AeroClipping, sexta-feira, 21/03/14 - ano XII - nº 53

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O Estado de S.Paulo

Abear: demanda por voo doméstico cresce em fevereiro

Buscas por avião continuam no sul do Oceano Índico

Boeing recebe novas encomendas de aviões 737

Folha de São Paulo

Força multinacional busca avião no Índico depois de nova pista

Ventos e correntes afetam deslocamento de partes da aeronave

Companhia aérea poderá se livrar de multa por falta de hotel na Copa

Anac nega que vá flexibilizar direito de passageiros na Copa

O Globo

Rio-Frankfurt

G1

Tripulações de companhia aérea da Índia fazem coreografia durante voo

Governo da Austrália diz que pode ter encontrado destroços do Boeing 777

Viracopos testa aparelho usado para retirar aeronaves quebradas da pista

Família de vítima reclama da demora em localizar avião desaparecido no PA

Folha de Boa Vista

As companhias aéreas que saírem da Venezuela já não voltam, ameaça Maduro

ZERO HORA

Atrasada, ampliação de terminal no aeroporto Salgado Filho não fica pronta até a

Copa

Estado de Minas

Governo prepara lista de aeroportos regionais que devem receber os primeiros

investimentos

Diário do Nordeste

Empresa paraibana fará obras no aeroporto de Juazeiro

Mercado&Eventos

Azul espera inciar rota entre RJ e Brasília em maio


O Estado de S.Paulo

20 de março de 2014 | 13h 32

Abear: demanda por voo doméstico cresce em fevereiro

LUCIANA COLLET - Agencia Estado


SÃO PAULO - A demanda das companhias aéreas brasileiras cresceu 11,2% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2013, somando 7 bilhões de passageiros-quilômetros transportados (RPK),

segundo dados compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Já a oferta teve leve recuo de 0,5%, para 8,7 bilhões de assentos-quilômetros oferecidos (ASKs). Com isso, a taxa de ocupação (load factor) subiu 8,5

pontos porcentuais, atingindo o patamar de 80,6%. O número total de passageiros transportados superou os 6 milhões de pessoas no mês, 11% acima do registrado em fevereiro de 2013.


A associação destacou que as empresas estão mantendo a política de disciplina de oferta e, lidando com um mercado doméstico aquecido nesse início de 2014. "Esses são resultados muito positivos para o mês de fevereiro, normalmente

um período mais fraco para a estatística da indústria, até porque tem menos dias", destacou, em nota o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. "Assim como já havíamos notado em janeiro, percebemos uma demanda aquecida, é possível

que haja uma reprogramação de compromissos do público corporativo, que está adiantando reuniões e eventos que poderiam acontecer durante a Copa do Mundo ou no período eleitoral", acrescentou.


A Abear destacou que as taxas de ocupação registradas nos dois primeiros meses de 2014, superiores a 80%, estão acima das médias de todo o ano de 2012 e 2013. Em termos de desempenho individual nesse indicador, em fevereiro

sobressaiu o resultado da Avianca, que alcançou taxa mais de 88,7%, mais de oito pontos acima da média.


Em termos de participação de mercado, a TAM seguiu na liderança, com 37,86%, seguida pela Gol (36,83%), Azul (16,91%) e Avianca (8,39%).


Internacional


No mercado internacional, no qual atuam apenas TAM (84,5%) e Gol (15,5%), a oferta caiu 9,6% em relação a fevereiro de 2013, para 8,7 bilhões de ASKs, enquanto a demanda teve leve recuo de 0,5%, para 6,3 bilhões de RPKs,

proporcionando um aumento de 7 pontos percentuais na taxa de ocupação, para 77,5%. O número de passageiros transportados teve retração de 6,2%, somando 5,4 milhões de pessoas.


O Estado de S.Paulo

20 de março de 2014 | 18h 25

Buscas por avião continuam no sul do Oceano Índico

AE - Agência Estado


Um cargueiro usou holofotes para fazer buscas no sul do Oceano Índico nas primeiras horas de sexta-feira (horário local), ainda à procura de objetos detectados em imagens de satélite que podem ser do avião da Malaysia Airlines

desaparecido. Quatro aviões militares haviam feito buscas na área na quinta-feira sem sucesso, mas retomarão o trabalho nesta sexta, disseram autoridades australianas.


No que autoridades qualificaram de "a melhor pista" para esclarecer o mistério de quase duas semanas sobre o paradeiro do avião, um satélite detectou dois objetos boiando a cerca de 1 mil milhas da costa da Austrália, na metade do

caminho até ilhas desertas da Antártica. A descoberta despertou nova expectativa de localizar o avião desaparecido e causou outro sobressalto às famílias das 239 pessoas que estavam a bordo.


Um dos objetos na imagem de satélite teria 24 metros de comprimento e o outro, 5 metros. Podem existir outros objetos na área, que é alcançada em um voo de quatro horas partindo do sudoeste da Austrália, disse John Young, gerente

da divisão de resposta a emergências da Autoridade de Segurança Marítima da Austrália. "Isso é uma pista, provavelmente a melhor pista que temos agora", disse Young. Ele advertiu, entretanto, que os objetos podem ser destroços

marítimos, pois o local fica em uma rota de navegação, onde contêineres podem cair de navios de carga.


O navio de carga norueguês Hoegh St. Petersburg, com uma tripulação filipina de 20 pessoas, chegou à área e usou holofotes para procurar destroços. Segundo Ingar Skiaker, porta-voz da Hoegh Autoliners, a embarcação continuará

participando das buscas ao longo da sexta-feira. O navio norueguês, que transporta carros, estava a caminho da Austrália vindo da África do Sul, segundo ele. A Autoridade de Segurança Marítima da Austrália disse que outro navio

comercial e um navio da Marinha australiana também estavam em rota para se juntar às buscas no local.


Fonte: Associated Press.


