Piloto falou com controle após sinalizador parar
Voo entre Canadá e México faz pouso de emergência
Malásia: Investigação sobre avião tem aspecto criminal
Malásia confirma desvio de rota proposital de avião
Folha de São Paulo
Imprensa faz cerco às casas de pilotos do avião
Campinas vira aeroporto mais conectado do país
Empresa aérea impõe toque de recolher a funcionários
Desvio de avião foi ato deliberado, diz premiê
Companhia aérea manda comissárias trabalharem de minissaia
O Globo
FAB terá mais controladores de voo no torneio
Austrália assume controle das buscas do avião da Malaysia Airlines no Oceano
Índico
Aviões no chão quando a bola rolar
G1
Avião de pequeno porte faz pouso forçado em Jundiaí
Voos de Araxá para BH podem ser transferidos para Confins
Infraero autoriza ampliação do Aeroporto José Richa, em Londrina
Justiça manda TAM pagar R$ 5,4 mil a deficiente por demora em ajudá-la
Aeroporto industrial é inaugurado em MG, mas só deve funcionar em 2015
Polícia encontra avião e corpo de piloto desaparecido no Pará
Tribuna do Norte - RN
Novo aeroporto tem 89% da obra pronta e abre em um mês
Paraná-online
Empresa lança o que pode ser a maior aeronave do mundo
Correio Braziliense
Ultraleve cai em pista do aeroclube e piloto escapa sem ferimentos
Jornal da Band
Confins tem longas filas com operação padrão
O Estado de S.Paulo SEGUNDA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2014 Resgate. Americanos procuram avião no Oceano Índico O sistema de sinalização do Boeing 777 que desapareceu no dia 8 após decolar de Kuala Lumpur em direção a Pequim parou de funcionar antes de ocorrer a comunicação final de voz da aeronave com o controle de tráfego aéreo. A fala
vinda do avião – “Tudo bem, boa noite” – não mencionou nenhum problema no voo MH370, o que reforça a teoria de que um dos pilotos poderia estar envolvido no desvio da aeronave. Com a crescente probabilidade de que o Boeing da Malaysia Airlines teria sido desviado deliberadamente de seu caminho e, possivelmente, voado milhares de quilômetros após desaparecer com 239 pessoas a bordo, as autoridades malaias
têm sido cada vez mais criticadas por terem permitido que a investigação – marcada por declarações contraditórias do governo – tenha se tornando uma caçada global por informações. Até ontem, 25 países estavam envolvidos nas
buscas. No sábado, o premiê malaio, Najib Razak, reconheceu que informações de satélites e radares militares mostravam a possibilidade de que a aeronave poderia ter ido para Indonésia ou para algum ponto no sul do Oceano Índico, assim
como ter voado na direção de um vasto arco de território na Ásia, do norte do Laos até o oeste da China. Conversa. Ontem, porém, o ministro da Defesa da Malásia, Hishammudin Hussein, afirmou que o sistema que monitora problemas nos equipamentos da aeronave – o Aircraft Communications Addressing
Reporting System (Acars) – e transmite as informações por sinais de rádio e satélite já não funcionava quando ocorreu a última comunicação verbal entre a cabine do voo MH370 e controladores aéreos. Apesar de as autoridades já terem afirmado que o Acars do avião tinha sido desligado cerca de 40 minutos após a decolagem, não havia ficado claro em que momento exatamente o sistema tinha parado de funcionar.“ Sim, foi
desabilitado antes (da última conversa registrada)”, disse o ministro da Defesa malaio. Aproximadamente 14 minutos depois, o transponder, sistema que situa voos comerciais em radares, também foi desligado. O fato de ambos os
sistemas terem sido desativados separadamente reforça a teoria de que o desaparecimento do avião foi deliberado. A nova informação deverá concentrar ainda mais as investigações sobre veterano piloto do voo, o capitão Zaharie Ahmed Shah e seu jovem copiloto, Fariq Abdul Hamid.Nosábado, quando as autoridades malaias afirmaram que o
desaparecimento da aeronave havia sido um ato deliberado, a polícia revistou as casas de ambos e chegou a apreender um simulador de voo que pertencia ao comandante Shah. Ontem, a polícia malaia afirmou que estava examinando o
equipamento, mas não deu mais detalhes.
Sistema que envia informações sobre equipamentos de avião da Malaysia Airlines foi desligado antes da última fala vinda da cabine
SEPANG, MALÁSIA

O Estado de S.Paulo 17 de março de 2014 | 2h 57 Um avião que voava entre o Canadá e o México fez um pouso de emergência nos EUA após passar por condições extremas de turbulência. A aeronave transportava 181 passageiros e seis tripulantes. A porta-voz da Sunwing Airlines Janine Chapman disse que o Boeing 737 utilizado no voo 559, em Edmonton, Alberta, pousou no aeroporto regional de Helena. Dois atendentes de voo sofreram ferimentos leves enquanto serviam os passageiros no momento em que a turbulência teve início. Um homem recebeu um corte na cabeça e uma mulher caiu no chão. Os passageiros esperaram dentro da aeronave por mais de cinco horas antes de serem orientados a permanecerem em uma área específica no terminal do aeroporto, enquanto a companhia despachava outro avião para continuar a viagem. O
avião original será inspecionado para verificar se sofreu danos, o que é um procedimento de rotina após turbulência fortes, disse Chapman. Fonte: Associated Press.
AE - Agência Estado
O Estado de S.Paulo 15 de março de 2014 | 14h 21 A investigação sobre o desaparecimento do Boing 777 da Malaysia Airlines vai ganhando contornos de um caso criminal. Na madrugada deste sábado, oficiais do governo da Malásia chegaram a informar que a já havia a conclusão de que o
avião foi sequestrado, mas o primeiro-ministro do país, Najib Razak, afirmou que essa hipótese ainda não poderia ser confirmada. A conclusão apresentada por Najib é que o avião teve sua comunicação deliberadamente interrompida. Najib ressaltou que os investigadores estão considerando todas as possibilidades quanto ao motivo pelo qual o avião foi desviado
tão dramaticamente de seu curso, dizendo que autoridades não poderiam confirmar se houve sequestro. Autoridades disseram que irão investigar pilotos como parte do processo mas não divulgaram nenhuma informação sobre o progresso. Neste sábado, policiais foram aos endereços de residência do piloto e do co-piloto do avião, segundo
diversos repórteres locais. Especialistas vinham dizendo que quem quer que pudesse ter desabilitado os sistemas de comunicação deve ter um alto grau de conhecimento técnico e experiência de voo. Com isso, levantou-se a possibilidade de que um dos pilotos
tivesse cometido suicídio. Antes disso, um oficial norte-americano chegou a afirmar à Associated Press que investigadores estavam investigando a possibilidade de o desaparecimento do avião ter sido fruto de um ato de pirataria. Investigadores têm no momento alguma certeza de que um dos sistemas de comunicação do avião foi desabilitado antes de a aeronave chegar à costa leste da Malásia, segundo disse o primeiro-ministro. Depois disso, alguém a bordo
desligou o transponder, que envia sinais para o controle de tráfego aéreo civil. Najib confirmou ainda que os radares da força aérea da Malásia continuaram recebendo sinais do avião, que virou para leste, cruzando a região peninsular e indo em direção a trechos do norte do estreito de Malaca.O
primeiro-ministro disse ainda que o último sinal confirmado entre a aeronave e o satélite chegou as 8h11, sete horas e meia depois da decolagem. Isso é mais de cinco horas depois do tempo anterior dado pelas autoridades da Malásia
como o do último contato. Segundo Najib, essa última comunicação indica que a aeronave pode ter tomado dois "corredores" possíveis. Um deles pelo norte seguindo até o Casaquistão e Turcomenistão, e outro pela Indonésia até o sul do Oceano Índico. Ele
declarou que as buscas ao sul do Mar da China, onde o primeiro contato se perdeu, foi encerrada. Em meio as incertezas, familiares de passageiros de avião tentam manter as esperanças. Cerca de 50 deles foram avisados num hotel em Pequim neste sábado de que a Malaysia Airlines não iria mais informá-los regularmente sobre
buscas. "Nunca nos informaram nada útil, disse um chinês que não quis dar seu nome. "A única coisa com que eu me importo são os cuidados conosco, queremos ficar aqui até que possamos encontrar nossos familiares e ir pra casa". Wang Tianyu, de 38 anos, disse que seu pai estava no avião com um grupo de artistas. Ele disse que as informações que sugerem o sequestro do avião não o fizeram sentir melhor. "Já nos preparamos para o pios, mas queremos saber
onde está o avião", disse. Ele falou que a maioria dos parentes não imagina que os passageiros estejam vivos "numa ilha deserta como (no seriado de TV) ''Lost''", disse. "Apenas queremos confirmação", concluiu.
