Supremo determina que União pague indenização bilionária à Varig
Fundo Aerus tenta receber recurso para aposentados
Embraer muda asa de jato e chega a versão que consome menos combustível
Autoridades malaias divulgam última fala vinda da cabine do voo MH370
Iata reduz previsão de lucro para US$ 18,7 bi em 2014
Folha de São Paulo
Supremo determina pagamento de indenização bilionária à Varig
Aposentados querem receber pela Previdência
Companhia aérea Passaredo é alvo de ação por atraso no pagamento de salário
Avião da Força Aérea cai em Campo Grande; piloto consegue se ejetar
O Globo
AÇÃO NÃO COBRIRÁ NEM METADE DA DÍVIDA DA VARIG
G1
Sem combustível no AC, avião da TAM faz escala para abastecer em RO
Valor Econômico
Lucro das aéreas é revisado para baixo
Tribuna do Norte - RN
Natal terá 274 voos extras durante os jogos da Copa
Diário de Pernambuco
Mais de 7 milhões de passageiros vão viajar de avião durante a Copa
Hoje em Dia - MG
Minas inaugura o primeiro aeroporto industrial do país
Diário do Nordeste
Fortaleza vai ter 826 voos extras para a Copa
Mercado&Eventos
Brasília terá 64% de aumento de pousos e decolagens durante a Copa
Azul anuncia voos entre Belo Horizonte (Pampulha) e Cabo Frio
Azul inicia venda de mais 80 voos extras para a Copa do Mundo
Yahoo! Notícias
Malásia nega que avião desaparecido teria voado por várias horas
O Estado de S.Paulo QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2014 Advocacia-Geral da União, indenização pode chegar a R$ 3 bilhões Ricardo Brito / BRASÍLIA Efeitos. Plano Cruzado congelou as tarifas e atingiu a Varig O Supremo Tribunal Federal (STF) impôs ontem uma bilionária derrota ao governo ao obrigar a União a bancar a indenização para a Varig decorrente da política de congelamento de preços das passagens aéreas durante o governo José
Sarney. A Corte rejeitou um recurso do Executivo, que, pelos cálculos da Advocacia- Geral da União, terá de arcar com uma conta estimada em, pelo menos, R$ 3 bilhões. A decisão favorável à companhia aérea, que foi extinta em 2006, beneficia trabalhadores da ativa quando a Varig entrou em recuperação judicial, além de aposentados e pensionistas do fundo de pensão Aerus. O caso chegou ao Supremo
em 2007, mas se arrastava no Judiciário havia 21 anos. A decisão não vai ser imediatamente cumprida, uma vez que ainda cabem alguns recursos no próprio Supremo. O advogado da Varig, Pedro Gordilho, acredita que a União não vai
recorrer. “Cabem os embargos de declaração, quando há omissão ou obscuridade. Mas quero crer que nesse caso não há nenhuma possibilidade de a União tentar reabrir a questão, porque seria inócuo”, disse ele, ao destacar que ganhou em todas
as instâncias. Procurada, a assessoria de imprensa da AGU disse que não vai se manifestar sobre a decisão do Supremo. O defensor disse que, após o encerramento do processo, caberá à Vara de Falências do Rio de Janeiro decidir sobre a execução da sentença, como a ordem de pagamento dos credores. Equilíbrio. No julgamento de ontem, a maioria do colegiado seguiu o voto da relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, apresentado inicialmente em maio do ano passado. A relatora reconheceu que o Plano Cruzado foi legitimamente
adotado pelo governo para debelar a hiperinflação. Mas a medida, que congelou os preços das tarifas, atingiu a manutenção da companhia aérea. “A Constituição brasileira garante o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de
concessão de serviço público. Ele há de ser reequilibrado, o que, nesse caso, não foi”, reforçou ontem a relatora. Concordaram com a relatora os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello e o vice-presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. Ao concordar com Cármen Lúcia, Lewandowski frisou que o Estado pode ser responsabilizado
se causar danos a terceiros em uma atividade legítima, como ocorreu no caso da Varig. “Bastaque se estabeleça um nexo de casualidade entre o dano e a ação estatal. E esse nexo foi, a meu ver, demonstrado nos autos por perícia
judicial não refutada. Estamos impedidos de revolver fatos e provas”, afirmou. Foram contrários ao pedido de indenização o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, e o ministro Gilmar Mendes. Para Barbosa, os problemas financeiros enfrentados pela Varig decorreram exclusivamente de má gestão da companhia, que,
frisou, ainda contava com uma relação privilegiada com o governo. “A União não está obrigada a assegurar o sucesso de nenhuma empresa pública ou privada”, afirmou. Gilmar Mendes também protestou contra o pagamento da indenização. “O boteco da esquina e a birosca da Maria fariam jus a um tipo de
indenização em face do Estado. Isso levaria à responsabilidade universal”, ironizou. Dos 11 ministros do STF, sete votaram. Os ministros Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli declararam-se impedidos. Os dois primeiros, por terem apreciado o caso no STJ. Decisão em hora ruim para o governo ● A decisão surpreendente do STF chegou em hora ruim. O governo tem feito um esforço concentrado de comunicação e prática fiscal mais contracionista, como forma de reagir às fortes críticas. Como se trata de uma decisão do órgão
máximo do Judiciário, o Tesouro vai pagar a conta, uma vez que não cabe apelação. Os técnicos do governo avaliam o prazo e a forma do pagamento, que pode ser parcelada e começar só no 2º semestre ou em 2015.
