AeroClipping, segunda-feira, 24/02/14 - ano XII - nº 36

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O Estado de S.Paulo

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Folha de São Paulo

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G1

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Valor Econômico

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Diário do Nordeste

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Bahia Econômica

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Em Tempo - AM

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Portal iG

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O Estado de S.Paulo

Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Boeing 777 da TAM faz pouso de emergência

Forte cheiro no avião que vinha de Frankfurt para Guarulhos obrigou piloto a descer no Aeroporto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias

Bárbara Ferreira Santos

Mônica Reolom

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estado-boing777FOTO: TA[/frame]

Fechado. Pouso do avião da TAM paralisou o Aeroporto de Las Palmas por 15 minutos

Um Boeing 777 da TAM que voava de Frankfurt, na Alemanha, para Guarulhos, na Grande São Paulo, mudou sua rota e fez um pouso de emergência anteontem no Aeroporto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, na Espanha.

Passageiros e a imprensa local afirmaram que havia cheiro de queimado e fumaça a bordo, o que despertou suspeita de vazamento de carga química no porão do avião. A companhia disse que não houve fumaça e que o problema ocorreu no equipamento de circulação de ar. O voo JJ9374 levava 251 pessoas.

O cheiro forte no Boeing obrigou o pouso nas Ilhas Canárias, o que paralisou o Aeroporto de Las Palmas por 15 minutos. Passageiros relataram que era grande o número de bombeiros na pista esperando o avião.

A TAM explicou ontem, por meio de nota, que não houve problema com as cargas no porão do Boeing, o que foi confirmado após a análise de equipes técnicas. A empresa disse que foi feita uma inspeção no equipamento chamado de “recirculation fan” – sistema que auxilia a circulação do ar. “Isso não colocou em risco a segurança do voo, porém a verificação se fez necessária”, informou a nota.

O vice-presidente de Operações da TAM, Ruy Amparo, afirmou que o avião transportava materiais agrícolas tóxicos. “Nada acima da matriz de risco e que pudesse afetar o avião, tudo dentro das normas da Iata (Associação Internacional dos Transportes Aéreos)”, afirmou. Segundo Amparo, a decolagem para o Brasil ocorreu às 18h10 de ontem e o pouso estava previsto para as 3h de hoje em Guarulhos.

Segundo o especialista em segurança de voo Carlos Camacho, a decisão de fazer um pouso de emergência foi correta. “Se há fumaça e cheiro de queimado, as normas de segurança dizem que é para pousar.” Camacho afirmou que um incêndio no compartimento de cargas não teria exalado fumaça para o interior da aeronave. “No porão, todas as válvulas de circulação de ar seriam fechadas automaticamente, o sistema de oxigênio abordo se ligaria e,em seguida, o piloto dispararia o sistema de extinção de fogo.”

Informações

Passageiros reclamaram da falta de informações recebidas do piloto e da tripulação no período em que ficaram hospedados em um hotel. Alexander Stahlhoefer disse no Facebook que só teve notícias ao meio-dia de ontem, horário de Brasília. A companhia afirmou que foram tomadas as providências para que os passageiros fossem acomodados durante inspeção.

Amparo admitiu que a tripulação priorizou os procedimentos de segurança antes de avisar os passageiros. Ele informou que todos os passageiros que perderam conexões serão indenizados pela TAM.

Acidentes

163 acidentes aéreos foram registrados no Brasil em 2013 – nenhum deles de grande porte, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Os casos envolveram 140 aviões e 23 helicópteros. O número é 8,5% menor que o registrado em 2012, de 178. As mortes caíram de 78 para 72.

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O Estado de S.Paulo

Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gol cria ‘classe conforto’ em avião

Cátia Luz [email protected]

A Gol vai mudar a configuração de toda a sua frota para criar uma “classe conforto” nas primeiras fileiras da aeronave. Os passageiros poderão pagar um adicional de R$ 30 para voar na nova classe. Para os clientes das categorias mais altas dos programas de fidelidade da Gol, Delta e Air France, o uso do assento será gratuito.

O espaço entre as poltronas aumentará para todos os passageiros dos atuais 76,2 cm para 78,7 cm. Para os que viajarem na seção “Gol + Conforto”, a distância é de 86,3 cm e a poltrona reclinará 50% mais do que atualmente.

A mudança reduzirá em 2,7% a oferta de assentos da Gol – o Boeing 737-800, que hoje tem 189 assentos, passará a ter 177, e o modelo 737-700 perderá 6 de seus 144 lugares. A empresa voou em dezembro com 76% de ocupação nas aeronaves, proporção que deve aumentar com a redução de assentos.

“A receita adicional compensa a perda de assentos e a mudança na aeronave traz conforto maior para todos os passageiros”, disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

A iniciativa faz parte da estratégia da Gol de oferecer um serviço mais atraente para o passageiro corporativo, que responde por 60% dos clientes das empresas aéreas brasileiras, é mais fiel e menos sensível a preço.

A Gol alterou a configuração de 10 de seus 140 aviões em novembro do ano passado, quando testou a nova classe de assentos nos voos da ponte aérea Rio-São Paulo. Até maio, a empresa terá 116 aviões adaptados e oferecerá o assento conforto em quase 100% dos voos nacionais da empresa. A opção também estará disponível para os voos internacionais até o fim do ano.

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O Estado de S.Paulo

Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Por que eles querem ter um aeroporto

Grupos apostam em receitas adicionais, como aumento da oferta de serviços

Marina Gazzoni

Renée Pereira

SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Seis empresas brasileiras se tornaram donas de aeroportos no País nos últimos dois anos e pelo menos outras oito têm projetos em desenvolvimento para ingressar no setor.

O negócio requer aportes bilionários: só os leilões somaram investimentos de R$ 25,2 bilhões e outorga (pagamento ao governo) de R$ 45,5 bilhões. Mas as empresas apostam no potencial das receitas adicionais, com maior oferta de serviços e exploração imobiliária dos espaços, para recuperar o capital injetado nos aeroportos.

Essa perspectiva de ganhos atraiu para o setor, principalmente, grupos ligados à construção civil, incorporação imobiliária, concessão de rodovias e até novas empresas.