Autoridades disseram que irão investigar pilotos como parte do processo; indícios mostram que aeronave pode ter sido sequestrada
Dayanne Sousa - Agência Estado
O Estado de S.Paulo 15 de março de 2014 | 12h 32 SEPANG, Malásia - A Malásia transformou a busca pelo voo 370 em uma investigação criminal neste sábado, 15, depois de o Primeiro Ministro ter declarado em uma coletiva de imprensa que o avião
foi deliberadamente desviado de sua rota de Kuala Lumpur a Pequim uma semana atrás, e na sequência voou por até sete horas para um destino desconhecido. O Primeiro Ministro Najib Razak disse na coletiva que a Malásia irá procurar a ajuda de outros governos da Ásia para tentar encontrar o avião. As autoridades da Malásia liberaram um mapa mostrando o último sinal de satélite
recebido do avião. A polícia de Kuala Lumpur neste sábado foi às casas do piloto e co-piloto do avião desaparecido, de acordo com repórteres locais. Autoridades disseram que vão investigar os pilotos, mas ainda não divulgaram informações sobre o
progresso das investigações. A assessoria da polícia disse que só disponibilizará novas informações em uma coletiva de imprensa no domingo. De acordo com Najib, um satélite orbitando 35.800 km sobre o meio do Oceano Índico recebeu uma transmissão que, baseada no ângulo de transmissão do avião, veio de alguma localização entre dois arcos. Um arco se estendia da
fronteira sul do Cazaquistão na Ásia Central até o norte da Tailândia. O outro, de perto de Jakarta, Indonésia, até o Oceano Índico, aproximadamente 1600 km a oeste da costa da Austrália. "Esses movimentos são consistentemente deliberados por alguém a bordo do avião", disse Najib. Ele notou que um dos sistemas de comunicação foi desabilitado enquanto o avião sobrevoava a costa nordeste da Malásia. Um segundo
sistema, um rádio a bordo da aeronave, abruptamente parou as transmissões de localização, altitude, velocidade e outras informações alguns minutos depois, à 1h21, enquanto o avião tinha percorrido um terço do Golfo da Tailândia
entre a Malásia e o Vietnã. Especialistas disseram previamente que quem desabilitou o sistema de comunicação do avião e pilotou o jato, deve ter um alto grau de conhecimento técnico e experiência de voo. Uma possibilidade levantada é que os pilotos queriam
cometer suicídio. O avião transportava 239 pessoas quando, por volta de 1h20 o jato desapareceu levantando um dos mistérios mais intrigantes da história da aviação moderna.
Investigação de aeronave passa a ser alvo de inquérito criminal e primeiro-ministro acredita em sequestro
NYT
Folha de São Paulo SEGUNDA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2014 Tanto o capitão Zaharie Ahmad Shah, 53, quanto seu copiloto, Fariq Abdul Hamid, 27, do voo MH370 da Malaysia Airlines, viviam nos subúrbios de Kuala Lumpur, na Malásia. Desde o sumiço da aeronave e com investigações reforçadas sobre os dois, as residências de ambos foram cercadas por jornalistas. A polícia tem feito perguntas à família e aos amigos do piloto Zaharie e fez uma busca em sua residência. Vizinhos de Hamid, mais velho de três filhos, descrevem o copiloto como "gentil" e disseram que ele frequenta, quando possível, a mesquita local.
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Folha de São Paulo DOMINGO, 16 DE MARÇO DE 2014 Apesar do aumento nas frequências, clientes se queixam da eliminação de voos entre cidades do interior do país MARIANA BARBOSA DE SÃO PAULO Campinas se transformou, no final do ano passado, na cidade com mais ligações aéreas do país. A partir do aeroporto de Viracopos é possível voar diretamente para 57 destinos. De Guarulhos, voa-se para 48 cidades e de Congonhas,
para 27. A mudança é consequência direta da entrada da Azul no mercado e do movimento de concentração do setor. "A compra da Pantanal pela TAM reduziu as ligações regionais a partir de Congonhas e, a partir do ano passado, a concretização da fusão da Azul com a Trip fez com que as ligações de São Paulo com o interior do Estado e do país
migrassem de Guarulhos para Campinas", diz Humberto Bettini, pesquisador de transporte aéreo do Núcleo de Estudos do Transporte Aéreo do ITA e autor do levantamento, feito a pedido da Folha. Das 27 ligações diretas a partir de Congonhas, apenas 9 não são capitais. Guarulhos tem hoje 21 ligações diretas com destinos regionais (não capitais) e Campinas, 31. A consolidação das operações de Azul e Trip, concluída no ano passado, levou a uma concentração da malha. De acordo com levantamento feito pelo professor do Nectar Alessandro de Oliveira, a Azul priorizou seu crescimento em 2013 em Guarulhos e reduziu frequências em outros 58 destinos. A oferta total de frequências de voos da empresa cresceu 1%, com a adição de 130 por semana. Em Guarulhos o crescimento foi de 69% (188 voos a mais). Campinas cresceu 9%, com mais 177. Por outro lado, houve eliminação de voos da Azul que se sobrepunham aos da Trip, o que afetou passageiros. "Perdemos o voo direto Maringá-Campo Grande", diz Mariana Beckheuser, que mora em Paranavaí (PN) e trabalha com agronegócio. "As opções de voos diretos de Londrina também caíram bastante e os preços subiram." No ano passado, a TAM também reduziu voos que serviam Londrina e a Gol, os de Maringá. GUARULHOS A nova malha que a Azul está construindo a partir de Guarulhos é bem diferente da operação de Campinas. Em Guarulhos, a empresa tem como alvo o viajante a negócios de São Paulo, que quer voos diretos para cidades de médio e grande porte e que não está disposto a pegar ônibus para ir a Campinas. "De modo algum abandonamos o interior e o regional", diz Marcelo Bento Ribeiro, diretor de planejamento da Azul. Segundo ele, a redução das frequências regionais da empresa foi de 17%. "As alterações feitas na malha foram no sentido de reduzir o pinga-pinga. O que faz diferença para o passageiro do interior é a conectividade, que permite mais opções de destinos", diz. Em Guarulhos, a empresa não teria condições de construir uma malha de conexões, segundo ele. Por isso, nesse aeroporto, a estratégia foi "servir mercados que podem se sustentar sem conexão." Com a migração de voos regionais para Viracopos, o viajante que tem como destino final São Paulo precisa agora pegar ônibus, disponibilizados pela Azul, para vir para a capital.