O Estado de S.Paulo

20 de março de 2014 | 16h 53

Boeing recebe novas encomendas de aviões 737

AE - Agencia Estado


NOVA YORK A Boeing informou nesta quinta-feira que recebeu encomendas de 71 aviões do modelo 737, incluindo 40 da versão Max. A empresa não revelou quem pediu as aeronaves em sua atualização semanal de negócios finalizados. As

novas encomendas elevaram as vendas líquidas de jatos no ano até 18 de março, para 176. Todos eram 737, com exceção de seis.


Fonte: Dow Jones Newswires.


Folha de São Paulo

SEXTA-FEIRA, 21 DE MARÇO DE 2014

Força multinacional busca avião no Índico depois de nova pista

Fotos de satélite divulgadas pela Austrália mostram 2 objetos que podem ser parte de Boeing-777 que sumiu

Para Malásia, imagens são "indício crível" de avião; região das buscas é sujeita a mudanças bruscas de marés

DE SÃO PAULO

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


Pelo menos seis aviões e três navios foram deslocados ontem para o sul do oceano Índico após a Austrália divulgar imagens de satélite que podem ser destroços do Boeing-777 da Malaysia Airlines. O avião sumiu há 12 dias, com 239

pessoas a bordo.


Para o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, as imagens são "um indício crível" do avião. Porém, tanto ele quanto a Austrália pediram cautela em relação às fotos, que precisam ser confirmadas.


"Para os familiares em todo o mundo, a única parte de informação que desejam é a que simplesmente não temos: a localização do MH370."


A área onde foi feita a imagem fica no meio do oceano Índico, a 2.500 km de Perth, na Austrália. Segundo o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, foram vistos dois objetos, um deles com 24 metros de comprimento.


As imagens foram feitas no domingo por um satélite americano, mas só foram divulgadas ontem porque precisavam ser analisadas.


"O trabalho de avaliar essas imagens é muito difícil e demanda tempo porque temos que olhar quadro por quadro das gravações", disse John McGarry, oficial da Força Aérea australiana.


Após a revelação, aviões de patrulhamento da Austrália fizeram uma varredura, mas não acharam nenhum vestígio e voltaram por causa do mau tempo --que também prejudicou a retomada das buscas na manhã de hoje (fim da noite de ontem

no Brasil).


Também terminaram sem resultado as buscas feitas por um avião americano que caça submarinos e por um navio mercante da Noruega que seguia para a Austrália.


A Austrália ainda deve enviar um navio, assim como o Reino Unido. A China, por sua vez, prometeu ontem à noite enviar três navios de guerra ao local das buscas.


O trabalho, no entanto, pode ser dificultado devido às condições da área. Segundo oceanógrafos, a região tem profundidade de até 5.000 metros e está sujeita a fortes ventos, ondas gigantes e mudanças bruscas de marés.


Para os especialistas, isso pode ter feito com que os destroços tenham se espalhado por um raio de até 400 km. Outro ponto contrário é a quantidade de lixo devido a diversos naufrágios na área, que faz parte da rota entre o sul da

África e a Austrália.


A nova área buscada é próxima ao raio de 4.000 km para onde a Malásia acredita que a aeronave tenha sido desviada. O voo MH370 fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim e sumiu 40 minutos após a decolagem.


Segundo o país, a aeronave mudou a rota e foi detectada por um radar militar no estreito de Malacca, na fronteira com a Indonésia.


O governo malasiano investiga se os pilotos têm relação com a mudança de rota e é criticado pela confusão das informações sobre o sumiço.


Ontem, a empresa de satélites Inmarsat acusou a Malásia de demorar dois dias para deslocar as buscas do mar do Sul da China para o oceano Índico, mesmo sabendo sobre o desvio do avião.


Folha de São Paulo

SEXTA-FEIRA, 21 DE MARÇO DE 2014

ANÁLISE

Ventos e correntes afetam deslocamento de partes da aeronave

MATTHEW L. WALD

DO "NEW YORK TIMES", EM WASHINGTON


Mesmo que as equipes de busca tenham a sorte de ter avistado destroços do jato malasiano desaparecido flutuando no oceano a oeste da Austrália, isso representaria apenas um passo modesto para localizar o resto do Boeing-777.


Passadas quase duas semanas do desaparecimento, certamente haverá menos destroços na superfície, e os que restarem devem estar mais dispersos e mais distantes das pistas que os investigadores procuram.


O volume de destroços e o grau de dispersão dependeriam em alguma medida das circunstâncias da queda e da colisão com o mar.


No caso do voo 447 da Air France --que caiu no oceano Atlântico na altura da linha do Equador, em voo do Rio de Janeiro a Paris em junho de 2009-- as equipes de buscas encontraram destroços depois de cinco dias, e os especialistas

estimaram que o ponto de impacto devia estar a 25 km de distância.


Mas na verdade estava a cerca de 50 km de distância, e em direção diferente da prevista. Se esse caso serve como indicação, os destroços do avião da Malaysia Airlines podem ter percorrido centenas de quilômetros à deriva.


A velocidade média das correntes oceânicas é de pouco menos de um metro a cada três segundos, o que equivale a cerca de 26 km por dia.


Nos trópicos essa velocidade é um pouco mais lenta; os destroços da Air France registravam movimento da ordem de 16 km ao dia. A velocidade média de deriva no local de uma possível queda do voo da Malaysia Airlines dependeria do

ponto em que essa queda tenha acontecido.


Alguns destroços podem ser propelidos mais pelo vento do que pela corrente, e o vento pode estar se movendo na mesma direção que a corrente, ou contra ela.


Alguns componentes de aviões, como as almofadas dos assentos, são projetados para flutuar. Peças de alumínio com ar aprisionado em seu interior tenderão a afundar em mares bravios.


Aviões como o Boeing-777, o modelo usado no voo da Malaysia Airlines, ou o Airbus A330, usado no voo da Air France, fazem uso pesado de materiais compostos, e alguns destes tomam a forma de uma colmeia de materiais leves com ar

aprisionado dentro da estrutura.