A porta para a iniciativa privada investir em aeroportos se abriu em 2012, quando o governo quebrou o monopólio da estatal Infraero e promoveu uma rodada de leilões. O primeiro aeroporto concedido ao setor privado foi o de São Gonçalo do Amarante, arrematado pelo grupo de engenharia Engevix. Em seguida, também foram privatizados os aeroportos de Guarulhos, Brasília, Viracopos, Galeão e Confins.

Empresas como Invepar, CCR, Triunfo, Engevix, Odebrecht e UTC Participações venceram os leilões, tornando-se controladoras dos aeroportos mais movimentados do País. E continuam de olho em novas oportunidades espalhadas Brasil afora: “Estamos 100% focados no Galeão, mas temos necessidade e expectativa de novos negócios para diversificar nosso portfólio”, diz Paulo Cesena, presidente da Odebrecht Transport, que hoje administra 19 empresas na área de concessões rodoviárias, terminais portuários e mobilidade urbana.

A expectativa é de que a disputa em novos leilões continue acirrada. A Engevix, que tem dois aeroportos (São Gonçalo do Amarante e Brasília) sob sua gestão, já manifestou interesse em novas concessões. Segundo José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, o plano é ter quatro aeroportos grandes ou médios e outros dez regionais.

Construção

Enquanto algumas empresas aguardam uma nova rodada de leilões, outras companhias planejam construir e administrar aeroportos novos. A possibilidade surgiu em dezembro de 2012, quando o governo publicou um decreto autorizando a exploração comercial de aeroportos públicos focados em aviação executiva pela iniciativa privada. Antes, as empresas podiam ter aeroportos próprios, mas não podiam cobrar tarifas para pouso ou decolagem.

Desde então, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) recebeu cinco pedidos de grupos privados para a construção de aeroportos para aviação executiva (leia abaixo). Na lista estão a incorporadora JHSF, o grupo paranaense JMalucelli, a novata Harpia, de São Paulo, e construtoras médias regionais – a Penido, do Vale do Paraíba, e as pernambucanas Casa Grande Engenharia e Romarco.

As perspectivas de retorno para as empresas que investem em aeroportos para voos comerciais e em espaços para aviação executiva são diferentes, explica o consultor da Bain & Company, André Castellini. “Nos aeroportos de aviação executiva, a receita com tarifa é menor. O maior ganho é com exploração imobiliária.” Nos projetos de JHSF e Penido, em São Roque e Caçapava, o aeroporto é parte de uma espécie de bairro planejado, que também tem hotel, shopping e torres residenciais e comerciais.

Já os grandes aeroportos constituem negócios que garantem fluxos financeiros de longo prazo para seus investidores, com concessões de, no mínimo, 20 anos. As empresas podem ganhar com a cobrança de tarifas aeroportuárias, cujo preço é regulado, e ainda com a exploração comercial das áreas.

A Odebrecht Transport, que vai investir R$ 5,7 bilhões no aeroporto do Galeão, quer aproveitar o espaço para criar novos serviços aos passageiros. A empresa pretende incrementar a receita comercial do Galeão com mais opções de restaurantes na praça de alimentação e novas lojas. “Temos muita área e passageiro predisposto a consumir”, disse Cesena.

Para fazer frente aos investimentos no Galeão e em outras concessões, a Odebrecht Transport recebeu R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no fim de 2013. Na ocasião, o FI-FGTS aportou outros R$ 428 milhões para manter a participação de 30% na empresa (adquirida em 2010).

A Engevix também quer aprimorar as instalações para aumentar as receitas não tarifárias. Segundo Antunes, a empresa vai aproveitar que tem dois aeroportos para obter economia de escala. Na negociação com fornecedores, fechou contratos para os aeroportos de Brasília e São Gonçalo.

Segundo ele, as atenções da empresa no momento estão voltadas para a entrega das obras previstas para Brasília, em maio, e para a inauguração do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na segunda quinzena de abril. Antunes diz, no entanto, que planeja construir hotéis e centros de convenções no entorno do aeroporto de Natal.

Caieiras

As construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez também querem lucrar com seus aeroportos no Brasil. As empresas iniciaram os estudos para entrar no setor em 2007, coma construção de um terceiro aeroporto para a região metropolitana de São Paulo em Caieiras. “Somos investidores em diversos negócios. Olhamos para aeroportos porque entendemos que a aviação ainda vai crescer muito no Brasil”, disse o diretor de novos negócios da Andrade Gutierrez, José Henrique Polido.

A intenção das empresas é fazer um aeroporto para aviação comercial, do porte de Guarulhos, com investimento estimado em R$ 9 bilhões. O projeto depende de alterações na legislação, que só permite novos aeroportos privados focados em aviação executiva, e não comercial. A própria presidente Dilma Rousseff disse em dezembro que o governo vai mudar a regra e autorizar o aeroporto.

Primeiro aeroporto privado do País atende setor de óleo e gás

Um dos primeiros aeroportos privatizados no Brasil, Cabo Frio virou uma base operacional para a indústria de óleo e gás. Nas mãos da iniciativa privada desde 2001, ele não para de crescer. Está estrategicamente localizado próximo a Bacia de Campos e do norte da Bacia de Santos. Ou seja, praticamente todos os helicópteros que atendem as plataformas da Petrobrás e das petroleiras estrangeiras saem do aeroporto de Cabo Frio – que está a 170 km do Campo de Libra.

Segundo Kleber Meira, diretor geral da Libra Aeroportos, que adquiriu 60% de Cabo Frio em 2011 da concessionária Costa do Sol, dos 230 mil passageiros transportados, 85% são de helicópteros off shore. Nos próximos cinco anos, a expectativa é que só esse nicho de mercado alcance 800 mil passageiros. Hoje o segmento de helicópteros off shore representa 40% da receita. Outros 40% vêm do transporte de cargas, também turbinado pela indústria de óleo e gás.

Apesar do peso do setor petroleiro, a empresa está otimista com a área turística. Em janeiro, diz Meira, foram 60 voos de passageiros. O aeroporto já tem voo charter de Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile), além de voos regulares de Campinas e Belo Horizonte. “Podemos ser um aeroporto alternativo ao Galeão. A pista permite qualquer tipo de aeronave.”/ R.P.

NOVOS GRUPOS

Pousos e decolagens são o de menos. Entorno do aeroporto é um dos grandes filões para novatos do setor, que investem em projetos imobiliários para lucrar

Empresas de diferentes regiões já estão se preparando para entrar na lista de donos de aeroportos brasileiros. Esses grupos já pediram autorização da Secretaria de Aviação Civil para construir cinco novos aeroportos para aviação executiva. Dois deles estão em construção e os demais aguardam aprovações de órgãos federais, estaduais e municipais para iniciar as obras.