Em Viracopos há voos para 57 destinos; Guarulhos tem 48, e Congonhas, 27
Folha de São Paulo DOMINGO, 16 DE MARÇO DE 2014 Regra vale mesmo para os dias de folga; tripulante brasileiro foi demitido e deportado do Catar por ter HIV RICARDO GALLO DE SÃO PAULO O anúncio de emprego seduz: possibilidade de jantar em Paris, almoço em Nova York, café da manhã em Montreal. Salário livre de impostos, moradia e transporte pagos --e a chance de viver no Oriente Médio como comissário de bordo em
uma das empresas aéreas mais premiadas em todo o mundo, a Qatar Airways, do Catar. É tudo verdade, mas não toda a verdade sobre a vida e o trabalho na Qatar, de acordo com tripulantes que, demitidos ou por vontade própria, voltaram ao Brasil nos últimos quatro anos. A face pouco conhecida da empresa patrocinadora do time espanhol Barcelona inclui toque de recolher, com horário para chegar em casa mesmo no dia de folga; proibição de dormir fora quando se está em Doha; inspeções sem aviso nas
moradias; e veto a visitas após as 22h. Nos apartamentos, o controle se dá por câmeras e vigilantes 24 horas nos prédios onde vivem os comissários, na capital Doha. Para entrar, os funcionários usam cartões que registram os horários de entrada e saída --os prédios são
separados para os homens e para as mulheres. Quem quebra as normas é confrontado com imagens das câmeras. Aconteceu com Vinicius Barea, único a aceitar falar sem anonimato, que chegou 14 minutos atrasado, no seu dia de folga --às 3h44, em vez de 3h30, o horário limite na
ocasião (hoje é às 4h). DEMISSÃO Ele estava com o namorado, que, por também estar de serviço no dia seguinte, infringiu outra regra: não ficou em casa 12 horas antes de um voo. Ambos foram demitidos. Para driblar a regra, há quem durma na casa de um conhecido e leve uma muda de roupa extra. Assim, chegam de manhã ao apartamento como se voltassem da academia, por exemplo. O toque de recolher vale apenas para comissários de bordo; pilotos não precisam seguir essa obrigação --segundo a Qatar, eles são mais velhos e maduros. Os funcionários dizem que nem sempre fica claro na contratação que as normas são rígidas --a Qatar nega. Parte da rigidez se deve ao fato de o Catar, sede da Copa do Mundo de 2022, ser islâmico. O país nega vistos a portadores de HIV, proíbe consumo de álcool na maior parte dos lugares e de carne de porco, por exemplo. DEPORTADO Ainda em treinamento, Álvaro (os nomes são fictícios) foi levado ao escritório da empresa --havia algo errado com seu exame de sangue. De lá, sem receber qualquer explicação, foi para uma prisão reservada a deportados para tirar
as digitais. Mais tarde, soube que havia sido demitido e que teria de voltar ao Brasil no mesmo dia. Só descobriu a razão quando estava dentro do avião, informado por uma funcionária da Embaixada do Brasil em Doha: os exames constataram que
ele era portador do vírus HIV --algo que ele disse já desconfiar. "Foi uma coisa desumana. Fui para o aeroporto sem comer, sem tomar banho, só com a roupa do corpo. Tive a notícia do diagnóstico do HIV por telefone, sem psicólogo, sem ninguém para ajudar." Álvaro hoje trabalha em uma empresa brasileira, que sabe da sua condição. Cláudio foi suspenso porque discutiu com uma chefe de cabine em um voo. Ele teve a conta bancária congelada. Ainda no Catar, dependeu de amigos para se manter. Quando a suspensão terminou, foi demitido. "Voltei ao Brasil 20 quilos mais magro, em depressão." O congelamento da conta, dizem ex-funcionários da Qatar, é comum em casos de demissão. Quem sabe que vai sair da empresa saca o valor total da conta e passa a andar com dinheiro em espécie. GRAVIDEZ Gravidez e casamento são vetados na Qatar. Os recém-contratados se comprometem a não se casar por determinado período, nem engravidar. Rosa não se incomodava com as normas da empresa, mas afirma ter saído porque queria se casar. Hoje, trabalha em uma companhia aérea brasileira. Outros ex-funcionários também não veem desvantagens. "É uma boa chance de viajar pelo
mundo", diz Valéria. A Qatar tem atualmente 49 comissários brasileiros, dos quais 12 em treinamento. O salário varia entre R$ 6.000 e R$ 12 mil. A remuneração inicial é compatível com o valor pago no Brasil, mas há a isenção de taxas como vantagem. Sindicatos para comissários são proibidos no Catar. O tratamento dado à categoria faz a ITF (Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte, na sigla em inglês) planejar levar o caso da Qatar à Organização Internacional
do Trabalho. Em 2013, a ITF se queixou à Icao (Organização Internacional de Aviação Civil).
Na Qatar Airways, comissários de bordo têm de chegar em casa até as 4h
OUTRO LADO DE SÃO PAULO Os candidatos a comissários são informados sobre as regras da empresa antes da contratação, diz Rossen Dimitrov, vice-presidente de Experiência do Cliente da Qatar. Isso vale para a determinação de chegar em casa às 4h e para a proibição de dormir fora, segundo a empresa. É na segunda etapa de seleção que os candidatos conhecem as normas. "Pedimos a eles o retorno às 4h para ter certeza que assim estão seguros. Se ocorre algo com esse funcionário no país, nós somos responsáveis [no Catar,
empregadores bancam o visto de seus funcionários]". Outra razão é manter os profissionais descansados e aptos a trabalhar em segurança. "Temos excelentes índices de segurança", diz. A norma vale só para comissários, não para pilotos. A empresa alega que os primeiros são mais jovens e menos maduros que pilotos. O vice-presidente contesta a classificação de "toque de recolher". Afirma que se trata de um
"período de descanso". De acordo com Dimitrov, a Qatar leva em consideração a performance de funcionários. Quem não atende ou desrespeita as normas pode ser dispensado. No caso de Vinicius Barea, a demissão foi pela quebra do horário limite e por desrespeito ao descanso de 12 horas antes de um voo --norma de segurança da Qatar. Sobre deportar funcionários com HIV, Dimitrov declarou ser uma regra de saúde do país. Já o congelamento de contas é feito pelo banco. O representante da Qatar afirma que a empresa é obrigada a comunicar ao banco se alguém vai
deixar o país. Sobre a gravidez, ele diz que o veto ocorre porque mulheres nessa condição são inapropriadas, sob o ponto de vista médico, para trabalhar. Gestantes podem atuar em terra --desde que sejam casadas, como manda a tradição no país. Em relação ao casamento, Dimitrov diz que o veto está no contrato. Ele afirma ainda que a empresa é "profissional", "disciplinadora" e "orgulhosa" dos seus comissários de bordo. A Icao (órgão internacional de aviação) diz que questões sobre o tratamento da Qatar a funcionários devem ser levadas a órgãos de direito do trabalho, uma vez que o tema não é de sua atribuição.