Aviação. Ministros do STF decidiram que empresa foi prejudicada pelo congelamento das tarifas aéreas determinado pelo Plano Cruzado, no governo José Sarney; de acordo com cálculos da própria
Mariângela Gallucci

/ JOÃO VILLAVERDE
O Estado de S.Paulo QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2014 Antes da decisão. Aposentados da Varig protestam em frente ao Aeroporto de Congonhas Um dos principais credores da Varig, o fundo de pensão Aerus, pode se beneficiar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que a União é obrigada a arcar com a indenização para a Varig em decorrência de perdas
financeiras por causa da política de congelamento de preços de passagens durante o governo José Sarney. O liquidante do fundo, José Pereira Filho, afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que está em estudo a possibilidade de um acordo como governo federal para o Aerus receber parte desse crédito diretamente da
União. Com isso, não seria necessário esperar a execução, o que pode demorar de cinco a seis anos, estima. “Emvezdepassaranossaparte do dinheiro para a Varig para depois ela nos repassar, a gente vende esse crédito para a União, que paga mensalmente os aposentados do futuro. Esse acordo está em andamento, com a participação da
Advocacia- Geral da União”, diz. De acordo com o liquidante, o Aerus tem a receber cerca de R$ 7 bilhões da Varig, o que representaria 74% dos créditos concursais. A prioridade no recebimento, no entanto, é dos trabalhistas, estimados em R$ 1,2 bilhão, segundo
Pereira Filho. Ele avalia que a Varig tenha a receber cerca de R$ 5 bilhões nesse processo, e poderiam chegar R$ 3,5 bilhões para o Aerus. Já pelas contas da Advocacia- Geral da União, feitas no ano passado, a União poderá ter de arcar com uma
conta estimada em R$ 3 bilhões no processo. “É uma notícia muito positiva (a decisão do STF). Por mais que a gente não receba já todo o crédito, deve entrar um valor significativo após o pagamento dos trabalhistas”, afirmou. De acordo com o liquidante, há ainda outro processo que pode beneficiar o fundo que administrava planos de previdência privada de empresas como a Varig. É o relativo à terceira fonte de recursos do Aerus. O fundo, criado em 1982, tinha três fontes de recursos: as empresas, os trabalhadores e uma taxa de 3% que incidia sobre as passagens domésticas. A taxa, que deveria vigorar até 2012, foi extinta pelo Departamento de Aviação Civil
(DAC) antes do prazo. “Com esses dois processos, a gente pode conseguir que a União assuma toda a folha do Aerus até o final, sem precisar desembolsar um valor alto de uma vez e resolveria o problema do Aerus”, diz Pereira Filho. ● Pendências R$ 7 bi é quanto a Varig deve para o fundo de pensão Aerus R$ 1,2 bi é a pendência da companhia aérea com despesas trabalhistas, segundo o liquidante do Aerus PARA LEMBRAR Aposta contra hiperinflação Anunciado com grande pompa em rede nacional de rádio e televisão pelo então presidente José Sarney, o Plano Cruzado, que congelou os preços das passagens aéreas e provocou prejuízos à Varig, surpreendeu o País no fim de fevereiro
de 1986. Formulado por André Lara Resende e Pérsio Arida, que oito anos depois também criariam o Plano Real, o Cruzado era a aposta do governo para acabar com a hiperinflação que assolava o Brasil desde o fim de 1979. E conseguiu. De março a junho de 1986, a inflação caiu drasticamente, o presidente viu sua aprovação disparar para quase 90% e o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, foi alçado a herói nacional. O plano estava focado no congelamento de preços
combinado com a remonetização da economia – amoeda foi trocada do cruzeiro para o cruzado, mais valorizado – eu m aumento de 8% nos salários. Mas, quando era preciso começar a liberar os preços, como previam os economistas, Sarney decidiu estender o congelamento. Com os salários em alta, o consumo explodiu e os produtos começaram a faltar. A situação se arrastou até as
eleições, quando o PMDB de Sarney fez 22 dos 23 governadores. Três dias depois das eleições, Sarney anunciou o Plano Cruzado II. Os preços foram liberados, amoeda, desvalorizada, e a dívida externa estourou. Quatro meses depois,
em fevereiro de 1987,o Brasil quebrou, Funaro foi demitido e Sarney experimentou seu ponto mais baixo de aprovação popular.
Liquidante do fundo de pensão busca acordo para receber crédito diretamente da União
Mariana Sallowicz/RIO

O Estado de S.Paulo QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2014 funcionará como transição até a entrega da nova geração de jatos comerciais Nayara Fraga Custo. Novo E175 é o avião de sua categoria com menor custo operacional, diz Embraer A Embraer apresentou ontem um novo jato que proporciona, em relação a seu antecessor, uma economia de até 6,4% no consumo de combustível – um dos itens de maior preocupação entre as companhias aéreas em todo o mundo. A nova versão
do E175, de até 88 assentos, é estratégica para a fabricante brasileira, já que funcionará como uma transição até a entrega da nova geração de jatos comerciais. O lançamento é visto como uma “repaginada” do modelo original, com o acréscimo de melhorias aerodinâmicas. A nova ponta da asa (chamada de wingtip, em inglês) foi anunciada como um dos principais destaques. Embora continue curvada
para cima, ela é maior e mais inclinada, para reduzir o arrasto (atrito entre o avião e o vento). “Tínhamos a melhor e mais moderna aeronave, mas com maior consumo de combustível; com as melhorias, isso mudou”, afirmou o
presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo César Silva. Fulvio Delicato, sócio-diretor da Delicato Consultoria e ex-Embraer, explica que o lançamento da empresa brasileira acompanha o movimento de outros dois grandes
fabricantes, a Airbus e a Boeing (com a linha 737 Next Generation). “O pensamento dessas empresas ao apresentar seus novos modelos foi: não é hora de lançar algo 100% diferente no mercado, e sim de atender aos anseios de economia
de combustível e entregar mais valor aos donos das empresas aéreas. ”Isso significa produzir aeronaves mais eficientes, menos barulhentas e menos poluentes, explica. Apesar de a ideia da Embraer não ser inédita, o novo E175 está sozinho no mercado, pois é o avião da categoria de 70 a 90 assentos que apresenta o menor custo operacional,segundo a empresa. A “reforma” da aeronave envolveu estudo de novas tecnologias. Entre elas estão softwares que controlam a queima de combustível, evitando a perda do material. Além disso, a modificação da asa foi conseguida por meio de ensaios
computacionais, que verificaram a eficiência em relação à asa antiga. Recepção. O E175 foi o jato mais vendido de sua categoria em2013,quandorecebeu177pedidos firmes (dos quais parte já foi entregue), além de 60 reconfirmáveis e 277 opções de quatro companhias aéreas dos EUA – Republic Airways,
United Airlines, Skywest e American Airlines. Dos 177 pedidos, cerca de 140 serão entregues na nova versão, que tem preço de tabela de US$ 43,5 milhões, acima dos US$ 43,1 milhões da versão anterior. O presidente da Embraer avalia que, entre 2015 e 2017, novas encomendas
devem ser fechadas nos EUA – principal mercado para esse tipo de aeronave – entre conversão de opções e novas encomendas. Há também a expectativa de substituição de aeronaves antigas,com mais de 20 anos, e de aviões menores, de 50
assentos, pelos E175. A primeira entrega do E175 contendo o pacote completo de modificações está prevista para as próximas semanas, segundo a Embraer. A companhia aérea que receberá o jato será a United Express, empresa de aviação regional da United
Airlines. Por ora, o novo jato da Embraer será o líder em sua classe – com a economia de combustível que superou os 5% estimados anteriormente. Mas, entre quatro e seis anos, concorrentes diretos vão surgir, segundo Delicato. Ao sair na
frente, a Embraer espera ganhar o mercado.