A construtora Penido, do Vale do Paraíba, é a que tem o projeto mais avançado: o Aerovale, em Caçapava (SP). A empresa pretende inaugurar a pista de pouso em maio, antes da Copa.

Com experiência em obras públicas e em loteamentos, o grupo lançou um projeto que une aeroporto para aviação executiva e incorporação imobiliária de hangares e lotes para condomínio logístico. A construtora é dona de outros 6 milhões de m² no entorno do Aerovale, onde pretende construir centro de convenções e condomínios residenciais. “Meu ganho será com o entorno”, disse o sócio-fundador da Penido, Rogério Penido.

A possibilidade de lucrar com rendas recorrentes e trazer previsibilidade de receita ao negócio tem atraído outras incorporadoras para o ramo. A JHSF, que faturou R$ 960 milhões em 2012 com incorporação imobiliária e administração de shopping centers, vai estrear no setor com a construção de um aeroporto para aviação executiva, em São Roque. As obras começam nas próximas semanas.

O aeroporto faz parte do projeto Catarina, um bairro planejado que será lançado pela empresa numa área de 7 milhões de m ² – 60% ocupada pelo aeroporto e o restante dividido em outlet, hotel e torres residenciais e corporativas. Só o aeroporto deve receber R$ 500 milhões de investimento e o projeto total movimentará R$ 6 bilhões, segundo estimativas de mercado.

“Reduzimos a área de imóveis residenciais para colocar o aeroporto no projeto. Isso está em linha com a estratégia da empresa de aumentar sua receita com renda recorrente, reduzindo o peso da incorporação no faturamento do grupo”, disse Rogério Lacerda, diretor de incorporações da JHSF. “Já fazíamos empreendimentos de uso misto. O aeroporto é uma inovação”, completa Lacerda.

As construtoras pernambucanas Casa Grande Engenharia e Romarco também entraram no setor para tentar lucrar com aluguel. “Desistimos de um loteamento para fazer o aeroporto e ganhar com locação de hangares e tarifas”, diz o diretor comercial da Casa Grande Engenharia, Jorge Leitão.A empresa já está construindo o aeroporto, mas aguarda a autorização da SAC para poder cobrar tarifas aeroportuárias.

Enquanto as incorporadoras tentam diversificar negócios, a Harpia Logística, dos empresários André Skaf e Fernando Augusto Botelho, já nasceu com foco em aviação. A companhia tem a aprovação da SAC para construir um aeroporto em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, mas ainda depende do aval da Prefeitura e do Estado para iniciar as obras. “A empresa é 100% focada em aviação. A demanda por infraestrutura aeroportuária no Brasil é enorme. Já estamos olhando outros três projetos”, disse Skaf.

Já o grupo paranaense JMalucelli, que fatura R$1,8 bilhão e tem 74 empresas, quer construir um aeroporto em Balsa Nova, a 55 km de Curitiba, para aproveitar uma área que detém há 30 anos. “Hoje é reflorestamento, mas já temos um plano de corte aprovado. Identificamos que há potencial para um aeroporto na região”, diz o fundador do grupo Joel Malucelli.

A empresa já pediu autorização para a SAC para atender a aviação executiva, mas espera mudanças na legislação para poder explorar o local também com transporte de carga. / M.G.

Diversificação

“Reduzimos a área de imóveis residenciais para colocar o aeroporto. Está em linha com a estratégia de reduzir o peso da incorporação na receita do grupo.”

Rogério Lacerda

DIRETOR DE INCORPORAÇÕES DA JHSF

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O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2014 | 15h 01

Aeroporto de Fortaleza terá terminal provisório

MARIANA DURÃO - Agencia Estado

RIO - O aeroporto de Fortaleza terá um terminal provisório para atender a demanda de passageiros durante a Copa do Mundo, confirmou nesta sexta-feira, 21, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco. "É um Módulo Operacional Provisório (MOP), mas se você quiser chamar de ''puxadinho'', chame", disse Moreira ao ser questionado por jornalistas durante visita ao Aeroporto do Galeão, no Rio.

Com obras no terminal de passageiros atrasadas - com índice de apenas 25% de conclusão - o aeroporto de Fortaleza foi classificado pelo ministro como "o grande problema" a ser resolvido pelo governo até o mundial em aeroportos das cidades-sede.

O ministro também citou o Aeroporto Marechal Rondon, em Cuiabá. Na próxima segunda-feira ele fará uma nova visita ao aeroporto. No fim de janeiro, Moreira Franco criticou os sucessivos atrasos de cronograma na reforma e ampliação do aeroporto, que chegou a ser considerado em uma pesquisa da SAC como o pior dos 15 que atenderão o fluxo de passageiros durante a Copa do Mundo.

Indagado se esperava encontrar avanços na semana que vem, Moreira foi sarcástico: "Sou devoto de São Tomé. As coisas da Infraero tenho que ver para crer", disse.

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, disse que não há previsão de um "plano B", como um módulo provisório, para Cuiabá. Segundo ele os dois terminais e módulos definitivos ficarão prontos a tempo. "Do ponto de vista das obras, sem dúvida, o aeroporto de Fortaleza é o que mais preocupa", disse.

Vale afirmou que o Módulo Operacional Provisório de Fortaleza terá capacidade para atender 2 milhões de passageiros por ano e um custo de R$ 1,680 milhão. Já as obras do Galeão, iniciadas em 2008, devem superar os R$ 800 milhões.

Desde o fim de 2013 o ministro Moreira Franco iniciou uma série de inspeções aos aeroportos da Copa. Essa é a quarta vez que o ministro vem ao Rio desde dezembro, sempre às sextas-feiras. Na semana passada ele esteve no Aeroporto Santos Dumont, no centro da capital fluminense.

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O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2014 | 14h 25

Infraero vai bancar obras inacabadas no Galeão

MARIANA DURÃO - Agencia Estado

RIO - A revitalização das alas B e C do terminal 1 do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio, será realizada pelo consórcio formado por Odebrecht e Changi, mas bancada com recursos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), disse nesta sexta-feira, 21, o presidente da estatal, Gustavo do Vale.

