil por pessoa.
classe superior um brinde inusitado. Foto: Divulgação1/18
Fundada pelo bilionário Richard Branson, a Virgin Galactic agora ambiciona popularizar o turismo espacial com o SpaceShipTwo, desenvolvido para essa finalidade. A aeronave foi desenvolvida pela The Spaceship Company, empresa que pertence totalmente à Virgin desde 2012.