Esses componentes flutuarão por algum tempo, como a cauda do Air France 447 ou a cauda de um jato Airbus A300 da American Airlines que caiu pouco depois de decolar do aeroporto internacional Kennedy, em Nova York, em novembro de

2001.


Folha de São Paulo

SEXTA-FEIRA, 21 DE MARÇO DE 2014

A COPA COMO ELA É

Companhia aérea poderá se livrar de multa por falta de hotel na Copa

Se comprovar que tentou acomodar passageiro em caso de atraso em voo, empresa não terá sanção

Temor é que, por causa do Mundial, não haja leitos suficientes; Anac nega que vá flexibilizar direitos dos usuários

RICARDO GALLO

DE SÃO PAULO


Em um expediente já previsto, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) abriu a possibilidade de não multar as empresas aéreas na Copa do Mundo caso elas não consigam, por falta de vagas disponíveis, colocar passageiros em

hotéis, pousadas ou outro tipo de acomodação.


Resolução da Anac, de 2010, obriga as companhias a acomodar passageiros em "local adequado" se um voo atrasa mais de quatro horas --as empresas costumam recorrer a hotéis conveniados, mas podem ser usadas, entre outros, salas VIP

e pousadas.


A norma vale também para cancelamentos, overbooking ou interrupção de voo.


As empresas sustentaram que, se um problema (como nevoeiros comuns em junho e julho) fechar um aeroporto de cidade-sede, corre-se risco de não haver onde pôr o passageiro que fique no chão.


Santos Dumont (Rio), Curitiba e Porto Alegre são alguns dos aeroportos que mais interrompem as operações no inverno em razão da neblina.


Há outros possíveis problemas: em Cuiabá e em Fortaleza, as vagas em hotéis podem não ser suficientes para abrigar a demanda se for necessário o pernoite de passageiros.


REUNIÃO


Em reunião na semana passada, segundo dois presentes, a Anac disse às empresas que seus fiscais seguirão, como hoje, a elaborar autos de infração se constatarem falta de atendimento.


Mas, ao analisar o caso, a agência não multará se concluir que a empresa fez o possível para atender ao passageiro e foi impedida por razão que exceda seu controle. Para tal, elas deverão provar a impossibilidade de fazê-lo.


"Vamos fazer todo o esforço para atender os passageiros. Caso sejamos autuados e fique comprovado que não tinha hotel, a Anac vai ser flexível nas nossas considerações", diz Tarcísio Gargioni, vice-presidente da Avianca.


Procurada pela Folha, a agência disse que não haverá flexibilização da resolução sobre os direitos dos passageiros, mesma posição da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). A Anac afirmou que cobrará as empresas para

que o passageiro seja acomodado em local adequado. Mas admite analisar caso a caso os pedidos.


Hoje, já é possível para a Anac não multar. Só que não há nem houve um evento com duração (um mês) e alcance (12 cidades) que testasse a estrutura de aeroportos e a rede hoteleira tal qual a Copa.


Assim, é improvável que uma empresa, sem nenhum grande evento no país, convença a agência se argumentar não ter conseguido acomodar passageiros.


Folha de São Paulo

SEXTA-FEIRA, 21 DE MARÇO DE 2014

Anac nega que vá flexibilizar direito de passageiros na Copa

Para agência, é praticamente impossível não conseguir algum tipo de acomodação

DE SÃO PAULO


A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que a resolução sobre direito de passageiros não será flexibilizada na Copa, "assim como não foi flexibilizada em outros grandes eventos".


De acordo com a agência reguladora, a acomodação adequada, "quando for comprovado que não há vagas disponíveis em hotéis, será sempre cobrada das empresas". São exemplos de acomodação adequada hotéis, pousadas e salas VIP.


A companhia, segundo a agência, "tem e terá que prover acomodação adequada e comprovar isso, senão poderá sim ser autuada e multada". "Essa é a regra."


O passageiro não poderá ficar sem a "acomodação adequada e, também como já é feito, tudo será analisado caso a caso" [em relação à aplicação de eventuais multas].


Nos processos em que houver auto de infração contra as empresas, elas terão o devido direito de defesa, segundo a Anac. A não aplicação de multa se dará somente se as companhias apresentarem provas de que não tinham como sequer

prover algum tipo de acomodação, situação que a agência julga praticamente "impossível" de acontecer.


A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) disse que a resolução sobre direitos de passageiros será aplicada tal qual hoje.


"Em relação à prestação de assistência material, na situação mais extrema, de atraso superior a quatro horas, a lei fala em acomodação em local adequado, traslado e, quando necessário, serviço de hospedagem'". "Então é isso que

vamos fazer."


O Globo

Sexta-feira 21.3.2014

Rio-Frankfurt

Flávia Oliveira

[email protected]


A Lufthansa vai oferecer oito mil lugares a mais por mês na rota Rio-Frankfurt, a partir do dia 30. Sai o Airbus 340-300, que hoje opera no trajeto com 221 lugares; entra o Boeing 747-400, com 352. Voos de São Paulo para a

Alemanha terão 10% mais de capacidade.


G1

21/03/2014 03h04

Tripulações de companhia aérea da Índia fazem coreografia durante voo

Tripulações da SpiceJet apresentaram coreografias ao estilo Bollywood.

Passageiros de cinco aviões registraram coreografias.

Da France Presse


A companhia aérea de baixo custo SpiceJet, da Índia, foi advertida pelas autoridades de aviação civil após as tripulações de cinco aviões apresentarem uma coreografia ao estilo de Bollywood em pleno voo, por ocasião da festa

indiana da primavera.


As tripulações de cinco aviões da SpiceJet que realizavam voos domésticos ofereceram aos passageiros uma coreografia de dois minutos e meio na segunda-feira (17) passada, dia do Holi, o festival de cores que marca a chegada da

primavera. A dança chegou às redes sociais via smartphones de passageiros.



Avião da companhia aérea indiana SpiceJet.