"Os terminais B e C são da concessionária. A Infraero vai arcar (com os custos) mas de acordo com o projeto deles", disse Vale. O consórcio assinará o contrato de concessão em março, mas só assume o Galeão em agosto. O executivo acompanhou o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, em visita para vistoriar as obras do Galeão.

A SAC determinou que as obras inacabadas em curso nos aeroportos brasileiros sejam suspensas em 30 de abril. Segundo o ministro, o limite é necessário para permitir a organização dos terminais a tempo de atender o público da Copa.

A Infraero não conseguirá cumprir o cronograma de obras do terminal B (misto) e C (embarque e desembarque internacional) do terminal 1. Apenas a área A, de embarque e desembarque nacional, estará pronta até o fim de abril.

Climatização

O dia 28 de fevereiro será uma data chave para o Galeão. De acordo com o ministro, os problemas de climatização no terminal 1 estarão completamente sanados com novos equipamentos até este dia. Os passageiros do Galeão vêm sofrendo com a falta de capacidade dos aparelhos de ar condicionado em meio a um calor de 40 graus.

No mesmo dia serão entregues a praça de alimentação e as novas esteiras de bagagens automáticas do terminal 2. A SAC aponta o estacionamento como um problema grave do aeroporto que ainda terá que ser resolvido e que tende a se agravar com as obras na cidade do Rio de Janeiro.

Moreira Franco admitiu que o cronograma de obras da Infraero para o Aeroporto Internacional do Rio não será 100% cumprido, mas disse que, apesar disso, o aeroporto estará pronto para dar um "atendimento padrão" aos turistas em junho.

O ministro lembrou que nos feriados de fim de ano os aeroportos brasileiros receberam um fluxo muito superior ao que virá na Copa do Mundo, em junho. Só no dia 20 de dezembro, 400 mil pessoas passaram pelo Galeão. "A ordem que estou dando é dar boas condições aos passageiros na Copa", afirmou a jornalistas.

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Folha de São Paulo

23 de fevereiro de 2014

Passageiro doente deve avisar empresa

Companhia aérea pode se programar para o caso e até recusar embarque, diz especialista em medicina aeroespacial. Turismo médico, em que pacientes viajam para se tratarem, é a explicação para muitos atendimentos em voo

RICARDO GALLO DE SÃO PAULO

Por trás dos atendimentos de emergência em voos no Brasil está, entre outras razões, o turismo médico, explica Vânia Melhado, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial. São passageiros que vão a São Paulo, por exemplo, vindos das regiões Norte e Nordeste do país para se tratar. Muitos, afirma a médica, não avisam a empresa aérea com antecedência sobre a doença, o que permitiria a eles se preparar --e até mesmo recusar o passageiro.

Vânia presta serviços para uma companhia, que ela prefere não identificar. Em 2013 a empresa teve três mortes, todas de pacientes com doenças prévias, afirma a médica.

"Dos passageiros que declaram [doença], não houve nenhum pouso não programado [por emergência]."

Dietas adequadas, em alguns casos, podem evitar problemas, diz Vânia, que, como médica voluntária, atendeu a um caso de desmaio em um voo da TAM ano passado.

Pacientes saídos de cirurgias no pulmão, coração ou cérebro, ou com problemas cardíacos estão entre aqueles nos quais há risco de voar. As companhias sugerem que os passageiros as procurem 72 horas antes do voo. Os formulários ("Medifs") estão nos sites das empresas.

Outro problema é a falta de formação nas faculdades para médicos lidarem com medicina aeroespacial, o que ganha importância em razão do crescente número de passageiros a bordo em aviões.

FORTALEZA

Nove voos com destino ou origem no Brasil tiveram que desviar a rota e pousar no aeroporto mais próximo em razão de emergências médicas no ano passado, de acordo com dados da Medaire. Entre as 120 companhias que a empresa atende, foram 563 no mesmo período. Isso acontece, por exemplo, se um passageiro tem um ataque cardíaco a bordo.

O aeroporto brasileiro que mais recebe voos em emergência é o de Fortaleza, ponto em terra mais próximo para que cruzam o Atlântico. No mundo, aparecem na lista aeroportos dos quais brasileiros quase nunca ouvem falar, como Goose Bay, no Canadá --localidade que, a despeito de ter apenas 7.500 habitantes, tem o aeroporto preparado para aviões de grande porte.

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G1

23/02/2014 14h38

Aumenta procura por passagens em terminais de passageiros de São Luís

No Terminal da Ponta da Espera não é mais possível reservar passagens. Apenas o aeroporto Hugo da Cunha Machado não prevê aumento no fluxo.

Do G1 MA com informações de O Estado

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g1-aumenta-procuraEmpresas de transporte estão montando operação com até o dobro da frota para

atender à demanda (Foto: Flora Dolores/O Estado)[/frame]

Os terminais de passageiros de São Luís já se prepararam para atender ao grande fluxo de pessoas que viajam a partir da sexta-feira (28) véspera do feriado de Carnaval. No Terminal da Ponta da Espera não é mais possível reservar passagens e os passageiros terão de aguardar na fila de espera do dia da viagem, para comprar bilhetes para as viagens extras que devem ser disponibilizadas.

No Terminal Rodoviário de São Luís, as empresas de transporte estão montando uma operação com até o dobro da frota para atender à demanda. Apenas o Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado não prevê aumento no fluxo de passageiros.

Em feriados prolongados, muitas pessoas viajam para os municípios da Baixada Maranhense, por isso, durante o Carnaval, o fluxo de passageiros no terminal da Ponta da Espera aumenta em torno de 15%, conforme as empresas que prestam o serviço de transporte de passageiros via ferry-boats. Este ano, as passagens para o período carnavalesco começaram a ser vendidas no dia 3 deste mês e já estão esgotadas para o período do dia 26 deste mês a 1º de março.

Por dia, são realizadas 10 viagens entre os terminais da Ponta da Espera e Cujupe, mas, de acordo com as empresas que prestam o serviço, a Internacional Marítima e a Serviporto, serão oferecidas viagens extras durante os dias de Carnaval, conforme a demanda de passageiros, mas a compra de bilhetes será no guichê, em chamada fila de espera.

Reservas

A reserva de passagens não é mais possível porque os passageiros anteciparam a compra dos bilhetes. "Começamos a vender as reservas no dia 3. Neste mesmo dia, a maioria das vagas foi vendida. Como é um período muito concorrido, quem costuma viajar até chega para ficar na fila de madrugada para poder comprar", informou Rosinete Oliveira, que trabalha em um dos postos de venda de passagens de ferryboat de São Luís.