Repaginação. Aeronave E175 passou por melhorias aerodinâmicas que vão gerar economia de 6,4% no consumo de combustível; o lançamento é estratégico para a fabricante brasileira porque
Luciana Collet


O Estado de S.Paulo O Estado de S. Paulo KUALA LUMPUR - "Tudo bem, boa noite" foram as últimas palavras vindas do voo MH370 da Malaysia Airlines registradas por controladores de tráfego aéreo antes de o Boeing 777 desaparecer na
madrugada de sábado com 239 pessoas a bordo. A comunicação final foi divulgada nesta quarta-feira, 12, aos parentes dos passageiros, em Kuala Lumpur, de onde o avião decolou a caminho de Pequim. A notícia do último diálogo foram reveladas enquanto as autoridades malaias defendem a maneira com que vêm lidando com o desaparecimento da aeronave, ao mesmo tempo que admitem estar incertas quanto à direção que o avião tomava
quando desapareceu. Em um comunicado, o comandante da Força Aérea da Malásia, Rodzali Daud, desmentiu a afirmação divulgada na terça-feira - atribuída ao militar - de que o voo tivesse desviado a sua rota para a direção do Estreito de Malaca. "Quero
afirmar que eu não fiz nenhuma declaração desse tipo." Autoridades do governo malaio disseram ter pedido à Índia, porém, que ajudasse nas buscas na região do Mar de Andamã, sugerindo que a aeronave poderia ter alcançado essas águas após passar por Malaca - localizado cerca de 400
quilômetros a oeste da última coordenada conhecida do voo desaparecido. O mistério sobre o paradeiro do avião é alimentado por declarações confusas e, por vezes, contraditórias por parte das autoridades malaias - o que tem levado a alegações de incompetência e até rumores de uma operação de
acobertamento de um eventual acidente, aumentando a angústia dos parentes dos desaparecidos. China e Vietnã reclamaram nesta quarta-feira da lentidão no processo de investigação do desaparecimento da aeronave. Os dois países afirmam que o governo malaio está com dificuldades em coordenar os esforços nas buscas. Ao todo,
dez nações estão ajudando a varrer os mares ao redor da Malásia. "Há muita informação e muita confusão. É muito difícil para nós decidir se as informações são acuradas. Não desistiremos enquanto ainda houver esperança", afirmou o porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang. AP e REUTERS
Autoridades malaias divulgam última fala vinda da cabine do voo MH370
'Tudo bem, boa noite' foram palavras finais registradas pelas autoridades de aviação antes de o Boeing desaparecer
12 de março de 2014 | 17h 20
O Estado de S.Paulo 12 de março de 2014 | 13h 57 LONDRES - A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) revisou a previsão de lucro para a indústria de aviação mundial para US$ 18,7 bilhões em 2014, de uma expectativa anterior de US$
19,7 bilhões. Apesar da revisão para baixo, o setor terá seu segundo ano consecutivo de melhora nos ganhos caso a previsão seja concretizada. "Em geral, as perspectivas são positivas e um pequeno aumento econômica cíclico está impulsionando a demanda de passageiros enquanto a carga está tendo melhor desempenho do que pensávamos apenas alguns meses atrás", disse Tony
Tyler, executivo-chefe da Iata. A organização prevê que as companhias aéreas reterão US$ 5,65 de lucro líquido para cada passageiro em 2014, em comparação com US$ 4,13 em 2013 e US$ 2,05 em 2012. Aumento dos preços do petróleo - que deve ficar em média em US$
108 por barril, US$ 3,50 mais do que a estimativa anterior - adicionará US$ 3 bilhões para a conta de combustível da indústria. O combustível é o maior custo para as companhias aéreas, cerca de 30% em média, chegando a até 50%
para alguns. Tyler disse que atingir ganhos foi uma conquista em si mesmo para a indústria, mas que a previsão de margem de lucro de 2,5% ainda era extremamente baixa. Ele comparou o ambiente de reestruturação na Europa com o mercado
norte-americano, onde ele disse que a consolidação e joint ventures levaram a "eficiência através de companhias aéreas, opções para clientes e um investimento maior em novos produtos e serviços". Há ainda um grande número de companhias europeias que competem por participação de mercado, com muitos ainda em reestruturação e outros no recebimento de auxílios estatais. A Iata elevou sua previsão de lucro para as companhias aéreas norte-americanas em US$ 300 milhões para US$ 8,6 bilhões, mas revisou sua previsão de lucro para a Europa para baixo em US$ 100 milhões para US$ 3,1 bilhões. Além da incerteza geopolítica causada pelo impasse entre a Ucrânia, Tayler citou protecionismo e falta de alinhamento internacional de diretos dos passageiros como riscos contínuos para a indústria. Fonte: Dow Jones Newswires.