Companhia diz avisar antes sobre regras
'Se ocorre algo com um funcionário no nosso país, nós somos os responsáveis', diz vice-presidente da Qatar
Folha de São Paulo DOMINGO, 16 DE MARÇO DE 2014 Membros do governo ligados à investigação dizem que sequestro deixou de ser apenas uma teoria para o caso DE PEQUIM Após uma semana de buscas pelo Boeing da Malaysia Airlines que desapareceu na rota Kuala Lumpur-Pequim, o premiê da Malásia reforçou ontem a possibilidade de que o avião tenha sido desviado por sequestradores. Segundo Najib Razak, é possível afirmar com "alto grau de certeza" que o sistema de comunicação foi desligado antes que o avião atingisse a costa leste da Malásia. A aeronave então voou por mais sete horas, de acordo com sinais captados por satélites. "Estas foram ações deliberadas de alguém no avião", disse o premiê, que evitou dizer de maneira categórica que seria obra de sequestradores. Ele afirmou estar "olhando todas as possibilidades". Outra hipótese é que o avião teria sido jogado no mar por um membro da tripulação, em ato de suicídio. Horas antes da entrevista do premiê, funcionários do governo da Malásia envolvidos na investigação, falando de forma anônima, foram mais assertivos ao dizer que a suspeita de sequestro deixou de ser só uma teoria. "É conclusivo", disse uma fonte à agência de notícias Associated Press. O que levou a isso são os sinais de que o sistema de comunicação foi desativado de propósito, e não de forma acidental. O funcionário disse que o motivo de um suposto sequestro é desconhecido e que não foram feitas exigências. O modo como o voo saiu da rota, para escapar de radares civis, leva os investigadores a crer que só alguém com experiência em pilotagem seria capaz de fazer esse desvio. Com base em indicações de satélites de que o avião foi desviado para o oeste, o premiê da Malásia disse que o foco das buscas deixa de ser o mar do Sul da China e passa a ser dois "corredores". Um ao norte, da Tailândia à fronteira entre o Cazaquistão e o Turcomenistão, o que levantaria a hipótese de que o avião poderia ter caído em terra ou até pousado. Outro ao sul, da Indonésia ao oceano Índico. Uma falha mecânica ou erro do piloto parecem estar descartados como motivo do desaparecimento. "As autoridades malasianas mudaram o foco da investigação para a tripulação e os passageiros a bordo", disse Razak. Após a entrevista, a casa do piloto Zaharie Ahmad Shah, 53, em Kuala Lumpur foi alvo de busca pela polícia --que não deu detalhes. Quatorze países fazem buscas, e a demora na investigação gerou críticas à Malásia, principalmente por parte da China. Dos 227 passageiros a bordo, 154 são chineses. A semana de alarmes falsos e escassez de informações foi descrita por um parente de passageiro como "montanha-russa emocional". Para alguns, os indícios de sequestro revivem a esperança de que familiares estejam vivos. "Agora está claro que podem encontrar o avião", disse Selamat Omar, cujo filho de 28 anos estava no voo.
Primeiro-ministro da Malásia diz que sistema de comunicação foi desligado, reforçando hipótese de sequestro
MARCELO NINIO
Folha de São Paulo DOMINGO, 16 DE MARÇO DE 2014 DE SÃO PAULO Foi a minha primeira viagem internacional de avião. Eram minhas férias da faculdade, eu fazia engenharia civil na PUC de Petrópolis (RJ) e trabalhava. Aí, juntei grana para viajar a Londres. Naquele ano, 1973, o berço da música era Londres. Eu tocava, e ir para lá foi uma coisa que sempre desejei. Ia para conhecer e talvez ver alguns concertos. Eu programei estar naquele voo. Escolhi ir dia 10, escolhi escala em Paris. Quando embarquei no Rio, fui um dos primeiros a entrar no avião e me sentei na penúltima fileira. O voo estava quase lotado, mas, nas duas poltronas ao
meu lado, não se sentou ninguém. Foi sorte. Esse lugar acabaria sendo vital para mim. Na maior parte da viagem foi tudo normal, normalíssimo. A pouco tempo de pousar, começou a fumaça. Eu pensei: não vou ficar aqui. Acho que foi instinto. Os outros passageiros ficaram sentados, de cinto atado. Fui para a frente do avião andando mas foi tudo rápido: quando cheguei na frente a fumaça já havia tomado conta da cabine. Era uma fumaça tão negra que eu não via as minhas mãos. Fogo, não vi nenhum. Não pude entrar na cabine de comando, mas encostei perto dali e fiquei em pé. Estava tudo escuro e eu protegi meu nariz com a mão para não respirar a fumaça. Lembro que o avião estava procurando um lugar para pousar, porque não daria tempo de chegar ao aeroporto [Orly]; a sensação era que ele estava a 90 graus. Nessa hora foi como se eu sentisse a morte me abraçando. Veio um flashback: pensei na minha família, nos meus amigos, como se eu estivesse me despedindo. Então eu não consegui mais ficar em pé e caí. Quando senti o baque, desmaiei. Eu ia morrer sem sentir nada. [O avião pousou em um campo de cebolas perto de Orly; a maioria dos passageiros morreu asfixiada] Fiquei desacordado 30 horas. Soube depois que um bombeiro me tirou do avião por uma escada, no meio dos outros passageiros mortos. DESACORDADO Acordei sem saber de nada e perguntei à enfermeira como estavam as outras pessoas. "Está tudo bem", ela disse. Até que uma enfermeira trouxe a revista "Fatos e Fotos" e tinha lá minha foto. Pensei: o que aconteceu?! Gostaria de ter lembrado de tudo, mas não recordo --do impacto, por exemplo. Na primeira semana do hospital fiquei muito mal. Não quebrei nada, tive uma queimadura nas costas, mas o problema nem foi esse. O que houve foi que a fumaça intoxicou meu pulmão, e eu só cuspia sangue. Minhas radiografias eram um atestado de óbito, eu fui saber depois. Fiquei 52 dias internado na França e 29 dias internado no Brasil, quase três meses. Os médicos disseram que minha recuperação foi impressionante. Acho que ajudou eu ter sido atleta: nadei dois anos no Flamengo e joguei basquete no
Botafogo --seis meses depois do acidente eu estava jogando basquete já. Outra coisa que ajuda é energia positiva. Na França, eu recebia fitas cassete de pessoas do Brasil dizendo "vamos, Ricardo, vai dar certo". Isso me dava força. Foi esse coquetel de coisas que me fez sobreviver, acho: preparo físico, sorte e presença de espírito. Cada coisa teve lá o seu peso. Nunca pensei: "poxa, que azar". Pensei de outro jeito: que eu tinha que estar ali, eu quis viajar, que eu tive sorte e fui premiado [por viver]. Nunca tive nem pesadelo com esse acidente. Conheci depois o Gilberto [Araújo da Silva, comandante do avião e que morreria seis anos depois, quando o avião que pilotava desapareceu no Japão]. Ele foi me visitar com a mulher e duas filhas. Era muito gente boa. Que triste o
que houve com ele. Minha vida é dividida em antes e depois do acidente. Os valores mudam. Passei a dar menos valor a coisas do dia a dia que incomodavam. Sobre a religião, não sou nada; tenho a minha fé interior. A investigação depois concluiu que um cigarro aceso causou o acidente. Não acredito que tenha sido o cigarro, mas não tenho prova para falar do que aconteceu. A Varig era muito ligada ao governo militar; não sei se alguma coisa
foi encoberta. Em 1975, voltei à França. Assisti ao pouso da cabine, com um tripulante que estava no meu voo [dez tripulantes sobreviveram]. Ele me mostrou onde foi o acidente. Foi impressionante: a gente estava a cinco, dez minutos de chegar ao
aeroporto. Sempre me perguntam e digo que não fiquei com medo de avião. Hoje moro em Belo Horizonte e tenho que ir ao Rio a trabalho sempre. No ano passado, fui à Europa com a minha mulher e minhas filhas. Penso que não vai acontecer duas vezes um acidente. Uma vez só está bom, né?