Terminal Rodoviário

No Terminal Rodoviário de São Luís a expectativa também é de aumento no fluxo de passageiros durante o período carnavalesco. Conforme Raimundo Nonato Júnior, gerente rodoviário da Expresso Guanabara, a venda de passagens começou na segunda-feira, dia 17, e já aumentou 50% em relação ao ano passado. "O dia de maior movimento será a Sexta-feira Gorda, dia 28, por isso, dias 27 e 28 teremos 20 ônibus extras, além das 10 viagens que já realizamos diariamente para atender à demanda", informou.

Diversas empresas disponibilizarão ônibus extras para atender passageiros. Entre as cidades maranhenses, Bacabal, Santa Inês, Chapadinha e Barreirinhas estão entre as mais procuradas no interior do estado.

Fora do Maranhão, cidades piauienses como Teresina, Parnaíba e Floriano. "Nesse caso, é que muita gente do Piauí mora em São Luís por causa do trabalho e aproveita para visitar a família no Carnaval", afirmou Sheudson Esteves, atendente da Transbrasiliana, empresa que também vai disponibilizar ônibus extras no dia 28, o de maior procura por passagens.

Aeroporto

Diferentemente dos terminais rodoviário e hidroviário, no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, no Tirirical, não há expectativa de aumento na movimentação de passageiros para o período carnavalesco, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Segundo a Infraero, a movimentação deve ser semelhante ao mesmo período de 2013, quando o Aeroporto de São Luís recebeu 23.863 passageiros. Na ocasião, o aeroporto registrou um déficit de 16% na movimentação de passageiros quando comparado ao mesmo período de 2012.

Apesar disso, nas agências de viagens da capital a procura por pacotes turísticos para o período começou ainda no ano passado, desde o mês de agosto.

Liliane Garcia, agente de viagens da Brother Turismo, informou que o folião maranhense dá preferência para destinos na Região Nordeste. "As cidades de Recife (PE) e Salvador (BA) estão entre as mais procuradas. Reconhecido como principal palco do Carnaval do Brasil, o Rio de Janeiro também continua em alta", disse.

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G1

22/02/2014 12h11

FAB sobrevoa região de mata para tentar localizar piloto desaparecido

Buscas por piloto foram retomadas neste sábado (22) entre MT e Pará. Ele iria fazer escala em Rondonópolis (MT), segundo amigo do piloto.

Pollyana Araújo Do G1 MT

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g1-FABDaniel Martins desapareceu após decolar com aeronave

no Pará (Foto: Arquivo pessoal)[/frame]

Uma equipe da Força Aérea Brasileira (FAB), formada por 17 militares, retomou as buscas pelo piloto Daniel Martins, de 55 anos, que está desaparecido desta quarta-feira (19), após decolar com um avião monomotor em Novo Progresso (PA) em direção a Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. De acordo com a FAB, o trabalho foi reiniciado às 8h30 [horário de Mato Grosso]. Uma aeronave faz sobrevoo em região de mata entre Novo Progresso e Rondonópolis e outros profissionais tentam obter informações que possam auxiliar nas buscas.

Nesta sexta-feira (21), primeiro dia de buscas, a aeronave sobrevoou mais de 300 quilômetros quadrados durante mais de 8 horas de voo. Porém, não foram encontrados vestígios da aeronave.

O amigo do piloto, Marcelo Pucci, disse que Daniel voava há oito anos e que já era considerado experiente. A aeronave em que ele estava tinha sido comprada em sociedade com o pai de Marcelo, de quem também é amigo. "Ele tinha ido ao Pará para ver uma fazenda que estava interessado em comprar e quis ir de aeronave", contou. Ele avalia que o mau tempo nessa época de chuva possa ter contribuído com eventual acidente.

"Nesse período do ano, a rota nessa região é muito ruim. De 50 pilotos que costumam fazer essa rota, só 20 se arriscam a voar nessa época, para se ter uma ideia", exemplificou, ao explicar sobre a falta de alternativas de pouso de emergência nessa região de floresta. Essa era a terceira vez que Daniel fazia esse percurso.

Além de piloto, Daniel Santos é empresário. Ele possui um hospital em Telêmaco Borba (PR), município onde mora com a família e para onde pretendia seguir após fazer escala em Rondonópolis. A mulher dele é médica.

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G1

21/02/2014 23h35

Helicóptero faz pouso em área não autorizada no centro de Palmas

O piloto pousou no local para se hospedar em um hotel na região. Nos últimos 15 dias, dois acidentes aéreos causaram mortes no Tocantins.

Do G1 TO

[frame align="left"]

g1-helicoptero1O pouso foi feito a poucos metros da Avenida Theotônio Segurado

(Foto: Bernardo Gravito/G1)[/frame]

Um helicóptero particular foi flagrado pousado em um terreno próximo ao Espaço Cultural, que fica ao lado da avenida Theotônio Segurado, principal via de Palmas. O flagrante foi feito no final da tarde desta sexta-feira (21) e, de acordo com informações de testemunhas, o piloto da aeronave não fez um pouso de emergência, situação em que uma aeronave privada pode pousar em locais não autorizados. Outra possibilidade para uma aeronave pousar em locais não certificados, seria um pouso eventual, mas este tipo de manobra deve ser comunicada previamente à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O local escolhido pelo piloto fica dentro de uma agência de fretes de caminhões, em uma esquina, a cerca de 40 metros da pista da avenida Theotônio Segurado e da avenida LO-05. Segundo motoristas de caminhão que trabalham no local, a aeronave pertenceria a pessoas de outro estado que tem fazenda no Tocantins e costumam se hospedar em um hotel que fica do outro lado da avenida. Eles também disseram que esta deve ser a quinta vez que os fazendeiros utilizam a área para guardar a aeronave.

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g1-helicoptero2A capa térmica colocada no helicóptero é um sinal

de que não houve um pouso de emergência

(Foto: Bernardo Gravito/G1)[/frame]Segundo testemunhas, o helicóptero pousou no local nesta quinta-feira (20), por volta das 13h. Funcionários do hotel, que preferiram não se identificar, informaram que o piloto ainda está hospedado no local. Eles também confirmaram que a prática é comum pelos donos da aeronave. De acordo com os funcionários, os donos da aeronave teriam considerado muito caras as taxas cobradas para pousar no aeroporto de Palmas.