Iata reduz previsão de lucro para US$ 18,7 bi em 2014
Folha de São Paulo QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2014 No processo, iniciado em 1993, companhia afirma que teve prejuízo nos anos 80 e 90 com congelamento de tarifas O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que a União indenize a extinta companhia aérea Varig por prejuízos decorrentes da política de congelamento de tarifas de outubro de 1985 a janeiro de 1992, em consequência do Plano
Cruzado. Pelos cálculos da Varig e de seus ex-trabalhadores, a indenização seria de cerca de R$ 6 bilhões. A AGU (Advocacia-Geral da União) diz que, em valores de maio de 2012, o montante está na casa dos R$ 3,1 bilhões. De acordo com o advogado Alberto Pavie, que junto com Pedro Gordilho defende a Varig, é impossível afirmar neste momento o valor atual da indenização com precisão. "Quando for certificado o trânsito em julgado no STF [fim do processo], será aberta uma nova ação na primeira instância da Justiça Federal e a Varig vai apresentar suas planilhas. Com isso a Justiça fará, pela primeira vez, um
cálculo oficial do montante devido", disse. O processo em que a Varig pede indenização tramita na Justiça desde 1993 e, em 2007, chegou ao STF. Apesar da vitória, ainda cabem recursos para questionar a decisão e o processo para calcular o montante efetivo a ser pago deve se arrastar por mais algum tempo. Quando receber os recursos, a Varig deverá usar o dinheiro para quitar dividas trabalhistas da empresa e pendências com o fundo de previdência Aerus, que reúne ex-funcionários da companhia. Segundo Gordilho, a divisão dos recursos será feita na Vara de Falências do Rio de Janeiro, onde corre o processo da massa falida da Varig. "Isso tudo ainda demorará um pouco, mas, à medida que as coisas andarem, a Vara de Falências será comunicada e verá como partilhar [o dinheiro]." No julgamento de ontem, a Varig foi vitoriosa num placar de 5 a 2. Dos 11 ministros, 3 se consideraram impedidos e não participaram do julgamento: Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli. Além disso o ministro Marco Aurélio Mello estava fora de Brasília e não participou do julgamento. A maioria dos ministros acompanhou o voto da relatora, Cármen Lúcia, que havia no ano passado reconhecido o direito da Varig em obter compensações pelo período em que suas tarifas ficaram congeladas por uma determinação do
governo. Foram contrários à tese os ministros Gilmar Mendes e o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Para os dois, toda a sociedade foi impactada com o Plano Cruzado e suas normas, por isso, não se poderia falar em dano especial causado unicamente à empresa. "O boteco da esquina, a birosca da Maria... Todos fariam jus a algum tipo de reivindicação em face do Estado [devido aos planos econômicos]", disse Mendes. COM ATRASO A decisão do Supremo chegou oito anos atrasada para a Varig. A companhia, que parou de voar em 2006, passou anos de agonia financeira aguardando o desfecho dessa ação para sobreviver. Com dívidas bilionárias com fisco, Previdência, Infraero e outros credores, a companhia contava com os créditos que considerava que tinha direito pelo congelamento de tarifas Quando a Varig foi vendida, em 2006, os trabalhadores não recebiam havia quatro meses --a recisão não foi paga e a empresa não depositava FGTS. Os trabalhadores terão direito a receber até 150 salários mínimos. Em seguida na lista de prioridade estão os aposentados e pensionistas do Aerus, fundo que era credor da Varig. Desde 2006, dos quase 10 mil aposentados e pensionistas, mais de 700 faleceram. A "parte boa" da Varig foi comprada em 2007 pela Gol.
Valor ainda não foi definido; para empresa, montante é de R$ 6 bi, o dobro do previsto pela AGU
Folha de São Paulo QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2014 DE SÃO PAULO Aposentados do Aerus pretendem retomar as negociações com o governo para que possam ser incluídos na folha de pagamento da Previdência. "Vamos buscar apoio do Congresso e do Senado", diz Graziella Baggio, assessora dos aposentados na negociação. Os quase 11 mil trabalhadores que estavam na ativa da Varig até 2006 têm prioridade no recebimento dos créditos resultantes da ação judicial, no valor individual de até 150 salários mínimos. Em seguida, entram os 10 mil
aposentados do Aerus. A mais recente rodada de negociação com o governo para tentar encontrar uma solução para o drama dos trabalhadores e aposentados aconteceu no segundo semestre do ano passado, depois que um grupo deles passou nove dias acampado no
salão verde do Congresso. "Temos casos de comandante que virou mendigo, mas nada sensibilizou o governo", diz Baggio. A proposta de acordo esbarrou na resistência do Ministério da Fazenda, que argumentava que antes era preciso resolver a questão no
Supremo. "Agora temos a decisão. Foi um belíssimo julgamento, que recuperou o direito à vida dos aposentados", diz ela.
MARIANA BARBOSA
Folha de São Paulo 12/03/2014 20h15 O Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Procuradoria da 15ª Região, ingressou com uma ação na Justiça que pede que a companhia aérea Passaredo, de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), pague os salários dos
funcionários em dia. Além de pedir à Justiça que a empresa quite os vencimentos dos trabalhadores até o quinto dia útil de cada mês, o MPT pede indenização de R$ 230 mil por dano moral. Segundo o diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Rodrigo Spader, os salários referentes a fevereiro de pilotos, copilotos e comissários ainda não foram pagos. "[O atraso de salários] É um problema recorrente [na Passaredo]", disse. Avião da Passaredo no aeroporto de Ribeirão; empresa não pagou todos os salários de fevereiro Na ação, a Procuradoria aponta supostas irregularidades trabalhistas. Uma delas é o fato de a Passaredo ter convocado um grupo de 56 trabalhadores para propor a suspensão do contrato de trabalho por meio de licença não remunerada –por 180 dias– sem negociação ou acordo com o sindicato da categoria. A Procuradoria argumentou ainda que a empresa tem feito pagamentos de salários de forma fracionada, "gerando uma situação de insegurança e desestabilização psicológica aos empregados". Em maio do ano passado, credores da Passaredo aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia. Na época, o plano previa que a dívida de R$ 100 milhões da empresa pudesse ser quitada em 15 anos. Procurada, a Passaredo informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que não iria comentar o assunto.
DE RIBEIRÃO PRETO

Folha de São Paulo 12/03/2014 23h00 Um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) caiu na noite desta quarta-feira em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O piloto conseguiu acionar o assento ejetável e foi resgatado sem ferimentos graves. O acidente aconteceu por volta das 18h, quando a aeronave A-29 Super Tucano, fazia um voo em uma área rural a 55 quilômetros a sudoeste de Campo Grande. Apenas o piloto estava no avião e foi socorrido consciente por um helicóptero
H-1H, também da FAB. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas pela Aeronáutica.