(Foto: Arquivo / AFP Photo)


Devido à coreografia, a direção geral da aviação civil (DGAC) ameaçou suspender a licença da SpiceJet.


A SpiceJet, que confirmou a iniciativa, suspendeu um de seus copilotos que apareceu gravando a cena com seu smartphone.


Os passageiros jamais correram risco, pois ao menos um piloto e um membro da tripulação permaneceram na cabine de comando durante o show, destacou a companhia aérea.


Para a DGCA, a coreografia poderia ter criado um ambiente a bordo 'fora do controle' da tripulação.


No total, cerca de 30 membros do pessoal da SpiceJet foram preparados por um coreógrafo para as apresentações.


G1

20/03/2014 22h07

Governo da Austrália diz que pode ter encontrado destroços do Boeing 777

Fotos tiradas por satélites mostra um objeto de 24 metros, e o outro de cinco. Registro foi feito a 2,3 mil quilômetros da cidade de Perth.


Veja vídeo no site do G1



O governo da Austrália anunciou que pode ter encontrado destroços do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que desapareceu há duas semanas.


As fotos tiradas por satélites australianos mostram dois objetos grandes, um deles mediria 24 metros, o outro, cinco metros.


"São possivelmente relacionados à busca", disse, cauteloso, o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott.


Para especialistas, essa é a descoberta mais consistente desde o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, há 13 dias.


O registro foi feito a uma distância de 2,3 mil quilômetros da cidade de Perth, na costa oeste australiana. Os objetos estariam já fora do limite do arco sul, que foi determinado por um satélite como sendo um dos caminhos

possíveis do 777.


Aviões de rastreamento norte-americanos, neozelandeses e australianos foram enviados para tentar fazer uma identificação, mas o mau tempo desta quinta-feira (20) dificultou o trabalho.


Uma nova tentativa vai ser feita nesta sexta (21). A distância é um problema: os aviões militares precisam de quatro horas só para chegar até o local. Identificados os destroços, eles lançariam boias com sinalizadores para

‘marcar’ o lugar. Barcos de resgate já foram despachados, em uma viagem que deve levar dias.


Cargueiros que passam pela região foram avisados para ficar atentos. A marinha britânica desviou um navio especializado em mapeamento para ajudar.


Se o avião afundou ali, será preciso uma operação parecida com a que recuperou os destroços e caixas-pretas do airbus da Air France, que caiu no Oceano Atlântico, em 2009.


A profundidade na região é superior a 3.500 metros, comparável à da área onde foram encontrados os gravadores de voz e dados do voo da Air France. Naquele acidente, as buscas levaram quase dois anos.


E como as imagens de satélite foram captadas há quatro dias, ainda há a possibilidade de que a correnteza tenha carregado os destroços para longe do local da queda. Ou que o objeto maior seja um container que tenha caído de um

cargueiro.


Em Pequim, no hotel onde estão os parentes dos desaparecidos, foram enviadas ambulâncias. O que era revolta, virou negação nesta quinta. "Eles não confirmaram nada ainda, mas eu não acredito. Por que acreditar que meu filho está

debaixo d’água, se foi?", declara o parente de uma das vítimas.


G1

20/03/2014 15h13

Viracopos testa aparelho usado para retirar aeronaves quebradas da pista

'Recovery kit' vindo da Holanda chegou no terminal de Campinas em agosto.

Falta de equipamento fez aeroporto ficar fechado por 45 horas em 2012.

Do G1 Campinas e Região



Viracopos testa equipamento para deslocamento

de aviões quebrados (Foto: Reprodução / EPTV)O


Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), realizou nesta quinta-feira (20) um treinamento com as equipes de segurança do terminal para o uso do recovery kit, equipamento usado no deslocamento de aeronaves que,

eventualmente, quebrem na única pista de pousos e decolagens. A simulação foi feita no "cemitério" de aviões do terminal.


Para o treinamento, foi feito um buraco na terra abaixo do trem de pouso de um avião que está fora de operação no "cemitério". Com isso, a intenção é, com o equipamamento, retirar a aeronave do local. O aparelho pode retirar uma

aeronave quebrada da pista em até duas horas.


Recovery kit

O aparelho chegou no terminal em agosto do ano passado. Cerca de 40 profissionais, entre bombeiros, equipe de operações e manutenção, além de companhias aéreas, receberam orientação de uma empresa da Áustria.


Em outubro de 2012, a falta de um recovery kit no terminal aéreo fez com que o Aeroporto de Viracopos ficasse fechado para pousos e decolagens por 45 horas. O pneu de um cargueiro de 130 toneladas da empresa Centuriun, que saiu de

Miami, nos Estados Unidos, estourou durante a aterrisagem na noite do dia 14 de outubro.


O aparelho é composto por um trailer (que pesa 18,3 toneladas), seis bolsas de ar, macacos hidráulicos, compressor, 4 cintas de aço para içamento e diversos outros acessórios capazes de levantar uma aeronave de até 223 toneladas,

inclusive aeronaves da categoria F, tais como a Airbus-A380 e o Boeing 747-8F, segundo a concessionária.


G1

20/03/2014 15h32

Família de vítima reclama da demora em localizar avião desaparecido no PA

Bimotor saiu com 5 pessoas de Itaituba para Jacareacanga na terça (18).

Capitão da FAB afirma que mata fechada dificulta buscas.

Do G1 Santarém


Veja vídeo no site do G1



A família da passageira Luciney Aguiar de Sousa, 40 anos, reclama da demora em localizar o avião que desapareceu em Jacareacanga, sudoeste do Pará. As buscas entram no terceiro dia nesta quinta-feira (20).


Segundo o pai da técnica em enfermagem, Ramiro Ferreira Aguiar, a família soube do sumiço do bimotor por parentes que moram em Itaituba, e desde lá, a preocupação e ansiedade por informações têm tirado o sono. “A gente só espera,

só espera e não tem decisão de encontrar avião. Não encontram ninguém e é assim desse jeito. Estamos sofrendo, não durmo a noite”, disse angustiado.