Senti o abraço da morte
Voo da Malaysia faz amigos de empresário se lembrarem de seu caso: o único sobrevivente entre 117 passageiros do Boeing-707 que fez pouso forçado na França
RICARDO GALLO
Folha de São Paulo 14/03/2014 - 10h33 A companhia área japonesa de baixo custo ("low cost") Skymark Airlines foi alvo de críticas nesta semana em razão das curtíssimas minissaias que passaram a fazer parte do uniforme de suas comissárias de bordo. A Federação Japonesa de Comissários de Bordo diz que a empresa, terceira maior do país asiático, estimula o assédio sexual com as minissaias estilo anos 1960 e trata as mulheres como objeto com o objetivo de atrair clientes. Aeromoças de minissaia Segundo a entidade, o uniforme não é apropriado para o trabalho das comissárias, que inclui posições de agachamento ou alongamento. Um porta-voz da Skymark negou que a companhia trate as mulheres como objeto e afirmou que o uniforme faz parte de sua campanha para promover a estreias de rotas domésticas de primavera com modelos Airbus A330-300. De acordo com o porta-voz, a minissaia será utilizada apenas durante os seis meses da campanha, por quem trabalhar a bordo do A330. Depois desse período, a companhia aérea adotará novamente seu uniforme regular. Ele também disse que o uniforme não afeta a segurança do avião. A polêmica da Skymark não foi a única nesta semana a envolver uma companhia aérea e funcionários. A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) iniciou campanha contra as políticas da Qatar Airways, que proíbe qualquer membro da tripulação de se casar durante os primeiros cinco anos de trabalho na companhia. Segundo Akbar Al Baker, presidente-executivo da empresa, a companhia não mantém suas políticas em segredo para os funcionários. "Se você, como um indivíduo maduro, aceita essas condições, não deve se queixar." Na Emirates, as mulheres que engravidam nos três primeiros anos saem da companhia aérea. Se ficarem grávidas depois desse período, podem tirar licença-maternidade remunerada. Veja polêmicas com comissárias de bordo tamanho maior »
DE SÃO PAULO
Uniformes das aeromoças da Skymark Airlines foram feitos para promover aeronave
Skymark Airlines colocou aeromoças para trabalhar de minissaia para divulgar voos
O Globo Segunda-feira 17.3.2014 Para amenizar os impactos nos aeroportos brasileiros provocados pela ativação das zonas de exclusão aérea durante os horários dos jogos da Copa do Mundo, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que montou um esquema especial com
reforço de operadores de tráfego aéreo, estabelecendo regras específicas para o pouso e decolagem de aeronaves. O coronel Ary Rodrigues Bertolino, chefe do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) no Brasil, garantiu que
não haverá problemas de congestionamento de pouso e decolagem em horários de pico. Segundo ele, a FAB vem planejando desde 2011 o esquema para a Copa e os Jogos Olímpicos. De acordo com o coronel Bertolino, o CGNA — unidade subordinada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Aeronáutica — ficou responsável por um plano de ação considerando o aumento da demanda e as restrições em
algumas porções do espaço aéreo: — A criação de zonas de exclusão segue critérios de segurança mundiais. O objetivo é manter a segurança do público, de atletas, autoridades, aeronaves e instalações e ao mesmo tempo minimizar os impactos operacionais causados para
os usuários do espaço aéreo. Como O GLOBO revelou na edição de ontem, pelo menos 16 mil passageiros de aéreas brasileiras devem ser afetados, com bilhetes cancelados ou voos remanejados, com a decisão dos responsáveis pela segurança da Copa do Mundo de criar
zonas de exclusão no espaço aéreo durante o horário dos jogos nas 12 cidades-sede. A medida impede voos de qualquer aeronave convencional num raio de sete quilômetros a partir dos estádios, o que vai provocar o fechamento para
pousos de oito aeroportos no Rio, Belo Horizonte, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Recife, Salvador e Curitiba. Os horários das decolagens também devem ser alterados. Nessas capitais, os aeroportos ficam próximos aos estádios. Só
aeronaves militares terão permissão, em casos excepcionais, de voarem nas áreas restritas. O coronel Bertolino disse que cerca de 2.600 controladores de tráfego estão sendo treinados há dois anos: — Os controladores são preparados para lidar com demandas cotidianas e extremas, como ações terroristas, sequestros de aeronaves e identificação de aviões que se aproximarem dos estádios dos jogos sem autorização. ●
Esquema especial vai afetar 16 mil passageiros com a criação de zonas de exclusão
ANTÔNIO WERNECK
O Globo 17/03/14 - 6h28 KUALA LUMPUR - A Austrália assumiu o controle das buscas do avião perdido da Malaysia Airlines sobre o sul do Oceano Índico nesta segunda-feira, enquanto a Malásia solicita informação de radar e
aviões de rastreio para ajudar nas buscas sem precedentes sobre uma ampla faixa da Ásia, que vai do noroeste até o Cazaquistão. Investigadores sustentam que o voo 370 da Malaysia Airlines foi desviado deliberadamente pouco depois que o voo noturno decolou de Kuala Lumpur em rota para Pequim em 8 de março. As suspeitas se estendem a todos os que estavam a
bordo do avião, especialmente o piloto e o copiloto. A polícia malaia confiscou um simulador de voo da casa do piloto no sábado e também visitou a do copiloto; o chefe da polícia Khali Abu Bakar disse no domingo que esta foi a primeira vez que as forças de segurança compareceram às
suas casas. Na segunda-feira, o governo emitiu um comunicado em que contradiz essa versão ao sustentar na primeira visita às casas de ambos integrantes da tripulação foi em 9 de março, um dia depois do desaparecimento. O primeiro-ministro australiano Tony Abbott disse ao Parlamento que aceitou fazer o rastreio no sul do Oceano Índico da "desafortunada aeronave" nesta segunda-feira durante uma conversa com o dirigente malaio Najib Razak. Duas
aeronaves australianas AP-3C Orion já participavam da busca, uma delas encarregada de percorrer o norte e o oeste das remotas ilhas de Cocos. As autoridades da Malásia disseram que o avião que levava 239 pessoas a bordo seguiu emitindo um sinal de satélite sete horas depois de sua decolagem o que mostra que pode ter entrado em um corredor que vai do corredor do sudeste
asiático até o centro do continente. O governo informou nesta segunda-feira que 26 países colaboram na busca da aeronave.
Austrália assume controle das buscas do avião da Malaysia Airlines no Oceano Índico
Colaboram na operação de busca 26 países
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
O Globo Domingo 16.3.2014 SEGURANÇA NA COPA Pelo menos 16 mil passageiros de empresas aéreas brasileiras devem ter seus bilhetes cancelados ou seus voos remanejados com a decisão dos responsáveis pela segurança da Copa do Mundo de implantarem zonas de exclusão no espaço
aéreo brasileiro durante o horário dos jogos de futebol nas 12 cidades-sede. A medida impede voos de qualquer aeronave convencional num raio de sete quilômetros a partir dos estádios, o que vai provocar o fechamento para pousos de
oito aeroportos localizados em Rio, Belo Horizonte, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Recife, Salvador e Curitiba. Também haverá restrições nas decolagens, que devem ter seus horários alterados. Nessas capitais, os aeroportos ficam
próximos aos estádios, dentro da área de exclusão. Apenas aeronaves militares terão permissão, em situações excepcionais, de voarem nas áreas restritas. Do dia 12 de junho, quando a seleção brasileira entra em campo para enfrentar a Croácia no Estádio Itaquera, o Itaquerão, em São Paulo, até a final do mundial de futebol no dia 13 de julho no Maracanã, no Rio, as companhias aéreas
Gol, TAM, Avianca e Azul deverão cancelar ao menos 805 voos e reposicionar, alterando horários e local de partidas, outros 150 nessas oito cidades sedes. Representantes das empresas se reuniram com a cúpula da segurança da Copa na
semana passada, quando as medidas foram comunicadas. EXCLUSÃO AÉREA VAI DURAR ATÉ 7 HORAS Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança e Operações de Voo da Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear), confirmou o cancelamento dos voos, informando
que quem comprou ou reservou passagens nesse período começará a ser avisado esta semana pelas empresas aéreas. Uma grande operação será montada para expedir os avisos. Jenkins não soube precisar os prejuízos das companhias. — Assim como os passageiros, vamos sofrer um grande impacto. As consequências são muito ruins para as companhias aéreas. Aumentam os custos, que vamos diluir ao longo do tempo. Agora quem sou eu para questionar a medida? É um
assunto que os responsáveis pelos setores de inteligência das forças de segurança, juntamente com outros países, discutiram com a presidente Dilma Rousseff. Eu não tenho como avaliar se é exagero. Não tenho o grau de informações
deles. Vamos cumprir e ponto — afirmou Jenkins. NO RIO, VOOS DESLOCADOS PARA O GALEÃO Pelo planejamento, as zonas de exclusão aérea serão ativadas seguindo o cronograma dos jogos da Copa. No jogo de abertura, quando o Brasil estreia contra os
croatas, às 17h, no Itaquerão, em São Paulo, os voos serão proibidos no raio de sete quilômetros três horas antes da partida e até quatro horas depois do pontapé inicial. Nas outras partidas, os horários mudam. Nos jogos da
primeira fase, o espaço aéreo será fechado uma hora antes dos jogos e até três horas depois. Nas demais fases, quando há previsão de prorrogações e até disputas de pênaltis, a regra passa a valer uma hora antes e quatro depois. Na
final, no Maracanã, quando haverá a solenidade de encerramento da Copa, a zona de exclusão terá duração de sete horas, passando a valer três horas antes e quatro depois do início do jogo. No Rio, o aeroporto Santos Dumont ficará fechado para pouso em todos os jogos no Maracanã. As aeronaves que chegarem na cidade nos dias e horários das partidas serão deslocadas para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.