DE SÃO PAULO
O Globo Quinta-feira 13.3.2014 Varig deve cobrir somente o passivo da aérea com ex-funcionários, aposentados e pensionistas. Nas contas mais otimistas, a ação deve render R$ 7 bilhões. Mas o passivo da companha beira R$ 18 bilhões, informa Jaime Canha,
administrador da massa falida. Os trabalhadores da ativa, credores da classe 1, têm prioridade no pagamento. Têm cerca de R$ 1 bilhão a receber. Canha estima em 13 mil o total de beneficiários, mas o quadro geral dos credores
trabalhistas ainda está sendo elaborado. Deve ser apresentado à Justiça do Rio em meados de abril. O dinheiro, quando sair, será transferido à 1ª Vara Empresarial do TJ-RJ. É o juiz Luiz Roberto Ayub que fará o rateio. Canha diz
que, na sequência, quem vai receber são os aposentados e pensionistas do Aerus, o fundo de pensão da Varig que tem na ação do Supremo as garantias reais. A fundação teria até R$ 4 bi a receber. Ao fim, seriam honradas dívidas
tributárias e sem garantias. No dia 3 de abril, Canha leva a leilão 58 imóveis da Varig. A operação será conduzida pelos leiloeiros Rodrigo Portella, Silas Barbosa, De Paula e Jonas Rymer. R$ 23,3 MILHÕES É o valor de avaliação dos 58 imóveis que a massa falida da Varig vai leiloar em abril. Há 32 terrenos e 26 salas, lojas e residências. Pela 1ª vez, estão incluídos
Indenização do governo, quando for paga, será suficiente para quitar passivo com funcionários e aposentados
Flávia Oliveira
G1 12/03/2014 18h51 TAM diz que novos voos poderão ser alterados. Do G1 AC (Foto: Reprodução/EPTV) O voo JJ 3534 da TAM de Brasília previsto para chegar em Rio Branco às 11h30 terá um atraso de quase três horas por conta de uma escala para abastecer no aeroporto Jorge Teixeira, em Porto Velho (RO). Em nota distribuída à
imprensa, a companhia aérea explica que o motivo é a falta de combustível no aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco. Caso o problema persista, segundo a TAM, novos voos poderão ser alterados. A nota informa ainda que a capacidade do voo será reduzida para 88 passageiros devido a restrição de peso do aeroporto da capital rondoniense. O superintendente local da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária
(Infraero), Jailson Araújo, disse que até o momento nenhuma notificação oficial da TAM chegou para a Infraero. Ele afirma que a base da Petrobras no aeroporto ainda tem combustível e explica que os aviões da TAM são abastecidos
pela Shell, onde pode estar ocorrendo a falta do produto. "Até o momento, que eu saiba o aeroporto ainda está com combustível. Essa escala deve ser uma manobra para que eles não tenham problema com a quantidade de passageiros", declara. Segundo o superintendente, a Petrobras, uma das empresas que abastecem o aeroporto, receberá ainda nesta quarta-feira (12) um carregamento com combustível, mas que por enquanto não tem informações de quantidade. "Só saberemos
quando chegar", explica Jailson. Procurada pelo G1, a TAM não confirmou se o abastecimento das aeronaves no Acre é feito pela Shell. Por e-mail, a companhia explicou que 'essa informação deve ser confirmada diretamente com os fornecedores'. Shell diz que opera com 'restrições' no aeroporto Ao G1, a Raízen, licenciada da marca Shell confirmou que opera com restrições no aeroporto de Rio Branco, em função das limitações de tráfego na BR-364, inundada pelas águas do Rio Madeira, em RO. A empresa informa ainda que as
atividades serão normalizadas logo que o nível do rio diminua. "A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, informa que opera com restrições no aeroporto de Rio Branco devido às fortes chuvas que atingem a região e que acabaram por bloquear os acessos via rodovia para entrega de querosene
de aviação. Dessa forma, e para manter o transporte aéreo local, as aeronaves que fazem o trecho Brasília - Rio Branco são desviadas para abastecimento no aeroporto de Porto Velho e depois seguem com destino à Rio Branco. As
operações serão normalizadas a medida em que o nível do rio Madeira diminua e as rodovias sejam liberadas."
Shell confirma que opera com restrições no aeroporto de Rio Branco.
Amanda Borges

Valor Econômico 13/03/2014 às 05h00 A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) reduziu em US$ 1 bilhão a projeção de lucro somado para as 200 companhias que a entidade representa no mundo este ano, por causa do impacto do encarecimento
dos combustíveis e do menor crescimento nos países emergentes. Mas para a América Latina, a Iata prevê um crescimento mais intenso do lucro. A entidade diz que o ganho vai mais que dobrar em 2014 ante 2013, passando de US$ 400 milhões para US$ 1 bilhão. Esse ritmo seria ainda mais forte se as
economias do Brasil e da Argentina não estivessem caminhando a passos lentos e se a infraestrutura no maior mercado, o brasileiro, não tivesse tantos gargalos. Segundo a Iata, o lucro líquido das aéreas em todo o mundo este ano vai somar US$ 18,7 bilhões, ante US$ 12,9 bilhões em 2013. Anteriormente, o lucro previsto pela entidade para 2014 era de US$ 19,7 bilhões. A Iata alertou para a baixa rentabilidade do setor. Com um faturamento de US$ 745 bilhões, o lucro projetado da companhias aéreas representa uma margem líquida de apenas 2,5%. A fatura com combustível é estimada em US$ 213 bilhões neste ano, ou US$ 3 bilhões a mais do que a projeção precedente. O preço do barril de querosene para aviação é estimado pela Iata em US$ 124,6, o que ainda é inferior aos US$
129 de 2012. O preço do barril de petróleo é calculado na média em US$ 108. A desaceleração econômica nos países emergentes tem impacto evidente, conforme a Iata. Até o ano passado, esses mercados impulsionavam o crescimento das vendas de passagens aéreas. Agora é o grupo de nações desenvolvidas que está
sendo de novo o principal motor de expansão. "Vemos vários mercados em desenvolvimento, como Índia, Brasil e outros, reduzindo suas tendências de crescimento", disse Tony Tyler, diretor-geral da Iata, ontem em Genebra. Na América Latina, Brasil e Argentina estão segurando as perspectivas de expansão, mas Tyler fez uma ressalva: "a situação na Argentina é bem pior que o desempenho do Brasil, isso é seguro." A entidade prevê que o crescimento do número de passageiros pagantes transportados por quilômetro voado (RPK) na América Latina deve ficar em 6%, ante alta de 6,5% no ano passado. Ao mesmo tempo, a expectativa para a oferta
doméstica (medida em assentos-quilômetros oferecidos - ASK) é de crescimento de 6,5%, ante alta de 4,6% em 2013. Sobre o Brasil, a entidade afirmou que quem for assistir à Copa do Mundo de Futebol vai precisar de paciência, porque deverá enfrentar aeroportos congestionados, superlotados e algumas instalações não funcionando plenamente, mas
no fim das contas todo mundo vai poder ver seus jogos. "Estou seguro de que eles [brasileiros] vão gerir bem, há enorme boa vontade de superar os problemas", disse Tyler. "Estive há três semanas no Brasil, visitei o terminal 3 de Guarulhos, há 8 mil pessoas trabalhando dia e noite.