Cláudia Aguiar, irmã de Luciney conta que a cada dia a aflição aumenta. “Quanto mais demorar é pior. Eu sei que é difícil para procurar numa mata fechada, chuva e tudo, mas porque não ouvir o que a população fala? Aí chega a

noite, está escuro, não dá para procurar. Mais um dia que a gente não dorme, mais um dia querendo saber notícia da pessoa do sangue da gente, que a gente ama”, se emociona.



Família afirma que ela escapou de outro acidente

de avião em dezembro de 2013

(Foto: Reprodução/TV Tapajós)


Passageira escapou de outro acidente

De acordo com a família, Luciney escapou de um acidente de avião em dezembro de 2013. A irmã conta que ela desceu em uma localidade, e o avião seguiu viagem. Pouco tempo após decolar, o bimotor caiu. Os três índios

Kaiapó, piloto e co-piloto, que estavam na aeronave morreram. “Ela tinha ficado numa localidade e eles iam deixar as pessoas mais para frente e nesse caso o avião caiu e as pessoas faleceram. Ela chegou a dizer para a minha irmã

que tinha acabado de sair daquele avião em que as pessoas faleceram. Ela sabia do perigo. Já tinha sofrido com outras coisas, mais a gente sabe que não é em todo canto que ganha bem. A pessoa tem filho e quer ganhar um pouco

melhor e por isso ficou exposta a isso”, afirma Cláudia.


O G1 entrou em contato com a empresa responsável pelo avião que caiu em dezembro, mas não souberam confirmar se Luciney esteve no voo.


Os familiares também estão questionando a falta de informações. "Nós não temos comunicação com ninguém de governo, de empresa, de nada. Temos que nos virar para encontrar parentes, amigos e conhecidos por lá pela região para que

eles fiquem repassando informações", ressalta o tio de uma das passageiras que chegou a enviar SMS quando o avião entrou em pane, Rubélio Santos.



FAB afirma que mata fechada dificulta buscas

(Foto: Divulgação/Graesp)


Mata fechada

De acordo com a Força Área Brasileira (FAB) a mata fechada dificulta os trabalhos. “Muitas vezes a gente pensa que um avião que caiu na mata vai abrir uma grande clareira, algo de fácil visualização, mas na verdade não é assim, a

mata, em termos gerais, realmente ‘engole’ a aeronave e caso ela tenha colidido com solo e não pegou fogo, fica mais difícil ainda a localização”, explica o capitão da FAB, Alcides Machado.


Segundo ele, as aeronaves de buscas definem aéreas antes de começarem as buscas. “Para não haver conflito e não deixarmos nenhum buraco. Como não foi acionado o E.L.T, o equipamento de segurança, a gente fez buscas por setorização”.



Infográfico avião desaparecido jacareacanga

(Foto: Andressa Azevedo/G1)


Entenda o caso

Um avião de pequeno porte que transportava uma equipe de profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indigena (Sesai) até uma aldeia indígena de Jacareacanga, no sudoeste do Pará desapareceu na última terça-feira (18). Aeronaves

de Manaus e Campo Grande estão ajudando nos trabalhos de localização do bimotor, modelo Beechcraft BE 58 Baron.


De acordo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave desaparecida, de matrícula PR-LMN, estava regular. A Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estavam em dia.


Folha de Boa Vista

20/03/2014 12h00

As companhias aéreas que saírem da Venezuela já não voltam, ameaça Maduro

A instabilidade política e os custos financeiros estão a levar as empresas a reduzirem os voos. A Air Canada suspendeu as operações

Fonte: PJ Mundo.


O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, emitiu uma séria advertência a todas as companhias aéreas internacionais que porventura estejam a contemplar a possibilidade de reduzir ou suspender a sua operação para o país, à

semelhança do que acabou de fazer a Air Canada. “As companhias que reduzirem voos serão alvo de medidas severas. As companhias que saírem do país não voltarão enquanto nós estivermos no Governo”, garantiu Maduro.


A Air Canada suspendeu o seu serviço para a Venezuela esta semana, alegando que a deterioração das condições de segurança no país tinha tornado a operação “insustentável”. “A segurança dos nossos passageiros e funcionários é

sempre a prioridade máxima”, justificou a companhia canadiana, acrescentando que a decisão de cancelar os três voos semanais para Caracas se deveu aos “distúrbios e contínua agitação civil”.



Clientes da Air Canada em Caracas pedem informações após suspensão do serviço

REUTERS/Marco Bello


Outras companhias aéreas já avançaram ou estão a ponderar avançar com medidas similares: se não a suspensão total do serviço, como fez a Air Canada, pelo menos uma diminuição do número de voos, ou então a utilização de aviões mais

pequenos nas rotas estabelecidas. Desde o início do ano, a oferta de lugares para a Venezuela tem vindo a cair, com algumas companhias – especialmente aquelas que operam dentro da América Latina – a reduzir em quase 80% o número

de passageiros transportados.


A instabilidade política no país, onde há mais de um mês se assiste a manifestações e protestos de rua, cortes de estradas, é a razão oficialmente apontada – mas esse argumento não convence o Governo. Em relação à Air Canada, por

exemplo, o ministro dos Transportes, general Hebert García Plaza, notou que “os voos para países com problemas de segurança muito mais graves do que a Venezuela” não foram suspensos, e aparentemente não preocupam a empresa.

“Tomaram uma decisão unilateral, pelo que não voltaremos a conversar com eles. A nossa relação comercial com a Air Canada está assim finalizada”, anunciou.


Em declarações à BBC, o presidente da Associação de Linhas Aéreas da Venezuela (ALAV), Humberto Figuera, lamentou tanto a decisão da Air Canada, como a reacção do Governo, que classificou como exagerada. “Está a querer dar-se um

carácter político a uma decisão que não tem absolutamente nada que ver com qualquer consideração política”, considerou.