As decolagens serão permitidas, mas com restrições: a ordem é o piloto assim que decolar posicionar o avião na direção contrária ao Maracanã. Em Belo Horizonte, na capital mineira, o aeroporto Carlos Drummond de Andrade, o da
Pampulha, terá voos deslocados para o Aeroporto Internacional Tancredo Naves, o de Confins. EM SÃO PAULO, CAMPO DE MARTE FECHADO Aeronaves não autorizadas e que descumprirem a medida serão interceptadas por caças da Força Aérea Brasileira, advertidas e, em casos extremos, podem ser
abatidas. Os voos para Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Recife, Salvador e Curitiba serão os mais prejudicados. Como não há outros aeroportos com capacidade de receber aviões de grande porte, o fechamento nos horários de jogos para pouso e as
restrições nas decolagens provocarão uma grande operação logística das empresas aéreas. Vários voos serão cancelados. Em Manaus, por exemplo, a opção mais próxima é Belém, que fica a mais de quatro dias de viagem de barco. Em
Salvador e Recife, os pousos podem ser deslocados para Natal nos horários das partidas. Em São Paulo, os pousos e decolagens estarão permitidos nos aeroportos de Guarulhos e em Congonhas, mas a pista do Aeroporto Campo de Marte, muito usado para operações de jatinhos e helicópteros, ficará fechada totalmente nos dias
e nos horários de jogos no Itaquerão. O Campo de Marte fica fora da área de exclusão, mas a decisão de fechá-lo levou em consideração a rota tanto de aproximação como de partida das aeronaves, que passariam sobre o estádio. ●
No horário dos jogos do Mundial, serão cancelados 805 voos e remanejados 150, afetando 16 mil passageiros
ANTÔNIO WERNECK


O Globo Domingo 16.3.2014 Soaram corriqueiras as últimas palavras de quem quer que estava no comando do voo MH370 da Malaysia Airlines antes de o avião adquirir existência virtual: “Tudo em ordem, boa-noite.” Naquele início da madrugada do sábado passado,
8 de março, o Boeing 777-200ER atingira velocidade de cruzeiro e rumava da capital malaia, Kuala Lumpur, para Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo. Decorridos sete dias (esta coluna está sendo escrita na sexta-feira), a ausência de qualquer rastro do avião desaparecido soa particularmente incompreensível nesta era de hiperconectividade e superabundância de informação. Nos habituamos a querer saber, ouvir e ter foto de tudo em tempo real. Existem aplicativos para sabermos a exata localização do voo de alguém que estamos aguardando, aprendemos como rastrear nosso celular perdido ou roubado, nos
sabemos vigiados, monitorados, comercialmente perfilados seja pela National Security Agency, por satélites ou por trafegarmos na internet. Acreditamos que todo desvio de caminho encontra no GPS seu corretivo e solução. Difícil, portanto, conceber a existência de pontos cegos no planeta em que não se esteja sendo monitorado quando a bordo de um avião. Eles existem. Estão localizados em determinadas rotas aéreas acima do mar, fora do alcance de
radares. Nestes pontos cegos a localização do avião passa a depender do aparelho chamado transponder, instalado no console ao lado do assento do piloto. Quando esse cordão umbilical sofre danos ou, como se suspeita tenha sido o
caso do 370, se ele é intencionalmente desativado, a nave passa a ser dona única de seu destino. Apesar da investigação mamute com recursos de colossal operação multinacional, os familiares dos passageiros desaparecidos passaram a primeira semana com apenas uma mesma informação confiável: o voo 370 sumira do radar. Todo o
resto foi um pandemônio desnorteante. Autoridades e especialistas ouvidos pela mídia apresentaram tantas versões, hipóteses, probabilidades, pistas, teorias, análises e suposições desencontradas que os familiares mereciam ter sido poupados dessa avalanche. Dia a dia, o que parecia pista virava miragem e o traçado da área a ser vasculhado mudava radicalmente de lado. Nada fácil para uma operação da qual participam 63 navios, 49 aeronaves e dez satélites operados por equipes de doze
países. As informações mais recentes vindas do Pentágono e de uma empresa de comunicação por satélite da Grã-Bretanha acabaram apontando para a possibilidade de o fatídico voo ter sido desviado para uma rota do Oceano Índico.
Pior: o avião ainda teria voado por quatro horas após o último contato registrado pelos controladores de Kuala Lumpur. Com isso, o raio de incerteza onde procurar por destroços saltava automaticamente para 6.200 quilômetros quadrados, perfazendo um arco que vai do Mar do Sul da China à temida imensidão e profundidade do Oceano Índico. “É uma
mudança radical de jogo”, reconheceu o porta-voz da Sétima Frota dos Estados Unidos, comandante William Marks, com três destróieres envolvidos na operação. “O que começou num tabuleiro de xadrez agora é um campo de futebol.” De contrabando no noticiário envolvendo o Oceano Índico surgiu, também, uma tese que poderia continuar arquivada na categoria das “exóticas” não fosse o potencial de esperança que deve ter injetado nos sentimentos em frangalhos
dos familiares. Dada a ausência de qualquer sinal de choque, queda ou explosão do aparelho, e da habilidosa rota de escape tomada por quem estava no comando, não se deveria excluir a hipótese de o avião ter pousado num local onde
o piloto sabia não haver radares à noite. Daí surgiu a estapafúrdia Port Blair, capital do subitamente famoso arquipélago de Andamã e Nicobar, pertencente à Índia e fincado no meio do Oceano Índico. É pouco provável que o pouso de um ruidoso Boeing com quase 250 passageiros desesperados passasse despercebido ou permanecesse clandestino em Port Blair por uma semana. Mas não há como negar esse fiapo de esperança a qualquer
parente agoniado quando ele ouve James Kallston, ex-diretor adjunto do FBI americano, afirmar que a hipótese de o avião ter pousado merece continuar a ser perseguida. Cabe, então, a pergunta: por que o voo 370 não estava equipado com uma caixa-preta de transmissão de dados em tempo real? Elas já existem. Se estivesse, a Malaysia Airlines poderia ter fornecido aos familiares, já no primeiro dia,
a informação segura mais essencial: se o avião sofrera uma queda ou uma explosão. É incompreensível que nestes tempos de comunicações instantâneas, quando boa parte dos nossos dados está armazenada numa nuvem e o passageiro conversa por telefone sem fio enquanto voa de Nova York para o Rio, os investigadores de
acidentes aéreos ainda precisem garimpar um objeto físico instalado no avião. Segundo dados levantados pelo “Wall Street Journal”, dos cerca de 20 mil aviões comerciais em circulação, perto de uma centena deles, incluindo- se aí os jatos executivos, já dispõem dessa tecnologia capaz de abreviar a agonia da
espera. A indústria atribui ao alto custo do equipamento e das necessárias conexões de satélite a sua baixa implantação. Talvez seja o caso de começar a contabilizar os custos da operação de busca do MH370, somá-los aos custos com o resgate do voo 447 da Air France, que caiu em 2009, e assim por diante. Já os custos com a dor prolongada, desumana e evitável dos familiares, esses não são sujeitos a cálculos. A de um filho não soma com a de outro pai nem é divisível pela de um amigo. Cada uma é absoluta, solitária. Mereceria mais
respeito. ●
DORRIT HARAZIM

O Globo Domingo 16.3.2014 Dos leitores A Infraero está estimando um aumento do movimento no Aeroporto Internacional do Galeão da ordem de 45% durante o período da Copa do Mundo. Atualmente, o tempo de espera para pegar a bagagem neste aeroporto fica entre 45 e 60
minutos. Mantendo-se a mesma forma de serviço, o tempo médio de espera será superior a uma hora. Apenas para citar um dos inúmeros problemas que encontramos neste aeroporto, que é muito ruim.