Certamente vai ser um desafio se deslocar no país, porque todo mundo vai querer pegar o mesmo voo no mesmo momento e retornar também na mesma hora depois de alguns jogos, mas acho que vai dar tudo certo". A Iata reforçou que em vários locais a estrutura de aeroportos na América Latina continua a limitar o setor. Isso tem sido uma crítica frequente em relação ao Brasil, por exemplo, apontou o executivo. A associação apontou que as empresas da América do Norte permanecem sendo o motor do lucro global do setor. O ganho somado das empresas dos Estados Unidos, do Canadá e do México deve chegar a US$ 8,6 bilhões, em parte refletindo
benefícios de consolidação e de joint-ventures. Já na Europa, a entidade aponta que as empresas aéreas começam a se beneficiar de redução das medidas de austeridade, abrindo espaço para que o lucro atinja US$ 3,1 bilhões este ano. Para a Ásia-Pacífico, a Iata espera lucros de
US$ 3,7 bilhões, em parte impulsionados pelo setor de cargas, refletindo a importância da região no comércio mundial. O Oriente Médio continuará expandindo sua fatia no mercado, e suas companhias podem alcançar lucro líquido de US$ 2,2 bilhões.
Por Assis Moreira | De Genebra
Tribuna do Norte - RN 13 de Março de 2014 às 00:00 Roberto Lucena repórter Natal vai contar com 274 voos extras para a Copa do Mundo FIFA 2014. O número revela um acréscimo de 48,4% nos voos regulares da capital potiguar e representa o total de 21.252 assentos extras no período do evento esportivo. Os
dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) colocam Natal, percentualmente, como a terceira cidade-sede com maior aumento no volume de pousos de decolagens durante os dias de jogos. Somando os voos para as doze cidades que vão receber os jogos do Mundial, o incremento total será de 31,6% e acréscimo de 16.116 viagens. As empresas associadas à Abear – Azul, Avianca, Gol e TAM – esperam transportar 7,2 milhões
de passageiros apenas nestas cidades. O levantamento realizado pela entidade considera os voos realizados em um período de 36 horas antes e após cada partida. As passagens já estão à venda. Para atender a demanda sazonal, as empresas aéreas vão trabalhar com duas variáveis: aquisição de novas aeronaves e cancelamento de voos regulares. O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, afirmou que não haverá prejuízos para os
passageiros. “Com os jogos da Copa, vai ocorrer a diminuição no tráfego habitual. Atualmente, 65% dos nossos passageiros são os chamados corporativos – que viajam à negócios ou eventos. Esse número vai diminuir e os voos serão
cancelados. Então, as aeronaves serão remanejadas para os novos voos”, explicou. “Além disso, todos os anos as empresas adquirem novas aeronaves”, acrescentou. Das capitais nordestinas e proporcionalmente, Natal é a segunda cidade com maior aumento no número de voos extras para a Copa. Comparando com todas as demais cidades-sedes, a capital potiguar ocupa a terceira posição, atrás de
Brasília-DF e Fortaleza-CE. Critérios Para a estruturação da malha aérea, a Abear analisou alguns critérios, entre eles, a capacidade operacional dos aeroportos, levantamento da possibilidade de realocação de voos cuja demanda cairá no período e comparativo com os
cenários registrados nas Copas da Alemanha e na África do Sul, e nas Olimpíadas de Londres. Um outro elemento, segundo Eduardo Sanovicz, foi analisado e poderia inclusive ter colocado Natal à frente das cidades com voos extras. “Não à toa, Brasília e Fortaleza lideram a lista. São cidades que apresentam incentivos
fiscais às companhias. Esse não é o elemento predominante, mas foi analisado”, colocou o presidente fazendo referência à redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do QAV, o combustível da aviação. A Abear também fez o cruzamento dos dados de voos diários, horários de jogos e possibilidade de aumento da oferta, além da previsão de manutenção de alguns aviões em reserva, para atender a imprevistos ou para oferecimento de voos
extras naqueles casos em que a demanda for maior do que a esperada.

Diário de Pernambuco 12 de março de 2014 “Imagina na Copa” já virou uma frase-símbolo dos brasileiros quando alguma coisa não vai muito bem na infraestrutura do país. Nos aeroportos, então, todos os dias tem gente repetindo o mantra. Agora imagina que mais de 7 milhões
de passageiros vão viajar de avião durante a Copa do Mundo, que começa em 12 de junho. Segundo um levantamento feito pela pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), TAM, Gol, Azul e Avianca, as quatro principais companhias aéreas do país, devem transportar 7,2 milhões de pessoas entre 11 de junho
(véspera do início da competição) e 14 de julho (dia seguinte à final). O levantamento leva em consideração os voos realizados em um período de 36 horas antes e após cada partida. Ainda segundo a Abear, serão adicionados 16,1 mil voos à malha regular nas cidades-sede durante o período dos jogos. A
maior parte desses voos vai passar pelos aeroportos de São Paulo: 6.401. Depois, aparecem os terminais do Rio de Janeiro: 2.678 voos. Segundo a Abear, cerca de 645 mil passagens a mais já estão à venda. Por falar em passagens, os preços delas já caíram 33,16% em 2014. Achou muito? Eu também achei. A redução consta no material de divulgação do IPCA, o índice que
mede a inflação oficial do país. Em entrevista a jornalistas, Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do instituto, disse acreditar que a redução de preços pode ter relação justamente com a maior oferta de voos para a Copa do Mundo. O fato de o
carnaval ter caído em março também pode ter contribuído. “A gente precisa esperar o resultado de março para entender o que está ocorrendo”, destacou Eulina. Vamos ver como os preços vão se comportar daqui pra frente.