Como sublinham vários analistas económicos, há um outro forte motivo por detrás da “renitência” das transportadoras em manter as suas ligações à Venezuela: os actuais custos financeiros das empresas internacionais, que, por força

dos constrangimentos cambiais e da retenção de divisas do Governo de Caracas, não conseguem repatriar as receitas da sua actividade comercial.


O problema para os operadores estrangeiros está na conversão dos seus rendimentos com a venda de bilhetes em bolívares para dólares: sem reservas de moeda estrangeira, o Governo de Maduro congelou essas transferências. O ministro

dos Transportes garantiu, porém, que o Centro Nacional de Comércio Exterior vai avançar com o pagamento da facturação devida de 2014 e “procurar um mecanismo de negociação para o pagamento das dívidas do ano anterior”.


A estimativa da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) é de que a dívida da Venezuela às companhias internacionais ascenda a mais de 3,7 mil milhões de dólares, a maior parte dos quais relativos

aos anos de 2012 e 2013 (embora haja companhias com dinheiro em falta desde 2009). “Esta situação de bloqueio ignora tratados internacionais e torna muito difícil a manutenção do compromisso [das companhias estrangeiras] com o

mercado venezuelano”, comentou um porta-voz da IATA.


ZERO HORA

21/03/2014 | 05h04

Atrasada, ampliação de terminal no aeroporto Salgado Filho não fica pronta até a Copa

Infraero reconhece atraso, mas garante que Salgado Filho como está tem condições de comportar fluxo durante o Mundial

Caio Cigana

[email protected]



Ampliação do terminal de passageiros do Salgado Filho deveria ficar pronta em

maio, a tempo de receber delegações e torcedores para os jogos, mas construção

está em fase inicial Foto: Diego Vara / Agencia RBS


Virou missão impossível cumprir a promessa de entregar até maio a primeira fase da ampliação do terminal 1 de passageiros do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Considerada a obra mais atrasada da Infraero para a Copa, a

construção se arrasta com poucos operários, em um estágio muito aquém do necessário para ser entregue em pouco mais de dois meses.


Zero Hora esteve quinta-feira à tarde no local e constatou que menos de 10 pessoas trabalhavam no canteiro de obras. Ex-funcionários da Construtora Espaço Aberto, de Santa Catarina, vencedora da licitação para executar o projeto,

confirmam que a evolução não chega a 10%, quando deveria agora se aproximar da metade. Entre terceirizados e contratados da própria Espaço Aberto, apenas 65 funcionários estão no local. Pouco mais da metade ocupa funções como

pedreiros, serventes, armadores e carpinteiros.


Engenheiros, arquitetos e donos de construtoras consultados por ZH após a análise de fotografias do local atestam ser impossível terminar até maio a etapa que prevê a ampliação do piso térreo da área de desembarque, com duas novas

esteiras de bagagem. Além de estar recém na etapa de fundações, para ficar pronto o prédio deveria ser erguido em tempo recorde e ter ainda finalizadas em prazo improvável fases mais delicadas, como acabamento e instalações

elétricas e hidráulicas. Para um arquiteto e empresário do setor de construção, para ser entregue em seis meses o quadro de operários deveria ser pelo menos triplicado.


Notificada pela Infraero sobre o risco de o prazo não ser cumprido, a Espaço Aberto apresentou dia 17 de fevereiro um plano de recuperação. No documento obtido por ZH, admitia as falhas, mas também mencionava a demora da estatal

"na liberação de áreas" para as obras. A Infraero nega morosidade em liberar o local e ameaça a empreiteira com uma multa em razão do atraso, uma vez que admite que o cronograma de recuperação proposto não está sendo seguido. A

rescisão do contrato com a empresa também não é descartada.


Não param por aí os problemas. A Espaço Aberto foi ainda autuada pelo Ministério do Trabalho por problemas como salários atrasados dos funcionários, FGTS não depositado e falhas de segurança no canteiro de obras.


Ordem para o começo dos trabalhos foi em setembro


Por irregularidades semelhantes, a empresa também foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) a comprovar o pagamento dos salários. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-RS) vai verificar ainda

a regularidade da responsabilidade técnica relativa à obra.


Envolvida em uma série de atrasos em Santa Catarina, a Espaço Aberto venceu a licitação para o projeto, em agosto do ano passado, pela modalidade de menor preço. A ordem para início do serviço data de setembro. No total, o projeto

vai custar R$ 181,19 milhões. A segunda fase deve ser entregue em janeiro de 2016, com ampliação do terminal no segundo e no terceiro pavimentos, incluindo novos elevadores e escadas rolantes e mais duas pontes de embarque.


Diante da lentidão, a Infraero jogou a toalha. O descumprimento do prazo de maio, que não era admitido há três semanas, agora é reconhecido. A estatal diz não prever sufoco com o aumento do movimento durante a Copa. Alega que o

Salgado Filho tem capacidade para receber 13,1 milhões de passageiros por ano e a previsão para 2014 é de 10,7 milhões de embarques e desembarques. ZH consultou a Espaço Aberto sobre o assunto, mas a empresa não se manifestou até

as 20h desta quinta-feira.


Estouro no prazo


Documento mostra que a construtora admite atraso na obra, e culpa a Infraero pela demora na liberação de áreas para o andamento do projeto



ZERO HORA


Estado de Minas

21/03/2014 07:32

Governo prepara lista de aeroportos regionais que devem receber os primeiros investimentos

Intenção é adiantar valores previstos no no Plano Geral de Outorgas anunciado na quarta-feira pela Secretaria de Aviação Civil

Marta Vieira

Carolina Mansur




Empenhado em acelerar os investimentos previstos nos aeroportos do interior do país – contemplados no Plano Geral de Outorgas anunciado na quarta-feira pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) –, o governo de Minas apresentará

dentro de 30 dias um estudo detalhado sobre os terminais que oferecem potencial para receber voos comerciais e que, portanto, deverão ser os primeiros a receber os recursos. A iniciativa visa a orientar a aplicação do dinheiro,

definindo prioridades com base no interesse que as próprias companhias aéreas terão em dinamizar a aviação regional, informou ontem o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento

Econômico, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos.