NITERÓI, RJ
O Globo Domingo 16.3.2014 Durante a Copa do Mundo, mais de 600 voos serão feitos usando bioquerosene como combustível. O ministro Moreira Franco, da Aviação Civil, trabalha para desonerar o custo deste combustível, hoje três vezes mais caro do que a gasolina de aviação.
Ancelmo Gois
oglobo.com.br/ancelmo
G1 16/03/2014 16h23 Aeronave pousou em área descampada a 100 metros do aeroporto. Pane no motor teria provocado pouso de emergência (Foto: William Galvão/TEM Você) Um avião de pequeno porte fez um pouso forçado em uma área descampada na tarde deste domingo (16), próximo ao aeroporto de Jundiaí (SP). Segundo a polícia, um casal estava na aeronave e foi socorrido com ferimentos leves por
equipes de resgate do Corpo de Bombeiros. Eles foram levados para o hospital da cidade. De acordo com bombeiros e policiais militares que atenderam a ocorrência, o avião decolou em Parati (RJ) e iria pousar no aeroporto de Jundiaí, mas uma pane no motor forçou o piloto a fazer a manobra de risco em uma área a 100
metros do aeroporto. Alguns internautas registraram o avião caído e enviaram fotos por meio do aplicativo TEM Você para smartphones e tablets. Manobra de risco foi feita a 100 metros do aeroporto da cidade (Foto: Sandro Zeppi/TV TEM) Duas pessoas estavam na aeronave, segundo testemunhas (Foto: Sandro Zeppi/TV TEM) Vítimas foram socorridas por equipes de resgate do Corpo de Bombeiros (Foto: Carlos Augusto/TEM Você)
Pane no motor obrigou piloto a fazer manobra de risco.
Do G1 Sorocaba e Jundiaí*




G1 15/03/2014 19h14 Frequência de voos também será alterada se mudança for efetivada. Pampulha (Foto: Reprodução/TV Integração) Os voos de Araxá para Belo Horizonte devem ser transferidos do aeroporto da Pampulha para Confins, a partir de maio. A Azul, que opera o serviço na cidade, defende a mudança como alternativa para ampliar as opções de conexão para
os passageiros. De acordo com a companhia área, todos os meses cerca de dois mil passageiros embarcam no aeroporto Romeu Zema. A taxa média de ocupação das aeronaves é de 80%. Atualmente, a cidade tem voos diretos para Belo Horizonte de segunda a
sábado, com desembarque no aeroporto da Pampulha. A defesa da empresa em relação ao número de conexões se baseia em que, caso a mudança ocorra, os passageiros podem ter opção de conexões para outros 19 destinos. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Itamar
Machado, informou que na lista das novas conexões estão São Paulo e capitais do Nordeste. A ampliação pode ter reflexos na economia local. “Existe a possibilidade de outros empresários conhecerem Araxá, principalmente para novos investimentos. E também para termos mais facilidade para nos locomovermos para outras
cidades, outros centros pelo Brasil a fora”, ressaltou. Com a mudança, que ainda tem que ser aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o voo que sai da cidade faria escala em Uberaba e seguiria para o aeroporto de Confins, que fica a 40km do Centro de Belo Horizonte. (Foto: Reprodução/TV Integração) “Não seria muito bom porque o trajeto é muito maior, vai ficar bem dispendioso, e para nós que ficamos no Centro de Belo Horizonte é muito mais fácil a Pampulha”, analisou a pedagoga Gessy Glória Lemos. Outra alteração importante é quanto à frequência, visto que os passageiros terão a opção de dois voos diários. “Isso vai favorecer muito, pois quem quer ir para fazer um trabalho no dia seguinte, pode sair no voo da noite e voltar
no voo da tarde. Ou se ele quiser ir de manhã, dependendo do que vá se resolver lá, ele pode voltar à tarde para Araxá”, disse o agente de viagens, José Humberto Borges de Oliveira. A Azul formalizou o pedido de transferência no dia 7 de março e, de acordo com a assessoria de comunicação da Anac, a Agência tem prazo de 30 dias para emitir um parecer autorizando ou não a transferência.
Azul diz que alternativa amplia as opções de conexão para passageiros.
Do G1 Triângulo Mineiro


G1 15/03/2014 17h04 Obra ficará pronta no começo de 2015 e custará R$ 3,3 mi, diz Infraero. (Foto: Infraero/Divulgação) A Infraero autorizou as obras de ampliação do Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, no norte do Paraná. A ordem de serviço foi assinada na quinta-feira (13) e divulgada na sexta-feira (14) pela própria empresa federal. O terminal ganhará uma nova área de embarque, de 1,2 mil metros quadrados, e ampliação do saguão, de acordo com o projeto. A nova estrutura terá quatro portões de embarque, três portais de inspeção, espaços para lojas e 374
assentos para os usuários. A Infraero também prevê a instalação de novos banheiros, tanto na área de embarque quanto no saguão. O diferencial do módulo, afirma a administração do aeroporto, serão diretrizes de sustentabilidade na construção: o terminal terá sistema de reaproveitamento de água da chuva e telhado construído com o uso de solo e vegetação na
cobertura. “A nova estrutura vai trazer mais conforto e comodidade para os usuários e, além disso, demonstra os esforços em oferecer infraestrutura com responsabilidade ambiental”, disse Marcus Vinicius Rezende Pio, superintendente do
aeroporto, em nota. As obras começam em uma semana e devem ficar prontas no começo de 2015, estima a Infraero. O custo da ampliação será de R$ 3,3 milhões.
Terminal ganhará uma nova área de embarque e ampliação do saguão.
Do G1 PR

G1 15/03/2014 13h15 Por e-mail, a TAM disse ao G1 que se manifestará nos autos do processo. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou a companhia área TAM a indenizar em R$ 4 mil por danos morais e R$ 1,4 mil por danos materiais uma passageira com deficiência física pela demora em ajudá-la a sair da aeronave.
Por causa da demora, a mulher acabou urinando na própria cadeira de rodas, danificando a almofada. Cabe recurso à decisão. De acordo com o processo, depois de voar do Rio de Janeiro a Brasília, a passageira teve de aguardar por uma hora e meia dentro da aeronave à espera de auxílio para sair do avião. Por e-mail, a TAM disse que se manifestará nos
autos do processo. Na decisão, a magistrada do 7º Juizado Especial Cível de Brasília afirmou que ficou comprovada a falha nos serviços prestados, uma vez que a cadeira de rodas da autora não passava pela porta do banheiro do avião. Segundo a juíza,
a demora causou "grande aflição e transtorno" à passageira.
Ela urinou na cadeira de rodas enquanto esperava para sair do avião.