TatiNasci

Hoje em Dia - MG 13/03/2014 06:49 A Alfândega do Aeroporto Industrial de Confins já foi implantada; falta atrair as empresas O Aeroporto Industrial de Belo Horizonte, em Confins, o primeiro do país, finalmente irá decolar. Com uma área de aproximadamente 50 mil metros quadrados, o empreendimento permitirá às empresas lá instaladas regime aduaneiro
especial e isenção de impostos para exportação. A inauguração, marcada para esta sexta-feira (14), acontece após mais de 15 anos do surgimento do projeto e seguidos esforços do governo Estadual. A previsão do início de operação é agosto deste ano. Segundo o superintendente de Projetos Especiais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Danilo Colares, 20 empresas de alta tecnologia já manifestaram interesse em
se instalar no Aeroporto Industrial. A procura é justificada por vantagens que vão do ganho de competitividade e logística à menor burocracia. As pretendentes devem entrar com requerimento junto à Inspetoria da Receita Federal pleiteando os benefícios nas regras e
termos do Aeroporto Industrial. Conforme o inspetor principal da Alfândega da Receita Federal em Minas Gerais, Orlando Soares dos Santos, uma vez na zona do Aeroporto Industrial, as empresas que destinarem os produtos finais para o mercado externo terão isenção
de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado à importação e de contribuições como PIS, Pasep e Cofins. No âmbito estadual, o empresário livra-se do pagamento do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS). Só haverá taxação se as mercadorias forem destinadas ao mercado nacional. “Uma empresa importa um chip dos Estados Unidos e uma tela da China. Na própria área do aeroporto, ela recebe as mercadorias, monta um computador e vende para o mundo inteiro. Além da enorme economia com o pagamento de impostos,
as companhias têm enorme ganho no processo produtivo”, explica Santos. Para Colares, o aeroporto industrial em Minas, empreendimento inédito no Brasil, representa um grande avanço no comércio exterior mineiro e brasileiro, além de significar competição em nível de igualdade com o mercado global. Iniciativa busca reduzir custo de produção O Aeroporto Industrial também é um remédio contra o custo Brasil, segundo o superintendente de Projetos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Danilo Colares. “Com logística mais fácil, o produto chega ao aeroporto, não tem
embaraço no despacho alfandegário e tem suspensão tributária enquanto o insumo está ali. É uma forma de conter o custo Brasil”, diz. Dentre os empreendimentos que poderão operar no Aeroporto Industrial estão, como exemplo, os da indústria aeroespacial, de equipamentos eletrônicos, de ciências da vida e de tecnologia da informação. São produtos de alto valor
agregado, dentro da cadeia global de suprimentos e processos de distribuição sensíveis ao tempo. A implantação do Aeroporto Industrial ganhou impulso após a concessão do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, à iniciativa privada. Desde que saiu vencedor do leilão do terminal, o consórcio Aerobrasil, formado
pela empresa CCR e pelas operadoras Flughafen Zurich AG (Suíça) e Munich Airport (Alemanha), iniciou as prospecções. Sem mais a necessidade de processo licitatório, o empreendimento pode sair do papel. O governo estadual já investiu R$ 17 milhões na primeira fase do Aeroporto Industrial. O prédio da Receita Federal onde funcionará a área incentivada foi erguido, e o regime aduaneiro diferenciado, homologado. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) tentou licitar as áreas do Aeroporto Industrial duas vezes antes da privatização, sem sucesso. A CCR informou que se pronunciará após a assinatura do contrato de concessão, prevista para 17 de março. BH terá 789 voos e 31 mil assentos extras durante a Copa do Mundo Da véspera da abertura da Copa do Mundo, 11 de junho, até um dia após a final do torneio, em 14 de julho, os aeroportos de Belo Horizonte – Confins e Pampulha – terão um acréscimo de 789 voos, o equivalente a um aumento de 11,4%
sobre os 6.931 voos regulares. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), as companhias Azul, Avianca, Gol e TAM, que integram a entidade, irão disponibilizar 30.974 assentos extras, um incremento de 3,7% sobre o total de 873.098. As
poltronas a mais serão ofertadas enquanto durarem as operações para os seis jogos na capital mineira. No país, a ligação às cidades-sede terá um aumento de 31% no volume de operações. Serão adicionados 16,1 mil voos à malha regular nessas cidades durante o período dos jogos, totalizando 67,8 mil deslocamentos. A oferta de assentos
cresce 9,7%, o que significa 645 mil novos lugares aos 6,6 milhões regulares.
Janaína Oliveira - Hoje em Dia

Diário do Nordeste 13.03.2014 FOTO: MIGUEL PORTELA Uma das cidades mais demandadas pelos torcedores que viajarão pelo País para acompanhar os jogos da Copa do Mundo, Fortaleza terá 826 voos extras durante o período do campeonato. O número representa um incremento de 61,2% sobre a
quantidade de voos regulares no Aeroporto Internacional Pinto Martins, o segundo maior percentual entre todas as capitais-sede dos jogos, ficando abaixo apenas de Brasília. Os dados são de um levantamento feito entre as quatro companhias que integram a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear): Azul, Avianca, GOL e TAM. A entidade considerou os voos realizados em um período de 36 horas antes
e após cada partida. "A metodologia estima a movimentação típica dos grandes eventos, com os passageiros chegando até dois dias antes e partindo até dois dias depois, o que dá uma média de três a quatro diárias de hotel", explica
o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. Assentos extras Fortaleza também é apontada como a cidade que terá a segunda maior variação no número de assentos para o período, com um acréscimo de 40.606 poltronas, o que significa um aumento de 21,1% sobre os 192.436 assentos regulares. O
percentual só é inferior ao do Estado de Natal, que, com um aumento de 21.252 unidades, terá um incremento de 28,3%. Segundo Sanovicz, existem quatro razões que justificam alta demanda por Fortaleza às companhias aéreas. O primeiro deles, aponta, é que os jogos programados para ocorrerem no Castelão serão de seleções de relevo. Outro é porque,
aponta, a capital cearense também é um destino turístico. "Além disso, outro fator é que Fortaleza tem uma conexão internacional importante", destaca o presidente da entidade, apontado o fato da Capital estar mais próxima da
Europa e por ter voos diretos ligando a cidade ao Velho Continente. Desoneração fiscal O quarto fator está ligado à resposta das companhias aéreas à medida tomada pelo governo estadual de desoneração fiscal para o setor. No fim do ano passado, o governo aprovou a redução de 30% para 12% na alíquota do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o querosene de aviação, para atrair mais voos para o Estado. O secretário de Turismo do Estado, Bismarck Maia, defendeu que a Lei de Incentivo Fiscal, que instituiu a redução da tributação sobre o combustível de aviação, é o principal fator para o aumento dos voos no Estado. "Com o custo do
combustível mais barato em Fortaleza, as companhias estão vindo mais para cá para abastecer. Isso poderá fazer com que Fortaleza se torne um 'hub' regional, um ponto de distribuição para voos no Nordeste", acredita. Aumento relativo Ele também pondera que o posicionamento de Fortaleza como a segunda capital entre as que terão maior aumento relativo de voos é ainda mais significativo, se levado em consideração que Brasília, que está no topo deste ranking, é