O G1 tentou entrar em contato com o piloto do helicóptero no hotel onde ele está hospedado, mas ele não foi localizado pelos funcionários do estabelecimento. A assessoria de comunicação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que não conseguiu verificar se o piloto teria comunicado um pouso eventual, mas afirmou que a aeronave encontra-se em situação regular.

Aeronaves privadas

Em menos de duas semanas, dois acidentes aéreos aconteceram no Tocantins e fizeram quatro vítimas fatais. No último dia 9, um avião monomotor caiu na zona rural de Palmas. Três pessoas morreram no acidente, entre elas estava o ex-prefeito de Ponte Alta do Tocantins, Cleyton Maia.

Na última quarta-feira (19), outro avião monomotor caiu sobre uma casa em Araguaína. Uma criança de sete anos morreu e outras duas ficaram feridas. As três estavam brincando no quintal da casa da avó quando foram atingidas pelo avião.

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Valor Econômico

24/02/2014 às 05h00

Iberia busca cliente corporativo para voltar a crescer

Por Vanessa Dezem | De São Paulo

Depois de finalmente conseguir um acordo com o sindicato dos pilotos da Espanha na última quinta-feira e encerrar uma briga que durava mais de dois anos, a Iberia tenta se reestruturar e começa a colocar em prática suas estratégias para voltar a crescer. Já pensando no pós-crise, a espanhola busca uma renovação da marca e concentra seus esforços no segmento de clientes corporativos, com foco na América Latina, sua "rota-chefe".

"Madri é a base das companhias latinas na Europa. No segmento corporativo temos maior vantagem competitiva", afirmou ao Valor o novo vice-presidente comercial da Iberia para América Latina, Frédéric Martínez.

No escritório da companhia na Avenida Paulista, o executivo afirmou que o Brasil é mercado prioritário para este novo momento da empresa. Para isso, a espanhola aposta na melhora do serviço: a partir de maio, chegam ao país aviões com novas cabines que, segundo Martinez, terão mais espaço, conforto, e mais ferramentas de entretenimento.

O foco no cliente de negócios envolve também melhorias na oferta de tecnologia: todos os assentos das aeronaves contarão com tomadas para carregar aparelhos eletrônicos e a empresa aguarda aprovação das autoridades para oferecer Wifi a bordo.

A partir de junho, a empresa prevê que três quartos dos voos do Brasil à Espanha serão operados por aviões com as novas cabines. São ao todo 17 aviões Airbus A340-600 e oito A330 que fazem o percurso, e devem ser renovados em um ano a partir de agora.

Com dois voos diários que saem de São Paulo e um que sai do Rio para Madrid, a Iberia tem 36% da participação de mercado na rota Brasil-Espanha. Quando se considera apenas a classe "business", a fatia chega a 49%.

"Temos um bom hub (polo de voos), bom nível de produto, e atendemos a demanda com pontualidade. É um modelo difícil de se copiar quando se trata do segmento corporativo", afirmou o executivo. Nas rotas da América Latina para a Europa, a empresa opera com 200 voos por semana, o que representa 16% do mercado.

A aposta da Iberia na rota Brasil-Europa é uma tentativa de compensar os reveses que a empresa tem sofrido, principalmente com a crise no mercado europeu. No ano passado, a companhia viu cair em 16,5% seu número de passageiros transportados por quilômetro, para 41,5 milhões. Em 2012, a queda tinha sido de 3,1%.

Em meio a um processo agressivo de corte de custos - em que a companhia diminuiu seu quadro de funcionários em mais de 3.000 pessoas (15% do total) - houve também uma redução na oferta de assentos, com queda de 14%, para 52,5 milhões. O prejuízo da companhia espanhola até setembro do ano passado somava € 165 milhões.

O cenário começou a melhorar na quinta-feira da semana passada, quando a Iberia conseguiu um acordo com o sindicato dos pilotos, que aceitou congelar os salários destes profissionais até 2015 - que já tinham sido cortados em 14% em um acordo anterior - e vincular a remuneração dos funcionários à rentabilidade da companhia.

Para Martínez, com o acordo, a empresa agora consegue se estruturar para voltar a competir. No Brasil, o ano começou com números positivos para o setor. Segundo dados de mercado disponibilizados pela própria Iberia, as reservas de voos com origem no Brasil entre janeiro e maio registradas pelas companhias aéreas cresceram 13%, na comparação com o mesmo período do ano passado. As reservas para a rota com origem na Europa, no entanto, avançaram apenas 0,5%.

Para a Copa, a Iberia não vai além de seus três voos diários no Brasil, mas vai colocar sua capacidade máxima nos voos existentes, disponibilizando os maiores aviões para a cobertura do período do evento (os A340-600).

Está ainda no radar para este ano o reforço de parcerias com as companhias aéreas locais, a TAM e a Gol. Desde 2009, a espanhola tem um acordo de compartilhamento de sistemas de vendas, o chamado "code-share", com a Gol. Segundo o executivo, o fato de a TAM ingressar na aliança internacional One World ainda no primeiro semestre deste ano deve "abrir novas possibilidades" com a aérea brasileira, e um acordo code-share deve passar a ser discutido. Além disso, a possibilidade da utilização de outros aeroportos brasileiros para a rota a Madri volta a ser analisada pela empresa, já que as concessões para o setor privado devem trazer investimentos para o setor.

O executivo vê a economia brasileira de maneira positiva. "Há riscos no Brasil, mas a economia sempre tem contrapartidas", afirma Martinez, citando a possibilidade de a alta do dólar promover o avanço das exportações do país. "O acordo (com os pilotos) e os custos menores foram importantes para conseguirmos agora projetar nosso crescimento sobre uma base sólida", completa o executivo. No país, a Iberia tem um quadro de funcionários de cerca de 100 pessoas, e dois escritórios comerciais no Rio e em São Paulo.

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Diário do Nordeste

23.02.2014

Aeroporto de Juazeiro soma prejuízos com obras paradas

Dinheiro, no valor de R$ 15,8 milhões, que seria destina do para desapropriação de área, fica suspenso

Elizângela Santos

Repórter

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diario-nord-juazeiro1Serviços nos módulos operacionais estão suspensos há mais de quatro meses

FOTOS: ELIZÂNGELA SANTOS[/frame]

Juazeiro do Norte. Enquanto vários segmentos comemoram o desenvolvimento regional, o Cariri perde em qualidade de transporte.