Do G1 DF
G1 14/03/2014 17h52 Aeroporto está localizado em Confins, na Região Metropolitana de BH. Do G1 MG aeroporto industrial do país. (Foto: Laura de Las Casas/ G1 MG) O governador de Minas Gerais Antônio Anastasia inaugurou, nesta sexta-feira (14), o primeiro aeroporto industrial do Brasil, localizado no Aeroporto Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O local
vai permitir que vinte empresas produzam e exportem sem a cobrança de tributos estaduais, municipais ou federais. A previsão é de que a área comece a funcionar em julho de 2015. Anastasia explicou que o benefício irá aumentar a competitividade dos produtos no estado, o que irá fortalecer a economia mineira. “Aqui vamos ter empresas de altíssimo valor tecnológico e de valor agregado alto”, afirmou,
ressaltando que a mão de obra também deverá ser qualificada. Segundo o governador, serão escolhidas empresas que utilizem o transporte aéreo para a distribuição dos produtos, e que necessitem de agilidade e acessibilidade entre os
fornecedores e consumidores. De acordo com o secretário de investimentos estratégicos Luiz Antônio Ataíde, está previsto para agosto o anuncio das primeiras empresas que irão se instalar no aeroporto industrial. A partir daí, cada uma será responsável pela
construção do seu próprio lote. “Hoje é a entrega física”, disse. O aeroporto industrial é uma parceria entre o Governo de Minas, a Receita Federal e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O governo informou que R$ 17 milhões foram investidos no projeto, por meio da
Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Durante a cerimonia, também foi inaugurado o Centro de Recuperação em Dependência Química (Credeq), localizado em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Também foi assinada uma parceria com 17 instituições para o
desenvolvimento de uma cadeia produtiva de bioquerosene para a aviação, que tem como objetivo elaborar um combustível que não é vindo do petróleo, e sim da biomassa.
Empresas poderão produzir e exportar sem a cobrança de tributos.
Laura de Las Casas

G1 14/03/2014 12h31 Corpo dele será levado para o Paraná. dias de buscas (Foto: Adriano Costa / TV Liberal) O corpo do piloto agrícola Senai Giansante, que morreu na queda de um avião pulverizador na terça-feira (11) perto de Redenção, sudeste do Pará, foi encontrado por um helicóptero da Polícia Civil nesta quinta-feira (13), após dois
dias de buscas que envolveram policiais e agentes do Serviço Regional de Prevenção a Acidentes Aeronáuticos (Seripa). O acidente que vitimou o piloto aconteceu por volta de 16h da terça-feira (11), quando o avião sobrevoava os municípios de Conceição do Araguaia e Floresta do Araguaia para fazer pulverização em pastagens. Giansante trabalhava há
20 dias como piloto agrícola em Redenção. O corpo da vítima foi levado para o município de Conceição do Araguaia. De lá, deve ser encaminhado para o Paraná, terra natal do piloto.
Senai Giansante era piloto agrícola há 20 dias em Redenção, no PA.
Do G1 PA

Tribuna do Norte - RN 15 de Março de 2014 às 00:00 O Aeroporto Governador Aluízio Alves, que vai substituir o Augusto Severo, no Rio Grande do Norte, está com 89% das obras concluídas e teve a data de inauguração reiterada ontem: 15 de abril. De acordo com o consórcio Inframérica,
que está construindo e vai administrar o aeroporto, as equipes que trabalham no local estão na fase de “acabamentos finos e instalações finais”. “O aeroporto entrará em operação em 15 de abril deste ano”, garante. Para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), só após a conclusão dos trabalhos da concessionária será possível, porém, trabalhar com a data exata de abertura do aeroporto às operações. “Quando os trabalhos da concessionária se
encerrarem, a Anac realizará a homologação final do aeroporto, para que possamos trabalhar com a data exata”, afirmou a agência, em nota à TRIBUNA DO NORTE. “Ressaltamos que a homologação dependerá da análise e aprovação de
diversos aspectos de infraestrutura aeroportuária e de segurança operacional pelas áreas técnicas da Agência”, acrescentou. Pelo contrato de concessão, o consórcio Inframérica tem até janeiro de 2015 para entregar o aeroporto operacionalizado. A decisão de antecipar o cronograma e abrir a estrutura ao público em abril deste ano – antes da Copa do
Mundo, que ocorre entre junho e julho e terá Natal como uma das sedes - partiu do consórcio, segundo a Anac. Obras Atualmente, estão sendo instalados, por exemplo, carpetes, forros, revestimentos, iluminação e mobiliário. Foi iniciada a parte de paisagismo e obras internas de lojas. O estacionamento, segundo o consórcio, está na parte final de
asfaltamento e em seguida virão a pintura e sinalização das faixas que demarcam as vagas e o fluxo do estacionamento. Todos os equipamentos e sistemas de navegação aérea e controle de voo estão implantados e em testes. As escadas rolantes já foram instaladas e testadas. Já elevadores, sistema de bagagem e de raio-x estão em instalação, assim como
os sistemas de ar-condicionado e combate a incêndio.
Economia
Paraná-online 10/03/2014 às 13:43:40 O HAV 304 é tão grande que ele pode ser manipulado por controle remoto. A aeronave considerada a maior do mundo foi apresentada na semana passada na Grã-Bretanha. A HAV 304 Airlander tem 92 metros de comprimento, medida que ultrapassa grandes aeronaves, como o Airbus A380. Segundo levantamento feito por especialistas a aeronave pode ter custado cerca de 72,5 milhões de euros e, ao invés de hidrogênio, o Air Lander utiliza hélio inerte para voar. A tecnologia embarcada no HAV 304 é tão grande que ele pode ser manipulado por controle remoto, sem ninguém a bordo. Segundo seus criadores, a maior aeronave do mundo pode ser utilizada para missões humanitárias, tal como a entrega de alimentos em regiões em conflito.
Redação

Correio Braziliense 16/03/2014 19:23 Um ultraleve colidiu na pista de pouso do aeroclube, por volta das 17h deste domingo. O piloto, cujo nome não foi revelado, saiu ileso. "Na hora do pouso, provavelmente por problemas técnicos, a roda do freio esquerdo travou e fez
com que o ultraleve fizesse uma curva acentuada à esquerda e batesse a ponta da asa no solo. Houve um princípio de incêndio, mas chamamos os bombeiros. Foi um incidente, não é comum esse tipo de situação", explica o diretor social
do aeroclube, Edimar Filho. Segundo o diretor, o piloto era experiente e o ultraleve novo. "Já deve ter uns seis anos que pilota, às vezes viaja para a Bahia de ultraleve e o equipamento dele devia ter no máximo uns dois anos", detalha. O aeroclube de Brasília existe há mais de 20 anos e conta com aproximadamente 110 ultraleves, além de duas escolas renomadas. Para pilotar, é necessário ter, no mínimo, 40 horas de treinamento prático e curso teórico de seis
semanas, além de passar por várias provas estipuladas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O preço de um ultraleve varia de r$ 30 mil a R$ 300 mil, dependendo do modelo.
Bombeiros foram chamados para apagar princípio de incêndio na aeronave
Cecília Pinto Coelho

Jornal da Band segunda-feira, 17 de março de 2014 - 07h39 Da Redação, com Henri Karam, da Band Uma operação padrão de funcionários do Aeroporto Internacional de Confins-Tancredo Neves, na Grande Belo Horizonte, tem causado longas filas para os passageiros no terminal. O grupo, liderado pelo SAM (Sindicato dos Aeroviários de
Minas Gerais), reivindica melhorias na condição de trabalho e aumento salarial. De acordo o diretor do SAM, Haroldo Emilio Garro, os funcionários teriam perdido folgas em domingos e feriados. A falta de alimentação adequada é outro motivo da paralisação. “Eles lancham aqui às 5h15 e, depois, só vão almoçar em
casa, ao meio-dia. Também passam mal no raio-X”, contou Garro. A respeito do salário, o pedido é por um reajuste salarial de 7%, e de 30% sobre periculosidade. Segundo o sindicato, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) não se posicionou até o momento sobre as
reivindicações. O Portal da Band tentou contato neste início de manhã com representantes da empresa, mas, até o momento, não obteve resposta. Estão em operação padrão os agentes de proteção da aviação civil - conhecidos como APACs -, além de funcionários do raio-X e dos ônibus do aeroporto mineiro. Terminal ficou com longas filas no início do dia:
Funcionários pararam serviços por aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho
Henri Karam/Band