considerada um 'hub' nacional. "Brasília distribui voos para todo o Brasil, inclusive para o Ceará. Já Fortaleza é um destino final", compara. O presidente da Abear confirma essa análise e afirma: "até o momento, as três cidades mais demandadas para a Copa do Mundo São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza". Ele reforça a oferta é ainda maior se levado em consideração que
parte importante dos clientes corporativos não existirá nesse período. Atualmente no Brasil, aponta, 70% dos assentos são ocupados por clientes que viajam a negócios. Com os jogos da Copa, que serão feriados nas cidades-sede, ele
estima que, em média, a metade desses clientes não irá existir. No caso de Fortaleza, ele acredita que a queda nos clientes corporativos durante os jogos será ainda maior, podendo chegar aos 80%, o que aponta que as aeronaves
serão ocupadas majoritariamente por torcedores. Quantidade de passagens irá aumentar 9,7% no País Considerando todas as 12 cidades-sede do evento esportivo, as companhias aéreas irão aumentar em 9,7% o número de passagens ofertadas durante a Copa do Mundo, com um incremento de 645.680 assentos. Desta forma, deverão ser
transportados 7,28 milhões de passageiros da véspera da abertura dos jogos (11/06) ao dia seguinte à grande Final (14/07). Para isso, serão acrescentados 16,1 mil voos extras. São Paulo terá o maior fluxo, com 2,8 milhões de assentos, sendo 234,8 mil extras. No Rio de Janeiro, serão 881,6 mil, dos quais, 89,3 mil extras. O presidente da Abear afirma que não acredita em um caos aéreo causado pelo aumento no número de voos. "O volume de passageiros na Copa é menor do que no Carnaval. No Rio de Janeiro e Salvador, por exemplo, terá menos gente do que
durante este último Carnaval, que ocorreu tranquilamente. No ar, estamos garantindo a Copa, passagem e assento a todo mundo". Telefonia A operadora Oi irá aumentar em 25% o número de suas antenas de transmissão na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) até o Mundial. A informação foi dada pelo secretário de estadual de Turismo, Bismarck Maia, que se reuniu com a
empresa e recebeu desta a promessa. "Uma das nossas grandes preocupações é a qualidade da transmissão de voz e dados em Fortaleza. Nós receberemos muitos turistas e, além deles, também virão jornalistas de todo o mundo que precisarão transmitir dados com qualidade e
urgência às suas redações, e esse serviço precisa funcionar de forma adequada", aponta o secretário. De acordo com Bismarck, a empresa de telefonia fará a ampliação com a criação de novas antenas e com a reforma e reinstalação de antigas, na região metropolitana. A promessa é de que isso seja concluído antes da Copa. "Somente a
Oi possui 47% do mercado de telefonia na RMF, então é muito importante que ela faça essas melhorias". Ele acrescentou ainda que irá marcar uma reunião com a operadora TIM, para solicitar ações do tipo, mas a data ainda não foi agendada. (SS) Repórter
O número representa um incremento de 61,2% sobre o volume de viagens aéreas regulares do Aeroporto


Mercado&Eventos 12/03 - 17:06 A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que o aeroporto Juscelino Kubitschek terá aumento de 64,1% no volume de pousos e decolagens no período, chegando a 5,5 mil voos, sendo 2175 novos, e 560 mil assentos,
sendo 85138 novos locais durante a Copa do Mundo. O levantamento foi realizado pela entidade considerando os voos realizados em um período de 36 horas antes e após cada partida. "Os dados apresentados pela Abear demonstram a importância desse grande evento para Brasília e para o país. Será um legado imensurável ver nossa malha aérea e nossos aeroportos preparados para tamanho fluxo de voos. Os dados
também comprovam que teremos muitas pessoas na cidade, passageiros desses voos, injetando dinheiro na economia local e fortalecendo o Distrito Federal. Saber que nossa cidade foi a que mais aumentará a operação demonstra nossa
posição estratégica e o interesse crescente de brasileiros e turistas pela capital do país e que irão aproveitar o mundial para conhecer nossos encantos", disse o secretário de Turismo, Luis Otávio Neves.
Mercado&Eventos 12/03 - 14:57 A Azul Linhas Aéreas Brasileiras iniciará a terceira frequência semanal de Belo Horizonte (Pampulha) a Cabo Frio a partir do dia 9 de abril. Com isso, pretendem facilitar o acesso de turistas à Búzios, perto da cidade fluminense. A nova operação terá tarifas a partir de R$ 209,90. Cada voo terá capacidade para até 70 clientes. Mais informações em www.voeazul.com.br.
Mercado&Eventos 12/03 - 14:23 A Azul está disponibilizando mais 80 voos extras para a Copa do Mundo. Estas operações adicionais se juntam aos 342 voos já colocados à venda no início de fevereiro. Assim, a companhia totaliza, até o momento, 422 voos extras para
atender a demanda do evento. Os 80 voos extras serão operados por aeronaves Embraer 195 para Natal, Campinas, São Paulo (Guarulhos), Curitiba, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro (Galeão), Fortaleza, Recife, Belo Horizonte (Confins) e Goiânia. Desta forma, os
Clientes também poderão assistir às partidas durante o trajeto, sem perder os momentos dos jogos do mundial de futebol. A Azul ainda pretende colocar mais voos extras à venda, que passam por aprovação da Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac).
Yahoo! Notícias 13/03/201408:28 O governo da Malásia negou nesta quinta-feira as informações de que o avião desaparecido desde sábado tenha voado durante quatro horas depois de desaparecer do radar e afirmou que as imagens de um satélite chinês, que provocaram
esperanças, não mostravam destroços. "As informações estão erradas", afirmou o ministro dos Transportes, Hishamudin Husein, aos jornalistas, ao comentar a notícia divulgada pelo Wall Street Journal. Ele acrescentou que a China afirmou ao governo da Malásia que as imagens de satélite foram divulgadas "por engano e não mostravam destroços". O Wall Street Journal informou que o Boeing 777 da Malaysia Airlines, desaparecido desde sábado, pode ter voado durante quatro horas após o último contato, segundo investigadores americanos. A aeronave poderia ter viajado por centenas ou milhares de quilômetros depois do último contato com os controladores aéreos a 1H30 de sábado (14H30 de Brasília, sexta-feira), uma hora depois de ter decolado de Kuala Lumpur com
destino a Pequim. Os investigadores americanos, que pediram anonimato, baseiam a hipótese nos dados transmitidos automaticamente pelos motores Rolls Royce, que equipavam o Boeing desaparecido A China anunciou na quarta-feira que um de seus satélites havia detectado três "objetos flutuantes" de certo volume em uma zona marítima onde foi perdido o contato com o avião. O Boeing 777, com 239 pessoas a bordo, de várias nacionalidades, a maioria chinesas, viajava entre Kuala Lumpur e Pequim quando desapareceu dos radares na madrugada de sábado (tarde de sexta-feira no horário de Brasília). As buscas cobrem atualmente 27.000 milhas náuticas (quase 90.000 quilômetros quadrados, o que praticamente equivale à superfície de Portugal). Doze países, incluindo Estados Unidos, China e Japão, participam nas operações.
Malásia nega que avião desaparecido teria voado por várias horas
AFP