Nos últimos meses, mesmo com uma movimentação acima da média de cidades com porte superior e uma estrutura mais adequada, o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, de Juazeiro do Norte, continua com as obras dos módulos operacionais paralisadas há mais de quatro meses e poderá ter impedida a possibilidade de ampliação do seu espaço, em proporções adequadas ao crescimento de usuários no Cariri.

Esta semana, a verba de R$ 15,8 milhões que seria destinada à desapropriação de uma área de 486 mil metros quadrados, já proposta em ação judicial para ser repassada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em 90 dias, a contar de 17 de dezembro do ano passado, deverá não ser mais investida na área de incorporação ao aeroporto este ano.

O prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, foi informado durante reunião em Brasília, com o presidente da Infraero, Gustavo do Valle, que a verba foi suspensa e contingenciada pelo Ministério do Planejamento no final do ano passado, e não chegou sequer a ser empenhada.

O coordenador de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Juazeiro, Roberto Celestino, disse que não se sabe a razão dessa decisão, já que a cidade cumpriu com o que foi solicitado e todos ajustes foram feitos, para que houvesse o processo de desapropriação.

Documentação

A documentação inicial da Caixa Econômica Federal estava incompleta e houve a complementação junto aos serviços da Secretaria de Infraestrutura do Município. "A Infraero pediu uma parceria da prefeitura. A administração complementou com o manual descritivo de cada imóvel, redigiu a ação de desapropriação e foi co-autora, junto com a Infraero, da ação de desapropriação", disse ele.

Além disso, foi firmado perante a 16ª Vara da Justiça Federal, um prazo, pela própria Infraero, para o repasse dos valores. Ainda segundo ele, agora vem sendo feita uma força-tarefa dos parlamentares cearenses Arnon Bezerra, que esteve na reunião com o prefeito e o coordenador, além do deputado José Guimarães, para resgatar o valor, que esteve disponível para investimento desde julho do ano passado, mas conforme Celestino não foi repassado. A verba ainda chegou a ser disponibilizada em setembro e não foi depositada. "A nossa tentativa era justamente de apressar a liberação desses valores", disse.

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diario-nord-juazeiro2O Plano Diretor do Aeroporto Humberto Bezerra, em aprovação na Agência Nacional

de Aviação Civil (Anac) depende da incorporação de uma nova área para a

construção do futuro terminal de passageiros para atender a expansão da

demanda[/frame]

Celestino disse que todos foram surpreendidos pela notícia. Agora não há uma certeza do prosseguimento da única possibilidade de crescimento do aeroporto. Durante a reunião, o próprio presidente da Infraero chegou a comunicar que vários projetos estariam destinados ao Juazeiro, mas com a área desapropriada, a exemplo de uma torre de controle, ainda para este ano, além de áreas de estacionamento de veículos, aeronave, entre outros benefícios. Nesse caso, a torre de controle está com cronograma de implantação prevista este ano.

A preocupação maior é a decisão, mediante convênio e acordo junto à justiça, não ser cumprida até março. Celestino afirma que não dá para pensar na possibilidade de desenvolvimento no turismo sem melhorias no aeroporto. A obra dos módulos operacionais, diz, representa muito pouco diante da área de desapropriação, que possibilitaria realmente o crescimento e adequações necessárias.

O ano de 2013 começou bem em termos de anúncio para o aeroporto. Logo em janeiro, o superintendente regional da Infraero Nordeste, Fernando Nicácio da Cunha Filho, entregou ao prefeito de Juazeiro do Norte, o relatório de conclusão do levantamento de avaliação e perícias de engenharia para a desapropriação de parte da área do entorno do aeroporto para futura ampliação da infraestrutura aeroportuária.

Foi realizada uma apresentação técnica do executivo da Infraero no auditório da administração do aeroporto e a entrega do documento, que contemplava todos os itens necessários à garantia de espaços vitais para continuidade ao atendimento à demanda crescente, além de atualizar os investimentos de curto e médio prazo para o aeroporto. No mês de julho, foi feito o anúncio do repasse dos valores correspondentes ao processo de desapropriação.

A área atual do aeroporto é de 1.288,740 metros quadrados. Com a incorporação do espaço a ser desapropriado, o equipamento ficaria com 1.774,740 m². Com essa área a mais, a meta é possibilitar melhorias nas condições relacionadas à segurança, área de manobra, pista de táxi, entre outras alternativas, proporcionando melhor infraestrutura aeroportuária.

A tentativa agora é marcar uma audiência com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para solicitar que verbas sejam alocadas através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com o objetivo de se cumprir a ordem judicial que estabeleceu prazo para a realização dos depósitos.

De acordo com Celestino, todo o Plano Diretor do Aeroporto em aprovação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) depende da incorporação desta área para a construção do futuro Terminal de Passageiros (TPS), Terminal de Cargas ( TECA), estacionamento de veículos, locadoras de veículos, teste de motores e pátio de estacionamento de aeronaves. No início deste ano, a Infraero encaminhou via Secretaria de Aviação Civil ao Ministério do Planejamento solicitação de aporte de R$ 415 milhões do PAC, dentro dos quais estão os R$ 15,8 milhões para a desapropriação.

Essa não é primeira vez que recursos previstos para serem investidos no aeroporto são destinados para outras finalidades ou perdidas. Em 2010, a bancada federal conseguiu incluir no orçamento R$ 30 milhões para melhorias no equipamento. Por conta de um convênio de gerenciamento da Infraero com o Estado, o prazo para repasse da verba expirou. Outra verba de R$ 10 milhões foi inserida no ano seguinte, no orçamento, através da bancada cearense no Senado. Por conta do mesmo problema, mais uma vez a região perde em investimentos.

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Bahia Econômica

24/02 - 06:00hs

Movimento de passageiros internacionais no aeroporto caiu 18,4% em janeiro

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bahia-economica-movimentoA movimentação total de passageiros no Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador, caiu 1,7% em janeiro de 2014, relação a igual período do ano passado.

Já a queda na movimentação de passageiros internacionais foi maior e atingiu 18,4%. Houve uma redução de cerca de 7 mil passageiros internacionais.

