Um dos itens mais importantes na luta dos aeronautas por melhores condições de trabalho diz respeito ao gerenciamento do risco de fadiga da tripulação, fator que tem relação direta com a segurança de voo. Por este motivo, cláusulas sociais são tão importantes quanto as econômicas na pauta de reivindicações da categoria para a renovação da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).
Desta forma, o movimento grevista convocado para ter início em 22 de janeiro, com a paralisação de todas as decolagens no país entre 6h e 7h da manhã (horário de Brasília), é também uma ação essencial para gerenciar o risco de fadiga, limitando os períodos de trabalho nas madrugadas e estabelecendo jornadas menos extensas — além de garantindo folgas regulares mais justas.
Abaixo publicamos um informativo que explica os perigos da execução do trabalho de comandantes, copilotos e comissários sob efeitos da fadiga, com informações oriundas da ICAO para ajudar tripulantes a reconhecer os indícios do risco de fadiga em sua escala de voo — e assim poder enviar um relatório para o departamento de segurança operacional de sua empresa, para o SNA ou, se necessário, um RELPREV.