A intenção é somar esforços com o plano do governo federal, como resposta mais rápida na definição que caberá às empresas aéreas de abrir as rotas comerciais. O estudo está sendo feito em conjunto com a Secretaria de Estado de

Transportes e Obras Públicas (Setop). “Estamos refinando os dados com a intenção de concentrar os investimentos naqueles aeroportos que apontam viabilidade econômica e sustentabilidade para que a rota de voos comerciais se

consolide”, afirmou Luiz Antônio Athayde. Entre 20 terminais analisados no plano do governo mineiro, foi estabelecida uma hierarquia que indica os 10 primeiros a serem beneficiados pelos recursos.


Outra linha paralela de trabalho tem como foco a retomada da operação de aeroportos que tiveram atividades interrompidas, apesar do potencial já demonstrado, a exemplo dos empreendimentos de Diamantina, no Vale do Jequitinonha;

São João del-Rei, na Região Central, e Varginha, no Sul de Minas. Segundo o secretário de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, o projeto do governo estadual, que estaria em sintonia com o plano federal de aviação regional,

prevê investimentos de R$ 270 milhões nos aeroportos do interior.


“Foi uma combinação perfeita e que permitiu uma união de esforços e investimentos”, afirmou Melles. O plano que a SAC pôs em consulta pública projeta obras em 33 aeroportos mineiros, com investimentos de R$ 815,5 milhões. Os

detalhes da proposta estadual a ser apresentada à SAC, de acordo com Luiz Antônio Athayde, serão divulgados pelo governador Antonio Anastasia.


Na avaliação do coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), Paulo Resende, será necessário priorizar o desembolso do dinheiro, sob pena de a União desperdiçar os recursos. “O excesso nesse

caso, em querer transformar todos os terminais em polo de atração de rotas de passageiros e cargas, pode ter efeito muito negativo. É preciso ter seletividade.” Em Minas, o especialista destaca os polos regionais de Uberaba e

Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que para ele são a porta de entrada para o Centro-Oeste brasileiro; além de Montes Claros, no Norte de Minas; Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha; Governador Valadares, no Vale do Rio Doce;

Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira; e Divinópolis, no Centro-Oeste.


Turismo

A expectativa é grande em Poços de Caldas, no Sul do estado, e Ouro Preto, na Região Central. O prefeito de Poços, Eloísio do Carmo Lourenço, informou que o terminal do município já foi objeto de levantamento topográfico e de

levantamentos feitos pelo governo mineiro, contando com projeto de reforma elaborado, com orçamento de R$ 35 milhões. Em recente reunião com representantes da SAC, o prefeito foi informado de que os recursos do governo federal

estariam assegurados. Em Ouro Preto, que chegou a destinar área para construção de aeroporto, o vice-prefeito Francisco Rocha Gonçalves, disse que o grande fluxo turístico e os serviços de educação estimulado pela Universidade

Federal de Ouro Preto justificam o empreendimento.


Cancelamentos na Copa

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirmou ontem que o cancelamento de 800 voos em aeroportos das cidades-sede da Copa do Mundo nos dias de jogos representam apenas 1,12% do total

de pousos e decolagens previstos para o período do evento. As medidas, que terão maior impacto nos terminais de Santos Dumont, do Rio, de Fortaleza (CE), Manaus (MA) e Cuiabá (MT), segundo o executivo, devem atingir 3 mil

passageiros, número bem inferior aos 16 mil previstos por especialistas em aviação.


Demanda

Ontem, a Abear também divulgou dados do mercado aéreo. A demanda das companhias aéreas brasileiras cresceu 11,2% em fevereiro, frente ao mesmo mês de 2013, somando 7 bilhões de passageiros-quilômetros transportados (RPK), segundo

a entidade. Já a oferta teve leve recuo, de 0,5%, para 8,7 bilhões de assentos-quilômetros oferecidos (ASKs). Com isso, a taxa de ocupação subiu 8,5 pontos percentuais, atingindo 80,6%. O número total de passageiros transportados

superou 6 milhões de pessoas no mês, 11% acima do registrado em fevereiro de 2013.


Diário do Nordeste

21.03.2014

TERMINAL DE PASSAGEIROS

Empresa paraibana fará obras no aeroporto de Juazeiro

Ordem de serviço para realização da obra, que já foi duas vezes paralisada, deverá sair no próximo dia 31



Com a conclusão da obra, o terminal terá sua capacidade de atendimento dobrada

FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS



Partida rumo à Argentina acontecerá sempre nas tardes de sábados e terá

duração estimada de 5h53min, enquanto de Buenos Aires para Fortaleza,

os voos serão no começo da manhã FOTO: ALEX COSTA


Depois de duas vezes paralisadas, as obras do Módulo Operacional de Passageiros (MOP) do Aeroporto de Juazeiro do Norte teve, na última terça-feira, seu contrato mais uma vez assinado. A empresa paraibana VL Tecnológica terá R$

1,6 milhão para concluir o empreendimento em um prazo de 100 dias, contados a partir da assinatura da ordem de serviço, que deverá ocorrer no próximo dia 31.


De acordo com a Infraero, com as obras, o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes/Juazeiro do Norte dobrará sua capacidade de atendimento, passando a ter infraestrutura para cerca de 800 mil passageiros/ano. Em 2013, o terminal

atendeu a 388 mil passageiros, entre operações de embarque e desembarque.


O contrato assinado inclui os seguintes itens: instalação elétrica/eletrônica, climatização, conclusão da alvenaria, adequações internas, instalação de painéis informativos de voos e demais itens necessários ao pleno

funcionamento. A soma da área útil que será disponibilizada aos passageiros totaliza 1050 metros quadrados (m²), dos quais, 600 m² são do módulo de embarque e 450m² de desembarque.