Apesar dos anúncios de novos voos internacionais ligando Salvador a destinos no exterior, houve uma redução de cerca de 20% na quantidade de voos internacionais que pousaram no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães.

Em janeiro de 2014 pousaram no aeroporto de Salvador 200 voos, contra um total de 251 em janeiro de 2013. Já o aeroporto de Ilhéus apresentou um forte aumento na movimentação de passageiros, da ordem de 40%. As informações foram fornecidas pela da Infraero.

As informações da Secretária do Turismo do Estado sobre embarque e desembarque, divulgadas na imprensa neste final de semana, somaram os dados para os três aeroportos baianos, apresentando assim números que indicam crescimento. Mas esse crescimento foi restrito a Ilhéus e Porto Seguro.

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Bahia Econômica

24/02/ - 08h06m

Obras de aeroportos baianos só ficam prontas depois da copa

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bahia-economica-copa

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Os quatro aeroportos baianos que constam na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) estão com obras ou projetos atrasados. Os aeródromos anunciados em 2010 deveriam ficar prontos até 2014, ano da Copa do Mundo.

Segundo matéria do jornal A Tarde desta segunda-feira (24), dos R$ 187,3 milhões previstos inicialmente para obras dos aeroportos de Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista, a execução não chegou ainda a R$ 36 milhões.

Já o terminal de Barreiras integra o PAC 2, mas o balanço do programa não estima sequer o valor de investimento inicial. As informações são oficiais e constam na página do PAC 2 e do último balanço divulgado semana passada.

“A ideia era estar tudo pronto até 2014, mas não conseguimos. O objetivo era estar em operação no começa do ano”, reconhece Denisson Oliveira, diretor de Terminais do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba).

Nos casos de Vitória da Conquista e Barreiras, cabe ao governo estadual responder pelos terminais. Já em Salvador e em Ilhéus, a responsabilidade pela execução das obras é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Em Salvador, onde acontece seis jogos da Copa, apenas a ampliação do pátio de aeronaves foi concluída.

Em visita ao terminal da capital baiana, na última semana, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, manteve a suspensão da segunda etapa das obras do terminal de passageiros. Segundo o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, as intervenções terão fim três meses após a Copa. “Sem sombra de dúvidas, assim que terminal a Copa do Mundo, em 90 dias, o projeto estará todo concluído”, informa.

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Em Tempo - AM

Segunda, 24 Fevereiro 2014 08:15

Obras do aeroporto de Manaus não serão concluídas até a Copa do Mundo

Escrito por Redação

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em-tempo-manausAeroporto de Manaus seguirá com a obra após a Copa de 2014 – foto: Ione Moreno[/frame]

Dos nove aeroportos anunciados pelo governo federal para estarem aptos a receberem uma grande movimentação de passageiros durante a Copa do Mundo, sete não estarão prontos até o início do mundial da Fifa, previsto para o dia 12 de junho.

Conforme a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), os aeroportos de Belo Horizonte (Confins), Manaus, Rio de Janeiro (Galeão) e Salvador estarão com as obras em andamento durante a Copa.

A reforma dos terminais de embarque desses quatro aeroportos atrasou e acabou sendo dividida em etapas: parte será entregue para o Mundial e parte, só depois do torneio.

O órgão também desistiu de entregar para o início do mundial a nova torre de controle do aeroporto de Recife e a obra de ampliação da pista de pouso e decolagem do aeroporto de Porto Alegre, ambas prometidas para o torneio.

Os dois projetos foram retirados da lista oficial de obras para o Mundial, a chamada Matriz de Responsabilidades. Com isso, o número de aeroportos inacabados aumentou para seis.

O sétimo aeroporto que teve seu plano de investimentos comprometido foi o de Curitiba. Em 2010, o governo prometeu reformar o terminal aéreo da capital paranaense.

No entanto, após sucessivos atrasos na obra, cancelou o projeto e resolveu refazê-lo. No novo projeto, o plano de reforma também foi divido em pré e pós-Copa Tudo o que foi prometido para a Copa, pela Infraero será entregue antes do torneio, que começa em junho

De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero, a obra começou em maio de 2013. Vai até março de 2016.

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Portal iG

24/02/2014 08:29

Passageiros de voo da TAM desviado para as ilhas Canárias chegam ao Brasil

Rota foi alterada por falha em equipamento de ventilação do banheiro da aeronave, que emitiu cheiro desagradável

Por iG São Paulo

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portalIG Edison Temoteo/Futura Press

Passageiros de voo da TAM desviado para as ilhas Canárias após falha de equipamento chegam ao Brasil[/frame]

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Os 234 passageiros e 17 tripulantes do voo JJ9374 da TAM que partiu de Frankfurt, na Alemanha, com destino a Guarulhos e teve de ser desviado para o aeroporto Las Palmas, nas ilhas Canárias, no sábado (22), chegaram ao Brasil na madrugada desta segunda-feira (24). A rota da aeronave foi alterada por suspeita de vazamento de carga química. Após inspeção, a hipótese foi descartada e verificou-se falha em um equipamento de ventilação do banheiro do fundo do avião.

Os passageiros relataram momentos de tensão e reclamaram que a companhia aérea não forneceu informações sobre o que acontecia com a aeronave. Em depoimento à TV Globo, um dos passageiros, Danillo Silva, disse que a tripulação não conseguiu disfarçar o nervosismo. "A tripulação estava totalmente aflita. Era perceptível no rosto da tripulação, tanto que uma das aeromoças estava passando mal". Outros relataram a sensação de alívio na chegada ao País.

A TAM informou que "tomou todas as providências para que os passageiros fossem acomodados durante a inspeção e preparação da aeronave para uma nova decolagem".

"A companhia esclarece que o procedimento não colocou em risco a segurança do voo, porém se fez necessário para garantir o conforto dos passageiros, já que a falha ocasionou cheiro desagradável a bordo", informa a TAM, em nota. "Tinha um cheiro estranho. Para mim, parecia um plástico queimado, um plástico derretido", afirmou o passageiro Alfredo Bonfai.

O site local TeldeActualidad informou que a aeronave transportava produtos tóxicos e que equipes dos bombeiros, da polícia e das Forças Armadas foram mobilizadas para um pouso de emergência. A TAM nega. Segundo a empresa, o que houve foi apenas um pouso não previsto.

Em nota, a Boeing, fabricante da aeronave, afirmou que etá investigando as causas do acidente.

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