Terceira empresa


Já com infraestrutura pronta, as obras do MOP já passam para as mãos da terceira empresa. A primeira, vencedora do processo licitatório, não cumpriu com os termos contratuais, passando então o serviço para a segunda colocada no

certame, que também teve contrato rescindido pelos mesmos problemas. A obra passa agora para a responsabilidade da terceira colocada. O custo total do MOP, segundo informou a Infraero, é de R$ 2,1 milhões.


Já a liberação dos recursos para a desapropriação da área do entorno do aeroporto para uma futura ampliação ainda se encontra em tratativas entre a Infraero e o Ministério do Planejamento, segundo informou ontem a assessoria de

imprensa do órgão de gestão aeroportuária.


Desapropriação


O governo federal disponibilizará R$ 15,2 milhões para o pagamento destas desapropriações, que deveriam ter sido pagos até o fim do ano passado, mas ficaram contingenciados pelo Ministério do Planejamento.


A Infraero, entretanto, solicitou à Justiça, à época, um prazo de 90 dias para iniciar os pagamentos. O período, contudo, encerrou na última segunda-feira, acarretando, inclusive, manifestação de empresários locais, na data, que

protestaram em frente ao terminal aeroportuário.


Ontem, o senador Eunício Oliveira informou, em sua conta no microblogging Twitter, que conversou com a presidenta Dilma Rousseff, durante sua visita ao Ceará, na última quarta-feira, sobre o assunto, e esta o teria garantido a

liberação dos recursos.


Ele acrescentou que recebeu, na manhã de ontem, a confirmação do secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, João Bernardo Bringel, "de que os recursos estavam efetivamente em transferência".


Procurado pela reportagem, o Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria de imprensa, não confirmou, até o fim desta edição, se tais recursos estavam em transferência, como dito pelo senador, ou não.


Sem projeto


De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero, a desapropriação é para garantir uma futura ampliação do aeroporto, contudo, ainda não existe nenhum projeto para esta expansão.


O que existe, no momento, é um Plano Diretor que delimita uma área maior para a infraestrutura do terminal aeroportuário, que deverá garantir a ampliação diante do aumento futuro da demanda no local.


Voo Fortaleza-Buenos Aires já está à venda pela Gol


Fortaleza agora conta com mais uma rota direta internacional. A partir do dia 10 de maio próximo, a companhia aérea Gol Linhas Aéreas começa a operar um voo direto para Buenos Aires que acontecerá aos sábados com um avião do tipo

Boing 737 e terá duração de 5h35. A passagem pode ser comprada a partir do valor de R$ 1.035,54.


O voo direto (ida e volta) parte do Aeroporto Internacional Pinto Martins, Fortaleza, às 17h55 e chega ao Aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, às 23h30. Já de Buenos Aires, o voo sai às 13h45 e chega em Fortaleza às 19h. Para o

secretário de Turismo do Estado, Bismarck Maia, o novo voo trará turistas estrangeiros ao Estado.


Preço em conta


A reportagem chegou a comparar o custo da passagem - com ida em 10 de maio e volta uma semana depois - e encontrou destinos nacionais de preço semelhante. Para Florianópolis, Manaus ou Porto Alegre com voos com uma parada na mesma

companhia, o custo vai de R$ 729,8 e R$ 775,8.


Ano de inserção no exterior


"Esse sim é voo que vai trazer turistas estrangeiros para o Ceará. Esse ano é o ano da inserção do Ceará no mercado internacional, passamos sete anos preparando para melhorar o turismo estrangeiro", afirma. Este é o único voo

regular de Buenos Aires para o Nordeste, segundo Bismarck Maia. Desde janeiro a companhia aérea havia solicitado o voo junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e aguardava a autorização.


Mais voos


No começo deste mês, a companhia aérea Condor Flugdienst anunciou que fará o voo Fortaleza à Frankfurt, na Alemanha. O voo internacional começa a operar no dia 20 de junho com aviões do tipo Boeing 767-300 e deve ocorrer todas as

sextas-feiras saindo de Fortaleza às 16h50, e voltando de Frankfurt às 10h15, com aproximadamente 9h15 de voo.


Já em fevereiro, a companhia aérea TAM disponibilizou voo direto de Fortaleza para Miami (EUA). O voo será lançado no dia 31 de maio e deve ocorrer aos sábados, saindo de Fortaleza às 23h35 e chegando às 5h55 do domingo, em Miami.

Na volta, ele sairá de Miami às 13h e chegará à capital cearense às 21h25.


Sérgio de Sousa

Repórter


Mercado&Eventos

20/03 - 14:07

Azul espera inciar rota entre RJ e Brasília em maio


A Azul planeja ampliar sua oferta de voos com três operações diárias entre o Rio de Janeiro (Santos Dumont) e Brasília. A solicitação para operar a nova rota foi encaminhada à Anac e a expectativa da companhia é iniciar os voos em

8 de maio. “Vamos conectar dois importantes destinos para a companhia, reforçando nossa presença nessas localidades e oferecendo ainda mais opções de voos e destinos aos nossos clientes. A nova rota é resultado do grande potencial

turístico e de negócios, que movimentam fortemente a economia dessas regiões”, afirmou Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul.


As operações, quando aprovadas, serão feitas com aeronaves Embraer 190/195, a maioria com TV ao vivo disponível. Em Brasília, os clientes da Azul encontram conexões para Araguaína, Barreiras, Marabá, Carajás, Palmas e Uberlândia.

Já no aeroporto carioca, é possível voar para Campos, Curitiba, Macaé, Porto Alegre e São José dos Campos. Recentemente, a companhia recebeu aprovação da Anac para novas operações em Brasília, com a inclusão de um voo diário e

direto entre Cuiabá e Brasília e uma quarta frequência de voo entre a capital federal e Belo Horizonte – Confins. Ambos os voos têm início previsto para 7 de abril.


Lia Bianchini